CARRIER ETHERNET. Paulo Silva, Vanderlando Cruz, Dario Quiroz. Universidade Salvador UNIFACS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CARRIER ETHERNET. Paulo Silva, Vanderlando Cruz, Dario Quiroz. Universidade Salvador UNIFACS"

Transcrição

1 CARRIER ETHERNET Paulo Silva, Vanderlando Cruz, Dario Quiroz Universidade Salvador UNIFACS Curso de Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações Rua Dr. José Peroba, 251, Edf. Civil Empresarial STIEP, Salvador/BA Abstract. The Ethernet technology has emerged as technology linking computers in a local area network (LAN) due to low cost and simplicity. The search for a higher bandwidth in access networks and the interconnection of corporate networks, coupled with the need for carriers to adapt their networks to the growing volume of data traffic, caught the attention of customers and carriers to create the concept Carrier Ethernet. Throughout this article, we address Carrier Ethernet, its concept, its attributes, its architecture and its services. We will present also the standard technologies that aim at scalability, traffic engineering and reliability to the Ethernet. Resumo. A tecnologia Ethernet se destacou na interligação entre computadores numa rede local (LAN) por seu baixo custo e simplicidade.a busca por uma maior largura de banda nas redes de acesso e na interconexão de redes empresariais, aliada à necessidade das operadoras de adaptarem suas redes ao crescimento do volume de tráfego de dados, despertaram a atenção de clientes e provedores para a criação do conceito Carrier Ethernet. Neste artigo, trataremos do Carrier Ethernet, seu conceito, seus atributos, sua arquitetura e seus serviços. Apresentaremos, também, as tecnologias padronizadas que visam dar escalabilidade, engenharia de tráfego e confiabilidade ao Ethernet. 1. Introdução Desenvolvida pela Xerox em 1972, a tecnologia Ethernet surgiu como uma forma para interconexão de computadores em uma rede local (LAN- Local Area Network), na velocidade de 2,94 Mbits/s, utilizando cabo coaxial. O padrão IEEE foi publicado em 1983, com velocidade de 10Mbits/s, também utilizando o cabo coaxial (10Base5). A comunicação era half-duplex, utilizando como método de controle de acesso ao meio compartilhado o CSMA/CD.

2 No final dos anos 90, com o desenvolvimento tecnológico ocorrido neste período, a Ethernet já utilizava, como meio de transmissão, o cabo de par trançado, a rádio frequência (802.11) e a fibra óptica. A velocidade de transmissão chegava a 100Mbit/s, 54Mbit/s e 1Gbit/s, respectivamente. Com a utilização dos switches, a transmissão passou a ser full-duplex. Como em cada porta do dispositivo só havia uma estação, não existia mais a necessidade do uso do CSMA/CD. A tecnologia das redes virtuais (802.1Q,VLAN), permitia a segregação da rede LAN em vários domínios de broadcast e reforçava a segurança dentro do ambiente empresarial. Contudo, até então, as características do Ethernet estavam direcionadas a áreas restritas, redes locais [1]. A interligação entre redes locais empresariais e o acesso à Internet, já popularizada nesta época, era feito por meio de outras tecnologias de rede,como o Frame Relay e o ATM, através de velocidades que variavam de 54kbit/s, em linha discada (acesso à Internet residencial), a 2Mbit/s, em interconexão de redes locais empresariais. Novas aplicações da Internet (imagens e vídeo) passaram a demandar uma maior velocidade de acesso para os clientes residenciais. A alta velocidade das redes locais, já ressaltava, também, uma necessidade de maior largura de banda na interconexão entre as redes locais empresariais. Do ponto de vista das operadoras de telecomunicações, já se observava, em seus backbones, uma forte tendência de crescimento do volume do tráfego de dados, em comparação ao tráfego de voz, associada a uma crescente demanda por largura de banda [1]. Uma necessidade de mudança na tecnologia empregada, da atual multiplexação determinística para uma multiplexação estatística, característica das redes de pacotes, era evidente. Na busca de uma nova tecnologia para suprir esta necessidade do mercado de telecomunicações, seja pelo ponto de vista dos clientes, seja pelo ponto de vista das operadoras de telecomunicações, o Ethernet apresentava as seguintes vantagens:

3 a) Uma tecnologia madura, padronizada e largamente utilizada nas redes empresariais e residenciais; b) Simplicidade e baixo custo de implementação. Esforços neste sentido foram iniciados em Grupos de empresas e fabricantes de equipamentos de rede criaram o Ethernet in The First Mile Alliance (EFMA), com o objetivo de promover a utilização da tecnologia Ethernet como rede de acesso [2], e o Fórum Metro Ethernet (MEF), com o propósito da utilização do Ethernet em redes metropolitanas, MEN (Metro Ethernet Networks). Em seguida, organizações como ITU-T, IEEE e IETF se uniram neste esforço, desenvolvendo novos padrões tecnológicos, os quais tornariam possíveis as mudanças necessárias para adaptação da Ethernet aos requisitos existentes nas redes metropolitanas (MAN) e de longo alcance (WAN). Neste artigo, na Seção 2,conceituaremos o Carrier Ethernet, sob o ponto de vista do Fórum Metro Ethernet; na Seção 3, trataremos das conexões virtuais Ethernet (EVC) e serviços; na Seção 4, das tecnologias que dão escalabilidade ao Ethernet; na Seção 5, da engenharia de tráfego; e, na Seção 6, da proteção. Em seguida, apresentamos nossa conclusão na Seção O Que é Carrier Ethernet Basicamente, o Carrier Ethernet é a Ethernet da operadora (em inglês, Carrier). É a operadora entregando ao cliente uma interface Ethernet, ao invés de uma interface TDM, Frame Relay ou ATM. Envolve rede de acesso, rede metropolitana (MAN) e o backbone da operadora (WAN). É o uso da tecnologia Ethernet fim-a-fim, utilizando a comutação na camada 2, numa rede de abrangência global [8]. O conceito Carrier Ethernet surgiu como uma rede utilizada para interligar redes locais (LANs) corporativas, numa abrangência metropolitana e, portanto como Metro Ethernet. Organizações como o EFMA e o MEF promoveram este conceito e o sucesso do Metro Ethernet atraiu a atenção das operadoras para a possibilidade do uso da tecnologia em suas redes, ampliando-o para o Carrier Ethernet.

4 Para as operadoras, o uso do Ethernet em suas redes traz as seguintes vantagens: a) Redução do custo operacional e de planejamento da rede, o qual é significativamente menor que para redes comutadas tradicionais; b) Equipamentos de menor custo, com múltiplos fornecedores, baixo custo de instalação, manutenção e expansão. A economia de escala, oriunda da base de equipamentos Ethernet instalada, leva à redução do custo dos insumos, assim como à redução dos custos de desenvolvimento. c) Melhor granularidade e facilidade de aumento de banda, em comparação às redes de circuito comutado (E1/T1, E3/T3, SDH/SONET), permitindo, por exemplo, o aumento da banda do assinante de 1Mbps a 10Gbps, ou mais, em passos de 1Mbps; d) Transmissão baseada em pacotes, o que permite um uso otimizado dos recursos da rede, quando comparado com a transmissão baseada em circuitos; e) Permite a interconexão direta com as redes LAN, sem a necessidade de protocolos de adaptação, uma vez que praticamente a totalidade das redes LAN é baseada em Ethernet; f) Vantagens de custo e simplicidade de OAM, sem redundância de cabeçalhos do PDH/SDH, sem segmentação e remontagem de quadros intermediários. Não há mudança na estrutura dos dados, que permanecem na sua forma nativa. g) Oficialmente, o MEF define o Carrier Ethernet sob duas perspectivas [2]: 1 Sob a perspectiva dos provedores de serviço, o Carrier Ethernet é um conjunto de elementos de rede, certificados e conectados para transportar serviços de valor agregado, padronizados e oferecidos aos usuários finais; 2 Sob a perspectiva dos usuários finais, o Carrier Ethernet é uma rede de transporte única e padronizada, com classes de serviços, definida por cinco atributos que a distingue das LANs tradicionais, baseadas em Ethernet.

