Abril S.A. e empresas controladas
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- Nathalie Peixoto Alcaide
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1 Abril S.A. e empresas controladas DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2010 e Relatório dos Auditores Independentes 1
2 Abril S.A. e empresas controladas DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2010 e Relatório dos Auditores Independentes Í N D I C E Página Relatório da Administração 1 3 Balanços patrimoniais 4 5 Demonstrações do resultado 6 Demonstrações do resultado abrangente 7 Demonstrações das mutações no patrimônio líquido 8 Demonstrações dos fluxos de caixa 9 10 Demonstrações do valor adicionado 11 Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras Conselho de administração e diretoria 86 Relatório dos Auditores independentes
3 Relatório da Administração Senhores Acionistas, Em cumprimento às determinações estatutárias, submetemos à apreciação de V. Sas. as Demonstrações Financeiras da Abril S.A. para o exercício findo em 31 de dezembro de Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. São Paulo, 30 de março de A Administração 1
4 BALANÇOS PATRIMONIAIS (valores expressos em milhares de reais) A T I V O Controladora Consolidado 31/12/ /12/ /01/ /12/ /12/ /01/2009 CIRCULANTE: Caixa e equivalentes de caixa (nota 6) Contas a receber de clientes (nota 7) Estoques (nota 8) Impostos a compensar (nota 9) Dividendos a receber (nota 29) Adiantamentos a fornecedores e outros (nota 10) Total do circulante NÃO CIRCULANTE: REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Empréstimos e outros créditos com partes relacionadas (nota 29) Contas a receber de clientes (nota 7) Impostos a compensar (nota 9) Imposto de renda e contribuição social diferidos (nota 17) Depósitos judiciais (nota 18) Adiantamentos a fornecedores e outros (nota 10) INVESTIMENTOS (nota 11) INTANGÍVEL (nota 12) IMOBILIZADO (nota 13) Total do não circulante Total do ativo As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 2
5 BALANÇOS PATRIMONIAIS (valores expressos em milhares de reais) PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Controladora Consolidado 31/12/ /12/ /01/ /12/ /12/ /01/2009 CIRCULANTE: Fornecedores e outras contas a pagar (nota 14) Empréstimos, financiamentos e debêntures (nota 15) Impostos e contribuições a pagar (nota 16) Dividendos a pagar (nota 20.4) Assinaturas de revistas Total do circulante NÃO CIRCULANTE: EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Empréstimos e outros débitos de partes relacionadas (nota 29) Empréstimos, financiamentos e debêntures (nota 15) Impostos e contribuições a pagar (nota 16) Imposto de renda e contribuição social diferidos (nota 17) Provisão para contingências (nota 18) Programa de parceria de longo prazo (nota 29) Provisão para perdas em operação de controladas (nota 11) Outras contas a pagar Total do não circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO (nota 20): Capital social Reserva de capital Reservas de reavaliação Dividendo adicional proposto Reservas de lucros (prejuízos acumulados) ( ) ( ) Total do patrimônio líquido Participação dos não controladores Total do passivo e patrimônio líquido As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 3
6 DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (valores expressos em milhares de reais, exceto lucro por ação) Abril S.A. Controladora Consolidado OPERAÇÕES CONTINUADAS Receitas (nota 23) Custo das vendas (nota 24) - - ( ) ( ) Lucro bruto Despesas com vendas (nota 24) - - ( ) ( ) Despesas administrativas (nota 24) (12.975) (1.719) ( ) ( ) Remuneração da administração (nota 29) - - (21.230) (24.733) Outras despesas(receitas), líquidas (nota 25) (67) (7.184) Participação nos resultados de controladas e coligadas (nota 11) Resultado decorrente da adesão ao REFIS (nota 17) (1.909) Lucro operacional RESULTADO FINANCEIRO (nota 26): Receitas Despesas (33.417) (6.743) ( ) ( ) Variações cambiais, líquidas (2) Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (nota 27) - - ( ) ( ) Corrente - - (97.411) (49.166) Diferido - - (29.439) ( ) Lucro do exercício das operações continuadas OPERAÇÕES DESCONTINUADAS (nota 21) Lucro do exercício das operações descontinuadas Lucro líquido do exercício ATRIBUÍVEL A Acionistas da Companhia Participação dos não controladores Lucro por ação do capital social (em R$) (nota 20.6) 7,1867 5,9722 As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 4
7 DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (valores expressos em milhares de reais) Abril S.A. Controladora Consolidado LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Total do resultado abrangente do exercício ATRIBUÍVEL A Acionistas da Companhia Participação dos não controladores As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 5
8 DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES NO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DA CONTROLADORA E DO CONSOLIDADO (valores expressos em milhares de reais) Atribuível aos acionistas da controladora Reserva Reservas de capital de lucros Lucros Dividendo Participação dos Total do Capital Reserva Reservas de Reserva (prejuízos) adicional acionistas não patrimônio social de ágio reavaliação legal acumulados proposto Total controladores líquido SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE ( ) Efeitos dos ajustes CPCs (nota 34) SALDOS EM 1 DE JANEIRO DE ( ) Absorção de prejuízos acumulados conforme AGE de 25/11/2009 ( ) Realização da reserva de reavaliação 141 (141) - - Imposto de renda sobre realização da reserva de reavaliação (48) Lucro líquido do exercício Outras movimentações de não controladores (nota 20) - (1.519) (1.519) Destinação do resultado: - Constitiuição de reserva legal (6.808) Distribuição de dividendos conforme AGE de 22/12/2009 ( ) ( ) ( ) - Dividendo adicional proposto (27.344) SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE Aumento de Capital AGE de 17/02/2010 (nota 20.1) Cisão Abril Educação conforme AGE de 28/02/2010 (nota 11.5.a) ( ) (73.765) (12.576) ( ) ( ) Realização da reserva de reavaliação 266 (266) - - Imposto de renda sobre realização - da reserva de reavaliação (91) 91 - Reversão da reserva legal (253) Dividendos intermediários - AGE de 25/08/2010 (72.656) (27.344) ( ) ( ) Lucro líquido do exercício Outras movimentações de não controladores (nota 20) Destinação do resultado: Dividendo adicional proposto ( ) SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 6
9 DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (valores expressos em milhares de reais) Abril S.A. Controladora Consolidado FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Caixa gerado pelas (aplicado nas) operações (nota 28) (10.369) (11.330) Juros pagos (1.779) 117 (64.005) (55.216) Imposto de renda e contribuição social pagos - - (86.715) CAIXA LÍQUIDO GERADO NAS (APLICADO NAS) OPERAÇÕES (12.148) (11.213) ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS: Aquisições de: Intangíveis - - (58.258) (38.153) Imobilizado - - (36.917) (37.609) Investimentos (32.790) (69.087) (24.887) (32.124) Recebimento (pagamento) de créditos com partes relacionadas líquidos (63.478) ( ) Dividendos recebidos Aquisição de controlada, líquido do caixa recebido (32.035) - (29.340) - Caixa recebido na combinação de negócios Caixa baixado na alienação de investimentos - - (17.244) - CAIXA LÍQUIDO (APLICADO NAS) GERADO PELAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS (4.500) ( ) ( ) ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS: Captação de empréstimos e financiamentos Pagamento de empréstimos e financiamentos - - (54.384) ( ) Dividendos pagos ( ) - ( ) (1.289) Pagamentos de tributos e contribuições - PAES, REFIS IV e impostos parcelados (205) (238) (48.678) (68.442) CAIXA APLICADO NAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS ( ) (238) ( ) ( ) REDUÇÃO DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (25) (15.951) ( ) ( ) (+) Saldo Inicial (=) Saldo Final MOVIMENTAÇÃO LÍQUIDA DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (25) (15.951) ( ) ( ) 7
10 DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (valores expressos em milhares de reais) Abril S.A. Controladora Consolidado RECEITAS Vendas brutas de produtos e serviços Outras receitas Provisão para créditos de liquidação duvidosa (31.808) INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS Matérias-primas consumidas Custo dos produtos e serviços vendidos Materiais, energia, serviços de terceiros e outros VALOR ADICIONADO BRUTO (9.022) (1.781) RETENÇÕES Depreciações e amortizações VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO (9.022) (1.781) VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA Participação no resultado das controladas Receitas financeiras Variação cambial ativa - - (947) (2.768) Operação descontinuada VALOR ADICIONADO TOTAL A DESTRIBUIR DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO: Pessoal e encargos Remuneração direta Benefícios FGTS Impostos, taxas e contribuições 35 (1.022) Federais Estaduais Municipais Resultado decorrente da adesão ao REFIS - (1.027) (5.842) Remuneração de capital de terceiros Juros Variação cambial passiva 2 - (1.972) (26.947) Aluguéis Outros Remuneração de capitais próprios Lucros retidos Dividendos Participação dos não controladores nos lucros VALOR ADICIONADO TOTAL DISTRIBUÍDO As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 8
11 NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS REFERENTES AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 (valores expressos em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) 1. CONTEXTO OPERACIONAL A Abril S.A. ( Companhia ) é uma sociedade anônima com sede em São Paulo, Estado de São Paulo. Sua controladora é a Ativic S.A. e, em conjunto com as sociedades controladas, compartilha as estruturas e os custos corporativos, gerenciais e operacionais. A Companhia e suas controladas têm como atividade a participação em empresas, principalmente aquelas que exploram o ramo de comunicações; a atuação nas atividades editorial e gráfica, compreendendo a edição, impressão, distribuição e venda de revistas, anuários, guias e publicações técnicas; na internet como provedor de conteúdo, acesso, venda de publicidade e produtos; em empresas que atuam na produção, aquisição, licenciamento, distribuição, importação e exportação de programas de televisão, próprios ou de terceiros, prestação de demais serviços relacionados com sistemas para transmissão, recepção e distribuição de sinais e programas de televisão; no serviços de organização e promoção de exposições, feiras, na exploração e comercialização de propaganda e publicidade. A emissão dessas demonstrações financeiras foi autorizada pelo Conselho de Administração em 29 de março de RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras consolidadas estão definidas abaixo. Essas políticas vêm sendo aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados Base de preparação As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ajustadas para refletir o custo atribuído de terrenos e edificações na data da transição para IFRS/CPCs e também ativos e passivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos, quando aplicável) mensurados a valor justo contra o resultado do exercício. A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis da Companhia. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras consolidadas, estão divulgadas na nota 3. 9
12 2.1.a Demonstrações financeiras consolidadas As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). As demonstrações financeiras consolidadas também foram preparadas e estão sendo apresentadas de acordo com os Padrões Internacionais de Demonstrações Financeiras - International Financial Reporting Standards (IFRS) - emitidos pelo International Accounting Standards Board. Anteriormente, a Companhia elaborou demonstrações financeiras consolidadas de acordo com o IFRS em 31 de dezembro de Em linha com o disposto no Pronunciamento CPC 37 (R1) Adoção inicial das normas internacionais de contabilidade e no Pronunciamento CPC 43 (R1) Adoção inicial dos pronunciamentos técnicos CPC 15 a 41, a Companhia adotou os saldos anteriormente existentes em IFRS na preparação de suas demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as CPCs. Adicionalmente, efetuou a transposição dos ajustes em suas demonstrações financeiras individuais, de forma a obter o mesmo patrimônio líquido das demonstrações financeiras consolidadas. As principais diferenças entre as práticas contábeis adotadas anteriormente no Brasil (BR GAAP antigo) e CPCs/IFRS, incluindo as reconciliações do patrimônio líquido e do resultado abrangente, estão descritas na nota b Demonstrações financeiras individuais 2.2. Consolidação As demonstrações financeiras individuais da controladora foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs) e são publicadas juntamente com as demonstrações financeiras consolidadas. 2.2.a Demonstrações financeiras consolidadas As seguintes políticas contábeis são aplicadas na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas. Controladas Controladas são todas as entidades nas quais a Companhia tem o poder de determinar as políticas financeiras e operacionais, geralmente acompanhada de uma participação de mais do que metade dos direitos a voto (capital votante). A existência e o efeito de possíveis direitos a voto atualmente exercíveis ou conversíveis são considerados quando se avalia se a Companhia controla outra entidade. As controladas são totalmente consolidadas a partir da data em que o controle é transferido para a Companhia. A consolidação é interrompida a partir da data em que o controle termina. 10
13 A Companhia usa o método de contabilização da aquisição para contabilizar as combinações de negócios. A contraprestação transferida para a aquisição de uma controlada é o valor justo dos ativos transferidos, passivos incorridos e instrumentos patrimoniais emitidos pela Companhia. A contraprestação transferida inclui o valor justo de algum ativo ou passivo resultante de um contrato de contraprestação contingente quando aplicável. Custos relacionados com aquisição são contabilizados no resultado do exercício conforme incorridos. Os ativos identificáveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos em uma combinação de negócios são mensurados inicialmente pelos valores justos na data da aquisição. A Companhia reconhece a participação não controladora na adquirida, tanto pelo seu valor justo como pela parcela proporcional da participação não controlada no valor justo de ativos líquidos da adquirida. A mensuração da participação não controladora a ser reconhecida é determinada em cada aquisição realizada. O excesso da contraprestação transferida e do valor justo na data da aquisição de qualquer participação patrimonial anterior na adquirida em relação ao valor justo da participação da Companhia de ativos líquidos identificáveis adquiridos é registrada como ágio (goodwill). Transações entre companhias, saldos e ganhos não realizados em transações entre empresas do grupo são eliminados. Os prejuízos não realizados também são eliminados a menos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment) do ativo transferido. As políticas contábeis das controladas são alteradas quando necessário para assegurar a consistência com as políticas adotadas pela Companhia. Coligadas Coligadas são todas as entidades sobre as quais a Companhia tem influência significativa, mas não o controle, geralmente em conjunto com uma participação acionária de 20% a 50% dos direitos de voto. Os investimentos em coligadas são contabilizados pelo método de equivalência patrimonial e são, inicialmente, reconhecidos pelo seu valor de custo. O investimento da Companhia em coligadas inclui o ágio identificado na aquisição, líquido de qualquer perda por impairment acumulada. Ver nota 2.13 sobre impairment de ativos não financeiros, incluindo ágio. A participação da Companhia nos lucros ou prejuízos de suas coligadas pósaquisição é reconhecida na demonstração do resultado. Quando a participação da Companhia nas perdas de uma coligada for igual ou superior a sua participação na coligada, incluindo quaisquer outros recebíveis, a Companhia não reconhece perdas adicionais, a menos que tenha incorrido em obrigações ou efetuado pagamentos em nome da coligada. Os ganhos não realizados das operações entre a Companhia e suas coligadas são eliminados na proporção da participação da Companhia nas coligadas. As perdas não realizadas também são eliminadas, a menos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment) do ativo transferido. As políticas contábeis das coligadas foram alteradas, quando necessário, para assegurar consistência com as políticas adotadas pela Companhia. 11
