APRESENTAÇÃO DO DOSSIÊ
|
|
|
- Maria das Neves Alencastre
- 7 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 11 APRESENTAÇÃO DO DOSSIÊ O pensamento decolonial e o ensino de História Decolonial thinking and the teaching of History El pensamiento decolonial y la enseñanza de la Historia Nilton Mullet Pereira UFRGS Elison Antonio Paim UFSC REVISTA PEDAGÓGICA Revista do Programa de Pós-graduação em Educação da Unochapecó ISSN Universidade Comunitária da Região de Chapecó Chapecó-SC, Brasil Como referenciar este artigo: PEREIRA, N. M.; PAIM, E. A. Apresentação do Dossiê: O pensamento decolonial e o ensino de História. Revista Pedagógica, Chapecó, v. 20, n. 45, p , set./dez. O presente Dossiê reúne trabalhos de pesquisadores que têm se ocupado em problematizar a escola, a educação e o ensino de História, desde uma perspectiva decolonial. Os estudos que apresentamos se propõem a abordar a aula de História através de instrumentos de análise de pensadores que tem revolucionado a leitura que tradicionalmente temos feito das relações entre o capitalismo e os processos de produção das subjetividades. A ideia da colonialidade do poder, do saber e do ser constituem-se em uma compreensão de que os povos latinoamericanos vivem e constroem suas relações com os outros desde o espelho da colonialidade. Uma maneira de ver, experienciar e ser no mundo, tributária de uma cosmologia europeia, que encerra um conjunto particular de representações sociais, mas se apresentam como universais. O pensamento e as ações colonizatórias colocaram-se em pauta a partir de 1492, quando povos europeus invadiram o continente americano e montaram as empresas colonizadoras calcadas na exploração das gentes. Apoderando-se e encarcerando tanto os corpos quanto as mentes, das terras e da natureza nas dimensões animal, vegetal e principalmente mineral. Tudo foi organizado para a submissão e exploração. As empresas colonizadoras mantiveram-se durante mais de quatro séculos nesse sistema exploratório; muitos domínios perduraram mesmo após a independência político-administrativa das antigas colônias. A colonialidade foi muito além da colonização de territórios no novo mundo. Os impérios europeus construíram possessões (SILVA, 2013, p. 479) que, em suas diversas formas, foram construindo e instalando um padrão de poder com base em princípios da colonialidade moderna, ou seja, não foi pautada numa relação formal entre povos ou nações e sim na forma como el trabajo, el conocimiento, la autoridad y las relaciones intersubjetivas se articulan entre sí, através del mercado capitalista mundial y de la idea de raza (MALDONADO-TORRES, 2007,.
2 12 Apresentação do dossiê: O pensamento decolonial e o ensino de História p.130). Ou como defende Boaventura de Souza Santos (2009) ocorreu um epistemícidio maciço e o desperdício de experiências cognitivas. Os colonizadores preocuparam-se em destruir imaginários, invizibilizar sujeitos para que, assim, pudessem afirmar seu próprio imaginário. Para tanto, foi preciso reprimir e destruir los modos de producción de conocimientos, de saberes, del mundo simbólico, de imágenes, que son propios del colonizado e impone otros. (OLIVEIRA; CAN- DAU, 2013, p.279). Utilizaram-se de múltiplas estratégias para naturalizar e internalizar um pensamento único, racional, moderno, cristão dos europeus como sendo o único correto e, então, construíram a la subalternización epistémica del otro no europeo y la propia negación y olvido de procesos históricos no europeos. (OLIVEIRA; CANDAU, 2013, p.279). O pensamento racional eurocêntrico impôs-se como emblema da modernidade, calcando-se na racialização e despojamento dos saberes intelectuais como sustentáculo do padrão