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3 ter ideias para mudar o mundo Manual para treinar o empreendedorismo em crianças dos 3 aos 12 anos Experiência do Centro Educativo Alice Nabeiro

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5 O Centro Educativo Alice Nabeiro nasceu da vontade da Instituição em fazer algo pelas crianças e assim poder contribuir para a sua formação, por quanto elas representam o futuro. Em boa hora foi criado o Centro Educativo, os resultados da sua actividade estão bem patentes nos êxitos alcançados a vários níveis. O empreendedorismo foi uma das vertentes que os responsáveis pelo Centro julgaram de muito interessante, como disciplina de aprendizagem de uma matéria que arrisco a designar de actual. Iniciar o treino do empreendedorismo em crianças dos três aos doze anos é dar às crianças um ensinamento que será muito útil ao longo das suas vidas. É o estimular de uma aptidão que é SER EMPREENDEDOR e que muito os vai ajudar ao longo da vida, pois estão a adquirir hábitos e a desenvolver ideias e conceitos que são determinantes na sua formação como pessoas capazes de pensar, ter ideias e capacidade de projectar e construir, partilhando o conhecimento e trabalhar em equipa. Entendo que o empreendedorismo é o caminho do futuro, num mundo cada dia mais competitivo em termos globais, e assim, a inovação será o contributo fundamental para o desenvolvimento. O Centro Educativo Alice Nabeiro com os seus técnicos aposta na formação para o futuro das nossas crianças. Rui Nabeiro

6 Contextualização do manual 11 Áreas de conhecimento 01 Estímulo das Ideias Partilha de Ideias O que é que eu quero fazer? Os nossos estados de espírito Aprender a escutar as pessoas Aprender a transmitir o nosso projecto 45

7 07 Aprender a trabalhar com os colaboradores Descubro as necessidades para fazer ofertas Protótipos para partilhar o nosso projecto Redes de Colaboradores 71 Fichas de trabalho 97 Anexo fotográfico Ciclos de Trabalho Sem liderança não há projecto 88

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9 Contextualização do manual Do sonho do Homem, nasce a vontade de criar. Esse sonho cresce e a visão turva fica cada vez mais nítida. Por um instante ao longe, no fundo do seu pensamento criativo, eis que se clarifica a imagem da sua vontade. A ideia brilha dentro de si, tanto, que já não cabe aqui! Agora já não consegue parar e uma necessidade de partilhar, de gritar a sua vontade a todos é mais forte. Procura quem o queira ouvir, utiliza a melhor forma para comunicar, e tudo, porque acredita na sua visão e luta para a concretizar. Um dia, talvez, o Homem, sinta tranquilamente o sabor do sucesso e ao olhar em redor, descobre que está rodeado por um mar de gente que ajudou a realizar o sonho. Assim se constrói o espírito empreendedor. Este Homem supera o frio do medo, da fraqueza, do desespero e do fracasso, pois a cada picada gelada esfrega as mãos, levanta a cabeça e segue a sua procura. Faz da fraqueza, força, da concorrência os aliados e da união o segredo. Cada contributo conta e cada ajuda é como uma coberta quente que nos conforta na noite gelada dos momentos de desespero. Acreditar, lutar e confiar na fragilidade do momento em que o seu corpo, de arrepios e calafrios deixou fugir uma ideia; uma simples e fugaz ideia (mas luminosa). Ser empreendedor é, na realidade, uma forma de viver, para a qual muitos Homens foram preparados pela própria vida, mas para a qual muitos outros poderão ser treinados. Ser empreendedor é ser capaz de acreditar em cada um de nós, confiar nos nossos colaboradores e resistir ao medo do fracasso, sempre consciente das nossas limitações. O Homem é assim, é empreendedor, mas, só tem 4 anos de idade e ainda não sabe ler nem escrever. No entanto, já sonha e já sentiu o amargo e frio sabor de um sonho tornado realidade. Esse sonho era Aprender a andar de bicicleta! Só! Diz o leitor. Mas afinal, isto não é um manual de empreendedorismo? Pois é! Todos podemos aprender a andar de bicicleta, mas poucos descobriram o prazer de o fazer tão deliciosamente como aquele que o faz segundo a sua vontade, o seu momento e à sua maneira. Cada Homem sonha de forma diferente e vive de forma diferente, num processo cumulativo e construtivo do ser. O nosso amigo criou o seu projecto empreendedor. Deu tombos e fez feridas nos joelhos. Um dia caiu e bateu com a cabeça numa pedra! Doeu, mas não desistiu. 11

10 contextualização do manual Levantou-se, deu um pontapé nas rodas de apoio, pediu ajuda ao Avô para segurar no banco e empurrar e, de um suspiro, começou a pedalar com tanta vontade que os seus medos e fracassos evaporaram. Hoje, passados muitos anos essa criança é um Homem forte, humilde, mas forte. Todos os dias sonha e todos os dias acredita que é capaz de concretizar mais uma etapa da sua vida. Aprendemos muito com este Homem, mas o mais importante é aprender a viver, a acreditar na vida, na existência Humana e plena, onde só verdadeiramente respira livremente aquele que transpira as suas ideias ao Mundo. Este Homem pode ser qualquer um de nós, ou qualquer uma das crianças que nos rodeiam. Uma aposta na formação das gerações futuras e numa lógica de cidadania responsável, de responsabilidade social e de comprometimento com o futuro, não é mais do que ajudar cada uma delas a descobrir o sabor do sucesso, do fracasso e da alegria de conseguir conviver com ambas, mas com vontade de fazer sempre melhor. Podemos faze-lo nas nossas escolas, centros educativos e Surpresa! Com crianças dos 3 aos 12 anos de idade. Não serão em adultos, todos empresários, nem é por aí que vamos! Serão, no entanto, cidadãos responsáveis e empreendedores, capazes de fazer valer as suas ideias em prol do desenvolvimento sustentável do planeta, lutar por elas sem renunciar cada vez que o pé foge do pedal ou cada vez que encontramos um curva. Esta é a aposta do Comendador Rui Nabeiro, para promover o caminho do desenvolvimento sustentável, com raízes profundas no seio das comunidades locais. Para esta equipa do CEAN, o Comendador Rui Nabeiro é a estrela polar, um verdadeiro e genuíno espírito empreendedor, que sonha todos os dias. Um dia sonhou criar o Centro Educativo Alice Nabeiro na sua terra natal (Campo Maior) e que ele iria contribuir para o desenvolvimento do empreendedorismo responsável na nossa sociedade totalmente globalizada, onde cada vez mais a importância das comunidades se tornam o factor de diferenciação para um desenvolvimento integrado e sustentável. Foi em 2007, que este sonho se materializou, com a humildade genuína dos empreendedores, procurou colaboradores, amigos e juntos subiram paredes, abriram portas e janelas grandes e gritaram bem alto para todas as crianças ouvirem, que algo diferente tinha nascido. Assim se faz o primeiro fôlego de uma obra que ainda cresce em movimentos perpétuos, como uma espiral que depois de começar não termina, cresce, cresce e vai-se replicando, criando sinergias positivas em seu redor. 12

11 contextualização do manual Um ano após, o CEAN lança este manual. É um sinal inovador que humildemente oferece uma visão de como poderemos na nossa comunidade escolar ou em casa, treinar as crianças contra o conformismo, a apatia e na procura de uma sociedade apta para os desafios globais do futuro. O livro verde da União Europeia lança o desafio aos estados membros para criarem sociedades mais empreendedoras, dizendo: Para realizar os objectivos da estratégia de Lisboa, entretanto relançada, a Europa tem de privilegiar o conhecimento e a inovação. A promoção de uma cultura mais empreendedora, a inculcar nos jovens desde o ensino escolar, constitui uma parte significativa deste esforço. Comissão Europeia, 2005 A união de esforços do Grupo Nabeiro (na pessoa do Senhor Comendador Rui Nabeiro) é o melhor caldo de cultura para a germinação deste manual. A sua filosofia empresarial única em termos de responsabilidade social alicerçada em princípios como o conhecimento, a experiência, a confiança, a ética, o espírito de missão, a sustentabilidade e a eco eficiência cruzada com uma visão global de futuro pró activa, convicta de uma sociedade mais justa, caracterizam o seu ADN e o seu percurso empreendedor. A parceria entre o GN, com base no CEAN (com valência de Pré escolar e ATL) com a sua filosofia pedagógica vocacionada para o empreendedorismo e a Empreendedorex (entidade formadora Espanha) veio fortalecer e enriquecer a nossa dinâmica. Após uma formação de 6 meses com os técnicos do CEAN (equipa multidisciplinar) foram semanalmente aplicadas as áreas do conhecimento empreendedor aos grupos etários de crianças do CEAN. Esta aplicação baseou-se em três níveis: Grupo 1 - Crianças dos 3 aos 6 anos; Grupo 2 - Crianças dos 7 aos 8 anos; Grupo 3 - Crianças dos 9 aos 12 anos. Para cada grupo foi criada uma equipa multidisciplinar que se concentrou na adaptação das áreas do conhecimento empreendedor para a respectiva faixa etária. Desta adaptação metodológica, validada semanalmente por toda a equipa do CEAN e pela equipa externa de formadores, nasceram as propostas que se encontram neste manual e que nos permitem, de forma sequencial, equilibrada e lógica treinar um espírito empreendedor em qualquer área do saber (segundo as aspirações, vontades e ideias das crianças). 13

12 contextualização do manual Cada proposta foi validada, também, com base na aplicação com os grupos, tendo sido melhoradas com contributos dos mesmos. As crianças dos grupos do CEAN são fundamentais, o alvo para o sucesso deste documento e para elas o nosso agradecimento pelo contributo. Ao longo do treino das crianças em competências empreendedoras, foram também criando os seus projectos, o que permitiu aferir a qualidade desta proposta metodológica como potenciadora de projectos baseados nas ideias das crianças. É nesta lógica que este manual surge, agora, disseminado pela comunidade escolar nacional. O CEAN promove, também, trocas de experiências pedagógicas a este nível com a comunidade escolar da Estremadura Espanhola. Este facto ajuda a clarificar uma visão Europeísta, onde os seus problemas e realidades geográficas são similares e os pontos fortes e fracos de ambos os lados podem servir de guias para um melhor desempenho futuro. Em suma, este documento reúne, um sonho do Comendador Rui Nabeiro, em que assentam os pilares do manual e da filosofia empreendedora do CEAN; uma resposta inovadora aos desafios da nossa sociedade e uma revolução escolar baseada nos sonhos, ideias e projectos das crianças. Acreditamos na visão do Homem que quando sonha, o seu corpo transpira de alegria por saber que mais um desafio se lhe coloca. Acreditamos que podemos ajudar as crianças a conviver com estas sensações e a gerir os desafios de forma pró activa. Acreditamos que podemos contribuir para que o empreendedorismo responsável se enquadre nas nossas comunidades escolares, quer enquanto metodologia multidisciplinar, quer ao nível da área de projecto ou mesmo nos períodos de prolongamento de horário definidos pelo Ministério da Educação. A criação de uma rede de escolas em Portugal e na Estremadura Espanhola será a aposta da nossa equipa para a disseminação desta prática. Desta forma, queremos perpetuar, valorizar e melhorar com o contributo de todos vós esta proposta inicial. Como diz a Ana Remudas de 9 anos: Ser empreendedor é ter ideias para mudar o Mundo 14

13 Áreas de conhecimento

14 Área de Conhecimento 01. Estímulo das ideias Contextualização teórica da área de conhecimento O ponto de partida da formação empreendedora para crianças consiste em estimular a produção de ideias ou projectos empreendedores ainda em fase embrionária. Nesta área, os(as) educadores(as) são dotados de competências que lhes permitirão intervir com as criançasno processo de criação de ideias. Pretende-se que as criançasaprendam a produzir e a visualizar uma ideia ou um projecto que poderão concretizar. Os(as) educadores(as) devem, ainda, reflectir com as criançassobre a produção de ideias e o desenvolvimento de determinadas acções para que estas se materializem. Quando falamos de ideias, referimo-nos a domínios que são do interesse das crianças, ideias que se ajustam à sua idade e correspondem aos seus desejos e sonhos. Este processo formativo pretende estimular a criatividade e a acção: mediante um treino empreendedor podem-se definir futuros que queremos realizar e trabalhar empenhadamente para que se tornem realidade. A declaração de ideias é uma parte vital do processo no qual se fundamenta o projecto; será a partir da identificação e declaração de ideias ou projectos - que as crianças desejem realizar - que se iniciará o trabalho de construção de comunidades de interesses. Segundo a metodologia de Formação em Capacidades Empreendedoras, um projecto realiza-se quando duas ou mais pessoas conversam entre si e assumem compromissos verbais em torno de algo que lhes interessa. Esta declaração inicial permitirá que se definam grupos de interesse à volta de ideias partilhadas pelos alunos; as comunidades de interesses são a base para começar a construir projectos partilhados; projectos a partir dos quais as criançasirão desenvolver competências empreendedoras. As criançascom ideias semelhantes ficam a pertencer a um Grupo de Projecto e começam a trabalhar de forma cooperativa. Objectivos Criar um clima de confiança entre as crianças para que declarem as suas ideias, projectos, interesses e aspirações - - instrumento necessário para articular e materializar um projecto. Identificar os projectos e ideias que as crianças desejam pôr em prática. Identificar as afinidades que os projectos apresentam entre si. Agrupar os projectos em Grupos de Projectos. Criar uma prática cultural e de trabalho entre as crianças para que estes avaliem como uma oportunidade de futuro a declaração pública e a partilha de projectos ou campos de interesse. 16

15 Área de Conhecimento O1. Estímulo das ideias dos 3 aos 6 anos 5 Minutos Acção 1 Contar uma história inventada. 10 Minutos Acção 2 Interpretar a história. 20 Minutos Acção 3 Perguntar o que mais gostam de fazer e porquê? 30 Minutos Acção 4 Registar, por escrito, as respostas das crianças. 40 Minutos Acção 5 Registar as ideias das crianças através de um desenho. O(a) educador(a) pede às crianças que se sentem no chão, em círculo, que façam silêncio e prestem muita atenção à história que vão ouvir. O(a) educador(a) conta uma história (inventada) sobre um menino que gostava muito de fazer desenhos, que se esforçou e alcançou a sua meta. Essa meta era expor os seus desenhos na escola (ver ficha 1). Com este exercício pretende.-se transmitir às crianças que devem fazer o que gostam, assim como tentar concretizar as suas metas. Após contar a história, o(a) educador(a) coloca às crianças as seguintes questões: - O que é que o menino gosta de fazer? - O que é que ele fez com os seus desenhos? - Quem o ajudou? - Qual era a meta do menino? - O menino conseguiu chegar à meta? Com estas perguntas, o(a) educador(a) identifica se as crianças compreenderam os conteúdos essenciais da história. O(a) educador(a) questiona as crianças sobre as suas preferências da seguinte forma: - O menino da história gostava muito de fazer desenhos, e vocês? Qual é a coisa que vocês mais gostam de fazer? Porquê? O(a) educador(a) coloca estas questões a cada criança. O que se pretende é obter as ideias individuais de cada uma delas. À medida que cada criança diz o que mais gosta de fazer e o porquê, o(a) educador(a) regista a resposta dada na FICHA 2. Como se trata de crianças que ainda não sabem escrever, a forma mais indicada para exprimir o que pensam e o que sentem é o desenho. Então, o(a) educador(a), pede às crianças que façam o desenho sobre as suas ideias. O(a) educador(a) recolhe os desenhos. 5 Minutos Ficha 1 História inventada A história do meu amigo 5 Minutos 10 Minutos 10 Minutos FICHA 2 10 Minutos Folhas de papel Lápis de cores Experiência de implementação no CEAN Nesta primeira actividade, as crianças foram muito receptivas e compreenderam tudo o que lhes foi explicado e proposto. Todas as crianças conseguiram transpor para o papel a sua ideia, até mesmo as crianças com 3 anos, embora a maioria dos desenhos fossem pouco perceptíveis, por isso, foi importante a criança explicar oa educador(a) a sua ideia. A dinâmica da história, na nossa opinião, foi adequada ao grupo de crianças, pois os resultados obtidos foram positivos. Não foram sentidas dificuldades, a nenhum nível, na realização desta sessão. As crianças realizaram todas as tarefas que lhes foram propostas com bastante satisfação. Em todos os momentos da sessão tentámos transmitir que todas as ideias são importantes e que não há ideias melhores e piores, todas são válidas. Verificou-se que os objectivos foram atingidos quando as crianças explicaram a sua ideia, depois de terem feito o respectivo desenho. 17

16 dos 7 aos 8 anos Área de Conhecimento O1. Estímulo das ideias Experiência de implementação no CEAN As crianças ouviram a história com muita atenção. Quando o(a) educador(a) pediu para pensarem numa ideia, as crianças ficaram inquietas e indecisas sem saberem o que dizer ou fazer. O(a) educador(a) explicou melhor o que se pretendia, e a actividade decorreu normalmente, com muito diálogo e troca de ideias entre as crianças. Todos participaram activamente e criaram-se grandes expectativas. 40 Minutos Acção 1 Estimular a criação de ideias. O(a) educador(a) convida as crianças a organizarem-se em grande grupo, distribui a FICHA 3 e pede-lhes que pensem naquilo que mais gostam de fazer, ou seja, aquilo que, se pudessem, dedicariam o tempo todo a fazer. O(a) educador(a) pede-lhes que preencham a estrela nº1 com aquilo que pensaram (uma palavra ou expressão). Seguidamente, é-lhes pedido que pensem na segunda coisa que mais gostam de fazer e que preencham a estrela nº2. Finalmente, as criançasdevem pensar na terceira ideia que mais gostam de fazer e preencher a estrela nº3. O(a) educador(a) pede-lhes que unam as estrelas 1 e 2 e pensem numa ideia ou num projecto que pudessem realizar (registar na ficha em projecto1 ). Depois, unir as estrelas 1 e 3 e pensem novamente numa ideia ou projecto (registar na ficha em projecto2 ). A seguir, unir as estrelas 2 e 3 e pensar noutra ideia ou projecto (registar na ficha em projecto3 ). Por último, unir os três rectângulos ou aqueles que as crianças quiserem unir. Daqui resulta a ideia ou projecto que irão desenvolver nas sessões seguintes (preencher FICHA 4). 40 Minutos Ficha 3 Ficha 4 Com este exercício, pretende-se transmitir às crianças que devem fazer o que gostam, assim como tentar concretizar as suas metas. 18

17 Área de Conhecimento O1. Estímulo das ideias dos 9 aos 12 anos 5 Minutos Acção 1 Distribuir guião orientador da actividade 15 Minutos Acção 2 Responder à questão: o que mais gostas de fazer? 30 Minutos Acção 3 Criar ideias 45 Minutos Acção 4 Criar a minha ideia, o meu projecto. 60 Minutos Acção 5 Apresentar os projectos e ideias. Divide-se o grande grupo no espaço físico existente e entrega-se um guião por criança. (ver ficha 5). Lança-se o desafio às crianças para escreverem o que mais gostam de fazer no grande círculo existente no guião, sem intervenção directa do(a) educador(a). Com base na resposta dada na acção anterior, as crianças devem, agora, criar quatro ideias relacionadas com aquilo que mais gostam de fazer. Devem escrever as mesmas nos quatro pequenos círculos existentes no guião. O(a) educador(a) não interfere na escolha individual, deixando que as crianças pensem e criem livremente. O(a) educador(a) solicita às crianças que analisem cada uma das ideias e que criem o seu próprio projecto para, dessa forma, satisfazer os seus sonhos. O(a) educador(a) distribui o guião O meu Projecto (ver FICHAS 5 e 6), no qual devem escrever a sua ideia, o seu projecto, no interior da estrela. O(a) educador(a) propõe às crianças que apresentem as suas ideias e projectos, com base numa dinâmica de mímica. Cada criança deverá, através do gesto, transmitir a sua ideia e os colegas terão que descobrir. As crianças, após esta mímica, narram, resumidamente, o seu projecto. A criança que começa é escolhida pelo(a) educador(a) e as restantes serão escolhidas pelos colegas anteriores. No final, o(a) educador(a) recolhe as FICHAS 5 e 6. O(a) educador(a) termina a sessão dizendo às crianças que devem fazer o que gostam, assim como tentar concretizar as suas metas. 5 Minutos Ficha 5 10 Minutos Ficha 5 15 Minutos Ficha 5 15 Minutos Ficha 5 Ficha 6 15 Minutos > VARIANTE A apresentação dos projectos pode também ser feita recorrendo a diversos materiais tais como: cartolinas, lápis, canetas, lápis de cor, tintas, objectos recicláveis, etc. Experiência de implementação no CEAN Esta é a primeira actividade do ciclo de acções sobre empreendedorismo. Não compete a esta sessão introduzir nenhum tema ou informação, mas sim o contrário, explorar o que de melhor cada criança consegue idealizar. A criação de ideias com base nos gostos de cada criança é um conceito que se aprende fazendo. O segredo do sucesso desta sessão está em todo o restante caminho a percorrer. Deve, no entanto, ser muito valorizada, pois uma má escolha, ou uma valorização incorrecta, de uma ideia, poderá levar ao insucesso e ao fracasso. 19

