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- Pedro de Caminha Garrido
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4 Índice Balanço patrimonial... 4 Demonstração do resultado...5 Demonstração do resultado abrangente... 6 Demonstração das mutações no patrimônio líquido...7 Demonstração dos fluxos de caixa... 8 Demonstração do valor adicionado Considerações gerais Apresentação das demonstrações financeiras Base de apresentação Conversão em moeda estrangeira Caixa e equivalentes de caixa Ativos financeiros Contas a receber de clientes Estoques Imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos Imobilizado Ativos intangíveis Impairment de ativos não financeiros Ativos ou grupo de ativos mantidos para venda Contas a pagar aos fornecedores Empréstimos e financiamentos Provisões Obrigação com descomissionamento de ativo Benefícios a funcionários Capital social Reconhecimento da receita Distribuição de dividendos Lucro por ação Subvenção governamental Demonstração do fluxo de caixa Demonstração do Valor Adicionado (DVA) Mudanças nas práticas contábeis e divulgações Estimativas e julgamentos contábeis críticos Gestão de risco financeiro Fatores de risco financeiro Gestão de capital Estimativa do valor justo Demonstrativo da análise de sensibilidade Instrumentos financeiros por categoria Qualidade dos créditos dos ativos financeiros Caixa e equivalentes de caixa Aplicações financeiras Contas a receber de clientes Estoques Tributos a recuperar Partes relacionadas Outros ativos Investimentos Imobilizado Intangível Empréstimos e financiamentos de 58
5 19 Imposto de renda e contribuição social corrente e diferidos Provisões Outros passivos Uso do bem público Patrimônio líquido Receita Outras receitas operacionais, líquidas Abertura do resultado por natureza Despesas com benefícios a empregados Resultado financeiro líquido Benefícios de plano de pensão Benefícios Fiscais Seguros Ativos classificados como mantidos para venda Eventos subsequentes de 58
6 Balanço patrimonial Exercícios findos em 31 de dezembro Em milhares de reais Ativo Nota Passivo e patrimônio líquido Nota Circulante Circulante Caixa e equivalentes de caixa Empréstimos e financiamentos PC Aplicações financeiras Fornecedores Contas a receber de clientes Salários e encargos sociais Estoques Imposto de renda e contribuição social PC Tributos a recuperar AC Tributos a recolher PC Imposto de renda e contribuição social Dividendos a pagar Adiantamentos a fornecedores Adiantamento de clientes Outros ativos AC Uso do bem público - UBP Outros passivos PC Ativos classificados como mantidos para venda Não circulante Não circulante Realizável a longo prazo Empréstimos e financiamentos PNC Partes relacionadas ANC Partes relacionadas Depósitos judiciais 20 (c) Provisões Imposto de renda e contribuição social diferidos 19 (b) Uso do bem público - UBP PNC Tributos a recuperar ANC Outros passivos PNC Outros ativos ANC Total do passivo Imobilizado Patrimônio líquido 23 Intangível Capital social Reserva para incentivos fiscais Reservas de lucros Ações em tesouraria ( ) Ajustes de avaliação patrimonial 167 Total do patrimônio líquido Total do ativo Total do passivo e patrimônio líquido As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 3 de 58
7 Demonstração do resultado Exercícios findos em 31 de dezembro Em milhares de reais monstração do resultado Nota Receita líquida dos produtos vendidos e dos serviços prestados Custo dos produtos vendidos e dos serviços prestados 26 ( ) ( ) Lucro bruto Receitas (despesas) operacionais Com vendas 26 ( ) ( ) Gerais e administrativas 26 (55.302) (47.032) Outras receitas operacionais, líquidas (89.406) Lucro operacional antes das participações societárias e do resultado financeiro Resultado de participações societárias Equivalência patrimonial Resultado financeiro líquido 28 Receitas financeiras Despesas financeiras (89.341) (78.651) Variações cambiais, líquidas (5.616) (20.192) Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social 19 Correntes ( ) ( ) Diferidos (41.428) (24.235) Lucro líquido do exercício Quantidade média ponderada de ações Lucro líquido básico e diluído por ação - R$ 0,02 0,02 As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 4 de 58
8 Demonstração do resultado abrangente Exercícios findos em 31 de dezembro Em milhares de reais Nota Lucro líquido do exercício Outros componentes do resultado abrangente líquido de imposto de renda e contribuição social do exercício que não serão reclassificados para o resultado Remensurações com benefícios de aposentadoria Outros componentes do resultado abrangente do exercício 167 Total do resultado abrangente do exercício As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 5 de 58
9 Demonstração das mutações no patrimônio líquido Exercícios findos em 31 de dezembro Em milhares de reais As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 6 de 58 Reserva para Reservas de lucros Ajustes de Capital incentivos Lucros Ações em avaliação Patrimônio Nota social fiscais Legal Retenção acumulados tesouraria patrimonial líquido Em 1º de janeiro de Total do resultado abrangente do exercício Lucro líquido do exercício Total do resultado abrangente do exercício Total de contribuições dos acionistas e distribuições aos acionistas Destinação do lucro líquido de exercício Constituição de reserva para incentivos fiscais 23 (d) ( ) Constituição de reserva legal 23 (c) (24.075) Dividendos (R$ 0,002 por ação) 23 (b) (74.782) (74.782) Reversão de dividendos Retenção de lucros ( ) Total de contribuições dos acionistas e distribuições aos acionistas ( ) (54.619) Em 31 de dezembro de Total do resultado abrangente do exercício Lucro líquido do exercício Outros componentes do resultado abrangente do exercício Total do resultado abrangente do exercício Total de contribuições dos acionistas e distribuições aos acionistas Destinação do lucro líquido de exercício Aquisição de ações de não controladores mantidas em tesouraria 23 (a) ( ) ( ) Aumento de capital social 23 (a) (4.296) Constituição de reserva para incentivos fiscais 23 (d) ( ) Constituição de reserva legal 23 (c) (24.430) Dividendos (R$ 0,002 por ação) 23 (b) (74.962) (74.962) Retenção de lucros ( ) Total de contribuições dos acionistas e distribuições aos acionistas ( ) ( ) ( ) Em 31 de dezembro ( )
10 Demonstração dos fluxos de caixa Exercícios findos em 31 de dezembro Em milhares de reais Fluxo de caixa das atividades operacionais Nota Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Ajustes para reconciliar o lucro ao caixa líquido proveniente das atividades operacionais Depreciação, amortização e exaustão 16 e Ganho na venda de ativo imobilizado e intangível 25 (4.172) (3.255) Equivalência patrimonial 15 (180) Provisão para créditos de liquidação duvidosa 10 (b) Reversão para perdas de estoques 11 (1.718) (30.007) Juros, variações monetárias e cambiais Provisões Variações nos ativos e passivos Aplicações financeiras ( ) Contas a receber de clientes (2.815) Estoques Tributos a recuperar (18.909) (20.479) Partes relacionadas Outros ativos (52.689) (14.397) Fornecedores Tributos a recolher (16.227) Salários e encargos sociais Adiantamento de clientes Provisão (reversão) uso do bem público Contas a pagar e outros passivos (61.396) (73.561) Caixa proveniente das operações Juros pagos 18 (b) (31.178) (33.306) Imposto de renda e contribuição social pagos ( ) ( ) Caixa líquido proveniente das atividades operacionais Fluxo de caixa das atividades de investimento Aquisição de imobilizado16 ( ) ( ) Aumento do intangível 17 (7.556) Recebimento pela venda de imobilizado Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento ( ) ( ) Fluxo de caixa das atividades de financiamento Captações de recursos 18 (b) Liquidação de empréstimos e financiamentos 18 (b) ( ) ( ) Partes relacionadas ( ) (562) Recompra de ações ( ) Dividendos pagos 23 (b) (471) (38.792) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos ( ) (68.295) Decréscimo em caixa e equivalentes de caixa (1.802) (440) Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 7 de 58
11 Demonstração do valor adicionado Exercícios findos em 31 de dezembro Em milhares de reais L Nota Receitas Vendas de produtos e serviços Outras receitas operacionais Provisão para créditos de liquidação duvidosa 10(b) (10.553) (2.881) Insumos adquiridos de terceiros Matérias-primas e outros insumos de produção ( ) ( ) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros ( ) ( ) ( ) ( ) Valor adicionado bruto Depreciação e amortização 16 e 17 (84.335) (84.472) Valor adicionado líquido produzido Valor adicionado recebido em transferência Resultado de participações societárias Receitas financeiras Valor adicionado total a distribuir Distribuição do valor adicionado Pessoal e encargos 27 Remuneração direta Encargos sociais Benefícios Impostos, encargos sociais Federais Estaduais Municipais Diferidos Remuneração de capitais de terceiros Despesas financeiras Aluguéis Remuneração de capitais próprios Dividendos 23(b) Lucros retidos Valor adicionado distribuído de 58
12 . 1 Considerações gerais A Votorantim Cimentos N/NE S.A. ("Companhia" ou "VCNNE") têm como atividades preponderantes: a produção e o comércio de um portfólio completo de materiais pesados de construção, que inclui cimento, agregados, concreto, argamassa, coprocessamento e outros materiais de construção, bem como de matériasprimas e derivados, produtos semelhantes e relacionados; prestação de serviços de concretagem; pesquisa, mineração e processamento de reservas minerais de acordo com sua atividade principal de produção; transporte, distribuição e importação. A Companhia é uma sociedade anônima com sede em Recife - PE. A Companhia atua nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, com fábricas em Laranjeiras (SE), Poty Paulista (PE), Sobral (CE), Pecém (CE), Xambioá (TO), Barcarena (PA), São Luis (MA) e Porto Velho (RO). A mesma possui um terminal portuário (Barra dos Coqueiros SE). O contrato de concessão assinado contempla o uso do porto por 15 anos, contados desde 1º de setembro de Encerrado o prazo inicial, a concessão poderá ser renovada por tempo indeterminado. A Companhia é controlada diretamente pela Votorantim Cimentos S.A. ("VCSA"), e a empresa controladora final é a Votorantim Participações S.A. ("VPAR"). A VPAR é uma empresa de capital privado integralmente controlada pela família Ermírio de Moraes e que constitui a holding das empresas Votorantim ( Votorantim ), com sede na cidade de São Paulo, Brasil. Principal alteração em participações societárias ocorrida em 2013 e 2012 Recompra de participação de não controlador No terceiro trimestre de 2013, a Companhia, recomprou e liquidou participação de 2,00% de acionistas não controladores de seu próprio capital. O preço de compra foi de R$ , registrado na rubrica de ações em tesouraria da Companhia. 2 Apresentação das demonstrações financeiras As demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2013 foram autorizadas para emissão pela Administração da Companhia em 10 de março de Base de apresentação As demonstrações financeiras da Companhia foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs) e de acordo com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro ( International Financial Reporting Standards - IFRS ), emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB e interpretações IFRIC. As demonstrações foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor, sendo modificadas pelos ativos e passivos financeiros (incluindo instrumentos derivativos) mensurados a valor justo através do resultado (quando aplicável). A preparação das demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis da Companhia. As áreas que requerem maior nível de julgamento e apresentam complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras, estão descritas na Nota 4. 9 de 58
13 . 2.2 Conversão em moeda estrangeira (a) Moeda funcional e moeda de apresentação das demonstrações financeiras A Administração, após análise das operações e negócios, concluiu que o Real ( R$ ) é a moeda funcional e de apresentação da Companhia. Esta conclusão baseia-se na análise dos seguintes indicadores: Moeda que mais influencia os preços de bens e serviços; Moeda do país cujas forças competitivas e regulamentos mais influenciam na determinação do preço de venda de seus produtos e serviços; Moeda que mais influencia mão de obra, material e outros custos para fornecimento de produtos ou serviços; Moeda na qual são obtidos, substancialmente, os recursos das atividades financeiras; e Moeda na qual são normalmente acumulados os valores recebidos de atividades operacionais. (b) Transações e saldos As operações com moedas estrangeiras são convertidas em Reais, na qual os itens são remensurados. Para essa conversão, são utilizadas as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do fim do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado. 2.3 Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários e outros investimentos de curto prazo de alta liquidez (investimentos com vencimento original menor que 90 dias), que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor. As contas garantidas são demonstradas como "Empréstimos e financiamentos", no passivo circulante, quando aplicável. 2.4 Ativos financeiros Classificação A Companhia classifica seus ativos financeiros nas seguintes categorias: mensurado ao valor justo por meio de resultado (mantidos para negociação) e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros no seu reconhecimento inicial. (a) Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado Os ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente, para fins de venda no curto prazo. Os ativos dessa categoria são classificados como ativos circulantes. (b) Empréstimos e recebíveis Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em mercado ativo. São apresentadas como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e os recebíveis são atualizados de acordo com a taxa efetiva da respectiva transação. Compreende-se como taxa efetiva aquela fixada nos contratos e ajustada pelos respectivos custos de cada 10 de 58