de poder, material e intersubjetivo (QUIJA- NO, 2009, p.107). Portanto, as fronteiras da civilização tornaram-se as margens de um sentido de ordem social europeia; consequentemente, os nativos tornaram-se a própria encarnação da desordem, simbolizada no sofrimento moral, degradação física e mundo desordenado. (MENE- SES, 2009, p. 181). Destaca-se ainda, que, as noções europeias de sexualidade, epistemologia e espiritualidade (GROSFOGUEL, 2009) foram transpostas para os mundos não europeus. Assim, os povos não europeus passaram a ser racializados, classificados e patologizados de acordo com uma hierarquia europeia que definiu quais eram as raças inferiores e superiores. Sendo assim, os povos não europeus, inferiores que eram, poderiam ser submetidos, escravizados, torturados e até eliminados sem o menor constrangimento, caso não aceitassem o modo de vida considerado superior e correto. Silva (2013, 479), defende que o conceito de colonialidade traduz um tipo de colonização que, Sobrevivió a la colonización territorial y condiciona la geopolítica internacional y las relaciones intraregionales en el mundo, como se tuvieran validad universal, a pesar de que fue concebida desde una realidad muy particular, los centros de poder/saber, para ser impuesta en diferentes contextos, impidiéndonos de aprender, inventando desde lo local, para que pereciéramos imitando desde lo global. Estudiosos da decolonialidade (WALSH, 2008, 2009, 2013; MALDONADO-TORRES, 2007, 2009; GROS- FOGUEL, 2009; QUIJANO, 2009; SILVA, 2013) apontam que a colonização aconteceu e continua acontecendo em várias frentes, como a colonialidade do poder, a colonialidade do ser, a colonialidade do saber e a colonialidade da
3 13 Apresentação do dossiê: O pensamento decolonial e o ensino de História natureza. Para esses autores, tais conceitos são centrais nas construções de análises que buscam compreender a colonialidade como a outra face da modernidade. O dossiê que ora apresentamos diz respeito a um movimento de resistência a esse padrão mundial de poder, a colonialidade. Trata-se de conceber a aula de História, em particular, e a educação, de modo geral, como espaços em que um ato de liberdade pode permitir suspender os efeitos da colonialidade do poder, do saber e do ser, na direção da construção de novas formas de relações não mais mediadas por princípios que sustentam a colonialidade, sobretudo, aquele que estabelece como fundamento as relações raciais desiguais e hierárquicas. Desse modo, cada um dos artigos aqui descritos tem um compromisso com a recomposição e com a educação das relações étnico-raciais, no Brasil, combatendo a memória racista e os elementos basilares dessa nossa sociedade ainda racializada e discriminatória. É assim que o artigo O que se faz em uma aula de História? Pensar sobre a colonialidade do tempo, de Nilton Mullet Pereira (UFRGS), cria o conceito de uma colonialidade do tempo, supondo ser a temporalidade e os marcadores temporais de que nos utilizamos para ensinar História, elementos tributários de um pensamento histórico eurocentrado, afirmando a necessidade de uma decolonização da nossa própria experiência temporal. O artigo Ensino de História e pensamento decolonial em processos de identificação Quilombola, Marizete Lucini (UFS) e Andréia Teixeira dos Santos (UFS), parte da noção de que as comunidades quilombolas se constituem em espaços de resistência à colonialidade, e produz, através de um estudo de caso, os processos de identificação quilombola, na direção de criticar e desconstituir o olhar colonizador que inferioriza o negro e interfere no processo de reconhecimento da identidade quilombola. O texto O improvável na aula de História: sociabilidades, racialidades e modos de estar junto na escola, de Carla Beatriz Meinerz (UFRGS), Flávia Eloisa Caimi (UPF), Sandra Regina Ferreira de Oliveira (UEL), aborda as relações que se instituem nas escolas, particularmente nas aulas de História, considerando essas como espaços onde o improvável tem lugar. Na escola pode-se ver desde um compartilhamento das diferenças até a sua negação. Nesse sentido, o artigo procura trabalhar a sala de aula desde um questionamento epistemológico e pedagógico provocado pelo pensamento decolonial. O artigo de José Bonifácio Alves da Silva (FURB), intitulado Implicação da força do eurocentrismo no currículo de um curso de licenciatura em História: que espaço é reservado à história negra e indígena?, problematiza a formação dos professo-
4 14 Apresentação do dossiê: O pensamento decolonial e o ensino de História res de História e aponta para o caráter eurocêntrico de tais currículos, a partir de um estudo realizado em uma universidade pública do estado do Paraná. O estudo mostra que, ainda hoje, há pouca visibilidade para as histórias de negros e indígenas. Todavia foi possível verificar iniciativas que inserem o debate em torno das histórias dos negros e dos indígenas. O artigo Decolonialidade e interculturalidade: pressupostos teórico-metodológicos para a educação das relações étnicorraciais no ensino de História, de Elison Antonio Paim (UFSC) e Odair de Souza (UFSC), realiza um diálogo com os documentos legais para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana, problematizando o ensino de História desde o pensamento decolonial, pensando em produzir uma abertura para o estudo da história de outros povos e a partir de outras epistemologias, para além da história dos povos europeus ou histórias narradas de forma colonizadora a partir de modelos europeus. Por fim, o artigo Pedagogias decoloniais em lócus subalternos: relações étnico-raciais e o ensino de História, de Mirianne Santos de Almeida, Ilka Miglio de Mesquita, Valéria Maria Santana Oliveira ambas da Universidade Tiradentes, problematiza o ensino de História desde a análise de práticas educativas produzidas em espaços sergipanos historicamente marginalizados a tribo indígena Xokó e a Comunidade Remanescente de Quilombo Maloca. A partir desse estudo o objetivo foi pensar o ensino da história dos povos originários, considerando seu protagonismo, desde a perspectiva de autores do pensamento decolonial. Esperamos que estas leituras contribuam para o pensar e realizar outro ensino de História que rompa com as colonialidades. Referências Os organizadores GROSFOGUEL, Ramón. Para descolonizar os estudos da economia política e os estudos pós-coloniais: transmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (Orgs.). Epistemologias do Sul. Coimbra-Portugal: Almedina, 2009, p MALDONADO-TORRES, Nelson. Sobre la colonialidad del ser: contribuciones al desarrollo de un concepto. In: CAS- TRO-GÓMEZ, S., GROSFOGUEL, R. El giro decolonial. Reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global, Colombia: Siglo del Hombre Editores, pp , Visto en: lar?hl=es&q=sobre+la+colonialidad+del+ser% 3A+CONTRIBUCIONES+AL+DESARROLLO+DE+UN+C ONCEPTO&btnG=&lr= ( ).