5 2.1 Atributos do Carrier Ethernet O Fórum definiu cinco atributos, que representam a expectativa do cliente com relação a uma rede Carrier Ethernet, quais sejam [2]: a) Qualidade de Serviço QoS: garantir um desempenho determinístico do tráfego com qualidade similar ao das redes comutadas tradicionais; oferecer vários níveis de qualidade de serviço (SLAs Service Level Agreements) que permitam fornecer desempenho fim-a-fim capaz de suprir todos os requisitos para o transporte de voz, dados e vídeo, tanto para empresas quanto para clientes residenciais. b) Confiabilidade: ter a capacidade de detectar e se recuperar de falhas, com tempo de recuperação inferior a 50ms, sem causar impacto para os usuários. Adicionalmente, permitir uma proteção de caminho fim-a-fim. c) Escalabilidade: ser capaz de suportar mais de clientes, servindo com isso áreas metropolitanas e regionais; possuir escalabilidade de banda a partir de 1Mbps até 10Gbps, ou mais, em incrementos com baixa granularidade. d) Gerenciamento de Serviço: ser possível monitorar, diagnosticar e centralizar a gerência da rede, usando padrões que não sejam dependentes de um fornecedor; permitir a configuração rápida e fácil da rede no oferecimento de novos serviços. e) Serviços Padronizados: oferecer serviço global via equipamentos padronizados; não necessitar de modificações nos equipamentos LAN dos usuários, ou da rede, permitindo conectividade com as redes existentes, como por exemplo, a rede TDM. 2.2 Arquitetura Carrier Ethernet O Fórum Metro Ethernet utiliza um modelo genérico, conforme pode ser observado na figura 1, para descrever os componentes internos e externos de uma rede Carrier Ethernet.Esta estrutura descreve as interações entre a rede Carrier Ethernet através de interfaces bem definidas e seus pontos de referência:

6 a) Equipamento do Usuário (CE Customer Equipment) É o equipamento do cliente que, por sua vez, pode ser formado por Roteadores ou Switches; b) Interface Rede a Rede Ethernet (ENNI Ethernet Network-to-Network Interface) Demarca a troca de tráfego entre Provedores de Serviços (NNI) e entre serviços providos em redes internas (I-NNI); c) Interface Usuário-Rede (UNI User-to-Network Interface) É uma interface física fornecida pelo provedor e que demarca a divisão entre o prestador do serviço e o cliente final. Em redes Carrier Ethernet, a UNI pode operar, no momento, nas taxas de 10 Mbps, 100 Mbps, 1 Gbps e 10 Gbps. Esta interface, no lado do cliente, é chamada de UNI-C (User Network Interface Client) e, do lado do provedor, é chamada de UNI-N (User Network Interface Network). Figura 1 - Arquitetura Carrier Ethernet 3. Conexões Virtuais e Serviços Carrier Ethernet A Conexão Virtual Ethernet (EVC Ethernet Virtual Connection) é a associação entre dois ou mais clientes em uma rede Carrier Ethernet, com o intuito de estabelecer um tráfego de dados entre eles. Fornece segurança à conexão, pois não permitem que nenhum equipamento terminal, que não esteja associado à EVC, participe da comunicação. Os EVCs podem ser comparados ao conceito dos PVCs, no ATM.

7 Os EVCs podem ser do tipo Ponto-a-Ponto, Multiponto-a-Multiponto ou Ponto-a- Multiponto (Rooted Multiponto), este definido após a mudança do conceito de Metro Ethernet para Carrier Ethernet. São implementados através de S-VLANs, um conceito que será abordado na subseção 4.3. De acordo com o Metro Ethernet Fórum [3], (organização sem fins lucrativos, destinada e dedicada a promover e acelerar a adoção de redes e serviços Ethernet), uma rede Carrier Ethernet pode oferecer três tipos padrão de serviços, sendo eles: E-Line (EVC ponto-a-ponto), E-LAN (EVC multiponto- multiponto) e E-Tree (EVC pontomultiponto), conforme pode ser observado na tabela 1 abaixo. Cada tipo de serviço pode ser oferecido de duas formas, de acordo com a utilização ou não da multiplexação na UNI. No serviço Port-Based existe um único EVC por UNI - não há multiplexação. No serviço VLAN-Based um EVC é associado a uma VLAN, de maneira que em uma UNI podem ser oferecidos mais de um EVC. Tabela 1 - Serviços Carrier Ethernet [3] A seguir, passamos a descrever cada um destes serviços [2][3]. 3.1 E-Line (Ponto-a-Ponto) São serviços ou conexões ponto-a-ponto, utilizados para prover circuitos privados virtuais, conectando duas UNIs.O Serviço E-Line pode ser oferecido como EPL (Ethernet Private Line) ou EVPL (Ethernet Virtual Private Line), descritos a seguir.

8 3.1.1 Ethernet Private Line (EPL) Utiliza UNIs dedicadas, um único EVC por UNI. Empregado em substituição das linhas privadas TDM. A figura 2 representa este tipo de serviço. Figura 2 - Serviços EPL Ethernet Virtual Private Line (EVPL) Neste caso, a UNI é multiplexada, sendo possível o estabelecimento de mais de um EVC. Utilizada em substituição aos serviços Frame Relay e ATM, permite o oferecimento de mais de um tipo de serviço por UNI. EVPL está representado na figura 3 em apenas uma das UNIs. Figura 3 - Serviço EVPL 3.2 E-LAN (Multiponto-a-Multiponto) Possibilita conexões de diferentes pontos, através de uma rede virtual privada e transparente aos serviços LAN, ou seja, com total interoperabilidade. Possui duas

9 possibilidades de utilização: EP-LAN (Ethernet Private LAN) e EVP-LAN (Ethernet Virtual Private LAN), descritos a seguir Ethernet Private LAN (EP-LAN) Possibilita que múltiplos sites estejam interconectados em altíssimas velocidades. Emula a mesma rede local (LAN) para todos os sites, com equivalente desempenho e acesso a diferentes recursos, tais como: servidores e storages. A figura 4 representa este serviço. Figura 4 - Serviço EP-LAN Ethernet Virtual Private LAN (EVP-LAN) Por empregar o recurso de multiplexação, a UNI pode ser utilizada para conexão com outras UNIs, utilizando o serviço E-LAN e, ao mesmo tempo, efetuar uma outra conexão, com uma UNI de uma rede diferente, através de outro tipo de serviço, como, por exemplo, o E-Line. Dessa forma, o usuário pode acessar a Rede Local como também acessar diferentes Plataformas de serviços de valor agregado como, por exemplo, Streaming de Vídeo. 3.3 E-Tree (Ponto-a-Multiponto) Utilizado para tecnologias que requerem este tipo de conexão, como vídeo sob demanda (e-learning, por exemplo). Este serviço provê tráfego de dados separado por folhas (Leaf) ou ramos de UNIs, conforme representado na figura 5. O tráfego originado de qualquer Leaf é mandado e recebido para a raiz (Root), porém nunca encaminhado para outra Leaf. Destinado a multi-host e onde os tráfegos dos usuários

10 devem ser mantidos invisíveis para outros usuários, foi previsto como facilitador para backhaul móveis e infraestrutura de triple-play (interconexões entre backbone de operadoras) e não para usuário final. Também pode ser oferecido de duas formas: EP- Tree (Ethernet Private Tree) e EVP-Tree (Ethernet Virtual Private Tree) Ethernet Private Tree (EP-Tree) Não utiliza o recurso da multiplexação um EVC por UNI. Figura 5 - Serviço EP-Tree Ethernet Virtual Private Tree (EVP-Tree) Um serviço E-Tree que possibilita, em uma mesma UNI, o uso de outros serviços, como EVPL e EVP-LAN, por permitir o recurso de multiplexação. 4. Escalabilidade Para que o padrão Ethernet possa ser empregado em redes Metropolitanas e de longa distância (WAN), se faz necessário suportar o crescimento da demanda característica destas redes, seja em termos de largura de banda, seja pela quantidade de usuários e serviços [4]. Neste tópico, analisaremos as tecnologias que têm o propósito de dotar a Ethernet da escalabilidade necessária para o emprego como Carrier Ethernet.

