Elementos de Análise Assintótica
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- Elias Alcântara
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1 Elementos de Análise Assintótica Marcelo Keese Albertini Faculdade de Computação Universidade Federal de Uberlândia 23 de Março de 2018
2 Aula de hoje Nesta aula veremos: Elementos de Análise Assintótica Análise do algoritmo Insertion Sort
3 Análise de custos Uso de algoritmo em um computador idealizado Random Access Machine Acessa qualquer região da memória em tempo constante, operações aritméticas +,-,/,* são executadas em tempo constante, potência de 2 para exponentes pequenos também Não executa operações paralelamente, não tem threads
4 Insertion sort: ordenação por inserção 1 v o i d i n s e r t i o n S o r t ( i n t [ ] v ) { 2 3 i n t n = v. l e n g t h, j = 1 ; 4 5 f o r ( j = 1 ; j < n ; j ++) { 6 i n t c = v [ j ] ; 7 i n t i = j 1 ; 8 9 // p r o c u r a l u g a r de i n s e r c a o e d e s l o c a nú meros 10 w h i l e ( i >= 0 && v [ i ] > c ) { 11 v [ i +1] = v [ i ] ; 12 i = i 1 ; 13 } 14 v [ i +1] = c ; 15 } 16 }
5 Algoritmo: ordenação por inserção 1 i n s e r t i o n S o r t ( i n t [ ] v ) { 2 3 i n t n = v. l e n g t h, j = 1 ; 4 f o r ( j = 1 ; j < n ; j ++) { 5 i n t c = v [ j ] ; 6 i n t i = j 1 ; 7 8 // d e s l o c a nú meros 9 w h i l e ( i >=0 && v [ i ]>c ) { 0 v [ i +1] = v [ i ] ; 1 i = i 1 ; 2 } 3 4 // i n s e r e chave 5 v [ i +1] = c ; 6 } 7 } chave = chave = chave = chave = chave = chave =
6 Insertion Sort: análise de tempo 1 i n s e r t i o n S o r t ( i n t [ ] v ) { Custo Repetições 2 i n t n = v. l e n g t h, j = 1 ; { c f o r ( j = 1 ; c 2 1 atribuição 4 j < n ; c 3 n testes 5 j ++) { c 4 n 1 incrementos 6 i n t c = v [ j ] ; c 5 n 1 7 i n t i = j 1 ; c 6 n // d e s l o c a nú meros t j é núm. iterações do while 10 w h i l e ( i >=0 && v [ i ]>c ) { c n 1 7 j=1 t j 11 v [ i +1] = v [ i ] ; c n 1 8 j=1 (t j 1) 12 i = i 1 ; c n 1 9 j=1 (t j 1) 13 } 14 v [ i +1] = c ; c 10 n 1 15 } 16 }
7 Insertion Sort: custo total T (n) = c 1 + c 2 + nc 3 + (n 1)c 4 + (n 1)c 5 + c 6 (n 1) + n 1 n 1 t j + c 8 (t j 1) + c 9 (t j 1) + c 10 (n 1) c 7 n 1 j=1 j=1 Depende do número t j de iterações do while para cada valor de j. j=1
8 Insertion Sort: custos iguais Suposição simplificadora: custos c 1 c 2... c n 1 n 1 T (n) = 5nc 2c + c t j + 2c (t j 1) j=1 j=1 n 1 n 1 T (n) = 5nc 2c + c t j 2c(n 1) + 2c j=1 j=1 n 1 n 1 T (n) = 5nc + c t j (n) + 2c j=1 j=1 t j t j n 1 T (n) = 5c(n 1) + 3c j=1 t j
9 Insertion Sort: melhor caso n 1 T (n) = 5c(n 1) + 3c j=1 t j Tempo de execução depende do número de iterações do while Se vetor estiver previamente ordenado, para qualquer j, t j = 1, temos o melhor caso. Melhor caso T (n) = 5c(n 1) + 3c(n 1) = 8c(n 1)
10 Insertion Sort: pior caso n 1 T (n) = 5c(n 1) + 3c Qual é o maior valor de t j : max(t j )=? Quando max(t j ) = j? j=1 t j n 1 T (n) = 5c(n 1) + 3c j = 5c(n 1) + 3c( (n 3) + (n 2) + (n 1)) = (n 1) 5c(n 1) + 3c n = 5c(n 1) 3cn/2 + 3cn 2 /2 2 j=1 Pior caso T (n) = 3.5c(n 1) + 1.5cn 2
11 Análise: Insertion Sort Aspectos Corretude Melhor caso, limites Ω e O Pior caso, limites Ω e O Caso médio
12 Insertion Sort: análise de corretude Invariante: subvetor atual está ordenado. A cada iteração: inserir elemento no subvetor e mantê-lo ordenado Início de cada iteração: subvetor com k elementos está ordenado Manutenção do invariante: um elemento novo é inserido e todo elemento maior que o elemento sendo inserido deve ser deslocado Depois de uma iteração: subvetor com k + 1 elementos está ordenado Depois de todas iterações: (sub)vetor com k = n elementos está ordenado
13 Complexidade de tempo Custo do algoritmo de multiplicação de números A função que descreve o custo do pior caso do nosso algoritmo é T (n) = 3.5c(n 1) + 1.5cn 2. Complexidade de tempo Para descrever a complexidade usamos somente o custo dominante: 1.5cn 2. Porquê? Existe um número n = a a partir do qual o custo 1.5ca 2 é sempre superior a 3.5c(a 1), tornando-o pouco importante. Ordem de crescimento Dizemos que a complexidade big-oh do nosso algoritmo é O(n 2 ).