18 Área de Conhecimento 02. Partilha de ideias Contextualização teórica da área de conhecimento Nesta área estabelece-se a base para que as crianças desenvolvam e apliquem práticas de trabalho colaborativas e cooperativas - meio através do qual poderão concretizar as ideias ou os projectos que definiram inicialmente. Na área anterior (estímulo de ideias), os(as) educadores(as) tomaram conhecimento do que as criançasdesejam fazer nas suas vidas, quais são as coisas que lhes interessam e quais as ideias e/ou projectos com os quais estão dispostos a comprometerem-se e a produzirem acção. A segunda área é decisiva para a criação de grupos (grupos de projecto) em torno dos sonhos e projectos partilhados pelos alunos. Assim, nesta fase, as criançasdeverão conversar entre si para que falem mais aprofundadamente sobre os seus interesses, sobre as suas ideias e projectos e surjam compromissos verbais entre eles para que tais projectos se concretizem. Este processo deverá ser guiado pelos(as) educadores(as) para que o seu desenvolvimento seja efectivo. Em função das possibilidades de trabalho do Centro Educativo, e depois das criançasterem manifestado as suas ideias e projectos, os(as) educadores(as) poderão dirigir o processo para chegar a um consenso sobre que projectos irão ser realizados (o(a) educador(a) deve certificar- -se de que nenhum criança fique excluída). A criação de grupos de projecto realiza-se com os projectos que as crianças trabalharam na área de estímulo de ideias. Procedese, posteriormente, à classificação dessas ideias em grupos de projecto, em função da afinidade e temática de cada ideia e/ou projecto. O desenvolvimento desta actividade é flexível: pode ser trabalhada em função da programação do Centro Educativo (possibilidade de criar grupos de projecto numa mesma sala/ oficina ou com crianças de salas diferentes, trabalhar no seio de projectos e iniciativas já programadas pelo Centro Educativo, etc.). 20

19 Área de Conhecimento As ideias ou projectos que as criançasdefiniram na primeira sessão, geralmente, não têm um nível de concretização suficiente; trata-se, na maioria dos casos, de uma proposta inacabada que terá de ser revista ao longo de todo o processo. O critério dos(das) educadores(as) será essencial para a criação de grupo ou grupos de projecto. A lógica do processo parte da conversa entre dois ou mais alunos(as) que queiram realizar a mesma ideia ou projecto - matéria-prima essencial para começar a materializá-lo. Neste momento, temos de identificar as crianças que poderão sentir-se motivados a participar no desenvolvimento de um projecto partilhado, porque descobrem que querem fazer coisas parecidas, que têm interesses similares. Este é o processo de engenharia social que os(as) educadores(as) devem realizar neste momento. De qualquer forma, a definição de grupos de projecto deverá ser encarada com a suficiente flexibilidade, para configurar um plano de trabalho futuro que possa realizar-se em sintonia com o resto de actividades do Centro Educativo ou, inclusive, integrar-se naquelas actividades previamente definidas. Bons exemplos de projectos para o desenvolvimento do treinamento empreendedor são: criação de artigos de manualidades e artesanato e alimentos para exposição e/ou venda, fazer uma exposição, criar uma equipa de futebol, criar uma comunidade de ajuda, etc. Tendo em conta as ideias e os projectos de todas as crianças, os(as) educadores(as) poderão encaminhar o processo em direcção a um ou dois projectos. É preciso ter presente que as crianças só se comprometem e participam quando se sentem parte importante dum projecto, que leva a sua identidade e conta com os seus contributos. Objectivos Identificar ideias e projectos que as crianças do Centro não consideravam possíveis e realizáveis e que, no momento presente, pretendem levar a termo. Classificar por afinidade as ideias e os projectos dos cartões. Propor e articular projectos que respeitem a sensibilidade e os gostos das crianças. Dar a conhecer as ideias e os projectos de todas as crianças. Pôr em contacto as crianças que querem concretizar projectos iguais ou semelhantes, para que entre eles comecem a surgir conversas e compromissos. 21

20 dos 3 aos 6 anos Área de Conhecimento O2. Partilha de Ideias Experiência de implementação no CEAN Nesta sessão, as crianças estiveram muito atentas a todas as explicações dadas pelo(a) educador(a), pois tratou-se de uma actividade que exigiu muita atenção, visto que, em muitos momentos, as crianças tiveram que se agrupar em diferentes grupos, para partilharem ideias. Tudo isto levou a uma atenção redobrada por parte das crianças. Mostraram-se interessadas e muito aplicadas, respeitaram as ideias propostas pelos colegas. Verificou-se que todas as dinâmicas utilizadas funcionaram bem no grupo de crianças. Não houve dificuldades em realizar a sessão, pois foram necessários poucos recursos, quer humanos quer materiais. Em suma, nesta sessão as crianças aprenderam a partilhar e respeitar as ideias dos colegas e a trabalhar em grupo de forma divertida e muito dinâmica. 10 Minutos Acção 1 Apresentar o seu projecto ao grupo. 20 Minutos Acção 2 Agrupar os projectos a partir de características idênticas. 30 Minutos Acção 3 Realizar a actividade E Se 40 Minutos Acção 4 Reformular o seu projecto. 45 Minutos Acção 5 Criar um Projecto Único. O(a) educador(a) pede às crianças que se sentem no chão, em círculo, que façam silêncio e prestem muita atenção. Através de perguntas: 1. O que é que desenhaste? 2. Porque gostas do que desenhaste? O(a) educador(a) ajuda cada criança, individualmente, a falar do seu projecto aos colegas (este projecto refere-se ao desenho que foi feito na sessão anterior). As crianças dizem qual é a sua ideia e o porquê da sua escolha. O(a) educador(a) pretende que as crianças se agrupem por projectos, com características semelhantes. Para facilitar a tarefa, o(a) educador(a) vai atribuir um autocolante a cada criança. A cor do autocolante varia em função das características dos diferentes projectos apresentados. Ou seja, os projectos com características semelhantes possuem uma determinada cor que os diferencia dos outros. Posteriormente, as crianças agrupamse, em silêncio, consoante a cor que lhes é atribuída. Depois de se agruparem é pedido a cada elemento do grupo que contribua com ideias para enriquecer o projecto do(s) colega(s). Cabe ao(à) educador(a) registar na FICHA 7 as novas ideias propostas pelos colegas. Com a ajuda do(a) educador(a), cada criança reformula o seu projecto com base nas ideias registadas anteriormente. O(a) educador(a) anota a reformulação na FICHA 7. O(a) educador(a) pede a cada grupo que junte as ideias e elaborem um projecto único (onde constem as ideias de todos os membros do grupo). O(a) educador(a) regista o projecto de grupo na FICHA Minutos 10 Minutos Autocolantes de várias cores. 10 Minutos Ficha 7 10 Minutos Ficha 7 5 Minutos Ficha 8 55 Minutos Acção 6 Desenhar o novo projecto. Para finalizar a actividade pede-se às crianças que, em grupo, realizem o desenho do novo projecto. 10 Minutos Folhas brancas Lápis de cores. 22

21 Área de Conhecimento O2. Partilha de Ideias dos 7 aos 8 anos 25 Minutos Acção 1 Apresentar ideias/projectos aos colegas. 30 Minutos Acção 2 Agrupar as crianças por temas. 50 Minutos Acção 3 Partilhar ideias: E se O(a) educador(a), nesta segunda sessão de empreendedorismo, recorda a sessão anterior. Pede, de seguida, que cada criança, a partir dos materiais disponíveis na sala de aula, crie e exponha a sua ideia/projecto aos colegas. Depois de cada criança ter exposto a sua ideia, o(a) educador(a) pede para se agruparem por afinidades de ideias, isto é, se uma criança der a ideia de ir apanhar flores, porque gosta imenso, outra de ir brincar para o campo, porque gosta de respirar ar puro, outra ir andar de bicicleta, o(a) educador(a) poderá aconselhar essas crianças a agruparem-se, uma vez que, todas elas, no fundo, têm a intenção de realizarem os seus desejos no campo. Assim, as crianças irão agrupar-se por temas. Os subgrupos que daqui resultam, mantêm-se até ao fim das sessões empreendedoras. É na partilha de ideias que as crianças enriquecem os seus projectos, uma vez que as leva a fazer algo que não teriam pensado no momento. Assim, o(a) educador(a) propõe a cada grupo a dinâmica E se : cada criança contribui com uma ideia para enriquecer o projecto de cada membro do seu grupo (ex: projecto no campo e dizer o seguinte: 25 Minutos Diversos materiais (cartolina, canetas, plasticina, lápis, tintas, cola, balões, fita-cola, etc.) 5 Minutos 20 Minutos Ficha 9 Experiência de implementação no CEAN A apresentação individual da ideia ao grupo, foi uma excelente forma das crianças se conhecerem melhor. A partir daqui, os grupos facilmente se organizaram por temas, e a partilha de ideias rapidamente fluiu. Todos os projectos ficaram mais ricos com esta partilha. Ao consolidarem o projecto de grupo, o(a) educador(a) pediu que lhe atribuíssem um nome, foi com bastante entusiasmo que aceitaram este novo desafio. E se tu, para além do que estás a pensar realizar, fizesses também um piquenique? ). 55 Minutos Acção 4 Inventar um título para o projecto de grupo Depois de mostrarem a sua ideia aos colegas, de se agruparem por afinidades, de partilharem e aceitarem as ideias uns dos outros para melhorar o seu projecto individual, o(a) educador(a) convida, finalmente, as crianças a criarem um projecto de grupo, que agrupe as ideias/projectos de todos os elementos do grupo. Finalmente, atribuem um título para o projecto de grupo, que será registado na FICHA Minutos Ficha 10 23

22 dos 9 aos 12 anos Área de Conhecimento O2. Partilha de Ideias Experiência de implementação no CEAN A partilha de ideias foi, enquanto segunda sessão, muito curiosa. Se poderíamos esperar que as crianças forçassem a aproximação aos amigos, isso não aconteceu. As crianças escolheram os projectos que se relacionavam com o seu, sem necessidade do(a) educador(a) interferir. Em apenas um caso foi necessário adaptar um projecto a um grupo, que acabou por se revelar uma inovação. A partilha, em roda, foi interessante e os projectos saíram muito valorizados e enriquecidos. 12 Minutos Acção 1 Apresentar os projectos 17 Minutos Acção 2 Identificar oportunidades nos projectos dos colegas 27 Minutos Acção 3 Agrupar as crianças segundo as afinidades detectadas dos seus projectos 40 Minutos Acção 4 As sugestões dos meus colegas. 50 Minutos Acção 5 Redefinir a ideia e o projecto 60 Minutos Acção 6 Criar projectos de grupo 70 Minutos Acção 7 Apresentar novos projectos dos Subgrupos O(a) educador(a) convida as crianças para se organizarem em círculo. Distribui a FICHA 6 preenchida na sessão anterior por cada aluno(a). Com uma bola, que irá passar de mão em mão, as crianças vão apresentando a narrativa da sua ideia e projecto identificado na sessão anterior. O(a) educador(a) efectua a gestão do grupo, sem interferir nas narrativas. Com base nas narrativas apresentadas, as crianças deverão (agora) identificar as afinidades temáticas entre o seu projecto e os dos seus colegas. O(a) educador(a), após as crianças terem identificado as afinidades/oportunidades nos projectos dos colegas, convida-os a que se agrupem. Nesta fase, o(a) educador(a) poderá ajudar a definir dúvidas na constituição dos subgrupos. O(a) educador(a) distribui a FICHA 11 por cada criança, explicando o seu funcionamento. Primeiramente, explica que deverão escrever a ideia original no centro do grande círculo e, de seguida, cada colega irá sugerir uma proposta de ideia para melhorar a ideia original de cada colega do grupo. As crianças em subgrupo irão registando as propostas dos colegas, dentro dos círculos mais pequenos (quatro propostas E se ). Após o momento de partilha anterior, o(a) educador(a) explica que deverão criar uma ideia nova com base nos contributos dos colegas. O(a) educador(a) convida, finalmente, as crianças a criarem um projecto de grupo que agrupe as ideias/projectos de todos os elementos do grupo. Cada grupo regista o seu projecto de grupo na FICHA 12. Os subgrupos apresentam criativamente os projectos ao grande grupo. 12 Minutos Ficha 6 Bola de plástico 5 Minutos 10 Minutos 13 Minutos Ficha Minutos Ficha Minutos Ficha 12 > VARIANTE Replicar o número de partições do círculo conforme os participantes do subgrupo. 10 Minutos Diversos materiais (cartolinas, tintas, cola, plasticina, novas tecnologias) 24

23 Área de Conhecimento 03. O que é que eu quero fazer? Objectivos Assimilação de conceitos. Interiorização de conceitos na prática através de dinâmicas. Aplicação em projectos reais. Contextualização teórica da área de conhecimento Formar-se em empreendedorismo é similar a formar-se em qualquer outro âmbito. É preciso ajudar as crianças a questionarem-se, a responsabilizarem-se pela sua própria existência e, em consequência disso, tomarem a decisão de abraçar um projecto significativo para as suas vidas. Em suma, transmitir competências empreendedoras para que as crianças que não são empreendedoras aprendam a sê-lo. Falamos de pessoa empreendedora e não de empresário(a): empresário(a) é uma forma de ser empreendedor; pode-se ser empreendedor em qualquer outra área em que alguém se pretenda realizar. É preciso dar a conhecer as oportunidades que, mediante a aquisição de competências empreendedoras, se abrem para a vida profissional e pessoal. É importante descobrir as principais competências da pessoa empreendedora para que sejam adquiridas e postas em prática por qualquer criança. Conceitos mais relevantes da área de conhecimento Empreender é uma forma de fazer as coisas que se aprende, tal como outra coisa na vida. Não se nasce empreendedor. Aprende-se, praticando, a ser empreendedor. O empreendedor transforma o seu mundo e o dos seus colaboradores; orienta o seu trabalho para satisfazer colaboradores, cidadãos, amigos. As pessoas empreendedoras preocupam-se com aquilo de que as pessoas à sua volta necessitam (os seus colaboradores). Os empreendedores assumem compromissos para satisfazer as necessidades das pessoas. Os empreendedores criam narrativas, com o objectivo de seduzir os seus colaboradores. A linguagem e as conversas são ferramentas utilizadas pelos empreendedores para partilhar projectos e produtos com os colaboradores. Fazer ofertas e escutar pedidos também é prática habitual dos empreendedores. Os projectos empreendedores partem da união de pessoas que trabalham para alcançar um mesmo objectivo. Um projecto empreendedor consiste em duas ou mais pessoas falarem sobre interesses e objectivos comuns. Os empreendedores desejam liderar uma mudança e comprometem-se a fazê-lo. 25

24 dos 3 aos 6 anos Área de Conhecimento O3. O que é que eu quero fazer? Experiência de implementação no CEAN Nesta sessão, tanto a dinâmica da história, como os recursos utilizados foram bastante funcionais e úteis. As crianças ficaram muito atentas durante a história. Através dela conheceram, de uma forma implícita, as características do ser empreendedor. Ou seja, a história serviu para introduzir os conceitos que posteriormente iriam ser trabalhados. Utilizando os cartões individuais mostrámos as características do ser empreendedor, que tinham sido identificadas através da história. As crianças compreenderam todas as características e foram, sempre, dialogando com o(a) educador(a), à medida que ouviam a explicação. Algumas crianças comentavam: Eu sou assim ou o meu tio é assim - mostrando que estavam a compreender. Por último, as crianças não revelaram dificuldades na realização da ficha, apenas as de 3 anos necessitaram de uma maior atenção e orientação. Para a maioria das crianças, as pessoas que têm características de um bom empreendedor são os seus familiares. A sessão demorou mais tempo do que estava previsto, pois as crianças participaram bastante. 10 Minutos Acção 1 Apresentar a história Os Jardins do Senhor Tobias em PowerPoint. 20 Minutos Acção 2 Identificar pessoas empreendedoras. 30 Minutos Acção 3 Identificar, em si próprio, características empreendedoras. 35 Minutos Acção 4 Conclusões O(a) educador(a) pede às crianças que se sentem no chão, que façam silêncio e prestem muita atenção à história que vão ver e ouvir. A história é contada pelo(a) educador(a) e é projectada em PowerPoint (ver ficha 13); fala sobre um senhor que tinha muitas ideias e cujo maior sonho era transformar um terreno abandonado num lindo jardim. Quando concretizou esse sonho, pensou logo como poderia continuar a ajudar as pessoas. Então criou um projecto que, com colaboradores foi crescendo com sucesso. O(a) educador(a) faz as seguintes perguntas: 1. Gostaram da história? 2. Porque estava feliz o Sr. Tobias? Com estas perguntas pretende-se que as crianças associem pessoas empreendedoras a pessoas que realizam projectos: o Sr. Tobias estava feliz porque tinha realizado o seu sonho e isso é o que fazem as pessoas empreendedoras. Em pequenos grupos, as crianças vão sentar-se em círculo. O(a) educador(a) entrega uma cópia da FICHA 14 com características de pessoas empreendedoras: ter ideias, saber contar e partilhar ideias, ser positivo, saber escutar os outros, trabalhar em grupo. Tendo em conta as características empreendedoras que lhes são transmitidas, cada criança identifica em voz alta pessoas que considere empreendedoras. Tendo conhecimento das diversas características das pessoas empreendedoras, a criança identifica as características que possui e que a tornam empreendedora. É distribuída, a cada criança uma cópia da FICHA 15, onde estão presentes as características básicas de um empreendedor. As crianças, individualmente, terão de fazer um círculo à volta das imagens com as quais se identificam. As crianças falam das suas características ao grupo. O(a) educador(a) recolhe as fichas. O(a) educador(a) finaliza a sessão explicando que todos eles têm capacidades para fazer aquilo que sonham, e serem, portanto, empreendedores. 10 Minutos Ficha 13 Os Jardins do Senhor Tobias PowerPoint Computador Projector multimédia > VARIANTE O ideal é projectar o PowerPoint à medida que se conta a história. No caso de não se dispor de projector podem-se utilizar outros recursos tais como, fotocópias ou acetatos. 10 Minutos Ficha 14 Imagens de características empreendedoras > VARIANTE Podem-se utilizar cartões individuais. 10 Minutos FICHA 15 Imagens de características empreendedoras; Lápis de cor 5 Minutos 26

