P.º R. P. 314/2004 DSJ-CT

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "P.º R. P. 314/2004 DSJ-CT"

Transcrição

1 P.º R. P. 314/2004 DSJ-CT - Transmissão por morte. Títulos para registo emitidos em país estrangeiro: testamento e Declaração notarial do direito sucessório e deferimento da herança lavrados por notário holandês. Tradução dos documentos escritos em língua estrangeira. Direito aplicável (normas de conflitos). Lei reguladora da sucessão mortis causa. Conformidade substantiva dos documentos passados no estrangeiro com a lei local. I Em 15 de Outubro de 2004, sob a Ap. 20, foi requerido na Conservatória do Registo Predial o registo de aquisição dos prédios descritos sob os números 01220/ e 00683/991125, das freguesias de e, respectivamente, prédios que, de acordo com a declaração complementar inserta no verso da requisição, vieram à posse da recorrente por força do testamento deixado pelo marido Larry, falecido em 2 de Abril de Instruíram o pedido: cópias autenticadas do testamento e da declaração de direito sucessório e deferimento da herança, lavrados por notário holandês, bem como das respectivas traduções para a língua portuguesa; duplicado da participação de transmissões gratuitas e declaração de actualização do prédio na matriz, apresentados em 23/09/04 e 1/06/04 na Repartição de Finanças de ; certidão comprovativa da isenção do imposto de selo e certidão de teor matricial, emitidas em 28/09/04 e 15/10/04, respectivamente, pelo mesmo Serviço. 1 O registo foi efectuado, provisoriamente por dúvidas, a favor de Maria C, por sucessão hereditária. Os motivos determinantes dessas dúvidas residem, conforme se refere no competente despacho, datado de 29/10/04, na falta de certificação efectuada pelo agente diplomático ou consular do país da lei pessoal do autor da herança, lei holandesa, de que o documento apresentado, declaração notarial de direito sucessório e de deferimento da herança, comprova a habilitação, uma vez que o conservador não conhece o direito internacional privado, sucessório e notarial estrangeiro aplicável, e parecendo-nos existir contradição entre o testamento em que se institui herdeiro de todos os bens o cônjuge do testador, e a habilitação, onde por um lado refere-se que o testador deixa toda a herança ao cônjuge e a um filho do 1.º casamento e por outro diz-se que deixou toda a herança ao cônjuge, e apesar de o documento apresentado conter a apostilha, esta apenas certifica a sua validade formal e não material.. E ainda no facto do testamento apresentado não estar traduzido em conformidade com a lei notarial e não ter sido junta certidão de nascimento do sujeito activo, cujo estado civil não consta do título. 1

2 Como fundamentação legal foram invocados os artigos 68.º, 70.º, 43.º, n.º 3, 44.º, n.º 1, alínea a) e 46.º, n.º 1, alínea a), todos do Código do Registo Predial, e 348.º do Código Civil. 2 Em exposição endereçada à Sr.ª Conservadora a quo equiparada para os devidos efeitos à interposição de recurso hierárquico a interessada no registo relata as diligências a que procedeu com vista à efectivação do mesmo, referindo, a propósito, que havia já conseguido realizar o mesmo tipo de registo noutra conservatória, instruindo-o com os mesmos documentos estrangeiros ora juntos, sem que tivessem então sido levantadas quaisquer objecções. Propõe-se sanar as dúvidas relativas à prova do seu estado civil, mediante a junção da sua certidão de nascimento se tal for o único impedimento para a efectivação dos registos.. Entende que não está em causa a validade formal da intitulada Declaração Notarial de Direito Sucessório e Deferimento da Herança, suportada pelo testamento, porque foi lavrada por Notário competente, conforme certifica a respectiva Apostilha. Quanto à sua validade material, posta em causa pela suposta contradição patenteada no texto respectivo segundo o qual o testador não introduziu alterações na sucessão legitimária, sendo, portanto, seus herdeiros o filho e a esposa (segunda), deixando a esta, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art.º 1157.º do Código Civil dos Países Baixos, todo o activo e passivo da sua herança, é de parecer que tal contradição só poderá existir face ao disposto no direito civil português. E deixa as seguintes interrogações: A quem competirá confirmar o disposto no direito internacional privado? ; Porventura o testamento também deveria ser certificado por Apostilha. Mas não bastará a referida Declaração para comprovar o direito à herança?. 3 No despacho de sustentação das dúvidas apostas à efectivação do registo, reafirmam-se as razões antes invocadas, relevando os pontos seguintes: a apresentação de documento emitido pelo agente diplomático ou consular do país da lei pessoal do autor da sucessão, a comprovar que o documento conhecido por declaração notarial do direito sucessório e deferimento da herança constitui prova de que a requerente nele identificada é a única herdeira do falecido, dispensará o conhecimento pela conservatória do direito internacional privado e sucessório estrangeiro aplicável; o testamento apresentado não foi traduzido nos termos prescritos no art.º 44.º, n.º 3 do Código do Notariado, nem contém a Apostilha que suprimiria a exigência da legalização diplomática ou consular dos actos públicos estrangeiros, bem como a sua regularidade formal; 2

3 a certidão de nascimento poderá ser apresentada apenas com o pedido de conversão do registo. Além de se trazer à colação, em apoio à orientação adoptada, o entendimento veiculado pelo parecer do Conselho Técnico da Direcção Geral dos Registos e do Notariado, emitido no P.º R. P. 176/2001 DSJ-CT, publicado no B.R.N., II, n.º 4/ Exposta a situação, tendo presente que o processo é próprio e válido, que não há nulidades, excepções ou questões prévias impeditivas do conhecimento do mérito e que foi tempestiva a impugnação da decisão do conservador, importa que nos pronunciemos, em cumprimento de determinação superior, sobre o problema suscitado. II Começamos, naturalmente, pelos documentos que instruíram o registo em apreço e sobre os quais recaem as dúvidas antes expostas. 1 Documentos passados no estrangeiro Os documentos passados no estrangeiro em conformidade com a lei local fazem prova como o fariam os documentos da mesma natureza exarados em Portugal; caso não estejam legalizados nos termos da lei processual, pode ser exigida a sua legalização, quando houver fundadas dúvidas sobre a sua autenticidade ou sobre a autenticidade do reconhecimento. Esta a doutrina que resulta do estatuído no art.º 365.º do Código Civil, e que mereceu acolhimento no art.º 44.º, n.ºs 1 e 2 do Código do Notariado, relativo à utilização desses documentos na instrução de actos notariais. A legalização dos documentos em causa, a que os citados preceitos se reportam, processa-se em conformidade com o estabelecido no n.º 1 do art.º 540.º do Código do Processo Civil, ou seja, mediante o reconhecimento da assinatura do funcionário público pelo agente diplomático ou consular português no Estado respectivo e a autenticação da assinatura deste agente com o respectivo selo branco consular. A menos que esses documentos tenham emanado de países signatários ou aderentes à Convenção da Haia de 5 de Outubro de 1961 (Dec.-Lei n.º 48450, de 24/06/68), ratificada por Portugal (conforme aviso publicado no Diário do Governo de 28/02/69), casos em que a legalização é feita por Apostilha, nos termos do art.º 3.º da referida Convenção. 1 Mas não é a legalização de tais documentos, operada por qualquer um dos dois modos a que acabámos de nos referir, que poderá comprovar o preenchimento do requisito 1 A legalização por Apostilha, relativamente aos documentos emitidos pelas autoridades portuguesas para produzirem os seus efeitos em países signatários ou aderentes à Convenção, é da competência da Procuradoria-Geral da República ou dos Procuradores junto das Relações, conforme o caso, de acordo com o despacho do Ministro da Justiça de 10/02/69. Cfr. A.M. Borges de Araújo, in Prática Notarial, 4.ª edição, pág. 46, nota 1 de rodapé. 3

