O PROBLEMA DAS ENCHENTES
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- Jorge Manuel Sampaio
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1 O PROBLEMA DAS ENCHENTES Água - preservação e uso consciente/ Maria Bertoldi São Paulo: Editora Eureka, Ao vermos na TV imagens dos estragos provocados pelas enchentes nas cidades, fica até difícil de acreditar que a água seja capaz de tanta violência. Muitos até chegam a dizer que os rios são os culpados pelas ruas cheias de água, pela quantidade de casas inundadas, móveis destruídos e carros estragados. Diário de S.Paulo Enchente na cidade de São Paulo, com transbordamento do rio Tietê. Cada vez mais frequentes nas grandes cidades, as enchentes deixaram de ser um fenômeno natural comum, e passaram a ser consequência das profundas alterações no ciclo hidrológico nesses ambientes. Ruas asfaltadas, construções de casas e edifícios e o calor gerado pelas atividades humanas são algumas das ações que têm provocado elevação da temperatura e aumento da ocorrência de tempestades nas metrópoles. Somos humanos, e tanta perda causada pelas enchentes que tomam conta das cidades pode causar sentimento de revolta nas pessoas. Infelizmente, existem até mesmo profissionais de televisão que se aproveitam desse sentimento para fazer comentários nada científicos em seus programas, mas que servem para aumentar a audiência. 48
2 Para não dar ouvidos a bobagens desprovidas de caráter científico e muito menos sair por aí reproduzindo essas bobagens temos de aprender com o que a Ciência tem a nos ensinar sobre esse fenômeno da natureza. Então, mãos à obra. Para início de conversa, vamos deixar claro que as enchentes são fenômenos naturais que acontecem em muitos rios. Muito antes de o ser humano começar a construir cidades, as enchentes já aconteciam na natureza. E elas sempre ocorrem do mesmo modo: na época das chuvas os rios intermitentes (que nunca secam durante o ano) ficam mais cheios, seu leito sobe e suas águas inundam as áreas naturais próximas às suas margens (várzeas), deixando-as mais férteis. Assim que a época das chuvas termina, tudo volta ao normal. Prill/Shutterstock O rio Nilo era responsável pela principal fonte de sobrevivência do povo egípcio: a agricultura. No período das cheias, as fortes chuvas sazonais faziam o Nilo transbordar e encobrir grandes extensões de terras às suas margens. Este fenômeno fertilizava o solo em função da matéria orgânica depositada na área inundada. Acontece que esse curso natural dos acontecimentos sofre alterações devido às ações humanas. E, quanto mais o ser humano ocupa ambientes para a construção de cidades, mais ele modifica esses ambientes por meio de suas ações. Ao construir cidades, o ser humano retira vegetação natural. E quanto mais as cidades crescem, mais casas e prédios surgem por todos os cantos e mais ruas e avenidas são construídas. Onde antes existia vegetação natural que, entre outras coisas, fazia com que a água da chuva pudesse se infiltrar lentamente no solo e alimentando o lençol freático, agora existe um mar de asfalto e construções que impedem que a água penetre na terra. As várzeas dos rios foram impermeabilizadas por asfalto! 49
3 Arquivo do Estado Wanderley Celestino Nesta foto de 1929 é possível ver a várzea do rio Pinheiros, em São Paulo, então coberta por vegetação natural. A foto de 2015 mostra a marginal do rio Pinheiros, já retificado e com seu curso invertido. A vegetação natural de outrora deu lugar ao asfalto impermeável. 50 AGUA_PARTE 1 - miolo.indd 50
4 Delfim Martins/Pulsar Imagen O asfalto não deixa a água se infiltrar na terra e isso faz com ela se acumule na superfície. Além disso, o solo impermeável contribui para que a velocidade de escoamento da água seja maior, o que vai provocar erosões e sérios danos ao ambiente urbano. A impermeabilização do solo é, sem dúvida, uma das principais razões para a ocorrência de enchentes intensas na época chuvosa. O assoreamento de rios e córregos também é responsável pelo agravamento do problema das enchentes nas grandes cidades nos últimos anos. O acúmulo de lixo, entulho e outros detritos no fundo de rios e córregos fazem com que eles fiquem cada vez mais rasos (assoreados). Ou seja, com o passar dos anos esses cursos d água suportam cada vez menos água, o que leva a ocorrência de enchentes cada vez piores. É muito importante que a população se conscientize de que o lixo jogado nas ruas entope bueiros e dificulta a saída de água para as galerias pluviais. Além disso, todo o lixo que vai parar no leito dos córregos e rios causa seu assoreamento e faz com que eles transbordem. Muitas pessoas fazem descarte irregular de lixo em córregos. Essa enorme quantidade de lixo e entulho também é responsável pelo problema das enchentes nas cidades. Palafitas do Igarapé Mestre Chico, Manaus, AM, AGUA_PARTE 1 - miolo.indd 51
5 Wordpress O lixo que está na rua entope bueiros, atrai ratos e causa enchentes. Reciclar o lixo e conscientizar as pessoas é a melhor maneira de se evitar que o lixo das casas seja jogado nas vias públicas, como na foto de um bueiro na região central de São Paulo, SP. Mas é preciso, também, que os governos façam sua parte. Para tanto, é fundamental que cuidem da manutenção dos córregos e rios, desenvolvendo projetos de desassoreamento e investindo em saneamento básico para a população. A água das enchentes é muito perigosa. Além do lixo e outros detritos, essa água suja também contém esgotos domésticos sem tratamento, que são despejados diretamente nas calçadas e nos córregos e rios. Muitos tipos de vírus e bactérias responsáveis por doenças infecciosas graves são encontrados nessas águas. É o caso da bactéria que causa leptospirose, que se encontra na urina de ratos. S em dúvida, esse problema da poluição dos córregos por lixo e esgotos deve ser enfrentado com rigor por todos. Por um lado, os governantes devem investir em saneamento básico para a população, ou seja, devem promover um sistema eficiente de coleta e destinação do lixo das ruas e implantar rede de coleta e tratamento de esgotos. Por outro lado, a população deve fazer a sua parte, deixando de jogar lixo e esgotos nas vias públicas, córregos e rios. 52 AGUA_PARTE 1 - miolo.indd 52
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