O ENFERMEIRO E A RESPONSABILIDADE DE SE TORNAR COMPETENTE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O ENFERMEIRO E A RESPONSABILIDADE DE SE TORNAR COMPETENTE"

Transcrição

1 O ENFERMEIRO E A RESPONSABILIDADE DE SE TORNAR COMPETENTE Nidia Salgueiro. Inf., Coimbra, Portugal Este escrito resulta de um convite da Ordem dos Enfermeiros Região Centro para escrever um pequeno apontamento no âmbito da responsabilidade profissional, para publicar no seu Jornal a Enfermagem e o Cidadão que é distribuído a todos os seus membros e aos cidadãos através das organizações sociais. Apesar de naquele momento ter em mãos um outro compromisso inadiável, não fui capaz de recusar. É um assunto que me é muito caro, daí que de imediato afluíssem à minha mente uma série de aspectos que seria interessante tratar e de experiências vividas ao longo de mais de meio século de profissão que gostaria de partilhar. Para um assunto tão amplo há que fazer escolhas sobre a vertente a considerar. Após um breve questionamento, surgiu claramente a ideia de abordar a responsabilidade de se tornar um profissional competente, um perito na sua área de intervenção e de evoluir como pessoa, desabrochando e desenvolvendo todas as suas potencialidades. Não é tarefa fácil, mas esta profissão que privilegia o contacto humano, as relações interpessoais, dá imensas oportunidades de o fazer. Isso acontece naturalmente, sem grande esforço, se a pessoa nela se envolver séria e responsavelmente, se aceitar as tarefas a desempenhar e as situações que se lhe apresentam como desafios à sua capacidade de aprender e evoluir, por mais incómodas e difíceis que elas sejam. Estes dois objectivos estão imbricados um no outro, numa relação recíproca: ao desenvolver-se como ser humano, desenvolve-se também como enfermeiro capaz de compreender, de aceitar e respeitar, de ter compaixão e amor incondicional por outro ser humano. Um ser humano em situação de fragilidade, de sofrimento, de doença. Um ser humano que inesperadamente vê ruir os seus projectos de vida, se vê separado dos seus entes queridos, invadido por medos e incertezas quanto ao seu futuro, cujas questões que afluem à sua mente não obtêm respostas satisfatórias para os múltiplos problemas que o afligem, pois como diz o povo um mal nunca vem só. Este dito tem a sua razão de ser, dado que se acredita que os distúrbios físicos aconteceram, frequentemente, nos corpos energéticos, nos corpos subtis, muito antes de se manifestarem no corpo somático. Mas este ser humano é também, quantas vezes, um homem que caiu nas malhas da marginalidade e da dependência de substâncias aditivas, que necessita de ajuda e não que o crucifiquem pelos seus erros. Quando o enfermeiro atingiu a plenitude do seu desenvolvimento humano, ele sabe detectar a angústia e a dor, aliviar o sofrimento e levar conforto e esperança, ele sabe como cuidar do homem caído. O contrário também é válido: o enfrentar no seu quotidiano profissional as situações problemáticas mais incríveis obriga-o a apelar ao capital de conhecimentos adquirido, à sua capacidade de compreensão humana, à sua inteligência, à sua criatividade e poder de decisão, a questionar-se e a reflectir sobre as suas competências e os seus valores. Quantas vezes, a pôr em causa as suas verdades. No exercício da sua profissão o enfermeiro que se envolve num processo de análise reflexiva encontra imensos desafios e estímulos ao desenvolvimento da sua humanitude. 1