14 Se a participação acionária na coligada for reduzida, mas for retida influência significativa, somente uma parte proporcional dos valores anteriormente reconhecidos em outros resultados abrangentes será reclassificada no resultado, quando apropriado. Os ganhos e as perdas de diluição em participações em coligadas, quando ocorrem, são reconhecidos na demonstração do resultado. 2.2.b Demonstrações financeiras individuais Nas demonstrações financeiras individuais as controladas são contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial. Os mesmos ajustes são feitos tanto nas demonstrações financeiras individuais quanto nas demonstrações financeiras consolidadas para chegar ao mesmo resultado e patrimônio líquido atribuível aos acionistas da controladora. No caso da Companhia, as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicadas nas demonstrações financeiras individuais diferem do IFRS aplicável às demonstrações financeiras separadas, apenas pela avaliação dos investimentos em controladas pelo método de equivalência patrimonial, enquanto conforme IFRS seria custo ou valor justo Apresentação de informação por segmentos As informações por segmentos operacionais são apresentadas de modo consistente com o relatório interno fornecido para o principal tomador de decisões operacionais. O principal tomador de decisões operacionais, responsável pela alocação de recursos e pela avaliação de desempenho dos segmentos operacionais, é o Conselho de Administração responsável inclusive pela tomada das decisões estratégicas da Companhia Conversão de moeda estrangeira (a) Moeda funcional e moeda de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações financeiras da Companhia e suas controladas são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico, no qual a empresa atua ("a moeda funcional"). As demonstrações financeiras consolidadas estão apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional da Companhia e, também, a moeda de apresentação da Companhia. (b) Transações e saldos As operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional, utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes das liquidações dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos nas demonstrações do resultado. 12
15 Os ganhos e perdas cambiais relacionados com empréstimos, caixas e equivalentes de caixa são apresentados nas demonstrações do resultado como receita ou despesa financeira. Todos os outros ganhos e perdas cambiais são apresentados como Outras despesas líquidas Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses, ou menos e com risco insignificante de mudança de valor Ativos financeiros e títulos e valores mobiliários Classificação e mensuração: A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: a) mensurados ao valor justo através do resultado, b) empréstimos e recebíveis e c) ativos mantidos até o vencimento, não existindo, nas presentes demonstrações financeiras instrumentos disponíveis para venda e instrumentos financeiros derivativos. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado Os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são aqueles mantidos para negociação ativa e frequente. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são apresentados na demonstração do resultado em "resultado financeiro" no período em que ocorrem, a menos que o instrumento tenha sido contratado em conexão com outra operação. Neste caso, as variações são reconhecidas na mesma linha do resultado afetada pela referida operação. b) Empréstimos e recebíveis Incluem-se nesta categoria os empréstimos concedidos e os recebíveis que são ativos financeiros não-derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e não cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não-circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem os empréstimos à controladas, contas a receber de clientes, demais contas a receber e caixa e equivalentes de caixa, exceto os investimentos de curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva. 13
16 c) Ativos mantidos até o vencimento São basicamente os ativos financeiros que não podem ser classificados como empréstimos e recebíveis, por serem cotados em um mercado ativo. Neste caso, os ativos financeiros são adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São avaliados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do exercício. Valor justo Os valores justos dos investimentos com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra. Para os ativos financeiros sem mercado ativo ou cotação pública, a Companhia estabelece o valor justo através de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, a referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificação de opções que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo mercado e contam o mínimo possível com informações geradas pela Administração da própria entidade Impairment de ativos financeiros Ativos mensurados ao custo amortizado A Companhia avalia no final de cada exercício se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um "evento de perda") e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que o a Companhia e suas controladas usam para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: (i) dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor; (ii) uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; (iii) a Companhia e suas controladas, por razões econômicas ou jurídicas relativas à dificuldade financeira do tomador de empréstimo, garante ao tomador uma concessão que o credor não consideraria; (iv) torna-se provável que o tomador declare falência ou outra reorganização financeira; (v) o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras. 14
17 Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão da perda por impairment reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado Contas a receber de clientes As contas a receber referem-se substancialmente a veiculação de publicidade, serviços gráficos, assinaturas e venda de produtos. A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi constituída com base, na análise do nível de perdas históricas e no conhecimento e acompanhamento da situação individual de seus clientes, sendo considerada suficiente para fazer face as eventuais perdas na realização dos créditos (nota 7) Estoques Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras ou da produção, inferior aos custos de reposição ou aos valores de realização e, quando aplicável, reduzido por provisão para obsolescência e para redução ao valor de mercado (nota 8). As importações em andamento são demonstradas ao custo acumulado de cada importação. A Companhia e suas controladas efetuaram provisão para perdas para os produtos acabados e matérias-primas com baixa utilização. Tal provisão é constituída com base em percentual pelo tempo de permanência dos itens nos estoques até o limite máximo de três anos, quando são totalmente provisionados como prováveis de perda. As peças de reposição de máquinas e equipamentos podem permanecer no estoque enquanto houver perspectiva de utilização, mesmo estando provisionadas Depósitos judiciais Os depósitos judiciais são atualizados monetariamente e apresentados como dedução do valor de um correspondente passivo constituído, quando aplicável Intangíveis i) Programas de computador (software) Licenças adquiridas de programas de computador são capitalizadas e amortizadas ao longo de sua vida útil estimada (nota 12). Os gastos associados ao desenvolvimento ou à manutenção de softwares são reconhecidos como despesas na medida em que são incorridos. Os gastos diretamente associados a softwares identificáveis e únicos, controlados pela Companhia e suas controladas e que, provavelmente, gerarão benefícios econômicos maiores que os custos por mais de um ano, são reconhecidos como ativos intangíveis. Os gastos diretos incluem a remuneração dos funcionários da equipe de desenvolvimento de softwares e a parte adequada das despesas gerais relacionadas. 15
18 Os gastos com o desenvolvimento de softwares reconhecidos como ativos são amortizados usando-se o método linear ao longo de suas vidas úteis, pelas taxas demonstradas na nota 12. ii) Ágio O ágio (goodwill) é representado pela diferença positiva entre o valor pago ou a pagar e o montante líquido do valor justo dos ativos e passivos da entidade adquirida. O ágio de aquisição de controladas é registrado nas demonstrações financeiras consolidadas como ativo intangível, enquanto que nas demonstrações financeiras individuais, é registrado como investimentos a menos que a empresa adquirida tenha sido incorporada pela Companhia. Caso a Companhia apure deságio registra o montante como ganho no resultado do período, na data da aquisição. O ágio é testado anualmente para verificar prováveis perdas (impairment) e contabilizado pelo seu valor de custo menos as perdas acumuladas por impairment, que não são revertidas. Os ganhos e as perdas da alienação de uma entidade incluem o valor contábil do ágio relacionado com a entidade vendida. O ágio é alocado às Unidades Geradoras de Caixa (UGCs) para fins de teste de impairment. A alocação é feita para as UGCs ou para os grupos de UGC que devem se beneficiar da combinação de negócios da qual o ágio se originou, devidamente segregada, de acordo com o segmento operacional iii) Relações contratuais com clientes As relações contratuais com clientes, adquiridas em uma combinação de negócios, são reconhecidas pelo valor justo na data da aquisição. As relações contratuais com clientes têm vida útil finita e são contabilizadas pelo seu valor de custo menos a amortização acumulada. A amortização é calculada usando o método linear durante a vida esperada da relação com o cliente. iv) Outros ativos intangíveis Os custos com a aquisição de patentes, marcas comerciais, licenças são capitalizados e não são amortizados. Os ativos intangíveis não foram reavaliados Imobilizado Máquinas e equipamentos industriais, compreendem principalmente ao parque fabril utilizado na produção gráfica; terrenos e edifícios compreendem principalmente a fábricas, galpões e escritórios. São demonstrados pelo custo histórico de aquisição, acrescidos de reavaliações espontâneas efetuadas em 31 de dezembro de 2005 pelas controladas Editora Abril S.A. e Abril Gráfica Ltda., com base em laudo elaborado por empresa especializada, abrangendo tão somente seu parque gráfico, edifícios e terrenos. A depreciação é calculada pelo método linear, de acordo com as taxas divulgadas na nota 13. Terrenos não são depreciados. Ganhos e perdas em alienações são determinados pela comparação dos valores de alienação com o valor contábil e são incluídos no resultado. Quando os ativos reavaliados são vendidos, os valores incluídos na reserva de reavaliação são transferidos para lucros acumulados. 16
19 Os custos dos encargos sobre empréstimos tomados para financiar a construção do imobilizado são capitalizados durante o período necessário para executar e preparar o ativo para o uso pretendido. Reparos e manutenção são apropriados ao resultado durante o período em que são incorridos. O custo das principais renovações é incluído no valor contábil do ativo no momento em que for provável que os benefícios econômicos futuros que ultrapassarem o padrão de desempenho inicialmente avaliado para o ativo existente fluirão para a Companhia. As principais renovações são depreciadas ao longo da vida útil restante do ativo relacionado. Conforme facultado pelo Pronunciamento CPC 13 - Adoção Inicial da Lei nº /07, a Companhia optou por manter os saldos das reavaliações até a sua plena realização. De acordo com a Deliberação CVM nº 527/07, que aprovou a CPC 01, Redução ao valor recuperável de ativos, a Companhia e suas controladas em conjunto com empresa especializada, realizou a revisão da vida útil econômica dos bens do imobilizado e registrou os efeitos desta revisão a partir de janeiro de Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2010, não foram identificadas diferenças significativas na vida útil-econômica dos bens que integram o ativo imobilizado da Companhia e de suas controladas, consequentemente, foram utilizadas as mesmas taxas de depreciação utilizadas no exercício findo em 31 de dezembro de Impairment de ativos não financeiros Os ativos que têm uma vida útil indefinida, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para a verificação de impairment. Os ativos que estão sujeitos à amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa (UGC)). Os ativos não financeiros, que tenham sofrido impairment, são revisados subsequentemente para a análise de uma possível reversão do impairment na data de apresentação do relatório Recebimentos antecipados Os recebimentos antecipados de clientes referem-se aos adiantamentos obtidos por conta de veiculação da publicidade futura e são registrados como receita quando da veiculação da publicidade. 17
20 2.15. Fornecedores As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano (ou no ciclo operacional normal dos negócios, ainda que mais longo). Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Na prática, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura correspondente Empréstimos, financiamentos e debêntures Os empréstimos, financiamentos e debêntures de certas controladas são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os empréstimos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros. As taxas pagas no estabelecimento do empréstimo são reconhecidas como custos da transação do empréstimo, uma vez que seja provável que uma parte ou todo o empréstimo seja sacado. Nesse caso, a taxa é diferida até que o saque ocorra. Quando não houver evidências da probabilidade de saque de parte ou da totalidade do empréstimo, a taxa é capitalizada como um pagamento antecipado de serviços de liquidez e amortizada durante o período do empréstimo ao qual se relaciona. Os empréstimos são classificados com o passivo circulante, a menos que a Companhia e suas controladas tenham um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço Provisões As provisões são reconhecidas quando a Companhia e suas controladas tem uma obrigação presente, legal ou não formalizada, como resultado de eventos passados e é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação e uma estimativa confiável do valor possa ser feita Assinaturas de revistas O saldo da conta assinaturas de revistas liquida-se pela produção e entrega contratada das publicações futuras e está demonstrado pelo montante líquido de valores a receber por conta de assinaturas vendidas. 18
21 2.19. Imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos As despesas de imposto de renda e contribuição social do período compreendem aos impostos corrente e diferido, sendo reconhecidas na demonstração do resultado. O encargo de imposto de renda e contribuição social corrente é calculado com base nas leis tributárias promulgadas na data do balanço. O imposto de renda e a contribuição social diferidos são calculados sobre os prejuízos fiscais do imposto de renda, a base negativa de contribuição social e as correspondentes diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas desses impostos, definidas atualmente para determinação desses créditos diferidos, são de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para ser utilizado na compensação das diferenças temporárias e/ou prejuízos fiscais, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações Benefícios a funcionários (i) Obrigações de aposentadoria O plano de pensão da Companhia e de suas controladas é classificado como contribuição definida sendo que, são pagas contribuições aos planos de pensão administrado pela Abrilprev Sociedade de Previdência Privada ( AbrilPrev ) em bases compulsórias, contratuais ou voluntárias. Assim que as contribuições tiverem sido feitas, a Companhia não tem obrigações relativas a pagamentos adicionais. As contribuições regulares compreendem os custos periódicos líquidos do período em que são devidas e, assim, são incluídas nos custos de pessoal. (ii) Participação nos lucros A Companhia e suas controladas oferecem aos funcionários participação nos resultados, por meio do Superação, programa de participação nos resultados da Companhia e suas controladas vinculado ao atingimento de metas pré-estabelecidas. O reconhecimento desta participação é efetuado mensalmente e revidado quando do encerramento do exercício, momento em que o valor pode ser mensurado de maneira confiável pela Companhia. (iii) Remuneração com base em ações O programa de parceria de longo prazo prevê a venda de ações da controlada direta Beigetree Participações S.A., que detém participação direta no capital da controlada direta Editora Abril S.A., para os executivos da Companhia. 19