14 . transação. Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem principalmente caixa e equivalentes de caixa e contas a receber de clientes Reconhecimento e mensuração As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação - data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são inicialmente reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não mensurados ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio de resultado, quando existentes, são inicialmente reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos vencem ou são transferidos; neste último caso, desde que tenha transferido significativamente todos os riscos e os benefícios da propriedade. Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são, quando existentes, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando-se o método da taxa de juros efetiva. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mantidos para negociação são apresentados na demonstração do resultado em "Resultado financeiro líquido" no exercício em que ocorrem. O valor justo dos investimentos com cotação pública se baseia nos preços atuais de mercado. Para os ativos financeiros sem mercado ativo, a Companhia estabelece o valor justo por meio de técnicas de avaliação. Essas técnicas podem incluir a comparação com operações recentes contratadas com terceiros, a referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificação de opções Compensação de instrumentos financeiros Ativos e passivos financeiros somente são compensados, e o valor líquido reportado no balanço patrimonial, quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há intenção de liquidá-los numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente Impairment de ativos financeiros mensurados ao custo amortizado A Companhia avalia na data do balanço se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um "evento de perda") e se esse evento (ou eventos) de perda tem impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou do grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que a Companhia usa para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: Dificuldade financeira relevante do emitente ou tomador; Uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; Garantia da Companhia ao tomador do empréstimo, por razões econômicas ou jurídicas relativas à dificuldade financeira do tomador de uma concessão que o credor não consideraria; A probabilidade de o tomador declarar falência ou outra reorganização financeira; O desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras; ou Dados observáveis indicando que há uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a 11 de 58
15 . partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuição não possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: (i) mudanças adversas na situação do pagamento dos tomadores de empréstimo na carteira; (ii) condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplências sobre os ativos na carteira. O montante da perda por impairment é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo-se os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento ocorrido após o reconhecimento do impairment (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão da perda por impairment reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado. 2.5 Contas a receber de clientes As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela venda de mercadorias ou prestação de serviços no curso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento é equivalente há um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, são apresentadas no ativo não circulante. As contas a receber são inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa de juros efetiva menos a provisão para créditos de liquidação duvidosa. As contas a receber de clientes no mercado externo são atualizadas com base nas taxas de câmbio vigentes na data do balanço. 2.6 Estoques Os estoques são apresentados pelo menor valor entre o custo e o valor líquido realizável. O custo é determinado pelo método do custo médio ponderado. O custo dos produtos acabados e dos produtos em elaboração compreende matérias-primas, mão de obra direta, outros custos diretos e indiretos de produção (com base na capacidade operacional normal). O valor líquido de realização é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios, menos os custos estimados de conclusão e as despesas estimadas necessárias para efetuar a venda. As importações em andamento são demonstradas ao custo acumulado de cada importação. 2.7 Imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos As despesas de imposto de renda e contribuição social do exercício compreendem o imposto e a contribuição correntes e diferidos. O imposto sobre a renda e a contribuição social são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiverem relacionados com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. Nesse caso, o imposto e a contribuição social também são reconhecidos no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. Os encargos de imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos são calculados com base nas leis tributárias promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na data do balanço publicado se houver lucro tributável. A Administração avalia, periodicamente, as posições assumidas nas apurações de impostos sobre a renda com relação às situações em que a regulamentação fiscal aplicável dá margem a interpretações e 12 de 58
16 . estabelece provisões, quando apropriado, com base nos valores estimados de pagamento às autoridades fiscais. O imposto de renda e a contribuição social corrente são apresentados líquidos, por entidade contribuinte, no passivo quando houver montantes a pagar, ou no ativo quando os montantes antecipadamente pagos excedem o total devido na data do relatório. O imposto de renda e a contribuição social diferidos ativos são reconhecidos somente na proporção da probabilidade de que lucro tributável futuro esteja disponível e contra o qual as diferenças temporárias possam ser usadas. 2.8 Imobilizado O imobilizado é demonstrado pelo custo histórico de aquisição ou de construção menos depreciação acumulada. O custo histórico também inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisição / construção de ativos qualificados. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Reparos e manutenção são apropriados ao resultado durante o período em que são incorridos. O custo das principais reformas é acrescido ao valor contábil do ativo quando os benefícios econômicos futuros ultrapassam o padrão de desempenho inicialmente estimado para o ativo em questão. As reformas são depreciadas ao longo da vida útil econômica restante do ativo relacionado. Os terrenos não são depreciados. A depreciação dos outros ativos é calculada usando-se o método linear considerando seus custos e seus valores residuais durante a vida útil estimada, como segue: - Edificações anos - Máquinas anos - Veículos 5 anos - Móveis, utensílios e equipamentos 5-10 anos Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao fim de cada exercício. O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recuperável quando o valor contábil do ativo é maior do que seu valor recuperável estimado. Os ganhos e as perdas de alienações são determinados pela comparação dos resultados com o valor contábil e são reconhecidos em "Outras receitas operacionais, líquidas" na demonstração do resultado. 2.9 Ativos intangíveis (a) Direitos sobre recursos naturais Quando da comprovação efetiva da viabilidade econômica da exploração comercial de determinada jazida, os correspondentes gastos com estudos e pesquisas minerais e os gastos de remoção de estéril incorridos, a partir dessa comprovação, são capitalizados como custo de formação da mina. Quando a mina estiver operacional, os custos acumulados capitalizados em relação aos direitos de exploração são reclassificados de ativo imobilizado para ativo intangível e subsequentemente amortizados / incluídos no custo do produto. Os custos de construção capitalizados relacionados à planta são reclassificados para equipamentos e instalações, na rubrica ativo imobilizado. 13 de 58
17 . Os custos com a aquisição de direitos de exploração de minas são capitalizados e amortizados usando-se o método linear ao longo das vidas úteis, ou, quando aplicável, com base na exaustão de minas. Após o início da fase produtiva da mina, esses gastos são amortizados e tratados como custo de produção. A exaustão de recursos minerais é calculada com base na extração, considerando-se as vidas úteis estimadas das reservas. Nas operações de mineração relacionadas ao negócio de cimento da Companhia, é necessário remover obstáculos e outros resíduos para acessar o minério a partir do qual podem ser extraídos minerais economicamente. O processo do estéril de mineração e de resíduos é referido como a decapagem. Durante o desenvolvimento de uma mina, antes do início da produção, os custos de decapagem são capitalizados como parte do investimento na construção da mina e são posteriormente amortizados durante a vida útil da mina em uma unidade de base da produção. Os custos de decapagem que são incorridos na fase de produção são capitalizados como Custos de decapagem", quando aumentam o acesso ao minério, o componente do corpo de minério para as quais o acesso foi melhorado pode ser identificado e os custos podem ser medidos de forma confiável. Este "Custo de decapagem" é apresentado como parte dos ativos intangíveis e seu custo é realizado na quantia revalorizada menos depreciação ou amortização e menos perdas por impairment. (b) Uso do bem público Corresponde aos valores estabelecidos nos contratos de concessão relacionados aos direitos de exploração do potencial de energia hidráulica em uma área específica do rio Paraguaçu (concessão onerosa), cujo contrato é assinado na modalidade de Uso do bem público (UBP). O registro contábil é feito no momento da liberação da licença de operação, independentemente do cronograma de desembolsos estabelecido no contrato. O registro inicial desse passivo financeiro (obrigação) e do ativo intangível (direito de concessão) corresponde aos valores das obrigações futuras trazidos a valor presente (valor presente do fluxo de caixa dos pagamentos futuros). A amortização do intangível é calculada pelo método linear pelo prazo remanescente da concessão. O passivo financeiro é atualizado pelo índice contratual estabelecido e pelo ajuste a valor presente em decorrência da passagem do tempo e reduzido pelos pagamentos efetuados. (c) Software Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificáveis e exclusivos, controlados pela Companhia, são reconhecidos como ativos intangíveis quando os seguintes critérios são atendidos: É tecnicamente viável concluir o software para que ele esteja disponível para uso. A administração pretende concluir o software e usá-lo ou vendê-lo. O software pode ser vendido ou usado. Pode-se demonstrar que é provável que o software gerará benefícios econômicos futuros. Estão disponíveis adequados recursos técnicos, financeiros e outros recursos para concluir o desenvolvimento e para usar ou vender o software. O gasto atribuível ao software durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurança. Os custos diretamente atribuíveis, que são capitalizados como parte do produto de software, incluem os custos com empregados alocados no desenvolvimento de softwares e uma parcela adequada das despesas 14 de 58
18 . indiretas aplicáveis. Os custos também incluem os custos de financiamento incorridos durante o período de desenvolvimento do software. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa, quando incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa não são reconhecidos como ativo em período subsequente. Os custos de desenvolvimento de softwares reconhecidos como ativos são amortizados durante sua vida útil estimada, não superior a três anos Impairment de ativos não financeiros Os ativos que têm vida útil indefinida, como o ágio, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para identificar eventual necessidade de redução ao valor recuperável (impairment). Os ativos que estão sujeitos à depreciação / amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indiquem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor em que o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o maior valor entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existem fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa - UGC). Os ativos não financeiros, exceto o ágio, que tenham sofrido impairment, são revisados, subsequentemente, para a análise de uma possível reversão do impairment, na data do balanço Ativos ou grupo de ativos mantidos para venda Ativos (ou grupos de alienação) são classificados como ativos mantidos para venda quando seu valor contábil for recuperado, principalmente por meio de venda ou quando a venda for considerada altamente provável. Esses ativos são avaliados pelo menor valor entre o valor contábil e o valor justo, deduzido os custos de venda Contas a pagar aos fornecedores As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes quando o pagamento é devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante Empréstimos e financiamentos Os empréstimos e financiamentos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos da transação incorridos e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor total a pagar é reconhecido na demonstração do resultado durante o período em que os empréstimos estejam em aberto, utilizando-se o método da taxa de juros efetiva. Os empréstimos e financiamentos são classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço. Os custos de empréstimos que são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável, que é um ativo que, necessariamente, demanda um período de tempo substancial para ficar pronto para seu uso ou venda pretendidos, são capitalizados como parte do custo do ativo quando for provável que eles irão resultar em benefícios econômicos futuros para a entidade e que tais custos possam ser 15 de 58