5 15 Apresentação do dossiê: O pensamento decolonial e o ensino de História MALDONADO-TORRES, Nelson. A topologia do ser e a geopolítica do conhecimento. Modernidade, império e decolonialidade. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; ME- NESES, Maria Paula (Orgs.). Epistemologias do Sul. Coimbra -Portugal: Almedina, 2009, p MENESES, Maria Paula. Corpos de violência, linguagens de resistência: as complexas teias de conhecimentos no Moçambique contemporâneo. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (Orgs.). Epistemologias do Sul. Coimbra - Portugal: Almedina, 2009, p OLIVEIRA, Luiz Fernandes de; CANDAU, Vera Maria Ferrão. Pedagogía decolonial y educación anti-racista e intercultural en Brasil. In: WALSH, Catherine (Org.) Pedagogías decoloniales: prácticas insurgentes de resistir, (re) existir y (re)vivir. omo I. Quito, Ecuador: Ediciones Abya- -Yala, 2013, p SANTOS, Boaventura de Sousa. Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia de saberes. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (Orgs.). Epistemologias do Sul. Coimbra -Portugal: Almedina, 2009, p QUIJANO, Anibal. Colonialidade do poder e classificação social. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (Orgs.). Epistemologias do Sul. Coimbra - Portugal: Almedina, 2009, p SILVA, José De Souza. La pedagogía de la felicidad en una educación para la vida: El paradigma del buen vivir / vivir bien y la construcción pedagógica del día después del desarrollo In: WALSH, Catherine (Org.) Pedagogías decoloniales: prácticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir. Tomo I. Quito, Ecuador: Ediciones Abya-Yala, 2013, p WALSH, Catherine. Interculturalidade Crítica e Pedagogia Decolonial: in-surgir, re-existir e re-viver. In: CANDAU, Vera Maria. (Orgs.). Educação Intercultural na América Latina: entre concepções, tensões e propostas. Rio de Janeiro: 7Letras, WALSH, Catherine. Interculturalidad, plurinacionalidad y decolonialidad: las insurgencias político -epistémicas de refundar el Estado. In: Tábula Rasa. Bogotá - Colômbia, No.9: , julio-diciembre WALSH, Catherine (Ed.). Lo pedagógico y lo decolonial: entretejiendo caminhos. Pedagogías decoloniales: prácticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir. Tomo I. Quito, Ecuador: Ediciones Abya-Yala, 2013, p
Teorias Pós-coloniais (plano de curso)
Teorias Pós-coloniais (plano de curso) Professores responsáveis: Francisco Sá Barreto Júlia Figueredo Benzaquen Estagiária docente: Camila Pimentel Lopes de Melo Ementa: Colonialismo e pós-colonialidade;
UM OLHAR SOBRE O CURRÍCULO A PARTIR DA PERSPECTIVA DECOLONIAL: APRENDENDO COM OS MOVIMENTOS SOCIAIS LUCINHA ALVAREZ TEIA/FAE/UFMG
UM OLHAR SOBRE O CURRÍCULO A PARTIR DA PERSPECTIVA DECOLONIAL: APRENDENDO COM OS MOVIMENTOS SOCIAIS LUCINHA ALVAREZ TEIA/FAE/UFMG A EDUCAÇÃO COMO PROJETO EDUCAÇÃO COLONIZADORA (EDUCAÇÃO BANCÁRIA) EM DISPUTA
COLONIALIDADE DO SABER: OUTRO OLHAR SOBRE O BRASIL NAS AULAS DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA
1 COLONIALIDADE DO SABER: OUTRO OLHAR SOBRE O BRASIL NAS AULAS DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA Educação, Linguagem e Memória Rafael Gonçalves de Oliveira 1 ([email protected]) Introdução A presente
ENSINO DE FILOSOFIA E FEMINISMO NEGRO DECOLONIAL. Juliana Regazoli
ENSINO DE FILOSOFIA E FEMINISMO NEGRO DECOLONIAL Juliana Regazoli [email protected] Resumo: Este artigo tem por objetivo articular o ensino de filosofia com a educação para as relações étnico-raciais
A MATRIZ COLONIAL DA RAÇA E DO RACISMO E A CONFORMAÇÃO DE CURRÍCULOS ESCOLARES (DES)COLONIZADOS NO BRASIL
A MATRIZ COLONIAL DA RAÇA E DO RACISMO E A CONFORMAÇÃO DE CURRÍCULOS ESCOLARES (DES)COLONIZADOS NO BRASIL Michele Guerreiro Ferreira 1 BRASIL Universidade Federal de Pernambuco UFPE Resumo: Este trabalho
Sociolinguística Educacional ensino e aprendizagem de línguas em situações sociolinguisticamente complexas
Sociolinguística Educacional ensino e aprendizagem de línguas em situações sociolinguisticamente complexas Professoras responsáveis: Profª Drª Tânia Ferreira Rezende/PPGLLUFG ([email protected])
Telmo Adams * DOI: /PraxEduc.v.10i Professor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).