14 Exemplos: ordem de crescimento Exemplo 1 f (n) = n 2 + n + c f (n) = O(n 2 ) n 2 domina assintoticamente os outros termos Exemplo 2 f (n) = n + log(n) + c f (n) = O(n) n domina assintoticamente os outros termos Exemplo 3 f (n) = n! + n 2 + c f (n) = O(n!) n! domina assintoticamente os outros termos
15 Limitante assintótico superior: notação big O O( ) Limitante superior: notação big O f (n) O(g(n)) representa conjunto de funções positivas f (n) tal que f (n) cg(n), para n > N, n e uma constante c > 0 n O(n) n = O(n) n = O(n 2 ) log n = O(n 2 ) log 2 n = O(log n) 1 O(n) 5 O(1) n 3 / O(n 2 ) O(n log n) = O(log n!) O(n) = O(n 2 ) O(n 2 ) O(n)
16 Limitante assintótico inferior: notação big-omega de Knuth Ω( ) f (n) Ω(g(n)) representa f (n) cg(n) 1 Ω(1) n = Ω(n) n = Ω(1) n 2 = Ω(n) n! = Ω(2 n ) log n = Ω(log log n) n = Ω(log n) n 2 = Ω(n log n) n 1.5 = Ω(n) n n Ω(n!)
17 Limitante estrito: notação big-theta Θ( ) Se e somente se f (n) Θ(g(n)) então f (n) Ω(g(n)) e f (n) O(g(n)) n = Θ(n) n 2 2n Θ(n 2 )
18 Limitante estritamente superior: notação little-o o( ) f (n) o(g(n)) representa f (n) < cg(n) : f (n) lim n g(n) = 0 n o(n) n = o(n 2 ) 1/n = o(1)
19 Limitante estritamente inferior: notação little-omega ω( ) f (n) ω(g(n)) representa f (n) > cg(n) : f (n) lim n g(n) = n = ω(1) n / ω(n)
20 Limitante estrito: notação ordem de f (n) g(n) representa g(n) = f (n) + o(f (n)), ou seja, que f (n) e g(n) são assintóticamente iguais: f (n) lim n g(n) = 1 n n 2 2n 2 10n 2 n 2 n 2 + n 1.5 log n! n log n
21 Caso médio Caso médio ou esperado O conjunto de entradas n é descrito por uma distribuição de probabilidades. Qual é a função de custo, considerando a probabilidade de cada entrada de tamanho n?
22 Classes de complexidade O(1) O(log(n)) O(n) O(n log(n)) O(n 2 ) O(n 3 ) O(2 n ) O(1): ordem constante O(log(n)): ordem logaritmica O(n): ordem linear O(n log(n)): ordem típica de soluções divisão-e-conquista O(n 2 ): ordem quadrática. um laço dentro de outro O(2 n ): ordem exponencial. Impraticável. O(n!): ordem fatorial. Pior que exponencial.
23 Teoria de Complexidade vs. Análise de Complexidade Desprezar constantes f (n) = n f (n) = O(n) Teoria: desprezar termos de menor grandeza para sermos concisos Análise: estimar termos para podermos fazer predições Complexidade assintótica menor não indica que o algoritmo sempre é o melhor. Se as constantes forem significativas, na prática é melhor considerá-las.