4 que, legalmente, parece condicionar a sua equivalência aos documentos da mesma natureza exarados em Portugal, requisito esse que se analisa na conformidade dos mesmos com a lei do país que os emitiu. A não ser que o oficial público português a quem, para os devidos efeitos, os documentos em apreço são apresentados tenha suficiente conhecimento da lei do país que os emitiu conhecimento que, de resto, não lhe será, em princípio, exigível. 2 Tal legalização é garantia apenas da regularidade formal dos documentos a ela submetidos. Refira-se, a propósito, que esses documentos, legalizados ou não, desde que sejam apresentados, para quaisquer efeitos legais, em Portugal, ficam sujeitos ao pagamento de imposto de selo, consoante decorre do estatuído no art.º 4.º, n.º 2, alínea a), do Código do Imposto de Selo, constituindo-se a respectiva obrigação tributária no momento da sua apresentação junto das autoridades competentes (art.º 5.º, alínea d). No caso em análise, a designada Declaração Notarial de Direito Sucessório e Deferimento da Herança encontra-se legalizada por apostilha. O imposto de selo relativo ao testamento, na importância de 25 euros, conforme a verba 15.6 da Tabela Geral do Imposto de Selo, mostra-se cobrado; o mesmo não sucedendo quanto à verba 15.1 da mesma Tabela, relativamente à referida Declaração Notarial. 2 Tradução A circunstância dos documentos a que nos temos vindo a referir estarem escritos em língua estrangeira implica que, para poderem ser utilizados, se proceda à respectiva tradução. De acordo com o preceituado no art.º 43.º, n.º 3, do Código do Registo Predial, só podem ser aceites os documentos escritos em língua estrangeira, quando traduzidos nos termos da lei notarial, cuja disciplina jurídica, no que concerne às entidades com legitimidade para tal, se acha contida no n.º 3 do art.º 44.º do Código do Notariado e ainda no art.º 5.º do Dec.-Lei n.º 237/2001 3, de 30 de Agosto ( ex vi do seu art.º 6.º). 4 2 Refere, a propósito, no que, em especial, concerne aos serviços notariais, Borges de Araújo cit., in ob. cit., pág. 47: Pela forma como a nossa lei está redigida parece que o notário só pode legalmente ter dúvidas sobre a autenticidade do documento se ele não contiver reconhecimento notarial português. Se o tiver, a autenticidade existe para a lei portuguesa, o que significará que para ela autenticidade e conformidade são uma e a mesma coisa. E por isso ao notário será defeso ter dúvidas sobre a conformidade com a lei local de documento passado no estrangeiro, quando ele contiver uma apostilha ou reconhecimento consular, que são as formalidades estabelecidas para a legalização.( ) A. legalização, seja por reconhecimento consular ou por apostilha, não assegura a conformidade do documento com a lei local. No entanto o notário nada tem a ver com a solução consagrada na lei. E daí que tenha de aceitar um documento que poderá ser inválido na origem, sem que o possa verificar 3 Trata-se do diploma que, em obediência ao anunciado propósito de simplificar a actividade notarial e na prossecução dos objectivos assumidos quanto à introdução de formas alternativas de atribuição de valor 4

5 Resulta do primeiro que a tradução pode ser feita por: notário português; consulado português no país onde o documento foi passado; consulado desse país em Portugal; ou ainda, tradutor idóneo que, sob juramento ou compromisso de honra, afirme, perante o notário ser fiel a tradução 5 6. E ainda, por virtude do segundo, pelas câmaras de comércio e indústria, reconhecidas nos termos do Dec.-Lei n.º 244/92, de 29/10, e por advogados e solicitadores. E é o art.º 172.º do Código do Notariado que dispõe sobre o modo como se fazem e em que consistem as traduções. Assim, a tradução compreende a versão para a língua portuguesa do conteúdo integral do documento escrito numa língua estrangeira, e, além dos requisitos comuns de qualquer certificado ou certidão a que se refere o n.º 1 do art.º 160.º (designação do serviço emitente, numeração das folhas, data e lugar em que foram passadas e a rubrica e assinatura do notário) deve conter: a indicação da língua em que está escrito o texto original e a declaração de que o mesmo foi fielmente traduzido. Caso a tradução tenha sido feita por tradutor ajuramentado, deve mencionar-se, em certificado aposto na própria tradução ou em folha anexa, a forma como ela foi feita, assim como a afirmação do tradutor perante o notário, sob juramento ou compromisso de honra, de que a tradução é fiel. A par destes requisitos e por força da remissão imposta pelo n.º 4 do citado art.º 172.º, a tradução deve ainda incluir a declaração de conformidade com o original, a transcrição de legalizações ou reconhecimentos feitos por funcionários portugueses; a menção das estampilhas e verbas de pagamento do imposto de selo que constem do original e das irregularidades ou deficiências constantes do texto que viciem o acto ou o documento, além da transcrição das contas, averbamentos e cotas de referência nele insertos. probatório a documentos, veio permitir às câmaras de comércio e indústria e aos advogados e solicitadores a tradução ou a certificação da tradução de documentos. 4 Já quanto à tradução de documentos escritos em língua estrangeira que sejam juntos a processos pendentes em tribunais, é o art.º 140.º do Código do Processo Civil que regula, podendo o juiz oficiosamente ou a requerimento de alguma das partes exigir que o representante junte a tradução, e ordenando, quando a idoneidade desta lhe suscite dúvidas, que lhe seja junta tradução feita por notário ou autenticada por funcionário diplomático ou consular do Estado respectivo; caso se revele impossível obter a tradução ou na falta de cumprimento tempestivo da sua determinação, pode o juiz incumbir da tradução um perito designado pelo tribunal. 5 Vide Manual de Direito Notarial, 3.ª edição, de Fernando Neto Ferreirinha e Zulmira Neto Lino da Silva, pág.688: Os tradutores não são tradutores oficiais, sendo normalmente nomeados por indicação dos interessados. De contrário, não se justificava o juramento ou o compromisso de honra que lhes é exigido.. 6 Borges de Araújo, ob. cit., pág. 50: O documento original escrito em língua estrangeira e a sua tradução devem ser anexados, presos um ao outro, ficando a constituir um todo inseparável. Só assim se assegura que o original fique permanentemente a instruir a sua tradução, permitindo em qualquer momento verificar a fidelidade desta. A certeza da tradução e os interesses das partes assim o exigem.. 5

6 A tradução tem, pois, a natureza de um certificado de teor que abrange a tradução propriamente dita (versão integral do texto original), obedecendo também aos requisitos especiais e comuns das certidões e certificados. 7 8 No caso sub judice, a tradução dos documentos escritos em língua estrangeira que instruiu o registo foi feita por tradutora ajuramentada pelo tribunal de Círculo de, como consta do carimbo aposto na sua assinatura. E, mesmo que se aceitasse a idoneidade da sua intervenção num documento cuja legalização pela Apostilha da Convenção de Haia se mostra efectuada em data posterior àquela em que a tradução foi feita, certo é que esta não obedece a nenhuma das formas previstas na nossa lei notarial, não preenchendo, assim, o requisito condicionante da aceitação dos documentos escritos em língua estrangeira na instrução de actos de registo predial, consoante decorre expressamente do mencionado artigo 43.º, n.º 3: Justificam-se, deste modo, as dúvidas levantadas por tal razão. 3 Lei aplicável. De acordo com o disposto no art.º 43.º, n.º 1, do Código do Registo Predial, só podem ser registados os factos constantes de documentos que legalmente os comprovem, postulando, assim, o conhecimento da legislação aplicável, quer no que respeita à forma da declaração negocial e à capacidade dos contraentes, quer no que toca ao regime jurídico aplicável à situação real, consoante a mesma ocorra no âmbito dos direitos reais, da sucessão mortis causa ou das relações matrimoniais. E se esse conhecimento é relativamente acessível quando os problemas emergem de relações privadas pertencentes à esfera jurídica interna de um só Estado, o mesmo não sucede quando essas relações, por virtude de qualquer dos seus elementos nacionalidade, residência ou domicílio dos sujeitos ou localização das coisas a que respeitam apresentam conexões com diferentes sistemas de direito, como fenómenos que são do comércio jurídico internacional, de resto, em crescimento constante. 7 Borges de Araújo ob. e pág. cits.: Duas partes bem distintas, que passam a formar um todo e que darão origem a procedimentos diferentes, consoante a tradução for feita por notário ou por tradutor ajuramentado. No primeiro caso o notário tudo certificará traduzindo e dando autenticidade ao documento. Se a tradução for feita por tradutor ajuramentado, as declarações referentes à tradução propriamente dita serão da responsabilidade do tradutor, cabendo ao notário certificar então, somente, as transcrições e menções a que a lei obriga para além da versão da língua, matéria que já não é tradução.. 8 Quando os documentos escritos em língua estrangeira se destinem à instrução de processos pendentes nos tribunais, o juiz oficiosamente ou a requerimento de alguma das partes pode ordenar que o apresentante junte a respectiva tradução, que, em caso de dúvidas fundadas sobre a sua idoneidade, deve ser feita por notário ou autenticada por funcionário diplomático ou consular do Estado respectivo; na impossibilidade de a obter ou de a apresentar no prazo fixado, pode a tradução ficar a cargo de perito designado por tribunal. (art.º 140.º do Código do Processo Civil). 6