25 Área de Conhecimento O3. O que é que eu quero fazer? dos 7 aos 8 anos 15 Minutos Acção 1 Visualizar imagens de pessoas empreendedoras. 25 Minutos Acção 2 Identificar pessoas empreendedoras. 40 Minutos Acção 3 Identificar os seus próprios valores. O(a) educador(a) apresenta imagens de algumas pessoas empreendedoras que sejam reconhecidas pelas crianças com quem estamos a trabalhar (ex: Sr. Comendador Rui Nabeiro, Figo, Mariza, Alice Vieira, etc). As crianças identificam as pessoas. Através das imagens, pretende-se que as crianças associem pessoas empreendedoras a pessoas que realizam projectos. Depois de entenderem que pessoas empreendedoras são aquelas que realizam projectos, o(a) educador(a) convida as crianças a pensarem numa pessoa que consideram empreendedora (no próprio meio ou reconhecidas mundialmente) e que lhe atribuam duas características. Devem registar numa folha e posteriormente, apresentar ao grupo. O(a) educador(a) regista a informação dada pelas criançasno quadro. A partir dos dados recolhidos, o(a) educador(a) chega às seguintes definições: - Não se nasce empreendedor; aprende-se, fazendo; - As pessoas empreendedoras nunca desistem; - As pessoas empreendedoras têm uma ideia e tentam realizá-la; - Ser empreendedor é ter uma paixão e entusiasmo para concretizá-la; - O empreendedor é aquele que tenta modificar as coisas para poder realizar o seu sonho; - O empreendedor é aquele que se preocupa em satisfazer as necessidades daqueles que o rodeiam. Com base na FICHA 16, as crianças devem identificar as suas próprias características. Com esta acção pretende-se que as crianças concluam que têm características empreendedoras. O(a) educador(a) finaliza a sessão explicando que todos eles têm capacidades para fazer aquilo que sonham, e serem, portanto, empreendedores. 15 Minutos Imagens recolhidas da internet, revistas, jornais, livros, etc 10 Minutos 15 Minutos Ficha 16 > VARIANTE ver caixa* Experiência de implementação no CEAN A abordagem desta sessão foi bastante importante, uma vez que as crianças interiorizaram o novo conceito de empreendedor, não sendo esta uma visão comercial. As crianças cooperaram muito nesta sessão e identificaram pessoas do seu redor como sendo empreendedoras. A dificuldade sentida foi no amadurecer do conceito empreendedor e de lhes clarificar a razão porque umas pessoas são mais lutadoras e agem e outras não dão o passo seguinte. VARIANTE* O(a) educador(a) pode recorrer, por exemplo, a uma árvore da qual se servirá da raiz para colocar os valores com os quais se identificam; o tronco servirá para amadurecer a ideia, os interesses e motivações; os ramos seriam as expectativas futuras e, por fim, os frutos, que se descreveriam na resposta à pergunta: Se este fosse um grande sonho, se o conseguissem realizar, como se sentiriam? 27

26 dos 9 aos 12 anos Área de Conhecimento O3. O que é que eu quero fazer? Experiência de implementação no CEAN O Muro Empreendedor é um recurso muito importante para a lógica do ciclo de sessões. Ficando exposto, permite às crianças observar recorrentemente os valores de pessoas empreendedoras. No CEAN, as crianças, foram surpreendentes, pois escolheram pessoas próximas e não figuras públicas (distantes) como ídolos. Em muitos casos, referiram-se a familiares, amigos ou conhecidos da comunidade local. É, sem dúvida, este o objectivo desta área do conhecimento: descobrir pessoas empreendedoras, que nos rodeiam, e perceber que todos podemos ser líderes empreendedores. 10 Minutos Acção 1 O Muro Empreendedor 15 Minutos Acção 2 Transcrever as respostas para o Muro Empreendedor 20 Minutos Acção 3 Votação com bolas coloridas autocolante de dois valores que cada um considera mais importantes O(a) educador(a) cria um mural, em papel de cenário, organizado por áreas, que irá preencher com base nas respostas das crianças (ver exemplo). O mural deverá ser colocado num espaço amplo pois deverá possuir a dimensão de 1,20m por aproximadamente 3 metros. A vantagem deste mural é condensar todas as propostas num documento único que ajude à leitura e compreensão do que são pessoas empreendedoras. O(a) educador(a) convida as crianças a organizarem- -se em grande grupo, junto ao Muro Empreendedor e distribui um guião (ver ficha 17) pelas crianças e pede que, individualmente, o preencham. O intuito é realçar a opinião individual de cada criança. Após todo o grupo ter concluído o preenchimento, o(a) educador(a) recolhe as respostas e pede a um ajudante que vá registando, no Muro, as respostas nos locais respectivos. O(a) educador(a) lê as respostas escritas no Muro e distribui a todas as crianças duas bolas autocolantes coloridas, que deverão colar na tabela dos valores dos ídolos. Cada criança deverá escolher dois valores da lista que considere mais importantes. O(a) educador(a) convida uma criança de cada vez para a votação, ficando o resto do grupo de costas para o muro, para que a votação não se torne tendenciosa. 10 Minutos Ficha 17 O meu ídolo Sala. Muro Empreendedor previamente desenhado. 5 Minutos Ficha 17 O meu ídolo Muro Empreendedor. Marcador. 5 Minutos Ficha 17 O meu ídolo Muro Empreendedor. Bolas autocolantes coloridas. 22 Minutos Acção 4 Analisar os resultados da votação e transcrever os 10 mais votados para a coluna respectiva. No final, o(a) educador(a) passa os dez valores mais votados para a coluna do Top 10. Estes serão os valores que as crianças consideram mais importantes numa pessoa empreendedora. É importante valorizar as escolhas e explicar que elas (as crianças) possuem também alguns desses valores e que os outros podem ser apreendidos para todos podermos ser empreendedores. Todos podemos trabalhar os valores e competências. O(a) educador(a) explica que as pessoas que eles admiram possuem muitos valores, muitas coisas boas, mas que o mais importante é a capacidade dessas pessoas em fazer coisas bem e com prazer. Isto é o que fazem as pessoas empreendedoras, pois possuem valores e fazem coisas de que gostam. 2 Minutos Ficha 17 O meu ídolo Muro Empreendedor. Bolas autocolantes coloridas. Marcador. 28

27 Área de Conhecimento O3. O que é que eu quero fazer? dos 9 aos 12 anos 27 Minutos Acção 5 Escrever na parte de trás da folha individual, o nome de pessoas de Campo Maior, de Portugal e do Mundo que possuam os valores seleccionados. Na fase seguinte, o(a) educador(a) pede ao grupo que, individualmente, e tendo por base os 10 valores escolhidos, escolham uma pessoa na sua Vila ou Cidade e outra de Portugal ou do Mundo que considerem possuir todos esses valores. As crianças devem escrever esses nomes na parte de trás do guião individual. 5 Minutos Ficha 17 O meu ídolo Canetas 30 Minutos Acção 6 Transcrever para a coluna respectiva as escolhas das crianças. Quando finalizado o passo anterior, cada criança, uma a uma, convidadas pelo(a) educador(a), vão dizendo os nomes que escreveram e o(a) educador(a) vai registando no muro, em local definido para o efeito. 3 Minutos Ficha 17 O meu ídolo Muro Empreendedor Marcadores 40 Minutos Acção 7 Fim da Sessão: Formar uma fila e de entre o Top10 escolher dois valores que cada criança considera possuir. O muro fica, então, preenchido. Para finalizar, o(a) educador(a) avalia as personalidades escolhidas e explica que encontramos pessoas empreendedoras a diversos níveis: na família, no trabalho, na escola, no desporto, na política, enfim, em todas as áreas. O(a) educador(a) forma uma fila de crianças e pede que, uma a uma, as crianças se vão aproximando do muro e escolham de entre os valores do Top 10, dois que elas possuam. No final, o(a) educador(a) apresenta o painel construído e explica que cada um de nós já é um pouco empreendedor tendo, no entanto, que aprender a desenvolver os valores restantes de uma pessoa empreendedora. Todos podemos treinar para atingir os nossos objectivos. O(a) educador(a) finaliza a sessão enfatizando que todos eles têm capacidades para fazerem aquilo que sonham e serem, portanto, empreendedores. 10 Minutos Ficha 17 O meu ídolo Muro Empreendedor Marcadores Exemplo 29

28 Área de Conhecimento 04. Os nossos estados de espírito Objectivos Assimilação de conceitos. Interiorização de conceitos na prática através de dinâmicas. Aplicação em projectos reais. Contextualização teórica da área de conhecimento Os estados de espírito ajudamnos a produzir acção; podem abrir-nos ou fechar-nos oportunidades. Empreender é, essencialmente, fazer coisas, estar activo, coordenar acções mediante conversas. Quando estamos propensos a actuar ou a estar activos? Quando estamos tristes? Quando estamos alegres? Quando estamos deprimidos? Quando estamos resignados? Os estados de espírito invadem a nossa vida; são um fenómeno emocional que está presente em todas as pessoas e se transfere de umas para as outras; contagiam-se com maior rapidez e virulência que as doenças; trata-se de uma sensação que nos invade e condiciona a realização de acções. É fundamental que as crianças que se transformarão em pessoas empreendedoras aprendam a identificar, distinguir, controlar, estimular e neutralizar os estados de espírito negativos. Conceitos mais relevantes da área de conhecimento Os estados de espírito estão sempre presentes em nós. Percebemos de imediato os estados de espírito de uma pessoa, comunidade ou organização. Inconscientemente, a primeira coisa que identificamos numa pessoa é o estado de espírito. Fazemos constantemente juízos de valor. Os juízos de valor são pensamentos que resultam das avaliações que fazemos das possibilidades de futuro, mas que se relaciona com a nossa visão do passado. Os estados de espírito invadem-nos sem que possamos escolher o que queremos que aconteça connosco próprios. Se fazemos juízos de valor positivos acerca de alguma coisa é porque consideramos que nos vamos beneficiar num futuro. Mas se o nosso horizonte é escuro, então os nossos juízos de valor serão negativos. Os empreendedores têm de estar atentos ao seu estado de espírito e aos da equipa que trabalha com eles. Os estados de espírito são determinantes para travar ou estimular a acção. Os estados de espírito podem dividir-se em dois grandes grupos: estados de espírito positivos e estados de espírito negativos. Os estados de espírito positivos activam a pessoa para a acção. Os estados de espírito negativos bloqueiam a acção e dificultam a progressão do projecto. 30

29 Área de Conhecimento Estados de espírito positivos Ambição: descubro possibilidades futuras para mim e estou disposto a lutar para que elas se tornem realidade. Serenidade: percebo e aceito que permanentemente se abram e fechem portas de oportunidades e estou satisfeito de que a vida seja assim. Confiança: reconheço sinceridade naquilo que uma pessoa me promete. Confiança em mim mesmo: reconheço-me como pessoa competente numa determinada área. Aceitação: reconheço que há oportunidades que não estão abertas para mim e aceito essa circunstância. Deslumbramento: não sei o que está a acontecer neste momento, mas desconfio que se abrem novas oportunidades para mim. Resolução: tomo decisões que vão ao encontro dessas oportunidades. Estados de espírito negativos Resignação: penso que nada se vai alterar para melhor; sempre foi assim, sempre será e eu não posso fazer nada para alterar a situação. Falta de esperança: vejo tudo negativo, nada posso fazer para mudar a situação. Desconfiança: sinto que és uma ameaça para mim e portanto não estou disposto a conversar contigo ou com outros para fundamentar esta opinião. Ressentimento: penso que tu és o responsável por se terem fechado algumas portas para mim e declaro-te responsável por isso. Por isso, tomo a decisão de não voltar a conversar contigo no futuro. Confusão: Não sei bem o que está a acontecer mas não gosto. Não vejo oportunidades para mim, nem sei o que fazer. Sufoco: penso que tenho de trabalhar mais e mais rápido para cumprir com os meus compromissos e evitar que se fechem oportunidades no futuro. Arrogância: penso que sou a pessoa mais competente ainda que não tenha razões que o fundamentem. É assim porque é óbvio. Os estados de espírito são inevitáveis. Contudo, é possível geri-los, introduzindo algumas técnicas no nosso dia-a-dia: > Observe os estados de espírito das pessoas que o rodeiam. > Pense em duas ou três coisas que definem a identidade e o estado de espírito dessas pessoas. > Analise os estados de espírito positivos e descreva o que fazem as pessoas que os possuem. > No seu projecto ou actividade, o que faz para cuidar dos estados de espírito e como ajuda a modificá-los? > Que estratégias utilizar para estimular a confiança nas pessoas? > Pense em estratégias que surpreendam as pessoas da sua equipa para estimular estados de espírito, tais como o deslumbramento e a ambição. > Pense em estratégias de alerta e acção a serem utilizadas quando surjam estados de espírito negativos no grupo. > Os projectos não são mais que relações entre pessoas, que partilham objectivos comuns e que mantêm conversas e compromissos com o fim de alcançá-los. > Nestas relações os estados de espírito jogam um papel crucial, com o que poderíamos concluir que os projectos são redes de estados de espírito. > Temos que aprender a observar os projectos como redes de estados de espírito. > Os estados de espírito afectam o ambiente à volta de um projecto. 31

30 dos 3 aos 6 anos Área de Conhecimento O4. Os nossos estados de espírito Experiência de implementação no CEAN Observou-se que, mais uma vez, as crianças conseguiram adquirir, com facilidade, todos os objectivos propostos. Reconheceram e compreenderam que os estados de espírito, positivos e negativos, influenciam bastante um grupo de trabalho (por exemplo), sendo necessário saber gerir esses estados para que haja um bom funcionamento desse grupo de trabalho. Sentiu-se maior dificuldade quando foi pedido a cada criança que, em frente ao espelho, mimassem o seu estado de espírito. Existem crianças que têm dificuldades em exprimir o que estão a sentir e outras que, simplesmente, não gostam de o fazer. Então, nós educadores(as), tivemos que respeitar essas crianças, não os obrigando a participar nessa parte da actividade. Tirando estas excepções, todas as crianças se divertiram, fazendo dessa diversão uma importante aprendizagem. 10 Minutos Acção 1 Representar, frente ao espelho, um estado de espírito. 20 Minutos Acção 2 Dinâmica: Cabeça junto à Barriga. 35 Minutos Acção 3 Jogo: Os cartões + (positivos) e - (negativos). Individualmente, cada criança coloca-se à frente de um espelho. O(a) educador(a) pede-lhe que representem através da mímica, um estado de espírito (alegre, triste, zangado) e as outras crianças que o observam, têm que o imitar. Posteriormente, pede-se às crianças que exemplifiquem como se sentem nos diversos momentos do dia (ao acordar, após o almoço, ao sair da escola, ao ir deitar-se ). Após a actividade, o(a) educador(a) explica às crianças que existem vários estados de espírito ao longo do dia. Pede-se às crianças que se sentem em roda e encostem a cabeça junto à barriga do colega, que se encontra ao seu lado. O(a) educador(a) pede a uma das crianças que comece a rir sem parar, de forma a contagiar os colegas. Com esta actividade pretende-se transmitir, às crianças, que os estados de espírito são contagiosos. Esta actividade é realizada em dois momentos. Num primeiro momento, cada criança vai expressar, com movimentos do corpo, um determinado estado de espírito. No segundo momento, o(a) educador(a) entrega a cada criança um cartão que contém um estado de espírito (que tanto pode ser positivo como negativo - ver FICHA 18). Cada criança vai classificar o seu cartão em estado de espírito positivo ou negativo e terá de o colocar no cartaz de forma correcta. Com este cartaz pretende-se que as crianças classifiquem, correctamente, os estados de espírito e que compreendam que os positivos levam à Acção e os negativos levam ao Bloqueio. (continua na página seguinte) 10 Minutos Espelho 10 Minutos > VARIANTE Colocar duas crianças de frente uma para a outra. Uma delas mima o estado de espírito que está a sentir naquele momento e a outra criança, que estará posicionada à sua frente, tem que a imitar e identificar o estado de espírito que imitou. 15 Minutos FICHA 18 Cartaz do estado de espírito positivos e negativos Cartões de estados de espírito 32

31 Área de Conhecimento O4. Os nossos estados de espíritto dos 3 aos 6 anos Continuação Acção 3 Jogo: Os cartões + (positivos) e - (negativos). 1º Momento da Actividade: Colocam-se os cartões (recortar imagens da Ficha18) alusivos aos estados de espírito positivos (cartões +) e negativos (cartões -) numa bolsa. Pede-se às crianças que se sentem em círculo para se iniciar o jogo. Cada criança retira um cartão da bolsa, identifica o estado de espírito e representa-o. O resto do grupo tenta adivinhar o estado de espírito representado. 2º Momento da Actividade: Cada criança classifica o seu cartão, utilizado no 1º momento em estado de espírito positivo ou negativo, e tem de colocá-lo no cartaz de forma correcta. Com este cartaz pretende-se que as crianças classifiquem, correctamente, os estados de espírito e que compreendam que os positivos levam à Acção e os negativos levam ao Bloqueio. Continuação Esta sessão teve que ser feita em dois espaços diferentes (casa-de-banho e sala da actividades), visto que a sala de actividades não tem espelho, o que causou alguma dispersão/ agitação das crianças. 45 Minutos Acção 4 Gestão dos Estados de Espírito Negativos. O(a) educador(a) estabelece um diálogo com as crianças sobre como se sentem quando estão com um estado de espírito negativo e qual a(s) estratégia(s) para melhorar o seu estado de ânimo. Para tal, coloca, às crianças, as seguintes questões: - Como se sentem quando estão tristes? - E apetece-vos fazer alguma coisa? - O que é que se pode fazer para transformar a tristeza em alegria? 10 Minutos O(a) educador(a) regista as estratégias das crianças para conseguirem transformar os estados de espírito negativos em positivos. 33

32 dos 7 aos 8 anos Área de Conhecimento O4. Os nossos estados de espírito Experiência de implementação no CEAN Esta sessão foi muito dinâmica e interessante, através das imagens as crianças rapidamente chegaram aos conceitos. A aplicação do jogo A Risota Colectiva foi uma dinâmica bastante positiva, todas as crianças participaram e perceberam que os estados de espírito se podem contagiar de forma positiva ou negativa. No final foi entregue a cada criança um(a) boneco(a) (Felisberto/a) como símbolo do estado de espírito positivo, para os ajudar a superar os estados de espírito negativos. As crianças ficaram radiantes com a oferta. 5 Minutos Acção 1 Pedir às crianças que falem do seu dia-a-dia e dos diferentes humores que têm ao longo do dia. 10 Minutos Acção 2 Chegar, em conjunto, ao conceito de Estados de Espírito. 20 Minutos Acção 3 Descrever diferentes Estados de Espírito. O(a) educador(a) desencadeia uma conversação com as crianças sobre os diferentes estados de espírito que afectam o seu dia-a-dia: Como se sentem quando se levantam; quando chegam à escola? E quando saem da escola? Quando querem um brinquedo/jogo e os pais não realizam o pedido? Com esta acção, pretende-se que as criançasidentifiquem diferentes estados de espírito (alegre, feliz, irritado, triste, zangado). O(a) educador(a), através das opiniões dadas, conduz as crianças para o conceito de Estados de Espírito, isto é, explica-lhes que se referem àquilo que sentimos em cada momento. O(a) educador(a) arranja uma cartolina, de cor à escolha, e coloca imagens sobre diferentes estados de espírito (triste, alegre, irritado, zangado) com base ficha 19. O(a) educador(a) apresenta esta cartolina à turma para que as crianças identifiquem os estados de espírito representados. 5 Minutos 5 Minutos 10 Minutos Ficha 19 > VARIANTE As imagens que servirão de exemplo para esta sessão dependem do bom gosto e criatividade de cada educador(a). 30 Minutos Acção 4 Estados de Espírito positivos e negativos. O(a) educador(a) amplia e recorta as imagens da ficha 19 e elabora uma cartolina com base na ficha 18. Apresenta cada imagem às criançase pede-lhes que identifiquem se é positivo ou negativo. O(a) educador(a) pede a um aluno que o cole na coluna correspondente. Pretende-se que as criançasclassifiquem, correctamente, os estados de espírito e que compreendam que os positivos levam à Acção e os negativos levam ao Bloqueio. 10 Minutos Ficha 18 FICHA 19 34