11 4.1 Alcance e Velocidade O padrão Ethernet, originalmente definido para áreas pequenas, até o final dos anos 90, definia velocidade de 100Mbit/s e um alcance máximo de 100 metros, utilizando cabo metálico e 1Gbit/s e um alcance máximo da 2km, utilizando fibra óptica. Para ser viável a utilização do Ethernet nas redes de transporte de alta velocidade e longa distância das operadoras, melhorias no padrão das interfaces foram necessárias, a fim de adicionar maior alcance e largura de banda. Em 2002, o padrão IEEE 802.3ae possibilitou a transmissão em até 10Gbit/s e distância de até 40km, em redes SDH e OTN. Este padrão utilizou o mesmo protocolo e o mesmo quadro Ethernet, permitindo apenas a conexão full-duplex [7]. Em Junho de 2010, como resultado dos estudos do HSSG (Higher Speed Study Group), foi aprovado o padrão IEEE 802.3ba, que torna possível a transmissão na velocidade de 40Gbit/s, distância até 10km, e transmissão na velocidade de 100Gbit/s em distâncias de até 40km, utilizando WDM, com fibra monomodo de 1,3µm. Os detalhes da distancia, tipo de fibra, velocidade e padrão Ethernet podem ser observados na Tabela 2 abaixo. Tabela 2 Padrões de interface 802.3ba Distâncias de 10 e 40km Distância Fibra 40G Ethernet 100G Ethernet 40GBASE-LR4 100GBASE-LR4 10km SMF 4X Gbit/s 1,3µm 4X Gbit/s 1,3µm CWDM(espaçamento 20- nm) LAN-WDM(espaçamento 5-nm) 100GBASE-ER4 40km SMF X Gbit/s 1,3µm LAN-WDM(espaçamento 5-nm)

12 4.2 Usuários e Serviços Para prover escalabilidade em termos de usuários e serviços, foram aprovados dois padrões IEEE: Provider Bridge (PB) e Provider Backbone Bridge (PBB) [1][9][10]. O Provider Bridge (802.1ad - PB, Q-in-Q), introduz o conceito de tunelamento de VLAN, pela adição de mais um campo de Tag no quadro Ethernet, conforme pode ser observado na figura 7 abaixo. Este Tag permite que o provedor crie suas próprias VLANs, independentes das VLANs dos clientes (C-VLAN). Estas VLANs do provedor, denominadas VLANs de Serviço, ou S-VLANs, possibilitam o isolamento do tráfego dos diversos usuários existentes na rede. Figura 7: Exemplo de tunelamento: VLAN 34 dentro da VLAN 2 O PB possibilita a criação de até 4096 S-VLANs, que podem ser utilizadas, pelo provedor, para identificação de clientes/serviços na rede. Este número limita o PB para utilização em redes metropolitanas. O MinM (802.1ah Provider Backbone Bridging, MAC-in-MAC), aprovado em 2008, foi criado para resolver este problema. No MinM, os pacotes da S-VLAN são encapsulados por um novo cabeçalho, o qual contém um novo MAC (B-MAC Backbone MAC). Desta maneira, os switches intermediários na rede Carrier Ethernet não precisam mais aprender todos os MACs de uma determinada S-VLAN, mas apenas os MACs (B-MACs) pertencentes à rede do provedor de serviços. Os pacotes oriundos de uma S-VLAN são acrescidos deste cabeçalho ao entrarem no backbone e, na outra ponta, quando deixam o backbone, o cabeçalho é removido.

13 O cabeçalho da rede PBB é composto pelos campos B-MAC (B-SA e B-DA), uma marcação de VLAN do backbone (B-Tag) e uma marcação de serviço estendida (I- Tag), conforme ilustrado na Figura 8. Figura 8: Formato do quadro 802.1ah [11] A seguir descrevemos a função de cada um destes campos: a) B-SA identifica o MAC da porta pela qual o quadro teve acesso à rede PBB; b) B-DA identifica o MAC da porta de destino, através da qual o quadro sairá da rede PBB; c) B-TAG marcação do backbone, que carrega o VLAN-ID (B-VID) do backbone, de 12 bits, 4 bits do PCP/DE e 2 bytes para o tipo de quadro (B-Tag TPID). Os campos PCP e DEI são extraídos do quadro do cliente (PB) e utilizados no encaminhamento dentro da rede PBB, dando suporte ao emprego da QoS. A marcação B-Tag pode ser suprimida; d) I-TAG marcação de serviço estendido, com 3 bits para prioridade (PCP), 1 bit para elegibilidade de descarte (DEI), 4 bits (RES) reservados para uso futuro, 24 bits (I-SID) para identificar o usuário/serviço (EVC). O campo I-SID com 24 bits permite a identificação de até 16M diferente instâncias (EVCs), resolvendo o problema de escalabilidade.

14 As principais vantagens do MinM são: a) Segurança: devido a haver uma clara fronteira entre os serviços do cliente e do provedor de serviços, não existe a necessidade do conhecimento do esquema de endereçamento de ambas as partes. O provedor somente comuta pacotes com endereçamento administrado pelo provedor, aumentando a segurança da rede, serviços e aplicações; b) Operação: simplificada: o provedor de serviços pode planejar sua rede sem se preocupar com conflitos de VLAN-IDs ou endereços MAC de seus clientes; c) Menor custo: os switches intermediários da rede do provedor de serviços apenas precisam aprender os endereços B-MAC dos switches da rede do provedor, e não mais os MACs de todos os clientes, implicando em menos memória e processamento dos equipamentos, levando a uma redução de custo; d) Escalabilidade: resolve o problema de escalabilidade, provendo até 16M de usuários/serviços. A figura 9 apresenta uma rede Carrier Ethernet, onde as redes PB são utilizadas como redes de acesso e a rede PBB utilizada como backbone. Pode-se observar, também, a modificação ocorrida no quadro Ethernet ao trafegar pela rede. Figura 9: Encapsulamento PBB [1]

15 5. Engenharia de Tráfego e Gerenciamento de Serviço Uma das principais prioridades, ao se falar em redes de categoria Carrier, é justamente a Engenharia de Tráfego e o Gerenciamento dos Serviços. Nesta seção, analisaremos o conceito PBB-TE, que adiciona a facilidade de Engenharia de Tráfego a uma rede PBB, além do padrão IEEE 802.1ag e das recomendações ITU-T Y.1730 e Y.1731, que adicionam as funcionalidades de OAM, tornando possível o Gerenciamento de Falhas e o Monitoramento de Desempenho numa rede Carrier Ethernet [11]. 5.1 Provider Backbone Bridge-Traffic Engineering O conceito de Provider Backbone Bridge Traffic Engineering (PBB-TE Qay aprovado em Junho de 2009), de forma similar ao PBB, está surgindo para atender as limitações de escalabilidade e confiabilidade. O PBB-TE pode ser usado no lugar do PBB ou ainda rodar em paralelo a este, na rede. Em ambos os casos, o PBB-TE elimina a necessidade dos switches do backbone fazerem aprendizado e inundação. Ao invés disso, o PBB-TE propicia túneis ponto-a-ponto entre localidades distribuídas [12]. Atualmente, os switches Ethernet encaminham pacotes baseados em uma tabela de encaminhamento de 60 bits que inclui a marcação de VLAN (VID - 12 bits) e o endereço MAC (48 bits). Quando um endereço de destino não é conhecido, o switch faz um broadcast (inundação) para todas as portas contidas no domínio de broadcast (VLAN) e, ao vir a resposta por uma determinada porta, o switch associa este MAC destino a essa porta e registra a informação em sua tabela de encaminhamento (aprendizado). A partir de então, todo o tráfego para aquele VID/MAC é encaminhado por aquela porta do switch. O princípio do PBB-TE é justamente desabilitar as funcionalidades do Ethernet relacionadas ao broadcast, quando um dado destino não é conhecido. No conceito do PBB-TE, o VID não é mais usado como um domínio de broadcast, mas, em conjunto com o endereço MAC, é usado para indicar um caminho único dentro da rede do operador de serviços [12]. Isto resulta em um caminho pré-determinado dentro da rede e com características totalmente previsíveis. No restante, os switches irão continuar

16 funcionando como antes, ou seja, encaminhando dados para um destino, baseado em uma tabela de encaminhamento. No PBB-TE, a alocação da faixa de endereços VID/MAC na tabela de encaminhamento é feita via gerência ou plano de controle, ao invés do tradicional inundação e aprendizado. O formato do cabeçalho Ethernet é o mesmo do PBB, sendo a diferença apenas na interpretação lógica de encaminhamento que o switch deve fazer. As vantagens do PBB-TE são as mesmas do PBB, com as seguintes diferenças: a) No PBB-TE, os switches de borda do provedor de serviços não precisam aprender os endereços MAC dos clientes, permitindo assim, uma ainda maior redução de custo dos equipamentos; b) A rede do provedor torna-se mais robusta por se tornar isolada de tempestades de broadcast e possíveis loops criados pela rede do cliente; c) Não propicia o serviço de E-LAN, uma vez que o PBB-TE é ponto-a-ponto. Porém, este serviço pode ser feito nas instalações do cliente, com este fazendo a separação do tráfego para cada localidade remota em distintas VLANs. Assim, túneis PBT ponto-a-ponto podem ser criados para interconexão a cada uma destas localidades; d) Mecanismo de proteção simplificado e mais rápido. 5.2 OAM (Operation, Administration and Maintenance) A funcionalidade OAM em redes TDM, nos dias de hoje, está muito bem definida para que as operadoras possam oferecer um serviço Carrier [13]. Através desta funcionalidade é possível efetuar o gerenciamento remoto da rede. O Ethernet clássico, em um ambiente LAN, não possui esta funcionalidade. Para adição da mesma ao conceito Carrier Ethernet, padronizações foram desenvolvidas tanto no ITU-T como no IEEE. No ITU-T as recomendações Y.1730 (OAM Requirements) e Y.1731 (OAM Mechanisms) foram aprovadas em 2004 e 2006, respectivamente. Recomendações para equipamentos Ethernet que possuem a funcionalidade OAM, foram aprovadas em 2010 ITU-T G.8021/Y No IEEE o