7 Determinar, em função das conexões reveladas pelos diversos elementos da situação de facto, qual a legislação, das várias em confronto, que há-de ser chamada a regular as questões suscitadas pelas relações privadas internacionais, é tarefa da responsabilidade do Direito Internacional Privado que, através das suas regras de conflitos, se propõe, justamente, resolver um problema de concurso entre preceitos jurídico-materiais procedentes de diferentes sistemas de direito. A função de tais normas é meramente instrumental, já que não visam elas próprias compor os conflitos de interesses entre os indivíduos, nem fixar o regime jurídico das suas relações, mas apenas indicar a legislação ao abrigo de cujas normas deve juridicamente resolver-se a questão. É, pois, às normas de conflitos do nosso ordenamento jurídico que temos de recorrer para determinar qual a legislação aplicável à situação jurídico-privada internacional em causa no presente processo. Assim, decorre do art.º 62.º do Código Civil que a sucessão por morte é regida pela lei pessoal que, nos termos do art.º 31.º do mesmo Código, é a da nacionalidade do indivíduo do autor da sucessão, ao tempo de seu falecimento. 9 A essa lei cabe regular a vocação sucessória e a devolução da herança, bem como tudo o que diz respeito ao fenómeno sucessório, sem prejuízo do que, relativamente à capacidade de disposição, à interpretação, falta e vícios da vontade e forma dos testamentos, se acha previsto nos artigos 63.º, 64.º e 65.º do mesmo diploma. Segundo estes preceitos, a lei pessoal do autor da sucessão a ter em conta, no que respeita à capacidade de disposição e à interpretação, falta e vícios da vontade, é a vigente ao tempo da declaração, enquanto que a validade, quanto à forma, das disposições por morte se afere pela lei do lugar onde o acto foi celebrado, ou pela lei pessoal do autor da sucessão, quer no momento da declaração a não ser que esta exija, sob pena de nulidade ou ineficácia, a observância de determinada forma, que será respeitada, ainda que o acto seja praticado no estrangeiro (n.º 2 do art.º 65.º), quer no momento da morte, ou pela lei para que remeta a norma de conflitos da lei local. A par das normas de Direito Internacional Privado específicas de cada Estado, há também normas de conflitos estabelecidas por tratados e convenções internacionais que cobram eficácia na ordem interna de cada um dos Estados contratantes, desde que aí recebidas e incorporadas. Está nestas condições a Convenção de Haia de 5/10/61, a que atrás aludimos, e que suprimiu a necessidade da legalização diplomática ou consular dos actos públicos estrangeiros, assegurando a regularidade formal dos documentos. Portanto, neste aspecto, não se levantam quaisquer dúvidas relativamente ao documento apresentado, no qual se encontra inserta a necessária Apostilha. 9 Note-se que tudo nos autos aponta para que a lei pessoal do de cuius seja a holandesa, conquanto o mesmo tenha nascido em Tegal (Indonésia), conforme resulta do testamento e da Declaração Notarial de Direito Sucessório e de Deferimento da Herança. 7

8 Todavia, para além da regularidade formal do documento, interessa saber se, do ponto de vista substantivo, o mesmo foi lavrado de acordo com a lei pessoal do autor da herança e aplicação do respectivo direito sucessório. Só assim poderá o conservador, no exercício da sua actividade qualificadora (art.º 68.º, C.R.P.), aferir da capacidade do título apresentado para provar os factos cujo registo foi pedido. No fundo, tudo passará pelo conhecimento que este profissional tenha ou venha a ter do direito estrangeiro aplicável. Conhecimento que, face ao exposto, a Sr.ª Conservadora a quo não possui. A própria contradição que assinalou no documento apresentado pode ser apenas aparente. A circunstância de serem herdeiros, como do mesmo resulta, o cônjuge e o filho do primeiro casamento do autor da sucessão não será necessariamente incompatível atento o disposto no invocado art.º 1167.º do livro 4 e seguintes do Código Civil dos Países Baixos com a atribuição ao primeiro, em partilha hereditária e por vontade do testador, de todos os bens que compõem a herança. Na linha da orientação que tem vindo a ser sustentada por este Conselho 10, a informação sobre o direito estrangeiro aplicável pode ser dispensada em caso de certificação por agente diplomático ou consular do país emitente de que o documento apresentado constitui prova bastante do facto submetido a registo. Quando isso não suceda, é necessário juntar prova documental da existência e conteúdo desse direito, in casu, nas suas vertentes notarial, internacional privada, matrimonial e sucessória em conformidade com o que resulta do disposto nos artigos 348.º, n.º 1, do Código Civil, e 85.º, n.º 2, do Código do Notariado (relativo aos documentos instrutórios da escritura de habilitação, quando a lei reguladora da sucessão não for a portuguesa), incumbindo, então, ao próprio conservador a aplicação directa do direito holandês. Considerando o que, a este respeito, dispõe o n.º 2 daquele artigo 348.º ( O conhecimento oficioso incumbe também ao tribunal sempre que este tenha de decidir com base no direito estrangeiro ), entendeu-se à semelhança do que havia acontecido no âmbito do referido P.R.P. 176/2001 que, não sendo a Direcção Geral, ainda que em sede de impugnação das decisões do conservador, tribunal, deveria, contudo, tomar providências no sentido de obter conhecimento documental do direito estrangeiro aplicável junto da Embaixada dos Países Baixos, em Lisboa. Contactada, nesse sentido, esta representação diplomática emitiu apenas sobre o direito sucessório aplicável a cidadãos neerlandeses com residência em Portugal, uma declaração geral, cujo conteúdo é, textualmente o seguinte: Segundo a Convenção de Direito Sucessório de 1989, ratificada em Outubro de 2001 pelos Países Baixos, o direito sucessório aplicável à herança de um cidadão neerlandês com residência no estrangeiro é o do país onde este tinha a sua residência nos cinco anos anteriores à sua morte desde que, 10 Cfr. parecer proferido no já citado P.º R. P. 176/2001 DSJ-CT, in BRN, II, n.º 4/2002, pág