22 A Companhia, tem a obrigação de recomprar as ações concedidas aos executivos, 50% no ano seguinte ao do exercício da opção e 50% quando do término do contrato de trabalho, falecimento ou superveniência de oferta pública de ações da Companhia, sendo que estas ações não poderão ser alienadas a terceiros sem anuência prévia. Adicionalmente, o usufruto dos direitos que essas ações poderão vir a gerar serão de propriedade integral da Companhia. As ações destinadas ao programa de parceria de longo prazo poderão ser exercidas anualmente, desde que o executivo autorizado seja, na data da aquisição, funcionário ou administrador da Companhia ou das suas controladas Demonstrações dos resultados Reconhecimento da receita a) Receita de vendas de produtos e serviços A Companhia e suas controladas reconhecem a receita quando o valor da receita pode ser mensurado com segurança, é provável que os benefícios econômicos futuros fluirão para as entidades e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma de suas atividades. As receitas com publicidade (líquidas das bonificações de volumes), com vendas de produtos e com serviços de impressão são creditadas ao resultado quando da veiculação da propaganda, da entrega do produto e da prestação dos serviços, respectivamente. As vendas de revistas para pontos de vendas são creditadas ao resultado nas datas de circulação, líquidas da estimativa de perdas. As receitas de assinaturas de revistas são reconhecidas proporcionalmente aos exemplares entregues. A Companhia efetua operações de permuta de publicidade e sobre tais operações é aplicado o conceito de valor justo para cada contrato. b) Receita financeira A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa efetiva de juros. Custos Os custos são reconhecidos quando da veiculação da publicidade; os custos de produção são apurados pelo método de lote específico e considera preços médios das compras ou produção. Os custos dos serviços prestados são reconhecidos quando da efetiva prestação dos serviços. Os custos de produção e venda de revistas são reconhecidos conforme a data de capa de cada edição e os custos de assinaturas e distribuição de exemplares são apurados no momento da entrega aos assinantes Arrendamento Mercantil Arrendamentos de imobilizado nos quais a Companhia assume substancialmente os riscos e benefícios do bem, são classificados como arrendamentos financeiros. Os arrendamentos financeiros são reconhecidos como um ativo e um passivo (empréstimos com incidência de juros) por montantes iguais ao menor entre o valor justo da propriedade arrendada e o valor presente das contraprestações do arrendamento no momento inicial. A depreciação e o teste de redução ao valor de recuperação para ativos arrendados depreciáveis é a mesma utilizada para ativos depreciáveis próprios. 20
23 Pagamentos do contrato de arrendamento são distribuídos entre o passivo em aberto e encargos financeiros para que seja obtida uma taxa de juros constante e periódica sobre o valor remanescente da dívida. A controlada Treelog S.A. Logística e Distribuição assume substancialmente todos os riscos e benefícios de propriedade referente a frota de veículos de carga classificados como arrendamento financeiro. Os arrendamentos financeiros são registrados como se fossem uma compra financiada, reconhecendo, no seu início, um ativo imobilizado e um passivo de financiamento (arrendamento). Arrendamentos de ativos onde os riscos e benefícios do bem são retidos substancialmente pelo arrendatário são classificados como arrendamento operacional. Pagamentos de arrendamentos operacionais são reconhecidos no resultado em uma base linear até o encerramento do contrato. Quando um arrendamento operacional é encerrado antes da data de vencimento, qualquer pagamento a ser feito ao arrendatário a titulo de multa é reconhecido como uma despesa no período em que o contrato é encerrado Normas, alterações e interpretações de normas existentes que ainda não estão em vigor e não foram adotadas antecipadamente pela Companhia e suas controladas As normas e alterações das normas existentes a seguir foram publicadas e são obrigatórias para os períodos contábeis da Companhia e suas controladas iniciados em 1º de janeiro de 2011, ou após essa data, ou para períodos subsequentes. Todavia, não houve adoção antecipada dessas normas e alterações de normas por parte do Companhia. IFRS 9, "Instrumentos financeiros", emitido em novembro de Esta norma é o primeiro passo no processo para substituir o IAS 39 "Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração". O IFRS 9 introduz novas exigências para classificar e mensurar os ativos financeiros e provavelmente afetará a contabilização da Companhia para seus ativos financeiros. A norma não é aplicável até 1 de janeiro de 2013, mas está disponível para adoção prévia. A Companhia ainda avaliará o impacto total do IFRS 9. IAS 24 Revisado, "Divulgações de Partes Relacionadas", emitido em novembro de Substitui o IAS 24, "Divulgações de Partes Relacionadas", emitido em O IAS 24 (revisado) é obrigatório para períodos iniciando em ou após 1 de janeiro de Aplicação prévia, no todo ou em parte, é permitida. A norma revisada esclarece e simplifica a definição de parte relacionada e retira a exigência de entidades relacionadas com o governo divulgarem detalhes de todas as transações com o governo e outras entidades relacionadas do governo. A Companhia aplicará a norma revisada a partir de 1 de janeiro de Quando a norma revisada é aplicada, a Companhia precisará divulgar quaisquer transações entre suas controladas e coligadas. A Companhia está atualmente avaliando o impacto do IAS
24 O IFRIC 19, "Extinção dos Passivos Financeiros com Instrumentos Patrimoniais" está em vigor desde 1 de julho de A interpretação esclarece a contabilização por parte de uma entidade quando os prazos de um passivo financeiro são renegociados e resultam na emissão pela entidade dos instrumentos patrimoniais a um credor da entidade para extinguir todo ou parte do passivo financeiro (conversão da dívida). Isso requer que um ganho ou perda seja reconhecido no resultado, que é mensurado como a diferença entre o valor contábil do passivo financeiro e o valor justo dos instrumentos patrimoniais emitidos. Se o valor justo dos instrumentos financeiros emitidos não puder ser mensurado de maneira confiável, os instrumentos patrimoniais devem ser mensurados para refletir o valor justo do passivo financeiro extinto. A Companhia aplicará a interpretação a partir de 1º de janeiro de Não se espera que haja algum impacto nas demonstrações financeiras da Companhia ou das controladas Interpretações e alterações de normas existentes que ainda não estão em vigor e não são relevantes para as operações da Companhia e suas controladas As interpretações e alterações das normas existentes a seguir foram publicadas e são obrigatórias para os períodos contábeis da Companhia iniciados em 1 de janeiro de 2011, ou após essa data, ou para períodos subsequentes. Entretanto, não são relevantes para as operações da Companhia e suas controladas. Apresentamos a seguir uma lista de normas/interpretações emitidas e que estão em vigor para períodos após 1 o de janeiro de Normas / Interpretações Alteração no IAS 32, "Instrumentos Financeiros: Apresentação - Classificação dos Direitos de Ações" Alteração no IFRS 1 - "Primeira Adoção de IFRS - Isenção Limitada a Partir das Divulgações Comparativas do IFRS 7 Para as Entidades que Fazem a Adoção pela Primeira Vez" Alteração ao IFRIC 14, IAS 19 - "Limite de Ativo de Benefício Definido, Exigências Mínimas de Provimento de Recursos (funding) e sua Interpretação" Aprimoramentos aos IFRS em 2011 As alterações geralmente são aplicáveis para períodos anuais iniciando após 1º de janeiro de 2011, a não ser que seja indicado de outra forma. A aplicação antecipada, embora permitida pelo IASB, não está disponível no Brasil. Abaixo resumo dos pronunciamentos a serem aplicados. 22
25 IFRS 1 IFRS 3 IFRS 7 IAS 1 IAS 27 IAS 34 IFRIC 13 - "Primeira Adoção das Normas Internacionais de Contabilidade" Pronunciamentos (i) Mudanças na política contábil no ano da adoção (ii) Base de reavaliação como custo atribuído (deemed cost) (iii) Uso do custo estimado para operações sujeitas a preços regulados (por exemplo, concessionárias de de de serviços públicos) - "Combinações de Negócios" (i) (ii) (iii) Exigências de transição para contraprestação contingente a partir de uma combinação de negócios que ocorreu antes da data da entrada em vigor do IFRS do IFRS revisado Mensuração de participações não controladoras Concessões de pagamentos com base em ações não substituídos ou substituídos voluntariamente - "Instrumentos Financeiros" - "Apresentação das Demonstrações Financeiras" - "Demonstrações Financeiras Consolidadas e separadas" - "Apresentação de Relatórios Financeiros Intermediários" - "Programas de Fidelização de Clientes" 3. ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS CONTÁBEIS CRÍTICOS As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias, as quais estão destacadas a seguir: a) Perda (impairment) estimada do ágio Anualmente, a Companhia testa eventuais perdas (impairment) no ágio, de acordo com a política contábil apresentada na nota Os valores recuperáveis de Unidades Geradoras de Caixa (UGCs) foram determinados com base em cálculos do valor em uso, efetuados com base em estimativas (nota 12). b) Receitas de permuta e publicidade Conforme mencionado na nota 2.21, algumas controladas da Companhia efetuam operações de permuta de publicidade e sobre tais operações é aplicado o conceito de valor justo para cada contrato. Uma vez que, conforme Pronunciamento CPC 30 Receitas, a receita proveniente de transação de permuta que envolva publicidade não pode ser medida de forma confiável pelo valor justo dos serviços de publicidade recebidos, a Administração utiliza experiência histórica e estimativas para determinar o valor justo dos serviços entregues. 23
26 c) Provisão para contingências Conforme mencionado na nota 18, certas controladas da Companhia são partes em ações judiciais e processos administrativos de natureza trabalhista, cível e tributária decorrente do curso normal de seus negócios. Quando a Administração da Companhia, com base na experiência e na opinião de seus assessores jurídicos, acredita que a estimativa de perda nessas ações é provável, é efetuada uma provisão para contingências em montante considerado suficiente para cobrir as eventuais perdas com processos judiciais. d) Impostos diferidos Conforme mencionado na nota 17, a Companhia e suas controladas reconhecem imposto de renda e contribuição social diferidos sobre prejuízos fiscais e base negativa da contribuição social, respectivamente, assim como sobre as diferenças temporárias, na medida que entende existir perspectiva de recuperação futura. e) Operações com derivativos A Companhia e suas controladas não efetuaram operações com derivativos para os períodos findos em 31 de dezembro de 2010 e de GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO 4.1. Considerações gerais e políticas A Companhia e suas controladas possuem e seguem política de gerenciamento de risco, que orienta em relação a transações e requer a diversificação de transações e contrapartidas. Nos termos dessa política, a natureza e a posição geral dos riscos financeiros é regularmente monitorada e gerenciada a fim de avaliar os resultados e o impacto financeiro no fluxo de caixa. Também são revistos periodicamente os limites de crédito das contrapartes. O Comitê de Auditoria e Risco auxilia a Administração a examinar e revisar informações relacionadas com o gerenciamento de risco, incluindo políticas significativas, procedimentos e práticas aplicadas no gerenciamento de risco Fatores de risco financeiro As atividades da Companhia e suas controladas expõem as empresas a diversos riscos financeiros: risco de mercado (incluindo risco de moeda e de taxa de juros), risco de crédito e risco de liquidez. O programa de gestão de risco global da Companhia concentra-se na imprevisibilidade dos mercados financeiros e busca minimizar potenciais efeitos adversos no desempenho financeiro. A política de gerenciamento de risco foi estabelecida pelo Conselho de Administração e prevê a existência de um Comitê de Auditoria e Risco. Nos termos dessa política, os riscos de mercado são protegidos quando é considerado necessário suportar a estratégia corporativa ou quando é necessário manter o nível de flexibilidade financeira. A tesouraria corporativa identifica, avalia e, quando julga necessário, contrata instrumentos financeiros com o intuito de proteger a Companhia contra eventuais riscos financeiros, principalmente decorrentes de taxas de juros e câmbio. 24
27 a) Risco de mercado A Companhia e suas controladas estão expostas a riscos de mercado decorrentes das atividades de seus negócios. Esses riscos de mercado envolvem principalmente a possibilidade de flutuações na taxa de câmbio e mudanças nas taxas de juros. i) Riscos de taxa de câmbio Algumas controladas da Companhia possuem empréstimos e fornecedores contratados em moeda estrangeira. O risco vinculado a esses passivos surge em razão da possibilidade de existirem flutuações nas taxas de câmbio que possam aumentar os saldos desses passivos. Os passivos consolidados sujeitos a esse risco representam cerca de 3,14% do saldo total de empréstimos e fornecedores em 31 de dezembro de Os valores de mercado destas operações não diferem substancialmente daqueles registrados nas demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2010 e de A Companhia e suas controladas não têm pactuado contratos de derivativos para fazer hedge contra esse tipo de risco em 31 de dezembro de Contudo, há um monitoramento contínuo dessas taxas de mercado com o propósito de avaliar a eventual contratação de derivativos para se proteger contra o risco de volatilidade dessas taxas. ii) Risco de taxa de juros Algumas controladas da Companhia possuem empréstimos e financiamentos e debêntures contratados em moeda nacional subordinados a taxas de juros vinculadas a indexadores (principalmente CDI). O risco relacionado a esses passivos resulta da possibilidade de existirem flutuações nessas taxas. A Companhia não tem pactuado contratos de derivativos para fazer hedge contra esse tipo de risco em 31 de dezembro de 2010 e de Contudo, há um monitoramento contínuo dessas taxas de mercado com o propósito de avaliar a eventual contratação de derivativos para se proteger contra o risco de volatilidade dessas taxas. Além dos empréstimos e financiamentos, a controlada direta Editora Abril S.A. emitiu debêntures não conversíveis ou permutáveis em ações. Esse passivo foi contratado a taxa de juros vinculada ao CDI. O risco vinculado a esse passivo surge da razão da possível elevação do CDI. Os valores de mercado das operações acima mencionadas não diferem substancialmente daqueles registrados nas demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2010 e de
28 b) Risco de crédito O risco de crédito é administrado corporativamente. O risco de crédito decorre de caixa e equivalentes de caixa, títulos e valores mobiliários e contas a receber de clientes. Para bancos e instituições financeiras, são aceitos títulos somente de entidades independentemente classificadas com rating mínimo braaa (pela Standard & Poors) ou "Aaa.br" (pela Moodys). As taxas pactuadas para os títulos e valores mobiliários refletem as condições usuais de mercado, que são remuneradas à taxas que variam entre 99,5% e 104% do CDI. A política de vendas da Companhia e suas controladas está diretamente associadas ao nível de risco de crédito a que está disposta a se sujeitar no curso de seus negócios. A diversificação de sua carteira de recebíveis, a seletividade de seus clientes, assim como o acompanhamento dos prazos de financiamentos de vendas e limites individuais de posição, são procedimentos adotados a fim de minimizar inadimplências ou perdas na realização do Contas a Receber. c) Risco de liquidez A gestão prudente do risco de liquidez implica manter caixa, títulos e valores mobiliários suficientes, disponibilidades de captação por meio de linhas de crédito compromissadas e capacidade de liquidar posições de mercado. Em virtude da natureza dinâmica dos negócios da Companhia e suas controladas, a tesouraria mantém flexibilidade na captação mediante a manutenção de linhas de crédito compromissadas. A Administração monitora o nível de liquidez consolidado da Companhia, considerando o fluxo de caixa esperado em contrapartida às linhas de crédito não utilizadas, a caixa e equivalentes de caixa. 5. GESTÃO DE CAPITAL Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de garantir sua continuidade oferecendo retorno adequado aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas. A Companhia monitora o nível de capital através da utilização de índices de alavancagem financeira. Esse índice corresponde ao controle gerencial da Companhia calculado com base no total de divida líquida dividido pelo lucro antes dos impostos, juros, depreciação e amortização (EBITDA). 26
29 6. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Controladora Consolidado 31/12/ /12/ /01/ /12/ /12/ /01/2009 Caixa Bancos conta movimento Certificados de depósitos bancários (i) Destinados a negociação Total (i) Remunerados por taxas que variam entre 99,5% e 104% do CDI - Certificado de Depósito Interbancário, designados ao valor justo contra o resultado, com prazos de vencimento variáveis, porém resgatáveis a qualquer momento. 7. CONTAS A RECEBER DE CLIENTES 7.1. Contas a receber Controladora Consolidado 31/12/ /12/ /01/ /12/ /12/ /01/2009 Publicidade Distribuidores e varejo Serviços gráficos Permutas Classificados Internet Direitos autorais Imóveis destinados à venda Outras Provisão para créditos de liquidação duvidosa (46.159) (64.472) (36.345) Parcela do circulante Parcela do não circulante As contas a receber de clientes de assinaturas de revistas são apresentadas líquidas na conta de assinaturas de revistas no passivo circulante. 27