DOI:10.5212/PraxEduc.v.10i2.0015 WALSH, Catherine (Ed.). Pedagogías decoloniales: prácticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir. Tomo I. Quito, Ecuador: Ediciones Abya-Yala, 2013. 553 p. Telmo
TECENDO CAMINHOS PARA UMA GEOGRAFIA POPULAR: UMA POSSIBILIDADE A PARTIR DO MAPATIVISMO
TECENDO CAMINHOS PARA UMA GEOGRAFIA POPULAR: UMA POSSIBILIDADE A PARTIR DO MAPATIVISMO Maria Gabriela Damas 1 Resumo O presente trabalho propõe-se a fazer uma reflexão inicial acerca das potencialidades
Formação de Professores e Matemática Problematizada: Poĺıticas e Resistências
Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Matemática Programa de Pós-Graduação em Ensino de Matemática http://www.pg.im.ufrj.br/pemat/ Formação de Professores e Matemática Problematizada: Poĺıticas
SENTIDOS DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO E NO ENSINO E NO CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO BÁSICA ATRAVÉS DOS ESTUDOS PÓS COLONIAIS LATINO AMERICANOS
SENTIDOS DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO E NO ENSINO E NO CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO BÁSICA ATRAVÉS DOS ESTUDOS PÓS COLONIAIS LATINO AMERICANOS Janssen Felipe da Silva 1 Minhas reflexões sobre os Sentidos de Avaliação
COLONIALIDADE DO SABER: OUTRO OLHAR SOBRE A AMÉRICA LATINA NAS AULAS DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA
COLONIALIDADE DO SABER: OUTRO OLHAR SOBRE A AMÉRICA LATINA NAS AULAS DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA Rafael Gonçalves de Oliveira (autor) PPGHIS/UFMT Alana Cristina Teixeira Chico (co-autor) PPGE/UFMT RESUMO
EMENTÁRIO HISTÓRIA LICENCIATURA EAD
EMENTÁRIO HISTÓRIA LICENCIATURA EAD CANOAS, JULHO DE 2015 DISCIPLINA PRÉ-HISTÓRIA Código: 103500 EMENTA: Estudo da trajetória e do comportamento do Homem desde a sua origem até o surgimento do Estado.
Filosofia no Brasil e na América Latina Suze Piza e Daniel Pansarelli Cronograma das aulas, leituras e critérios e formas de avaliação Ementa:
Filosofia no Brasil e na América Latina Suze Piza e Daniel Pansarelli Cronograma das aulas, leituras e critérios e formas de avaliação Ementa: Afinal, o que fazemos quando fazemos Filosofia no Brasil?
Letícia Aparecida Ferreira Lopes Rocha *
RELATÓRIO DO I SEMINÁRIO RELIGIÃO, EPISTEMOLOGIAS DO SUL E FEMINISMO DESCOLONIAL, REALIZADO NA UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO-UMESP, NO DIA 21 DE JUNHO DE 2018 Letícia Aparecida Ferreira Lopes Rocha
PÓS-COLONIALISMO, COLONIALIDADE E PENSAMENTO
Culturas Artes Políticas: Utopias e distopias do mundo contemporâneo 1968 50 ANOS DEPOIS Universidade Federal de Mato Grosso UFMT Cuiabá MT 26 a 30 de Novembro de 2018 PÓS-COLONIALISMO, COLONIALIDADE E
Pedagogia. 1º Semestre. Filosofia e Educação ED0003/ 60h
Pedagogia 1º Semestre Filosofia e Educação ED0003/ 60h Ementa: Fundamentação teórica dos conceitos básicos de Filosofia. Distinção entre Ciências e Filosofia. O estudo e a análise da aplicação sistemática
ST 2- História, memória e política na produção audiovisual Profa. Dra. Angela Aparecida Teles (História ICH-PO/UFU)
SIMPÓSIOS TEMÁTICOS ST 1- História e historiografia: América hispânica, EUA e Brasil Prof. Dr. Giliard Prado (História ICH-PO/UFU) E-mail: Este simpósio temático pretende reunir trabalhos
Pedagogia. 1º Semestre. Pesquisa e Prática Pedagógica PPP I 60h
Pedagogia 1º Semestre Pesquisa e Prática Pedagógica PPP I 60h Ementa: Aborda a pesquisa como processo de construção do conhecimento científico. Práticas de leitura e produção de texto. Formas de sistematização
Palavras-chave: Colonialidade, Pensamento decolonial, Literatura infantil, O cabelo de Lelê.
