1ª REPÚBLICA CARACTERÍSTICAS E REVOLTAS

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1 1ª REPÚBLICA CARACTERÍSTICAS E REVOLTAS

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5 REVOLTAS REPÚBLICANAS REVOLTA DA VACINA. REVOLTA DA CHIBATA CANUDOS CANGAÇO CONTESTADO

6 Introdução A República Oligárquica foi um período turbulento, várias revoltas sacudiram o país. No geral, essas revoltas mostravam insatisfação diante de um sistema de governo que alterava muito pouco as condições de vida da população. Entre as principais estão: Guerra de Canudos, Guerra do Contestado, Revolta da Vacina, Revolta da Chibata, Cangaço e Tenentismo.

7 Guerra ou Revolta da Vacina(RJ 1904) No Rio de Janeiro, já não havia muitos ratos e mosquitos transmissores de doenças, como febre amarela, peste bubônica e varíola. Modernização do Rio de Janeiro. Destruição de cortiços e favelas, ampliação das avenidas, construção de novos prédios inspirando-se em Paris. Expulsão de comunidades pobres das regiões centrais, para morros e o subúrbio, alta do custo de vida.

8 Guerra Ou Revolta da Vacina (RJ 1904) Imagem: A Revista da Semana, publicada em 27/11/1904 / Public Domain

9 Guerra ou Revolta da Vacina o diretor de Saúde Pública, Oswaldo Cruz, convenceu o presidente a decretar a lei da vacinação obrigatória contra a varíola. A população não foi esclarecida sobre a necessidade da vacina. A sociedade reagiu à vacina obrigatória. Durante o conflito, um grupo de partidários radicais do Mal, denominados jacobinos florianistas tenta tomar o poder, não obtendo resultados satisfatórios O governo decretou estado de sítio, reprimiu e perseguiu violentamente os revoltosos. O regulamento da vacina foi alterado, tornando facultativa sua aplicação.

10 Guerra ou Revolta da Vacina Imagem: Oswaldo Pinto Cruzis Filho, médico brasileiro ( ) / Autor: Desconhecido / public domain.

11 Guerra ou Revolta da Vacina O governo decretou estado de sítio, reprimiu e perseguiu violentamente os revoltosos. O regulamento da vacina foi alterado, tornando O regulamento da vacina foi alterado, tornando facultativa sua aplicação.

12 Guerra ou Revolta da Vacina Imagem: Capa da Revista da Semana sobre a Revolta da Vacina, outubro de 1904 / Autor: Deconhecido / public domain. Imagem: Bonde virado na Revolta da VACINA/ A Revista da Semana, publicada em 27/11/190/ disponibilizado por Meloaraujo/ Domínio Publico.

13 REVOLTA DA CHIBATA Ocorreu na cidade do Rio de Janeiro em Antecedentes: - Punições físicas: eram uma prática comum no período dentro da Marinha brasileira, quando os marinheiros desobedeciam era castigados. - Baixos salários: O marinheiros além de castigados recebiam um baixo salário por todo o intenso trabalho realizado nos encouraçados brasileiros. - Má alimentação e trabalho excessivo. Estopim: - Por apresentar-se fora dos padrões ao serviço o marinheiro Marcelino Menezes recebeu centenas de chibatadas a mais que as determinadas pela marinha na frente de seus companheiros, tal fato serviu de motivo para os marinheiros se rebelarem contra tudo que acontecia. A liderança: -João Candido, almirante negro da marinha, foi o líder da Revolta da chibata e realizou um anuncio no rádio em nome dos marinheiros, ameaçando um bombardeio a capital RJ e o ataque a embarcações ancoradas, casa o Governo, na época Hermes da Fonseca, não atendessem as reivindicações.