30 7.2. Contas a receber de clientes por idade de vencimento: Controladora Consolidado 31/12/ /12/ /01/ /12/ /12/ /01/2009 A vencer: Vencidas: Até 30 dias De 31 a 60 dias De 61 a 90 dias De 91 a 180 dias De 181 a 360 dias Há mais de 360 dias Provisão para créditos de liquidação duvidosa (46.159) (64.472) (36.345) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa: Consolidado Saldos em 31 de dezembro de Adições / reversões Perdas efetivas (4.422) Saldos em 31 de dezembro de Adições / reversões (10.594) Perdas efetivas (7.719) Saldos em 31 de dezembro de ESTOQUES Consolidado 31/12/ /12/ /01/2009 Matérias-primas Produtos em elaboração Produtos acabados Material de consumo e reposição Importações em andamento Materiais semi acabados Provisão para obsolescência (5.236) (69.039) (47.712)
31 9. IMPOSTOS A COMPENSAR Controladora Consolidado 31/12/ /12/ /01/ /12/ /12/ /01/2009 Imposto de renda sobre aplicações financeira Imposto de renda sobre variação cambial Imposto de renda e contribuição social antecipados Imposto de renda sobre mútuos COFINS IPI PIS IOF Tributos federais Outros Parcela do circulante Parcela do não circulante ADIANTAMENTOS A FORNECEDORES E OUTROS Controladora Consolidado 31/12/ /12/ /01/ /12/ /12/ /01/2009 Adiantamentos a empregados Adiantamentos de dividendos Adiantamentos a fornecedores Adiantamentos de direitos autorais Pagamentos antecipados Conta corrente acionista Outros Parcela do circulante Parcela do não circulante INVESTIMENTOS EM CONTROLADAS E COLIGADA 11.1) A participação direta da Abril S.A. em empresas controladas e coligada em 31 de dezembro de 2009 e de 2010 e em 1º de janeiro de 2009, está a seguir demonstrada: 29
32 31/12/ /12/ /01/2009 Investimentos Investimentos Investimentos Patrimônio (Provisão Patrimônio (Provisão Patrimônio (Provisão Parti- líquido para líquido para líquido para cipação (Passivo a perdas) em (Passivo a perdas) em (Passivo a perdas) em Controladas % descoberto) controladas descoberto) controladas descoberto) controladas A.R. & T. Ltda. (a) 100, (13.224) (13.224) Abril Comunicações S.A. (b) 100, Abril Educação S.A. (c) 100, Ágio - Abril Educação S.A (22) Abril Marcas Ltda. (d) 100, (2.699) (2.699) Abril Musiclub Ltda. (e) 100, (210) (210) (790) (790) Abril Radiodifusão S.A. (f) 100,00 (37.752) (37.752) Beigetree S.A. (g) 100, (222) (222) - - Beigetree Participações S.A. (h) 100, Canais Abril de Televisão Ltda. (i) 100,00 (63) (63) (9.266) (9.266) (32.287) (32.287) Casa Cor Promoções e Comercial S.A. (j) 50, Ágio - Casa Cor Promoções e Comercial S.A Editora Abril S.A. (k) 100, Elemidia Consultoria e Serviços de Marketing S.A. (l) 70, Ágio - Elemidia Consultoria e Serviços de Marketing S.A Nimbuzz Brasil S.A. (m) 49, Redtree Participações S.A. (n) 100, (8.038) (8.038) (9.968) (9.968) Usina do Som Brasil Ltda. (o) 100, (9.627) (9.627) Webco Internet S.A. (p) 100, (2.223) (2.223) (3.613) (3.613) Provisão para perdas em controladas (37.815) (19.959) (72.208) Total dos investimentos
33 (a) A. R. & T. Ltda. tem como atividade principal a compra e venda de máquinas e equipamentos para o ramos de comunicações. (b) Abril Comunicações S.A. tem como atividade a participação em empresas, principalmente aquelas que exploram o ramo de comunicações; prestação de serviços relacionados com sistemas para transmissão, recepção e distribuição de sinais e programas de televisão; internet; como também a exploração e comercialização de propaganda e publicidade. (c) Abril Educação S.A. tem como atividade principal a participação societária em outras empresas; e a edição, publicação, divulgação e comercialização, no atacado ou varejo, de livros e publicações de qualquer natureza voltados principalmente para a educação. Durante o mês de março de 2010, com data base de 1º de janeiro de 2010, a Companhia transferiu a totalidade das ações detidas na Abril Educação S.A. para a sua controladora Ativic S.A. (nota 11.5). (d) Abril Marcas Ltda. tem como atividade principal o comércio de mercadorias próprias e de terceiros, bem como o licenciamento de marcas próprias e de terceiros, a exploração das atividades de franquia de comércio e serviço, a representação de outras sociedades nacionais ou estrangeiras, participação no capital de outras sociedades e a exploração de administradora de cartão de crédito e seguro e resseguro. (e) Abril Musiclub Ltda. tem como atividade a comercialização, por marketing direto, de discos, fitas cassete, compact discs e outras produções fonográficas e videofonográficas, gravadas em qualquer suporte físico, destinados ao público em geral, mediante clube de assinantes de catálogo, vinculados pelo interesse na aquisição dos referidos bens e a prestação de serviços a terceiros em geral na forma de aluguel da base de dados dos associados ao clube de assinantes e comercialização de espaços publicitários, em todo território nacional. (f) Abril Radiodifusão S.A. atua na execução de serviços de radiodifusão e de telecomunicações; a produção, operação e distribuição e publicidade de serviço de programação; produção e operação de "web site" da Companhia e de produzir e promover, bem como operar e distribuir por vinte e quatro horas diárias, um canal de televisão de caráter musical, em língua portuguesa, e outras atividades relacionadas. Em 20 de novembro de 2009, a Companhia adquiriu através da sua controlada Beigetree S.A. a participação de 30% do capital acionário da Abril Radiodifusão S.A., sendo que os 70% restantes que pertenciam a sua controladora (Ativic S.A.) foram, em 29 de novembro de 2010, totalmente transferidos para a Companhia. Essa aquisição foi efetuada pelo montante de R$ e gerou um ágio de R$19.928, conforme descrito na nota (g) Beigetree S.A. tem como atividade principal a participação no capital de outras sociedades, quer no Brasil ou no exterior na qualidade de acionista ou quotista, ou a outro título, praticando ainda a representação em geral, por conta própria ou de terceira, em negócios internos ou internacionais. 31
34 (h) Beigetree Participações S.A. tem como atividade a participação no capital de outras sociedades, quer no Brasil ou no exterior na qualidade de sócia ou quotista, ou a outro título, praticando ainda a representação em geral, por conta própria ou de terceira, em negócios internos ou internacionais. Em 29 de novembro de 2010 foi incorporada pela Abril Radiodifusão S.A. (nota 11.5). (i) Canais Abril de Televisão Ltda. tem por objeto principal a gravação, produção, edição, distribuição, importação e exportação de filmes, documentários, programas para televisão, a comercialização (mediante compra e venda, licenciamento, distribuição ou qualquer outra forma) de audiovisuais e a exploração da propaganda e publicidade comercial. (j) Casa Cor Promoções e Comercial S.A. atua em serviços de organização e promoção de exposições, feiras, congressos, espetáculos culturais, desportivos e artísticos, assim como mostras e eventos de qualquer natureza, serviços de diversão, entretenimento e auxiliares; serviços de paisagismo, decoração e congêneres e qualquer atividade a eles referentes. (k) Editora Abril S.A. atua na atividade editorial e gráfica, compreendendo a edição, impressão e venda de revistas, anuários e guias, publicações técnicas, comercialização de propaganda e publicidade e data-base marketing. (l) Elemidia Consultoria e Serviços de Marketing S.A. atua na exploração e franquia do ramo de consultoria e serviços de marketing, criação, produção e veiculação de publicidade em geral por quaisquer meios, principalmente mídia eletrônica, como também a participação em outras sociedades, no Brasil ou no exterior. Em 31 de agosto de 2010, a Companhia adquiriu 70% do capital acionário da Elemidia Consultoria e Serviços de Marketing S.A. (nota 11.5.b). (m) Nimbuzz Brasil S.A. atua na venda de software; licença ou cessão de uso de software por encomenda; propaganda e publicidade, inclusive planejamento de campanhas; e serviços de valor adicionado. (n) Redtree Participações S.A. seu objetivo é a participação no capital de outras sociedades, quer no Brasil ou no exterior, na qualidade de sócia ou acionista, ou a outro título, praticando ainda a representação em geral, por conta própria ou de terceiros, em negócios internos ou internacionais. É a controladora do segmento de distribuição de exemplares de revistas, fascículos e demais produtos aos distribuidores assim como operação de vendas no varejo e assinaturas. (o) Usina do Som Brasil Ltda. atua na prestação de serviços de geração e fornecimento de informações digitalizadas, de entretenimento, na forma de dados, áudio, vídeo e texto para distribuição através de meios e mídias eletrônicas. (p) Webco Internet S.A. atua na criação, operação e manutenção de sites e portais na Internet, a prestação de serviços de veiculação de publicidade on-line na Internet e a participação no capital e nos lucros de outras empresas. 11.2) A equivalência patrimonial e a provisão para perdas em controladas das participações diretas da Abril S.A. em 31 de dezembro de 2010 e 2009 está a seguir demonstrada: 32
35 Resultado Equivalência Resultado Equivalência Controladas Participação % do exercício Patrimonial do exercício Patrimonial A.R. & T. Ltda. 100, Abril Comunicações S.A. 100, Abril Educação S.A. 100, Abril Marcas Ltda 100, Abril Musiclub Ltda. 100,00 (66) (66) Abril Radiodifusão S.A. 100,00 (43.313) (43.313) - - Beigetree S.A. 100,00 (8.987) (8.987) (206) (206) Beigetree Participações S.A. 100, Canais Abril de Televisão Ltda. 100,00 (3.057) (3.057) (16.745) (16.745) Casa Cor Promoções e Comercial S.A. 50, Editora Abril S.A. 100, Elemidia Consultoria e Serviços de Marketing S.A. 70, Nimbuzz Brasil S.A. 49,00 (186) (91) (1.090) (534) Redtree Participações S.A. 100, (31.417) (31.417) Usina do Som Brasil Ltda. 100, Webco Internet S.A. 100,00 (132) (132) (4.110) (4.110) Efeito líquido no resultado do exercício Composto de: - Equivalência patrimonial em controladas Provisão para perdas em controladas (72.990) (52.132) 33
36 11.3) Movimentação dos investimentos: Saldo Aumento Saldo em Equivalência Adição de em Controladas 31/12/2009 patrimonial (baixa) Dividendos Capital 31/12/2010 A.R. & T. Ltda Abril Comunicações S.A Abril Educação S.A ( ) Abril Marcas Ltda Abril Musiclub Ltda. - (36) Beigetree Participações S.A Canais Abril de Televisão Ltda - (2.504) Casa Cor Promoções e Comercial S.A (3.085) Ágio - Casa Cor Promoções e Comercial S.A Editora Abril S.A ( ) Elemidia Consultoria e Serviços de Marketing S.A Ágio - Elemidia Consultoria e Serviços de Marketing S.A Nimbuzz Brasil S.A. 117 (91) Redtree Participações S.A Webco Internet S.A. - (48) Usina do Som Brasil Ltda Total dos investimentos ( ) ( ) Abril Musiclub Ltda. (210) (30) Abril Radiodifusão S.A. - (43.313) (37.752) Beigetree S.A. (222) (8.987) Canais Abril de Televisão Ltda. (9.266) (553) (63) Redtree Participações S.A. (8.038) (20.023) Webco Internet S.A. (2.223) (84) Total da provisão para perdas em controladas (19.959) (72.990) (37.815) 34
37 Saldo Saldo em Equivalência Aumento Perda de em Controladas 01/01/2009 patrimonial de capital Dividendos Capital 31/12/2009 A.R. & T. Ltda Abril Comunicações S.A Abril Educação S.A (54.000) Abril Marcas Ltda Beigetree S.A (16) - Beigetree Participações S.A Casa Cor Promoções e Comercial S.A (626) Ágio - Casa Cor Promoções e Comercial S.A Editora Abril S.A (83.812) Nimbuzz Brasil S.A. - (534) (235) 117 Usina do Som Brasil Ltda Total dos investimentos ( ) (251) A.R. & T. Ltda. (13.224) Abril Marcas Ltda (2.699) Abril Musiclub Ltda. (790) (210) Beigetree S.A. - (222) (222) Canais Abril de Televisão Ltda. (32.287) (16.745) (30) (9.266) Redtree Participações S.A. (9.968) (31.417) (8.038) Usina do Som Brasil Ltda. (9.627) (4) Webco Internet S.A. (3.613) (4.110) (2.223) Total da provisão para perdas em controladas (72.208) (52.132) (30) (19.959) 11.4) Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2009, a Companhia e suas controladas apresentaram as seguintes alterações em suas participações societárias: a) Em 20 de novembro de 2009, a Companhia adquiriu através da sua controlada Beigetree S.A. a participação de 100% do capital acionário da Viacom Holdings Brasil Ltda. (que teve sua razão social alterada para TGR Participações Ltda.), empresa que detinha 30% do capital acionário da Abril Radiodifusão S.A. Os 70% restantes do capital social da Abril Radiodifusão S.A. já pertenciam à controladora da Companhia, Ativic S.A. Esta operação faz parte de uma reorganização societária, conforme descrito na nota 11.5, e teve a seguinte alocação do preço de compra: 35
38 Contraprestação (i) Patrimônio líquido original adquirido Ajuste a valor justo do imobilizado (nota 12.d) Ativo intangível - carteira de clientes (12.d) Valor do Goodwill (Ágio não identificado - sujeito à impairment) - nota 12.d (i) Contraprestação: O montante de R$32.139, pago pela compra da Viacom Holdings Brasil Ltda. foi efetuado em quatro parcelas, totalmente quitadas até julho de b) Em 17 de dezembro de 2009, o investimento que a controlada A.R.&T. detinha na Guias do Brasil Ltda. foi vendido pelo montante de R$7.087 e o efeito líquido positivo dessa operação foi de R$ ) Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2010, a Companhia e suas controladas apresentaram as seguintes alterações em suas participações societárias: a) A controladora da Companhia, Ativic S.A., efetuou durante o mês de março de 2010, com data base de 1 de janeiro de 2010, uma reorganização societária envolvendo principalmente as empresas Abril S.A., Abril Radiodifusão S.A. e Abril Educação S.A. Nessa operação a controladora da Companhia, Ativic S.A., transferiu a totalidade de sua participação acionária (70%) na Abril Radiodifusão S.A. para a Abril S.A., que já detinha, de forma indireta, os 30% de participação remanescentes dessa empresa (nota 11.4.a). Ainda nesta reorganização, a Abril S.A., por meio de uma cisão parcial, transferiu sua participação na Abril Educação S.A. para a sua controladora Ativic S.A. Os principais grupos do ativo, passivo e resultado da Abril Educação S.A.(consolidado) que foram base para essa operação são demonstrados como segue: 36
39 ATIVO Abril S.A. Circulante Não circulante Total do ativo PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Circulante Não circulante Patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido RESULTADO Lucro bruto Despesas operacionais, líquidas ( ) Lucro líquido do exercício (nota 21) Essa reorganização societária foi considerada como uma transação envolvendo entidades sob controle comum e, conforme política contábil adotada pela Companhia, foi registrada contabilmente a valor de livros. Dessa forma o segmento de negócios denominado Educação foi totalmente cindido em 1º de janeiro de 2010, o que se caracterizou como uma operação descontinuada (nota 21). Adicionalmente, em 26 de novembro de 2010, uma segunda etapa dessa reorganização foi implementada onde a controlada direta Beigetree S.A., incorporou sua controlada direta TGR Participações Ltda. Em 29 de novembro de 2010 a controlada direta Beigetree S.A., detentora de 70% do capital acionário da Abril Radiodifusão S.A., transfere a totalidade das ações detidas nesta, para a Abril S.A., e posteriormente foi incorporada pela Abril Radiodifusão S.A. b) Em 31 de agosto de 2010, a Companhia adquiriu 70% de participação no capital da Elemidia Consultoria e Serviços de Marketing S.A., pelo montante de R$ Essa operação gerou um ágio no montante de R$ e que teve a seguinte alocação preliminar do preço de aquisição: 37
40 Imobilizado: - Valor justo do imobilizado Custo histórico (=) Mais valia do imobilizado à alocar 494 Percentual de aquisição: 70% 346 Intangível: - Carteira de clientes Cláusula de não competição Sistema operacional (=) Total de ativos intangíveis identificados e relevantes à alocar Percentual de aquisição: 70% Total da mais valia identificada: Ágio originalmente registrado na operação Valor do Goodwill (Ágio não identificado - sujeito à impairment ) Conforme previsto no CPC 15 Combinação de negócios, a Companhia durante o exercício de 2011, finalizou as análises e como consequência não efetuou as amortizações dos valores das mais valias identificadas nas demonstrações financeiras encerradas em 31 de dezembro de Coligada 11.6) Em 31 de dezembro de 2009, a Companhia detinha participação indireta, sobre a Abril Radiodifusão S.A., registrada como coligada naquela data e avaliada pelo método de equivalência patrimonial. O valor do investimento em 31 de dezembro de 2009 era de R$6.065, tendo reconhecido resultado de equivalência patrimonial negativo no valor de R$464. Conforme descrito na nota 11.4, a Abril Radiodifusão S.A. tornou-se controlada da Companhia em Sociedades controladas em conjunto 11.7) Em 31 de dezembro de 2010 e 2009, os principais grupos do ativo, passivo e resultado das sociedades controladas em conjunto,em sua totalidade, são demonstrados como segue: 38
41 Casa Cor Nimbuzz ATIVO Circulante Não circulante Total do ativo PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Circulante Não circulante Patrimônio líquido Total do passivo e do patrimônio líquido RESULTADO Lucro bruto Despesas operacionais, líquidas (10.120) (5.391) (186) (534) Lucro líquido (prejuízo do exercício) (186) (534) 12. INTANGÍVEL a) Movimentação do intangível Consolidado Taxas Saldo Reorga- Saldo anuais de líquido em Baixas nização Amorti- Transfe- líquido em amortização 31/12/2009 Adições líquidas societária (ii) zação rência (i) 31/12/2010 Sistemas de computação 13% (208) (5.897) (24.144) Marcas e Patentes Carteira de clientes (2.860) Software em desenvolvimento (3.006) - (15.128) Ágio sobre investimentos (13.623) Outros (208) (22.429) (27.004)