19 . mensurados com confiança. Demais custos de empréstimos são reconhecidos como despesa no período em que são incorridos Provisões As provisões para ações judiciais (trabalhista, civil, tributária e ambiental) são reconhecidas quando: (i) a Companhia tem uma obrigação presente ou não formalizada como resultado de eventos passados; (ii) é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e (iii) o valor puder ser estimado com segurança. As provisões não são reconhecidas com relação às perdas operacionais futuras. Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de liquidá-las é determinada, levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que seja pequena a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual incluído na mesma classe de obrigações. As provisões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes do imposto, a qual reflita as avaliações atuais do mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira Obrigação com descomissionamento de ativo As despesas relativas ao descomissionamento de minas são registradas como obrigações para desmobilização de ativos. As obrigações consistem principalmente de custos associados com o encerramento das atividades. O custo de desmobilização de ativos, equivalente ao valor presente da obrigação (passivo), é capitalizado como parte do valor contábil do ativo, que é depreciado ao longo de sua vida útil. Estes passivos são registrados como provisões Benefícios a funcionários A Companhia opera alguns tipos de benefícios pós-emprego, incluindo tanto planos de pensão de benefício definido quanto contribuição definida. (a) Obrigações de aposentadoria A Companhia participa de planos de pensão, administrados por entidade fechada de previdência privada, que provêm a seus empregados benefícios pós-emprego. A Companhia é patrocinadora de planos de benefício na modalidade contribuição definida. Um plano de contribuição definida é um plano de pensão segundo o qual a Companhia paga contribuições fixas para uma entidade separada. A Companhia não tem nenhuma obrigação legal ou construtiva para pagar contribuições adicionais se o fundo não detiver ativos suficientes para pagar a todos os funcionários, os benefícios relativos aos seus serviços, no período corrente ou anterior. A Companhia patrocina um plano de benefício definido, que é diferente de um plano de contribuição definida. Em geral, os planos de benefício definido estabelecem um valor de benefício de aposentadoria que um empregado receberá em sua aposentadoria, normalmente dependente de um ou mais fatores, como idade, tempo de serviço e remuneração. O passivo com relação aos planos de pensão de benefício definido é o valor presente da obrigação de benefício definido na data do balanço, menos o valor justo dos ativos do plano. A obrigação de benefício definido é calculada anualmente por atuários independentes, com o método da unidade de crédito projetada. O valor presente da obrigação de benefício definido é determinado mediante o desconto das saídas futuras estimadas de caixa, usando-se taxas de juros condizentes com os rendimentos de mercado, as quais são 16 de 58
20 . denominadas na moeda em que os benefícios serão pagos e têm prazos de vencimento próximos daqueles da respectiva obrigação do plano de pensão. Os ganhos e as perdas atuariais decorrentes de mudanças nas premissas atuariais e nos planos de pensão são reconhecidos em Outros resultados abrangentes, no período em que ocorrerem. Os custos de serviços passados são imediatamente reconhecidos no resultado, a menos que as mudanças do plano de pensão estejam condicionadas à permanência do empregado no emprego, por um período de tempo específico (o período no qual o direito é adquirido). Nesse caso, os custos de serviços passados são amortizados pelo método linear durante o período em que o direito foi adquirido. Para os planos de contribuição definida, a Companhia paga contribuições para os administradores dos planos de pensão em bases compulsórias, contratuais ou voluntárias. A Companhia não tem mais obrigações de pagamento uma vez que as contribuições tiverem sido pagas. As contribuições são reconhecidas como despesa de benefícios a empregados, quando são devidas. Contribuições pagas antecipadamente são reconhecidas como um ativo na proporção em que um reembolso em dinheiro ou uma redução dos pagamentos futuros estiver disponível. (b) Participação dos empregados nos resultados São registradas provisões para reconhecer a despesa referente à participação dos empregados nos resultados. Essas provisões são calculadas com base em metas qualitativas e quantitativas definidas pela Administração e contabilizadas no resultado como Benefício a empregados Capital social As ações ordinárias e preferenciais são classificadas no patrimônio líquido. Os custos incrementais diretamente atribuíveis à emissão de novas ações ou opções são demonstrados no patrimônio líquido como uma dedução do valor captado, líquida de impostos. Quando a Companhia compra ações do seu próprio capital (ações em tesouraria), o valor pago, incluindo todos os custos adicionais diretamente atribuíveis (líquidos do imposto de renda e da contribuição social), é deduzido do patrimônio atribuível aos acionistas da Companhia até que as ações sejam canceladas ou reemitidas. Quando essas ações são, subsequentemente, reemitidas, qualquer valor recebido, líquido de todos os custos adicionais da transação, diretamente atribuíveis e dos respectivos efeitos do imposto de renda e da contribuição social, é incluído no capital atribuível aos acionistas da Companhia Reconhecimento da receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos e serviços no curso normal das atividades da Companhia. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos. A Companhia reconhece a receita quando: (i) o valor da receita pode ser mensurado com segurança; (ii) seja provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a entidade e (iii) critérios específicos tenham sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia, conforme descrição a seguir. O valor da receita não será considerado mensurável com segurança até que todas as condições relacionadas com a venda tenham sido resolvidas. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração o tipo de cliente, o tipo de transação e as especificações de cada venda. O reconhecimento da receita baseia-se nos princípios a seguir: 17 de 58
21 . (i) Venda de produtos: As vendas são feitas substancialmente a prazo, em períodos de, no máximo, 30 dias. Essas vendas são reconhecidas, em geral, quando os produtos são entregues ao transportador e a propriedade da carga, bem como seus riscos são transferidos ao cliente. (ii) Venda de serviços: a Companhia vende serviços de concretagem, co-processamento e transporte de cargas. Esses serviços são prestados com base no tempo e no material ou, como um contrato de preço fixo, e os termos do contrato, geralmente, variam entre menos de um e três anos. A receita de contratos de prestação de serviços de transporte por preço fixo é, em geral, reconhecida no período em que os serviços são prestados, usando o método linear de reconhecimento de receita conforme o período do contrato. Se surgirem circunstâncias que possam alterar as estimativas originais de receitas, custos ou extensão do prazo para conclusão, as estimativas iniciais serão revisadas. Essas revisões podem resultar em aumentos ou reduções das receitas ou custos estimados e estão refletidas no resultado no período em que a Administração tomou conhecimento das circunstâncias que originaram a revisão Distribuição de dividendos A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras ao fim do exercício, com base no estatuto social. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado quando for aprovado pelos acionistas, em Assembleia Geral. Os dividendos mínimos, estabelecidos pelo Estatuto Social da Companhia, são de 25% Lucro por ação O lucro por ação é calculado dividindo o lucro líquido atribuído aos acionistas controladores pela quantidade média ponderada de ações ordinárias em circulação para cada período. A média ponderada de ações é calculada com base nos períodos nos quais as ações estavam em circulação. A empresa não possui instrumentos ou acordos que possam causar um efeito diluidor na base de cálculo do lucro por ação Subvenção governamental Subvenções governamentais são reconhecidas ao valor presente quando existe uma garantia razoável de que o subsídio será recebido e a Companhia cumprirá todas as condições. Subvenções governamentais relacionadas aos custos são diferidas e reconhecidas no resultado durante o período necessário para conciliar com os custos que o subsídio tem a intenção de compensar Demonstração do fluxo de caixa As demonstrações dos fluxos de caixa apresentam as mudanças de caixa e equivalentes de caixa durante o exercício nas atividades operacionais, investimento e financiamento. Caixa e equivalentes de caixa incluem investimentos altamente líquidos financeiros. Os fluxos de caixa das atividades operacionais são apresentados pelo método indireto. O lucro líquido consolidado é ajustado pelos efeitos de transações que não envolvem caixa, pelos efeitos de quaisquer diferimentos ou apropriações por competência sobre recebimentos de caixa ou pagamentos em caixa operacionais passados ou futuros, e pelos efeitos de itens de receita ou despesa associados com fluxos de caixa das atividades de investimento ou de financiamento. Todas as receitas e despesas decorrentes de operações não monetárias, atribuíveis ao investimento e de 18 de 58
22 . financiamento, são eliminados. Juros recebidos ou pagos são classificados como fluxos de caixa operacionais Demonstração do Valor Adicionado (DVA) Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante determinado período e é apresentada pela Companhia, conforme requerido pela legislação societária brasileira, como parte de suas Demonstrações Financeiras, pois não é uma demonstração prevista e nem obrigatória conforme as IFRS. A DVA foi preparada com base em informações obtidas dos registros contábeis que servem de base de preparação das demonstrações financeiras e seguindo as disposições contidas no CPC 09 Demonstração do Valor Adicionado. Em sua primeira parte apresenta a riqueza criada pela Companhia, representada pelas receitas (receita bruta das vendas, incluindo os tributos incidentes sobre a mesma, as outras receitas e os efeitos da provisão para créditos de liquidação duvidosa), pelos insumos adquiridos de terceiros (custo das vendas e aquisições de materiais, energia e serviços de terceiros, incluindo os tributos incluídos no momento da aquisição, os efeitos das perdas e recuperação de valores ativos, e a depreciação e amortização) e o valor adicionado recebido de terceiros (receitas financeiras e outras receitas). A segunda parte da DVA apresenta a distribuição da riqueza entre pessoal, impostos, taxas e contribuições, remuneração de capitais de terceiros e remuneração de capitais próprios. 3 Mudanças nas práticas contábeis e divulgações (a) Adoção de novas normas, alterações e interpretações em 2013 As principais alterações nas práticas contábeis aplicadas na elaboração das informações contábeis e das demonstrações financeiras, a partir das novas normas, alterações e interpretações de normas, aplicáveis à Companhia, com vigência a partir do exercício iniciado em 1º de janeiro de 2013, foram as seguintes: Alteração do IAS 1 / CPC 26 (R1) Apresentação das demonstrações contábeis Os itens apresentados em outros resultados abrangentes passaram a ser apresentados com base na possibilidade de serem ou não potencialmente reclassificáveis para o resultado em momento subsequente. As alterações desta norma não impactaram as Demonstrações Financeiras da Companhia. Alteração do IAS 19 / CPC 33 (R1) Benefícios a empregados Em junho de 2011, o IASB emitiu uma revisão da norma IAS 19. A alteração nas políticas contábeis da Companhia foi a seguinte: Reconhecer imediatamente todos os custos de serviços passados, e substituir o custo dos juros e retorno esperado sobre os ativos do plano, com um montante de participação líquida, calculada pela aplicação da taxa de desconto para o passivo de benefício definido líquido (ativo). Esta alteração não teve um impacto significativo uma vez que os critérios aplicados pela Companhia para o reconhecimento de ganhos e perdas atuariais já estavam em conformidade com os requisitos da IAS 19 e da mudança no cálculo despesas de juros introduzida pela norma não gerou impactos significativos para as demonstrações financeiras da Companhia. IFRS 12 / CPC 45 " Divulgação de participações em outras entidades" As alterações na norma incluem os requisitos de divulgação de todas as formas de participações em outras entidades, incluindo acordos conjuntos, associados, entidades estruturadas e outros veículos fora do balanço. IFRS 13 / CPC 46 Mensuração do valor justo O IFRS 13 fornece orientações de como determinar o valor justo, incluindo o valor justo de instrumentos financeiros e de ativos e passivos não-financeiros, ambos mensurados ao valor justo tanto em uma base 19 de 58