9 em testamento, não tenha expressado o desejo de ser aplicado o Direito Sucessório Neerlandês.. Estamos, pois, perante uma situação de reenvio que, como se sabe, ocorre quando a legislação estrangeira designada pelo Direito Internacional Privado do foro para regular certa questão jurídica se lhe não considere aplicável, remetendo antes para outra ordem jurídica que tanto pode ser a do Estado local, como a de um terceiro Estado. 11 A norma de conflitos da lei portuguesa, contida no art.º 18.º do Código Civil, admite, em princípio, o reenvio, como decorre do estatuído no seu número Princípio que, todavia, no campo do estatuto pessoal, comporta excepções. Se a lei portuguesa manda aplicar a lei nacional, o retorno para a lei portuguesa só tem lugar se o interessado tiver a sua residência habitual em território português ou em país que considere igualmente competente a lei portuguesa, ou seja, nos casos previstos no n.º 2 do mesmo preceito. Ora é justamente neste sentido que vai a declaração emitida pela Embaixada dos Países Baixos, se bem que a devolução para a lei portuguesa esteja condicionada pela não manifestação da vontade do autor da sucessão, em testamento, com vista à aplicação do Direito Sucessório Neerlandês. Acontece que, para além dos documentos constantes do processo não fornecerem elementos decisivos relativamente ao preenchimento da primeira condição residência habitual em Portugal nos cinco anos anteriores à sua morte apontando, até, no sentido contrário 13, o teor do testamento e da aludida declaração de Direito Sucessório são de molde a fazer-nos concluir que a intenção do de cuius foi precisamente a da sujeição da abertura da herança, motivada pelo seu falecimento, e questões a ela inerentes, ao direito sucessório neerlandês. A diligência efectuada não surtiu, portanto, qualquer efeito útil, já que continua a haver razão para as dúvidas suscitadas, as quais, porém, nem sequer através da certificação pelo agente consular ou diplomático do país da lei pessoal do autor da herança de que o documento apresentado comprova a habilitação, poderão ser removidas, dado que, a nosso ver, não se trata só de saber quem são os herdeiros, mas também se a eventual habilitação e o testamento podem servir de título ao registo de aquisição de bens da herança a favor de um deles, independentemente de partilha. Será, por conseguinte, necessário certificar mais: que tais documentos constituem prova bastante dos factos objecto do registo solicitado. 11 A. Ferrer Correia, in Lições de Direito Internacional Privado, I, págs. 265/ Se o direito internacional privado da lei designada pela norma de conflitos devolver para o direito interno português, é este o direito aplicável. 13 Consta da declaração notarial de direito sucessório apresentada que o autor da sucessão faleceu em Portugal, mas teve a sua última residência habitual em Heerlen, que supomos que se localiza em território holandês. 9

10 Na impossibilidade de conseguir esta certificação, é preciso que a interessada junte, aquando do pedido de conversão do registo, documento idóneo emitido pela autoridade consular ou diplomática competente com a legislação aplicável, designadamente, os artigos 1167.º do Livro 4 e seguintes do Código Civil dos Países Baixos, expressamente invocados pelo de cuius na sua declaração de última vontade, e, referido, o primeiro, pelo notário que lavrou a referenciada declaração de direito sucessório. Face ao exposto, entendemos que o recurso não merece provimento e formulamos as seguintes C O N C L U S Õ E S I Os documentos passados no estrangeiro em conformidade com a lei local fazem prova como o fariam os documentos da mesma natureza exarados em Portugal, de acordo com o previsto nos artigos 365.º, n.º 1, do Código Civil e 44.º, n.º 1, do Código do Notariado. II Quando houver dúvidas fundadas sobre a sua autenticidade, pode ser exigida a respectiva legalização garante, tão só, da regularidade formal que, tratando-se de países onde se aplique a Convenção de Haia de 5/10/61, é feita mediante a aposição de Apostilha, e, nos demais, através do reconhecimento da assinatura do funcionário público que os subscreveu por agente diplomático ou consular português no Estado respectivo, com assinatura autenticada pelo atinente selo branco notarial (n.º 2 do citado art.º 365.º, n.º 2 do também citado art.º 44.º e art.º 540.º do C. de Processo Civil. III Os documentos escritos em língua estrangeira só podem ser aceites para registo desde que traduzidos nos termos da lei notarial - ou seja, por notário português; consulado português no país onde o documento foi passado; consulado desse país em Portugal; tradutor idóneo que, sob juramento ou compromisso de honra, afirme, perante o notário ser fiel a tradução (art.º 43.º, n.º 3, C. R. Predial e art.º 44.º, n.º 3, C. Notariado) -, ou traduzidos pelas câmaras de comércio e indústria, reconhecidas nos termos do Dec.-Lei n.º 244/92, de 29/10, ou por advogados e solicitadores (art.º 5.º do Dec.-Lei n.º 237/2001, de 30/08). IV Sendo a lei reguladora da sucessão por morte a lei pessoal do seu autor (arts. 62.º e 31.º, C. Civil), a conformidade substantiva dos documentos que 10

11 titulam os factos sujeitos a registo com a lei estrangeira aplicável só pode aferir-se mediante o conhecimento do respectivo direito internacional privado, notarial, matrimonial e sucessório, através de documento idóneo com o texto da legislação aplicável; este conhecimento será dispensado quando os documentos instrutórios do registo sejam acompanhados da certificação consular ou diplomática do país da lei pessoal do de cuius de que tais documentos constituem prova bastante dos factos objecto do registo solicitado. Este parecer foi homologado por despacho do Director-Geral de

18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas

18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas 18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando facilitar o reconhecimento de divórcios e separações de pessoas obtidos

Leia mais

Perguntas Frequentes sobre o Certificado Sucessório Europeu

Perguntas Frequentes sobre o Certificado Sucessório Europeu Perguntas Frequentes sobre o Certificado Sucessório Europeu 1- O que é o Certificado Sucessório Europeu (CSE)? 2- Que instrumento jurídico criou o CSE? 3- Quem pode pedir o CSE? 4- Um credor pode pedir

Leia mais

P.º R. P. 22/2009 SJC-CT-

P.º R. P. 22/2009 SJC-CT- P.º R. P. 22/2009 SJC-CT- Averbamento de rectificação da descrição quanto à área, fundado em erro de medição. Enquadramento do respectivo pedido na previsão legal do artigo 28.º-C do CRP ou no processo

Leia mais

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial 14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial Os Estados signatários da presente Convenção, desejando criar os meios

Leia mais

P.º R. P. 301/04 DSJ-CT

P.º R. P. 301/04 DSJ-CT P.º R. P. 301/04 DSJ-CT - Registo de hipoteca legal por dívidas à Segurança Social sobre bens dos gerentes da sociedade devedora. Documentos instrutórios : certidão comprovativa da dívida e cópia autenticada

Leia mais

10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores

10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores 10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns relativas

Leia mais

SEGuRO DE RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL

SEGuRO DE RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL J u r i s p r u d ê n c i a d o s C o n s e l h o s SEGuRO DE RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL Parecer n.º 12/PP/2009-G Relator Dr. Marcelino Pires I. Introdução A Sra. Dra.... vem solicitar parecer

Leia mais

Ministério da Administração do Território

Ministério da Administração do Território Ministério da Administração do Território A Lei Da Nacionalidade Lei N.º 01/05 De 01 de Julho Tornando se necessário proceder a alterações das principais regras sobre a atribuição, aquisição e perda da

Leia mais

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares 23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns para regulamentar o

Leia mais

12. Convenção Relativa à Supressão da Exigência da Legalização dos Actos Públicos Estrangeiros

12. Convenção Relativa à Supressão da Exigência da Legalização dos Actos Públicos Estrangeiros 12. Convenção Relativa à Supressão da Exigência da Legalização dos Actos Públicos Estrangeiros Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando suprimir a exigência da legalização diplomática ou

Leia mais

Lei nº 37/81, de 3 de Outubro

Lei nº 37/81, de 3 de Outubro Lei nº 37/81, de 3 de Outubro TÍTULO I Atribuição, aquisição e perda da nacionalidade CAPÍTULO I Atribuição da nacionalidade Artigo 1.o Nacionalidade originária 1 São portugueses de origem: a) Os filhos

Leia mais

PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA

PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PERGUNTAS MAIS FREQUENTES / RESPOSTAS 1. O que é a apostila e para que serve? A apostila é uma formalidade emitida sobre um documento público (ou em folha ligada a ele),

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China CONVENÇÃO SOBRE A JURISDIÇÃO, LEI APLICÁVEL E RECONHECIMENTO DE DECISÕES EM MATÉRIA DE ADOÇÃO (Concluída em 15 de novembro de 1965) (Conforme o seu artigo 23, esta Convenção teve vigência limitada até

Leia mais

KÇc^iáema Q/Vacío^cUae Qjuótíca

KÇc^iáema Q/Vacío^cUae Qjuótíca mâwlibtfo Poder Judiciário KÇc^iáema Q/Vacío^cUae Qjuótíca RESOLUÇÃO N 155, DE 16 DE JULHO DE 2012 Dispõe sobre traslado de certidões de registro civil de pessoas naturais emitidas no exterior. O PRESIDENTE

