Aula nº. 255 a 256 AGRAVO INTERNO

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1 Página1 Curso/Disciplina: Direito Processual Civil (NCPC) Aula: Agravo Interno 255 e 256 Professor(a): Edward Carlyle Monitor(a): Sarah Padilha Gonçalves Aula nº. 255 a Generalidades e Cabimento AGRAVO INTERNO Agravo interno é o recurso cabível contra as decisões unipessoais proferidas em tribunal, sejam elas proferidas pelo relator, sejam elas proferidas por Presidente ou Vice-Presidente do tribunal. Encontra previsão no art do CPC: Art Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. O agravo interno é cabível igualmente no âmbito dos Juizados Especiais, mais propriamente de decisão proferida por relator em Turma Recursal (Enunciado 464, FPPC) Enunciado 464 do Fórum Permanente de Processualistas Civis: "A decisão unipessoal (monocrática) do relator em Turma Recursal é impugnável por agravo interno". Embora o art , CPC, apenas se refira à decisão do relator, também cabe agravo interno contra decisão proferida por Presidente ou Vice-Presidente do tribunal: a) o art. 39 da Lei n /1990 expressamente prevê essa possibilidade; b) decisão do Presidente ou Vice-Presidente de tribunal que negar seguimento a recurso extraordinário que trate de controvérsia a que o Supremo Tribunal Federal tenha negado a repercussão geral (art , I, "a", e 2, CPC); c) decisão do Presidente ou Vice-Presidente de tribunal que negar seguimento a recurso extraordinário ou a recurso especial interposto contra acórdão em conformidade com o precedente de repercussão geral ou de recurso especial em questão repetitiva (art , I, "a" e "b", e 2, CPC); d) decisão do Presidente ou Vice-Presidente de tribunal que sobrestar o recurso que versar sobre controvérsia de caráter repetitivo ainda não decidida por tribunal superior (art , III, e 20, CPC); e) decisão do Presidente ou Vice-Presidente de tribunal que indeferir o requerimento a que alude o 6 do art do CPC (art , 7, CPC); f) decisão do Presidente ou Vice-Presidente de tribunal que indeferir o requerimento a que alude o 2 do art do CPC (art , 30, CPC); g) o art do CPC, que cuida da unificação do prazo do agravo interno, fala em "outra decisão unipessoal" proferida em tribunal (além da do relator).

2 Página2 OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: Como bem doutrina Fredie Didier, o CPC-2015 avança muito no ponto, quando trata do Agravo Interno. O Novo CPC: a) unifica o regramento do tema, antes espalhado por toda a legislação; b) confere ao agravo interno uma dignidade normativa até então inexistente: o agravo interno era estudado juntamente com o agravo de instrumento, como se fosse espécies de um mesmo gênero, embora a semelhança entre eles se restringisse ao prenome; c) encerra as polêmicas sobre o cabimento de agravo interno contra essa ou aquela decisão de relator: ressalvada expressa regra especial, cabe agravo interno contra qualquer decisão de relator ou Presidente ou Vice Presidente do tribunal; assim, caberá agravo interno contra decisão do relator em qualquer causa que tramite no tribunal, seja um recurso, uma remessa necessária ou uma causa de competência originária (art. 937, 3º, CPC, para o último caso). 2. Prazo O agravo interno deve ser interposto no prazo de quinze dias. Este prazo decorre na uniformação dos prazos de Agravo trazida pela redação do art do CPC Art É de 15 (quinze) dias o prazo para a interposição de qualquer agravo, previsto em lei ou em regimento interno de tribunal, contra decisão de relator ou outra decisão unipessoal proferida em tribunal. A Fazenda Pública (art. 183, CPC), o Ministério Público (art. 180, CPC) e a Defensoria Pública (art. 186, CPC) dispõem de prazo de dobro para o agravo interno. Nesse sentido, o enunciado 116 da Súmula do STJ: Súmula 116, STJ: A Fazenda Pública e o Ministério Público têm prazo em dobro para interpor agravo regimento no Superior Tribunal de Justiça. JURISPRUDÊNCIA O prazo em dobro previsto para a Fazenda Pública, para o Ministério Público e para a Defensoria Pública não se aplica quando a lei estabelecer prazo próprio ou específico para cada um deles. É o caso do agravo interno contra a decisão do presidente do tribunal que indefere pedido de suspensão de segurança. Nesse caso, só quem pode agravar é o requerente, que será ou a Fazenda Pública ou o Ministério Público. O prazo para o agravo será, nessa hipótese, simples, e não em dobro'. (STF, Pleno, SS n AgR-AgR/PE, rel. Min. Maurício Corrêa, j. em , DJ de , p. 10; STF, Pleno, SS n ED, rel. Min. Cezar Peluso (Presidente), j. em , DJe de ; STF, Pleno, SL n. 172 AgR-ED, rel. Min. Cezar Peluso (Presidente), j. em , DJe de )