23 . recorrente como em uma base não recorrente. O IFRS 13 também determina publicações específicas a serem apresentadas nas demonstrações financeiras anuais que, no caso, limitam-se aos instrumentos financeiros. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo e passivos financeiros divulgados ao valor justo estão divulgados na Nota 5.3. IFRIC 20 / ICPC 18 Custos de remoção de estéril de mina de superfície na fase de produção" O IFRIC 20 fornece um modelo para a contabilização de custos associados com a remoção de resíduos durante a fase de produção de uma mina de superfície, incluindo orientações sobre o rateio dos custos incorridos para a obtenção de um benefício atual e futuro e como os custos capitalizados são depreciados. A nova norma não teve qualquer impacto significativo uma vez que os critérios aplicados pela Companhia já estavam em conformidade com os requisitos da IFRIC 20 (ICPC 18). Vide política contábil na Nota 2.10 (a). (b) Novas normas e interpretações ainda não adotadas Algumas novas alterações de normas e interpretações são aplicadas para períodos anuais iniciados após 1º de janeiro de 2013, e não foram aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras consolidadas. Nenhuma destas normas e interpretações deverá ter um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas, exceto as seguintes: IFRS 9 (CPC 38) - "Instrumentos financeiros: Reconhecimento e mensuração" Aborda a classificação, mensuração e reconhecimento de ativos e passivos financeiros. O IFRS 9 foi emitido em novembro de 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 relacionados à classificação e mensuração de instrumentos financeiros. O IFRS 9 requer a classificação dos ativos financeiros em duas categorias: mensurados ao valor justo e mensurados ao custo amortizado. A determinação é feita no reconhecimento inicial. A base de classificação depende do modelo de negócios da entidade e das características contratuais do fluxo de caixa dos instrumentos financeiros. Com relação ao passivo financeiro, a norma mantém a maioria das exigências estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudança é a de que nos casos em que a opção de valor justo é adotada para passivos financeiros, a porção de mudança no valor justo devido ao risco de crédito da própria entidade é registrada em outros resultados abrangentes e não na demonstração dos resultados, exceto quando resultar em descasamento contábil. A Companhia está avaliando o impacto total do IFRS 9. A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de A Companhia está avaliando os impactos da adoção desta norma em suas demonstrações financeiras. IFRIC 21 - "Impostos - (Levies) Em maio de 2013, o IASB emitiu uma nova interpretação que trata do reconhecimento de obrigações de pagar taxas de acordo com a legislação. A obrigação somente deve ser reconhecida quando o evento que gera a obrigação ocorre. Essa interpretação é aplicável a partir de 1 de janeiro de 2014 e a Companhia ainda está analisando possíveis impactos referentes a esta atualização em suas demonstrações financeiras. IAS 36 (CPC1 (R1)) - Redução ao valor recuperável de ativos Esta alteração remove certas divulgações do valor recuperável da UGC que havia sido incluída no IAS 36 pela emissão do IFRS 13. A alteração não é obrigatória para a Companhia até 1º de janeiro de Não há outras normas IFRS ou interpretações IFRIC, que ainda não estão em vigor, que possam gerar um impacto material para a Companhia. 20 de 58
24 . 4 Estimativas e julgamentos contábeis críticos Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas e julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias. As estimativas contábeis raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício social, estão contempladas a seguir. (a) Valor justo dos instrumentos financeiros O valor justo de instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. A Companhia usa seu julgamento para escolher diversos métodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condições de mercado existentes na data do balanço (Nota 5.3). (b) Provisões A Companhia é parte envolvida em processos trabalhistas, cíveis, tributários e ambientais que se encontram em instâncias diversas. As provisões, constituídas para fazer face a potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, são estabelecidas e atualizadas com base na avaliação da Administração, fundamentada na opinião de seus assessores legais e requerem elevado grau de julgamento sobre as matérias envolvidas (Nota 20). (c) Imposto de renda, contribuição social e diferidos Em muitas operações, a determinação final do imposto é incerta. A Companhia também reconhece provisões por conta de situações em que é provável que valores adicionais de impostos sejam devidos. Quando o resultado final dessa avaliação é diferente dos valores inicialmente estimados e registrados, essas diferenças afetam os ativos e passivos fiscais atuais e diferidos no período em que o valor definitivo é determinado (Nota 19). (d) Benefícios a empregados O valor atual de obrigações do plano de assistência médica depende de uma série de fatores que são determinados com base em cálculos atuariais e utilizam diferentes premissas. Entre as premissas usadas na determinação do custo (receita) líquido para os saldos das obrigações atuariais, está a taxa de desconto. A Companhia determina a taxa de desconto apropriada ao fim de cada exercício. Essa é a taxa de juros que deve ser usada para determinar o valor presente de futuras saídas de caixa estimadas, necessárias para liquidar as obrigações de planos de pensão. Quaisquer mudanças nas premissas utilizadas para o cálculo dessas obrigações afetarão o valor contábil na data do balanço (Nota 29). (e) Reconhecimento para crédito de liquidação duvidosa A provisão para redução ao valor recuperável das contas a receber é constituída em montante considerado suficiente para cobrir as prováveis perdas em sua realização. A política contábil para estabelecer a provisão requer a análise individual das faturas de clientes inadimplentes em relação às medidas de cobrança adotadas por departamento responsável e, de acordo com o estágio da cobrança, é estimado um montante de provisão a ser constituída. 21 de 58
25 . (f) Revisão da vida útil e recuperação de propriedades, plantas e equipamentos A capacidade de recuperação dos ativos que são utilizados nas atividades da Companhia é avaliada sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil de um ativo ou grupo de ativos pode não ser recuperável com base em fluxos de caixa futuros. Se o valor contábil destes ativos for superior ao seu valor recuperável, o valor líquido é ajustado e sua vida útil readequada para novos patamares. Com base no laudo de avaliação, emitido por empresa especializada, em 1º de janeiro de 2013, a Companhia efetuou a revisão da vida útil do ativo imobilizado, alterando de forma prospectiva as taxas de depreciação utilizadas Máquinas e equipamentos 5,00% 4,92% Edificios e construções 1,89% 1,69% Devido a mudança da vida útil do ativo imobilizado não ser significativa, não ocorreram alterações relevantes na depreciação do exercício de 2013, em relação a (g) Uso do bem público O montante é originalmente reconhecido como um passivo financeiro (obrigação) e como um ativo intangível (direito de uso de um bem público), que corresponde ao montante das despesas totais anuais ao longo do período do contrato descontado a valor presente (valor presente dos fluxos de caixa futuros de pagamento). A amortização do intangível é calculada pelo método linear pelo prazo remanescente da concessão. O passivo financeiro é atualizado pelo índice contratual estabelecido e pelo ajuste a valor presente em decorrência da passagem do tempo. 5 Gestão de risco financeiro 5.1 Fatores de risco financeiro As atividades da Companhia a expõem a diversos riscos financeiros, a saber: (a) risco de mercado (moeda e taxa de juros); (b) risco de crédito e (c) risco de liquidez. Os produtos vendidos pela Companhia são predominantemente denominados em reais. Por outro lado, alguns custos e investimentos em ativos são denominados em moeda estrangeira. Adicionalmente, a Companhia possui dívidas atreladas a indexadores e moedas distintos, que podem impactar seu fluxo de caixa. Para atenuar os efeitos diversos de cada fator de risco de mercado, a Companhia segue a Política de Gestão de Riscos de Mercado de sua controladora indireta, VID, com o objetivo de estabelecer a governança e as macro diretrizes do processo de gestão destes riscos, assim como as métricas para sua mensuração e acompanhamento. Esta política é complementada por outras políticas, que estabelecem diretrizes e normas para: (i) Gestão de exposição cambial, (ii) Gestão de exposição a taxa de juros, (iii) Gestão de riscos de emissores e contrapartes e (iv) Gestão de liquidez e endividamento financeiro. 22 de 58
26 . (a) (i) Risco de mercado Risco cambial O real (R$) é a moeda funcional da Companhia, e todos os esforços do processo de gestão de riscos de mercado têm como objetivo a proteção do fluxo de caixa nesta moeda, a preservação da capacidade de pagamento de obrigações financeiras e a manutenção de níveis de liquidez e endividamento definidos pela Administração. Apresentamos a seguir os saldos contábeis indexados a moedas estrangeiras na data do encerramento dos balanços patrimoniais: Passivos em moeda estrangeira Empréstimos e financiamentos Fornecedores Exposição líquida (ii) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros O risco de taxa de juros da Companhia decorre principalmente de empréstimos de longo prazo. Os empréstimos emitidos às taxas variáveis expõem a Companhia ao risco de taxa de juros de fluxo de caixa. Os empréstimos emitidos às taxas fixas expõem a Companhia ao risco de valor justo associado à taxa de juros. A Política de gestão de exposição a taxas de juros estabelece as diretrizes e regras para se proteger contra flutuações nas taxas de juros que afetam o fluxo de caixa da Companhia e de suas controladas. Exposições a cada taxa de juros (principalmente a TJLP) são projetadas até o vencimento dos ativos e passivos expostos a tais índices. (b) Risco de crédito Os instrumentos financeiros derivativos, time deposits, CDBs e operações compromissadas com lastro de debêntures e títulos públicos federais criam exposição a risco de crédito de contrapartes e emissores. A Companhia tem como política trabalhar com emissores que possuam, no mínimo, avaliação de duas das seguintes agências de rating: Fitch, Moody s ou Standard & Poor s. O rating mínimo exigido para as contrapartes é A+ (em escala local) ou BBB- (em escala global), ou equivalente (Nota 7). Para países cujos emissores não atendem as classificações de risco de crédito mínimas anteriormente descritas, são aplicados, alternativamente, critérios propostos pela Administração, tais como o posicionamento global dos bancos, relacionamento com a Companhia e capilaridade local. No caso de risco de crédito decorrente de exposição de crédito a clientes, a Companhia avalia a qualidade do crédito do cliente, levando em consideração principalmente o histórico de relacionamento e indicadores financeiros, definindo limites individuais de crédito, os quais são regularmente monitorados. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é registrada em quantia considerada suficiente para cobrir todas as perdas prováveis quando da execução das contas a receber de clientes e é incluída nas despesas de vendas. 23 de 58
27 . (c) Risco de liquidez O risco de liquidez é gerenciado de acordo com a Política de Gestão de Liquidez e Endividamento, visando garantir recursos líquidos suficientes para honrar os compromissos financeiros da Companhia no prazo e sem custo adicional. Um dos principais instrumentos de medição e monitoramento da liquidez é a projeção de fluxo de caixa, observando-se um prazo mínimo de 12 meses de projeção a partir da data de referência. A gestão de liquidez e endividamento adota métricas comparáveis fornecidas por agências classificadoras de riscos de abrangência global para riscos de crédito BBB estável ou equivalente. A tabela abaixo analisa os principais passivos financeiros da Companhia, por faixas de vencimento, correspondentes ao período remanescente no balanço patrimonial até a data contratual do vencimento. Os valores divulgados na tabela são os fluxos de caixa não descontados contratados. Em 31 de dezembro 2013 Como os valores incluídos na tabela são os fluxos de caixa contratuais não descontados, esses valores podem não corresponder diretamente aos valores divulgados no balanço patrimonial. 5.2 Gestão de capital Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade da Companhia para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. Para manter ou ajustar a estrutura de capital da Companhia, a administração pode, ou propõe, nos casos em que os acionistas têm de aprovar, rever a política de pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas ações ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nível de endividamento. 5.3 Estimativa do valor justo Até 1 ano Entre 1 e 2 anos Entre 2 e 5 anos Entre 5 e 10 anos A partir de 10 anos Empréstimos e financiamentos Fornecedores Dividendos a pagar Uso de bem público - UBP Partes relacionadas Em 31 de dezembro 2012 Empréstimos e financiamentos Fornecedores Dividendos a pagar Uso de bem público - UBP Partes relacionadas Os saldos das contas a receber de clientes, menos a provisão para créditos de liquidação duvidosa, e de contas a pagar aos fornecedores pelo valor contábil, estão próximos de seus valores justos. O valor justo dos passivos financeiros, para fins de divulgação, é estimado por meio dos fluxos de caixa contratuais futuros descontados pela taxa de juros vigente no mercado. Os principais instrumentos financeiros ativos e passivos são descritos a seguir, bem como as premissas para sua valorização: Total 24 de 58