17 padrão 802.1ag (Conectivity Fault Management), aprovado em 2007, provê Gerenciamento de Falhas. OAM em redes Carrier Ethernet é composta, basicamente, por duas áreas principais: Gerenciamento de Falha e Monitoramento de Desempenho. O Gerenciamento de Falha, como nas redes TDM, permite que os operadores da rede sejam notificados da ocorrência de uma falha e fornece ferramentas para que a mesma seja tratada. Já o Monitoramento de Desempenho é uma nova funcionalidade, necessária para permitir acompanhar a qualidade do serviço oferecida por uma rede de pacotes. Na tabela 3, estão descritas as funções OAM definidas nestes padrões, assim como seu tipo, uma breve descrição e a qual recomendação pertencem. Tabela 3 Funções de OAM do Ethernet Nome da função Continuity Check (CC) Loopback (LB) Link trace (LT) Alarm indication signal (AIS) Maintenance communication channel (MCC) Experimental OAM (EXP) Vendor specific OAM (VSP) Loss measurement (LM) Tipo monitoramento Falha Desempenho Subtipo Descrição Notas Detecção de falha Verificação de falha Isolamento de falha Notificação Perdas Verificação continua de conectividade entre endpoints. Mensagens enviadas a intervalos regulares. O não recebimento da mensagem acusa falha. Verificação de conectividade sobre demanda com mensagens de loopback. Verificação da rota que os quadros estão utilizando, igual ao traceroute. Indicação de defeitos para os endpoints. Canal de comunicação de manutenção para a operadora Funções experimentais do OAM Funções OAM específicas do fabricante Medição da taxa de perda de quadros Especificadas pelasieee 802.1ag e ITU-T Y.1731 Especificadas somente pela ITU-T Y.1731

18 Delay measurement (DM) Jitter measurement Atraso Jitter Medição de atraso na transmissão do quadro Medição da variação do atraso 6. Confiabilidade Confiabilidade é um fator de grande importância e que deve ser adicionada a Ethernet como proposta de utilização para o Carrier Ethernet. Os modelos de proteção propostos têm como base as tecnologias atualmente em uso (SONET/SDH e ATM) e que oferecem tempo de recuperação inferior a 50ms. Neste tópico, analisaremos diferentes modelos de proteção e sua importância para as redes Carrier Ethernet. 6.1 Proteção Linear A recomendação G.8031 do ITU-T, aprovada em 2006, especifica um modelo de proteção linear. Este mecanismo se baseia na utilização de uma linha de proteção alternativa, associada a uma linha de trabalho. No caso de falha na linha de trabalho, a transmissão é comutada para a linha de proteção. Numa rede PBB-TE, o operador da rede correlaciona um VID (ex., VID-35) com um caminho de trabalho na rede e outro VID (ex., VID 36) com um caminho de proteção. Assim, com o caminho principal ativo, os pacotes do cliente que chegam ao switch de borda são encapsulados em um B-MAC_cliente com VID_35. Ao ocorrer uma falha no caminho principal, o switch de borda simplesmente passa a encapsular os pacotes com o B-MAC_cliente e com o VID_36, com os pacotes simplesmente passando a ser encaminhados pelo caminho de proteção[1]. A figura 10 representa a arquitetura de uma proteção 1:1 bidirecional. Considerando a conexão West/East (em preto), o circuito superior representa o caminho de trabalho (VID-35, do exemplo acima) e o circuito inferior o caminho de proteção (VID-36, do exemplo acima).

19 Figura 10- G8031 Arquitetura de Proteção 1:1 [13] 6.2 Proteção em Anel Além da recomendação anterior, foi aprovada, em 2010[15], a recomendação G.8032/Y.1344, do ITU-T, ERP (Ethernet Ring Protection), que oferece suporte para proteção em uma rede de anéis interconectados, com tempo de comutação inferior a 50ms [16]. Numa rede de switches, interligados em anel, como representado na figura 11, um dos links é denominado Link de Proteção do Anel (RPL Ring Protection Link). Um dos switches, conectados a este link (nó A), é denominado dono do RPL (RPL owner). Para evitar o efeito de loop, este switch mantém a porta, à qual o RPL está conectado, bloqueada, durante o estado normal (Idle) do anel. A monitoração de cada link do anel é feita pelo envio de mensagens CC (Continuity Check), trocadas pelos nós por ele interligados. Em caso de falha, a ausência da recepção desta mensagem faz com que os nós adjacentes ao link defeituoso (NAFs), nós D e E, utilizem o protocolo R-APS (Ring Automatic Protection Switching), para anunciar a ocorrência da mesma. Na ocorrência desta, os nós adjacentes (NAFs) bloqueiam a porta à qual o link está conectado e enviam a mensagem de falha de sinal (SF Signal Failure) para o anel, através da VLAN de controle (APS Channel). A presença da mensagem SF no anel faz com que o switch que controla o link de proteção (RPL owner) desbloqueie a porta à qual ele está conectado, liberando o tráfego

20 de dados. Para reconhecer a nova topologia, todos os switches atualizam a sua tabela, através do procedimento de RDB Flushing. O anel entra no estado de Proteção. Com a normalização do estado de falha do link, detectada pela recepção das mensagens CC pelos nós adjacentes (NAFs), estes nós passam a enviar mensagens NR para o anel. O nó de controle do link de proteção (RPL owner), ao receber mensagens NR, aguarda um tempo, denominado WTR (Wait-to-Restore) e, então, bloqueia a porta do link de proteção e envia mensagens NR, RB para o anel. Os demais nós da rede, ao receber esta mensagem, desbloqueiam a porta do link com falha (no caso dos NAFs) e atualizam sua tabela (executam o FDB Flush). O anel volta então ao estado normal (Idle). Figura 11 - Rede Ethernet em Anel Em 2009, a recomendação G.8032, adicionou o suporte a anéis interconectados, com o uso de canal virtual R-APS. A figura 12 apresenta os componentes desta arquitetura. Constituída por um anel principal (Major Ring) e um secundário (Sub- Ring), que compartilham dois nós, denominados nós de interconexão (Interconection Nodes) e o link de proteção. Estes nós e o link de proteção ficam sobre o controle do

Fundamentos de Carrier Ethernet. Jerônimo A. Bezerra

Fundamentos de Carrier Ethernet. Jerônimo A. Bezerra <jab@rnp.br> Fundamentos de Carrier Ethernet Jerônimo A. Bezerra 1 Índice Crescimento das redes metropolitanas Ethernet e seus desafios Metro Ethernet Forum - papel, aevidades e envolvimento Introdução

Leia mais

EMBRATEL WHITE PAPER

EMBRATEL WHITE PAPER EMBRATEL WHITE PAPER CARRIER ETHERNET Neste artigo, a Embratel destaca a história, arquitetura, princípios e serviços que a solução de Carrier Ethernet possui. A tecnologia Ethernet foi concebida na década

Leia mais

Faculdade Integrada do Ceará FIC Graduação em Redes de Computadores

Faculdade Integrada do Ceará FIC Graduação em Redes de Computadores Faculdade Integrada do Ceará FIC Graduação em Redes de Computadores Disciplina Redes de Banda Larga Prof. Andrey Halysson Lima Barbosa Aula 7 Metro Ethernet Sumário IEEE 802.3ae 10 Gbit/s Ethernet - Metro

Leia mais

Metro Ethernet. Davi M. Fraulob, Edgar J. Piacentini. Mestrado em Informática Aplicada Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Metro Ethernet. Davi M. Fraulob, Edgar J. Piacentini. Mestrado em Informática Aplicada Pontifícia Universidade Católica do Paraná Metro Ethernet Davi M. Fraulob, Edgar J. Piacentini Mestrado em Informática Aplicada Pontifícia Universidade Católica do Paraná Curitiba, novembro 2006 Resumo. O mercado tem cada vez mais buscado por soluções

Leia mais

RCO2. WAN: MetroEthernet

RCO2. WAN: MetroEthernet RCO2 WAN: MetroEthernet 1 Carrier Ethernet Carrier Ethernet: definido pelo MEF como: Uma rede e serviços de transmissão ubíquos e padronizados definidos por cinco atributos que os diferem de LANs Ethernet