Leia mais

autoridade consular brasileira competente, quando homologação de sentença estrangeira: (...) IV - estar autenticada pelo cônsul brasileiro e

autoridade consular brasileira competente, quando homologação de sentença estrangeira: (...) IV - estar autenticada pelo cônsul brasileiro e COMPARATIVO ENTRE A RESOLUÇÃO N. 9 E A EMENDA REGIMENTAL N. 18 DO STJ EMENDA REGIMENTAL N. 18 (2014) RESOLUÇÃO N. 9 (2005) Art. 1º O Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça passa a vigorar acrescido

Leia mais

Contratos em língua estrangeira

Contratos em língua estrangeira BuscaLegis.ccj.ufsc.br Contratos em língua estrangeira Marcelo Camargo de Brito advogado em São Paulo (SP), atuante nas áreas cível e empresarial, pós-graduando em Direito Tributário pela UNAMA/LFG/IOB/UVB

Leia mais

Lei n. o 7/2013. Regime jurídico da promessa de transmissão. de edifícios em construção. Breve introdução

Lei n. o 7/2013. Regime jurídico da promessa de transmissão. de edifícios em construção. Breve introdução Lei n. o 7/2013 Regime jurídico da promessa de transmissão de edifícios em construção Breve introdução 1. O que regula essencialmente o Regime jurídico da promessa de transmissão de edifícios em construção?

Leia mais

Divisão de Atos Internacionais

Divisão de Atos Internacionais Divisão de Atos Internacionais Âmbito de AplicaçãoConvenção Interamericana Sobre Obrigação Alimentar (Adotada no Plenário da Quarta Conferência Especializada Interamericana sobre Direito Internacional

Leia mais

Conservatória dos Registos Centrais

Conservatória dos Registos Centrais Data de Recepção na C.R.Centrais: Antes de preencher, leia atentamente as instruções Quadro 1: Identificação do interessado Nome completo DECLARAÇÃO PARA ATRIBUIÇÃO DA NACIONALIDADE PORTUGUESA Filhos de

Leia mais

21. Convenção sobre a Administração Internacional de Heranças

21. Convenção sobre a Administração Internacional de Heranças 21. Convenção sobre a Administração Internacional de Heranças Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns a fim de facilitar a administração internacional de

Leia mais

27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação

27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação 27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação Os Estados signatários da presente Convenção: Desejosos de estabelecer disposições comuns sobre a lei aplicável aos

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China 25. CONVENÇÃO SOBRE A LEI APLICÁVEL PARA REGIMES DE BENS MATRIMONIAIS (celebrada em 14 de março de 1978) Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer previsões comuns concernente

Leia mais

Nele também são averbados atos como o reconhecimento de paternidade, a separação, o divórcio, entre outros, além de serem expedidas certidões.

Nele também são averbados atos como o reconhecimento de paternidade, a separação, o divórcio, entre outros, além de serem expedidas certidões. No Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais são regis- trados os atos mais importantes da vida de uma pessoa, como o nascimento, o casamento e o óbito, além da emancipação, da interdição, da ausência

Leia mais

Pº C.Co.36/2012 SJC-CT

Pº C.Co.36/2012 SJC-CT Pº C.Co.36/2012 SJC-CT Consulente: Registo Nacional de Pessoas Coletivas. Sumário: Publicação das alterações de estatutos das fundações com natureza de Instituições Particulares de Solidariedade Social(IPSS)

Leia mais

REGULAMENTO. Estudante Internacional

REGULAMENTO. Estudante Internacional Estudante Internacional REGULAMENTO Elaboradopor: Aprovado por: Versão Gabinete de Apoio à Reitoria Reitor 1.1 Revisto e confirmadopor: de Aprovação Inicial Secretario Geral 11 de Agosto 2014 de aplicação

Leia mais

2- Com o devido respeito, esta é uma falsa questão. Senão vejamos:

2- Com o devido respeito, esta é uma falsa questão. Senão vejamos: Pº CP 3/06 DSJ-CT: Desjudicialização - Processo especial de justificação - Acção declarativa comum para reconhecimento do direito de propriedade - Competência material dos julgados de paz CONSULTA: Parecer

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA Artigo: 29º, 36º e 40º

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA Artigo: 29º, 36º e 40º Diploma: CIVA Artigo: 29º, 36º e 40º Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Faturas - Mediadores de seguros que pratiquem operações isentas Processo: nº 4686, por despacho de 2013-05-15, do SDG do IVA, por delegação

Leia mais

Perguntas Frequentes sobre a Rede de Apoio ao Consumidor Endividado

Perguntas Frequentes sobre a Rede de Apoio ao Consumidor Endividado Perguntas Frequentes sobre a Rede de Apoio ao Consumidor Endividado A Direção-Geral do Consumidor (DGC) apresenta um conjunto de respostas às perguntas suscitadas com maior frequência. Em caso de dúvida,

Leia mais

Iniciar o processo de casamento

Iniciar o processo de casamento Casamento Registo Iniciar o processo de casamento Organizar o processo de casamento Condições para contrair casamento Regime de bens Quando celebrar Casar em Portugal com cidadãos estrangeiros Registo

Leia mais

Convenção nº 146. Convenção sobre Férias Anuais Pagas dos Marítimos

Convenção nº 146. Convenção sobre Férias Anuais Pagas dos Marítimos Convenção nº 146 Convenção sobre Férias Anuais Pagas dos Marítimos A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho: Convocada para Genebra pelo conselho administração da Repartição Internacional

Leia mais

TRASLADO DE CERTIDÕES DE REGISTRO CIVIL EMITIDAS NO EXTERIOR

TRASLADO DE CERTIDÕES DE REGISTRO CIVIL EMITIDAS NO EXTERIOR TRASLADO DE CERTIDÕES DE REGISTRO CIVIL EMITIDAS NO EXTERIOR DISPOSIÇÕES GERAIS Édison Renato Kirsten Registrador Santo Antônio da Patrulha/RS Conforme artigo 32 da Lei 6015/73, os assentos de nascimento,

Leia mais

Avisos do Banco de Portugal. Aviso nº 2/2007

Avisos do Banco de Portugal. Aviso nº 2/2007 Avisos do Banco de Portugal Aviso nº 2/2007 O Aviso do Banco de Portugal nº 11/2005, de 13 de Julho, procedeu à alteração e sistematização dos requisitos necessários à abertura de contas de depósito bancário,

Leia mais

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR LESTE GOVERNO. DECRETO LEI N.º 1/2004 de 04 de Fevereiro REGULAMENTO DA LEI DA NACIONALIDADE

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR LESTE GOVERNO. DECRETO LEI N.º 1/2004 de 04 de Fevereiro REGULAMENTO DA LEI DA NACIONALIDADE REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR LESTE GOVERNO DECRETO LEI N.º 1/2004 de 04 de Fevereiro REGULAMENTO DA LEI DA NACIONALIDADE O Regulamento da Nacionalidade é uma imposição da Lei da Nacionalidade, e foi

Leia mais

Titulação de Actos sujeitos a Registo Predial

Titulação de Actos sujeitos a Registo Predial Titulação de Actos sujeitos a Registo Predial Forma Legal e Desmaterialização Olga Barreto IRN,I.P. Os actos sujeitos a registo predial podem ser titulados: Escritura pública Documento particular autenticado

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA DREI Nº 7, DE 5 DE DEZEMBRO DE 2013

INSTRUÇÃO NORMATIVA DREI Nº 7, DE 5 DE DEZEMBRO DE 2013 Presidência da República Secretaria da Micro e Pequena Empresa Secretaria de Racionalização e Simplificação Departamento de Registro Empresarial e Integração INSTRUÇÃO NORMATIVA DREI Nº 7, DE 5 DE DEZEMBRO

Leia mais

CASA PRONTA. Perguntas & Respostas

CASA PRONTA. Perguntas & Respostas CASA PRONTA Perguntas & Respostas 1. O que é o balcão Casa Pronta? O Casa Pronta é um balcão único onde é possível realizar todas as operações relativas à compra e venda de casa (prédios urbanos). Neste

Leia mais

Extinção da empresa por vontade dos sócios

Extinção da empresa por vontade dos sócios Extinção da empresa por vontade dos sócios A dissolução de uma sociedade por deliberação dos sócios pode fazer-se de várias formas, designadamente de forma imediata, com liquidação simultânea, com partilha,

Leia mais

PROCEDIMENTOS DO REGISTO DA MARCA EM MOÇAMBIQUE.