28 .. Caixa e equivalentes de caixa, aplicações financeiras, contas a receber e outros ativos circulantes - considerando-se a natureza e os prazos, os valores contabilizados aproximam-se dos de realização.. Passivos financeiros - estão sujeitos a juros com taxas usuais de mercado. O valor de mercado foi calculado tendo por base o valor presente do desembolso futuro de caixa, usando-se taxas de juros atualmente disponíveis para emissão de débitos com vencimentos e termos similares. A diferença entre o valor justo e o valor contábil desses passivos é de R$ , estando o valor contábil maior que o valor justo, em 2012 o valor contábil é menor que o valor justo no valor de R$ (Nota 18 (e)). A Companhia divulga as mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo:. Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idênticos (nível I).. Informações, além dos preços cotados, incluídas no nível I que são adotadas pelo mercado para o ativo ou passivo, seja diretamente (ou seja, como preços) ou indiretamente (ou seja, derivados dos preços) (nível II).. Inserções para os ativos ou passivos que não são baseadas nos dados adotados pelo mercado (ou seja, inserções não-observáveis) (nível III). Em 31 de dezembro de 2013 e 2012, os ativos financeiros mensurados ao valor justo e passivos financeiros divulgados ao valor justo foram classificados no nível I e II de hierarquia do valor justo, vide classificação abaixo. Valor justo medido com base em Técnica de valoração Preços cotados em suportada por preços mercado ativo observáveis (Nível I) (Nível II) Ativos Aplicações financeiras Valor justo contabilizado Valor justo medido com base em Técnica de valoração Preços cotados em suportada por preços mercado ativo observáveis (Nível I) (Nível II) 2012 Valor justo contabilizado Ativos Aplicações financeiras O valor justo dos empréstimos e financiamentos está apresentado na Nota 18(e). a) Instrumentos financeiros - Nível I O valor justo dos instrumentos financeiros negociados em mercados ativos (como títulos mantidos para negociação e disponíveis para venda) é baseado nos preços de mercado, cotados na data do balanço. Um mercado é visto como ativo se os preços cotados estiverem pronta e regularmente disponíveis a partir de uma Bolsa, distribuidor, corretor, grupo de indústrias, serviço de precificação, ou agência reguladora, e aqueles preços representam transações de mercado reais e que ocorrem regularmente em bases puramente comerciais. O preço de mercado cotado utilizado para os ativos financeiros mantidos pela Companhia é o 25 de 58
29 . preço de transações atuais. Esses instrumentos estão incluídos no Nível I. Os instrumentos incluídos no Nível I compreendem, principalmente, os investimentos patrimoniais em títulos públicos classificados como títulos para negociação ou disponíveis para venda. b) Instrumentos financeiros - Nível II O valor justo dos instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos (por exemplo, derivativos de balcão) é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. Essas técnicas de avaliação maximizam o uso dos dados adotados pelo mercado onde estão disponíveis com o menor uso possível de estimativas específicas da Companhia. Se todas as informações relevantes exigidas para o valor justo de um instrumento forem adotadas pelo mercado, o instrumento estará incluído no Nível II. Se uma ou mais informações relevantes não estiver baseada em dados adotados pelo mercado, o instrumento estará incluído no Nível III. Técnicas de avaliação específicas utilizadas para valorizar os instrumentos financeiros incluem: Preços de mercado cotados ou cotações de instituições financeiras ou corretoras para instrumentos similares; O valor justo de swaps de taxa de juros calculado pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados com base nas curvas de rendimento adotadas pelo mercado; O valor justo dos contratos de câmbio futuros determinado com base nas taxas de câmbio futuras na data do balanço, com o valor resultante descontado ao valor presente; Outras técnicas, como a análise de fluxos de caixa descontados, são utilizadas para determinar o valor justo para os instrumentos financeiros remanescentes. Nenhum outro ativo ou passivo relevante foi mensurado a valor justo nas datas apresentadas acima. Não ocorreu nenhuma transferência entre os níveis I, II ou III durante o ano. 5.4 Demonstrativo da análise de sensibilidade A seguir é apresentada a análise de sensibilidade para os principais fatores de risco que impactam a precificação dos instrumentos financeiros em aberto de caixa e equivalentes de caixa, aplicações financeiras e empréstimos e financiamentos. Os principais fatores de risco são a exposição à flutuação do Dólar e do CDI. Os cenários para estes fatores são elaborados utilizando fontes de mercado e fontes especializadas, seguindo a governança da Companhia. Os cenários em 31 de dezembro de 2013 estão descritos abaixo: Cenário I: considera choque nas curvas e cotações de mercado de 31 de dezembro de 2013 conforme cenário base definido pela Companhia para 31 de dezembro de Cenário II: considera choque de + ou 25% nas curvas de mercado de 31 de dezembro de Cenário III: considera choque de + ou 50% nas curvas de mercado de 31 de dezembro de de 58
30 Saldos patrimoniais Fatores de risco Ativo Passivo Unid. Choque nas curvas de 31/12/2013 Cenário I Impactos no resultado Cenários II & III Resultados do cenário I -25% -50% +25% +50% Câmbio USD USD 2,45% (1.394) (14.573) (29.147) Taxas de juros BRL - CDI BRL 50 bps 776 (3.986) (7.972) de 58
31 6 Instrumentos financeiros por categoria Empréstimos e recebíveis Ativos mantidos para negociação Nota Total 31 de dezembro de 2013 Ativos, conforme o balanço patrimonial Contas a receber de clientes Notas a receber Aplicações financeira Caixa e equivalentes de caixa Adiantamento a fornecedores Crédito na venda de ativo imobilizado Partes relacionadas Outros passivos Nota financeiros 31 de dezembro de 2013 Passivos, conforme o balanço patrimonial Empréstimos e financiamentos Fornecedores Dividendos a pagar Partes relacionadas Empréstimos e recebíveis Ativos mantidos para negociação Nota Total 31 de dezembro de 2012 Ativos, conforme o balanço patrimonial Contas a receber de clientes Notas a receber Aplicações financeira Caixa e equivalentes de caixa Adiantamento a fornecedores Crédito na venda de ativo imobilizado Partes relacionadas Outros passivos Nota financeiros 31 de dezembro de 2012 Passivos, conforme o balanço patrimonial Empréstimos e financiamentos Fornecedores Dividendos a pagar Partes relacionadas de 58
32 7 Qualidade dos créditos dos ativos financeiros (a) Caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras A tabela a seguir reflete a qualidade de crédito dos emissores e contraprestações em operações de caixa e equivalentes de caixas e aplicações financeiras: Caixa e equivalentes de caixa AAA AA+ 5 5 A BBB+ 5 BBB 5 Aplicações financeiras AAA AA AA A- 374 BB Rating local Rating local Os ratings decorrentes de classificação local foram extraídos das agências de rating Standard & Poor s, Moody s e Fitch. 8 Caixa e equivalentes de caixa Caixa e bancos Aplicações financeiras Mantidas para negociação Quotas de fundos de investimento Certificado de Depósitos Bancários - CDB s Letras Financeiras do Tesouro - LFT s Outros de 58
33 No exercício findo em 31 de dezembro de 2013, o rendimento médio da carteira foi de 100,78% do CDI ( ,1% do CDI). As quotas de fundo de investimento pertencem a um fundo exclusivo da Votorantim. O controle das operações deste fundo exclusivo é feito pela tesouraria corporativa da VID, e as operações são compostas substancialmente por certificados de depósitos bancários, operações compromissadas e títulos públicos. 10 Contas a receber de clientes (a) Composição Nota Clientes nacionais Partes relacionadas Provisão para créditos de liquidação duvidosa (10.307) (5.897) (b) Movimentação da provisão para crédito de liquidação duvidosa Saldo no início do exercício (5.897) (3.196) Adições líquidas (10.553) (2.881) Contas a receber de clientes baixados durante o exercício como incobráveis Saldo no final do exercício (10.307) (5.897) A partir do final de 2012, a Companhia vem transferindo alguns valores a receber de clientes locais para uma instituição financeira. Em conexão com esta transação a Companhia assume até 1,00% de perdas dos créditos transferidos. Uma vez que a Companhia transferiu os riscos e os benefícios significativos destas contas a receber, foram desconsiderados valores a receber no montante contábil de R$ ( R$ ), sendo reconhecido um passivo na rubrica "outras obrigações", no valor de R$ 161 (2012- R$ 124), o que representa o valor justo da garantia concedida no que diz respeito a 1,00% de perdas, que é também o valor máximo ao qual a Companhia está exposta devido aos valores a receber transferidos. A Companhia não tem nenhuma obrigação ou direito ou a opção de recompra dos créditos, não havendo outras obrigações contratuais ou direitos da transação que possam resultar em qualquer ganho ou perda significativa. A constituição e a baixa da PDD foram registradas no resultado do exercício como "Despesas com vendas. Os valores debitados na conta de provisão são geralmente baixados quando não há expectativa de recuperação dos recursos. O aumento da provisão para devedores duvidosos é decorrente da revisão e mudança do critério da provisão para devedores duvidosos realizado em 2013 pela Companhia. 30 de 58
34 (c) Vencimentos de contas a receber Vencidos até 3 meses Vencidos de 3 a 6 meses Vencidos há mais de 6 meses Estoques Produtos acabados Produtos semi acabados Matérias-primas Materiais auxiliares e de consumo Importações em andamento Outros Provisão para perdas (19.855) (21.573) A provisão para perdas refere-se, substancialmente, à obsolescência de materiais no estoque. Não há estoques dados como penhor de garantias de passivos. 12 Tributos a recuperar Imposto de Renda e Contribuição Social - IRPJ e CSLL Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS sobre ativo imobilizado (i) Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS (i) Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Programa de Integração Social - PIS (ii) Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS (ii) Outros Total de tributos a recuperar Circulante (79.608) (45.554) Não circulante (i) Os créditos referente ao ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços) decorrem da compra de bens do ativo imobilizado (recuperável em 48 parcelas mensais) e de produtos de consumo. Os créditos serão aplicados para pagar ICMS durante o curso normal das próprias operações da Companhia. 31 de 58
35 (ii) Em 31 de março de 2013, a Companhia optou por reclassificar os créditos de PIS e COFINS decorrentes da aquisição de ativo imobilizado, os quais eram anteriormente incluídos no custo de aquisição do ativo imobilizado e foram transferidos para impostos a recuperar. O montante reclassificado do ativo imobilizado para os impostos a recuperar foi de R$ Embora a Companhia acredite que a classificação anterior como Imobilizado não era a mais adequada, não foram reclassificados os períodos comparativos apresentados, pois o valor da reclassificação dentro de ativos não é relevante para os períodos comparativos apresentados. 32 de 58
36 13 Partes relacionadas Contas a receber Passivo de clientes não circulante Ativo Dividendos não Resultado circulantea financeiro pagar Fornecedores Compras Vendas Sociedade controladora Votorantim Industrial S.A. (ii) Votorantim Cimentos S.A. (i) Sociedades coligadas ou controladas em conjunto Companhia Brasileira de Alumínio 423 Santa Cruz Geração de Energia S.A IBAR Administração e Participação Ltda Interávia Transportes Ltda Maré Cimento Ltda Metalúrgica Atlas S.A Mizu S.A Minerações e Construções Ltda. 56 Pedreira Pedra Negra Ltda Polimix Cimento Ltda Polimix Concreto Ltda Rhamo Indústria e Comércio e Serviços Ltda Santa Maria Comércio e Serviços Ltda Supermix Concreto S.A Votener-Votorantim Comercializadora de Energia Ltda Votorantim Energia Ltda Votocel Investimentos Ltda Votorantim Metais Zinco S.A. 8 Votorantim GmbH (iii) Votorantim Siderurgia S.A. 297 Outros Total acionistas não controladores (iv) Circulante (13.260) (11.174) (28.373) (8.111) ( ) (83.442) Não circulante de 58