3 Página3 3. Procedimento de julgamento O agravo interno será dirigido ao relator, que poderá retratar-se; antes de retratar-se, terá o relator de ouvir a parte agravada, que apresentará as suas contrarrazões no prazo, nos termos do art , 2º: 2º O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta. Após oportunizar o contraditório, o relator levará o recurso para ser julgado pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta (art , 2º, parte final, CPC) a REGRA É NOVA: ao tempo do CPC-1973, o agravo interno era levado para julgamento, sem inclusão em pauta. O 2º do art esclarece, também, que o agravo interno não pode ser julgado monocraticamente pelo relator: ele será sempre julgado pelo órgão colegiado a que pertence o relator. O agravo interno somente deve ser julgado pelo relator se este resolver retratar-se. Interposto o agravo interno, há dois caminhos possíveis: - ou o relator retrata-se, podendo fazê-lo por decisão isolada; - ou o leva a julgamento pelo colegiado, no qual poderá ser mantida ou reformada a decisão do relator. Quando o relator incluir o agravo interno em pauta, isso não quer dizer que seu voto já será contrário ao agravante. Ele pode retratar-se em decisão isolada, mas pode levar para julgamento do colegiado um voto favorável ao agravante. De todo modo, se for para julgar contrariamente ao agravante, não poderá fazê-lo por decisão isolada. Sua decisão isolada somente poderá ser proferida no caso de retratar-se. Cabe SUSTENTAÇÃO ORAL no julgamento do agravo interno interposto contra decisões de relator que extingam processos de competência originária de tribunal, como a ação rescisória, o mandado de segurança e a reclamação (art. 937, 3, CPC). No caso de agravo interno contra decisão de relator proferida em julgamento de recurso (inclusive remessa necessária), não se permite a sustentação oral. Art (...) 3º Nos processos de competência originária previstos no inciso VI, caberá sustentação oral no agravo interno interposto contra decisão de relator que o extinga. O órgão colegiado NÃO PODE REJEITAR O AGRAVO INTERNO, com fundamentação que se limite a reproduzir os fundamentos da decisão agravada (art , 3, CPC). O dispositivo ratifica a exigência de um cumprimento qualificado, pelo órgão julgador, do seu dever de motivar, tal como prescreve o -1 0 do art. 489 do CPC. 3º É vedado ao relator limitar-se à reprodução dos fundamentos da decisão agravada para julgar improcedente o agravo interno.

4 Página4 Há uma correlação entre a exigência de impugnação especificada e o dever de fundamentação qualificada. 4. Agravo interno manifestamente inadmissível ou manifestamente improcedente Se o órgão colegiado considerar, POR UNANIMIDADE, o agravo interno manifestamente inadmissível ou manifestamente improcedente,, condenará o agravo ao pagamento de MULTA entre um e cinco por cento do valor da causa (art. 1021, 4 ), condicionando a interposição de novo recurso ao respectivo depósito (art. 1021, 5 ). O beneficiário da gratuidade da justiça e a Fazenda Pública estão, porém, dispensados desse depósito prévio (art , 5, parte final, CPC). 4º Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em VOTAÇÃO UNÂNIME, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa. 5º A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao depósito prévio do valor da multa prevista no 4o, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que farão o pagamento ao final. 5. Agravo Interno e a e a regra de respeito à ordem de cronológica de conclusão O julgamento do agravo interno fica fora do âmbito de incidência da regra fundamental de observância da ordem cronológica de conclusão (art. 12, 2, VI, CPC). Art. 12. Os juízes e os tribunais atenderão, preferencialmente, à ordem cronológica de conclusão para proferir sentença ou acórdão. (...) 2 o Estão EXCLUÍDOS da regra do caput: I - as sentenças proferidas em audiência, homologatórias de acordo ou de improcedência liminar do pedido; II - o julgamento de processos em bloco para aplicação de tese jurídica firmada em julgamento de casos repetitivos; III - o julgamento de recursos repetitivos ou de incidente de resolução de demandas repetitivas; IV - as decisões proferidas com base nos arts. 485 e 932; V - o julgamento de embargos de declaração; VI - o julgamento de agravo interno; VII - as preferências legais e as metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça; VIII - os processos criminais, nos órgãos jurisdicionais que tenham competência penal; IX - a causa que exija urgência no julgamento, assim reconhecida por decisão fundamentada. A exceção é justificável: o caso já foi julgado; o agravo interno leva a questão para a revisão do colegiado a que pertence o relator; ademais, como se viu, os casos em que se permite a decisão do relator também estão fora da incidência da regra de observância da ordem cronológica, ou por não ser decisão final, ou por não tratar do mérito, ou por resultar da aplicação do art. 932 do CPC; em todos esses casos, não há observância da ordem cronológica (art. 12, caput, 2, IV, CPC), natural que o julgamento do agravo interno, verdadeiro prolongamento do julgamento feito unipessoalmente pelo relator, também estivesse.

5 Página5 6. Fungibilidade entre o Agravo Interno e os Embargos de Declaração Do 3º do art do CPC se extrai uma regra de fungibilidade entre os embargos de declaração e o agravo interno. Art (...) 3º O órgão julgador conhecerá dos embargos de declaração como agravo interno se entender ser este o recurso cabível, desde que determine previamente a intimação do recorrente para, no prazo de 5 (cinco) dias, complementar as razões recursais, de modo a ajustá-las às exigências do art , 1º. Caso entenda que o recurso cabível é o agravo interno, e não os embargos de declaração, o órgão julgador conhecerá desses como se fossem agravo interno, desde que determine previamente a intimação do recorrente para, no prazo de cinco dias, complementar as razões recursais, de modo a ajustá-las às exigências do art , 1, que, conforme visto, exige impugnação especificada da decisão agravada pelo recorrente. A regra concretiza os princípios da boa-fé, cooperação e contraditório, constituindo mais uma hipótese de vedação à decisão-surpresa.

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