33 Área de Conhecimento O4. Os nossos estados de espírito dos 7 aos 8 anos 35 Minutos Acção 5 Fazer o jogo do contágio O(a) educador(a) implementa uma dinâmica muito agradável, que poderá denominar A Risota Colectiva. O jogo consiste em agrupar as crianças em círculo. Depois de estarem posicionadas, o(a) educador(a) pede a todas as crianças que façam silêncio e que encostem a cabeça à barriga de outro colega. Pede a uma delas que comece a rir, sem parar (o resultado será que todas as crianças começarão a rir). No final, o(a) educador(a), juntamente com as crianças, chegarão à conclusão de que o riso de uma contagiou todos os outros. Com esta dinâmica, pretende-se que as crianças percebam que o nosso estado de espírito contagia positivamente ou negativamente os que nos rodeiam. 5 minutos 40 Minutos Acção 6 Arranjar estratégias para superar um Estado de Espírito negativo. O(a) educador(a) comunica às criançasque é possível alterar os estados de espírito negativos. Posteriormente, pede-lhes que pensem no que fazem quando estão tristes para ficarem contentes. As crianças pensam, individualmente, em estratégias para superarem Estados de Espírito negativos e registam numa folha colorida. O(a) educador(a) termina a sessão dizendo às criançasque devem recorrer à estratégia que escolheram, sempre que se sentirem tristes ou irritados. 5 Minutos Papel; Caneta. 35

34 dos 9 aos 12 anos Área de Conhecimento O4. Os nossos estados de espírito Experiência de implementação no CEAN Esta sessão foi muito bem conseguida aquando da sua aplicação aos grupos do Centro Educativo. As transições de estado de espírito das crianças foram muito visíveis. A interiorização do conceito foi imediata. 10 Minutos Acção 1 Distribuir as crianças pela sala e explicar sucintamente a sequência de trabalhos da sessão As crianças são distribuídas aleatóriamente pela sala, garantindo boa localização para observação da tela de projecção. O(a) educador(a), de forma clara e cronológica, apresenta a sequência dos acontecimentos na sessão sem, no entanto, explicar a temática da mesma. É apenas necessário esclarecer ao grupo o número de vídeos que vão observar e pedir atenção para o seu conteúdo. Cabe ao(à) educador(a) a observação e análise das mudanças de estado de espírito que se vão verificar no decorrer da sessão. No final, efectuarão um resumo do que viram. 10 Minutos Sala de informática ou espaço multiusos. Computador portátil. Projector com tela de projecção. Os vídeos escolhidos resultaram, podendo o(a) educador(a) optar sempre por outras escolhas. 13 Minutos Acção 2 Visionar o Vídeo 1 Tristeza O(a) educador(a) pede silêncio e inicia a apresentação do filme. Este filme transmite uma mensagem de tristeza, baseado na fome que se faz sentir no mundo. No entanto, poderá o(a) educador(a) optar por outro, desde que provoque um estado de espírito negativo nas crianças. O(a) educador(a) questiona o grupo: O que sentiram ao ver estas imagens? Regista as respostas. 3 Minutos Vídeo do Youtube (em anexo) Fome 17 Minutos Acção 3 Visionar o Vídeo 2 Auto-estima O(a) educador(a) convida o grupo a assistir a um novo vídeo. Este vídeo tem por base a promoção da auto-estima estima através de um spot publicitário de uma marca de desodorizantes para raparigas. É interessante, uma vez que, ao longo do mesmo, vemos a mudança do estado de espírito das raparigas intervenientes. Como no caso anterior, cabe ao(à) educador(a) escolher o vídeo que melhor se adapte, podendo sempre recorrer ao Youtube para outra escolha, relativa a esta temática da auto estima. O grupo irá, agora, relaxar um pouco em relação ao estado de espírito provocado pelo vídeo. O(a) educador(a) questiona o grupo: 4 Minutos Vídeo do Youtube (em anexo) Auto-estima O que sentiram ao ver estas imagens? E as raparigas do vídeo, como se sentem? Regista as respostas. 36

35 Área de Conhecimento O4. Os nossos estados de espírito dos 9 aos 12 anos 21 Minutos Acção 4 Visionar o Vídeo 3 Motivação 31 Minutos Acção 5 Cada criança responde a um questionário individual 35 Minutos Acção 6 Visionar o Vídeo 4 Dinâmica do riso 45 Minutos Acção 7 Momento de reflexão, em grupo, sobre as alterações dos estados de espírito do grupo ao longo da sessão (1 hora); Conclusão da sessão com Música para promoção da auto-estima do grupo com todos a cantar. O(a) educador(a) termina a ronda de intervenções sobre o vídeo anterior e apresenta a última proposta. Esta escolha recai sobre um vídeo relacionado com a motivação e nada melhor do que um exemplo desportivo. Este filme vai despertar um estado de espírito positivo, e o grupo irá descontrair e começar a rir e a ficar mais agitado. As imagens apelam à acção e mostram alegria, sucesso e superação das dificuldades. O(a) educador(a) questiona o grupo: O que sentiram ao ver estas imagens? Regista as respostas. O(a) educador(a) pede às crianças que, individualmente, preencham um questionário (ficha 20) que se distribui por todos. Cada um, em silêncio, deve reflectir um pouco sobre as imagens que observaram e opinar sobre os estados de espírito. Com o objectivo de realizar uma total mudança de estado de espírito e provar que são contagiosos, o(a) educador(a) apresenta um pequeno filme de risos de um bebé, muito bem-disposto, que rapidamente contagia o grupo começando, assim, todas as crianças a rir. O(a) educador(a) explica o contágio e apela a que, em momentos menos positivos, nos lembremos de coisas boas ajudando, assim, a alterar o estado de espírito negativo. Cada pessoa tem a sua estratégia. O(a) educador(a), resumidamente, fala sobre os vídeos e as flutuações dos estados de espírito do grupo que foi observando. Na vida real estas situações acontecem diariamente e devemos conseguir equilibrar a nossa atitude positiva. Questiona o grupo: 1. Como se sentiram depois de ver os vídeos? 2. Depois de terem visto o vídeo, sentiram mais vontade de fazer coisas? 3. Qual é o vídeo que vos leva a perder a vontade de fazer coisas? 4. Pensa num projecto ou ideia que queiras desenvolver e diz qual o estado de espírito que deves ter. 4 Minutos Vídeo do Youtube (em anexo) Motivação desportiva 10 Minutos FICHA 20 Diz-me como te sentes, dir-te-ei quem és 4 Minutos Vídeo do Youtube (em anexo) Rir 10 Minutos VARIANTE Propomos, como variante, a opção de diferentes filmes ou mesmo temáticas abordadas nos filmes. Consideramos que o objectivo em si não são as temáticas (desportiva, pobreza, beleza, entre outras), mas sim a sua capacidade de alterar o estado de espírito do grupo. Caso pretenda utilizar outros vídeos será sempre necessário aferir da sua capacidade de influência do estado de espírito imediato. As opções apresentadas são meramente indicativas. No entanto, já foram aferidas e apresentaram bons resultados. Os vídeos utilizados estão em anexo a este manual, caso não possua ligação à internet. 37

36 Área de Conhecimento 05. Aprender a escutar as pessoas Objectivos Assimilação de conceitos. Interiorização de conceitos na prática através de dinâmicas. Aplicação em projectos reais. Contextualização teórica da área de conhecimento O ser humano empreende e transforma a realidade, através da linguagem. Esta área de conhecimento evidencia como, mediante a linguagem, declaramos o desejo de empreender projectos, fazemos com que outras pessoas se comprometam com esses projectos e pedimos que alguém desempenhe determinada tarefa em prol dos mesmos. Previamente à acção, inventamos, imaginamos e antecipamos todas as acções que têm de ocorrer para que um projecto se concretize. Para que uma determinada coisa aconteça, primeiro tem de haver uma conversa que é uma manifestação da linguagem e a principal ferramenta para empreender. Portanto, as crianças que pretendam formar-se neste âmbito, têm de trabalhar nesta área de conhecimento. A escuta activa das necessidades e preocupações das pessoas que rodeiam a vida das crianças, também faz parte do desenvolvimento do processo de aquisição de competências empreendedoras. Conceitos mais relevantes da área de conhecimento O uso da linguagem é uma competência essencial, no âmbito do empreendedorismo. A linguagem possibilita que se estabeleça uma relação entre as pessoas. Isto permite transmitir informação sobre ideias, emoções, pensamentos e opiniões, etc. Comunicar para produzir acção: utilizar a comunicação para coordenar acções e fazer com que uma determinada ideia se concretize. Concretizamos ideias porque estabelecemos compromissos prévios com outras pessoas: das conversas surgem planos para levar a bom termo um projecto. Através das conversas, comprometemo-nos a realizar determinadas acções e não executar outras. Propomos várias acções e opomo-nos à realização de outras. A escuta activa das necessidades e preocupações dos nossos colaboradores (pessoas a quem nos dirigimos) é indispensável para a pessoa empreendedora. A escuta activa permite criar ofertas sedutoras para eles. O erro que mais frequentemente se comete é não escutar o que o colaborador diz; não fazer um esforço para escutar e interpretar o que nos é comunicado. Os colaboradores ou pessoas com as quais nos relacionamos (pessoal ou profissionalmente) têm a sua própria interpretação da realidade; é essencial escutá-los, para perceber o seu ponto de vista, e perguntar, quando temos dúvidas sobre o que nos está a ser transmitido. A escuta activa começa quando nos desligamos daquilo que pretendíamos comunicar e fazemos um esforço para escutar e interpretar o que o colaborador nos quer transmitir. 38

37 Área de Conhecimento A escuta activa envolve ouvir o nosso colaborador, sem a interferência das nossas ideias, opiniões ou interpretações. Trata-se de escutar e perguntar sobre o que não entendemos. Escutar enriquece a nossa oferta: descobrimos o que preocupa o nosso colaborador, o que necessita, o que estaria disposto a comprar. Quando escutamos, não devemos refutar argumentos, impor as nossas opiniões. Tentar ficar por cima do nosso colaborador é improdutivo e impede que caminhemos na mesma direcção. A escuta activa, bem como a capacidade de mostrar empatia pelo nosso colaborador, aprende-se a utilizar, através de algumas técnicas: Desligar: afastar os nossos pensamentos e opiniões para ficar atento ao que o colaborador está a transmitir. Escutar sem interromper: nunca interromper o colaborador quando nos transmite o que o preocupa ou sobre o que precisa. Se o impulso é incontrolável podemos utilizar várias estratégias que nos contenham, como por exemplo, morder a língua. Pedir para clarificar: solicitar que nos transmita mais informação e aprofunde determinados aspectos; mostrar interesse pelas opiniões do colaborador. Fazer quadros mentais: fazer quadros mentais sobre aquilo que estamos a ouvir ajuda-nos a encontrar respostas satisfatórias para nós mesmos e para o nosso colaborador. Centrarmo-nos no ponto de vista do colaborador: para vendermos o nosso produto, o que é importante são os pontos de vista do colaborador e não os nossos. O que irá acontecer se não escutarmos? Não haverá futuro: tentámos convencer a outra pessoa dos nossos pontos de vista,interrompemo-la, tentámos que se contradissesse, irritamo-la no fim, cada interlocutor segue o seu caminho sem se ter enriquecido com a conversa. O que irá acontecer depois de aplicarmos a escuta activa? Conhecemos a visão do colaborador: ao escutar o colaborador, descobrimos novas oportunidades para materializar, juntamente com ele, ideias que, provavelmente, nunca teríamos imaginado. Nasce uma nova oportunidade de acção: ao escutarmos activamente o colaborador, e começarmos a descobrir uma oportunidade que até ao momento não contemplávamos, aparece uma nova oportunidade de acção, um compromisso para produzir algo ou, simplesmente, a consciência de que se podem abrir oportunidades no futuro com aquela pessoa. Conseguimos três coisas: depois da escuta activa, fico com a minha ideia, com a ideia do colaborador, que eu desconhecia, e uma terceira ideia que construímos durante a conversa. Acções que produzimos durante a linguagem? Declarar: pomos em funcionamento a máquina para que uma nova ideia aconteça, isto é, declaramos que queremos fazer algo. Pedir: pedimos a outras pessoas que realizem determinada tarefa, que produzam acção para que um projecto possa, de facto, concretizar-se. Prometer: comprometemo-nos a fazer determinada tarefa por alguém. Afirmar: relatar factos comprováveis. 39

38 dos 3 aos 6 anos Área de Conhecimento O5. Aprender a escutar as pessoas Experiência de implementação no CEAN Pode-se concluir que esta actividade foi muito positiva e muito útil para o/a educador(a), assim como para as crianças porque, ao realizar-se a actividade, na qual as crianças tinham que identificar os vários sons, houve crianças que não conseguiram identificá-los. 10 Minutos Acção 1 Dramatizar a história com fantoches: A Floresta da Bicharada. O(a) educador(a) pede às crianças que se sentem no chão em semicírculo, que façam silêncio e prestem muita atenção à história que vão ouvir. O(a) educador(a) conta a história inventada (ver Ficha 21) sobre os animais que moram na floresta e que um dia se deparam com um problema (que é a falta de alimento) e que o têm que resolver o mais brevemente possível, porque está em risco a sua sobrevivência. Este problema só é resolvido pelo animal que está atento a todas as necessidades do grupo. O principal objectivo é transmitir às crianças que é importante escutar. É através da escuta activa que se conseguem atingir bons resultados no nosso projecto. 10 Minutos FICHA 21 História inventada A Floresta da Bicharada Não os reconheceram porque estavam completamente distraídas (e não por não conhecerem o som). Portanto, esta actividade veio reforçar a ideia/objectivo principal: é muito importante estar atento às necessidades existentes, pois só assim se consegue elaborar um projecto com sucesso. 20 Minutos Acção 2 Interpretar a história. Depois de contar a história, o(a) educador(a) coloca, às crianças, as seguintes questões: - Quem mora na floresta? - O que aconteceu nessa floresta? - E agora, o que é que os habitantes da floresta fizeram para resolver o problema? - Quem conseguiu resolver totalmente o problema? - Porque é que esse bichinho conseguiu resolver esse problema e o outro não? - Como é que os habitantes da floresta se compreenderam? 10 Minutos Todas elas conseguiram formar uma frase utilizando uma das funções da linguagem. As crianças de 3 anos necessitaram a ajuda do(a) educador(a). 30 Minutos Acção 3 Apresentar, em PowerPoint, imagens sobre as Funções da Linguagem. Com estas perguntas, o(a) educador(a) reforça a ideia que o bicho que resolveu o problema foi o que escutou activamente todos os animais esta atitude é mostrada pela pessoa empreendedora. As crianças devem continuar sentadas em semicírculo e atentas. Dinâmica geral para cada FUNção (ver ficha 22) O(a) educador(a), através da utilização do computador, deve mostrar a imagem referente a cada função/ conceito, com som, e esperar por possíveis respostas das crianças. Se estas não conseguirem aproximar-se do que lhes é pedido, o(a) educador(a) deverá dar exemplos alusivos à função da linguagem. 10 Minutos FICHA 22 Imagens com sons com as diferentes funções da linguagem Computador Projector de vídeo 40

39 Área de Conhecimento O5. Aprender a escutar as pessoas dos 3 aos 6 anos Continuação Acção 3 > Prometer: Através da linguagem, podemos prometer determinadas coisas, por exemplo, podemos prometer que se vai ajudar a mãe a arrumar o quarto na próxima 4ªfeira. > Comprometer: Através da linguagem, alguém se pode comprometer a realizar determinadas coisas. Por exemplo, uma criança pode-se comprometer em ir ao veterinário com o cão da vizinha. > Afirmar: Através da linguagem se podem fazer afirmações, por exemplo: Afirmo que não fui eu que atirei isto para o chão. > Declarar: Através da linguagem, se pode declarar. Por exemplo, quando se assiste a um casamento, o senhor padre diz: Eu vos declaro marido e mulher. Continuação > VARIANTE O PowerPoint pode ser substituído por outros recursos tais como, fotocópias ou acetatos. Todas as dinâmicas implementadas, nesta sessão, tiveram sucesso. Todas elas contribuíram para o sucesso da sessão. As crianças ficaram a saber a importância da escuta activa e as várias funções da linguagem. Reagiram bem a todas as actividades propostas. 40 Minutos Acção 4 Inventar frases utilizando as Funções da Linguagem. As crianças devem continuar sentadas em semicírculo e atentas. O(a) educador(a), depois de explicar todas as funções da linguagem, (afirmar, declarar, comprometer e prometer) pede, a cada criança, que exemplifique uma das funções da linguagem que assimilaram, inventando uma frase. O(a) educador(a) recolhe as frases que as crianças lhe transmitem numa folha. 10 Minutos Folhas de papel 50 Minutos Acção 5 Dinâmica sobre a Escuta Activa As crianças devem continuar sentadas em semicírculo e atentas. O(a) educador(a) deve colocar-se atrás do fantocheiro (ou de qualquer objecto, desde que fique todo encoberto) e, utilizando vários materiais e objectos (ver exemplo nos recursos) deverá fazer os diversos sons para que as crianças oiçam e consigam identificá-los correctamente. Se houver crianças que não consigam identificar os sons (que são do conhecimento geral de todas as crianças da sua idade), o(a) educador(a) deverá reforçar a ideia de que só não conseguiu identificá-los porque não esteve atenta, e isto acontece também quando os nossos pais, os nossos(as) educadores(as) e os nossos amigos nos contam ou pedem coisas e nós não escutamos. As pessoas empreendedoras são aquelas que escutam activamente. 10 Minutos Fantocheiro Vários objectos e materiais: papel, pandeireta, balões, sacos de plástico, entre outros. 41

40 dos 7 aos 8 anos Área de Conhecimento O5 Aprender a escutar as pessoas Experiência de implementação no CEAN A Escuta Activa é um novo conceito aprendido pelas crianças e que está a ser constantemente utilizado no dia a dia. A ideia principal deste conceito é o de levar as crianças a escutar as necessidades dos outros e a agir. Foi esta a ideia chave levada a cabo nesta sessão. 10 Minutos Acção 1 Conversar com as crianças sobre o conceito de linguagem. 15 Minutos Acção 2 Introduzir o conceito de Escuta activa. Dinâmica Telefone Maluco O(a) educador(a) inicia a sessão introduzindo o conceito de linguagem: o meio de comunicação utilizado pelos humanos e através do qual se constroem novas realidades. O(a) educador(a) relembra às criançasque foi através da linguagem, da conversa que estabeleceram entre si no Forum das Ideias que chegaram a novos projectos, isto é, novas realidades. O(a) educador(a) introduz uma dinâmica que consiste em arranjar dois copos de plástico e alguns metros de fio de coco. Após recolha do material, passa-se à construção do mesmo: furar o fundo dos copos e introduzir o fio de coco; dar alguns nós e está pronto a usar. O fio deve estar inteiramente esticado. A esta dinâmica podemos dar o nome de Telefone Maluco. Pretende-se com esta dinâmica que as crianças escutem as necessidades que outros têm e ajam em função da mesma. O(a) educador(a) divide o grande grupo em subgrupos: de um lado estará o grupo das Necessidades e do outro os que escutarão e satisfarão as necessidades. O(a) educador(a) distribui, ao Grupo das Necessidades, as mensagens que terão de passar aos outros colegas do Grupo da Escuta, para que estes oiçam e satisfaçam a necessidade em causa: 1. Estou com fome e sede 2. Estava a jogar no recreio e caí, fiz uma ferida no joelho 3. Gosto muito dos livros do Harry Potter, mas não conheço ninguém que me empreste! 10 Minutos 5 Minutos Copos de plástico (ex. iogurte). Fio de coco. > VARIANTE Podem utilizar-se outras mensagens mais adequadas ao contexto das criançascom quem estamos a trabalhar. O(a) educador(a) conclui a dinâmica dizendo que as pessoas empreendedoras escutam as necessidades, os problemas, as preocupações dos outros e tentam suprilas. A isto chama-se Escuta Activa, a partir da qual os empreendedores criam novos projectos. 42