PROCEDIMENTOS DO REGISTO DA MARCA EM MOÇAMBIQUE. PROCEDIMENTOS DO REGISTO DA MARCA EM MOÇAMBIQUE. Os procedimentos do registo da marca encontram-se dispostos no Código da Propriedade Industrial adiante (CPI), artigos 110 à 135; o registo é igualmente

Leia mais

7. PROTOCOLO RELATIVO AOS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DA UNIÃO EUROPEIA

7. PROTOCOLO RELATIVO AOS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DA UNIÃO EUROPEIA 16.12.2004 PT Jornal Oficial da União Europeia C 310/261 7. PROTOCOLO RELATIVO AOS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DA UNIÃO EUROPEIA AS ALTAS PARTES CONTRATANTES, CONSIDERANDO QUE, ao abrigo do artigo III 434.

Leia mais

PARECERES Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados

PARECERES Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados CONSULTA N.º 52/2008 Artigo 91º do Estatuto da Ordem dos Advogados QUESTÃO A Senhora Dra.... vem solicitar que o emita parecer sobre uma questão relacionada com o âmbito de aplicação do dever consagrado

Leia mais

Observações sobre o casamento de cidadãos alemães no Brasil

Observações sobre o casamento de cidadãos alemães no Brasil Atualizado em: novembro de 2013 Observações sobre o casamento de cidadãos alemães no Brasil As observações deste informativo servem como primeira referência e estão baseadas, sobretudo, nas experiências

Leia mais

Recurso nº 795/2010 Data: 17 de Fevereiro de 2011. Assuntos: - Incerteza jurídica - Nome romanizado - Rectificação - Nova prova.

Recurso nº 795/2010 Data: 17 de Fevereiro de 2011. Assuntos: - Incerteza jurídica - Nome romanizado - Rectificação - Nova prova. Recurso nº 795/2010 Data: 17 de Fevereiro de 2011 Assuntos: - Incerteza jurídica - Nome romanizado - Rectificação - Nova prova Sumário 1. Quando o Tribunal estiver perante uma situação em que o arresto

Leia mais

Deliberação. 1 Em especial, no âmbito dos P.ºs CP 83/2008 SJC-CT e R.P. 227/2009 SJC-CT.

Deliberação. 1 Em especial, no âmbito dos P.ºs CP 83/2008 SJC-CT e R.P. 227/2009 SJC-CT. P.º n.º R.P. 60/2010 SJC-CT Penhora. Cancelamento não oficioso. Eventual conexão com o registo de aquisição, conjuntamente requerido. Tributação emolumentar DELIBERAÇÃO 1 Os presentes autos respeitam à

Leia mais

Registro de Nascimento. A importância para concretização da cidadania

Registro de Nascimento. A importância para concretização da cidadania Registro de Nascimento A importância para concretização da cidadania CONSTITUIÇÃO FEDERALNTAIS Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA COMISSÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 02/2010/CPG

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA COMISSÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 02/2010/CPG INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 02/2010/CPG Estabelece procedimento para o reconhecimento e o registro de diploma de conclusão de curso de Pós-Graduação expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras.

Leia mais

TRATADO DE BUDAPESTE SOBRE O RECONHECIMENTO INTERNACIONAL DO DEPÓSITO DE MICRORGANISMOS PARA EFEITOS DO PROCEDIMENTO EM MATÉRIA DE PATENTES.

TRATADO DE BUDAPESTE SOBRE O RECONHECIMENTO INTERNACIONAL DO DEPÓSITO DE MICRORGANISMOS PARA EFEITOS DO PROCEDIMENTO EM MATÉRIA DE PATENTES. Resolução da Assembleia da República n.º 32/97 Tratado de Budapeste sobre o Reconhecimento Internacional do Depósito de Microrganismos para Efeitos do Procedimento em Matéria de Patentes, adoptado em Budapeste

Leia mais

DELIBERAÇÃO. Do despacho de recusa foi interposto recurso hierárquico, cujos termos aqui se dão por integralmente reproduzidos.

DELIBERAÇÃO. Do despacho de recusa foi interposto recurso hierárquico, cujos termos aqui se dão por integralmente reproduzidos. Pº R.P. 16/2008 SJC-CT- Registo de hipoteca legal nos termos do artº 195º do CPPT Título Suficiência Despacho do Chefe de Serviço de Finanças competente que a requerimento do executado autorize a substituição

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China 15. CONVENÇÃO SOBRE A ESCOLHA DO FORO (celebrada em 25 de novembro de 1965) Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer previsões comuns sobre a validade e efeitos de acordos sobre

Leia mais

Decreto n.o 7/90. de 24 de Março

Decreto n.o 7/90. de 24 de Março Decreto n.o 7/90 de 24 de Março Os Decretos executivos n.ºs 5/80 e 57/84, de 1 de fevereio e de 16 de Agosto respectivamente, pretenderam estabelecer os princípios regulamentadores da actividade das Representações

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: Código do Imposto do Selo 60.º CIS, Verba 2 TGIS

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: Código do Imposto do Selo 60.º CIS, Verba 2 TGIS Diploma: Código do Imposto do Selo Artigo: Assunto: 60.º CIS, Verba 2 TGIS FICHA DOUTRINÁRIA Comunicação de contratos de arrendamento Processo: 2010004346 IVE n.º 1703, com despacho concordante, de 2011.03.18,

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. nº 14 do art.º 29º e nº 11 do art.º 36º do CIVA.

FICHA DOUTRINÁRIA. nº 14 do art.º 29º e nº 11 do art.º 36º do CIVA. FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA nº 14 do art.º 29º e nº 11 do art.º 36º do CIVA. Auto Facturação - Elaboração das facturas pelo próprio adquirente dos bens ou serviços. Processo: nº 841,

Leia mais

Lei dos Formulários dos Diplomas

Lei dos Formulários dos Diplomas CÓDIGOS ELECTRÓNICOS DATAJURIS DATAJURIS é uma marca registada no INPI sob o nº 350529 Lei dos Formulários dos Diplomas (1998) Todos os direitos reservados à DATAJURIS, Direito e Informática, Lda. É expressamente

Leia mais

Regulamento da Creditação

Regulamento da Creditação Regulamento da Creditação Por decisão do Director, ouvido o Conselho Técnico-Científico, é aprovado o presente Regulamento da Creditação, que visa disciplinar o processo de creditação, nos termos definidos

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China 26. CONVENÇÃO SOBRE A CELEBRAÇÃO E O RECONHECIMENTO DA VALIDADE DOS CASAMENTOS (concluída em 14 de março de 1978) Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando facilitar a celebração de casamentos

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 6º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 6º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 6º. Localização de Serviços - Locação financeira e aluguer de longa duração - Meios de transporte. Processo: nº 1156, despacho do SDG dos Impostos, substituto

Leia mais

FI CHA DOUTRINÁRIA. Diploma: Código do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis/Estatuto dos Benefícios Fiscais

FI CHA DOUTRINÁRIA. Diploma: Código do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis/Estatuto dos Benefícios Fiscais FI CHA DOUTRINÁRIA Diploma: Código do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis/Estatuto dos Benefícios Fiscais Artigo: Assunto: 49.º EBF Fundos de Investimento Imobiliário e Isenção de

Leia mais

DIRETIVA n.º 3/2014. Novo Regime Jurídico do Processo de Inventário. A intervenção do Ministério Público

DIRETIVA n.º 3/2014. Novo Regime Jurídico do Processo de Inventário. A intervenção do Ministério Público DIRETIVA n.º 3/2014 Novo Regime Jurídico do Processo de Inventário. A intervenção do Ministério Público A entrada em vigor do Regime Jurídico do Processo de Inventário, aprovado pela Lei n.º 23/2013, de

Leia mais

Guia prático de procedimentos para os. Administradores de Insolvência.

