Programação Concorrente Locks
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- Bruno Carreiro
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1 Programação Concorrente Prof. Eduardo Alchieri
2 Variáveis do tipo trava (lock) Lock: É um mecanismo de sincronização de processos/threads, em que processos/threads devem ser programados de modo que seus efeitos sobre os dados compartilhados sejam equivalentes serialmente. Se for sabido que cada uma de várias threads tem o mesmo efeito correto quando executada sozinha, então podemos inferir que, se essas threads forem executadas uma por vez, em alguma ordem, o efeito combinado também será correto. Uma intercalação das operações das threads em que o efeito combinado é igual ao que seria se as threads tivessem sido executadas uma por vez, em alguma ordem, é uma intercalação equivalente serialmente.
3 Variáveis do tipo trava (lock) Quando dizemos que duas threads distintas tem o mesmo efeito, queremos dizer que as operações de leitura sobre variáveis (exemplo, saldo de contas bancárias) retornam os mesmos valores e que essas variáveis tem os mesmos valores finais. O uso de equivalência serial como critério para execução concorrente correta evita a ocorrência de atualizações perdidas ou recuperações inconsistentes. Um exemplo simples de mecanismos para disposição em série é o caso de locks (travas) exclusivos. Nesse esquema, um processo tenta impedir o acesso (travar) a qualquer variável compartilhada que esteja utilizando Se outro processo solicitar acesso a uma variável que está bloqueada (travado), o processo deverá esperar até que a variável seja destravada.
4 Variáveis do tipo trava (lock) Cria-se uma variável única compartilhada (variável de travamento), cujo valor pode assumir 0 ou 1 O valor em 0 significa que não há nenhum processo executando a sua região crítica, e o valor em 1 significa que algum processo está executando sua região crítica Problema: dois processos (A e B) tentam entrar em suas regiões críticas simultaneamente, então A, por exemplo, pega o valor da VT (variável de travamento) em 0, porém A pode não conseguir atualizar o valor de VT antes que B o acesse, o que vai gerar condição de corrida
5 Primeira tentativa para implementar um lock
6 Chaveamento Obrigatório Mais uma forma implementada por software, que utiliza a variável inteira turn A variável inteira turn estabelece de quem é a vez de entrar na região crítica while (TRUE) { while (turn!= 0) /*espera*/; regiao critica ( ); turn = 1; regiao não-critica ( ); } (a) Processo 0 while (TRUE) { while (turn!= 1) /*espera */; regiao critica ( ); turn = 0; regiao não-critica ( ); } (b) Processo 1
7 Segunda tentativa para implementar um lock
8 Chaveamento Obrigatório Não é uma boa ideia quando um dos processos é muito mais lento que o outro Esta solução requer a entrada estritamente alternada de dois processos em suas regiões críticas
9 Terceira tentativa para implementar um lock
10 Quarta tentativa para implementar um lock
11 Quinta tentativa para implementar um lock A exclusão mútua é garantida, mas os processos podem ficar dando a vez indefinidamente. Embora difícil de ocorrer na prática, não deixa de ser teróricamente possível.
12 Solução de Dekker
13 Solução de Dekker
14 Solução de Peterson
15 Instrução TSL (test and set lock) Implementada com auxílio de hardware esta instrução funciona da seguinte maneira: Lê o conteúdo da memória, a palavra lock, no registrador RX e, então, armazena um valor diferente de zero no endereço de memória lock Estas operações são indivisíveis: a CPU que esta executando impede o acesso ao barramento de memória Quando termina de executar a região crítica, o processo volta a colocar o valor de lock em zero
16
17 Exclusão mútua com n processos Uma solução para n processos é correta se assegura os seguintes requisitos: Garantia de exclusão mútua Garantia de progresso para os processos Garantia de tempo de espera limitado Algoritmo de Dijkstra Não garante espera limitada Outras soluções posuem esta propriedade
18 Algoritmo de Dijikstra
19
20 Este algoritmo garante exclusão mútua: i só entra na região crítica se após fazer dentro[i]=true encontra os demais processos com dentros = false; No entanto, espera ilimitada não é garantida, pois um processo pode ficar tentando indefinidamente entrar na região crítica. Outras soluções tentam resolver este problema Algoritmo de Eisenberg e McGuire Algoritmo de Peterson para n processos Etc...
21 Solução vistas até aqui não são implementadas na prática O teste contínuo do valor de uma variável, aguardando que ela assuma determinado valor é denominado de espera ocupada
22 initial 1;
23 Exercício: Controle de entrada de um parque: A administração de um grande parque deseja controlar através de um sistema computacional as entradas e saídas deste parque a fim de saber, a qualquer momento, quantas pessoas encontram-se no interior do parque. Sabendo que existem duas catracas, uma para entra e outra para sair, construa um protótipo do software a ser usado neste programa.
24 Exercício: Controle do saldo bancário A administração de um banco deseja controlar o saldo de uma conta bancária. Sabendo que existem duas formas de depósito (caixa eletronico e caixa atendimento) e uma forma de saque (caixa atendimento), construa um protótipo do software a ser usado neste controle.
25 Exercício: Controle de um aeroporto Sabendo-se que um aeroporto possui apenas uma pista para pousos e decolagens, construa um protótipo do software a ser usado por um programa que controla o acesso dos aviões a esta pista.
26 Exercício: Controle de uma ponte Uma cidade X possui uma ponte muito antiga que não suporta muito peso. Após medições, ficou estabelecido que apenas um carro poderá estar sobre a ponte a cada momento. Os administradores de X desejam utilizar um software para fazer este controle. Projete este software.
27 Outros exercícios Problema dos macacos Problema dos leitores e escritores Verifique se a solução para estes problemas pode apresentar starvation!
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