3 Programa Experimental
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- Aurélia Terra de Miranda
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1 3 Programa Experimental 3.1.Planejamento dos experimentos Com o objetivo de quantificar a diferença entre as resistências à compressão de corpos-de-prova moldados e de testemunhos extraídos, e de verificar as diferenças encontradas entre a resistência especificada em projeto ( ) e a resistência estimada ( ), foi elaborado o presente programa experimental, conforme detalhamento apresentado a seguir Definição dos Lotes de Concreto Foram ensaiados quatro lotes de concreto, um produzido pela LAFARGE BRASIL S/A na central do gradin, situada na Av. Brasil, 2996 lote 27 Manguinhos Rio de Janeiro Brasil e os outros três na PREMIX CONCRETO situada na Av. Eugênio Borges km 5, 2009 Rio D ouro São Gonçalo Brasil. O lote 01 corresponde a um concreto de 35 MPa moldado no canteiro-de-obras do edifício residencial PI com 116 apartamentos de 3 quartos totalizando de obra; o lote 02 corresponde a um concreto de 35 MPa moldado no canteiro-de-obras do edifício comercial SFO com 51 salas e 10 lojas totalizando 4.423,12 de obra; o lote 03 corresponde a um concreto de 35 MPa moldado no canteiro-de-obras do edifício residencial T com 70 apartamentos de 3 e 4 quartos totalizando de obra e o lote 04 corresponde a um concreto de 35 MPa moldado no canteiro-de-obras do edifício residencial PP com 118 apartamentos de 1, 2 e 3 quartos totalizando ,75 de obra. Todas as obras estão situadas em Niteroi Rio de Janeiro, da construtora X. Nas Figuras 3.1, 3.2, 3.3 e 3.4, respectivamente, encontram-se as fotos das respectivas obras.
2 65 Figura 3.1 Obra PI. Figura 3.2 Obra SFO.
3 66 Figura 3.3 Obra T. Figura 3.4 Obra PP.
4 Amostragem de corpos-de-prova Moldados e Extraídos Os lotes em estudo foram analisados pela resistência à compressão do concreto aos 3, 7 e 28 dias de idade dos corpos-de-prova moldados, e pela composição do traço utilizado pelas diferentes concreteiras. Essa resistência é referenciada como resistência à compressão característica. A população dos lotes 01, 02, 03 e 04 foi constituída por uma amostragem de quatro corpos-de-prova por caminhão betoneira contendo 8 de concreto cada, sendo um corpo-de-prova para a idade de 3 dias, um corpo-de-prova para a idade de 7 dias e dois corpos-de-prova para idade de 28 dias. Para cada pavimento, desde a fundação das respectivas obras, após a verificação do abatimento do tronco de cone, conforme a NBR NM 67:1998 (Figura 3.5), foram moldados nos canteiros-de-obras 2.132, 720, e corpos-de-prova cilíndricos padronizados de 10 cm de diâmetro por 20 cm de altura, de acordo com a NBR 5738:2003 (Figura 3.6). No Anexo A estão todos os resultados de cada obra. Figura 3.5 Determinação da consistência pelo abatimento do tronco de cone.
5 68 Figura 3.6 Formas padronizadas de 10 cm x 20 cm para moldagem dos corpos-de-prova. No lote 01 foram realizados in loco extrações em algumas populações ( un a o to- ipo to- ipo Teto-Tipo) com diferentes idades e ensaiados em dois laboratórios: o da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o da Concremat situado na rua Euclides da Cunha, 106 São Cristóvão Rio de Janeiro. Foram extraídos dois corpos-de-prova por peça estrutural de mesma população, para efeito de comparação e contornar possíveis falhas no resultado. No Anexo B encontram-se os resultados das extrações. índice de esbeltez dos testemunhos Para os ensaios de ruptura foi fixado para os testemunho o índice de esbeltez (razão altura/diâmetro) igual ao correspondente ao dos corpos-de-prova padronizados.