2 A escola fornece ao estudante de enfermagem uma gama de conhecimentos que lhe permitem adquirir as competências básicas para iniciar o seu percurso profissional, no entanto, é a ele que cabe a responsabilidade de aprender, encetando desde o início da sua formação um processo de autoconhecimento e autodesenvolvimento pela auto-análise reflexiva sobre os seus valores, conhecimentos e fragilidades a fim de as colmatar. Da forma como o estudante agarrou as oportunidades formativas que na escola lhe foram oferecidas e conduziu este processo assim será o montante do capital a que poderá recorrer no início da sua vida profissional. Mas a realidade profissional não se compadece com esta formação de base, ele vai enfrentar situações complexas que exigem desenvolver e actualizar as suas competências, tanto mais que a realidade não é imutável. Um exemplo: para posicionar e mobilizar um doente, enfermeiro faz apelo aos procedimentos técnicos que aprendeu e a conhecimentos de anatomia e fisiologia osteo-articular e muscular, do sistema circulatório e nervoso e outros conhecimentos básicos, mas à medida que avança no seu percurso profissional vai cuidar de doentes politraumatizados, com problemas neurológicos, dementes e outras situações cuja gravidade exigem a integração de conhecimentos de vária ordem e desenvolvida destreza e sensibilidade, bem como o discernimento e a criatividade para obter posicionamentos satisfatórios, tendo sempre presente o risco de lesões nervosas e dos tegumentos para as evitar, as quais, além de desconforto e dor, podem levar a incapacidades. Além disso, quando se torna um enfermeiro perito, na verdadeira acepção da palavra, ele sabe rentabilizar aqueles momentos junto do doente, não executa mecanicamente os procedimentos. As suas mãos ao tocarem, ao manipularem o corpo do doente, detectam o estado do tonus muscular, contracturas, espasticidades e pontos de sofrimento, observa o estado de integridade dos tegumentos, de nutrição e hidratação como também capta os odores corporais. A respiração do doente fornece-lhe imensas informações sobre os seus medos, o seu nível de ansiedade, a sua tristeza, enfim, o seu estado de alma, como afirma Frans Veldman No humano, o sopro exprime sem cessar o estado de alma e os sentimentos (in Phaneuf, 2005, p.40). Os olhos, o fácies do doente espelham o que lhe vai na alma: o desânimo, a desesperança, a raiva, a revolta, a falta de forças para lutar ou a vontade de viver, apesar do sofrimento. O ouvido do enfermeiro perito capta ruídos, gemidos, suspiros tão débeis que passariam despercebidos à maioria dos mortais. Até a forma como os braços do doente estão pousados ou abandonados no leito lhe fornece informações preciosas, mas escuta também as palavras do doente, nem sempre congruentes com a linguagem silenciosa do seu corpo, às vezes gritos de desespero e de dor. Simultaneamente toda esta informação vai sendo processada no seu computador cerebral e cruzada com informação armazenada na memória RAM do disco rígido: conhecimentos, experiências anteriores e os resultados das suas análises e reflexões. Estas operações mentais permitem descodificar as mensagens que aquele ser que está nas suas mãos, entregue aos seus cuidados, lhe está a enviar, consciente ou inconscientemente. E de imediato começa a agir de acordo com a interpretação da mensagem, não precisando, na maioria dos casos, mais do que se fazer ele próprio instrumento terapêutico, para estimular para a vida, para apaziguar, para aliviar e confortar. Pelos seus olhos, o seu sorriso, o seu semblante, ele emite sinais de consideração e respeito, pois toda a pessoa tem necessidade de se sentir considerada, de ser acolhida como membro da família humana, de ser tratada com o respeito devido a essa sua condição. O seu ouvido torna-se coração, escutando com compreensão e empatia, sem julgar. As suas mãos levam-no de volta aos momentos de ternura que viveu ao colo da mãe, quantas vezes há muito esquecidos, pelo toque afectivo, acompanhado da palavra doce. A palavra é uma arma potente, por meio dela transmite os conhecimentos de que a pessoa carece para viver melhor, para evitar complicações da sua doença ou para não se deixar adoecer. Igualmente, estimula, valida informações e os juízos clínicos a que chegou. Enquanto actua, no caso, mobiliza o doente, ele vai descrevendo os gestos e enumerando as partes do corpo em que está a trabalhar e desta forma ajuda o doente a manter ou reapropriar-se do seu esquema corporal, que, por exemplo, em caso de doente atingido de acidente vascular cerebral perdeu, mas também o ajuda a fazer os gestos de que é capaz para readquirir a autonomia perdida. 2