42 Sistemas de Abril S.A. Consolidado 2009 Taxas anuais Saldo Saldo de líquido em Baixas Amorti- Transfe- líquido em amortização 01/01/2009 Adições líquidas zação rência (i) 31/12/2009 computação 13% (6.059) (18.939) Marcas e Patentes Carteira de clientes (2.438) Software em desenvolvimento (68.740) Ágios sobre investimentos (6.059) (21.377) (i) Considera movimentações entre itens do ativo intangível e do ativo imobilizado. (ii) Vide nota 11.5 O montante de R$2.581 (R$4.166 em 2009) referente à despesa de amortização no Consolidado foi reconhecido no resultado em " Custo dos produtos e serviços ", R$ (R$8.580 em 2009) em "Despesas de vendas" e R$ (R$8.631 em 2009) em "Despesas administrativas". b) Revisão da vida útil estimada Conforme previsto na Interpretação Técnica ICPC 10 Esclarecimentos sobre os CPC 27 e CPC 28, do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, aprovada pela Deliberação CVM nº 619/09, a Companhia realizou análise da vida útil dos sistemas de computação, com o objetivo de ajustar a vida útil econômica estimada para o cálculo da amortização desses itens. Esta análise foi efetuada por profissionais internos da Companhia por entenderem que os mesmos possuem a expertise necessária para avaliação desses ativos e os efeitos dessa análise foram registrados nas demonstrações financeiras. c) Testes do ágio para verificação de impairment A alocação é feita para as UGCs ou para os grupos de UGC que devem se beneficiar da combinação de negócios da qual o ágio se originou, devidamente segregada, de acordo com o segmento operacional. Segue abaixo um resumo da alocação do ágio por nível de segmentos operacional: 40
43 Abril S.A. Abril Radiodifusão S.A. (Mídia) DGB Logística S.A. Distribuidora Geográfica do Brasil (Distribuição) Casa Cor Promoções e Comercial S.A. (Outros) Elemidia Consultoria e Serviços de Marketing S.A. (Outros) Abril Educação S.A. Editora Ática S.A. (operação descontinuada) Editora Scipione S.A. (operação descontinuada) O valor recuperável de uma UGC é determinado com base em cálculos do valor em uso. Esses cálculos usam projeções de fluxo de caixa, antes do cálculo do imposto de renda e da contribuição social, baseadas em orçamentos financeiros aprovados pela administração para um período de cinco anos. Os valores referentes aos fluxos de caixa posteriores ao período de cinco anos foram extrapolados com base nas taxas de crescimento estimadas apresentadas a seguir. As principais premissas utilizadas nos cálculos do valor em uso em 31 de dezembro de 2010 são as que se seguem: Segmento Mídia Distribuição Outros Abril Radidifusão DGB Casa Cor Margem Bruta 72,03% 13,04% 63,89% Taxa de Crescimento 4,50% 4,27% 4,42% Taxa de Desconto 12,02% 12,80% 12,02% As principais premissas utilizadas nos cálculos do valor em uso em 31 de dezembro de 2009 são as que se seguem: Segmento Distribuição Outros Educação DGB Casa Cor (descontinuado) Margem Bruta 9,62% 49,85% 57,15% Taxa de Crescimento 4,31% 4,31% 4,31% Taxa de Desconto 9,80% 9,80% 9,80% 41
44 A administração utilizou a margem bruta orçada com base no desempenho passado e em suas expectativas para o desenvolvimento do mercado. A taxa de crescimento utilizada esta consistente com as previsões incluídas nos relatórios da Companhia. A taxa pré-fixada de desconto utilizado corresponde ao CDI na data do encerramento do exercício mais o spread da dívida no valor de 1,38% a.a (1,25% em 2009), no qual refletem riscos específicos em relação aos segmentos. d) Alocação do ágio: Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2010, assessores da Companhia concluíram as análises da fundamentação do ágio gerado na aquisição do controle da Abril Radiodifusão S.A. ocorrido em De acordo com esses estudos, foi identificado mais valia, em relação ao valor patrimonial, nos seguintes itens do balanço patrimonial: Imobilizado: - Laudo a valor de mercado Custo histórico (=) Mais valia do imobilizado à alocar Percentual de aquisição: 30% Intangível: - Clientes - valor da carteira Percentual de aquisição: 30% Total da mais valia identificada: Ágio registrado na operação Valor do Goodwill (Ágio não identificado - sujeito à impairment) O ágio gerado na aquisição do controle da Elemidia Consultoria e Serviços de Marketing S.A., ocorrida em 31 de agosto de 2010, está sob análise de fundamento econômico e a Companhia avalia, baseada em análises preliminares em andamento, que não haverá perdas nessa operação a ser reconhecida na demonstração do resultado do exercício corrente. A alocação preliminar está detalhada na nota 11.5(b). 42
45 13. IMOBILIZADO a) Movimentação do imobilizado: Consolidado 2010 Taxas Saldo Reorga- Saldo anuais de líquido em Baixas Depre- nização Transfe- líquido em depreciação 31/12/2009 Adições líquidas ciação societária (ii) -rência (i) 31/12/2010 Terrenos (24) Edifícios 3% (1.466) (2.957) (133) Instalações 9% (135) (2.619) Máquinas e equipamentos industriais 9% (1.048) (14.168) Equipamentos de - televisão 20% (35) (4.223) Móveis e utensílios 10% (52) (919) Veículos 20% (422) (4.068) (640) (355) Equipamentos de - computação 27% (226) (6.424) Outras imobilizações 16% a 27% (258) (1.130) Imobilizações em - andamento (155) (25.726) (3.666) (36.508) (46) (i) Considera movimentações entre itens do ativo imobilizado e com o ativo intangível. (ii) Refere-se ao imobilizado da aquisição de participação na Abril Radiodifusão S.A. e da venda de participação na Abril Educação S.A. conforme mencionado na nota 11. Consolidado 2009 Taxas Saldo Saldo anuais de líquido em Baixas Depre- Transferência líquido em depreciação 01/01/2009 Adições líquidas ciação (i) 31/12/2009 Terrenos (281) Edifícios 3% (525) (2.020) Instalações 9% (325) (1.861) Máquinas e equipamentos industriais 9% (7.520) (14.563) Equipamentos de Televisão 20% (6) (1.107) Móveis e utensílios 10% (860) (1.108) Veículos 20% (16) (1.306) Equipamentos de computação 27% (563) (4.830) Outras imobilizações 16% a 27% (17) (1.006) Imobilizações em andamento (91) - (72.188) Provisão obsolescência - (6.056) (4.148) (27.801) (1.215) (i) Considera movimentações entre itens do ativo imobilizado e com o ativo intangível. 43
46 O montante de R$ (R$ em 2009) referente à despesa de depreciação no Consolidado foi reconhecido no resultado em "Custo dos produtos e serviços", R$645 (R$5.714 em 2009) em "Despesas de vendas" e R$ (R$902 em 2009) em "Despesas administrativas". b) Revisão da vida útil estimada. Conforme previsto na Interpretação Técnica ICPC 10 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, aprovada pela Deliberação CVM nº 619/09, a Companhia e suas controladas concluíram a primeira das análises periódicas com o objetivo de ajustar a vida útil econômica estimada para o cálculo da depreciação. Para fins dessa análise de parcela significativa de seus ativos, foi contratada uma empresa especializada para realização de revisão da vida útil e emissão do correspondente Laudo de Avaliação. Para elaboração do laudo, a empresa de avaliação considerou o planejamento operacional da Companhia e suas controladas para os próximos exercícios, antecedentes internos, como o nível de manutenção e utilização dos itens, elementos externos de comparação, tais como tecnologias disponíveis, recomendações e manuais de fabricantes e taxas de vivência dos bens e os efeitos do laudo foram registrados nas demonstrações financeiras. c) Reavaliação Conforme determinado pela Instrução CVM nº 469 e citado anteriormente, a Companhia optou por manter os saldos das reavaliações até a sua plena realização. Em 31 de dezembro de 2010 e 2009, o saldo total das reavaliações líquidas das depreciações pode ser assim demonstrado: Descrição Consolidado 31/12/ /12/ /01/2009 Máquinas e equipamentos Edifícios Terrenos Depreciações acumuladas ( ) ( ) ( ) Durante o exercício de 2010 foram registrados no resultado despesa com depreciação da parcela reavaliada no valor de R$4.311 (R$6.143 em 2009) no Consolidado. Conforme mencionado na nota 18.3, algumas controladas da Companhia ofereceram bens do ativo imobilizado em garantia em ações judiciais de natureza trabalhista. Adicionalmente, a Controlada Editora Abril S.A. incluiu na sua demonstração do resultado, despesas de arrendamento mercantil no montante de R$22 em 31 de dezembro de 2010 (R$34 em 2009). 44
47 14. FORNECEDORES E DEMAIS CONTAS A PAGAR Controladora Consolidado 31/12/ /12/ /01/ /12/ /12/ /01/2009 Nacionais Estrangeiros Permutas Partes relacionadas Salários e encargos sociais Recebimentos antecipados (i) Alugueis a pagar Contas a pagar por aquisição societária Direitos autorais Outras contas a pagar Parcela do circulante Parcela do não circulante (i) Parte do valor classificado como recebimentos antecipados inclui o contrato celebrado em 17 de dezembro de 2003, relativo à intenção de cessão das empresas ligadas Televisão Show Time Ltda., TVA Brasil Radioenlaces Ltda. e TV Delta Curitiba Ltda. detentoras do direito de quatro concessões para exploração do Serviço Especial de Televisão por Assinatura. Por essa transação, a controlada direta Abril Comunicações S.A., sucessora da TVA Sistema de Televisão S.A., recebeu a título de adiantamento, o montante principal de R$8.000 (R$ atualizado monetariamente até 31 de dezembro de 2010 e R$ em 31 de dezembro de 2009). A transferência da participação dos quotistas atuais das referidas empresas para terceiros depende da aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações ANATEL. 15. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS E DEBÊNTURES Os empréstimos e financiamentos apresentam as seguintes características: 45
48 Consolidado 31/12/ /12/ /01/2009 Não Não Não Circulante circulante Circulante circulante Circulante circulante Debêntures colocadas Empréstimos e financiamentos: Em moeda nacional: FINEM FINAME Arrendamento mercantil Empréstimos bancários (capital de giro) Em moeda estrangeira: Financiamento com fornecedores Commercial Papers Commercial Papers em carteira (28.093) - Senior Notes Senior Notes em carteira - (38.264) - ( ) - ( ) Eurobônus Eurobônus em carteira - ( ) - ( ) - ( ) Total dos empréstimos e financiamentos Total Os empréstimos e financiamentos de longo prazo em 31 de dezembro de 2010, têm seus vencimentos distribuídos da seguinte forma: Consolidado Vencimento R$ % sobre o total ,51% ,07% ,28% ,14% ,00% 46
49 15.2. Debêntures Em 24 de junho de 2010, a controlada direta Editora Abril S.A. e os debenturistas assinaram o 9º aditamento à escritura de Emissão de Debêntures, por meio do qual os pagamentos das parcelas de 2/7 do principal previstas para 30 de junho de 2010 e 28 de dezembro de 2010 foram postergadas para 30 de junho de 2012, mantendo-se as demais condições inalteradas: (i) as debêntures têm o valor nominal de R$97,12 cada, perfazendo o total de R$ ; as debêntures em carteira perfazem o montante de R$20.298; (ii) os encargos em razão da comprovação da condição do inciso XVII da cláusula 4ª do Instrumento Particular de Sétimo Aditamento à Escritura de Primeira Emissão de Debêntures da Editora Abril S.A. passaram, a partir de 23 de abril de 2008, a ser remunerados pela variação acumulada da Taxa DI, capitalizada de um spread ou sobretaxa de 1,25% a.a., com pagamentos semestrais de 1/7 do principal, tendo início em 30 de junho de 2009 e término em 30 de junho de 2012 e pagamento de juros semestrais com início em 28 de dezembro de 2007 e término em 30 de junho de 2012, provisionados até a data do pagamento. As garantias concedidas foram o aval da Abril S.A. e penhor de recebíveis de assinaturas da Editora Abril S.A. As debêntures contêm cláusulas relativas à observância de certos indicadores financeiros de manutenção de índices e limites. Em 31 de dezembro de 2010 e de 2009, a Companhia cumpriu com todos os requisitos vigentes. Em 24 de setembro de 2010, foi realizada a Segunda Emissão de Debêntures da Editora Abril S.A., em série única no valor total de R$100 milhões e 100 quantidades, com valor unitário de R$1 milhão. Os recursos obtidos por meio da Emissão serão destinados aos investimentos e operações da Editora Abril S.A., bem como para a amortização do contrato n , no valor de R$50 milhões, celebrado em 30 de junho de 2006, entre a Editora Abril S.A. e o HSBC Bank Brasil S.A. Banco Múltiplo. As debêntures tem prazo de vigência de 3 (três) anos e vencerão em 7 de outubro de A amortização do principal será realizada em 4 parcelas semestrais, a partir de abril de 2012 com remuneração de CDI + 1,375% ao ano, pagos semestralmente a partir de abril de Empréstimos e financiamentos em moeda nacional Empréstimos bancários (capital de giro) Em 31 de dezembro de 2010, a Companhia e suas controladas possuíam empréstimos bancários com vencimento em junho de 2011, no montante total de R$ (R$ em 2009). Esses recursos são destinados para capital de giro, possuem encargos de CDI mais 1,2% a.a. O empréstimo em aberto em 31 de dezembro de 2010, está garantido por meio de direitos creditórios no valor mínimo de 10% do saldo devedor do empréstimo decorrentes de vendas de assinaturas de revistas através de débito em conta corrente e venda de espaço publicitário em publicações. Adicionalmente, esse contrato de empréstimo possui cláusulas relativas à observância de certos covenants financeiros como índice de alavancagem, índice de cobertura de juros e não financeiros como garantia de vendas mínimas de publicidade e de envio de relatórios ao agente fiduciário. Em 31 de dezembro de 2010, a Companhia cumpriu com todos os requisitos vigentes. 47
50 FINEM Em 8 de maio de 2008, a controlada direta Editora Abril S.A. obteve junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) uma linha de crédito intitulada de FINEM Financiamento a Empreendimentos para desenvolvimento de software próprio de gerenciamento de clientes no montante total de R$ Em 12 de junho de 2008 houve a primeira liberação no montante de R$ Em 29 de outubro de 2008, foi efetuada a segunda liberação no montante de R$ Em 22 de julho de 2009, foi efetuada a terceira liberação no montante de R$ Em 28 de dezembro de 2009, foi efetuada a quarta liberação no montante de R$ Em 1º de julho de 2010, foi efetuada a quinta liberação no montante de R$ O prazo do financiamento é de 7 anos no total, com carência de 2 anos para amortização de principal. Neste período serão pagos apenas os juros, trimestralmente. Após a carência ocorrerá amortização mensal de juros e de principal. O custo total desta operação foi de TJLP acrescida de juros de 4,30% a.a. e está garantida pelo aval da Abril S.A. e 130% de alienação fiduciária de máquinas e equipamentos. Arrendamento mercantil Em 28 de julho de 2008, por intermédio do Banco Safra Leasing S.A. Arrendamento Mercantil, a controlada direta Editora Abril S.A. efetuou financiamento para aquisição de equipamentos no valor total de R$2.182, sendo R$951 pagos à vista e o restante de R$1.231 em 36 parcelas de R$44, com vencimento final em 28 de julho de Os encargos são juros de 1,12% a.m Empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira a) Financiamento com fornecedores Refere-se ao financiamento na aquisição de máquinas pela controlada direta Editora Abril S.A. com vencimento até maio de 2013 e estão garantidos pelo próprio bem financiado. Os encargos são juros médios ponderados de 8,0% a.a. acima da variação cambial do franco suíço. b) Eurobônus Em 25 de outubro de 1995 a controlada direta Abril Comunicações S.A. captou no mercado internacional, através do lançamento de Eurobônus o montante de US$ , equivalente a R$ em 31 de dezembro de 2010 (R$ em 2009), vencido inicialmente em 25 de outubro de Os encargos eram juros de 12% ao ano acima da variação cambial, vencíveis semestralmente em 25 de abril e em 25 de outubro de cada ano. Em 24 de outubro de 2003, a Companhia efetuou o resgate parcial de Eurobônus no montante de US$ , ficando o saldo da dívida em 31 de dezembro de 2004 em US$ Conforme instrumento fiduciário suplementar datado de 2 de fevereiro de 2007, o vencimento do principal do saldo da dívida foi alterado para 25 de outubro de 2011 e os juros passaram para 8% ao ano, vencíveis semestralmente em 25 de abril e 25 de outubro de cada ano e serão pagos quando da liquidação do principal. Conforme instrumento fiduciário suplementar datado de 17 de janeiro de 2011, o vencimento do principal do saldo da dívida foi alterado para 25 de outubro de