Leia mais

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito - Metro-Ethernet (Carrier Ethernet) www.labcisco.com.br ::: shbbrito@labcisco.com.br Prof. Samuel Henrique Bucke Brito - Ethernet na LAN www.labcisco.com.br ::: shbbrito@labcisco.com.br Prof. Samuel Henrique

Leia mais

UNIDADE II. Fonte: SGC Estácio e Marco Filippetti

UNIDADE II. Fonte: SGC Estácio e Marco Filippetti UNIDADE II Metro Ethernet Fonte: SGC Estácio e Marco Filippetti Metro Ethernet é um modo de utilizar redes Ethernet em áreas Metropolitanas e geograficamente distribuídas. Esse conceito surgiu pois, de

Leia mais

Redes de Computadores IEEE 802.3

Redes de Computadores IEEE 802.3 Redes de Computadores Ano 2002 Profª. Vívian Bastos Dias Aula 8 IEEE 802.3 Ethernet Half-Duplex e Full-Duplex Full-duplex é um modo de operação opcional, permitindo a comunicação nos dois sentidos simultaneamente

Leia mais

Placa de Rede. Rede de Computadores. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. Placa de Rede

Placa de Rede. Rede de Computadores. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. Placa de Rede Rede de Computadores Prof. André Cardia Email: andre@andrecardia.pro.br MSN: andre.cardia@gmail.com Placa de Rede Uma placa de rede (NIC), ou adaptador de rede, oferece capacidades de comunicações nos

Leia mais

Placa de Rede. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. MAN (Metropolitan Area Network) Rede Metropolitana

Placa de Rede. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. MAN (Metropolitan Area Network) Rede Metropolitana Rede de Computadores Parte 01 Prof. André Cardia Email: andre@andrecardia.pro.br MSN: andre.cardia@gmail.com Placa de Rede Uma placa de rede (NIC), ou adaptador de rede, oferece capacidades de comunicações

Leia mais

RCO2. LANs, MANs e WANs Visão geral

RCO2. LANs, MANs e WANs Visão geral RCO2 LANs, MANs e WANs Visão geral 1 LAN, MAN e WAN Classificação quanto a alcance, aplicação e tecnologias Distâncias: WAN: : distâncias arbitrariamente longas MAN: : distâncias médias (urbanas) LAN:

Leia mais

Redes 10 Gigabit Ethernet

Redes 10 Gigabit Ethernet Redes 10 Gigabit Ethernet Ederson Luis Posselt 1, Joel Henri Walter 2 1 Instituto de Informática Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) Bairro Universitário na Av. Independência 2293 Santa Cruz do Sul

Leia mais

Comunicação Comunicação é o ato de transmissão de informações de uma pessoa à outra. Emissor: Receptor: Meio de transmissão Sinal:

Comunicação Comunicação é o ato de transmissão de informações de uma pessoa à outra. Emissor: Receptor: Meio de transmissão Sinal: Redes - Comunicação Comunicação é o ato de transmissão de informações de uma pessoa à outra. Comunicação sempre foi, desde o início dos tempos, uma necessidade humana buscando aproximar comunidades distantes.

Leia mais

MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY SLOAN SCHOOL OF MANAGEMENT. Fatores Tecnológicos, Estratégicos e Organizacionais

MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY SLOAN SCHOOL OF MANAGEMENT. Fatores Tecnológicos, Estratégicos e Organizacionais MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY SLOAN SCHOOL OF MANAGEMENT 15.565 Integração de Sistemas de Informação: Fatores Tecnológicos, Estratégicos e Organizacionais 15.578 Sistemas de Informação Global:

Leia mais

REDES ETHERNET. Curso Profissional Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos. Redes de Comunicação 10º Ano

REDES ETHERNET. Curso Profissional Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos. Redes de Comunicação 10º Ano REDES ETHERNET Curso Profissional Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos Redes de Comunicação 10º Ano Nome: Marcelo Filipe Rocha Assunção 2013/2014 ÍNDICE Introdução... 2 Arquitetura

Leia mais

Metro-LANs Ligação ao Backbone

Metro-LANs Ligação ao Backbone Metro-LANs Ligação ao Backbone Conhecimentos assumidos na apresentação Tecnologias LAN / VLAN / L2 Switching MPLS / RSVP Protocolos IGP BGP / LDP Conceitos Rede de operador (Service Provider Network) VPNs

Leia mais

1 Lista de exercícios 01

1 Lista de exercícios 01 FRANCISCO TESIFOM MUNHOZ 2007 1 Lista de exercícios 01 1) No desenvolvimento e aperfeiçoamento realizado em redes de computadores, quais foram os fatores que conduziram a interconexão de sistemas abertos

Leia mais

Uso de Virtual Lan (VLAN) para a disponibilidade em uma Rede de Campus

Uso de Virtual Lan (VLAN) para a disponibilidade em uma Rede de Campus Uso de Virtual Lan (VLAN) para a disponibilidade em uma Rede de Campus Edson Rodrigues da Silva Júnior. Curso de Redes e Segurança de Sistemas Pontifícia Universidade Católica do Paraná Curitiba, Fevereiro

Leia mais

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito - Switch na Camada 2: Comutação www.labcisco.com.br ::: shbbrito@labcisco.com.br Prof. Samuel Henrique Bucke Brito Introdução A conexão entre duas portas de entrada e saída, bem como a transferência de

Leia mais

Figura 1 Taxas de transmissão entre as redes

Figura 1 Taxas de transmissão entre as redes Conceitos de Redes Locais A função básica de uma rede local (LAN) é permitir a distribuição da informação e a automatização das funções de negócio de uma organização. As principais aplicações que requerem

Leia mais

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito - Redes WAN de Circuitos Virtuais www.labcisco.com.br ::: shbbrito@labcisco.com.br Prof. Samuel Henrique Bucke Brito Introdução Na aula de hoje serão apresentadas duas tecnologias de redes de longa distância

Leia mais

Figura 1 - Comparação entre as camadas do Modelo OSI e doieee. A figura seguinte mostra o formato do frame 802.3:

Figura 1 - Comparação entre as camadas do Modelo OSI e doieee. A figura seguinte mostra o formato do frame 802.3: Introdução Os padrões para rede local foram desenvolvidos pelo comitê IEEE 802 e foram adotados por todas as organizações que trabalham com especificações para redes locais. Os padrões para os níveis físico

Leia mais

Fundamentos de Rede. Aula 01 - Introdução e Redes

Fundamentos de Rede. Aula 01 - Introdução e Redes Fundamentos de Rede Aula 01 - Introdução e Redes Contextualização Séculos XVIII e XIX - Revolução Industrial máquinas mecânicas, taylorismo, fábricas hierarquia, centralização da decisão, mainframes Séculos

Leia mais

RCO2. Redes Locais (LANs): Características e requisitos

RCO2. Redes Locais (LANs): Características e requisitos RCO2 Redes Locais (LANs): Características e requisitos 1 Aplicações de LANs LANs para computadores pessoais Baixo custo Taxas de transmissão limitadas Redes de conexão Interconexão de sistemas maiores

Leia mais

UNIDADE II. Fonte: SGC Estácio e João Bosco M. Sobral

UNIDADE II. Fonte: SGC Estácio e João Bosco M. Sobral UNIDADE II Aula 6 LPCD, Redes IP/MPLS, VPN e Frame Relay Fonte: SGC Estácio e João Bosco M. Sobral MPLS significa Multi Protocol Label Switching. OMPLSé um mecanismo eficiente i de encapsulamento em hardware

Leia mais

Interconexão redes locais (LANs)

Interconexão redes locais (LANs) Interconexão redes locais (LANs) Descrever o método de funcionamento dos dispositivos bridge e switch, desenvolver os conceitos básicos de LANs intermediárias, do uso do protocolo STP e VLANs. Com o método

Leia mais

Redes de Alta Velocidade

Redes de Alta Velocidade Redes de Alta Velocidade IEEE 802.3z e IEEE 802.3ab Gigabit Ethernet Redes de Alta Velocidade IEEE 802.3z e IEEE 802.3ab Gigabit Ethernet Parte I IEEE 802.3 Ethernet Parte II IEEE 802.3u Fast Ethernet

Leia mais

PASSIVE OPTICAL NETWORK - PON

PASSIVE OPTICAL NETWORK - PON PASSIVE OPTICAL NETWORK - PON É uma solução para a rede de acesso, busca eliminar o gargalo das atuais conexões entre as redes dos usuários e as redes MAN e WAN. A solução PON não inclui equipamentos ativos