LITERATURA INFANTIL E A DESCOLONIALIDADE: UMA ANÁLISE DA OBRA O CABELO DE LELÊ Elaine Borges Rodrigues UFMT/ PPGEdu/ MEMBRO DO GRUPO DE PESQUISA ALFALE Ana Iara Dalla Rosa UFMT/ PPGEdu/ MEMBRO DO GRUPO
HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA NOS CURRÍCULOS DA FAETEC
HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA NOS CURRÍCULOS DA FAETEC Luiz Fernandes de Oliveira 1 Em agosto de 2007, o Governo do Estado do Rio de Janeiro instituiu o Núcleo de Estudos Étnico-Raciais e Ações Afirmativas
estão presentes tanto do ponto de vista do conteúdo pedagógico quanto no que diz respeito à composição da escola e às desigualdades de oportunidades
EDITORIAL Temos a satisfação de apresentar ao público o novo número da Revista Contemporânea de Educação (RCE), que conta com a publicação do número temático Educação das relações étnico-raciais e educação
MATRIZ DE REFERÊNCIA DE HISTÓRIA - ENSINO FUNDAMENTAL
D1 D2 D3 D4 D5 Identificar a constituição de identidades culturais em diferentes Reconhecer a influência das diversidades étnico-raciais na formação da sociedade brasileira em diferentes tempos e espaços.
DA COLONIALIDADE À DESCOLONIALIDADE: DIÁLOGOS DE CIÊNCIAS A PARTIR DE UMA EPISTEMOLOGIA DO SUL - UMA ANÁLISE DE COMUNIDADES QUILOMBOLAS
DA COLONIALIDADE À DESCOLONIALIDADE: DIÁLOGOS DE CIÊNCIAS A PARTIR DE UMA EPISTEMOLOGIA DO SUL - UMA ANÁLISE DE COMUNIDADES QUILOMBOLAS Gissele Leal Bertagnolli* 1 Resumo Este artigo aborda o tema Da colonialidade
MATRIZ DE REFERÊNCIA DE HISTÓRIA - ENSINO FUNDAMENTAL
D1 Identificar a constituição de identidades culturais em diferentes contextos Identificar as diferentes representações sociais e culturais no espaço paranaense no contexto brasileiro. Identificar a produção
DESCOLONIALIDADE E INTERCULTURALIDADE EPISTEMOLÓGICA DOS SABERES POLÍTICO-JURÍDICOS: UMA ANÁLISE A PARTIR DO PENSAMENTO DESCOLONIAL
DESCOLONIALIDADE E INTERCULTURALIDADE EPISTEMOLÓGICA DOS SABERES POLÍTICO-JURÍDICOS: UMA ANÁLISE A PARTIR DO PENSAMENTO DESCOLONIAL Eloise da Silveira Petter Damázio * Sumário: 1 Considerações Iniciais.
HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA NO CURSO DE PEDAGOGIA: FORMAÇÃO INICIAL E INTERVENÇÃO NA ESCOLA BÁSICA
1 HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA NO CURSO DE PEDAGOGIA: FORMAÇÃO INICIAL E INTERVENÇÃO NA ESCOLA BÁSICA Heldina Pereira Pinto Fagundes (UNEB) 1 RESUMO Este trabalho tem como objetivo realizar
CURRÍCULO, DIFERENÇAS E INCLUSÃO SOCIAL. Prof. DR. IVAN AMARO UERJ UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
CURRÍCULO, DIFERENÇAS E INCLUSÃO SOCIAL Prof. DR. IVAN AMARO UERJ UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO [email protected] O respeito à autonomia e à dignidade de cada um é um imperativo ético
AS LÓGICAS DO RACISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL
AS LÓGICAS DO RACISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL I DESCOBRIMENTOS E IDENTIDADE NACIONAL II HISTÓRIA, ESCRAVATURA E RACISMO III LUTAS ANTI-RACISTAS NA EDUCAÇÃO DINAMIZAÇÃO: MARTA ARAÚJO, SILVIA MAESO E LUCIANE
RELIGIOSIDADES NO CURRÍCULO ESCOLAR UM CAMPO POSSÍVEL PARA A DIDÁTICA CRÍTICA INTERCULTURAL
RELIGIOSIDADES NO CURRÍCULO ESCOLAR UM CAMPO POSSÍVEL PARA A DIDÁTICA CRÍTICA INTERCULTURAL Resumo Glaucio Luiz Mota 1 - PUCPR Ana Maria Eyng 2 PPGE/PUCPR Os currículos escolares têm sido questionados
EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CONHECIMENTOS TECIDOS NO COTIDIANO DE UMA ESCOLA PÚBLICA DA REGIÃO SUL FLUMINENSE
EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CONHECIMENTOS TECIDOS NO COTIDIANO DE UMA ESCOLA PÚBLICA DA REGIÃO SUL FLUMINENSE Educação ambiental e conhecimentos tecidos no cotidiano de uma escola pública da região Sul Fluminense.
MATRIZ DE REFERÊNCIA PARA O ENEM 2009
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA MATRIZ DE REFERÊNCIA PARA O ENEM 2009 EIXOS COGNITIVOS (comuns a todas as áreas de conhecimento) I. Dominar
II SEMINÁRIO INTERNACIONAL PÓS-COLONIALISMO, PENSAMENTO DESCOLONIAL E DIREITOS HUMANOS NA AMÉRICA LATINA
UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS UNISINOS ESCOLA DE DIREITO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO II SEMINÁRIO INTERNACIONAL PÓS-COLONIALISMO, PENSAMENTO DESCOLONIAL E DIREITOS HUMANOS NA AMÉRICA LATINA
Pensamento negro e educação intercultural no Brasil
Resumo Silva, Claudilene 1 Santiago, Eliete 2 A despeito de a população negra constituir a maioria da população brasileira, o desejo de branqueamento do Brasil ainda invisibiliza essa população em diversos
COLONIALIDADE, GÊNERO E IMAGEM. Angela Donini Departamento de Filosofia - UNIRIO
COLONIALIDADE, GÊNERO E IMAGEM Angela Donini Departamento de Filosofia - UNIRIO CONVITE PARA Concentrarmos esforços para a compreensão dos dispositivos de gênero e suas variações visíveis e invisíveis
PEDAGOGIA. 1º Semestre. Antropologia e Educação 60h
PEDAGOGIA 1º Semestre Antropologia e Educação 60h Ementa: O estudo da antropologia entendido como estudo da cultura, das relações dos grupos humanos (intra e extragrupos) e da apropriação do espaço pelos
Obs. Todas as disciplinas relacionadas já são registradas e codificadas. Pertencem ao DFCH com Carga Horária - 60 horas Créditos: 2T1P.