3 A ambição máxima de qualquer enfermeiro deve ser tornar-se perito em utilizar-se a si próprio, na plenitude do seu ser e conhecimentos, como instrumento de intervenção terapêutica, de desenvolver uma percepção muito fina e uma apurada intuição. Que tal como um bom marceneiro que é capaz de detectar a essência de uma madeira pelo simples toque, também o enfermeiro ao fim de alguns anos de profissão deverá ser capaz de detectar o sofrimento de um doente, simplesmente passando as mãos pelo seu corpo (Yves Gineste e Rosette Marescotti). Dirão, esta mulher é uma lírica: - Como é possível que os enfermeiros sejam capazes de fazer, ao mesmo tempo, tantas coisas? De facto é trabalho para uma vida, diria para muitas vidas, dado que os estudos com a memória extra-sensorial, as regressões para além da vida actual e as histórias de meninos-prodígio, dotados de mestria numa determinada área do saber ou das artes sem terem tido aprendizagem, indiciam que o capital adquirido não se perde. É evidente, que esta obra cabe ao próprio enfermeiro que, como disse, tem a responsabilidade e o dever de se tornar competente, mas também às estruturas formativas pelas suas exigências e consciencialização, aos enfermeiros com mais experiência profissional, que têm o dever de ajudar os menos experientes, à OE pela exigência e controlo da profissão e tem toda a legitimidade e o dever de o fazer, pois pelo seu estatuto (Art.º. 3, Ponto 1) assumiu como desígnio fundamental promover a defesa da qualidade dos cuidados de enfermagem prestados à população, bem como o desenvolvimento, a regulamentação e o controlo do exercício da profissão de enfermeiro, assegurando a observância das regras de ética e deontologia profissional. Mas, também aos próprios cidadãos, cabendo-lhe a obrigação de se tornarem utentes conscientes dos seus direitos e de serem exigentes. E, dirão ainda: - Onde estão estes enfermeiros com esta preparação, estes peritos? Sendo, como disse, um processo progressivo e de longa duração, haverá sempre enfermeiros em diferentes níveis de desenvolvimento, é certo. Mas o enfermeiro trabalha na sombra, as intervenções que considero mais sublimes não têm uma grande visibilidade, ou por outro lado, vêem-se em esplendor quando não são feitas. Não tenho dúvida que a pedra basilar de uma equipa, embora a estrela que brilha no firmamento da saúde não seja ele, é o enfermeiro. Faz-se ideia de quanta energia o enfermeiro consome a fazer circular a informação pelos diversos membros da equipa e na articulação das intervenções de todos esses elementos? E já que tanto se fala em economia, imagina-se quantos dias de trabalho, quantos dias de internamento, quantas somas de dinheiro em medicamentos e material, são economizados quando pelos seus cuidados, que parecem banais, evita problemas respiratórios, infecções, estiramentos e contracuras, úlceras de pressão e outros, sem contabilizar o sofrimento, o mais importante e que não tem preço? E, quando pela sua comunicação pedagógica, ao doente e família, previne complicações, evita reinternamentos e ajuda o doente e os seus cuidadores a viverem melhor apesar dos seus problemas? E do que representa para o desenvolvimento harmonioso de uma criança, da própria espécie humana a preparação que dá aos pais para o seu papel parental? Quando ajuda uma mãe a tomar consciência do investimento que está a fazer, para toda a vida do seu filho, ao amamentá-lo envolvendo-o num clima de ternura, de afectividade? E quando ajuda os pais a compreenderem que o tempo que dispensam a acariciar o seu bebé, a dar-lhe colo, a falar-lhe, a sorrir-lhe, ou seja, a estimular o seu desenvolvimento é o maior investimento da sua vida? E que este investimento afectivo que se inicia na concepção fica marcado no cérebro límbico do seu bebé, constituindo a sua memória afectiva que pode ainda ser tocada em caso de grandes perdas cognitivas, quando outras memórias foram perdidas? Esta intervenção pedagógica do enfermeiro não tem preço e felizmente está a ser muito bem desempenhada na maior parte dos serviços materno-infantis. Quem se dá verdadeiramente conta, por exemplo, do quanto o enfermeiro contribui, na sombra, para o êxito de uma intervenção cirúrgica? Pela preparação da sala operatória, providenciando materiais e equipamentos e verificando o seu perfeito funcionamento no respeito pelas normas de segurança a 3