37 As principais transações com partes relacionadas foram feitas nas seguintes condições: (i) Os valores do ativo não circulante referem-se em sua grande parcela a contratos de operações de conta corrente, sem cobrança de juros, com vencimento em 2015, exceto a operação realizada em dezembro de 2013 no valor de R$ , com taxa de juros 100% CDI, com a controladora Votorantim Cimentos S.A. (ii) Serviços adquiridos incluem aqueles proporcionados pelo Centro de Soluções Compartilhadas, ou CSC, da VID, relacionados às atividades administrativas, de recursos humanos, back office, contabilidade, impostos, assistência técnica, treinamento e aqueles fornecidos pelo Centro de Competência em Tecnologia da Informação, ou CCTI. Esses serviços são fornecidos para todas as empresas do Grupo Votorantim e são reembolsados à VID com base nos serviços efetivamente prestados à Companhia. (iii) Produtos adquiridos da Votorantim GmbH (basicamente compra de coque de petróleo) incluem margem em relação ao preço de venda cobrado pelos fornecedores, que tem sido entre 14% e 15% nos períodos apresentados, como compensação pelos serviços prestados o que está em consonância com a política de preços de transferência da Companhia. (iv) Durante o exercício de 2013, a Companhia recomprou ações de sua emissão detidas pelo FINOR, com direito a restituição dos valores de dividendos pagos de períodos anteriores, os quais passam a ser devidos aos acionistas da Companhia. Outros preços de vendas e de prestações de serviços entre partes relacionadas foram negociados com base nos custos internos, sem margens aplicadas. 14 Outros ativos Créditos fiscais Notas a receber Adiantamentos a funcionários Adiantamento a fornecedores de longo prazo Créditos previdenciários Benefício a empregados Despesas pagas antecipadamente Crédito na venda de ativo imobilizado Outros créditos Circulante (13.853) (4.591) Não circulante Investimentos Em julho de 2012, a Companhia recebeu da investida Votorantim Empreendimentos Ltda. o valor de R$ 340 correspondentes a 340 quotas, as quais foram canceladas. Não houve ganho ou perda na operação. Em 2012, foi reconhecido como resultado de equivalência patrimonial nesta investida o montante de R$ de 58
38 16 Imobilizado (a) Composição e movimentação Terrenos e edificações Máquinas, equipamentos e instalações Benfeitorias em propriedade de terceiros Móveis e utensílios Obras em andamento Veículos Saldo no início do exercício Custo Depreciação acumulada ( ) ( ) (2.031) (18.760) (9.920) ( ) Saldo líquido Total Saldo no início do exercício Adição Baixa (395) (2.808) (66) (233) (83) (3.585) Depreciação (7.243) (66.741) (331) (2.027) (623) (76.965) Transferência para tributos a recuperar (Nota 12) (29.919) (57.158) (50) (211) (87.338) Transferências (64.469) (65) Saldo no final do exercício Custo Depreciação acumulada ( ) ( ) (2.354) (20.010) (10.515) ( ) Saldo líquido no final do exercício Taxas médias anuais de depreciação - % de 58
39 Terrenos e edificações Máquinas, equipamentos e instalações Benfeitorias em propriedade de terceiros Móveis e utensílios Obras em andamento Veículos Saldo no início do exercício Custo Depreciação acumulada ( ) ( ) (1.757) (16.890) (9.377) ( ) Saldo líquido Saldo no início do exercício Adição Baixa (5) (7) (12) Depreciação (8.757) (65.379) (274) (1.916) (544) (76.870) Transferências ( ) (21.501) Saldo no final do exercício Total Custo Depreciação acumulada ( ) ( ) (2.031) (18.760) (9.920) ( ) Saldo líquido no final do exercício Taxas médias anuais de depreciação - % de 58
40 (a) Revisão e ajuste da vida útil estimada A Companhia periodicamente revisa a vida útil econômica estimada do seu ativo imobilizado para fins de cálculo da depreciação. Durante 2013 a Companhia efetuou a revisão da vida útil do ativo imobilizado, e com base no laudo de avaliação, emitido por empresa especializada, em 1º de janeiro de 2013 alterou de forma prospectiva as taxas de depreciação utilizadas. Devido à mudança da vida útil do ativo imobilizado não ser significativa, não ocorreram alterações relevantes na depreciação do exercício de 2013, em relação a (b) Obras em andamento O saldo de obras em andamento é composto principalmente de projetos de expansão e otimização das unidades industriais, sendo: Nova unidade em Primavera - PA (i) Nova unidade em Ituaçú - BA Novas linhas de coprocessamento Adequação e melhorias nas instalações - Porto Velho - RO Nova unidade de argamassas - Lauro de Freitas - BA Substituição de equipamentos - Sobral - CE Novas unidades de concreto Remoção de estéril - Cimentos Nova unidade em Sobral - CE Substituição de equipamentos - Laranjeiras - CE Moagem de cimento em Laranjeiras - CE Moagem de cimento em São Luis - MA Moagem de pozolana - Poty Paulista - PE Nova unidade em Porto Velho - RO Durante o exercício, os encargos sobre empréstimos capitalizados nas obras em andamento totalizaram R$ ( R$ ). A taxa de capitalização utilizada foi de 0,73% ao mês (2012-0,94% a.m.). (i) Expansão da capacidade de cimentos com a nova unidade da Companhia sediada em Primavera PA. Projeto em andamento, porém em fase de execução que contempla como principais processos e equipamentos industriais a britagem de calcário, moagens, forno, ensacadeiras, paletizadora, subestação e salas elétricas. 37 de 58
41 17 Intangível 2013 Uso do bem público (Nota 22) Direitos sobre recursos naturais Softwares Outros Total Saldo no início do exercício Custo Amortização acumulada (49.967) (5.232) (3.996) (1.679) (60.874) Saldo líquido Saldo no início do exercício Amortização (6.057) (821) (277) (215) (7.370) Reavaliação do fluxo de caixa (Nota 20 (a)) (4.666) (4.666) Transferências Saldo no final do exercício Custo Amortização acumulada (56.024) (6.053) (4.265) (1.893) (68.235) Saldo líquido no final do exercício Taxas médias anuais de amortização - % de 58
42 Uso do bem público 2012 Direitos sobre recursos naturais Softwares Outros Total Saldo no início do exercício Custo Amortização acumulada (43.910) (3.960) (1.615) (53.272) Saldo líquido Saldo no início do exercício Adição Amortização (6.057) (1.272) (209) (64) (7.602) Transferências (*) Saldo no final do exercício Custo Amortização acumulada (49.967) (5.232) (1.679) (60.874) Saldo líquido no final do exercício Taxas médias anuais de amortização - % (*) As transferências de ativos intangíveis estão relacionadas a reclassificação dos direitos sobre recursos minerais de imobilizado para o intangível. 39 de 58
43 18 Empréstimos e financiamentos (a) Composição e perfil dos vencimentos Circulante Não circulante Total Modalidade Encargos anuais médios Moeda nacional BNDES 4,55% Pré BRL / TJLP + 2,70% FINAME 5,38% Pré BRL / TJLP + 2,54% Outros Sub-total Moeda estrangeira BNDES UMBNDES + 2,30% Sub-total Juros sobre empréstimos e financiamentos Parcela circulante dos empréstimos e financiamentos captados a longo prazo (principal) Total dos empréstimos e financiamentos BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BRL - Moeda nacional (Reais) FINAME- Fundo de Financiamento para Aquisição de Máquinas e Equipamentos Industriais TJLP - Taxa de juros de longo prazo, fixada pelo Conselho Monetário Nacional. É o custo básico de financiamento do BNDES. UMBNDES - Unidade Monetária do BNDES. É uma cesta de moedas que representa a composição das obrigações em moeda estrangeira do BNDES. Em 31 de dezembro de 2013, o dólar Norte-Americano representou 98,5% dessa composição. 40 de 58
44 O perfil dos vencimentos das parcelas de empréstimos e financiamentos em 31 de dezembro de 2013, é demonstrado a seguir: Total Moeda nacional BNDES FINAME Outros Sub-total % 29,52 30,97 22,31 10,21 5,69 1,07 0,09 0,09 0,05 Moeda estrangeira BNDES Sub-total % 26,69 28,38 22,95 13,33 6,92 1,73 Total ,04 30,54 22,41 10,74 5,90 1,16 % 0,08 0,08 0,05 41 de 58
45 (b) Movimentação Saldo no início do exercício Captações Liquidação ( ) ( ) Juros pagos (31.178) (33.306) Provisão de juros Variação cambial Saldo no final do exercício (c) Composição por moeda Real Dólar Norte-Americano Cestas de moedas (d) Composição por indexador Moeda local TJLP Taxa pré-fixada Moeda estrangeira UMBNDES de 58
46 (e) Valor justo dos empréstimos e financiamentos Os valores abaixo foram calculados e classificados no nível II de hierarquia do valor justo, de acordo com os critérios descritos na Nota 5.3. Valor contábil Valor justo Valor contábil Valor justo Moeda nacional BNDES FINAME Outros Moeda estrangeira BNDES de 58
47 (f) Garantias Em 31 de dezembro de 2013, R$ estavam garantidos por bens do ativo imobilizado através de alienação fiduciária. 19 Imposto de renda e contribuição social corrente e diferidos A Companhia utilizou a sistemática do lucro real e calculou e registou seu imposto e sua contribuição social com base nas alíquotas efetivas vigentes na data de elaboração das demonstrações financeiras. Os créditos tributários diferidos de imposto de renda e contribuição social são decorrentes de prejuízos fiscais, bases negativas e de diferenças temporárias referentes (a) o ajuste a valor justo dos instrumentos financeiros derivativos; (b) à provisões não dedutíveis até o momento da sua efetiva realização; (c) à diferenças temporárias surgidas na aplicação dos CPCs. (a) Reconciliação da despesa de IRPJ e CSLL A contribuição social e o imposto de renda apresentados na demonstração do resultado para o exercício findo em 31 de dezembro, são reconciliados com as suas alíquotas brasileiras, como segue: Lucro antes do imposto de renda, da contribuição social Alíquotas nominais 34% 34% IRPJ e CSLL calculados às alíquotas nominais ( ) ( ) Ajustes para apuração do IRPJ e da CSLL efetivos Equivalência patrimonial 61 Incentivo fiscal Doações e subvenções para investimentos Valor não tributado pelo adicional do imposto de renda Reversão de diferido sobre provisão para perda de investimento (5.866) Outras adições (exclusões) permanentes líquidas (3.585) IRPJ e CSLL apurados ( ) ( ) Correntes ( ) ( ) Diferidos (41.428) (24.235) IRPJ e CSLL no resultado ( ) ( ) (b) Composição dos saldos de impostos diferidos A origem do imposto de renda e da contribuição social diferidos está a seguir apresentada: 44 de 58
48 Ativo Diferenças temporárias Provisões para contingências Provisão para perdas em investimentos Provisão para perdas de estoques Provisão de participação no resultado - PPR Uso do bem público - UBP Provisão para créditos de liquidação duvidosa Provisão impairment - adiantamento a fornecedores 717 Outros Ativo não circulante Passivo Diferenças temporárias Ajustes a vida útil do imobilizado (depreciação) CPC 20 - Juros capitalizados Outros Passivo não circulante Líquido (ativo - passivo) (c) Regime Tributário de Transição (RTT) Até o exercício de 2013, a Companhia optou pelo Regime Tributário de Transição (RTT) que, por meio de registros no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) ou de controles auxiliares, permite para fins de apuração do imposto de renda (IRPJ) e da contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL), neutralizar os efeitos contábeis decorrentes da Lei no /07 e da MP no 449/08, convertida na Lei no /09, sem qualquer modificação da escrituração mercantil. Em 11 de novembro de 2013, foi publicada a Medida Provisória 627 (MP 627) que revoga o RTT e dispõe sobre a tributação das pessoas residentes no Brasil referente aos lucros auferidos no exterior. Um dos objetivos da norma é estabelecer os ajustes que devem ser efetuados em livro fiscal para a apuração da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, com o fim da neutralidade tributária aos novos métodos e critérios contábeis introduzidos pelas Leis /07 e /09. As disposições previstas na MP 627 têm vigência a partir de 2015, sendo que sua adoção é opcional para Dessa forma, a Companhia com o apoio de consultores externos, está avaliando o melhor direcionamento a ser adotado. Entretanto, considerando que a eficácia da MP 627 dependerá da sua conversão em Lei e que ainda existem diversas discussões e incertezas acerca da interpretação das disposições contidas nesta medida provisória, a administração aguarda suas evoluções e tratativas e poderá vir a optar pela adoção antecipada da RTT. Nossas conclusões consideram nossa melhor interpretação do texto corrente da MP. Considerando a quantidade elevada de emendas propostas até o momento e as incertezas anteriormente citadas, é possível que em sua conversão em Lei o texto seja alterado e nossas conclusões possam ter que ser revistas à luz do texto definitivo. 45 de 58
49 20 Provisões A movimentação nas provisões para desmobilização de ativos e processos judiciais é conforme segue: ARO Processos judiciais Total ARO Processos judiciais Total Saldo no início do exercício Ajuste a valor presente Adições e reversões Depósitos judiciais, líquido das baixas (31.798) (31.798) Liquidações (76.458) (76.458) (35.866) (35.866) Atualização monetária Reavaliação de fluxo de caixa (4.666) (4.666) Saldo no final do exercício (a) ARO "Asset retirement obligation (obrigação para desmobilização de ativos) A mensuração das obrigações para desmobilização de ativos envolve julgamento sobre diversas premissas. Sob o ponto de vista ambiental, refere-se às obrigações futuras de restaurar/ recuperar o meio ambiente, para as condições ecologicamente similares às existentes, antes do início do projeto ou atividade ou de fazer medidas compensatórias, acordadas com os órgãos competentes, em virtude da impossibilidade do retorno a essas condições pré-existentes. Essas obrigações surgem a partir do início da degradação ambiental da área ocupada, objeto da operação ou a partir de compromissos formais assumidos com o órgão ambiental, cuja degradação precisa ser compensada. A desmontagem e retirada da operação de um ativo ocorre quando ele for permanentemente desativado, por meio de sua paralisação, venda ou alienação. Por serem obrigações de longo prazo são ajustadas a valor presente, pela taxa real de juros e atualizadas periodicamente pela inflação. As taxas de juros utilizadas em 2013 e 2012 são respectivamente 4,23% a.a. e 2,01% a.a. O passivo constituído é atualizado periodicamente tendo como base essas taxas de desconto acrescido da inflação do período de referência. Durante 2013, a Companhia revisou as premissas adotadas para cálculo da provisão relacionada a algumas minas, o que resultou em redução de reavaliação de fluxo de caixa com contrapartida no Intangível no valor de R$ (b) Provisões tributárias, cíveis, trabalhistas e ambientais A Companhia é parte envolvida em processos trabalhistas, cíveis, tributários e ambientais em andamento, e está discutindo essas questões tanto nas esferas administrativa quanto judicial, as quais, quando aplicáveis, são amparadas por depósitos judiciais. As provisões para as perdas decorrentes de passivos contingentes classificadas como prováveis são reconhecidas contabilmente, os classificados como perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente sendo divulgados nas notas explicativas e, os classificados como remotos, não são provisionados nem divulgados, exceto quando, em virtude da visibilidade do processo a Companhia considere sua divulgação justificada. Os montantes envolvidos nas contingências são estimados e atualizados periodicamente. A classificação das perdas entre possíveis, prováveis e remotas baseia-se na avaliação da administração, fundamentada na opinião de seus consultores jurídicos. As provisões e os correspondentes depósitos judiciais são apresentados a seguir: 46 de 58