41 Área de Conhecimento O5. Aprender a escutar as pessoas dos 7 aos 8 anos 20 Minutos Acção 3 Apresentar diferentes meios de comunicação. Após terem chegado, em conjunto, ao conceito de Linguagem e Escuta Activa, o(a) educador(a) faz uma apresentação de diferentes meios de Escuta Activa (ex: livros, jornais, revistas, cartas, TV, rádio, etc.). É importante que o(a) educador(a) explique às crianças que é através dos sentidos que se escuta as necessidades dos outros. E, por isso, os diferentes materiais, anteriormente citados são relevantes, porque com o ouvido podemos escutar a rádio, TV, as pessoas, etc; com a vista, visualizamos a TV, livros, jornais, revistas, etc. e interiorizamos a mensagem e, de igual modo, com o resto dos sentidos. 5 minutos Televisão; revistas; rádio; cartas; jornais; desenhos; livros 30 Minutos Acção 4 Escuta Activa das necessidades do Centro O(a) educador(a) propõe às crianças que identifiquem as necessidades existentes no Centro Educativo Alice Nabeiro que eles possam suprir. 10 Minutos 43

42 dos 9 aos 12 anos Área de Conhecimento O5. Aprender a escutar as pessoas Experiência de implementação no CEAN Esta actividade baseia-se na capacidade de comunicar através da linguagem e da capacidade de efectuar uma escuta activa adequada, que ajude a descodificar os códigos linguísticos. A linguagem é assim o objectivo da sessão, onde todos descodificam a informação e agem em função da mesma, de forma proactiva. As crianças, tentavam entender a mensagem, no entanto a dispersão de sons era enorme o que barrava a identificação de oportunidades. Foi uma sessão dinâmica, de simples abordagem em que as crianças manifestaram entender o conceito de forma clara, aplicando a outras situações do quotidiano (as crianças referem, que muitas vezes não entendem a matéria porque não praticam escuta activa, o que os impede de tirar melhores notas nas provas). 10 Minutos Acção 1 Distribuir o grupo no espaço. 18 Minutos Acção 2 Segunda tentativa com directriz do(a) educador(a) 28 Minutos Acção 3 Reflectir sobre escuta activa As crianças são dispostas em grupo e o(a) educador(a) escolhe, aleatoriamente, emissores e receptores. Entre os dois grupos, distantes cerca de 10 metros é colocado um outro grupo que irá efectuar ruídos diversos (com instrumentos músicais) de forma a bloquear o canal de comunicação. Este grupo fica em linha de frente para o emissor da mensagem e de costas para o receptor. O grupo dos ruídos inicia a actuação primeiro e, ao sinal do(a) educador(a), o emissor faz a leitura do comunicado (ficha 23). O(a) educador(a) alerta os receptores para a necessidade de estarem atentos e desvendarem a mensagem, pois é importante para a escola. Após uma primeira tentativa, sem que haja qualquer directriz do(a) educador(a), repete-se o exercício, transmitindo no início da sessão a importância da escuta activa, despertando, desta forma, a atenção do grupo receptor para tentar descobrir o anúncio. O emissor repete, sem parar a notícia, a bom som e de forma audível, até o(a) educador(a) dar ordem para parar. Reflexão em grande grupo sobre a importância de receber, interpretar e agir perante uma mensagem transmitida e saber identificar nela uma oportunidade para o futuro. O(a) educador(a) explora a notícia que o emissor leu e explica às crianças que aqueles que não praticam a escuta activa, perdem a oportunidade de ganhar um computador portátil e satisfazer uma ideia com a ajuda do mágico Luis de Matos. O(a) educador(a) conclui a sessão dizendo que as pessoas empreendedoras escutam as necessidades, os problemas, as preocupações dos outros e tentam supri-las. A isto chama-se Escuta Activa, a partir da qual as pessoas empreendedoras criam novos projectos. 10 Minutos Ficha 23 Instrumentos de percussão para o Grupo do ruído. 8 Minutos Ficha 23 Instrumentos de percussão para o Grupo do ruído. 10 Minutos > VARIANTE Como variante desta dinâmica sugerimos o jogo do telefone maluco. É necessário construir, com dois copos de plástico e fio de coco, um telefone. Duas a duas, as crianças terão de passar uma mensagem entre si. O fio do telefone, entre o emissor e receptor, deverá ter entre 10 a 15 metros de comprimento. 44

43 Área de Conhecimento 06. Aprender a transmitir o nosso projecto Objectivos Assimilação de conceitos. Interiorização de conceitos na prática através de dinâmicas. Aplicação em projectos reais. Contextualização teórica da área de conhecimento Para que um projecto exista, primeiro tem de ser imaginado por alguém e, depois, contado a outras pessoas - esta é a principal ferramenta para empreender novas acções: a elaboração de narrativas. Para fazer algo, primeiro, temos de construir planos, mesmo que sejam elementares. Isto verifica-se, por exemplo, quando alguém quer construir a sua casa. Primeiro desenham-se os planos e, depois, a partir dos planos começa-se a fazer as obras. Temos de transmitir às crianças que algo similar ocorre quando empreendemos um projecto: os alicerces do mesmo constroem-se a partir do momento em que as crianças inventem um conto, uma história, uma narrativa que serve para contarem os seus projectos. O conto, a história ou a narrativa do projecto (é indiferente o termo que utilizemos) evolui. Conceitos mais relevantes Todos temos uma história sobre aquilo que já fizemos na vida ou sobre o que desejamos vir a fazer. A isto chamamos narrativa: a interpretação de certas experiências que já vivemos ou pensamos viver. Podemos contar uma história que seja clara e transparente para nós mesmos, mas que não faça sentido para os que nos rodeiam. As histórias realmente valiosas são aquelas que correspondem às preocupações, necessidades e vivências dos nossos colaboradores. A construção de narrativas valiosas baseia-se na realização da escuta activa com os nossos colaboradores. As narrativas servem para convencer outras pessoas de que o nosso trabalho é de benefício para ambos. Competências para fazer narrativas influentes: > Estado de espírito positivo. > Depois de se pensar naquilo que se quer transmitir, elabora-se uma história com sentido e valor para nós mesmos e que, simultaneamente, vai ao encontro das necessidades, preocupações e estados de espírito dos colaboradores. > Seleccionam-se e observam-se os colaboradores a quem vou contar a minha narrativa. > Apresento a minha narrativa ao Colaborador. 45

44 Área de Conhecimento O6. Aprender a transmitir o nosso projecto Como construímos projectos a partir de narrativas? > Primeiro, elaborar um plano, tal como alguém que quer construir uma casa. Sobre os planos iniciais, as pessoas começam a visualizar a casa antes de ela estar finalizada. > Quando as pessoas imaginam a narrativa, isto é, fazem um quadro mental do projecto concluído, o cérebro produz imagens com a mesma intensidade que utiliza quando a obra está terminada. Isto produz energia, emoções e um estado de espírito positivo. > Antecipar resultados: antecipar um projecto ajuda-nos a concentrar energia em torno dos resultados finais. Estas energias criam um estado de espírito favorável, que nos ajudará a encarar outras acções menos gratificantes e que supõe riscos e esforços, tais como: um crédito, recorrer à ajuda da família, procurar uma empresa de construção de confiança, procurar canalizadores, pintores, escolher móveis, etc.). > Quando empreendemos um projecto, pensamos igualmente numa narrativa que ainda não existe. > O conto, a história ou a narrativa do seu projecto (é indiferente o termo que se utilize) é a primeira bola de neve que apertamos nas mãos até fazer uma bola de neve grande. Sem a primeira não é possível a última. > É preciso escrever a narrativa. Outras considerações antes de criar narrativas: Todos somos participantes de histórias partilhadas. Antes de começar um projecto, é preciso ter presente que os seres humanos pertencem a histórias comuns. As pessoas agrupam-se em comunidades que verbalizam um passado comum. Somos histórias que estão unidas às vidas de outras pessoas, com as quais partilhamos identidades, medos, desejos, esperanças, vivências, etc. É essencial aprender a descobrir os interesses, os medos, as preocupações, os desejos e as aspirações dos colaboradores. Guia para construir uma narrativa: Identificar uma oportunidade. Fixe-se naquilo que está a produzir insatisfação numa comunidade de colaboradores. Visionar um futuro possível. Imagine um mundo ideal que resolva essa insatisfação. (O quê?) Noção de valor e desperdício. Pense sobre aquilo que é uma oportunidade e sobre do que deve proteger-se. (Porquê?) Identificação dos Colaboradores. Descubra quem são, onde vivem, ao que se dedicam, o que os preocupa, como tomam decisões, etc. Em definitivo, em tudo aquilo que lhes diga porque nos vão comprar o que lhe oferecemos?. (Para quem?) A Oferta. Como vamos fazer para que a nossa visão do futuro se materialize? Faremos promessas de realização no tempo que foi definido por nós e pelos colaboradores. (Como?) Técnicas de gestão. Identifique a maneira como vai trabalhar e como vai administrar a organização (Com quem?) Técnicas de avaliação e resolução de conflitos. Ter um plano de controlo e de reelaboração da oferta, de modo a, estar preparados para mudanças e ajustes solicitados pelos colaboradores. Isto é, gerir a nossa rede com flexibilidade, tratando de encarar as ameaças como oportunidades. (Quando e onde?) 46

45 Área de Conhecimento O6. Aprender a transmitir o nosso projecto dos 3 aos 6 anos 10 Minutos Acção 1 Dramatizar a história A Locomotiva das Pipocas. 20 Minutos Acção 2 Interpretar a história. O(a) educador(a) pede às crianças que se sentem em semicírculo, de forma a ficarem de frente para o palco, sem se prejudicarem umas às outras e de forma a estarem atentas. De seguida, o(a) educador(a), com a ajuda dos seus auxiliares, deve dramatizar a história A Locomotiva das pipocas (ver FICHA 24) onde, através do diálogo que as personagens estabelecem, se evidência, principalmente, O que é o projecto?, Porque é que a menina o quer realizar?, Para quem é que o projecto está dirigido?, ou seja, quem é o público a atingir; Como é que pensa realizar o projecto?, Quem a vai ajudar a concretizá-lo?, Quando é que está previsto a sua realização e onde?. As crianças devem continuar sentadas em semicírculo e atentas para que, de seguida, o(a) educador(a) estabeleça um diálogo com elas acerca da história. O(a) educador(a) deve fazer as perguntas necessárias à elaboração de uma narrativa: - Qual é o projecto da menina? ; - Porque é que ela o quer realizar? ; - Para quem se destina o seu projecto? ; - Como o vai realizar? ; - Com quem o vai realizar e quem a vai ajudar? ; - Quando o vai realizar? ; - Onde o vai realizar?. Assim, as crianças, interiorizam o que é necessário para se elaborar uma boa narrativa. 10 Minutos Ficha 24 Texto para dramatização da história A Locomotiva das Pipocas ; Várias pessoas para interpretarem as diferentes personagens; Roupas para cada personagem; 10 Minutos Experiência de implementação no CEAN Na sessão das narrativas, os objectivos foram atingidos depois de todas as actividades realizadas. Através da dramatização feita pelos(as) educadores(as) as crianças conseguiram compreender o que é necessário para se fazer uma boa narrativa. Os(as) educadores(as) acharam que a dramatização foi a melhor escolha para todas elas conseguirem compreender o que é uma narrativa, assim como a sua importância em qualquer projecto. Todas as crianças participaram na elaboração da narrativa dos seus projectos. 35 Minutos Acção 3 Criar a Narrativa do seu projecto. O(a) educador(a) pede às crianças que se mantenham sentadas e fechem o semicírculo, formando, assim, um círculo. O(a) educador(a) também se deve sentar junto das crianças e, em grande grupo, devem relembrar qual é o seu projecto, ou seja, o projecto que as crianças irão realizar. Devem, em seguida, fazer a narrativa desse projecto, onde as crianças têm que responder às questões: O quê?, Porquê?, Para quem?, Como?, Com quem?, Quando e Onde?, para que a sua narrativa fique bem fundamentada e estruturada. O(a) educador(a) deve fazer o registo escrito numa folha branca sobre a narrativa que as crianças trabalharam. O(a) educador(a) deverá reforçar a ideia de que a narrativa que acabaram de construir pode ser utilizada para contarem os seus projectos a toda a gente. 15 Minutos Folha de registo VARIANTE Poder-se-á utilizar outra história, mas sem nunca perder de vista o conceito de narrativa. Para a representação da história podem também participar os alunos. 47

46 dos 7 aos 8 anos Área de Conhecimento O6. Aprender a transmitir o nosso projecto Experiência de implementação no CEAN Através desta sessão, o(a) educador(a) levou as crianças a entenderem que para qualquer actividade/ rotina, no dia a dia, as crianças devem usar as narrativas. 10 Minutos Acção 1 Ler uma narrativa. O(a) educador(a) convida as crianças a escutarem atentamente uma história A Lenda de São Martinho. O objectivo está em que elas se sirvam da escuta activa para responderem, correctamente, às questões que serão, posteriormente, colocadas. O(a) educador(a) pode, ainda, pedir às crianças que lhe façam um resumo da história que acabaram de ouvir. (ver ficha 25) 10 Minutos Ficha 25 Devem saber transmitir, para cativar os seus interlocutores. Nesta sessão, o(a) educador(a) explicou a forma de elaborar boas narrativas no quotidiano das crianças. VARIANTE A narrativa utilizada foi a Lenda de São Martinho, mas poderá ser substituída por outra narrativa que responda às questões-chave. 25 Minutos Acção 2 Definir o conceito de Narrativa. Depois da leitura do(a) educador(a) e da escuta activa por parte das crianças, o(a) educador(a) explica que, quando se comunica, isto é, quando se transmite uma ideia, estáse a recorrer a uma narrativa. Aquilo que alguém tenta transmitir a outrem, uma história, um episódio da vida real ou qualquer outro assunto, dá-se o nome de Narrativa. O(a) educador(a) comunica às crianças que as pessoas empreendedoras usam as narrativas para contar os seus projectos às pessoas e que uma boa narrativa responde às seguintes perguntas: O quê? ; Porquê? ; Como? ; Para quem? ; Com quem? ; Quando? ; Onde?. O(a) educador(a) coloca estas questões às criançaspara serem respondidas a partir da história da acção anterior. Pretende-se com esta actividade que as criançasinteriorizem o tipo de informação necessária para construir uma boa narrativa. 15 Minutos Ficha Minutos Acção 3 Construir a narrativa do projecto. O(a) educador(a), depois de interiorizar nas crianças o conceito de narrativa e responder às perguntas-chave, pede-lhes, agora, que façam a narrativa dos seus projectos (respondendo também às perguntas-chave). O(a) educador(a) deverá reforçar a idéia de que a narrativa que acabaram de construir pode ser utilizada para contarem os seus projectos a toda a gente. 15 Minutos Ficha 25 48

47 Área de Conhecimento O6. Aprender a transmitir o nosso projecto dos 9 aos 12 anos 5 Minutos Acção 1 Apresentar um anúncio publicitário da Coca-Cola com base no YouTube 17 Minutos Acção 2 Construir uma narrativa para cada projecto. 32 Minutos Acção 3 Com base na narrativa elaborada, os grupos constroem agora um cartaz que seja o resumo da narrativa A sessão inicia com a apresentação de um filme publicitário, no qual o(a) educador(a) identifica - num guião a distribuir pelas crianças- as respostas às perguntas: Porquê?, Para quem?, Como?, Com quem?, Quando? e Onde? Explica, com base no exemplo, que uma boa narrativa deve responder a estas questões para ajudar os colaboradores a entenderem a ideia e o projecto do grupo. Após a exploração do filme, o(a) educador(a) solicita ao grande grupo que se divida nos sub-grupos de projecto. Com base no mesmo guião, os grupos irão responder às questões-chave para chegarem à narrativa, na coluna o meu anúncio, relativo aos projectos dos grupos. Para tal, contarão com cerca de 10 minutos. O(a) educador(a) circula pela sala acompanhando o desenvolver dos trabalhos, verificando o envolvimento dos diversos elementos dos grupos. Numa folha de papel de cenário, os grupos irão criar um cartaz de apresentação do seu projecto, pretendendo-se, com este, responder às perguntas-chave. Este deve ser apelativo para o público em geral. 5 Minutos Ficha 26 Computador Portátil, Projector de vídeo, ou Computador de Secretária, com ligação à internet no sitio Youtube (http://www.youtube. com/ watch?v= z6acax505fm) 12 Minutos Ficha Minutos Ficha 26 Cartolina A2 canetas coloridas Experiência de implementação no CEAN Para começar, um momento divertido descontrai o ambiente em sala. As crianças reagiram de forma divertida ao vídeo apresentado e foi imediata a resposta às perguntas-chave de uma boa narrativa. Os grupos evoluíram muito desde a primeira sessão e responderam sempre na perspectiva empreendedora. Nesta fase, já sentimos uma evolução do discurso das crianças. VARIANTE Poderá optar por outro qualquer vídeo publicitário sempre e quando consiga retirar dele a informação necessária para responder às perguntas: Porquê? Para quem? Como? Com quem? Quando? Onde? 42 Minutos Acção 4 Apresentar a narrativa de cada grupo Após este período, os grupos terão que, em apenas 2 minutos, apresentar a sua narrativa aos colegas, identificando o projecto e respeitando as bases de uma boa narrativa. O grupo deve recolher de entre o grande grupo, alguns interessados em participar no projecto. Todas as narrativas serão gravadas em DVD e serão apresentadas como um anúncio do projecto. 10 Minutos Câmara de filmar 49

48 Área de Conhecimento 07. Aprender a trabalhar com os colaboradores Objectivos Assimilação de conceitos. Interiorização de conceitos na prática através de dinâmicas. Aplicação em projectos reais. Contextualização teórica da área de conhecimento Esta área aborda o contacto, o conhecimento e as conversas que realizamos com as pessoas que nos ajudarão a materializar o nosso projecto. Damos o nome de colaboradores às pessoas que fazem parte da equipa que levará a bom termo o nosso projecto, às que nos fornecem os recursos necessários para o projecto, às que financiam ou contribuem com recursos, às que recomendam que se compre o produto e/ou serviço e àquelas que são da concorrência. O treino do empreendedorismo, nesta área, passa por ensinar as crianças a estarem atentas a todo este conjunto de colaboradores, a escutarem permanentemente as suas necessidades e preocupações, a ocuparem- -se do seu estado de espírito. São os colaboradores que dão sentido aos nossos projectos e sem eles não existem tais projectos. Temos de aprender a identificá-los, a reconhecê-los e a trabalhar com eles. Conceitos mais relevantes da área de conhecimento A visão actual das sociedades, no que respeita à noção de bom profissional, está mais associada à forma como essa pessoa se relaciona com os seus colaboradores do que, propriamente, com os seus conhecimentos técnicos. Temos de pôr-nos no lugar do colaborador e tratá-lo com muita importância. Temos de saber quem são os nossos colaboradores, para que o nosso trabalho avance. Depois de identificados, fazemos o que nos pedem. A noção de colaborador transcende a mera compra ou aquisição de uma oferta. Colaborador é qualquer pessoa que tem uma função no nosso projecto. Colaboradores são todos os cidadãos do mundo. Todas as pessoas podem ser colaboradores de um projecto, independentemente da sua situação profissional e pessoal. Exigirá esforço e trabalho identificar os nossos colaboradores. Devemos preparar as reuniões. Fazer um trabalho responsável sobre o que vamos falar e que oferta vamos fazer. O mais importante de tudo é adequar a nossa oferta às necessidades do colaborador e não o inverso. 50

49 Área de Conhecimento Podemos falar de diferentes tipos de colaboradores: > Colaboradores compradores: São os destinatários que se beneficiarão com o nosso produto e/ou serviço, e aos quais temos de dedicar o máximo trabalho e esforço na tarefa de escutar, fazer ofertas e satisfazer. > Colaboradores financiadores: São as pessoas que podem financiar o nosso projecto e saem beneficiados (entidades financeiras, família, amigos, colaboradores compradores, colaboradores concorrentes, colaboradores prescriptores). > Colaboradores concorrentes: São as pessoas que se dedicam a fazer o mesmo que nós para os colaboradores compradores. Através de parcerias, podemos inventar, conjuntamente, novas ofertas e beneficiarmos ambas as partes. O colaborador concorrente não é um inimigo, é um potencial parceiro com o qual podemos criar projectos comuns e um referente para a elaboração das nossas ofertas. > Colaboradores fornecedores: São os que nos fornecem os recursos necessários para um projecto e beneficiam com isso. > Colaboradores prescriptores: São as pessoas que têm capacidade de influenciar a compra dos colaboradores compradores, e podem recomendar-lhes que adquiram o nosso produto e/ou serviço. 51