4 fim de evitar danos para o doente e riscos para os técnicos; pela segurança que dá ao cirurgião ao posicionar um doente de forma a facilitar-lhe o trabalho e sem danos para o doente, ao prever, quando instrumenta, as suas necessidades, antecipando-se aos seus pedidos; pela gestão de tudo o que se passa na sala, até do ambiente psico-emocional de forma a criar o clima de serenidade tão necessário a situações em que está em jogo a vida. E de quantas vezes deixa cair até palavras agressivas, gestos desabridos, não porque seja amorfo de sentimentos ou um capacho, mas porque compreende os momentos de tensão e a natureza humana e tem presente que no centro das suas atenções está o doente, que não pode ser prejudicado por guerrilhas estéreis. Quem se dá conta, quando detecta atempadamente efeitos adversos da medicação, complicações ou sinais de agravamento da situação do doente ou do seu estado doloroso e os resolve? E quem vê, quando ele detecta e ajuda a resolver, em pessoas em fim de vida, uma angústia, uma culpabilidade há muito enterrada no seu subconsciente ou a necessidade de se apaziguar com alguém com quem esteve em conflito? E quando se bate contra o encarniçamento terapêutico em situações de degradação física e em que detecta a vontade de partir, porque na outra dimensão já estão entes que lhe foram muito queridos? Claro, como noutras profissões, alguns dos seus membros não se enquadram cabalmente nos quadros de referência estabelecidos pela sua Ordem, não formularam o seu projecto pessoal e profissional de desenvolvimento, nem se empenharam num processo de auto-análise e autoactualização permanente para corresponderem a tão grandes exigências ou então deixaram-se esgotar profissionalmente, com as inerentes consequências para a sua saúde e desempenho profissional. Em suma: ao correr da pena, deixando falar o coração sem crítica racional, expus como considero um dever do enfermeiro desenvolver todas as suas potencialidades e agarrar as imensas oportunidades que a sua profissão lhe dá para evoluir como pessoa e se tornar um profissional competente. Ao ler o discurso produzido, senti que também transmiti o que é para mim ser enfermeiro. Dei alguns exemplos em que as suas intervenções têm pouca visibilidade, mas são de extrema importância. Muitos mais exemplos poderia enumerar sobre o trabalho sublime que o enfermeiro desenvolve silenciosamente, sem alarde, centrado na pessoa humana, porque ele sabe que é fácil querer ser flor, difícil é querer ser raiz!». Bibliografia GINESTE, Yves; MARESCOTTI, Rosette - Qu est-ce qu être soignant. La philosophie d humanitude. Production Yves Gineste et Rosette Marescotti. CEC France, hptt//www. cecformation.net. (2003). GINESTE, Yves; MARESCOTTI, Rosette - Philosophie de l Humanitude. Idem. GINESTE, Yves; MARESCOTTI, Rosette - Capture et rebouclage sensoriel: dans la gestion des comportements perturbés des patients âgés déments lors des soins de base. Idem. GINESTE, Yves; MARESCOTTI, Rosette -Toucher tendresse. Idem. JACQUART, Albert - L Héritage de la liberté: de l animalité à l humanitude. Seuil, Ed., JACQUART, Albert - L Homme est l avenir de l homme, PHANEUF, Margot - Comunicação, entrevista, relação de ajuda e validação. Loures: Lusociência (Tradução Nídia e Rui Pedro Salgueiro), SALGUEIRO, Nídia O enfermeiro e a responsabilidade de se tornar competente, Enfermagem e o Cidadão, Jornal da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros, Ano 4, N.º 10, Outubro VELDMAN, Frans Haptonomie, Science de l Affectivité. Redécouvrir l humain. 8.ª ed. 4

INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO E TRABALHO DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM EDUCAÇÃO ÁREA DE ESPECIALIZAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO EDUCACIONAL.

INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO E TRABALHO DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM EDUCAÇÃO ÁREA DE ESPECIALIZAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO EDUCACIONAL. INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO E TRABALHO DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM EDUCAÇÃO ÁREA DE ESPECIALIZAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO EDUCACIONAL Ser Professor Dissertação orientada por: Professora Doutora Maria Manuela

Leia mais

Acompanhamento social a pessoas que viveram em situação de sem-abrigo com doença mental

Acompanhamento social a pessoas que viveram em situação de sem-abrigo com doença mental Ana Rita Ferreira Tavares Acompanhamento social a pessoas que viveram em situação de sem-abrigo com doença mental Universidade Fernando Pessoa Porto, 2010 Ana Rita Ferreira Tavares Acompanhamento social

Leia mais

Educar sem punições nem recompensas

Educar sem punições nem recompensas Jean-Philippe Faure Educar sem punições nem recompensas Tradução de Stephania Matousek EDITORA VOZES Petrópolis Éditions Jouvence, 2005 Chemin du Guillon 20 Case 184 CH-1233 Bernex http://www.editions-jouvence.com