Leia mais

Redes de Computadores I ENLACE: PPP ATM

Redes de Computadores I ENLACE: PPP ATM Redes de Computadores I ENLACE: PPP ATM Enlace Ponto-a-Ponto Um emissor, um receptor, um enlace: Sem controle de acesso ao meio; Sem necessidade de uso de endereços MAC; X.25, dialup link, ISDN. Protocolos

Leia mais

Rede de Computadores II

Rede de Computadores II Slide 1 Técnicas para se alcançar boa qualidade de serviço Reserva de recursos A capacidade de regular a forma do tráfego oferecido é um bom início para garantir a qualidade de serviço. Mas Dispersar os

Leia mais

Prof. Wilton O. Ferreira Universidade Federal Rural de Pernambuco UFRPE 1º Semestre / 2012

Prof. Wilton O. Ferreira Universidade Federal Rural de Pernambuco UFRPE 1º Semestre / 2012 Prof. Wilton O. Ferreira Universidade Federal Rural de Pernambuco UFRPE 1º Semestre / 2012 As redes de computadores possibilitam que indivíduos possam trabalhar em equipes, compartilhando informações,

Leia mais

Interconexão de redes locais. Repetidores. Pontes (Bridges) Hubs. Pontes (Bridges) Pontes (Bridges) Existência de diferentes padrões de rede

Interconexão de redes locais. Repetidores. Pontes (Bridges) Hubs. Pontes (Bridges) Pontes (Bridges) Existência de diferentes padrões de rede Interconexão de redes locais Existência de diferentes padrões de rede necessidade de conectá-los Interconexão pode ocorrer em diferentes âmbitos LAN-LAN LAN: gerente de um determinado setor de uma empresa

Leia mais

Estrutura de um Rede de Comunicações. Redes e Sistemas Distribuídos. Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação. Redes de comunicação de dados

Estrutura de um Rede de Comunicações. Redes e Sistemas Distribuídos. Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação. Redes de comunicação de dados Estrutura de um Rede de Comunicações Profa.. Cristina Moreira Nunes Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação Utilização do sistema de transmissão Geração de sinal Sincronização Formatação das mensagens

Leia mais

Claudivan C. Lopes claudivan@ifpb.edu.br

Claudivan C. Lopes claudivan@ifpb.edu.br Claudivan C. Lopes claudivan@ifpb.edu.br Por que redes de computadores? Tipos de redes Componentes de uma rede IFPB/Patos - Prof. Claudivan 2 Quando o assunto é informática, é impossível não pensar em

Leia mais

Redes WAN. Prof. Walter Cunha

Redes WAN. Prof. Walter Cunha Redes WAN Conceitos Iniciais Prof. Walter Cunha Comutação por Circuito Todos os recursos necessários em todos os subsistemas de telecomunicação que conectam origem e destino, são reservados durante todo

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES Rede é um conjunto de módulos processadores capazes de trocar informações e compartilhar recursos. O tipo de rede é definido pela sua área de abrangência, podemos classificar as redes

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES Rede é um conjunto de módulos processadores capazes de trocar informações e compartilhar recursos. O tipo de rede é definido pela sua área de abrangência, podemos classificar as redes

Leia mais

Redes de Dados. Aula 1. Introdução. Eytan Mediano

Redes de Dados. Aula 1. Introdução. Eytan Mediano Redes de Dados Aula 1 Introdução Eytan Mediano 1 6.263: Redes de Dados Aspectos fundamentais do projeto de redes e análise: Arquitetura Camadas Projeto da Topologia Protocolos Pt - a Pt (Pt= Ponto) Acesso

Leia mais

Fernando Albuquerque - fernando@cic.unb.br REDES LAN - WAN. Fernando Albuquerque (061) 273-3589 fernando@cic.unb.br

Fernando Albuquerque - fernando@cic.unb.br REDES LAN - WAN. Fernando Albuquerque (061) 273-3589 fernando@cic.unb.br REDES LAN - WAN Fernando Albuquerque (061) 273-3589 fernando@cic.unb.br Tópicos Modelos Protocolos OSI e TCP/IP Tipos de redes Redes locais Redes grande abrangência Redes metropolitanas Componentes Repetidores

Leia mais

Equipamentos de Redes de Computadores

Equipamentos de Redes de Computadores Equipamentos de Redes de Computadores Romildo Martins da Silva Bezerra IFBA Estruturas Computacionais Equipamentos de Redes de Computadores... 1 Introdução... 2 Repetidor... 2 Hub... 2 Bridges (pontes)...

Leia mais

Redes WAN Conceitos Iniciais. Prof. Walter Cunha

Redes WAN Conceitos Iniciais. Prof. Walter Cunha Redes WAN Conceitos Iniciais Prof. Walter Cunha Comutação por Circuito Todos os recursos necessários em todos os subsistemas de telecomunicação que conectam origem e destino, são reservados durante todo

Leia mais

TI Aplicada. Aula 05 Redes de Computadores (parte 2) Prof. MSc. Edilberto Silva edilms@yahoo.com http://www.edilms.eti.br

TI Aplicada. Aula 05 Redes de Computadores (parte 2) Prof. MSc. Edilberto Silva edilms@yahoo.com http://www.edilms.eti.br TI Aplicada Aula 05 Redes de Computadores (parte 2) Prof. MSc. Edilberto Silva edilms@yahoo.com http://www.edilms.eti.br Conceitos Básicos Equipamentos, Modelos OSI e TCP/IP O que são redes? Conjunto de

Leia mais

MPLS. Multi Protocol Label Switching

MPLS. Multi Protocol Label Switching MPLS Multi Protocol Label Switching Nome: Edson X. Veloso Júnior Engenheiro em Eletrônica Provedor de Internet desde 2002 Integrante da equipe de instrutores da MikrotikBrasil desde 2007 Certificado Mikrotik:

Leia mais

Apostilas de Eletrônica e Informática SDH Hierarquia DigitaL Síncrona

Apostilas de Eletrônica e Informática SDH Hierarquia DigitaL Síncrona SDH A SDH, Hierarquia Digital Síncrona, é um novo sistema de transmissão digital de alta velocidade, cujo objetivo básico é construir um padrão internacional unificado, diferentemente do contexto PDH,

Leia mais

09/06/2011. Profª: Luciana Balieiro Cosme

09/06/2011. Profª: Luciana Balieiro Cosme Profª: Luciana Balieiro Cosme Revisão dos conceitos gerais Classificação de redes de computadores Visão geral sobre topologias Topologias Barramento Anel Estrela Hibridas Árvore Introdução aos protocolos

Leia mais

Redes e Serviços em Banda Larga

Redes e Serviços em Banda Larga Redes e Serviços em Banda Larga Redes Locais de Alta Velocidade Paulo Coelho 2002 /2003 1 Introdução Fast Ethernet Gigabit Ethernet ATM LANs 2 Características de algumas LANs de alta velocidade Fast Ethernet

Leia mais

Acesso Ethernet com Hubs

Acesso Ethernet com Hubs Acesso Ethernet com Hubs O dado é enviado de um por vez Cada nó trafega a 10 Mbps Acesso Ethernet com Bridges Bridges são mais inteligentes que os hubs Bridges reuni os quadros entre dois segmentos de

Leia mais

1 Redes de comunicação de dados

1 Redes de comunicação de dados 1 Redes de comunicação de dados Nos anos 70 e 80 ocorreu uma fusão dos campos de ciência da computação e comunicação de dados. Isto produziu vários fatos relevantes: Não há diferenças fundamentais entre

Leia mais

Administração de Sistemas de Informação Gerenciais

Administração de Sistemas de Informação Gerenciais Administração de Sistemas de Informação Gerenciais UNIDADE V: Telecomunicações, Internet e Tecnologia Sem Fio. Tendências em Redes e Comunicações No passado, haviam dois tipos de redes: telefônicas e redes

Leia mais

Evolução do Padrão Ethernet

Evolução do Padrão Ethernet Beethovem Zanella Dias bzdias@cbpf.br Nilton Alves Jr. naj@cbpf.br http://mesonpi.cat.cbpf.br/naj Evolução do Padrão Ethernet Resumo A rápida evolução dos padrões de tecnologias de rede nós leva a várias

Leia mais

1. INTRODUÇÃO AO ATM. O nome ATM vem de ASYNCHRONOUS TRANSFER MODE.

1. INTRODUÇÃO AO ATM. O nome ATM vem de ASYNCHRONOUS TRANSFER MODE. 1. INTRODUÇÃO AO ATM O nome ATM vem de ASYNCHRONOUS TRANSFER MODE. O Protocolo ATM vem se tornando a cada dia que passa o mas importante no meio das Telecomunicações Mundiais. Tudo leva a crer que desempenhará