50 dos 3 aos 6 anos Área de Conhecimento O7. A prender a trabalhar com os colaboradores Experiência de implementação no CEAN Relembrar a história A locomotiva das pipocas, serviu para se introduzir o tema desta sessão: rede de colaboradores. A partir desta dinâmica conseguiu-se introduzir os vários tipos de colaboradores e explicar a função de cada um. As crianças assimilaram os conceitos transmitidos a partir da história. Consideramos que a dinâmica foi bastante simples, com poucos recursos utilizados, o que se torna acessível a todos os(as) educadores(as). Nesta sessão as crianças aprenderam que todos os projectos têm colaboradores e que estes são imprescindíveis para o sucesso do nosso projecto. Ficaram a conhecer os vários tipos de colaboradores. As crianças não mostraram dificuldades em identificarem os vários colaboradores do seu projecto. A actividade foi bem executada e participada por todos os elementos do grupo. Os objectivos foram atingidos. 10 Minutos Acção 1 Descrever os diferentes colaboradores. 20 Minutos Acção 2 Recordar os vários tipos de colaboradores. 35 Minutos Acção 3 Identificar os tipos de colaboradores presentes nos seus projectos. O(a) educador(a) volta a contar a história A Locomotiva de Pipocas (ver ficha 24). O(a) educador(a) comunica que todas as pessoas que, de uma maneira ou outra, estão relacionadas com o projecto da Locomotiva de Pipocas são colaboradores. E existem vários tipos de colaboradores (ver ficha 27). O(a) educador(a) apresenta, até ao final da história, as várias imagens dos diferentes tipos de colaboradores, fazendo-lhes uma breve explicação do que significa cada um: Colaborador Prescritor > é aquele que aconselha/ prescreve o nosso projecto Colaborador Financiador > é aquele que financia o nosso projecto Colaborador Fornecedor > é aquele que fornece tudo o que é necessário para que se consiga realizar o nosso projecto Colaborador Comprador > é aquele que compra/adquire o nosso projecto Colaborador Concorrente > é aquele quefaz concorrência ao nosso projecto. O(a) educador(a) deve questioná-las sobre os vários tipos de colaboradores presentes na história. Poderá, ainda, colocar-lhes as seguintes questões: - Quais foram os vários tipos de colaboradores que vimos nesta história? - O que são os colaboradores de um projecto? - Qual a função de cada colaborador? O(a) educador(a) recorre, novamente, às imagens de cada tipo de colaborador (ver ficha 27) com o objectivo de que as crianças relembrem e interiorizem os vários tipos de colaboradores. O(a) educador(a) agrupa as crianças por projectos. Cada grupo ocupa uma mesa e o(a) educador(a) deve juntar-se a elas a fim de dialogarem sobre os projectos. Os grupos identificam os tipos de colaboradores que estão presentes no projecto que irão desenvolver. O(a) educador(a) regista (ver ficha 28) os colaboradores dos seus projectos. O(a) educador(a) termina a sessão comunicando às criançasque paraconcretizar um projecto é impresc indível identificar os colaboradores que nos vão ajudar a realizar o nosso projecto. 10 Minutos Ficha 24 Ficha 27 Imagens referentes a cada tipo de colaborador; > VARIANTE Em vez de contar a história, a abordagem dos Tipos de Colaboradores poderá ser feita através de uma dramatização, em que cada personagem retrata a função de cada colaborador num determinado projecto. 10 Minutos Ficha 27 Imagens referentes a cada tipo de colaborador; 15 Minutos FICHA 28 Folha de registo 52

51 Área de Conhecimento 07. Aprender a trabalhar com os colaboradores dos 7 aos 8 anos 5 Minutos Acção 1 Distribuir o Jornal do Centro Educativo. 15 Minutos Acção 2 Definir o conceito de colaborador 27 Minutos Acção 3 Explorar os vários tipos de colaborador (comprador, financiador, fornecedor e concorrente) O(a) educador(a) mostra o jornal do CEAN, Soletra e fica atento(a) às reacções das crianças. O(a) educador(a) questiona as crianças sobre os conteúdos do jornal: 1. Gostam do jornal? 2. Conhecem-no? 3. Quais os assuntos abordados? 4. O que é que vos chama mais a atenção? O(a) educador(a) apresenta o conceito de colaborador: qualquer pessoa que tem uma função no nosso projecto. Os colaboradores são todos os cidadãos do mundo. O(a) educador(a) apresenta os vários tipos de colaboradores e explica que, aquele que compra, aquele que adquire um produto/serviço, tem o nome de Colaborador Comprador. De seguida, o(a) educador(a) pergunta: E se fossem vocês que tivessem de publicar o jornal e se não tivessem possibilidades de o fazerem sozinhos (porque isso também depende de alguns gastos monetários), a quem pediriam ajuda?. As respostas das criançassão anotadas no quadro. O(a) educador(a) explica que as pessoas mencionadas serão os financiadores, mais precisamente os Colaboradores Financiadores. Depois, perguntar-lhes o que será necessário (recursos materiais e humanos) para a execução do jornal. Após respostas dadas, o(a) educador(a) encaminha-os para o conceito de Colaborador Fornecedor. Distribuir, se possível, um jornal de outra escola para que as crianças possam fazer uma comparação entre os dois e chegarem à conclusão de que são concorrentes. Isto é, têm a mesma função, que é dar informação aos seus leitores, mas são feitos de formas diferentes e por outros autores. É importante que percebam que este colaborador não é inimigo! É um potencial parceiro que até se pode juntar a nós e beneficiarmos ambos. Chega-se, assim, ao Colaborador Concorrente. continua na página seguinte 5 Minutos Jornal 10 Minutos Jornal. Quadro. 12 Minutos Quadro. Vários exemplos de jornais. Experiência de implementação no CEAN A utilização do jornal Soletra foi pertinente para chegar aos conceitos propostos nesta sessão. As crianças ao terem conhecimento prévio do jornal, foi fácil responderem às questões do(a) educador(a), e posteriormente, por si só chegarem aos conceitos. Foi uma sessão bastante dinâmica em que a participação foi global. A interiorização dos conceitos foi bastante satisfatória. VARIANTE Desta vez, utilizou-se o jornal Soletra elaborado pelas crianças do CEAN. O(a) educador(a) poderá recorrer ao jornal da escola residente ou outros exemplos mais adequados ao contexto das criançascom que se está a trabalhar. 53

52 dos 7 aos 8 anos Área de Conhecimento 07. Aprender a trabalhar com os colaboradores 40 Minutos Acção 4 Colaborador Prescriptor. Para terminar, o(a) educador(a), numa pequena encenação, conta a seguinte história: Dois amigos encontram-se num quiosque de jornais e um deles mostra-se muito indeciso entre dois jornais: - Olá João, estás bem? - Sim, estou bem, mas sabes estou muito indeciso entre estes dois jornais. Não me queres ajudar a escolher? - Sim, sim, claro. Este jornal é mais colorido e tem temas mais interessantes. O outro é mais barato, mas é mais feio, tem menos qualidade e os temas são muito chatos, não é para a nossa idade. -Obrigado pela tua recomendação. Vou escolher este mesmo. Com esta abordagem, o(a) educador(a) transmite o conceito de Colaborador Prescriptor (aquele que aconselha, recomenda um produto/serviço). 13 Minutos Jornal Quadro > VARIANTE A encenação pode ser feita por duas crianças que previamente leram um guião dado pelo(a) educador(a). 50 Minutos Acção 5 Aplicar os diferentes conceitos de colaboradores, no projecto de grupo. Após terem assimilado os conceitos dos diferentes tipos de colaboradores, as crianças irão aplicar ao seu projecto de grupo. (ver Ficha 29). O(a) educador(a) termina a sessão e comunica às crianças que para concretizar um projecto é imprescindível identificar os colaboradores que nos vão ajudar a realizar o nosso projecto. 10 Minutos Ficha 29 54

53 Área de Conhecimento 07. Aprender a trabalhar com os colaboradores dos 9 aos 12 anos 25 Minutos Acção 1 Apresentar o convidado no âmbito da sua rede de colaboradores e sua importância para o sucesso. Organizar o grande grupo no espaço multiusos. Contar com a presença do Paulo Carrilho, Montanhista e jovem diabético que subiu, recentemente, a cordilheira do Atlas em Marrocos, acompanhado de um grupo de jovens diabéticos Portugueses, para mostrarem que a doença não é limitativa da prática desportiva e contactarem com exemplos de colaboradores na implementação do projecto. Foi um exemplo de uma pessoa empreendedora que teve visibilidade nacional, uma vez que apareceu em diversos programas de televisão e jornais nacionais e que as crianças reconhecem rapidamente, pois o Paulo nasceu e vive em Campo Maior. O(a) educador(a) pode convidar uma personagem da sua localidade ou mesmo de âmbito Nacional (de uma outra área profissional) que se disponibilize como referência para as crianças. Antes da sessão propriamente dita, é necessário preparar o Paulo para o discurso, visto que vai abordar a sua experiência na perspectiva dos diferentes tipos de colaboradores. Apresentar um guião onde consta a rede de colaboradores que o Paulo estabeleceu em relação ao seu projecto e a rede de colaboradores que eles teriam de estabelecer para fazerem uma expedição na Montanha, a que chamámos, A conquista do Sonho. O projecto do Centro seria da autoria dos(as) educadores(as) e as crianças seriam os colaboradores compradores da ideia, podendo participar na expedição. O(a) educador(a), através, da ficha 30, define cada um dos tipos de colaboradores de um projecto. Iniciar a sessão com uma breve apresentação do Paulo e da sua experiência. 25 Minutos Apresentação em PowerPoint e vídeo da AJDP (Associação de Jovens Diabéticos de Portugal). Visita do Paulo Carrilho (jovem empreendedor na área do Montanhismo, escalada e associativismo). Sala Multiusos Ficha 30 Experiência de implementação no CEAN Foi, sem dúvida, um momento marcante para as crianças do CEAN. O Paulo ficou referenciado pelas crianças como um jovem empreendedor. A sua experiência de vida clarificou a definição de colaborador. Partindo sempre do exemplo prático, foi fácil para as crianças identificarem os diferentes tipos de colaboradores. Privilegiámos, neste caso, a visita de uma personalidade ao Centro. Esta estratégia insere-se na lógica de multidisciplinaridade que consideramos fulcral para a criança empreender. 35 Minutos Acção 2 Apresentar a sua rede de colaboradores e de como ela é importante para o sucesso do projecto. Apresentar o equipamento da expedição com referência aos colaboradores. Depois de uma breve apresentação do Paulo e da sua rede de colaboradores, apresentar alguns materiais necessários para uma aventura na montanha e perguntar às crianças se elas estão preparadas para uma aventura semelhante. continua na página seguinte 10 Minutos Ficha 30 A conquista de um sonho. - vídeo da TVI sobre a expedição. 55

54 dos 9 aos 12 anos Área de Conhecimento 07. Aprender a trabalhar com os colaboradores Continuação Acção 2 Continuação O Paulo apresenta algumas imagens da TVI sobre o seu projecto e mostra um exemplo de colaborador promotor/prescritor. Apresenta a publicidade dos seus colaboradores fornecedores e mostra os materiais fornecidos, bem como a publicidade dos colaboradores financiadores e explica como foram importantes. Dá, também, um exemplo de um colaborador da concorrência como sendo um outro grupo que sobe a montanha e que partilham materiais para superar as dificuldades. Através do exemplo do Paulo Carrilho pretende-se que as crianças se apercebam da importância dos colaboradores. O(a) educador(a) termina a sessão e comunica às criançasque para concretizar um projecto é imprescindível identificar os colaboradores que nos vão ajudar a realizar o nosso projecto. Ficha 30 A conquista de um sonho. - vídeo da TVI sobre a expedição. 45 Minutos Acção 3 Criar uma situação fictícia de definição de uma rede de colaboradores para um projecto das crianças. Colocar, então, a situção figurada de uma viagem ao Atlas, como a do Paulo, organizada pelos(as) educadores(as). Questionar o grupo sobre quem seria o seu colaborador comprador, o seu colaborador financiador, o colaborador fornecedor, o colaborador da concorrência e o colaborador prescritor. O grupo vai respondendo, criando as suas redes de colaboradores com base nas suas vivências e na apresentação que o Paulo lhes ofereceu. 10 Minutos Ficha 31 Material de montanha diverso. 55 Minutos Acção 4 Preencher o guião com base nas relações necessárias para superar limitações - para atingir o sucesso - recorrendo a um colaborador concorrente. Preparação de um exemplo pelas crianças. Trabalhar com maior ênfase o colaborador concorrente dando um exemplo com um guião em anexo. Neste guião constam três grupos de Atl, que vão fazer a mesma subida, ao mesmo tempo, mas com materiais e experiências diferentes. O Paulo apresentou um exemplo de um colaborador concorrente na sua aventura e o grupo, com base nessa lógica, terá de verificar como poderia melhorar o seu rendimento, estabelecendo colaboração com um dos colaboradores concorrentes. Explorar as dicas das crianças e apresentar uma tabela com uma avaliação da experiência e do material dos três grupos. continua na página seguinte 10 Minutos Ficha 31 Material com publicidade dos colaboradores fornecedores e financiadores do Paulo. 56

55 Área de Conhecimento 07. Aprender a trabalhar com os colaboradores dos 9 aos 12 anos 60 Minutos Acção 5 Redefinir o conceito inicial de colaborador e alertar para a mais-valia que todos podem representar para o nosso sucesso. No final, o(a) educador(a) pede ao grupo para redefinir o que é um colaborador. Pretende-se que as crianças, através dos exemplos dados, entendam que um colaborador é qualquer pessoa que tem uma função no nosso projecto e que, portanto, nos ajuda a concretizá-lo. Clarifica o que deverão fazer nos seus projectos para estabelecer uma rede de colaboradores e convida os sub grupos a definir os seus colaboradores com base na FICHA Minutos Ficha 32 VARIANTE Esta dinâmica deverá ser adaptada aos agentes locais ou contactos que possam ser estabelecidos com possíveis convidados. Existe sempre um bom exemplo, para as crianças, de alguém que se destaca na comunidade, pelo seu espírito empreendedor. É sempre positivo que, ao longo do processo de aplicação das áreas do conhecimento, ascrianças contactem comagentes empreendedores da comunidade. O caso apresentado é meramente um exemplo (Paulo enquanto representante da AJDP- Associação de Jovens Diabéticos de Portugal). 57

56 Área de Conhecimento 08. Descubro as necessidades para fazer ofertas Objectivos Assimilação de conceitos. Interiorização de conceitos na prática através de dinâmicas. Aplicação em projectos reais. Contextualização teórica da área de conhecimento Uma oferta parte de algo tão simples como escutar uma necessidade e inventar uma solução. O(a) empreendedor(a) é uma pessoa que faz, permanentemente, ofertas e cria oportunidades para todos os seus colaboradores. E estes identificam-no por ter esta qualidade. Esta é a qualidade mais destacada de uma pessoa empreendedora, para a qual, até agora, a formação não tem oferecido preparação. Aprende-se a fazer ofertas, tal como se aprende a cultivar a terra, a trabalhar o ferro, a trabalhar em contabilidade, a compor música... Para além de não haver formação, a prática sistemática de fazer ofertas não está implementada na nossa cultura tradicional. Portanto, não é uma prática social difundida, tal como são a tolerância ou a solidariedade. Na vida quotidiana, de forma habitual e, inclusive, inconscientemente, realizamos e recebemos ofertas. Aprender a fazê-lo é algo que nos ajudará a viver e a desenvolvermo-nos num mundo de incertezas, onde a única certeza é que tudo muda a ritmo frenético. Onde se produz uma mudança aparece uma oportunidade para realizar ofertas. O objectivo nesta área, portanto, é ensinar as crianças a fazer ofertas a outras pessoas, com base em competências, tais como, escutar, relacionar-se, fazer propostas e criar equipas. 58

57 Área de Conhecimento Conceitos mais relevantes Um projecto é uma oferta que fazemos a um colaborador. Ninguém nos ensinou a apresentar as nossas ideias às pessoas; por isso, talvez não saibamos fazê-lo. Muitas vezes chegamos a pensar que está mal visto, no entanto, as pessoas que triunfam são aquelas que estão acostumadas a fazer ofertas. Fazer ofertas é uma competência que se adquire. A prática de fazer ofertas é típica das pessoas que querem concretizar projectos em qualquer âmbito. A pior oferta do mundo é aquela que não fazemos. Se não fazemos ofertas, perdemos uma grande oportunidade de ter um colaborador e, inclusive, de melhorar o nosso produto. As ofertas que realizamos criam valor no mundo que nos rodeia; permitem-nos alterar aquilo que não funciona e ajudar-nos a construir um mundo melhor. Estas ofertas vão-se alterando para melhor e adaptando-se às necessidades de todos. A oferta é um fenómeno vivo que vai evoluindo e melhorando em função dos colaboradores. É importante que desde o início nos familiarizemos na apresentação de ofertas, na elaboração de protótipos, para que os nossos colaboradores e nós mesmos saiamos beneficiados. É muito difícil acertar com uma oferta à primeira tentativa. As melhores ofertas resultaram de muitas tentativas falhadas. Todos somos colaboradores, pessoas que fazem e aceitam ofertas. As ofertas podem adaptar-se a todas as situações e circunstâncias. São infinitas as possibilidades de ofertas. Diariamente, inventam-se e renovam-se milhões de ofertas. As ofertas resultam do trabalho de muitas pessoas e não, apenas, de uma. Temos de olhar de perto para o exemplo das pessoas que sabem fazer ofertas e imitá-las. Épocas de mudança são o melhor momento para fazer ofertas. Quando as coisas estão a mudar, aparecem sempre novas oportunidades. Fazer ofertas é um trabalho que se baseia na conversa, reflexão e escrita. Isto é, escutar uma insatisfação, conversar e reflectir acerca disso para, posteriormente, escrevermos a resposta que damos a essa necessidade - e o que vamos ganhar com a referida oferta. Quando inventamos ofertas, construímos oportunidades que antes não existiam. Quando fazemos ofertas, os outros encaram-nos como uma oportunidade. Quando faço ofertas? Faço ofertas e, depois, espero que os colaboradores venham até mim? Não. É muito mais produtivo o processo contrário: escuto o que os colaboradores querem, e estão dispostos a aceitar, e depois faço a oferta. É da máxima importância treinar a prática da escuta activa. As conversas sociais são a matéria essencial para construir ofertas. Outra técnica essencial é observar o que funciona como oferta noutras partes do mundo e apresentá-la aos nossos colaboradores. As ofertas são promessas futuras que cobrem uma necessidade. As ofertas existem porque alguém as faz (fornecedor) e alguém as escuta (colaborador). Não há pedido, nem promessa, nem oferta se não estabelecermos o tempo em que faremos aquilo que acordarmos com o nosso colaborador. A oferta materializa-se no ciclo de trabalho. Depende de quem pede, quem realiza (acordo, compromisso, realização do trabalho, declaração do trabalho, comprovação, aceitação, declinação). 59