Leia mais

GUIAS ORIENTADORES DE BOA PRÁTICA EM ENFERMAGEM DE SAÚDE INFANTIL E PEDIÁTRICA

GUIAS ORIENTADORES DE BOA PRÁTICA EM ENFERMAGEM DE SAÚDE INFANTIL E PEDIÁTRICA GUIAS ORIENTADORES DE BOA PRÁTICA EM ENFERMAGEM DE SAÚDE INFANTIL E PEDIÁTRICA ENTREVISTA AO ADOLESCENTE PROMOVER O DESENVOLVIMENTO INFANTIL NA CRIANÇA G U I A O R I E N T A D O R D E B O A P R Á T I C

Leia mais

Segurança nos Cuidados

Segurança nos Cuidados Número 24 Fevereiro 2007 Número 24 Fevereiro 2007 www.ordemenfermeiros.pt ISSN 1646-2629 Segurança nos Cuidados VII Seminário do Conselho Jurisdicional DO DIREITO AO CUIDADO INFORMAÇÃO E CONFIDENCIALIDADE

Leia mais

Guia sobre o processo de decisão relativo a tratamentos médicos em situações de fim de vida

Guia sobre o processo de decisão relativo a tratamentos médicos em situações de fim de vida Guia sobre o processo de decisão relativo a tratamentos médicos em situações de fim de vida Guia sobre o processo de decisão relativo a tratamentos médicos em situações de fim de vida Conselho da Europa

Leia mais

O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA NAS ESCOLAS PÚBLICAS Celia Araújo Oliveira 1 Stânia Nágila Vasconcelos Carneiro 2 Ana Sandrilá Mandes Vasoncelos 3

O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA NAS ESCOLAS PÚBLICAS Celia Araújo Oliveira 1 Stânia Nágila Vasconcelos Carneiro 2 Ana Sandrilá Mandes Vasoncelos 3 O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA NAS ESCOLAS PÚBLICAS Celia Araújo Oliveira 1 Stânia Nágila Vasconcelos Carneiro 2 Ana Sandrilá Mandes Vasoncelos 3 Resumo No presente artigo busquei discutir o ensino da Língua

Leia mais

separação do casal Guia para enfrentá-la sem prejudicar os filhos

separação do casal Guia para enfrentá-la sem prejudicar os filhos separação do casal Guia para enfrentá-la sem prejudicar os filhos José Manuel Aguilar Cuenca Psicólogo As famílias estão a passar por mudanças significativas na sociedade portuguesa, acabando as nossas

Leia mais

ACOMPANHAMENTO DO PROFESSOR PRINCIPIANTE EM SALA DE AULA

ACOMPANHAMENTO DO PROFESSOR PRINCIPIANTE EM SALA DE AULA Escola Superior de Educação João de Deus Mestrado em Ciências da Educação: Especialidade de Supervisão Pedagógica ACOMPANHAMENTO DO PROFESSOR PRINCIPIANTE EM SALA DE AULA Estudo de Caso PAULA CRISTINA

Leia mais

Relatório de atividade profissional. Na creche tudo acontece!

Relatório de atividade profissional. Na creche tudo acontece! Escola Superior de Educação João de Deus Mestrado em Educação Pré-Escolar (Pré-Bolonha) Relatório de atividade profissional Na creche tudo acontece! Famílias envolvidas com práticas enriquecidas Andreia

Leia mais

Boas Práticas na Intervenção Precoce. Como podem os pais lidar com uma criança com deficiência

Boas Práticas na Intervenção Precoce. Como podem os pais lidar com uma criança com deficiência Boas Práticas na Intervenção Precoce Como podem os pais lidar com uma criança com deficiência Nota introdutória As problemáticas ligadas às crianças e aos jovens têm vindo, cada vez mais, a assumir um

Leia mais

ter ideias para mudar o mundo

ter ideias para mudar o mundo ter ideias para mudar o mundo Manual para treinar o empreendedorismo em crianças dos 3 aos 12 anos Experiência do Centro Educativo Alice Nabeiro O Centro Educativo Alice Nabeiro nasceu da vontade da Instituição

Leia mais

Fundação Oswaldo Cruz Escola Nacional de Saúde Pública Pós-Graduação em Saúde Pública - Mestrado Departamento de Ciências Sociais