24 Insertion Sort: ordens assintóticas Melhor caso: T (n) = O(n), T (n) = Ω(n), T (n) = Θ(n), T (n) = o(n 2 ) T (n) = 8c(n 1) Pior caso: T (n) = O(n 2 ), T (n) = Ω(n 2 ), T (n) = Θ(n 2 ) T (n) = 3.5c(n 1) + 1.5cn 2
25 Insertion Sort: caso médio Análise empírica Análise matemática: necessário modelo reaĺıstico Assumimos que n números são sorteados de uma distribuição uniformemente aleatória de arranjos
26 Insertion Sort: análise empírica Geração de permutações aleatórias Visualização de algoritmos para aleatorização: Testar com: permutacoesaleatorias.r 1 s t a t i c v o i d t r o c a ( Item [ ] a, i n t i, i n t j ) { 2 Item t = a [ i ] ; a [ i ] = a [ j ] ; a [ j ] = t ; 3 } 4 // Knuth F i s h e r Yates 5 s t a t i c v o i d a l e a t o r i z a r ( Item [ ] a, i n t N) { 6 f o r ( i n t i = 1 ; i < N; i ++) { 7 // r = ( i n t ) [ 0, 1 ) ( i +1) 8 i n t r = ( i n t ) Math. random ( ) ( i +1) ; 9 t r o c a ( a, i, r ) ; 10 } 11 }
27 Permutações aleatórias: WARNING Caso real: [link] 1 // NÃO USAR não produz d i s t r i b u i ç ão u n i f o r m e 2 f o r ( i n t i = 0 ; i < N; i ++) { 3 t r o c a ( cards, i, r. n e x t I n t (N) ) ; 4 } Nesse algoritmo existem N N... N possibilidades de geração de permutações Mas só existe N (N 1) (N 2)... 1 = N! permutações distintas Algumas permutações terão maior probabilidade de serem sorteadas que outras
28 Permutações aleatórias: WARNING Caso real: [link 1, link 2 ] 1 // NÃO USAR não produz d i s t r i b u i ç ão u n i f o r m e 2 f u n c t i o n RandomSort ( a, b ) 3 { 4 r e t u r n ( 0. 5 Math. random ( ) ) ; 5 }
29 Insertion Sort: análise empírica Exemplo [link: InsertionSort.java] Gerar permutações aleatórias Aumentar N de dobro em dobro Estimar coeficientes com regressão linear em escala log-log T n = an b + c log 2 (T n ) = log 2 (an b + c) log 2 T n = b log 2 n + d Sendo d = log 2 (an b + c) log 2 n uma constante
30 Insertion Sort: análise empírica java InsertionSort > tempos.dat tempos.dat: "N" "tn"
31 Insertion Sort: análise empírica Obter b em log 2 T n = b log 2 n + d. Exemplo em gnuplot: 1 p l o t tempos. dat u s i n g l o g ( 1 ) : l o g ( 2 ) w l p 2 f ( x ) = b l o g ( x ) / l o g ( 2 ) + d 3 f i t f ( x ) tempos. dat v i a b, d Obter coeficientes de equação quadrática T n = an 2 + c. Exemplo em R: 1 d < r e a d. d e l i m ( tempos. dat, sep = ) ; 2 lm ( f o r m u l a = tn N + I (Nˆ2), data = d ) 3 4 C a l l : 5 lm ( f o r m u l a = tn N + I (Nˆ2), data = d ) 6 7 C o e f f i c i e n t s : 8 ( I n t e r c e p t ) N I (Nˆ2) e e e 08
32 Análise empírica: caso médio Executar K vezes o algoritmo com entrada de tamanho N Computar Média x com: x = K k=1 Computar Desvio Padrão σ com: Para j = 1, 2 obter s j = ( xk ) K K k=1 x j k σ = Ks2 s 2 1 K 1
33 Insertion Sort: análise matemática Tabela de inversões: número de inversões proporcional ao número de cópias do Insertion Sort Figura: Tabelas de inversões: AdA 3ed. pág. 385
34 Insertion Sort: análise matemática de caso médio AoA3d Teorema 7.8 (Distribuição de Inversões) [u k ] 1 k N 1 u k 1 u = [uk ](1+u)(1+u+u 2 )... (1+u+ +u N 1 ) Uma permutação de N itens tem N(N 1)/4 inversões em média e desvio padrão de N(N 1)(2N + 5)/72 = o(n 2 )
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