58 dos 3 aos 6 anos Área de Conhecimento 08. Descubro as necessidades para fazer ofertas Experiência de implementação no CEAN Nesta sessão observámos uma grande satisfação em todas as crianças, ficaram muito contentes quando lhes oferecemos o copinho com pipocas. Compreenderam que aquela oferta não era equivalente a uma prenda, e que o que se pretendia era que as crianças fizessem uma oferta aos(às) educadores(as). Oferta essa que teve que satisfazer as necessidades dos(as) educadores(as). Através da dinâmica, as crianças conseguiram redefinir correctamente o conceito de oferta. Realizaram ofertas ao(à) educador(a), por exemplo portarem-se bem ; participar muito nas diferentes actividades. Definiram, em grupo, as ofertas do seu projecto. Desde o cozinhar das pipocas até à aplicação da área de conhecimento foi uma satisfação completa, pois, sem dúvida as crianças estão muito envolvidas com as sessões do empreendedorismo, o que faz com que, nós educadores(as), nos sintamos com vontade de continuar. 10 Minutos Acção 1 Explorar imagens dando um exemplo de uma oferta entre duas pessoas. 15 Minutos Acção 2 O que é uma oferta? 25 Minutos Acção 3 Redefinir o conceito de oferta. 30 Minutos Acção 4 Realizar ofertas individuais. O(a) educador(a) mostra às criançasa imagem da FICHA 33 e explica-lhes o exemplo da oferta que aparece nesta ficha. A partir deste exemplo, o(a) educador(a) transmite as seguintes definições: as ofertas surgem da escuta activa das necessidades; todas as pessoas podem fazer ofertas; aprende-se a fazer ofertas e, por último, as ofertas só são válidas se ganhar o EU e a OUTRA PESSOA. O(a) educador(a) pede, a cada criança, que diga o que entende por oferta. Todas as respostas são válidas e, por isso, devem ser registadas no quadro para que as crianças tenham consciência de que o que dizem é valorizado. Com base nas respostas obtidas na acção anterior, as crianças (em grande grupo) redefinem o conceito de oferta como resposta às necessidades dos outros. Por fim, o(a) educador(a) pede às criançasque pensem e digam o que é que eles oferecem aos outros com o seu projecto (oferta do projecto). O(a) educador(a) regista na FICHA 34 a oferta de todos os projectos. O(a) educador(a) termina a sessão dizendo que todos podemos fazer ofertas. 10 Minutos Ficha 33 Imagens das ofertas; 5 Minutos Quadro 10 Minutos Quadro > VARIANTE Poder-se-á utilizar outro exemplo mais adequado ao contexto da criança para substituir a FICHA Minutos Ficha 34 60

59 Área de Conhecimento 08. Descubro as necessidades para fazer ofertas dos 6 aos 8 anos 10 Minutos Acção 1 Ofertar Ideias 15 Minutos Acção 2 Conceito de Oferta. Na sequência da sessão anterior e uma vez que se introduziu a dinâmica com o jornal Soletra, o(a) educador(a) fala, às crianças, da necessidade de elaborarem uma 2ª edição. Para tal, pede às crianças que lhe transmitam ideias de alguns assuntos que lá poderiam tratar. O(a) educador(a) recolhe as ideias. Depois de todas as ideias recolhidas é necessário redefinir o conceito de Oferta. O(a) educador(a) pede às crianças que digam o que é para eles uma oferta e regista no quadro as suas respostas. A partir das respostas dadas, o(a) educador(a) apresenta as seguintes definições, dando sempre exemplos oportunos: > uma oferta é um projecto que apresentamos a alguém (ex: o projecto de torneio de futebol foi uma oferta criada por alguns alunos do CEAN ao resto dos colegas); > numa oferta tenho de ganhar eu e tem de ganhar o outro (no projecto de torneio de futebol ganharam as criançasque fizeram a oferta do torneio e todos aqueles que participaram); > temos de estar atentos às necessidades dos outros para criar ofertas. 10 Minutos Quadro ou papel e canetas 5 Minutos > VARIANTE O(a) educador(a) poderá utilizar o mesmo exemplo da sessão 7, tal como neste caso, ou então recorrer a outros materiais, sempre e quando o conceito de Oferta mantenha o significado que pretendemos evidenciar. Experiência de implementação no CEAN Ao ser redefinido o conceito de Oferta, houve uma certa dificuldade ao tentar explicar às crianças que não é presentear alguém mas sim o de fazer com que as pessoas envolvidas na actividade ou no projecto saiam a ganhar. Fazer ofertas é uma constante nas crianças, apenas o termo se apresentou como novidade. As crianças adoram fazer ofertas; gostam sobretudo de serem gratificados. Assim, esta actividade não poderia ter corrido melhor! Sempre bem dinamizada e transmitindo um excelente Estado de Espírito (notável pela satisfação final). 25 Minutos Acção 3 Criar ofertas para melhorar o Jornal O(a) educador(a) agrupa as crianças em subgrupos e pede que façam uma oferta ao jornal. O(a) educador(a) termina a sessão dizendo que todos podemos fazer ofertas. 10 Minutos 61

60 dos 9 aos 12 anos Área de Conhecimento 08. Descubro as necessidades para fazer ofertas Experiência de implementação no CEAN Nesta sessão, conseguimos aquilo a que chamamos um dois em um, isto é, sensibilizar as crianças para o cumprimento de tarefas e regras no CEAN e reforçar o espírito empreendedor nos grupos. Perceberam, com facilidade, que se cumprirmos as nossas ofertas todos ganhamos. Identificam necessidades com base em informação disponível, efectuam a escuta activa e vêem crescer o seu projecto ao mesmo tempo que crescem como pessoas responsáveis. 2 Minutos Acção 1 Organizar as crianças em subgrupos de projecto. 5 Minutos Acção 2 Ler um estudo fictício sobre comportamentos na escola. 15 Minutos Acção 3 Analisar em grande grupo o estudo, no quadro de papel. O(a) educador(a) solicita às crianças que se agrupem por projecto e resume as áreas do conhecimento já abordadas, convidando as crianças a participar nesta síntese. Com base nos projectos dos subgrupos, o(a) educador(a), recapitula cada uma das áreas do conhecimento empreendedor de forma a consolidar e permitir melhor leitura e avanço dos projectos. O(a) educador(a) lê uma notícia fictícia (ver FICHA 35), onde se informa que só uma criança em dez cumpre com as regras da escola e com as orientações dos seus funcionários. O estudo afirma que se as crianças continuarem com estas atitudes, a escola será fortemente penalizada. Como? Com material danificado, com lesões ou ferimentos nas crianças, com gastos desnecessários, etc. O(a) educador(a), através de um painel em papel, irá solicitar às crianças que identifiquem os problemas ou necessidades referidas no texto. Para tal, coloca algumas questões, como por exemplo: > Após a leitura da notícia, que necessidades (problemas) descobres na tua escola? > Que podes oferecer para o melhor funcionamento da tua escola? 2 Minutos 3 Minutos Ficha Minutos Painel de cartolina; As respostas serão registadas no painel, numa coluna sobre Necessidades apresentadas e noutra sobre ofertas para resolver as necessidades apresentadas. continua na página seguinte 62

61 Área de Conhecimento 08. Descubro as necessidades para fazer ofertas dos 9 aos 12 anos 25 Minutos Acção 4 Identificar as necessidades para as crianças e para a escola. Apresentar narrativas positivas com base num processo de resposta às necessidades detectadas. O(a) educador(a) analisa as necessidades e as ofertas e com recurso a uma balança de volumes, as crianças vão identificar que ambas as partes ganham (as crianças e a escola). Analisar as ofertas registadas no guião e no painel, segundo as propostas das crianças. Depois, para cada uma delas, colocar uma bola de plástico no prato que representa a escola e outra no prato que representa as crianças. Servirá este exercício para as crianças visualizarem que, quando se oferece uma resposta a uma necessidade todos ganham, uma vez que a balança ficará equilibrada. Com esta dinâmica pretende-se que as crianças entendam que numa oferta têm de ganhar as duas partes (o que faz e o que recebe a oferta). 10 Minutos Balança; Bolas; Painel de cartolina VARIANTE O exemplo utilizado é bastante positivo, uma vez que aborda uma problemática sentida na generalidade das escolas. Poder utilizar aspectos do quotidiano como base de partida é sempre uma mais-valia. Poderá, no entanto, optar por outras situações caso considere oportuno. O caso apresentado é um exemplo fictício que se poderá adaptar ou readaptar a cada caso. Após esta dinâmica, o(a) educador(a) convida as crianças, grupo a grupo, a criarem verbalmente novas notícias, com base numa resposta positiva, e as necessidades detectadas com recurso a ofertas que foram cumpridas. 40 Minutos Acção 5 Aplicar a metodologia anterior aos projectos dos subgrupos. O(a) educador(a) solicita aos grupos que organizem as suas necessidades e ofertas no guião distribuído. É nesta fase que as crianças aplicam a área do conhecimento ao seu projecto, delineando as necessidades que sentiram quando pensaram na ideia inicial, as ofertas que idealizaram para responder às necessidades e um resumo que exemplifique o que é pretendido, para transmitir aos nossos colaboradores, de forma clara e coerente. 15 Minutos Ficha Minutos Acção 6 Apresentar as narrativas das ofertas de cada Projecto. Cada grupo apresenta oralmente o seu resumo com as diversas necessidades e ofertas. Neste momento, os grupos deverão tentar cativar os colegas para o seu projecto. 10 Minutos Ficha 36 63

62 Área de Conhecimento 09. Protótipos para partilhar o nosso projecto Objectivos Assimilação de conceitos. Interiorização de conceitos na prática através de dinâmicas. Aplicação em projectos reais. Contextualização teórica da área de conhecimento As palavras ajudam a comunicar um projecto, as imagens impactam e criam emoções. Damos o nome de protótipos às provas materiais a partir das quais podemos ver materializado um projecto e a sua utilidade para resolver problemas. Um protótipo pode criar-se para qualquer tipo de projecto: uma marmelada, uma nova peça de vestuário, um novo estilo de moda, tipos de pão, bebida, barbearia, serviço de creche, um romance, ferramenta para pintar, loja de artesanato, fabricação de qualquer artigo industrial, modelo de organização de um partido político novo, forma de assistência de uma Organização Não Governamental... Independentemente do que vamos fabricar, oferecer ou criar, tudo é susceptível de ter um protótipo que ajude a definir o projecto. Conceitos mais relevantes da área de conhecimento Um protótipo é um modelo de produto que vamos apresentar ao colaborador para que visualize a nossa oferta. Dependendo da natureza do projecto, podemos escolher as seguintes fórmulas para definir um protótipo: 1. Protótipo: primeiro exemplar construído destinado a mostrar as características do produto final ao colaborador. 2. Esboço: primeiros traços de uma obra artística ou singular. 3. Maquete: representação em três dimensões o mais fiel possível ao aspecto e proporções do produto final. 4. Planos: representação de aspectos que evidenciam a oferta final, projecção horizontal do resultado do trabalho (oferta). 5. Modelo: reprodução em escala reduzida do que pretendemos oferecer, amostra de um artigo exclusivo e original, reprodução em escala reduzida de uma estrutura ou mecanismo. 6. Arquétipo: protótipo ideal onde se pode ver o resultado do projecto; versão última ou definitiva, modelo acabado, modelo artístico ideal. A sequência de elaboração de um protótipo: a criação de um protótipo é um processo que envolve várias fases, a partir do qual se vai dando forma à oferta. Mostrar aos outros, incorporar as sugestões dos colaboradores, continuar a experimentar até ter um protótipo que ajude a vender um produto. 64

63 Área de Conhecimento Atingir um objectivo implica percorrer um caminho, no qual iremos tropeçar muitas vezes. Todavia, com os erros aperfeiçoamos a oferta até chegar ao resultado final. O protótipo de um produto pode variar, entre uma representação inicial até um modelo que seja uma réplica do produto que vamos vender. Criar e mostrar um modelo, antes de vender um produto, é fundamental para a situação de venda. Permite que o colaborador visualize todas as vantagens e decida comprá-lo ou não. O protótipo é o aspecto mais influente na decisão de compra: as palavras ajudam a vender, as imagens impressionam e criam emoções. Um protótipo decide a compra. Um protótipo serve para: > Que outros vejam antecipadamente os resultados do nosso trabalho. > Que descubram oportunidades na minha oferta. > Melhorar o projecto. > Explicar e comunicar o projecto. > Criar identidade (que os outros falem bem da oferta). > Vender: criar e ampliar a necessidade que cobre a oferta. > Preparar os colaboradores: que conheçam e aceitem a oferta. Pode elaborar-se um protótipo de qualquer produto e/ou serviço, ou projectos que pretendemos vender, independentemente da sua natureza. 65

64 Área de Conhecimento O9. Protótipos para partilhar o nosso projecto Um projecto sem protótipo carece duma ferramenta para ser vendido. Se não mostrarmos coisas tangíveis, as pessoas não poderão ver a oferta que estamos a fazer. O que é óbvio, e importante para nós, pode não sê-lo para os outros. O protótipo ajuda a ligar o problema à solução. Um protótipo faz-se em equipa; não é uma tarefa solitária. A inovação surge durante o processo de elaboração de protótipos. Melhorar um protótipo é uma questão de trabalho, de perseverança, de imaginação; todavia,emociona quem o realiza. A mudança e a criação estão ao alcance de qualquer um. O sucesso consiste em experimentar, em fazer diversas tentativas; é a experimentar e a errar que se aprende. O protótipo modifica-se segundo as exigências dos diferentes colaboradores. Para a elaboração de um protótipo, procure e convença pessoas para que o ajudem e proporcione-lhes momentos de grande emoção. Sequência para elaborar um protótipo: Primeiramente, descobrir um problema que afecte muita gente. Para solucioná-lo, pense num protótipo para mostrar às pessoas. Depois, crie uma equipa que se encarregue do problema e elabore o primeiro protótipo. Invente uma coisa rápida onde se possa entrever uma solução. Fazer, fazer, fazer é primordial. À medida que fazemos também inventamos; logo, podemos melhorar. Quando já temos uma solução, o passo seguinte é mostrá-lo. Já temos o primeiro protótipo, ponhamo-lo a circular; não importa que seja muito simples ou pouco elaborado. Os colaboradores começarão a tomá-lo em consideração. Não há problema se não gostar do protótipo inicial; está no bom caminho. Utilize os contributos dos seus colaboradores. É provável que o protótipo final seja muito diferente do que pensara anteriormente. Com um protótipo apresentado, haverá sempre um colaborador que veja na nossa oferta uma oportunidade. O protótipo modifica os estados de espírito do colaborador. Lembre-se: Independentemente do âmbito da nossa oferta, é possível elaborar um protótipo para vender (um espectáculo, actividades a realizar com crianças, uma oferta comercial ). Os protótipos podem-se comer (uma massa, um doce, etc.) e tocar (novo conceito de infantário, uma nova actividade lúdica). 66

65 Área de Conhecimento O9. Protótipos para partilhar o nosso projecto dos 3 aos 6 anos 5 Minutos Acção 1 Recordar a história A Locomotiva das Pipocas. 20 Minutos Acção 2 Mostrar as imagens dos vários protótipos. 25 Minutos Acção 3 Definir o conceito de Protótipo. 30 Minutos Acção 4 Definir o como fazer o Protótipo de um projecto. 40 Minutos Acção 5 Realizar o Protótipo do projecto. O(a) educador(a) deve relembrar a história para que as crianças se contextualizem com o tema (ver ficha 24): deve dizer que a menina teve uma ideia: ter uma locomotiva de pipocas, para vender pipocas no jardim. E que a conseguiu pôr em prática com a ajuda da sua família. Ao relembrar a história pretende-se que as crianças compreendam que o projecto da menina das pipocas sofreu evoluções. O seu protótipo foi-se transformando até se atingir o melhor protótipo (aquele que mais se aproxima do ideal). O(a) educador(a) deve referir que todos os protótipos anteriores surgiram da imaginação da menina e foram alterados depois, de os ter mostrado à sua família. De seguida, o(a) educador(a) deve ir mostrando as imagens da evolução do protótipo do projecto: A Locomotiva de Pipocas (ver FICHA 37), fundamentando as alterações que cada protótipo sofreu (dizer o porquê): explicar que o protótipo da locomotiva das pipocas sofreu alterações porque a menina e a sua família não estavam satisfeitos com os protótipos, então foram-nos alterando até encontrar o que melhor se adequava a todas as condições do meio. Depois das crianças terem visualizado as várias imagens (ver FICHA 37), o(a) educador(a) deve explicar-lhes que, aquelas imagens são protótipos do projecto A Locomotiva de Pipocas. O(a) educador(a) deve clarificar às crianças o que é um protótipo, assim como deve explicar a sua importância. (É importante qualquer projecto ter um protótipo. Pois, por vezes quando explicamos um projecto a outras pessoas, oralmente, estas poderão fazer uma imagem mental diferente da nossa. Assim, tendo um protótipo, torna-se muito mais fácil explicar e compreender o projecto). O(a) educador(a) declara às crianças que existem diversas maneiras de se fazer um protótipo. Por exemplo, através de um desenho ou de uma maqueta, entre outras. O(a) educador(a) deve questionar as crianças para dizerem como querem fazer o protótipo do seu projecto: - Agora que já vos dei algumas ideias de como se pode fazer um protótipo, pensem, e digam-me como vamos elaborar o nosso protótipo? As crianças, em conjunto com o(a) educador(a), começam a fazer o protótipo do projecto (por exemplo, fazem os desenhos), utilizando os materiais disponíveis. 5 Minutos Ficha 24 Texto para dramatização da história A Locomotiva das Pipocas ; 15 Minutos Ficha 37 Imagens dos vários protótipos; 5 Minutos Ficha 37 Imagens dos vários protótipos; 5 Minutos 10 Minutos Material diverso para a elaboração do protótipo Experiência de implementação no CEAN Quando mencionámos às crianças que iríamos falar, novamente, sobre a história da Locomotiva de Pipocas, fez-se silêncio absoluto porque elas estão muito interessadas nas sessões de empreendedorismo. À medida que fomos mostrando as imagens dos diferentes protótipos, as crianças foram intervindo positivamente. Conseguimos explicar o conceito de protótipo e consideramos que a dinâmica foi boa porque as crianças estiveram muito envolvidas nas actividades. Foi uma agradável surpresa quando vimos as crianças elaborar os seus protótipos, quase autonomamente. Todas elas conseguiram dizer como o queriam realizar. Compreenderam os conceitos transmitidos, foram participativas e realizaram bons protótipos. A história utilizada tem sido um meio facilitador para a aquisição dos conhecimentos. A sessão foi realizada no tempo previsto, com ajustes no tempo para a elaboração dos protótipos. 67

66 dos 7 aos 8 anos Área de Conhecimento O9. Protótipos para partilhar o nosso projecto Experiência de implementação no CEAN A única dificuldade sentida nesta sessão foi propriamente a de explicar às crianças o conceito de protótipo. Foi uma actividade muito bem conseguida. Através dos diferentes modelos do jornal Soletra, as crianças assimilaram este conceito e a necessidade de terem de adaptar aquilo que pretendem realizar às necessidades que detectaram. As crianças reagiram muito bem e assimilaram de imediato os conceitos.- 3 Minutos Acção 1 Rever conceitos. 18 Minutos Acção 2 Conceito de Protótipo 28 Minutos Acção 3 Modificar/ transformar o Protótipo. O(a) educador(a) toma a liberdade de rever os conceitos anteriormente abordados, sobretudo os conceitos de Colaboradores, Ofertas e Estados de Espírito. Através da visualização do primeiro modelo que se fez para a elaboração da primeira edição do jornal do CEAN, desenvolver o conceito de protótipo. Para tal, é necessário apresentar o tal primeiro modelo, assim como os seguintes, uma vez que o primeiro foi transformado, até se chegar ao produto final. Nesta fase do processo é necessário frisar que o nome específico do produto que se apresenta é Protótipo. (ver FICHA 38). O(a) educador(a) segue o seu raciocínio explicando que o protótipo terá de sofrer alterações para ser um modelo fiel do projecto que se pretende realizar (será a elaboração do jornal). Também deve o(a) educador(a) referir que é essencial agradar ao colaborador financiador (neste caso, o Sr. Rui Nabeiro). Assim, as transformações do jornal, que apresentará cada vez melhor qualidade até ao produto final, virão ao encontro das necessidades, do gosto, desse nosso colaborador financiador, assim como dos outros (fornecedor, comprador e prescritor). 3 Minutos 15 Minutos Ficha 38 com os diferentes modelos, até ao produto final. 10 Minutos Modelos de jornais 38 Minutos Acção 4 A importância da Oferta ser acompanhada pelo protótipo. É importante que as crianças percebam que, quando se aborda o colaborador com uma oferta, a conversa só por si não chega, porque o colaborador pode fazer uma ideia muito diferente do nosso projecto. Assim, se se conseguir levar um modelo daquilo que se pretende realizar, o colaborador ficará mais esclarecido e se for uma boa imagem do produto, o colaborador até pode ficar satisfeito e querer adquiri-lo. Se tudo isto for acompanhado de um bom estado de espírito, de ambas as partes, a aquisição será excelente. 10 Minutos Modelos de jornais e o produto final 50 Minutos Acção 5 Elaborar o Protótipo do projecto. Através da anterior explicação, as crianças vão passar, de seguida, à realização do protótipo de grupo (o(a) educador(a) pode colocar, à disposição das crianças, diferentes materiais para que façam o seu protótipo, consoante a sua vontade). 12 Minutos Cartolinas; Tecidos; Marcadores; Material diverso 68