Fundação Oswaldo Cruz Escola Nacional de Saúde Pública Pós-Graduação em Saúde Pública - Mestrado Departamento de Ciências Sociais Fundação Oswaldo Cruz Escola Nacional de Saúde Pública Pós-Graduação em Saúde Pública - Mestrado Departamento de Ciências Sociais O PACIENTE INTERNADO NO HOSPITAL, A FAMÍLIA E A EQUIPE DE SAÚDE: REDUÇÃO

Leia mais

ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM DE SANTARÉM OS INSTRUMENTOS BÁSICOS NA CONSTRUÇÃO DA DISCIPLINA DE ENFERMAGEM EXPRESSÕES E SIGNIFICADOS

ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM DE SANTARÉM OS INSTRUMENTOS BÁSICOS NA CONSTRUÇÃO DA DISCIPLINA DE ENFERMAGEM EXPRESSÕES E SIGNIFICADOS ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM DE SANTARÉM OS INSTRUMENTOS BÁSICOS NA CONSTRUÇÃO DA DISCIPLINA DE ENFERMAGEM EXPRESSÕES E SIGNIFICADOS SANTARÉM 2003 CONSTITUIÇÃO DO GIDEA José Amendoeira, Professor Coordenador

Leia mais

EDUCAÇÃO UM TESOURO A DESCOBRIR

EDUCAÇÃO UM TESOURO A DESCOBRIR Jacques Delors In am Al-Mufti Isao Amagi Roberto Carneiro Fay Chung Bronislaw Geremek William Gorham Aleksandra Kornhauser Michael Manley Marisela Padrón Quero Marie-Angélique Savané Karan Singh Rodolfo

Leia mais

docente na Educação Infantil. 1 Agradeço a leitura e as sugestões dos professores da Universidade Federal de Minas Gerais Isabel de

docente na Educação Infantil. 1 Agradeço a leitura e as sugestões dos professores da Universidade Federal de Minas Gerais Isabel de Relações entre crianças e adultos na Educação Infantil Iza Rodrigues da Luz 1 Universidade Federal de Minas Gerais/ Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Infância e a Educação Infantil izaluz@yahoo.com.br

Leia mais

Orientações para Actividades de Leitura. Programa Está na Hora da Leitura. 1.º Ciclo

Orientações para Actividades de Leitura. Programa Está na Hora da Leitura. 1.º Ciclo Orientações para Actividades de Leitura Programa Está na Hora da Leitura 1.º Ciclo Índice 1. Princípios para a Promoção da Leitura 2 2. O Programa Está na Hora da Leitura 1.º Ciclo 3 3. Orientações Gerais

Leia mais

ENTIDADE REGULADORA DA SAÚDE

ENTIDADE REGULADORA DA SAÚDE ENTIDADE REGULADORA DA SAÚDE CONSENTIMENTO INFORMADO RELATÓRIO FINAL MAIO DE 2009 R u a S. J o ã o d e B r i t o, 6 2 1, L 3 2, 4 1 0 0-4 5 5 P O R T O e-mail: g e r a l @ e r s. p t telef.: 222 092 350

Leia mais

RELATÓRIO DO ESTUDO A Educação das Crianças dos 0 aos 12 Anos

RELATÓRIO DO ESTUDO A Educação das Crianças dos 0 aos 12 Anos RELATÓRIO DO ESTUDO A Educação das Crianças dos 0 aos 12 Anos ESTUDO Introdução Isabel Alarcão RELATÓRIO DO ESTUDO A Educação das Crianças dos 0 aos 12 Anos Parte I Caracterização da situação. Desenvolvimento

Leia mais

PSIS21. O encontro que marcou a Psicologia em Portugal. Retrato de uma profissão Quem somos, quantos somos?

PSIS21. O encontro que marcou a Psicologia em Portugal. Retrato de uma profissão Quem somos, quantos somos? ISSN 2182-4479 REVISTA OFICIAL DA ORDEM DOS PSICÓLOGOS PORTUGUESES Nº 3 Julho 2012 O encontro que marcou a Psicologia em Portugal CESIS: Duas décadas a transformar vidas em percursos de sucesso PSICOLOGIA:

Leia mais

O STRESS ESTÁ DENTRO DE VOCÊ

O STRESS ESTÁ DENTRO DE VOCÊ O STRESS ESTÁ DENTRO DE VOCÊ O STRESS ESTÁ DENTRO DE VOCÊ Dra. Marilda Lipp (Org.) Copyright 1999 Marilda Emmanuel Novaes Lipp Coordenação editorial: Daisy Barretta Revisão: Isabel Menezes Ana Luiza França