Leia mais

Equipamentos de Redes. Placas de Rede, Repetidores, Hubs, Pontes,, Switches, Roteadores, Gateways

Equipamentos de Redes. Placas de Rede, Repetidores, Hubs, Pontes,, Switches, Roteadores, Gateways Equipamentos de Redes Placas de Rede, Repetidores, Hubs, Pontes,, Switches, Roteadores, Gateways Placas de Rede Placas de Rede Preparação dos quadros para que possam ser enviados pelos cabos. A placa de

Leia mais

Interconexão de Redes

Interconexão de Redes Interconexão de Redes Romildo Martins Bezerra CEFET/BA Redes de Computadores II Introdução... 2 Repetidor... 2 Hub... 2 Bridges (pontes)... 3 Switches (camada 2)... 3 Conceito de VLANs... 3 Switches (camada

Leia mais

Padrão Ethernet. Características Gerais

Padrão Ethernet. Características Gerais O padrão ethernet surgiu em 1972 nos laboratórios da Xerox, com o pesquisador Robert Metcalfe. Inicialmente utilizava uma rede onde todas as estações(lans) compartilhavam do mesmo meio de transmissão,

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Professor: Rodrigo Caetano Filgueira Tecnologias WAN TECNOLOGIAS WAN Quando uma empresa cresce e passa a ter instalações em várias localidades, é necessário interconectar as redes

Leia mais

Graduação Tecnológica em Redes de Computadores. Infraestrutura de Redes de Computadores

Graduação Tecnológica em Redes de Computadores. Infraestrutura de Redes de Computadores Graduação Tecnológica em Redes de Computadores Infraestrutura de Redes de Computadores Euber Chaia Cotta e Silva euberchaia@yahoo.com.br Graduação Tecnológica em Redes de Computadores Conceitos Euber Chaia

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES 08/2013 Material de apoio Conceitos Básicos de Rede Cap.1 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a leitura da bibliografia básica.

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES II. Ricardo José Cabeça de Souza www.ricardojcsouza.com.br

REDES DE COMPUTADORES II. Ricardo José Cabeça de Souza www.ricardojcsouza.com.br REDES DE COMPUTADORES II Ricardo José Cabeça de Souza www.ricardojcsouza.com.br Surgiu final década de 1980 Tecnologia de comutação em infraestrutura redes RDSI-FL(B-ISDN) Recomendação I.121 da ITU-T(1988)

Leia mais

O Nível de Enlace nas Redes Locais. Ethernet. Ethernet

O Nível de Enlace nas Redes Locais. Ethernet. Ethernet O Nível de Enlace nas Redes Locais Como já foi visto, o nível de enlace deve fornecer uma interface de serviço bem definida para o nível de rede. deve determinar como os bits do nível físico serão agrupados

Leia mais

Universidade do Sul de Santa Catarina. Tecnologia e Comutação Ethernet. Ana Lúcia Rodrigues Wiggers

Universidade do Sul de Santa Catarina. Tecnologia e Comutação Ethernet. Ana Lúcia Rodrigues Wiggers Universidade do Sul de Santa Catarina Tecnologia e Comutação Ethernet Conceitos de Ethernet Nos anos 80 foi publicado o primeiro padrão Ethernet por um consórcio entre a Digital Equipment Company, a Intel,

Leia mais

Redes WAN. Redes de Longa Distância Prof. Walter Cunha

Redes WAN. Redes de Longa Distância Prof. Walter Cunha Redes WAN Frame-Relay Redes de Longa Distância Prof. Walter Cunha Desdobramento da ISDN Alta Velocidade Taxas entre 64 Kbps e 2 Mbps Roteamento na Camada de Enlace Usada p/ interligar: WAN, SNA, Internet

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES Rede é um conjunto de módulos processadores capazes de trocar informações e compartilhar recursos. O tipo de rede é definido pela sua área de abrangência, podemos classificar as redes

Leia mais

UNINGÁ UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR INGÁ FACULDADE INGÁ CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO TOPOLOGIAS. Profº Erinaldo Sanches Nascimento

UNINGÁ UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR INGÁ FACULDADE INGÁ CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO TOPOLOGIAS. Profº Erinaldo Sanches Nascimento UNINGÁ UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR INGÁ FACULDADE INGÁ CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO TOPOLOGIAS Profº Erinaldo Sanches Nascimento Objetivos Examinar as várias maneiras para projetar a infraestrutura de cabo para

Leia mais

Evolução na Comunicação de

Evolução na Comunicação de Evolução na Comunicação de Dados Invenção do telégrafo em 1838 Código Morse. 1º Telégrafo Código Morse Evolução na Comunicação de Dados A evolução da comunicação através de sinais elétricos deu origem

Leia mais

TELECOMUNICAÇÕES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

TELECOMUNICAÇÕES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 3 - REDES PARA INFORMÁTICA 1. INTRODUÇÃO Muito se falou sobre telecomunicações aplicadas as diversas áreas da comunicação. Todas as áreas de uma forma ou de outra são dependentes da computação/informática

Leia mais

Elemento central da rede par trançado Camada física do modelo OSI Cascateamento de hubs

Elemento central da rede par trançado Camada física do modelo OSI Cascateamento de hubs Elemento central da rede par trançado Camada física do modelo OSI Cascateamento de hubs Porta UTP Regra 5-4-3 (em desuso) Porta UTP específica Hubs são enxergados como um único equipamento (geralmente

Leia mais

Roteamento e Comutação

Roteamento e Comutação Roteamento e Comutação Uma estação é considerada parte de uma LAN se pertencer fisicamente a ela. O critério de participação é geográfico. Quando precisamos de uma conexão virtual entre duas estações que

Leia mais

Roteamento e Comutação

Roteamento e Comutação Roteamento e Comutação A camada de enlace, cujo protocolo é utilizado para transportar um datagrama por um enlace individual, define o formato dos pacotes trocados entre os nós nas extremidades, bem como

Leia mais

Há dois tipos de configurações bidirecionais usados na comunicação em uma rede Ethernet:

Há dois tipos de configurações bidirecionais usados na comunicação em uma rede Ethernet: Comunicação em uma rede Ethernet A comunicação em uma rede local comutada ocorre de três formas: unicast, broadcast e multicast: -Unicast: Comunicação na qual um quadro é enviado de um host e endereçado

Leia mais

Este tutorial apresenta os principais conceitos sobre a revolução da Ethernet Óptica.

Este tutorial apresenta os principais conceitos sobre a revolução da Ethernet Óptica. Ethernet Óptica Este tutorial apresenta os principais conceitos sobre a revolução da Ethernet Óptica. Em aproximadamente trinta anos de existência, a Ethernet tornou-se onipresente; uma tecnologia plug

Leia mais

Fundamentos de Redes de Computadores. Camadas física e de enlace do modelo OSI Prof. Ricardo J. Pinheiro

Fundamentos de Redes de Computadores. Camadas física e de enlace do modelo OSI Prof. Ricardo J. Pinheiro Fundamentos de Redes de Computadores Camadas física e de enlace do modelo OSI Prof. Ricardo J. Pinheiro Resumo Camada física. Padrões. Equipamentos de rede. Camada de enlace. Serviços. Equipamentos de

Leia mais

Orientador: Sergio Vianna Fialho Orientandos: Ícaro Cezar Rodrigues de Queiroz João Paulo Moreira Dias França. Curso: Engenharia de Computação

Orientador: Sergio Vianna Fialho Orientandos: Ícaro Cezar Rodrigues de Queiroz João Paulo Moreira Dias França. Curso: Engenharia de Computação da MEF 10.1 Atributos de Serviços Ethernet Fase 2 Orientador: Sergio Vianna Fialho Orientandos: Ícaro Cezar Rodrigues de Queiroz João Paulo Moreira Dias França Curso: Engenharia de Computação Natal, 16

Leia mais

TECNOLOGIA DE ACESSO A REDES Prof. André Ciriaco andreciriaco@hotmail.com Aula 02 Objetivo da Aula Apresentação da Atividade PO última aula 1.5. Redes WAN Conceitos 1.5.1 Redes Wan -História 1.5.2 Elementos

Leia mais

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Material de apoio 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a leitura

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES LAN e WAN: Topologias e Equipamentos

REDES DE COMPUTADORES LAN e WAN: Topologias e Equipamentos Administração de Empresas 2º Período Informática Aplicada REDES DE COMPUTADORES LAN e WAN: Topologias e Equipamentos Prof. Sérgio Rodrigues 1 INTRODUÇÃO Introdução Este trabalho tem como objetivos: definir

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES Prof. Esp. Fabiano Taguchi http://fabianotaguchi.wordpress.com fabianotaguchi@gmail.com RESUMO 1 COMUTAÇÃO DE CIRCUITOS Reservados fim-a-fim; Recursos são dedicados; Estabelecimento

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Prof. Macêdo Firmino Introdução a Redes de Computadores Macêdo Firmino (IFRN) Redes de Computadores Novembro de 2012 1 / 25 O que é Redes de Computadores? É a infra-estrutura de hardware

Leia mais

Cap 01 - Conceitos Básicos de Rede (Kurose)

Cap 01 - Conceitos Básicos de Rede (Kurose) Cap 01 - Conceitos Básicos de Rede (Kurose) 1. Quais são os tipos de redes de computadores e qual a motivação para estudá-las separadamente? Lan (Local Area Networks) MANs(Metropolitan Area Networks) WANs(Wide

Leia mais

Exercícios de Redes de Computadores Assuntos abordados: Conceitos gerais Topologias Modelo de referência OSI Modelo TCP/IP Cabeamento 1.