51 Eurobônus em carteira Em 23 de outubro de 1998, a controlada direta Editora Abril S.A. efetuou aplicações no mercado internacional no montante de US$ , equivalente a R$ , valor do principal em 31 de dezembro de 2010 (R$ em 2009), lastreadas em Eurobônus emitidos pela Companhia com juros de 8% ao ano vencíveis semestralmente em 25 de abril e em 25 de outubro de cada ano e serão recebidos quando da liquidação dos referidos Eurobônus. c) Senior Notes e Senior Notes em carteira Em 26 de novembro de 1996, a controlada direta Tevecap S.A (posteriormente incorporada por Abril Comunicações S.A.) captou no mercado internacional o montante de US$ , equivalente a R$ em 31 de dezembro de 2010 (R$ em 2009). Esses títulos tinham seu principal vencível em 26 de novembro de Os encargos correspondiam a juros de 12,625% ao ano acima da variação cambial, vencíveis semestralmente em 25 de maio e 25 de novembro de cada ano, com inicio em 25 de maio de Do montante da captação até 31 de dezembro de 2010, a Companhia e suas controladas adquiriram esses títulos, que passaram a ser mantidos em carteira até o vencimento. Em 31 de dezembro de 2010, as condições e encargos sobre esses títulos são de juros anuais de LIBOR mais 3%, limitado a 12,625% ao ano, acima da variação cambial. e o vencimento do principal e encargos é 26 de novembro de IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES A PAGAR Controladora Consolidado 31/12/ /12/ /01/ /12/ /12/ /01/2009 Tributos e contribuições a pagar - REFIS e PAES (i) Parcelamentos Imposto de renda e contribuição social a pagar COFINS ICMS PIS INSS Outros Parcela do circulante Parcela do não circulante
52 (i) Em novembro de 2009, a Companhia e algumas de suas controladas aderiram ao Programa de Recuperação Fiscal, instituído pela Lei nº /09 e pela Medida Provisória nº470/09, visando equalizar e regularizar os passivos fiscais por meio de um sistema especial de pagamento e de parcelamento de suas obrigações fiscais e previdenciárias. Controladora Consolidado Saldos de parcelamentos anteriores (PAES) 01/01/ (atualizado até novembro de 2009) Adequações dos parcelamentos ao extrato da Receita Federal do Brasil para inclusão no REFIS IV (1) Saldo a parcelar no REFIS IV Adições ao REFIS IV Resultado financeiro com a adesão ao REFIS IV (132) (17.979) Utilização de prejuízos fiscais (894) (44.608) Utilização de depósitos judiciais - (3.597) Pagamentos líquidos de juros, após a adesão (6) (3.169) PAES e parcelamentos Saldo a pagar em 31/12/ Pagamentos de jan a dez/10 (205) (50.522) Juros de jan a dez/ Adesão ao REFIS ICMS-RJ (i) Ajuste no REFIS IV de jan a dez/ Reorganização societária - (9.659) Saldo a pagar em 31/12/ REFIS IV REFIS ICMS (*) PAES Outros parcelamentos Parcela do circulante Parcela do não circulante (i) Em abril de 2010, a controlada indireta da Companhia, Abril Vídeo Distribuição Ltda, aderiu ao parcelamento de ICMS, no estado do Rio de Janeiro, instituído pela lei nº 5.647/10 REFIS ICMS. Os pagamentos serão efetuados em 60 parcelas. Os valores na data da adesão estão descritos abaixo: 50
53 Principal Juros e multa na adesão Ganho financeiro (2.864) Saldo parcelado Como consequência da adesão ao REFIS IV, a Companhia obriga-se ao pagamento das parcelas sem atraso, bem como a desistência das ações judiciais e renúncia a qualquer alegação de direito sobre a qual se funda as referidas ações, sob pena de imediata rescisão do parcelamento e, consequentemente, perda dos benefícios anteriormente mencionados. Em 04 de fevereiro de 2011, o Diário Oficial da União publicou a Portaria Conjunta nº 2 que estabelece prazos para que os contribuintes retifiquem as informações anteriormente enviadas assim como enviar as informações necessárias às consolidações da informações. O prazo para início do processo de consolidação é 1º de março de IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS O imposto de renda e a contribuição social diferidos no ativo não circulante estão representados como segue: Consolidado 31/12/ /12/ /01/2009 Imposto de renda e contribuição social sobre diferenças temporárias Imposto de renda e contribuição social a recuperar sobre prejuízos fiscais e base negativa da contribuição social Total Como parcela significativa do imposto de renda e contribuição social diferidos são calculados sobre diferenças temporárias, o período de realização está condicionado à realização das referidas provisões. O valor do imposto de renda e contribuição social constituídos sobre diferenças temporárias são como segue: 51
54 Consolidado 31/12/ /12/ /01/2009 Provisões: Perdas em empresas controladas Contingências trabalhistas Contingências civeis Contingências tributárias Devolução de exemplares - varejo Bonificação de volumes Provisão de encalhe - bancas Perdas em imobilizado Perdas em mútuos Cancelamento de assinaturas Créditos de liquidação duvidosa Obsolescência Outros Total O imposto de renda e a contribuição social diferidos sobre prejuízos fiscais e base negativa, respectivamente, e diferenças temporárias, estão registrados no ativo não circulante de certas controladas da Companhia em função da perspectiva de sua recuperação futura, conforme demonstrado na nota As controladas Editora Abril S.A., Treelog S.A., Logística e Distribuição, S.C.P. Femininas, Editora Novo Continente S.A., Casa Cor Promoções e Comercial S.A. e Elemidia Consultoria e Serviços de Marketing S.A.. constituíram imposto de renda diferido sobre as diferenças temporárias. Com referência às demais empresas, que possuíam em 31 de dezembro de 2010 prejuízos fiscais no montante de R$ , base negativa de contribuição social no montante de R$ e diferenças temporárias no montante de R$ , a Administração não constituiu o imposto de renda e contribuição social ativos, pela incerteza de recuperação futura O imposto de renda e contribuição social registrados no passivo não circulante estão representados como segue: Consolidado 31/12/ /12/ /01/2009 Imposto de renda e contribuição social sobre variações cambiais Imposto de renda e contribuição social sobre depreciações Imposto de renda e contribuição social sobre reavaliações Imposto de renda e contribuição social sobre diferenças temporárias Total
55 18. PROVISÃO PARA CONTINGÊNCIAS E DEPÓSITOS JUDICIAIS Certas controladas da Companhia são partes em ações judiciais e processos administrativos de natureza trabalhista, cível e tributária decorrente do curso normal de seus negócios. A respectiva provisão para contingências foi constituída considerando a avaliação da probabilidade de perda pelos seus assessores jurídicos, natureza dos processos e experiências passadas e quando necessário, foram efetuados depósitos judiciais. A Administração da Companhia, com base na opinião de seus assessores jurídicos, acredita que a provisão para contingências constituída é suficiente para cobrir as eventuais perdas com processos judiciais, conforme apresentado a seguir: a) Composição do passivo não circulante: Processos Consolidado 31/12/ /12/ /01/2009 Tributários Trabalhistas Cíveis b) A natureza das ações pode ser sumariada como segue: Processos trabalhistas São parte de diversas ações de natureza trabalhista substancialmente compostos por pedidos referentes a férias proporcionais, diferencial de salário, adicional noturno, horas extras, encargos sociais, dentre outros. Não há nenhum processo individual de valor relevante que necessite divulgação específica. Processos cíveis A Companhia e certas controladas respondem a ações de natureza cível em diversos níveis judiciais e, do valor provisionado, o montante de R$6.097 em 2010 (R$5.786 em 2009), refere-se a somatória de inúmeros processos cíveis relacionados a pedidos de indenização por danos morais e/ou materiais decorrentes das divulgações das revistas da Editora Abril S.A. e de suas controladas. Não há nenhum processo individual de valor relevante que necessite divulgação específica. 53
56 Processos tributários Certas controladas da Companhia são parte em ações judiciais de natureza tributária que a Administração, baseado na opinião de seus assessores jurídicos, efetua provisão para contingências relativa à esses processos. Não há nenhuma ação individual de valor relevante que necessite divulgação específica Os saldos, registrados no não circulante, de depósitos judiciais apresentados como redutores da provisão para contingências em 31 de dezembro de 2010 e de 2009, são como segue: Consolidado 31/12/ /12/ /01/2009 Trabalhistas Cíveis Tributários Os depósitos judiciais registrados no ativo não circulante são como segue: Consolidado 31/12/ /12/ /01/2009 Trabalhistas Cíveis Tributários Certas controladas da Companhia deram em garantia bens do ativo imobilizado no montante de R$4.410 em 31 de dezembro de 2010 (R$2.602 em 31 de dezembro de 2009) Certas controladas da Companhia tem ainda, ações de natureza tributária e cível, envolvendo riscos de perda classificados pela Administração como possíveis, para os quais não há provisão para contingências constituída, não sendo esperados efeitos materiais adversos nas demonstrações financeiras, conforme segue: Consolidado 31/12/ /12/ /01/2009 Contingências cíveis (a) Contingências tributárias (b)
57 a) Contingências cíveis Certas controladas da Companhia respondem a ações de natureza cível em diversos níveis judiciais e, do valor apresentado, o montante de R$ em 2010 (R$ em 2009) refere-se a somatória de solicitações de indenizações por danos morais e/ou materiais decorrentes das divulgações principalmente nas revistas da controlada Editora Abril S.A. Dentre esses processos cíveis, existem dois processos cujos valores montam a R$ e R$32.817, sendo os demais valores pulverizados e portanto não necessitam de divulgações específicas. b) Contingências tributárias (i) Tributo sobre uso de vias públicas, espaço aéreo e subsolo A partir de 1999, diversos municípios baixaram decretos ou leis municipais buscando a cobrança da contribuição pela utilização dos espaços públicos, aéreos e subterrâneos, incluindo a instalação e a passagem de cabos, também conhecido como Imposto Sombra. As Empresas que estão sujeitas a essa contribuição, entre outras, são as de força e luz e de telecomunicações. Certas controladas da Companhia entraram com ações judiciais em cada um dos municípios em que opera e nos quais já foi editada legislação sobre o Imposto Sombra, questionando a constitucionalidade, legalidade e caráter confiscatório deste tributo. Nessas ações, argumentamos que: (i) o tributo interfere na autoridade exclusiva do governo federal brasileiro, para legislar sobre as telecomunicações; (ii) a natureza jurídica do tributo não é a de um preço público, taxa, contribuição, ou contribuição pública, conforme o definido pelas leis brasileiras; e (iii) os critérios de dimensionamento do valor devido excede a razoabilidade e ultrapassa a capacidade contributiva do contribuinte, configurando-se o caráter confiscatório. Além disso, acreditamos que o imposto sombra é inconstitucional, já que não está incluído na lista de tributos sob a autoridade jurisdicional dos municípios, conforme estabelecido pela Constituição Federal Brasileira. Em São Paulo, em que pese as decisões favoráveis em ação coletiva promovida pela ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura) na ação coletiva promovida pela Telcomp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas), e nas ações individuais, os processos foram julgados desfavoravelmente às empresas e, atualmente aguardamos o resultado dos recursos em última instância. Com relação a Curitiba, Camboriú e Florianópolis, as decisões foram desfavoráveis. Porém, considerando tratar-se de tributo sujeito a lançamento de ofício, a contingência, para fins de provisionamento, não está atrelada ao processo, que são medidas preventivas, mas sim a discussão da tese e a aspectos técnicos que a Municipalidade deverá deter (contratos de permissão de uso, cadastramento, levantamento de equipamentos) para dar margem a eventual cobrança. 55
58 A Administração, baseada na opinião de seus assessores jurídicos, que consideram as chances de perda da tese como remota, portanto não constituiu provisão para esta contingência. (ii) Dentre os processos tributários certas controladas da Companhia possuem autos de infração referente a COFINS que montam a R$55.578, autos de infração referente a Imposto de Renda Retido na Fonte que montam a R$ e autos de infração referente a contribuição social que montam R$ Tais processos estão classificados pelos assessores tributários da Companhia, como possíveis. Exceto pelos casos citados acima, as contingências tributárias não provisionadas são pulverizadas e a Administração entende que não há nenhum processo individual de valor relevante que necessite de divulgação específica. 19. PLANO DE APOSENTADORIA E PENSÕES Certas controladas da Companhia são patrocinadoras da entidade de previdência privada denominada Abrilprev Sociedade de Previdência Privada ( Abrilprev ), a qual objetiva, principalmente, complementar os benefícios previdenciários oficiais. O plano é opcional a todos os empregados das patrocinadoras. A Abrilprev opera segundo plano de contribuição definida e o principal regime atuarial utilizado na determinação do nível de contribuição é o da capitalização. O custo do plano, sendo que o ônus é assumido pelos funcionários e pelas empresas patrocinadoras, é determinado anualmente em função de cálculo atuarial procedido por profissional habilitado e é expresso em percentual fixo a ser aplicado sobre as folhas de pagamento das patrocinadoras. A concessão de complementação de aposentadoria está vinculada ao tempo de serviço prestado às patrocinadoras, ao tempo de contribuição à Previdência Social, a uma idade mínima definida e à interrupção do vínculo empregatício. Assim que as contribuições são feitas, a Companhia não tem outras obrigações relativas a pagamentos adicionais. Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e de 2009, a Companhia e suas controladas efetuaram contribuições à Abrilprev no montante de R$9.688 (Consolidado) e R$8.802 (Consolidado), respectivamente, registrados integralmente no resultado dos exercícios das patrocinadoras. A contribuição devida pela patrocinadora é de 3,1225% em 31 de dezembro de 2010 (3,2725% em 31 de dezembro de 2009) sobre a folha de pagamento dos empregados participantes do plano. A situação do plano em 31 de dezembro de 2010 e 2009, é como segue: Reservas matemáticas Fundos Outros exigíveis Total de passivos (-) Total dos ativos ( ) ( ) 56
59 20. PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social O capital social em 31 de dezembro de 2009, era de R$ dividido em ações, sem valor nominal, sendo ações ordinárias e ações preferenciais, todas nominativas. Em 17 de fevereiro de 2010 houve um aumento de capital no montante de R$5.631 e em 28 de fevereiro de 2010 houve uma cisão que reduziu o capital social da Companhia em R$ com redução de ações. Consequentemente, o capital social em 31 de dezembro de 2010, é de R$32.778, dividido em ações, sem valor nominal, sendo ações ordinárias e ações preferenciais, todas nominativas. Cada ação ordinária dá direito a um voto nas deliberações da Assembléia Geral, e as ações preferenciais não dão direito a voto nas deliberações, exceto conforme disposto na legislação aplicável. Todas as ações emitidas estão integralizadas Reservas de reavaliação A realização das reservas de reavaliação reflexa de controladas, constituída em 31 de dezembro de 2005, ocorre com base nas depreciações, baixas ou alienações dos respectivos bens reavaliados, e é transferida para lucros acumulados, considerando-se ainda os efeitos tributários Reservas de lucros Reserva legal A reserva legal é constituída anualmente como destinação de 5% do lucro líquido do exercício e não poderá exceder a 20% do capital social. A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízo e aumentar o capital Dividendos propostos Os estatutos da Companhia prevêem que os acionistas terão direito a um dividendo mínimo de 25% sobre o lucro líquido do exercício, após dedução da quota destinada à constituição de reserva legal, permanecendo o restante do lucro líquido à disposição da assembléia para ratificação de sua distribuição. As ações preferenciais terão prioridade na distribuição de dividendos, sendo que as de classe A adquirirão o exercício de direito do voto se a Companhia, no prazo excedente de três exercícios consecutivos, deixar de pagar os dividendos mínimos a que fizerem juz, direito esse que conservarão até a data em que ocorrer o efetivo pagamento. 57
60 De acordo com a faculdade prevista na Lei nº /95, por proposta da Administração da Companhia, a ser ratificada pela Assembléia dos Acionistas, foi destinado à distribuição de dividendos referentes à 25% do lucro líquido ajustado do exercício findo em 31 de dezembro de Os dividendos foram calculados como segue: 2010 Lucro líquido do exercício Reversão da reserva legal 253 Saldo a distribuir Dividendos intermediários conforme AGE de 25/08/2010, pagos em 2010: ( ) Dividendo adicional proposto Dividendo adicional proposto Em 25 de agosto de 2010, a Administração da Companhia efetuou o pagamento antecipado de dividendos no montante de R$ , sendo R$ relativo ao saldo de reservas de lucros e R$ com base no balanço patrimonial aprovado em AGO de 30 de abril de 2010, conforme previsto na Lei 6.404/76. O excedente do lucro do exercício acrescido do saldo de lucros acumulados de anos anteriores, foi proposto pela Administração da Companhia para ser distribuído como dividendo adicional e está pendente de aprovação na próxima assembléia de acionistas Lucro por ação operação continuada a) Básico O lucro por ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos acionistas da sociedade, pela quantidade média ponderada de ações emitidas pela Companhia: 58