14 REVOLTA DA CHIBATA As reivindicações: - Fim das punições físicas. - Melhores salários, alimentação e condições de trabalho. - Fim do trabalho excessivo. Resultado: - Afim de solucionar o problema Hermes da Fonseca aceitou a negociação e garantiu que a reivindicações seriam atendidas e que os revoltosos não seriam punidos. - Os marinheiros se desmobilizaram, deram fim a revolta e aguadaramas decisões se cumprirem. - Desfeito o movimento dois dias depois o governo voltou atrás em sua palavra. Prendeu participantes da revolta, fuzilou líderes e outros foram deportados para o Acre para participar no trabalho forçado da extração de Látex.

15 Guerra de Canudos (BA ) Enquadra-se nos denominados movimentos messiânicos. O termo é usado para dar nome aos movimentos sociais nos quais milhares de sertanejos fundaram comunidades comandadas por um líder religioso. Surgiu em áreas rurais pobres atingidas pela miséria. Os principais componentes eram a religiosidade popular do sertanejo e seu sentimento de revolta. Antônio Vicente Mendes Maciel (Antônio Conselheiro) foi o líder.

16 Guerra de Canudos (BA ) Imagem: Mapa de Canudos / Autor: Rsabbatini /GNU Free Documentation License. Imagem: Desenho de Angelo Agostini, Antônio Conselheiro rechaça a República, in:revista Ilustrada c / Autor: Angelo Agostini ( ) / public domain.

17 Causas da Guerra de Canudos Concentração fundiária. Miséria e fome da população sertaneja. superexploração do trabalhador rural. Seca e aumento de imposto. Camponeses seguem Antônio Conselheiro, formando o Arraial de Canudos (ou Arraial do Belo Monte), no interior da BA.

18 Canudos antes do conflito Imagem: O arraial de Canudos / Autor: Desconhecido / public domain.

19 Guerra de Canudos (BA ) Imagem: Rebeldes de Canudos / Autor: Flávio de Barros / public domain. Imagem: Vila de Canudos / Autor: Rsabbatini / public domain.

20 Comunidade forma um Estado paralelo à República, abandonando as fazendas, deixando de pagar o dízimo e os impostos republicanos, os sertanejos deslocam-se para Canudos. Governo republicano + Coronéis + Igreja unem-se contra Canudos. Os principais jornais da capital difamam Canudos, associando àquela cidade ao retorno da monarquia. (Sebastianismo). Após 4 expedições militares, Canudos é massacrada. A obra literária que retrata o conflito: Os Sertões de Euclides da Cunha.

21 Guerra de Canudos (BA ) Imagem: O 40º Batalhão de Infantaria, da província do Pará, em Canudos, 1897 / Autor: Flávio de Barros / public domain.

22 Imagem: A única foto conhecida de Antônio Conselheiro, místico rebelde e líder espiritual do arraial de Canudos ( ) / Autor: Flávio de Barros / public domain. Imagem: Caricatura de Euclides da Cunha / Autor: Ra aul Pederneiras / public domain.

23 Cangaço ( ) Ocorreu, por cerca de setenta anos, no sertão do Nordeste do Brasil. Para alguns pesquisadores, ele foi uma forma pura e simples de banditismo e criminalidade. Para outros, foi uma forma de banditismo social. Caracterizava-se por ações violentas de grupos ou indivíduos isolados: assaltavam fazendas, sequestravam coronéis (grandes fazendeiros) e saqueavam comboios e armazéns. Os cangaceiros não tinham moradia fixa: viviam perambulando pelo sertão, praticando tais crimes, fugindo e se escondendo.

24 Cangaço Imagem: Mapa de atuação do Cangaço, na Região Nordeste do Brasil ( ) / Autor: André Koehne / GNU Free Documentation License. Imagem: Retratos do cangaço / Autor: Benjamin Abraão Botto / public domain.

25 Causas do Cangaço ( ) Miséria e fome da população do Semiárido nordestino. Má distribuição de terras. Descaso do Estado e dos coronéis para com os mais pobres. Violência dos coronéis sobre os pobres. Mito do Robin Hood.