50 Depósitos judiciais Montante provisionado Total líquido Depósitos judiciais Montante provisionado Total líquido Tributários ( ) ( ) Trabalhistas (5.363) (590) Ambientais Cíveis (416) (390) ( ) ( ) (c) Depósitos judiciais remanescentes A Companhia possui em 31 de dezembro de 2013 o valor de R$ ( R$ ) depositados judicialmente em processos classificados pelos assessores jurídicos da Companhia como de perda remota ou possível, portanto, sem a respectiva provisão. (d) (i) Comentários sobre as provisões com probabilidade de perda provável Provisões tributárias Referem-se principalmente à discussão sobre a legalidade do recolhimento de tributos federais, estaduais e municipais. As principais ações tributárias consistem na cobrança de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), PIS (Programa de Integração Social), COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade), IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). (ii) Provisões trabalhistas A Companhia tem 692 processos trabalhistas, movidos por ex-empregados, terceiros e sindicatos, cujos pleitos consistem, em sua maioria, em pagamento de verbas rescisórias, adicionais de insalubridade e periculosidade, horas extras, horas in itinere, bem como pedidos de indenização de ex-empregados ou terceiros por supostas doenças ocupacionais, acidentes de trabalho, danos materiais e morais, derivados da Justiça Comum por força da Emenda Constitucional nº 45 e cumprimento de cláusulas normativas. (iii) Provisões cíveis A Companhia é parte em processos cíveis de natureza administrativa e judicial, referidas contingências são originárias de processos com distintas naturezas jurídicas, ressaltando-se ações de indenização por dano material e dano moral, ações de cobranças e execuções, e pedidos administrativos. (iv) Provisões ambientais A Votorantim estabeleceu políticas e procedimentos voltados ao cumprimento de toda e quaisquer normas ambientais aplicáveis. A Companhia conduz regularmente verificações para identificar riscos legais ambientais de modo a garantir que os sistemas em funcionamento sejam adequados para gerenciar esses riscos. Ademais, o contencioso ambiental judicial da Companhia é formado, primordialmente, por ações civis públicas com a finalidade de obstar o licenciamento ambiental de unidades fabris e ações de indenização por supostos impactos ambientais advindos das atividades da Companhia. 47 de 58
51 (e) Processos com probabilidade de perdas consideradas como possíveis A composição por natureza dos processos com probabilidade de perda avaliada como possível nos quais a VCNNE está envolvida, para os quais não há qualquer provisão contabilizada é demonstrada a seguir: Tributárias Trabalhistas Ambientais Cíveis (e.1) Comentários sobre passivos contingentes cíveis e tributários com probabilidade de perda possível A seguir são comentados os passivos contingentes em andamento com probabilidade de perda possível, para os quais não há qualquer provisão contabilizada. (i) Litígio com empresa de transportes do Nordeste Em agosto de 2010, uma empresa de transporte entrou com ação indenizatória contra a Votorantim Cimentos N/NE( VCNNE ) buscando compensação por danos no valor de R$ , alegando que VCNNE não cumpriu com o volume mínimo estabelecido no contrato de transporte de cimento firmado entre as partes. A VCNNE foi citada desta ação em março de 2011 e apresentou a sua resposta, alegando em suma, incompetência relativa do Juízo e no mérito que não havia nenhum pacto escrito com relação ao volume mínimo pleiteado, bem como que a quebra e eventuais prejuízos suportados pela transportadora decorreram de má gestão e não possuem qualquer relação com a VCNNE. A transportadora apresentou sua réplica. Em 22 de janeiro de 2013, o tribunal publicou a sua decisão de aceitar o apelo da Companhia e transferir o caso para o tribunal civil, na cidade de Recife. Em novembro de 2013 o Tribunal deu provimento ao recurso da transportadora para confirmar que o Juízo de São Luís-MA era competente para julgar a causa. A VCNNE recorreu da decisão. Com base na opinião de seus assessores jurídicos externos, a VCNNE acredita que a probabilidade de perda com relação aos danos materiais no valor de R$ é possível e por isso não registrou nenhuma provisão referente a este processo. (ii) Tributários O DNPM (Departamento Federal de Produção Mineral) emitiu diversos autos de infração, alegando que a Companhia devia CFEM referentes ao período entre 1991 e Em 31 de dezembro de 2013 o valor em controvérsia foi de R$ , sendo considerados aproximadamente R$ como perda possível e aproximadamente R$ como perda provável. A Companhia registrou provisão de R$ referente a esses autos de infração. (iii) Investigações administrativas pela SDE (Secretaria de Direito Econômico) a) O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) tem o papel de julgar sobre matéria concorrencial os processos encaminhados pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça e a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda. O CADE julga atos de concentração, processos de conduta, e manifesta-se acerca de consultas. No caso de ausência de um Conselheiro e quando ocorre empate nas decisões, o Presidente possui um voto de qualidade, 48 de 58
52 ou seja, vale por dois, para desempatar o julgamento. Na ausência do Presidente, ele será substituído pelo Conselheiro mais antigo ou mais idoso, nessa ordem. O quórum mínimo para o Conselho decidir é de cinco integrantes. No âmbito administrativo, uma empresa condenada pelo CADE por prática de cartel poderá ser condenada a pagar multa de 0,1% a 20% do valor do faturamento bruto da empresa, grupo ou conglomerado, no último exercício anterior à instauração do processo administrativo, no ramo de atividade empresarial em que ocorreu a infração. Outras penas acessórias podem ser impostas como a proibição de contratar com instituições financeiras oficiais, a cisão de sociedade, transferência de controle societário, venda de ativos ou cessação parcial de atividade e de parcelar débitos fiscais, bem como de participar de licitações promovidas pela Administração Pública Federal, Estadual e Municipal por prazo não inferior a cinco anos. Em 2006, a SDE, atual Superintendência Geral do CADE, instaurou processo administrativo envolvendo o Sindicato da Indústria do Cimento, algumas associações do setor (cimento e concreto) e as maiores empresas fabricantes de cimento no Brasil, acusando-as de práticas anti-competitivas, incluindo a formação de um cartel, conforme atualização deste processo na Nota Explicativa 33 (a). b) Anteriormente, em 2003, a SDE, atual Superintendência Geral do CADE, iniciou outro processo administrativo envolvendo empresas produtoras de cimento no Brasil, incluindo a Votorantim. Esse processo diz respeito a alegações de certas produtoras de concreto de que as grandes empresas de cimento teriam violado a legislação brasileira de concorrência, não lhes vendendo certos tipos de cimento. A fase instrutória desse processo foi encerrada em abril de 2012 e, até o momento, não há indícios de que a Superintendência Geral do CADE pretenda encaminhar qualquer recomendação ao Tribunal do CADE, conduzindo investigações futuras sobre esse assunto. Se a Companhia for considerada culpada por violação da legislação, pode estar sujeita a sanções penais e administrativas, incluindo uma multa administrativa que pode variar de 0,1% a 20,0% (se a nova legislação antitruste for aplicada) do faturamento bruto da atividade, relativo ao exercício social imediatamente anterior ao ano em que o processo administrativo foi iniciado. Na opinião da companhia e na opinião de seus consultores jurídicos, a Votorantim não estará sujeita a quaisquer penalidades administrativas e/ou criminais. A expectativa de perda nesse processo é considerada remota. Esses processos foram movidos apenas em face da controladora VCSA, sendo a VCNNE impactada no contexto da Votorantim Cimentos consolidada. 21 Outros passivos REFIS - Programa de Recuperação Fiscal Provisão para serviços Provisão para utilidades - água, energia elétrica e gás Provisão para fretes Provisão para manutenção Outras exigibilidades Circulante (19.748) (21.707) Não circulante de 58
53 22 Uso do bem público Foi concedido à VCNNE o direito de uso do bem público (UBP) do potencial de geração de energia elétrica de uma hidroelétrica. O Acordo referente à UBP requer pagamentos anuais que são atualizados pelo índice da inflação. A duração média do contrato é de 35 anos e os montantes a serem pagos anualmente estão demonstrados abaixo: Data início da Data fim da Data início do Ativo Ativo Usinas Participação concessão concessão pagamento Intangível Passivo Intangível Passivo Pedra do Cavalo 100% mar/02 abr/37 abr/ Circulante (24.859) (23.561) Não circulante Patrimônio líquido (a) Capital social Em 31 de dezembro de 2013, o capital social totalmente subscrito e integralizado, no montante de R$ (2012- R$ ) é composto por ações ordinárias e ações preferenciais ( ações ordinárias e ações preferenciais) sem valor nominal, sendo que, em 2013, existem ações ordinárias e ações preferenciais mantidas em tesouraria. Em 14 de junho de 2013, os acionistas aprovaram um aumento de capital no valor de R$ mediante capitalização de saldo existente na conta de reserva de incentivo fiscal, sem emissão de ações. O capital social totalmente subscrito e integralizado passou de R$ para R$ Durante o exercício de 2013, a Companhia recomprou ações de sua emissão detidas por diversos acionistas não controladores, para manutenção em tesouraria. A quantidade de ações adquiridas foi , sendo ações ordinárias e ações preferenciais. (b) Dividendos De acordo com o estatuto da Companhia, os dividendos são calculados com base em 25% do lucro líquido do exercício deduzido de reserva legal. O cálculo dos dividendos é assim demonstrado: 50 de 58
54 Lucro líquido do exercício Reserva legal (24.430) (24.075) Reserva para incentivos fiscais ( ) ( ) Base de cálculo dos dividendos Dividendos mínimos - 25% conforme estatuto Total dos dividendos propostos Dividendos por ação - R$ (*) 0,002 0,002 Quantidade de ações Os dividendos mínimos e os dividendos já aprovados no final do ano são contabilizados como "dividendos a pagar" no balanço patrimonial. Durante 2013, a Companhia pagou dividendos no montante de R$ 471 (2012 R$ ). (c) Reserva legal e de retenção de lucros A reserva legal é constituída anualmente como destinação de 5% do lucro líquido do exercício, limitada a 20% do capital social. Sua finalidade é assegurar a integridade do capital social. Ela poderá ser utilizada somente para compensar prejuízo e aumentar o capital. A reserva de retenção de lucros refere-se à retenção do saldo remanescente de lucros acumulados, a fim de atender ao projeto de crescimento dos negócios estabelecido no plano de investimentos da Companhia. (d) Reserva de incentivos fiscais A reserva de incentivos fiscais é constituída de acordo com o artigo 195-A da Legislação Brasileira (na redação dada pela Lei nº , de 2007), é creditada com os benefícios de incentivos fiscais, que são reconhecidos na demonstração do resultado do ano e alocados de lucros acumulados para esta reserva. Esses incentivos não são incluídos no cálculo do dividendo mínimo obrigatório. (e) Ajustes de avaliação patrimonial A Companhia reconhece nesta rubrica os ganhos e perdas atuariais dos planos de pensão. 24 Receita Venda de produtos Receita de serviços Impostos sobre vendas e serviços e outras deduções ( ) ( ) de 58
55 25 Outras receitas operacionais, líquidas Benefícios fiscais Ganho na venda de participação Ganho venda de imobilizado Recuperação de tributos Receitas de coprocessamento Receitas vendas de sucatas Provisão de impairment - adiantamento a fornecedores (1.930) Outras receitas (despesas) líquidas (8.450) Abertura do resultado por natureza Despesa com benefícios a empregados Fretes Matéria prima e materiais de consumo Combustível energético Energia elétrica - consumo Manutenção Depreciação, amortização e exaustão Serviços de terceiros Material de embalagem Outras despesas Reconciliação Custo dos produtos vendidos e dos serviços prestados Com vendas Gerais e administrativas Despesas com benefícios a empregados Remuneração direta Plano de aposentadoria e plano de pensão 25 Encargos sociais Benefícios de 58