Guia prático de procedimentos para os. Administradores de Insolvência. Guia prático de procedimentos para os Administradores de Insolvência. Índice Introdução 1. Requerimentos 2. Apreensão de bens 2.1. Autos de apreensão de bens 2.2. Apreensão de vencimento 2.3. Apreensão

Leia mais

PROVIMENTO N 001/2003 CGJ

PROVIMENTO N 001/2003 CGJ PROVIMENTO N 001/2003 CGJ Estabelece normas de serviço acerca dos Procedimentos de Registro de Nascimento, Casamento e Óbito de Brasileiros ocorridos em País Estrangeiro, bem como o traslado das certidões

Leia mais

28. Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças

28. Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças 28. Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças Os Estados signatários da presente Convenção, Firmemente convictos de que os interesses da criança são de primordial importância

Leia mais

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS REGULAMENTO DE INSCRIÇÃO DE SOCIEDADES PROFISSIONAIS DE TÉCNICOS OFICIAIS DE CONTAS E NOMEAÇÃO PELAS SOCIEDADES DE CONTABILIDADE DO RESPONSÁVEL TÉCNICO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo 1.º Âmbito O

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: nº 14 do art. 29º; 36º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: nº 14 do art. 29º; 36º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA nº 14 do art. 29º; 36º Auto Facturação - Facturas elaboradas pelo adquirente dos bens e/ou serviços, em nome e por conta do fornecedor. Processo: nº 2791,

Leia mais

Modelos artigo 15ºA da Portaria 331-B/2009

Modelos artigo 15ºA da Portaria 331-B/2009 Modelos artigo 15ºA da Portaria 331-B/2009 Implementação de actos específicos para cumprimento do disposto no artigo 15ºA da Portaria 331-B/2009 de 30 de Março. Proposta de modelos para SISAAE/GPESE e

Leia mais

ARBITRAGEM DE CONSUMO

ARBITRAGEM DE CONSUMO DECISÃO ARBITRAL 1. A, Demandante melhor identificado nos autos, suscitou a intervenção do Centro Nacional de Informação e Arbitragem de Conflitos de Consumo (o ), ao abrigo do artigo 15.º, n.º 1, da Lei

Leia mais

Diário da República, 1.ª série N.º 44 3 de Março de 2008 1372-(13)

Diário da República, 1.ª série N.º 44 3 de Março de 2008 1372-(13) Diário da República, 1.ª série N.º 44 3 de Março de 2008 1372-(13) d) Livro de obra, com menção do termo de abertura; e) Plano de segurança e saúde. 2 Quando a emissão do alvará seja antecedida de deferimento

Leia mais

Convenção n.º 87 CONVENÇÃO SOBRE A LIBERDADE SINDICAL E A PROTECÇÃO DO DIREITO SINDICAL

Convenção n.º 87 CONVENÇÃO SOBRE A LIBERDADE SINDICAL E A PROTECÇÃO DO DIREITO SINDICAL Convenção n.º 87 CONVENÇÃO SOBRE A LIBERDADE SINDICAL E A PROTECÇÃO DO DIREITO SINDICAL A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho, convocada em S. Francisco pelo conselho de administração

Leia mais

Decreto n.º 24/01 De 12 de Abril

Decreto n.º 24/01 De 12 de Abril Decreto n.º 24/01 De 12 de Abril Considerando que pelos serviços prestados pelo Tribunal de Contas e pela sua Direcção dos serviços Técnicos, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 43.º,da lei

Leia mais

Decreto do Governo n.º 6/84 Acordo Europeu sobre o Regime da Circulação das Pessoas entre os Países Membros do Conselho da Europa

Decreto do Governo n.º 6/84 Acordo Europeu sobre o Regime da Circulação das Pessoas entre os Países Membros do Conselho da Europa Decreto do Governo n.º 6/84 Acordo Europeu sobre o Regime da Circulação das Pessoas entre os Países Membros do Conselho da Europa O Governo decreta, nos termos da alínea c) do n.º 1 e do n.º 2 do artigo

Leia mais

AQUISIÇÃO, ARRENDAMENTO E ALIENAÇÃO DE IMÓVEIS

AQUISIÇÃO, ARRENDAMENTO E ALIENAÇÃO DE IMÓVEIS SEMINÁRIO SOBRE AS REGRAS DE EXECUÇÃO DO OGE/2010 E NORMAS E PROCEDIMENTOS A CUMPRIR NO ÂMBITO DO INVENTÁRIO DOS BENS DO ESTADO (IGBE) 14 de Abril de 2010 Apresentação da AQUISIÇÃO, ARRENDAMENTO E ALIENAÇÃO

Leia mais

PARECER N.º 28/CITE/2005

PARECER N.º 28/CITE/2005 PARECER N.º 28/CITE/2005 Assunto: Parecer prévio nos termos do n.º 1 do artigo 45.º do Código do Trabalho e dos artigos 79.º e 80.º da Lei n.º 35/2004, de 29 de Julho Processo n.º 26 FH/2005 I OBJECTO

Leia mais

REGULAMENTO INTERNO DO CONSELHO COORDENADOR DA AVALIAÇÃO DO MUNICÍPIO DE LAGOA - AÇORES

REGULAMENTO INTERNO DO CONSELHO COORDENADOR DA AVALIAÇÃO DO MUNICÍPIO DE LAGOA - AÇORES REGULAMENTO INTERNO DO CONSELHO COORDENADOR DA AVALIAÇÃO DO MUNICÍPIO DE LAGOA - AÇORES Ao abrigo do disposto na alínea a) do n.º 2 do artigo 68.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, alterada pela Lei

Leia mais

Portaria n.º 1633/2007 de 31 de Dezembro

Portaria n.º 1633/2007 de 31 de Dezembro Portaria n.º 1633/2007 de 31 de Dezembro A Lei n.º 66-B/2007, de 28 de Dezembro, que estabelece o sistema integrado de gestão e avaliação de desempenho na Administração Pública, designado por SIADAP, prevê

Leia mais

Regime de qualificações nos domínios da construção urbana e do urbanismo Perguntas e respostas sobre a inscrição/renovação da inscrição

Regime de qualificações nos domínios da construção urbana e do urbanismo Perguntas e respostas sobre a inscrição/renovação da inscrição Regime de qualificações nos domínios da construção urbana e do urbanismo Perguntas e respostas sobre a inscrição/renovação da inscrição 1. Quais as instruções a seguir pelos técnicos que pretendam exercer

Leia mais

Decreto-Lei n.º 45942 Convenção para a cobrança de alimentos no estrangeiro, concluída em Nova Iorque em 20 de Junho de 1956

Decreto-Lei n.º 45942 Convenção para a cobrança de alimentos no estrangeiro, concluída em Nova Iorque em 20 de Junho de 1956 Decreto-Lei n.º 45942 Convenção para a cobrança de alimentos no estrangeiro, concluída em Nova Iorque em 20 de Junho de 1956 Usando da faculdade conferida pela 2.ª parte do n.º 2.º do artigo 109.º da Constituição,

Leia mais

REGULAMENTO DE REGISTO E INSCRIÇÃO DOS ADVOGADOS PROVENIENTES DE OUTROS ESTADOS MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA

REGULAMENTO DE REGISTO E INSCRIÇÃO DOS ADVOGADOS PROVENIENTES DE OUTROS ESTADOS MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA REGULAMENTO DE REGISTO E INSCRIÇÃO DOS ADVOGADOS PROVENIENTES DE OUTROS ESTADOS MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA ARTIGO 1.º O presente Regulamento estabelece os requisitos de registo e inscrição na Ordem dos

Leia mais

Assim: Nos termos da alínea a), do n. 1, do artigo 198. da Constituição, o Governo decreta o seguinte:

Assim: Nos termos da alínea a), do n. 1, do artigo 198. da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Foram ouvidos o Conselho Superior da Magistratura, o Conselho Superior do Ministério Público, a Ordem dos Advogados, a Câmara dos Solicitadores, o Conselho dos Oficiais de justiça, o Instituto de Seguros

Leia mais

P.º 110.SJC.GCS/2010

P.º 110.SJC.GCS/2010 PARECER: DESPACHO: P.º 110.SJC.GCS/2010 ASSUNTO: Disposição transitória do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 20/2008, de 31 de Janeiro. 1. O Senhor Chefe do Gabinete de Sua Excelência, o Secretário de Estado