6 69 idades de rupturas Foi fixada para as rupturas dos corpos-de-prova as idades de 3, 7 e 28 dias. Para os testemunhos extraídos do lote 1, foi fixada para amostragem adicional, as idades de 32, 49, 56, 65, 81, 88, 95 e 103 dias, a título de informações complementares. Aos 32, 49, 56, 65, 81, 88, 95 e 103 dias foram extraídos, respectivamente, 2, 16, 12, 4, 16, 3, 2 e 2 testemunhos. A disparidade referente a idade dos testemunhos e aos quantitativos dos mesmos, foi devido as condições in locco, visto que a obra estava em andamento Ensaios complementares Foram realizados ensaios de esclerometria em algumas peças, definidas como pontos críticos no lote 1. A partir da definição optou-se por realizar também ensaio em algumas peças, cujos resultados apresentados foram satisfatório, a fim de comparar índices esclerométricos. Figura 3.7 Esclerômetro. Tabela 3.1 Esclerômetro. ESCLERÔMETRO TIPO SCHIMIDT MODELO CT-320AM NÚMERO C
7 70 Tabela 3.2 Fator correção da Bigorna. AFERIÇÃO - BIGORNA Somatória: 710 Fator correção 1,014 Para cálculo dos resultados levou-se em consideração a idade do concreto, utilizando-se o fator de correção (de redução), já que o concreto tinha idade superior a 28 dias. Através do índice esclerométrico fornecido pelo aparelho, estimou-se a resistência do concreto através de tabela e curvas fornecidas pelo fabricante do aparelho, que correlaciona resistência à compressão de corpos-de-prova com seus respectivos índices esclerométricos (NBR 7584:1995). Um exemplo de curva de correlação pode ser visto na Figura 3.8. Figura 3.8 Curva de correlação para o Ensaio Esclerométrico; MACHADO (2005) A curva de correlação é obtida do concreto com traço conhecido, aplicando-se o IE, e consequentemente correlacionando com resistência à compressão estimada do mesmo. No Anexo C encontram-se os resultados de esclerometria.
8 Características dos concretos e dos materiais constituintes Conforme mencionado anteriormente os lotes de concreto foram produzidos pela LAFARGE BRASIL S/A e pela PREMIX CONCRETO. Os traços empregados foram de uso das referidas centrais, fabricados com materiais de utilização corrente. Lafarge Brasil S/A (Lote 1) Cimento: Portland CPIII-40RS da marca MATOZINHOS. Agregado Miúdo: areia de constituição quartzosa proveniente de depósito fluvial da AREMINAS; areia artificial da PO SPAR. Agregado Graúdo: pedra britada granítica de central de britagem da ESTRELA. Água de amassamento: proveniente de poço de abastecimento da própria central, devidamente analisada e aprovada. Aditivos: superplastificantes da marca CHRYSOPLAST 213 (0,30%). Premix Concreto (Lote 2,3 e 4) Cimento: Portland CPIII-40RS da marca NASSAU. Agregado Miúdo: areia de constituição quartzosa proveniente de depósito fluvial da SANIMERA. Agregado Graúdo: pedra britada granítica de central de britagem da ESTRELA. Água de amassamento: proveniente de poço de abastecimento da própria central, devidamente analisada e aprovada. Aditivos: superplastificantes da marca RHEOTEC TEC-MULT 870. Os traços empregados na produção dos concreto são apresentados na Tabela 3.3:
9 72 Tabela 3.3 Traços e materiais utilizados. Lote Cimento Areia Areia Pedra1 Água Aditivo (MPa) (kg/ ) artificial natural (kg/ ) (l/ ) (ml/ ) (kg/ ) (kg/ ) Procedimentos e métodos de ensaios utilizados Nas Tabelas 3.4 e 3.5 estão relacionados os procedimentos e ensaios utilizados para caracterização dos materias constituintes e dos concretos.