Anexo DISCIPLINAS OPTATIVAS DO CURSO A) Disciplinas Optativas do Eixo da Formação Científico-Cultural FCH358 - Antropologia do Imaginário: Analisar a constituição do imaginário social, a partir de uma
RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E O ENSINO DE CIÊNCIAS
RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E O ENSINO DE CIÊNCIAS Gisele Arruda UNIPAR/NRE 1 Sirlei Pereira Martins NRE 2 Lucília Gouveia NRE 3 Caroline Baldessar Dalmolin UFFS 4 Resumo: Este estudo procura compreender as
Pedagogia. 1º Semestre. Sociologia e Educação ED0001/ 60h
Pedagogia 1º Semestre Sociologia e Educação ED0001/ 60h Ementa: A Sociologia como ciência e a Educação como tema da Sociologia. Compreensão dos paradigmas a partir dos contextos histórico-sociais que as
Sheila Khan, Portugal a lápis de cor. A sul de uma pós-colonialidade. Coimbra: Almedina, 2015
Configurações Revista de sociologia 17 2016 Sociedade, Autoridade e Pós-memórias Sheila Khan, Portugal a lápis de cor. A sul de uma pós-colonialidade. Coimbra: Almedina, 2015 Sandra I. Sousa Electronic
ENTRELAÇAMENTO EM MEIO A CURRÍCULO ESCOLAR INDÍGENA, COLONIALIDADE E INTERCULTURALIDADE
GT12 - Currículo Trabalho 1166 ENTRELAÇAMENTO EM MEIO A CURRÍCULO ESCOLAR INDÍGENA, COLONIALIDADE E INTERCULTURALIDADE Patrícia Dias - UFMT Agência Financiadora: Capes Resumo Este texto expõe reflexões
Pedagogia. 1 Semestre. Sociologia e Educação 60h
Pedagogia 1 Semestre Sociologia e Educação 60h Ementa: A Sociologia como ciência e a Educação como tema da Sociologia. Compreensão dos paradigmas a partir dos contextos histórico-sociais que as suscitaram:
ENSINO MÉDIO E OS POVOS INDÍGENAS: desafios e perspectivas para indianizar a educação escolar.
ENSINO MÉDIO E OS POVOS INDÍGENAS: desafios e perspectivas para indianizar a educação escolar. Prof. Dr. Wagner Roberto do Amaral Departamento de Serviço Social e do Programa de Pós- Graduação em Política
FORMAÇÃO PEDAGÓGICA EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO - LICENCIATURA EM ENSINO RELIGIOSO MODALIDADE A DISTÂNCIA. 1º Semestre
FORMAÇÃO PEDAGÓGICA EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO - LICENCIATURA EM ENSINO RELIGIOSO MODALIDADE A DISTÂNCIA 1º Semestre Disciplina Carga Horária (hs) Período da Oferta Cosmovisão das Religiões e dos Movimentos
As Práticas Educativas Emancipatórias nos países latino-americanos considerações sobre o documentário
As Práticas Educativas Emancipatórias nos países latino-americanos considerações sobre o documentário Rafaela Melo - FACED/UFRGS FME CANOAS/RS, 2013 Começo de conversa Este trabalho é um convite para realizarmos
A DENÚNCIA DE CESÁIRE AO PENSAMENTO DECOLONIAL
D O SSIÊ A DENÚNCIA DE CESÁIRE AO PENSAMENTO DECOLONIAL CESÁIRE S DENOUNCEMENT THE DECOLONIAL THINKING Antonio Gomes da Costa Neto (CEPPAC/UnB) [email protected] Resumo: Este artigo tem por objetivo
Geral: Compreender como se realizam os processos de troca e transmissão de conhecimento na sociedade contemporânea em suas diversas dimensões.
PLANO DE DISCIPLINA IDENTIFICAÇÃO CURSO: Licenciatura em Matemática DISCIPLINA: Sociologia da Educação PRÉ-REQUISITO: Não há UNIDADE CURRICULAR: Obrigatória [X] Optativa [ ] Eletiva [ ] CÓDIGO DA DISCIPLINA:
MASP. pós-coloniais. MASP
O e a Afterall centro de pesquisa dedicado à arte contemporânea e às histórias das exposições estabeleceram uma parceria de estudos sobre o tema arte e descolonização. A iniciativa pretende questionar