61 Lucro das operações continuadas Total de ações da Companhia (em milhares) Lucro por ação - R$ 7,1867 4,4406 Lucro das operações descontinuadas Total de ações da Companhia (em milhares) Lucro por ação - R$ 1,5317 Lucro atribuível aos acionistas da Companhia Lucro básico por ação - R$ 7,1867 5,9722 b) Diluído O lucro diluído por ação é calculado mediante o ajuste da quantidade média ponderada de ações em circulação, para presumir a conversão de todas as ações potenciais diluídas. A Companhia não tem ações potenciais diluídas (por exemplo: dívida conversível e opções de compra de ações), portanto o lucro por ação diluído é o mesmo que o lucro por ação básico Participações de não controladores Saldo em 01/01/ Resultado líquido do exercício Dividendos distribuídos para não controladores (1.519) Saldo em 31/12/ Resultado líquido do exercício Dividendos distribuídos para não controladores (1.157) Adição por combinação de negócios Saldo em 31/12/ OPERAÇÃO DESCONTINUADA Conforme mencionado na nota 11, a Companhia passou por uma reestruturação societária que envolveu a alienação da Abril Educação S.A. e suas controladas, que até aquela data eram agrupadas no segmento de Educação. A Companhia elaborou e está demonstrando em sua demonstração de resultado para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009, para efeito de comparabilidade, resultado líquido dessas empresas agrupadas numa linha de operação descontinuada. 59
62 21.1 O fluxo de caixa da operação descontinuada está demonstrado abaixo: Abril S.A. Fluxos de caixas operacionais Fluxos de caixas de investimentos (4.721) Fluxos de caixas de financiamentos (46.509) Fluxo de caixa total (49.317) A análise do resultado da operação descontinuada está apresentada a seguir: Receitas Despesas ( ) Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribução social (23.647) Lucro do exercício de operação descontinuada (nota 11) INFORMAÇÕES POR SEGMENTO DE NEGÓCIOS A Administração da Companhia definiu os segmentos operacionais, com base nos relatórios utilizados para a tomada de decisões estratégicas. A Companhia administra suas operações considerando três pilares: Mídia, que engloba todas as plataformas de divulgação de conteúdo; Gráfica, que contempla a operação de impressão de revistas e demais produtos gráficos e; Distribuição, que contempla as atividades de vendas de exemplares no varejo e assinaturas. Conforme descrito na nota 11, o segmento de educação foi cindido em março de 2010, com data base de 1º de janeiro de As informações por segmento de negócios correspondentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 são as seguintes: 60
63 DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADO POR SEGMENTO Mídia Gráfica Distribuição Outras Total Eliminação Consolidado Receitas ( ) Com clientes externos Entre segmentos ( ) - Custos e despesas operacionais ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Lucro operacional ( ) RESULTADO FINANCEIRO: (30.908) (3.339) (551) (985) (35.783) - (35.783) Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social ( ) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL: ( ) (11.838) (1.953) (3.490) ( ) - ( ) Lucro líquido do exercício ( ) ATRIBUÍVEL A Acionistas da Companhia ( ) Participação dos não controladores (80) - - (1.566) (1.646) - (1.646) Lucro líquido do exercício ( )
64 DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADOS POR SEGMENTO 2009 Mídia Gráfica Distribuição Educação Outras Total Eliminação Consolidado Receitas ( ) Com clientes externos Entre segmentos ( ) - Custos e despesas operacionais ( ) ( ) ( ) - ( ) ( ) ( ) Operação descontinuada (notas 11 e 21) Lucro operacional (699) ( ) RESULTADO FINANCEIRO: (1.532) Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social (667) ( ) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL: ( ) (12.833) (1.141) - (9.715) ( ) - ( ) Lucro líquido do exercício (1.808) ( ) ATRIBUÍVEL A Acionistas da companhia (1.808) ( ) Participação dos não controladores Lucro líquido do exercício (1.808) ( )
65 23. RECEITA A receita líquida é composta como segue: Consolidado Vendas brutas de produtos e serviços Impostos sobre vendas ( ) ( ) Receita líquida DESPESAS POR NATUREZA O detalhamento das despesas por natureza é apresentado a seguir: Administrativas Controladora 31/12/2010 Total Despesas com pessoal Serviços de terceiros Outras Despesas (Receitas) Administrativas Controladora 31/12/2009 Total Despesas com pessoal Serviços de terceiros Outras Despesas (Receitas)
66 Consolidado 2010 Custo Vendas Administrativas Total Depreciação e amortização Despesas com pessoal Matéria-prima e materiais de uso e consumo Vendas diretas Impressões Serviços de terceiros Fretes Manutenção e reparos Direitos autorais Distribuição Comissões Mídia Eventos e seminários Promoções Provisão para créditos de liquidação duvidosa - (12.735) - (12.735) Aluguel Outras Despesas/Receitas (27.116) Consolidado 2009 Custo Vendas Administrativas Total Depreciação e amortização Despesas com pessoal Matéria-prima e materiais de uso e consumo Vendas diretas Impressões Serviços de terceiros Fretes Manutenção e reparos Direitos autorais Distribuição Comissões Bonificação de Volumes Mídia Eventos e seminários Promoções Provisão para créditos de liquidação duvidosa Aluguel Outras Despesas/Receitas (16.893)
67 25. OUTRAS RECEITAS (DESPESAS), LÍQUIDAS Controladora Consolidado Ganho (perda) de capital em controladas e coligadas (800) (268) (797) (292) Ganho (perda) líquido na venda de imobilizado (13.436) Ganho na venda de investimento Gastos com comissão Multas fiscais e contratuais - - (852) (1.095) Provisão para perdas de Imobilizado Provisão para perdas de mútuos (535) Doações - - (7.384) (4.469) Outros (67) (7.184) 26. RESULTADO FINANCEIRO Controladora Consolidado Receitas: Rendimento de títulos e valores mobiliários Mútuos Juros sobre tributos e depósitos judiciais Juros de outros ativos Despesas: Juros sobre empréstimos, financiamentos e debêntures - - (45.852) (57.419) Mútuos (25.240) (3.045) (514) Impostos (6.049) (878) (27.700) (8.377) Descontos concedidos - - (28.536) (33.461) Juros de outros passivos (2.128) (2.820) (13.345) (28.728) (33.417) (6.743) ( ) ( ) Variações cambiais, líquidas: Receitas (despesas) oriundas de ativos indexados à moeda estrangeira - - (945) (2.768) Receitas (despesas) oriundas de passivos indexados à moeda estrangeira (2) (2) Resultado financeiro, líquido (28.982) (5.393) (35.783)
68 27. DESPESAS DE IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Os valores debitados e creditados na conta imposto de renda e contribuição social e na conta de imposto de renda diferidos e contribuição social no resultado dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 compõem-se de: Consolidado Reversão do imposto de renda e contribuição social diferidos sobre reavaliações Imposto de renda e contribuição social constituídos no exercício (97.411) (49.166) Realização do imposto de renda e contribuição social diferidos ativo sobre prejuízos fiscais 794 (18.422) Constituição de imposto de renda e contribuição social diferidos ativo sobre ágio em aquisições de participações societárias - (17.399) Reversão da provisão do imposto de renda e contribuição social diferidos sobre diferenças temporárias (24.680) (8.303) Constituição de imposto de renda e contribuição social diferidos passivos sobre depreciação (1.885) (7.142) Constituição de imposto de renda e contribuição social diferidos sobre variação cambial (6.429) (80.553) ( ) ( ) A conciliação da despesa de imposto de renda e contribuição social dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 é como segue: 66
69 Controladora Consolidado Resultado antes do imposto de renda e da contribuição social Alíquotas nominais de imposto 34,00% 34,00% 34,00% 34,00% Encargos de imposto de renda e da contribuição social (55.235) (51.741) (98.924) (99.312) Participação nos resultados de controladas Amortização de ágio (958) (294) (958) Apuração de lucros no exterior - - (12.158) (88.989) Diferenças temporárias sem constituição de imposto de renda (2.687) Perda de capital (272) - (272) - Diferenças permanentes: - Benefício fiscal pela adesão ao REFIS IV Outras (3) - (2.349) (4.331) Baixa de itens do ativo imobilizado (1.154) Compensação de prejuízos fiscais e base negativa de anos anteriores não registrados contabilmente - - (771) 713 Imposto de renda e contribuição social não utilizados sobre prejuízos fiscais (9.013) (2.216) (23.164) (45.828) Benefícios fiscais Imposto de renda e contribuição social diferidos a pagar - - (10.511) - Imposto de renda e contribuição social pela adesão ao REFIS IV - (590) - (23.712) Realização do imposto de renda diferido sobre o ágio- Abril Comunicação S.A (17.398) Contabilização ILL Outros - (91) Total do imposto de renda e da contribuição social - - ( ) ( ) 67
70 28. CAIXA GERADO NAS OPERAÇÕES Controladora Consolidado Lucro líquido do exercício Ajustes de: Depreciações e amortizações Participação nos resultados das controladas ( ) ( ) - (361) Baixas líquidas do permanente Provisão para contingências - - (4.566) (39.518) Realização de imposto de renda diferidos Provisão para créditos de liquidação duvidosa Programa de parceira de longo prazo (4.800) (4.800) Juros e variação cambial Ganho de capital em controladas Resultado financeiro na adesão ao REFIS IV - (1.025) - ( ) Variação do capital circulante Contas a receber de clientes (46) 108 ( ) Estoques Impostos a compensar (574) (692) (10.182) (28.392) Adiantamentos a fornecedores e outros (1.466) (3.670) (3.476) Depósitos judiciais - - (15.455) (11.540) Fornecedores e outras contas a pagar (365) (4.172) ( ) Impostos e contribuições a pagar (32.558) Provisão para contingências - pagamentos - (221) (15.406) - Tributos e contribuições a pagar - PAES e REFIS IV Assinaturas de revistas CAIXA (APLICADO NAS) GERADO PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS (10.369) (11.330) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS 29.1 As transações e saldos que a Companhia e suas controladas efetuaram e mantém com partes relacionadas para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009, estão sumariados a seguir: 68
71 Circulante Não circulante Empréstimos Empréstimos Receitas e outros e outros (despesas) Contas a Dividendos Contas créditos créditos financeiras, Partes relacionadas receber a receber a pagar concedidos obtidos líquidas Abril Comunicações S.A Abril Musiclub Ltda Ativic S.A Abril Radiodifusão S.A Canais Abril de Televisão Ltda Casa Cor Promoções e Comercial Ltda DGB - Logística S.A. Distribuição Geográfica do Brasil Editora Abril S.A. (i) Redtree Participações S.A Violetree Participações Ltda Outros (i) O valor de R$ , considera R$ referente a aquisição de participação societária Controladora 31/12/2010 Circulante Empréstimo Empréstimo Receitas e outross e outros s (despesas) Contas Dividendos Dividendos créditos créditos financeiras, Partes relacionadas a receber a receber a pagar concedidos obtidos líquidas Abril Comunicações S.A (3.045) Abril Musiclub Ltda (i) Ativic S.A A.R. & T. Ltda. (i) Canais Abril de Televisão Ltda (i) Casa Cor Promoções e Comercial S.A DGB Logística S.A. - Distribuição Geográfica do Brasil Editora Abril S.A. (ii) Editora Scipione S.A. (ii) Redtree Participações Ltda. (i) Webco Internet Ltda. (i) Outros (i) Valor referente a adiantamentos para futuro aumento de capital AFAC (3.002) (ii) Os valores de R$ e R$ referem-se a aquisição de participação societária Não circulante Controladora 31/12/
72 Controladora 01/01/2009 Não circulante Circulante Empréstimos Empréstimos e outros e outros Contas Dividendos Contas a créditos créditos Partes relacionadas a receber a receber Pagar concedidos obtidos Abril Marcas Ltda (i) Abril Musiclub Ltda (i) A.R. & T. Ltda. (i) Canais Abril de Televisão Ltda (i) DGB Logística S.A. - Distribuição Geográfica do Brasil Editora Abril S.A (ii) Editora Ática S.A (ii) Editora Scipione S.A (ii) Redtree Participações Ltda. (i) Usina do Som Brasil Ltda. (i) Webco Internet Ltda. (i) Outros (i) Valor referente a adiantamentos para futuro aumento de capital AFAC (ii) Valores referente à aquisição de participação societária Consolidado 31/12/2010 Não circulante Circulante Empréstimos Empréstimos Dividendos e outros e outros Vendas e Receitas Contas a e contas créditos créditos (gastos), (despesas) Partes relacionadas receber a pagar concedidos obtidos líquidos financeiras Abril Comunicações S.A Ativic S.A Comercial Cabo TV São Paulo S.A Editora Ática S.A Editora Caras S.A Editora Scipione S.A Elemídia Argentina S.A F.C. Distribuidora S.A Fundação Victor Civita GTR Participações Ltda Instituto Abril Ltda Televisão Show Time Ltda Outros Dividendos: CCS - Camboriú Cable System de Telecomunicações Ltda Outros
73 Consolidado 31/12/2009 Circulante Não circulante Receitas (despesas) Empréstimos Empréstimos financeiras, Dividendos e outros e outros Vendas e variações Contas a e contas a créditos créditos (gastos), cambiais, Partes relacionadas receber pagar concedidos obtidos líquidos líquidas Abril Comunicações S.A Abril Radiodifusão S.A Comercial Cabo TV São Paulo S.A Editora Abril S.A (5) Editora Caras S.A (10.045) Fundação Victor Civita GTR Participações Ltda. (i) Guias do Brasil Ltda Instituto Abril Ltda Televisão Show Time Ltda TVA Brasil Radioenlaces Ltda Outros (279) Dividendos: Ativic S.A Outros acionistas (279) Consolidado 01/01/2009 Não circulante Circulante Empréstimos Empréstimos Contas a Forne- e outros e outros receber cedores créditos créditos Partes relacionadas de clientes nacionais concedidos obtidos Abril Comunicações S.A Abril Radiodifusão S.A Abril S.A Associação Abril de Benefícios Comercial Cabo TV São Paulo S.A Editora Abril S.A Editora Caras S.A Fundação Victor Civita GTR Participações Ltda Instituto Abril Televisão Show Time Ltda TVA Brasil Radioenlaces Ltda Outros
74 a) Remuneração do pessoal-chave da Administração O pessoal-chave da Administração inclui o presidente, os conselheiros e vice-presidentes, membros do comitê executivo e o diretor da auditoria interna. A remuneração paga ou a pagar por serviços de empregados, está demonstrada a seguir: Salários e encargos Honorários da diretoria Participação nos lucros Os honorários da diretoria foram contabilizados como despesas com pessoal. Além desses, não foram pagos outros valores ou benefícios adicionais aos administradores O programa de parceria de longo prazo prevê a venda de ações da controlada direta Beigetree Participações S.A., que detém participação direta no capital da controlada Editora Abril S.A., para esses executivos. A Companhia tem a obrigação de recomprar as ações concedidas aos executivos, 50% no ano seguinte ao do exercício da opção e 50% quando do término do contrato de trabalho, falecimento ou superveniência de oferta pública de ações da Companhia, sendo que estas ações não poderão ser alienadas a terceiros sem anuência prévia. Adicionalmente, o usufruto dos direitos que essas ações poderão vir a gerar serão de propriedade integral da Companhia. A opção para aquisição das ações destinadas ao programa de parceria de longo prazo poderão ser exercidas anualmente desde que o executivo autorizado seja, na data da aquisição, funcionário ou administrador da Companhia ou das suas controladas. As ações destinadas ao programa para os próximos exercícios estão assim representadas: Preço médio de Aquisição Quantidade Valor unitário da ação Data da aquisição (lote de ações) em (R$) Janeiro/ ,28 Janeiro/ ,28 Janeiro/ ,28 Janeiro/ ,
75 Até 31 de dezembro de 2010 foram exercidos pelos executivos, os direitos relativos a ações preferenciais ( em 2009), os quais estão provisionados na conta - programa de parceria de longo prazo no montante de R$ em 2010 e R$ em 2009 no passivo não circulante, tendo como contrapartida no resultado do exercício a conta de programa de parceria de longo prazo. Essas ações estão calculadas a cada exercício de acordo com o valor de recompra, que se aproximam do valor de mercado. A movimentação destas ações pode ser assim demonstrada: Ações Opção Opção Opção exercida atribuída exercida Total (R$) saldo 31/12/ Opção atribuida Opção exercida ( ) Opção realizada - ( ) ( ) (3.245) Desvalorização (1.750) saldo 31/12/ Opção atribuida Atribuição cancelada ( ) - ( ) - Opção exercida ( ) Opção realizada - ( ) ( ) (2.717) Valorização saldo 31/12/ Outras informações relevantes sobre partes relacionadas (a) A controlada direta Editora Abril S.A., em face do processo de reestruturação societária iniciado durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2001, transferiu para a sua controladora Abril S.A. os créditos com a Abril Comunicações S.A. e os investimentos de certas controladas. Como consequência dessa transferência, posteriores reestruturações, transferências e dos pagamentos ocorridos ao longo do período, que inclui, a liquidação de dividendos no valor de R$ , a Companhia tem registrado um contas a pagar no passivo não circulante com a Editora Abril S.A. no montante de R$ em 31 de dezembro de 2010, sobre o qual não incide juros. (b) As transações de vendas e gastos com partes relacionadas foram efetuadas por valores, prazos e condições usuais de mercado, e referem-se a vendas de serviços gráficos, vendas de produtos e serviços, custos e repasses de gastos gerais e administrativos. 73