56 28 Resultado financeiro líquido Nota Receitas financeiras Rendimentos sobre aplicações financeiras Atualização monetária sobre ativos Juros sobre ativos financeiros Juros sobre mútuo - partes relacionadas Outras receitas financeiras Despesas financeiras Juros e atualização monetária - UBP (41.589) (42.097) Atualização monetária sobre provisões (19.768) (4.777) Juros sobre empréstimos, financiamentos e outros (13.329) (22.678) Outras despesas financeiras (7.927) (4.689) Descontos concedidos (3.528) (384) Juros sobre impostos a pagar (3.200) (4.026) Variações cambiais, líquidas (89.341) (78.651) (5.616) Resultado financeiro líquido (20.192) 29 Benefícios de plano de pensão A Companhia possui um plano de contribuição definida para seus empregados. A tabela abaixo demonstra onde estão alocados os saldos e atividades referentes ao benefício pós-emprego na demonstração financeira da Companhia Direitos registrados no balanço patrimonial com: Benefícios de plano de pensão Ativo registrado no balanço patrimonial (Nota 14) Despesas reconhecidas no resultado do exercicio com: Benefícios de plano de pensão (Nota 27) Remensurações com: Benefícios de plano de pensão - valor bruto 253 Imposto de renda e contribuição social diferidos (86) Benefícios de plano de pensão - valor líquido 167 (a) Plano de contribuição previdenciária definida A Companhia patrocina planos de pensão previdenciários privados que são administrados pela Fundação Senador José Ermírio de Moraes (FUNSEJEM), um fundo de pensão privado e sem fins lucrativos, que está 53 de 58
57 disponível para todos os empregados. De acordo com o regulamento do fundo, as contribuições dos empregados à FUNSEJEM são definidas de acordo com sua remuneração. Para empregados que possuam remuneração menor do que os limites estabelecidos pelo regulamento, a contribuição definida é de até 1,5% de sua remuneração mensal. Para empregados que possuam remuneração superior aos limites, a contribuição definida é de até 6% da sua remuneração mensal. Podem ser feitas também contribuições voluntárias à FUNSEJEM. Após terem sido efetuadas as contribuições ao plano, nenhum pagamento adicional é exigido da Companhia. (b) Plano de benefício previdenciário definido A Companhia possui um plano de benefício previdenciário definido. O custo do benefício por aposentadoria e outros benefícios desses planos, concedidos à empregados elegíveis, é determinado através do método do benefício projetado pro rata, tomando como base a melhor estimativa da administração para o retorno dos ativos do plano, reajuste de salários, tendências de custos e as taxa de mortalidade e idade média de aposentadoria dos empregados. O CPC 33 (R1) / IAS 19, Benefícios a empregados foi revisado em junho de A Companhia considerou a mudança para substituir os custos dos juros e o retorno esperado sobre os ativos do plano com o montante de participação líquida, que é calculado aplicando-se a taxa de desconto ao passivo líquido do benefício definido (ativo) e concluiu que esse efeito não é material. Dessa forma, a Companhia aplicou essa mudança para o exercício encerrado em 2013 e não aplicou esse efeito retrospectivamente para o exercício de Os montantes reconhecidos no balanço patrimonial estão demonstrados a seguir: Valor presente de obrigações financiadas (41.917) (48.913) Valor justo de ativos do plano Superávit total de planos de benefícios previdenciários Impacto do requerimento mínimo do fundo / máximo dos ativos (3.404) Ativos registrados no balanço patrimonial (Nota 14) A movimentação da obrigação do benefício definido e do valor justo dos ativos do plano durante o exercício é demonstrada a seguir: 54 de 58
58 Valor presente das obrigações Valor justo dos ativos do plano Total Impacto do requerimento mínimo dos fundos/limite do ativo Em 1º de janeiro de 2012 Contribuições: Empregador (48.913) Em 31 de dezembro de 2012 (48.913) Total A obrigações de benefício definido e os ativos do plano estão compostos, por país, conforme abaixo: As premissas atuariais usadas foram as seguintes: Valor presente das obrigações Valor justo dos ativos do plano Total Impacto do requerimento mínimo dos fundos/limite do ativo Em 1º de janeiro de 2013 (48.913) Custo do serviço corrente (81) (81) (81) Despesa (receita) financeira (3.879) (3.960) (25) (25) Remensurações: Retorno dos ativos, excluindo a quantia incluída como receita financeira (3.236) (3.236) (3.236) Ganhos decorrentes de mudanças nas premissas financeiras e demográficas Ganhos decorrentes da experiência demográfica (804) (804) (804) Mudanças no limite do ativo, excluindo a quantia incluída como despesa financeira - (3.404) (3.404) (3.236) (3.404) 167 Contribuições: Empregador Pagamentos dos planos: Pagamento de benefícios (4.063) Em 31 de dezembro de 2013 (41.917) (3.404) Taxa de desconto 11,44% 8,25% Taxa de Inflação 5,40% 4,50% Aumentos salariais futuros 6,45% 7,64% Aumentos de planos de pensão futuros 5,40% 4,50% Total As premissas referentes à experiência de mortalidade são estabelecidas com base em opinião de atuários, de acordo com as estatísticas publicadas. As premissas de mortalidade baseiam-se nas seguintes tábuas de mortalidade pós-aposentadoria: AT-2000 Basic segregada por sexo e tábua de entrada em invalidez RRB- 1994, modificada e agravada em 15%, segregada por sexo. 55 de 58
59 A sensibilidade da obrigação de benefício definido às mudanças nas principais premissas ponderadas é: Mudança na premissa Impacto na obrigação de benefício definido Aumento na Redução na premissa premissa Taxa de desconto 0,50% Redução de 3,7% Aumento de 3,9% Taxa de aumento de salário 0,50% Aumento de 0,01% Redução de 0,01 % Aumento de 1 ano na premissa Redução de 1 ano na premissa Expectativa de vida Aumento de 2,6% Redução de 2,6% As análises de sensibilidade acima baseiam-se em uma mudança na premissa enquanto são mantidas constantes todas as outras premissas. Na prática, não é provável que isso ocorra, sendo que as mudanças em algumas das premissas podem ser correlacionadas. No cálculo da sensibilidade da obrigação de benefício definido em relação às premissas atuariais significativas foi aplicado o mesmo método (valor presente da obrigação de benefício definido calculado com base no método da unidade de crédito projetada na data do balanço), como no cálculo da obrigação dos planos de pensão reconhecida no balanço patrimonial. Os métodos e tipos de premissas usados na preparação da análise de sensibilidade não sofreram alteração na comparação com o período anterior. 30 Benefícios Fiscais A Companhia possui incentivos fiscais relacionados a: (a) Lucro da exploração: A Companhia possui benefício de redução parcial do imposto de renda devido, relativas a certas operações regionais com cimento, argamassa e clinquer. O incentivo fiscal é calculado com base no lucro fiscal ajustado pelo incentivo fiscal (chamado lucro da exploração ), levando em consideração o resultado dos projetos que são beneficiados pelo incentivo fiscal durante um período fixo. Os incentivos fiscais da Companhia possuem prazo de expiração de 2015 a A economia fiscal deve ser apropriada em uma conta de reserva de lucros, no patrimônio líquido da entidade que se beneficia com o incentivo fiscal, e não pode ser distribuído como dividendos aos acionistas. A Companhia pode também reinvestir parte do benefício fiscal na aquisição de novos equipamentos para a operação incentivada, sujeita à aprovação posterior pela agência reguladora da área incentivada, Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia SUDAM e Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste SUDENE. Quando aprovado o reinvestimento, o benefício fiscal correspondente deve ser apropriado também em uma reserva de lucros sujeito as mesmas restrições, com respeito à futura distribuição como dividendos aos acionistas. (b) Programa FDI II (Fundo de Desenvolvimento Industrial do Estado do Ceará): a Companhia possui incentivo fiscal enquadrado em programas de desenvolvimento industrial estadual na forma de financiamento ou diferimento do pagamento de impostos, com reduções parciais do valor devido. Esses programas estaduais objetivam promover no longo prazo o desenvolvimento das atividades industriais no Estado do Ceará. Nesse Estado, os prazos de carência, fruição e as reduções são previstas na legislação fiscal e, quando existentes, as condições referem-se a fatos sob controle da Companhia. O benefício relativo à redução no pagamento desses impostos é registrado no resultado do exercício da Companhia, com base no regime de competência de registro desses impostos, ou no momento em que a Companhia cumpre com as obrigações fixadas nos programas estaduais, para ter benefício concedido. 56 de 58
60 As porcentagens de redução do valor devido de ICMS são fixas ao longo do programa e variam de 64% a 75% do ICMS de produção própria. Sendo os valores diferidos a um índice geral de preços ou taxas pré-fixadas. Os incentivos fiscais da Companhia possuem prazo de expiração de 2016 a Seguros De acordo com a Política Corporativa de Gestão de Seguros da Companhia, são contratados diferentes tipos de apólices de seguros, tais como seguros de riscos operacionais e responsabilidade civil, proporcionando proteção para seus ativos, para possíveis perdas com interrupção de produção, bem como para danos a terceiros. A Companhia mantêm seguro de responsabilidade civil, para suas operações com coberturas e condições, consideradas pela Administração destas, adequadas aos riscos inerentes. Para as principais plantas é contratada apólice "AllRisks" para todos os seus ativos, incluindo cobertura para perdas com interrupção de produção. A cobertura de seguro operacional vigente em 31 de dezembro de 2013, é a seguinte: Instalações, equipamentos e produtos em estoque Ativo Tipo de cobertura Importância segurada Danos materiais Lucros cessantes Seguros de risco operacional e responsabilidade civil da usina hidrelétrica Pedra do Cavalo Uma apólice "allrisk" de seguro para riscos operacionais é contratada anualmente para a Usina Hidrelétrica, com um valor total segurado de R$ A Companhia possui uma política de responsabilidade civil por esta planta, cuja cobertura e condições são consideradas pela Administração da Companhia como suficiente para os riscos envolvidos 32 Ativos classificados como mantidos para venda 2013 Imobilizado Baraúna A Companhia decidiu vender certos ativos (equipamentos industriais) que possui na cidade de Baraúna, Estado do Rio Grande do Norte, os quais estão sendo negociados com a coligada Mizú S.A., consequentemente esses ativos foram classificados como mantidos para venda desde 30 de setembro de A administração espera realizar a venda dentro do período de um ano. 33 Eventos subsequentes a) Julgamento CADE Em 22 de janeiro de 2014, o CADE deu início ao julgamento do Processo de 2006 citado no item (iii) da Nota Explicativa 20 (e.1), com quatro dos cinco Conselheiros proferindo os seus votos pela condenação das associações de classe, algumas pessoas físicas e seis empresas do setor de cimentos do Brasil, condenando-se a pagar multas que somadas chegam a R$ 3,1 bilhões. Além disso, quatro das empresas acusadas foram 57 de 58
61 condenadas a vender parte de seus ativos, representando cerca de 24% da capacidade instalada do mercado desse setor no País. O voto do Relator do processo propôs a condenação da Votorantim Cimentos, com a imposição de várias sanções administrativas, incluindo (i) o pagamento de multa no valor de R$ 1,565 bilhões e (ii) a venda de certos ativos definidos em uma lista ainda não divulgada, na estimativa do Relator, equivaleriam a 11 milhões de toneladas da capacidade instalada da companhia. Nos termos do voto do Relator, a venda dos ativos deveria ser para um único comprador, visando criar um participante de vulto nesse mercado. O julgamento foi suspenso na mesma data de 22 de janeiro em razão do pedido de vistas de um Conselheiro, que ainda não proferiu seu voto. Não há prazo formal para que este Conselheiro finalize a sua análise, tampouco para o CADE concluir o julgamento, o que poderá ocorrer em qualquer das sessões futuras. Até o final do julgamento, qualquer dos Conselheiros poderá revisar ou alterar o seu voto, mesmo após tê-lo proferido. A Companhia está aguardando a conclusão do julgamento e, caso se confirme a votação atual, a Companhia pretende levar o caso ao Judiciário por entender que não houve infração à ordem econômica, razão pela qual não deveria estar sujeita a quaisquer sanções ou penalidades administrativas e/ou criminais. A Companhia classifica a probabilidade de perda nesse processo no âmbito judiciário como possível e não fez provisão. b) Dividendos a pagar Em 31 de janeiro de 2014, a Companhia deliberou dividendos adicionais no montante de R$ referente a lucros retidos de 2013 para sua controladora VCSA. Adicionalmente, foram compensados com o saldo de dividendos a pagar o montante de R$ , referente a saldos de ativos não circulante junto a controladora VCSA. c) Compra de ações Em 20 de janeiro de 2014, a Companhia recomprou ações de sua emissão detidas pelo Banco Votorantim S.A. e suas entidades financeiras, para manutenção em tesouraria. A quantidade de ações adquiridas foi , sendo ações ordinárias e ações preferenciais. O custo unitário da ação foi de R$ 214 reais, totalizando R$ * * * 58 de 58
Eólica Faísa V Geração e Comercialização de Energia Elétrica S.A.
Balanço patrimonial em 31 de dezembro Ativo 2012 2011 Passivo e patrimônio líquido 2012 2011 (Não auditado) (Não auditado) Circulante Circulante Caixa e equivalentes de caixa (Nota 4) 415 7 Fornecedores
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