Leia mais

Cap. 3. A errar também se aprende

Cap. 3. A errar também se aprende Cap. 3. A errar também se aprende O erro cometido pelo aluno constitui um fenómeno familiar ao professor. Está presente no quotidiano da sala de aula e surge através de produções orais ou escritas dos

Leia mais

Um estudo de caso sobre as organizações que aprendem

Um estudo de caso sobre as organizações que aprendem COG132A.QXD 09-01-2008 10:23 Page 169 COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E GESTÃO, 2007, VOL. 13, N.º 2, 169-189 Um estudo de caso sobre as organizações que aprendem Mário José Batista Franco Universidade da

Leia mais

123 escola superior de enfermagem de viseu - 30 anos

123 escola superior de enfermagem de viseu - 30 anos 123 FORMAR MELHOR PARA UM MELHOR CUIDAR Manuela Maria da Conceição Ferreira Seja como a fonte que transborda e não como o tanque que contém sempre a mesma água Paulo Coelho (1999) A formação surge como

Leia mais

Número 31 Dezembro 2008 www.ordemenfermeiros.pt ISSN 1646-2629. 10 Anos de Deontologia Profissional 60 Anos de Direitos Humanos

Número 31 Dezembro 2008 www.ordemenfermeiros.pt ISSN 1646-2629. 10 Anos de Deontologia Profissional 60 Anos de Direitos Humanos Número 31 Dezembro 2008 www.ordemenfermeiros.pt ISSN 1646-2629 IX Seminário de Ética 10 Anos de Deontologia Profissional 60 Anos de Direitos Humanos 2 0 0 0 2 0 0 7 8.45H Abertura do Secretariado 9.00H

Leia mais

O Faz de Conta e o Desenvolvimento Infantil

O Faz de Conta e o Desenvolvimento Infantil 1 O Faz de Conta e o Desenvolvimento Infantil Elisangela Modesto Rodrigues de Oliveira 1 Juliana de Alcântara Silveira Rubio 2 Resumo A finalidade deste trabalho é mostrar a importância da brincadeira

Leia mais

A importância do Jogo no desenvolvimento da Criança

A importância do Jogo no desenvolvimento da Criança Isabel Maria da Costa Baranita A importância do Jogo no desenvolvimento da Criança Escola Superior de Educação Almeida Garrett Orientadora Científica: Professora Doutora Ana Saldanha Lisboa, 2012 1. Isabel

Leia mais

O desenvolvimento infantil de 0 a 6 e a vida pré-escolar ~ 1 ~

O desenvolvimento infantil de 0 a 6 e a vida pré-escolar ~ 1 ~ O desenvolvimento infantil de 0 a 6 e a vida pré-escolar ~ 1 ~ Wagner Luiz Garcia Teodoro ~ 2 ~ O desenvolvimento infantil de 0 a 6 e a vida pré-escolar PREFÁCIO 7 CAPÍTULO I: INSTITUIÇÃO E EDUCAÇÃO 1.1)

Leia mais

«Eu gosto muito do meu filho mas» Parentalidades entre o desejo e a realidade

«Eu gosto muito do meu filho mas» Parentalidades entre o desejo e a realidade CIES e-working PAPER Nº 39/2008 «Eu gosto muito do meu filho mas» Parentalidades entre o desejo e a realidade A A CRISTI A MARQUES CIES e-working Papers (ISSN 1647-0893) Av. das Forças Armadas, Edifício

Leia mais

A SÍNDROME DE ALIENAÇÃO PARENTAL NOS CASOS DE SEPARAÇÕES JUDICIAIS NO DIREITO CIVIL BRASILEIRO

A SÍNDROME DE ALIENAÇÃO PARENTAL NOS CASOS DE SEPARAÇÕES JUDICIAIS NO DIREITO CIVIL BRASILEIRO 1 A SÍNDROME DE ALIENAÇÃO PARENTAL NOS CASOS DE SEPARAÇÕES JUDICIAIS NO DIREITO CIVIL BRASILEIRO Felipe Niemezewski da Rosa Orientador: Prof. Marcelo Vicentini 1 RESUMO A Síndrome de Alienação Parental

Leia mais