Exercícios de Redes de Computadores Assuntos abordados: Conceitos gerais Topologias Modelo de referência OSI Modelo TCP/IP Cabeamento 1. Exercícios de Redes de Computadores Assuntos abordados: Conceitos gerais Topologias Modelo de referência OSI Modelo TCP/IP Cabeamento 1. (CODATA 2013) Em relação à classificação da forma de utilização

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES. Tecnologias de LAN - Ethernet

REDES DE COMPUTADORES. Tecnologias de LAN - Ethernet REDES DE COMPUTADORES Tecnologias de LAN - Ethernet Agenda Tecnologias de LANs Porque Ethernet Origem Endereçamento Frame Ethernet Padrão Fast Ethernet Gigabit Ethernet Tecnologias para LANs Por que Ethernet?

Leia mais

PROTOCOLO PPP. Luciano de Oliveira Mendes 1 Ricardo dos Santos 2

PROTOCOLO PPP. Luciano de Oliveira Mendes 1 Ricardo dos Santos 2 PROTOCOLO PPP Luciano de Oliveira Mendes 1 Ricardo dos Santos 2 RESUMO Neste trabalho é apresentado o Protocolo PPP, Suas principais características e seu funcionamento. Suas variações também são enfocadas

Leia mais

UTP ( PAR TRANÇADO SEM PROTEÇÃO)

UTP ( PAR TRANÇADO SEM PROTEÇÃO) Par Trançado UTP ( PAR TRANÇADO SEM PROTEÇÃO) O cabo UTP é composto por pares de fios, sendo que cada par é isolado um do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa, que não possui

Leia mais

Tecnologia e Infraestrutura. Conceitos de Redes

Tecnologia e Infraestrutura. Conceitos de Redes Tecnologia e Infraestrutura Conceitos de Redes Agenda Introdução às Tecnologias de Redes: a) Conceitos de redes (LAN, MAN e WAN); b) Dispositivos (Hub, Switch e Roteador). Conceitos e tipos de Mídias de

Leia mais

REDES INTRODUÇÃO À REDES

REDES INTRODUÇÃO À REDES REDES INTRODUÇÃO À REDES Simplificando ao extremo, uma rede nada mais é do que máquinas que se comunicam. Estas máquinas podem ser computadores, impressoras, telefones, aparelhos de fax, etc. Ex: Se interligarmos

Leia mais

Equipamentos de Rede. Prof. Sérgio Furgeri 1

Equipamentos de Rede. Prof. Sérgio Furgeri 1 Equipamentos de Rede Repetidor (Regenerador do sinal transmitido)* Mais usados nas topologias estrela e barramento Permite aumentar a extensão do cabo Atua na camada física da rede (modelo OSI) Não desempenha

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Introdução Redes de Computadores é um conjunto de equipamentos que são capazes de trocar informações e compartilhar recursos entre si, utilizando protocolos para se comunicarem e

Leia mais

Introdução ao MPLS. Tiago Carrijo Setti Algar Telecom

Introdução ao MPLS. Tiago Carrijo Setti Algar Telecom Introdução ao MPLS Tiago Carrijo Setti Algar Telecom Algar Telecom 60 anos de atuação Mais de 1,5 mil associados Mais de 1 milhão de clientes Companhia de capital aberto* Backbone 13 mil km de rede óptica

Leia mais

Redes de Computadores e a Internet

Redes de Computadores e a Internet Redes de Computadores e a Internet Magnos Martinello Universidade Federal do Espírito Santo - UFES Departamento de Informática - DI Laboratório de Pesquisas em Redes Multimidia - LPRM 2010 Introdução Redes

Leia mais

Redes de Computadores. Prof. José Gonçalves Pereira Filho Departamento de Informática zegonc@inf.ufes.br

Redes de Computadores. Prof. José Gonçalves Pereira Filho Departamento de Informática zegonc@inf.ufes.br Redes de Computadores Prof. José Gonçalves Pereira Filho Departamento de Informática zegonc@inf.ufes.br Classificação de Redes Redes de Computadores Conjunto de nós processadores capazes de trocar informações

Leia mais

REDE DE COMPUTADORES

REDE DE COMPUTADORES SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL REDE DE COMPUTADORES Tecnologias de Rede Topologias Tipos de Arquitetura Prof. Airton Ribeiro de Sousa E-mail: airton.ribeiros@gmail.com 1 REDES LOCAIS LAN -

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Capítulo 5.6 e 5.7 Interconexões e PPP Prof. Jó Ueyama Maio/2011 SSC0641-2011 1 Elementos de Interconexão SSC0641-2011 2 Interconexão com Hubs Dispositivo de camada física. Backbone:

Leia mais

Introdução as Redes de Computadores Transparências baseadas no livro Computer Networking: A Top-Down Approach Featuring the Internet James Kurose e Keith Ross Redes de Computadores A. Tanenbaum e Prof.

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Prof o : Marcelo Mendes. Padrões IEEE Termos importantes a saber: PACOTE Pacote é a estrutura de dados unitária de transmissão em uma rede de computadores. A informação a transmitir

Leia mais

Ethernet. O Nível de Enlace nas Redes Locais. Ethernet. Ethernet. Ethernet. Ethernet

Ethernet. O Nível de Enlace nas Redes Locais. Ethernet. Ethernet. Ethernet. Ethernet O Nível de Enlace nas Redes Locais Como já foi visto, o nível de enlace deve fornecer uma interface de serviço bem definida para o nível de rede. deve determinar como os bits do nível físico serão agrupados

Leia mais

Instituto Federal de Santa Catarina. Redes de Computadores RES 12502

Instituto Federal de Santa Catarina. Redes de Computadores RES 12502 Instituto Federal de Santa Catarina Redes de Computadores RES 12502 2014 2 O material para essas apresentações foi retirado das apresentações disponibilizadas pela Editora Pearson para o livro Redes de

Leia mais

Informática Aplicada I. Sistemas Operacionais Projeto e Implementação Andrew S. Tanenbaum Albert S. woodhull

Informática Aplicada I. Sistemas Operacionais Projeto e Implementação Andrew S. Tanenbaum Albert S. woodhull Informática Aplicada I Sistemas Operacionais Projeto e Implementação Andrew S. Tanenbaum Albert S. woodhull 1 Conceito de Sistema Operacional Interface: Programas Sistema Operacional Hardware; Definida

Leia mais

Prof. Manuel A Rendón M

Prof. Manuel A Rendón M Prof. Manuel A Rendón M MORAES, C. C. Engenharia de Automação Industrial, Cap. 6 Tanenbaum, Redes de Computadores, Cap. 1.2 AGUIRRE, L. A. Enciclopédia da Automática, Volume II, Cap. 15.3 Escravo é um

Leia mais

Evolução das Redes de Transporte: Packet Transport Networks e MPLS-TP

Evolução das Redes de Transporte: Packet Transport Networks e MPLS-TP Evolução das Redes de Transporte: Packet Transport Networks e MPLS-TP As redes de telecomunicações de hoje evoluíram substancialmente desde os dias dos serviços simples de telefonia. Hoje em dia uma grande

Leia mais

Arquitetura Metro de Serviços Plenos em Banda Larga

Arquitetura Metro de Serviços Plenos em Banda Larga Arquitetura Metro de Serviços Plenos em Banda Larga Este tutorial apresenta a rede Metro, como parte da arquitetura Full Service Broadband FSBB (Serviços Banda Larga), que dá ao usuário final facilidade

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Introdução Redes de Computadores Marco Antonio Montebello Júnior marco.antonio@aes.edu.br Rede É um conjunto de computadores chamados de estações de trabalho que compartilham recursos de hardware (HD,

Leia mais