76 (c) Exceto quanto aos valores decorrentes das operações mencionadas na nota 29.2.a e ao empréstimo obtido da controlada Abril Vídeo Distribuição Ltda., sobre o qual não incide juros, sobre os demais empréstimos concedidos ou obtidos por meio de contratos de mútuo com partes relacionadas incidem juros médios de mercado. 30. COMPROMISSOS As controladas Editora Abril S.A. e Abril Radiodifusão S.A. possuem contratos de longo prazo referente à locação de seus escritórios. Os compromissos futuros para pagamento desses espaços a partir de 1º de janeiro de 2011 são como seguem: As despesas incorridas com esses contratos durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 foram de R$ e R$24.728, respectivamente. Nos contratos não estão previstos multa ou quaisquer outras obrigações devidas por essas controladas no caso de rescisão antes do prazo vigente. Essas controladas não auferem receitas de sub-locação com tais contratos. De acordo com o contrato celebrado em 30 de dezembro de 2004 entre a MTV Networks Brasil Ltda., uma divisão da Viacom International Inc., e a controlada direta Abril Radiodifusão S.A., eram devidos royalties sobre o direito de uso do nome MTV pagos em parcelas mensais vincendas até o 20º dia de cada mês, sobre as receitas líquidas do mês anterior e calculadas com base em índices percentuais que variam entre 3% e 5% da receita líquida, conforme contrato. Em função da reestruturação societária ocorrida, tal contrato foi liquidado em dezembro de Em 22 de janeiro de 2010, novos contratos foram firmados entre a MTV Networks Brasil Ltda. e Abril Radiodifusão S.A., onde os compromissos com os pagamentos de royalties sobre o direito de uso do nome MTV foram renegociados sendo vinculados ao fornecimento de conteúdo, ao licenciamento de direitos de vídeos musicais, a autorização de direitos autorais de músicas e ao contrato de agenciamento de notícias valores trimestrais e anuais com mínimos garantidos até o ano de SEGUROS A política da Companhia e suas controladas, é a de manter cobertura de seguros em montante considerado satisfatório pela Administração em face dos riscos que envolvem, entre outros, incêndios, alagamentos, quebras de máquinas, bens e mercadorias próprias e de terceiros, acidentes de trabalho e danos ambientais. 74
77 32. PLANO DE SAÚDE ABRIL Certas controladas da Companhia participam do Plano de Saúde Abril, o qual foi criado para garantir a assistência médica e hospitalar aos funcionários e seus dependentes. Assim, as empresas e funcionários possuem a responsabilidade pela contribuição mensal à Associação Abril de Benefícios, empresa gestora do plano. Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e de 2009, certas controladas da Companhia, efetuaram contribuições no montante de R$ e R$ (Consolidado), respectivamente. 33. CONTRATO DE PARCERIA E VENDA DE OPERAÇÕES Conforme Fato Relevante publicado em 31 de outubro de 2006, foi efetuado um contrato de parceria e venda de operações, datado de 29 de outubro de 2006 entre a Companhia e as controladas e/ou interligadas, Abril Comunicações S.A., TVA Sistema de Televisão S.A., Rede Ajato S.A., GTR Participações Ltda., Navytree Ltda., Comercial Cabo TV São Paulo Ltda., TVA Sul Paraná Ltda. e TVA Brasil Radioenlaces Ltda., que celebraram com a Telecomunicações de São Paulo S.A. Telesp um Instrumento Particular de Acordo de Convergência, Compra e Venda de negócios, ativos e outras avenças ( Contrato ), visando à convergência de oferta dos serviços de telefonia, banda larga e TV por assinatura ( triple play ), para ampliar o atendimento das crescentes demandas do universo de usuários desses serviços. A operação buscou unir as especializações do Grupo Abril na produção e veiculação de conteúdos de mídia e do Grupo Telefônica, no segmento de telecomunicações. Nos termos do contrato firmado, as partes uniram seus esforços mediante a formalização de diversas relações contratuais de caráter comercial e operacional. Obedecidas às disposições legais e regulamentação vigente, as participações societárias remanescentes, foram objeto de venda para a GTR Participações Ltda. Em 31 de outubro de 2007, a Agência Nacional de Telecomunicações Anatel concluiu o processo de análise regulatória da associação entre a Companhia e a Telesp e aprovou a operação. O processo, atualmente, está sendo analisado pelo CADE Conselho Administrativo de Defesa Econômica, sob o ponto de vista concorrencial. 75
78 34. ADOÇÃO DO IFRS E CPCs PELA PRIMEIRA VEZ IMPLEMENTAÇÃO DOS NOVOS PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS Aplicação dos CPCs 37 a 43 A Companhia elaborou demonstrações financeiras consolidadas de acordo com o IFRS em 31 de dezembro de 2009, com balanço de abertura em 1º de janeiro de 2008 e data de transição 1º de maio de 2006, data em que a Companhia preparou suas primeiras demonstrações financeiras em IFRS para fins de apresentação para investidor com influência significativa. Em linha com o disposto no Pronunciamento CPC 37 (R1) Adoção inicial das normas internacionais de contabilidade e no Pronunciamento CPC 43 (R1) Adoção inicial dos pronunciamentos técnicos CPC 15 a 41, a Companhia adotou, os saldos anteriormente existentes em IFRS na preparação de suas demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as CPCs. Adicionalmente, efetuou a transposição dos ajustes em suas demonstrações financeiras individuais, de forma a obter o mesmo patrimônio líquido das demonstrações financeiras consolidadas. As demonstrações financeiras individuais e consolidadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 são as primeiras demonstrações financeiras individuais e consolidadas anuais, respectivamente em conformidade com os CPCs. A Companhia aplicou os CPCs 37 e 43 preparação destas demonstrações financeiras, conforme detalhado acima. Para tanto, a Administração preparou os balanços patrimoniais de abertura segundo os CPCs e o IFRS em 1º de janeiro de Na preparação dessas demonstrações financeiras, a Companhia aplicou as exceções obrigatórias relevantes e certas isenções opcionais em relação à aplicação completa retrospectiva Isenções da aplicação retrospectiva completa - escolhidas pela Companhia A Companhia optou por aplicar as seguintes isenções com relação à aplicação retrospectiva: (a) Isenção de combinação de negócios A Companhia aplicou a isenção de combinação de negócios descrita no IFRS 1 e no CPC 37 e, assim sendo, não reapresentou as combinações de negócios que ocorreram antes de 1º de maio de 2006, data de transição. (b) Isenção do valor justo como custo atribuído A Companhia optou por mensurar certos itens do imobilizado pelo valor justo utilizando os saldos IFRS em 1º de janeiro de 2009 e adotar o mesmo tratamento contábil para o Imobilizado e o Intangível dos relatórios em IFRS, ajustados pelos índices do IGP-M. As isenções opcionais remanescentes não se aplicam à Companhia. 76
79 34.3 Exceções da aplicação retrospectiva seguidas pela Companhia A Companhia aplicou a seguinte exceção obrigatórias na aplicação retrospectiva. Exceção das estimativas As estimativas utilizadas na preparação destas demonstrações financeiras em 1º de janeiro de 2009 e em 31 de dezembro de 2009 são consistentes com as estimativas feitas nas mesmas datas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil anteriormente ("BR GAAP antigo"). As outras exceções obrigatórias não se aplicaram, pois não houve diferenças significativas com relação ao BR GAAP Conciliação entre o BR GAAP antigo e o IFRS/CPCs e do patrimônio líquido e do resultado 77
80 ATIVO Saldos IRPJ Combinação Saldos apresentados Permutas Imobilizado CSLL de negócios Reclassificação Efeito apresentados acordo com CPC 30 CPC 27 CPC 32 CPC 15 CPC 26 total da de acordo com o BR GAAP (b) (c) (e) (f) (h) mudança as CPCs 01/01/2009 CIRCULANTE: Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes (1.094) Estoques Impostos a compensar Imposto de renda e contribuição social diferidos ( ) ( ) - Adiantamentos a fornecedores e outros Total do circulante (1.094) NÃO CIRCULANTE: REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Empréstimos e outros créditos com partes relacionadas Contas a receber de clientes (28.667) (28.667) Impostos a compensar Imposto de renda e contribuição social diferidos Depósitos judiciais INVESTIMENTOS INTANGÍVEL IMOBILIZADO Total do não circulante Total do ativo
81 PASSIVO Ajuste a Saldos IRPJ Combinação valor Saldos apresentados Permutas Imobilizado CSLL de negócios presente Reclassificação Efeito apresentados acordo com CPC 30 CPC 27 CPC 32 CPC 15 CPC 12 CPC 26 total da de acordo o BR GAAP (b) (c) (e) (f) (g) (h) mudança com as CPCs 01/01/2009 CIRCULANTE: Fornecedores e outras contas a pagar Empréstimos, financiamentos e debêntures Impostos e contribuições a pagar Assinaturas de revistas Total do circulante NÃO CIRCULANTE: EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Empréstimos e outros créditos de - partes relacionadas Empréstimos, financiamentos e debêntures Impostos e contribuições a pagar (2.413) (2.413) Imposto de renda e contribuição social diferidos Provisão para contingências Programa de parceria de longo prazo Outras contas a pagar (2.977) 99 (2.878) Participações minoritárias (2.712) (2.712) - Total do não circulante (2.977) (2.602) PATRIMÔNIO LÍQUIDO: Capital social Reserva de capital Reservas de reavaliação Reserva de lucros (prejuízos acumulados) ( ) (15.713) (66) ( ) Total do patrimônio líquido (15.713) (66) Participação dos não controladores (15.711) Total do passivo e patrimônio líquido
82 ATIVO Saldos Saldos IRPJ Combinação apresentado apresentados de Dividendos Permutas Imobilizado Imobilizado CSLL de negócios Reclassificação Efeito total de acordo acordo com CPC 24 CPC 30 CPC 27 CPC 20 CPC 32 CPC 15 CPC 26 da com as o BR GAAP (a) (b) (c) (d) (e) (f) (h) CPCs CIRCULANTE: 31/ 12/2009 Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes (1.076) Estoques Impostos a compensar Imposto de renda e contribuição social diferidos (37.695) (37.695) - Dividendos a receber (937) (937) 312 Adiantamentos a fornecedores e outros Total do circulante (937) (1.076) NÃO CIRCULANTE: REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Empréstimos e outros créditos com partes relacionadas Títulos e valores mobiliários Contas a receber de clientes Impostos a compensar Imposto de renda e contribuição social diferidos (785) Depósitos judiciais (785) INVESTIMENTOS INTANGÍVEL (26.393) IMOBILIZADO Total do não circulante (785) Total do ativo (937) (785)
83 PASSIVO Ajuste a Saldos Saldos IRPJ Combinação valor Reclas- apresentados apresentados Dividendos Permutas Imobilizado Imobilizado CSLL de negócios presente sificação Efeito de acordo de acordo com CPC 24 CPC 30 CPC 27 CPC 20 CPC 32 CPC 15 CPC 12 CPC 26 total da com as o BR GAAP (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) mudança CPCs 31/ 12/2009 CIRCULANTE: Fornecedores e outras contas a pagar Empréstimos, financiamentos e debêntures Impostos e contribuições a pagar Dividendos a pagar (1.792) (1.792) Assinaturas de revistas Total do circulante (1.792) NÃO CIRCULANTE: EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Empréstimos e outros créditos de - partes relacionadas Empréstimos, financiamentos e debêntures Impostos e contribuições a pagar (1.374) (1.374) Imposto de renda e contribuição social diferidos Provisão para contingências Programa de parceria de longo prazo Outras contas a pagar (1.484) 125 (1.359) Participações minoritárias (1.513) (1.513) - Total do não circulante (391) (1.484) (1.388) PATRIM ÔNIO LÍQUIDO : Capital social Reserva de capital Reservas de reavaliação Reserva de lucros (38.008) (74) Total do patrimônio líquido (38.008) (74) Participação dos não controladores (38.000) Total do passivo e patrimônio líquido (937) (785)
84 (a) Dividendos De acordo com o CPC 24 Evento subsequente, os dividendos declarados após o período contábil não devem ser reconhecidos como passivo no final do período. Foi mantido o dividendo mínimo obrigatório de 25%, conforme previsto na Lei 6.404/76. (b) Permutas De acordo com o CPC 30 Receitas, a Companhia efetua operações de permutas de publicidade e sobre tais operações foi aplicado o conceito de valor justo para cada contrato. (c) Imobilizado De acordo com o CPC 27 Ativo imobilizado que se refere a à adoção da prática de revisão dos custos históricos dos bens do ativo imobilizado e utilização da prática do "custo atribuído" ("deemed cost"). (d) Imobilizado De acordo com o CPC 20 Ativo imobilizado Capitalização dos juros sobre imobilização em andamento (e) Sobre os ajustes de CPC, quando aplicável, são registrados imposto de renda e contribuição social diferidos. (f) Aquisição Fernando Chinaglia De acordo com o CPC 15 Combinação de Negócios - requer que os ativos adquiridos e passivos assumidos sejam mensurados e reconhecidos pelo seu valor justo. (g) De acordo com o CPC 12 Ajuste a valor presente a Companhia ajusta o valor do seu contas a pagar no longo prazo para a presente data. (h) Reclassificação De acordo com o CPC 26 Apresentação das demonstrações contábeis Ajuste das reclassificações das contas que antes eram apresentadas com seus saldos líquidos das suas contas retificadoras, ou então de participações de acionistas não controladores, passaram a ser registrados nos seus grupos de origem. Conforme exigido pelo CPC 37 - "Adoção inicial das normas internacionais de contabilidade", aprovado pela deliberação CVM 609/09, a Companhia apresenta a seguir as reconciliações de seu patrimônio líquido em 1º de janeiro de 2009 e em 31 de dezembro de 2009 e o resultado do exercício findo em 31 de dezembro de 2009 pelas, práticas contábeis vigentes até 31 de dezembro de 2008, com as práticas contábeis obrigatórias em 31 de dezembro de 2010: 82
85 Patrimônio líquido em 01/01/2009 balanço de abertura Controladora Consolidado Patrimônio líquido, conforme originalmente apresentado Efeito dos CPCs 15 a 40 Permutas - CPC Ativo diferido - (3.089) Ajuste a valor presente - CPC Passivo de Custo de Desimobilização - CPC 25 - (66) Imobilizado (Deemed Cost) Participação em controladas nos ajustes dos CPCs Estorno de amortização de ágio - CPC 15 (1.200) Aquisição Fernando Chinaglia - CPC Imposto de renda e contribuição social sobre os ajustes - (31.753) Participação dos não controladores Patrimônio líquido, ajustado Patrimônio líquido em 31/12/2009 Controladora Consolidado Patrimônio líquido, conforme originalmente apresentado Efeito dos CPCs 15 a 40 Permutas - CPC Ajuste a valor presente - CPC Passivo de Custo de Desimobilização - CPC 25 - (74) Imobilizado (Deemed Cost) Imobilizado - Capitalização de juros - CPC Participação em controladas nos ajustes dos CPCs Estorno de amortização de ágio - CPC Aquisição Fernando Chinaglia - CPC Imposto de renda e contribuição social sobre os ajustes - (38.008) Participação dos não controladores Patrimônio líquido, ajustado Resultado do exercício findo em 31/12/2009 Controladora Consolidado Lucro líquido conforme originalmente apresentado Efeito dos CPCs 15 a 40 Imobilizado (Deemed cost) - (325) Imobilizado - Capitalização de juros - CPC Imobilizado - Depreciação sobre capitalização de juros - CPC 20 - (699) Participação em controladas nos ajustes das CPCs Estorno de amortização de ágio - CPC Aquisição Fernando Chinaglia - CPC 15 - (2.897) Passivo de Custo de Desimobilização - CPC 25 - (8) Permutas - CPC Ajuste a valor presente - CPC 12 - (1.493) Ativo diferido Imposto de renda e contribuição social sobre os ajustes - (6.255) Participação dos não controladores Lucro líquido ajustado
86 CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO ROBERTO CIVITA Presidente GIANCARLO FRANCESCO CIVITA Vice Presidente Conselheiros: FLORIS HEINRICH JOHAN BRAND VASILEIOS SGOURDOS VICTOR CIVITA DIRETORIA GIANCARLO FRANCESCO CIVITA Diretor Presidente Diretores: ARNALDO FIGUEIREDO TIBYRIÇÁ DOUGLAS DURAN MARCELO VAZ BONINI MARCIO OGLIARA ROBERTO CIVITA MAURO CATUCCI Contador: CRC - 1SP /O-8 84
87 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES Aos Administradores e Acionistas Abril S.A. Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Abril S.A. ("Companhia" ou "Controladora") que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Examinamos também as demonstrações financeiras consolidadas da Abril S.A. e suas controladas ("Consolidado") que compreendem o balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. 85
88 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Abril S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Abril S.A. e suas controladas em 31 de dezembro de 2010, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase Conforme descrito na Nota 2, as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Abril S.A., essas práticas diferem do IFRS, aplicável às demonstrações financeiras separadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo método de equivalência patrimonial, uma vez que para fins de IFRS seria custo ou valor justo. 86
89 Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Pauloi, 30 de março de 2011 PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5 Sérgio Eduardo Zamora Contador CRC 1SP168728/O-4 87
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