26 Cangaço Imagem: O encontro de Abrahão com o bando de Virgulino, em foto tirada pelo cangaceiro Juriti / Autor: Benjamin Abraão Botto / public domain. Imagem: Cangaceiros Dadá (Sérgia Ribeiro) e Corisco / Benjamin Abrahão Botto / public domain.

27 Lampião (o rei do Cangaço) O cangaceiro mais famoso foi Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião", denominado o "Senhor do Sertão" e também "O Rei do Cangaço. Por parte das autoridades e de suas vítimas, Lampião simbolizava a brutalidade, o mal, uma doença que precisava ser cortada. Para uma parte da população do sertão ele encarnou valores como a bravura, o heroísmo e o senso da honra. Em 28/06/1938, na localidade de Angicos, Sergipe, Lampião foi morto junto com sua mulher, Maria Bonita e outros cangaceiros de seu bando pela polícia volante.

28 Cangaço Imagem: Virgulino Ferreira da Silva - Lampião / Autor: Benjamin Abraão Botto / public domain. Imagem: Retratos do cangaço - Maria Bonita / Autor: Benjamin Abraão Botto / public domain.

29 Fim do Cangaço O bando de Lampião teve suas cabeças decepadas e expostas em locais públicos, pois o governo queria assustar e desestimular esta prática na região. Os cangaceiros foram perseguidos pela polícia volante e exterminados um a um. Eram os únicos que despertavam medo nos coronéis, justamente por não terem perspectiva de melhorar sua condição e, portanto, não precisar temer o desrespeito das leis vigentes Cangaceiros: bandidos ou heróis?

30 Fim do Cangaço Imagem: Imagem oficial da degola do bando de Lampião / Autor: Desconhecido / public dormain. Imagem: Impresso do Governo do Estado da Bahia (Brasil), anunciando uma recompensa pela captura do bandido Lampião, 1930 / Autor: Desconhecido - Digitalizado da Revista da UnB / public domain.

31 Guerra do Contestado (SC/PR ) Líder: Monge José Maria, após sua morte, o monge João Maria (Miguel Lucena Boaventura) foi o líder. Causas: exploração de camponeses, concessão de terras e benefícios para empresas inglesas e americanas que provocaram a expulsão e marginalização de pequenos camponeses para construir a ferrovia São Paulo-Porto Alegre. Origem do nome: região contestada entre os estados de Santa Catarina e Paraná.

32 HISTÓRIA -3º Ano do Ensino Médio As contestações da República Oligárquica: Canudos, Contestado, Cangaço e Guerra da Vacina Guerra do Contestado (SC/PR ) Imagem: Marcos históricos da Guerra do Contestado. (Museu do Contestado) / Autor: Edson L. Pedrassani / GNU Free Documentation License.

33 Imagem: Bandeira da "Monarquia Celestial". Branca com uma cruz verde, evoca os estandartes das antigas ordens monástico militares como as dos templários / Autor: E2m / public domain.

34 Guerra do Contestado (SC/PR ) José Maria reuniu mais de 20 mil sertanejos e fundou com eles alguns povoados que compunham a chamada Monarquia Celeste. A monarquia do Contestado tinha um governo próprio e normas igualitárias, não obedecendo às ordens emanadas das autoridades da república. Os sertanejos do Contestado foram violentamente perseguidos pelos coronéis-fazendeiros e pelos donos das empresas estrangeiras, com o apoio das tropas do governo. Assim como Canudos, os participantes foram violentamente massacrados.

35 Guerra do Contestado (SC/PR ) Imagem: Monument - Contestado Museum - Caçador - SC Brazil / Autor Edson L. Pedrassani / GNU Free Documentation License. Imagem: Fotografia do Cemitério do Contestado, em Santa Catarina / Autoria e disponibilização por J.M.Guimarães / Domínio Público.

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