Leia mais

PARECER N.º 45/CITE/2011

PARECER N.º 45/CITE/2011 PARECER N.º 45/CITE/2011 Assunto: Parecer prévio à intenção de recusa de autorização de trabalho em regime de horário flexível a trabalhadora com responsabilidades familiares, nos termos do n.º 5 do artigo

Leia mais

Circular nº 24/2015. Lei nº. 41/2015, de 3 de Junho. 17 de Junho 2015. Caros Associados,

Circular nº 24/2015. Lei nº. 41/2015, de 3 de Junho. 17 de Junho 2015. Caros Associados, Circular nº 24/2015 17 de Junho 2015 Assunto: Lei nº. 41/2015, de 3 de Junho. Caros Associados, 1. Foi publicado no Diário da República, 1ª. Série, nº. 107, de 3 de Junho de 2015, a Lei nº. 41/2015, de

Leia mais

Notas sobre o formulário de pedido de inspecção de processo 1

Notas sobre o formulário de pedido de inspecção de processo 1 INSTITUTO DE HARMONIZAÇÃO NO MERCADO INTERNO (IHMI) Marcas, Desenhos e Modelos Notas sobre o formulário de pedido de inspecção de processo 1 1. Observações gerais 1.1 Utilização do formulário O formulário

Leia mais

JORGE ALMIRO ABRANTES DE MENEZES E CASTRO e OUTROS, notificados da contestação do R. BANCO DE PORTUGAL, vêm dizer e

JORGE ALMIRO ABRANTES DE MENEZES E CASTRO e OUTROS, notificados da contestação do R. BANCO DE PORTUGAL, vêm dizer e 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa A.: JORGE ALMIRO ABRANTES DE MENEZES E CASTRO e OUTROS R.: BANCO DE PORTUGAL Processo nº 2607/14.0BELSB da 2ª Unidade Orgânica Tipo de peça

Leia mais

8388-(2) Diário da República, 1. a série N. o 239 14 de Dezembro de 2006 MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

8388-(2) Diário da República, 1. a série N. o 239 14 de Dezembro de 2006 MINISTÉRIO DA JUSTIÇA 8388-(2) Diário da República, 1. a série N. o 239 14 de Dezembro de 2006 MINISTÉRIO DA JUSTIÇA Decreto-Lei n. o 237-A/2006 de 14 de Dezembro Pela Lei Orgânica n. o 2/2006, de 17 de Abril, foram introduzidas

Leia mais

DIRECTRIZ DE REVISÃO/AUDITORIA 872

DIRECTRIZ DE REVISÃO/AUDITORIA 872 DIRECTRIZ DE REVISÃO/AUDITORIA 872 Revista em Março de 2009 Entidades Municipais, Intermunicipais e Metropolitanas ÍNDICE Parágrafos INTRODUÇÃO 1 8 OBJECTIVO 9 FUNÇÕES EQUIVALENTES AO COMPROMISSO DO REVISOR

Leia mais

14/06/2013. Andréa Baêta Santos

14/06/2013. Andréa Baêta Santos Tema: DIREITO REGISTRAL IMOBILIÁRIO Questões de Registro de Imóveis 14/06/2013 1. Na certidão em relatório Oficial deve sempre se ater ao quesito requerente? formulado o pelo Não, pois sempre que houver

Leia mais

2º JUÍZO SECÇÃO DE CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO OPOSIÇÃO À AQUISIÇÃO DA NACIONALIDADE PORTUGUESA PROCESSO CRIME PENDENTE SUSPENSÃO DA INSTÂNCIA

2º JUÍZO SECÇÃO DE CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO OPOSIÇÃO À AQUISIÇÃO DA NACIONALIDADE PORTUGUESA PROCESSO CRIME PENDENTE SUSPENSÃO DA INSTÂNCIA Acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul Processo: 06722/10 Secção: 2º JUÍZO SECÇÃO DE CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO Data do Acordão: Relator: Descritores: Sumário: 14-10-2010 RUI PEREIRA OPOSIÇÃO À

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: alínea c) do n.º 1 do artigo 18.º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: alínea c) do n.º 1 do artigo 18.º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA alínea c) do n.º 1 do artigo 18.º Operações imobiliárias - Aplicação do modelo contratual de "Office Centre" Processo: nº 3778, despacho do SDG dos Impostos,

Leia mais

Regulamento de Acesso e Ingresso de Estudantes Internacionais. 1º, 2º e 3º ciclos do IST

Regulamento de Acesso e Ingresso de Estudantes Internacionais. 1º, 2º e 3º ciclos do IST Regulamento de Acesso e Ingresso de Estudantes Internacionais 1º, 2º e 3º ciclos do IST O Decreto- Lei nº 36/2014 de 10 de março regula o estatuto do Estudante Internacional (EEI). O Regulamento de Ingresso

Leia mais

Tribunal Administrativo da Região Administrativa Especial de Macau Processo de Suspensão de Eficácia n.º 91/14-SE SENTENÇA

Tribunal Administrativo da Região Administrativa Especial de Macau Processo de Suspensão de Eficácia n.º 91/14-SE SENTENÇA Tribunal Administrativo da Região Administrativa Especial de Macau Processo de Suspensão de Eficácia n.º 91/14-SE Processo n.º:91/14-se SENTENÇA A, ora requerente, melhor identificada nos autos, vem intentar

Leia mais

Só em circunstâncias muito excepcionais pode o advogado ser autorizado a revelar factos sujeitos a sigilo profissional.

Só em circunstâncias muito excepcionais pode o advogado ser autorizado a revelar factos sujeitos a sigilo profissional. - Dispensa de sigilo profissional n.º 88/SP/2010-P Através de comunicação escrita, registada com o n.º ( ), recebida a 15.04.2010 pela Secretaria do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados,

Leia mais

PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL - PGFN

PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL - PGFN PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL - PGFN PORTARIA N.º 3 DE 22 /11 /2005 Dispõe sobre a prova de regularidade fiscal perante a Fazenda Nacional e dá outras providências. O PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA

Leia mais

REGULAMENTO MUNICIPAL PARA EMPRÉSTIMO OU COMPARTICIPAÇÃO NA AQUISIÇÃO DE MANUAIS ESCOLARES NOTA JUSTIFICATIVA:

REGULAMENTO MUNICIPAL PARA EMPRÉSTIMO OU COMPARTICIPAÇÃO NA AQUISIÇÃO DE MANUAIS ESCOLARES NOTA JUSTIFICATIVA: REGULAMENTO MUNICIPAL PARA EMPRÉSTIMO OU COMPARTICIPAÇÃO NA AQUISIÇÃO DE MANUAIS ESCOLARES NOTA JUSTIFICATIVA: Considerando que, decorrente da imposição da lei fundamental, incumbe ao Estado assegurar

Leia mais

Acordo ibero-americano sobre o uso da videoconferência na cooperação internacional entre sistemas de justiça

Acordo ibero-americano sobre o uso da videoconferência na cooperação internacional entre sistemas de justiça Acordo ibero-americano sobre o uso da videoconferência na cooperação internacional entre sistemas de justiça Os Estados ibero-americanos signatários este Acordo, doravante designados por as Partes, Manifestando

Leia mais

3. Quais são as restrições existentes, se as houver, quanto ao tipo de provas que podem ser obtidas através de videoconferência?

3. Quais são as restrições existentes, se as houver, quanto ao tipo de provas que podem ser obtidas através de videoconferência? Itália 1. É possível a obtenção de provas através de videoconferência com a participação de um tribunal do Estado-Membro requerente ou directamente por um tribunal desse Estado-Membro? Em caso afirmativo,

Leia mais

PROGRAMA DO CONCURSO

PROGRAMA DO CONCURSO PROGRAMA DO CONCURSO Page 1 ÍNDICE 1.º Objecto do Concurso 3 2.º Entidade Adjudicante 3 3.º Decisão de contratar 3 4.º Preço base 3 5.º Esclarecimentos 3 6.º Prazo para apresentação das candidaturas 3

Leia mais