10 73 Tabela 3.4 Ensaios e procedimentos com materiais constituintes do concreto. ENSAIOS E PROCEDIMENTOS Normas (ABNT) 1 Cimento Portland determinação da resistência a NBR 7215:1996 compressão 2 Cimento Portland determinação dos tempos de pega NBR Cimento Portland determinação da área específica NBR 7224: Cimento Portland determinação da expansibilidade Le NBR 3435:1991 Chatelier 5 Análise química de cimento portland NM 10: Agregado determinação da composição granulométrica NM 248: Agregado determinação do teor de argila em torrões NBR 7218: Agregado determinação do teor de materias pulverulentos NBR 7219: Agregado determinação de impurezas orgânicas químicas NM 49:2003 em agregados miúdos 10 Agregado em estado solto determinação da massa unitária NBR 7251: Agregado em estado compacto determinação da massa NM 45:2006 unitária 12 Agregado determinação do teor de partículas leves NBR 9936: Agregado determinação da massa específica de NM 52:2003 agregados miúdo por meio do frasco de Chapman 14 Agregado para concreto determinação de sais, sulfatos e NBR 9917:1987 cloretos solúveis 15 Agregado determinação da absorção e massa específica NM 53:2006 de agregado graúdo 16 Agregado t rmina o a abras o Los Ang l s NBR 6465: Água análise química para concreto NM 137: Aditivos ensaios de compatibilidade NBR 10908:1990
11 74 Tabela 3.5 Ensaios e procedimentos realizados com o concreto no estado fresco e endurecido. ENSAIOS E PROCEDIMENTOS Normas (ABNT) 1 Ensaios de dosagens experimentais na central NBR 12655: Concreto determinação da consistência pelo NM 67:1998 abatimento do tronco de cone 3 Moldagem e cura de corpos-de-prova cilíndricos NBR 5738: Concreto endurecido avaliação da dureza superficial NBR 7584:1995 pelo esclerômetro de reflexão 5 Extração, preparo, ensaio e análise de testemunhos de estruturas de concreto NBR 7680:2007 NM 69: Ensaios de compressão de corpos-de-prova cilíndricos de concreto NBR 5739: Extração e preparo dos testemunhos A extração dos testemunhos de concreto foram executadas por meio de uma sonda rotativa com coroa diamantada resfriada por água (Figura 3.9).
12 75 Figura 3.9 Extração de Testemunhos. Os testemunhos foram extraídos conforme as recomendações da NBR 7680:2007 e da NM 69:96. Para minimizar as vibrações e possíveis ondulações na extração o equipamento extrator foi fixado na direção normal à da superfície do concreto com parafusos na peça onde será extraído o corpo-de-prova. Toda preparação e execução da extração foi executado por profissionais qualificados da CONCREMAT. Após a extração os testemunhos foram inspecionados e preparados com a regularização das faces com corte à serra diamantada, e posteriormente com pasta de enxofre, de modo que ficassem rigorosamente planas, paralelas e normais ao seu eixo vertical conforme (Figuras 3.10 e 3.11).
13 76 Figura 3.10 Regularização das faces com corte na serra diamantada. Figura 3.11 Preparo da face com pasta de enxofre.
14 77 Figura 3.11a Preparo da face com pasta de enxofre. Figura 3.11b Preparo da face com pasta de enxofre.
15 78 Figura 3.11c Preparo da face com pasta de enxofre. 3.5.Ensaios de ruptura à compressão Os ensaios do lote 1 dos corpos-de-prova moldados foram executados no laboratório da CONCREMAT e dos corpos-de-prova extraídos, no laboratório de engenharia civil da UERJ Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da CONCREMAT. Os lotes 2 e 3 foram rompidos no centro tecnológico de controle de qualidade da FALCÃO BAUER, e o lote 4 no laboratório da CURI ENGENHARIA.
16 Figura 3.12 Rompimento dos corpos-de-prova. 79
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