67 Área de Conhecimento O9. Protótipos para partilhar o nosso projecto dos 9 aos 12 anos 5 Minutos Acção 1 Pesquisar através do motor de busca, na internet, (Google) o conceito de Protótipo. 15 Minutos Acção 2 Desenhar no ArtWeaver uma descrição feita pelos(as) educadores(as). Pesquisar através do You Tube vídeos sobre Protótipos, identificando que o mesmo é mais forte que as palavras. 25 Minutos Acção 3 Visualizar o produto final dos protótipos apresentados. O(a) educador(a) convida as crianças a organizarem-se por computadores e por grupos de projecto e pede-lhes que pesquisem a palavra protótipo. As crianças deverão concluir que se trata de um modelo que representa o projecto final. O(a) educador(a) realiza uma narrativa (oralmente) sobre o carro para, posteriormente, as crianças desenharem no Artweaver o protótipo. De seguida, o(a) educador(a) encaminha-as para o Youtube, onde poderão descobrir vídeos sobre protótipos de Citroen 2Cv. O(a) educador(a) questiona as crianças sobre a apresentação da oferta com e sem protótipo, e qual delas foi mais clara. Com esta actividade, as crianças deverão concluir que, quando se aborda o colaborador com uma oferta, a conversa só por si não chega, porque o colaborador pode fazer uma ideia muito diferente do nosso projecto. Assim, se se conseguir levar um modelo daquilo que se pretende realizar, o colaborador ficará mais esclarecido e se for um bom protótipo do produto, o colaborador até pode ficar com um estado de espírito muito positivo e querer adquirir o nosso projecto. O(a) educador(a) pode ainda apresentar outros tipos de protótipos, tais como carros miniatura... As crianças deslocar-se-ão ao exterior e o(a) educador(a) apresenta um Citroen 2Cv para que as crianças melhor entendam a diferença entre protótipo e produto. continua na página seguinte 5 Minutos Computadores ligados à Internet 10 Minutos Computadores ligados à Internet, programa gratuito ArtWeaver e Youtube. 10 Minutos Miniaturas de Citroen 2Cv e modelo real > VARIANTE ver página seguinte Experiência de implementação no CEAN Trazer um carro Citroen 2Cv ao CEAN, foi uma surpresa grande para as crianças. Não percebiam o que tinha um carro a ver com o empreendedorismo. A curiosidade foi crescendo até ao momento da sessão. A articulação das novas tecnologias, como meio de comunicar e criar um bom protótipo, associado ao conhecimento do primeiro protótipo do carro, foi muito interessante. As crianças divertiram-se, criaram desenhos digitais e perceberam o que é um protótipo e qual a sua utilidade para uma pessoa empreendedora. Desde o primeiro protótipo até aos nossos dias, o modelo modificou-se e evoluiu, o que fez com que ao longo dos tempos existissem diversos protótipos das diversas versões, o que foi muito importante para que as crianças percebessem que um produto é sempre inacabado na visão da pessoa empreendedora. Clarificar as nossas ideias e transmitir as mesmas aos nossos colaboradores, esse é o principal objectivo de um protótipo e foi com esta premissa que focámos a sessão. 69

68 dos 9 aos 12 anos Área de Conhecimento O9. Protótipos para partilhar o nosso projecto VARIANTE Optámos por criar dinâmicas multidisciplinares ao longo deste manual. Neste caso utilizámos a informática como recurso. Caso não seja possível, poderá optar por outra estratégia. 35 Minutos Acção 4 Por grupos, elaborar o respectivo protótipo, desenhando-o no Artweaver. O(a) educador(a), após as crianças terem identificado o conceito de protótipo, volta para a sala e agrupa, novamente, as crianças por projectos, convidando os grupos a criarem o seu desenho de protótipo do projecto no Artweaver. 10 Minutos Computadores ArtWeaver O protótipo explorado foi o Citroen 2Cv. No entanto, não será fácil de implementar em qualquer outro local. Serve como exemplo, devendo o(a) educador(a) escolher outro recurso que satisfaça os requisitos da dinâmica. 40 Minutos Acção 5 Apresentar os protótipos desenhados O(a) educador(a), através da rede informática, apresenta a todos os grupos os vários protótipos desenhados, imprimindo e afixando no cantinho das ideias. 5 Minutos Computadores em rede No caso de não poder utilizar a informática como suporte, poderá recorrer ao desenho em papel e a protótipos físicos (maquetas, modelos em escala, filmes em dvd ou cassete de vhs, fotografias, etc.). 70

69 Área de Conhecimento 10. Redes de Colaboradores Objectivos Assimilação de conceitos. Interiorização de conceitos na prática através de dinâmicas. Aplicação em projectos reais. Contextualização teórica da área de conhecimento Os(as) educadores(as) e o restante pessoal do Centro Educativo formam uma rede para que tudo funcione: para que as salas estejam limpas, para que a escola esteja aberta, para que a comida esteja preparada, para que, no caso de um(uma) educador(a) estar doente, as crianças não fiquem sozinhas... As redes de colaboradores são redes de parceiros que se reúnem para a consecução dos objectivos, da missão que têm definida, que trabalham em equipa. Numa rede, as pessoas dependem umas das outras: a soma do conjunto dos seus esforços é muito superior à soma do seu trabalho individual. A soma do todo é muito superior à soma isolada das partes. Nesta área treinar-se-ão as crianças nestas competências. Conceitos mais relevantes A rede é uma organização de pessoas que dependem umas das outras e trabalham na mesma direcção, para conseguir um objectivo partilhado por cada uma delas. As pessoas organizam-se em torno das redes de colaboração e das redes de parceiros. O empreendedor é aquele que tem uma ideia e, para materializá-la, convida outros a participar e a partilhar riscos e benefícios. A rede é indispensável para enfrentarmos um projecto empreendedor. A rede fundamenta-se nas relações humanas. Se elas não existem temos de criá-las. São como um ser vivo (nascem, crescem, reproduzem-se e morrem). Como qualquer ser vivo temos de alimentá-las. Produzem acção e transformação. As redes bem trabalhadas produzem identidades e estilos que outras pessoas gostam de imitar e partilhar. Uma rede que transforma corresponde a um grupo de pessoas activas e positivas que avançam, ampliam e aperfeiçoam o seu projecto. As redes que transformam levam em conta os estados de espírito, o trabalho com os colaboradores e a realização de ofertas. A nossa vida gira em torno das redes a que pertencemos. Transformar e materializar projectos ambiciosos depende de um conjunto de pessoas e não de uma só. Qualquer pessoa está autorizada e legitimada para construir redes e organizações. 71

70 Área de Conhecimento 10. Redes de colaboradores Se quisermos fazer um projecto, a primeira coisa a ser feita é criar uma rede de pessoas que se encarregue de concretizá-lo. A diversidade das pessoas dentro de uma rede é um factor de riqueza. Qualquer pessoa da rede pode dar contributos muito valiosos. A rede é um meio para fazer um projecto e não um fim em si mesma. Uma rede é um grupo de pessoas que se une por um objectivo comum. Cada membro da rede dá o seu contributo e a soma de todas é o objectivo final. O determinante na rede é produzir acção, transformar. A rede é a máquina de produzir pedidos e compromissos. Os indivíduos que pertencem a redes vivas são especialistas na execução dos ciclos de trabalho. Todos os membros de uma rede devem conhecer as suas funções e pô-las em prática. Só deste modo é que o projecto se concretiza. Uma rede funciona quando os seus membros dividem o trabalho e as funções; quando gerem e se responsabilizam pelo trabalho que realizam. As redes preocupam-se com os seus membros. Uma rede dinâmica permite que cada um dos membros lidere num determinado âmbito. As redes constroem-se através de conversas. Para criar redes precisamos de pessoas que conversam e estabelecem compromissos. Fazemos, simultaneamente, parte de diversas redes (família, grupo de amigos, colegas de trabalho, etc). As redes inventam o futuro. 72

71 Área de Conhecimento 10. Redes de colaboradores dos 3 aos 6 anos 5 Minutos Acção 1 Relembrar os Ciclos de Trabalho. 10 Minutos Acção 2 Definir Redes de Colaboradores 15 Minutos Acção 3 Distinguir um projecto executado sozinho e um projecto formado por uma Rede de Colaboradores. O(a) educador(a) apresenta, novamente, o cartaz sobre os ciclos de trabalho da menina da locomotiva de pipocas (ver FICHA 39). As crianças identificam os seguintes conceitos: quem pede, quem realiza o pedido, a importância do compromisso, dos estados de espírito e da avaliação. A partir da análise da história, as crianças vão ser capazes de definir o que são redes de colaboradores e para que servem. Para tal, o(a) educador(a) vai colocar as seguintes questões: - A menina das pipocas conseguia realizar o seu projecto sozinha? O produto final seria bom? - Nesta história, como conseguiu a menina das pipocas realizar o seu projecto? - Quais foram os colaboradores da menina das pipocas? - Qual foi a participação de cada colaborador no projecto da menina das pipocas? - Então pode-se dizer que a menina tem uma rede de colaboradores. Quais os cuidados que a menina deve ter para manter a sua rede de colaboradores?. O(a) educador(a) anota as respostas dadas pelas crianças no quadro. O(a) educador(a) pede a opinião das crianças acerca dos resultados de um projecto realizado sozinho e um projecto realizado por uma rede de colaboradores. O(a) educador(a) pergunta: O que é melhor? Realizar um projecto sozinho ou com uma rede de pessoas, isto é, de colaboradores? O(a) educador(a) recolhe as opiniões numa folha de papel. (continua na página seguinte) 5 Minutos Ficha 39 Cartaz dos Ciclos de Trabalho > VARIANTE Pode-se utilizar outro exemplo mais próximo da realidade dos alunos, mas sempre respeitando os conceitos utilizados. 5 Minutos Quadro 5 Minutos Folha de registo Experiência de implementação no CEAN Os objectivos propostos foram atingidos porque, mais uma vez, as crianças estiveram atentas durante toda a sessão e participativas. As crianças adquiriram bem os conhecimentos transmitidos. Mostraram uma boa aplicação dos mesmos no momento de definir as redes de colaboradores. Algumas crianças mostraram preocupação, no que respeita à criação de relações pessoais com os possíveis colaboradores, principalmente no que deveriam apostar para conquistarem a confiança do colaborador, para participar no seu projecto. Nesta sessão, através da visualização do cartaz, as crianças conseguiram compreender o que são rede de colaboradores e a importância das mesmas. A sessão decorreu no tempo previsto. Não foram sentidas dificuldades na realização da sessão. 73

72 dos 3 aos 6 anos Área de Conhecimento 10. Redes de Colaboradores 25 Minutos Acção 4 Interiorizar definições sobre Rede de Colaboradores. O(a) educador(a) transmite, às crianças, os seguintes conceitos: a rede de colaboradores surge dos ciclos de trabalho fechados, pois o compromisso foi cumprido. As crianças devem compreender que, para existir uma rede de colaboradores coesa, deve criar-se uma relação baseada na confiança e no compromisso (ver FICHA 39). 10 Minutos Ficha 39 Cartaz sobre a Rede de Colaboradores 35 Minutos Acção 5 Compreender as características da Rede de Colaboradores. As crianças visualizam o cartaz da rede de colaboradores da menina das pipocas (ve FICHA 39). No centro do cartaz está a menina das pipocas ligada por uma seta a cada um dos seus colaboradores. A seta tem dois sentidos e representa o compromisso, assim como também a confiança que deve existir entre a menina e cada colaborador. A confiança é representada por uma imagem de um abraço e o compromisso por uma imagem de um aperto de mão. 10 Minutos Ficha 39 Cartaz sobre a Rede de Colaboradores 45 Minutos Acção 6 Definir a Rede de Colaboradores dos projectos de grupos. O(a) educador(a) pede às crianças que se agrupem por projectos. Cada grupo vai definir a sua rede de colaboradores, com base nos seus ciclos de trabalho. O(a) educador(a) termina a sessão declarando que só se podem concretizar os projectos com a ajuda de uma rede de colaboradores. 10 Minutos Ficha 40 74

73 Área de Conhecimento 10. Redes de colaboradores dos 7 aos 8 anos 5 Minutos Acção 1 Perguntar às crianças quais são as pessoas que elas necessitam para realizar o projecto de grupo. 10 Minutos Acção 2 As crianças identificam as redes às quais pertencem na vida quotidiana. 15 Minutos Acção 3 Explorar o significado da Rede de Colaboradores com três perguntas (1) Relembrando a última sessão de Ciclos de Trabalho, o(a) educador(a) escolhe um/o projecto de grupo que sirva de exemplo para introduzir o conceito de Rede de Colaboradores. Pede às crianças que identifiquem todas as pessoas necessárias para a concretização do projecto de grupo. O(a) educador(a) anota no quadro as respostas obtidas. O(a) educador(a) pergunta às crianças: O que une estas pessoas?. Pretende-se que as crianças respondam que o que as une é todas participarem no mesmo projecto. O(a) educador(a) explica que aquele conjunto de pessoas que eles enumeraram forma uma Rede de Colaboradores, porque todos estão ligados entre si na concretização de um mesmo objectivo/projecto. O(a) educador(a) explica que todos pertencemos a várias redes na nossa vida, dando exemplos: rede familiar (eu, pai, mãe, irmãos, mulher, filhos, etc); rede profissional (patrão, eu, colegas de trabalho, etc); rede de amigos; rede religiosa; rede desportiva, etc. O(a) educador(a) pede às crianças que pensem e identifiquem as redes às quais pertencem e registem numa folha. O(a) educador(a) termina a acção dizendo que todos nós pertencemos a várias redes e que numa rede todos trabalham para um mesmo objectivo (ex: a rede familiar tem como objectivo a protecção e o amor; a rede de amigos serve para nos apoiarem, embora cada um deles tenha uma função diferente. Há amigos para andar de bicicleta, amigos para brincar consola, amigos para ir ao campo, etc.) Para perceberem o que significa Rede de Colaboradores o(a) educador(a) começa pro perguntar: 1. Achas que se conseguem realizar projectos sem rede de colaboradores? Porquê? O objectivo das questões servirá para que as crianças concluam que sem a rede de colaboradores, não é possível executarem o seu projecto. (continua na página seguinte) 5 Minutos Papel e caneta (para enumerar as pessoas que necessitam para a concretização do projecto). 5 Minutos 5 Minutos Experiência de implementação no CEAN Esta sessão foi bastante participativa. As crianças já anteriormente tinham abordado o tema relacionado com as Redes de Colaboradores, ou seja, já se tinha começado a abordar, embora não directamente na sessão 7. As crianças desde o início notaram a necessidade de ter de recorrer a alguém para poderem concretizar as suas ideias. O mais importante da sessão foi levar as crianças a entender que sem os outros não conseguimos o nosso objectivo. Tratou-se, mais uma vez, de uma sessão muito agradável e participada. A implementação deste novo conceito foi facilitada, uma vez que as crianças recorriam, constantemente, àquilo que tinham aprendido em sessões anteriores, relacionando, até, a Rede de Colaboradores com os diferentes tipos de colaboradores (sessão 7). Desde logo se tratou de meio caminho andado para a interiorização do novo conceito. 75

74 dos 7 aos 8 anos Área de Conhecimento 10. Redes de Colaboradores 20 Minutos Acção 4 Explorar o significado da Rede de Colaboradores com três perguntas (2) O(a) educador(a) pergunta: Como deverá actuar uma rede de colaboradores?. Espera-se que as crianças respondam que deve haver coesão de grupo, isto é, se houver união entre eles, o projecto seguirá em frente e com sucesso. O(a) educador(a) frisa o facto de os estados de espírito desempenharem um papel fundamental para a realização do mesmo. 5 Minutos 25 Minutos Acção 5 Explorar o significado da Rede de Colaboradores com três perguntas (3) O(a) educador(a) pergunta: Como se constroem as rede de colaboradores?. Espera-se que as crianças respondam que as redes se constroem segundo as necessidades do projecto. Para completar esta resposta, o(a) educador(a) irá acrescentar que tanto se pode tratar de/lidar com pessoas conhecidas como desconhecidas, o importante é procurálas e contactá-las para ajudarem na realização do projecto. 5 Minutos 35 Minutos Acção 6 Definir as redes do meu projecto O(a) educador(a) pede às crianças que identifiquem a rede de colaboradores do seu projecto. Será uma tarefa fácil, uma vez que o(a) educador(a) vem abordando o assunto desde o início da sessão. O(a) educador(a) termina a sessão declarando que só se podem concretizar os projectos com a ajuda de uma rede de colaboradores. 10 Minutos 76

75 Área de Conhecimento 10. Redes de colaboradores dos 9 aos 12 anos 2 Minutos Acção 1 Reunir o grande grupo num espaço polivalente interior ou exterior. O(a) educador(a) convida as crianças a organizarem-se em grande grupo. Numa primeira fase o grupo concentra-se para ouvir o(a) educador(a) em seu redor. 2 Minutos Espaço Polivalente. Experiência de implementação no CEAN A dinâmica das redes foi diversificada, obrigando o grupo a trabalhar em equipa e criar um ambiente divertido. 10 Minutos Acção 2 Questionar as crianças: O que é uma rede? Dá exemplos de redes? 20 Minutos Acção 3 Exemplo de uma rede. 30 Minutos Acção 4 Dinamizar o grupo: A teia do sucesso O(a) educador(a), sem dar exemplos, questiona as crianças, uma a uma, sobre o que é uma rede e pede um exemplo. Regista as diversas ideias das crianças. No final, apresenta a diversidade de redes que nos rodeiam e apoiam, bem como a sua importância para o sucesso dos nossos projectos. São exemplos de redes, a rede familiar, a rede escolar, a rede de amigos, a rede desportiva, a rede informática, entre outras. O(a) educador(a) mostra às crianças um circuito eléctrico com uma bateria de 6V ligada a uma lâmpada. Num determinado local, de um dos pólos, o fio está cortado e descarnado. O(a) educador(a), exemplifica que se o cabo estiver quebrado, a rede não se estabelece, o que faz com que o objectivo não se atinja, ou seja, a lâmpada não liga. Se unirem os extremos cortados do circuito, a lâmpada acende. Este é um exemplo de uma rede simples, que introduz a temática. O circuito é formado por vários componentes que caso um deles falhe a rede não se estabelece. Podem ser exemplos, o interruptor, a lâmpada, os fios ou mesmo a bateria e suas ligações. As crianças são convidadas pelo(a) educador(a) a disporem- -se em círculo, em redor de um tubo de plástico, com cerca de 2 metros. No cimo do tubo são presas com agrafos (por exemplo) 12 fitas de cores com 3 metros cada (de preferência de tecido). O(a) educador(a) posiciona-se no centro, segurando o tubo e entrega uma fita a uma das crianças de forma aleatória. Pergunta à criança se acha que consegue segurar sozinha o tubo (representa o projecto) sem que caia. Depois de ouvir a opinião das crianças, o(a) educador(a) pede à criança que estique a fita e largue o tubo. O mesmo cai no chão. continua na página seguinte 8 Minutos Quadro branco com folha de papel A2 para registo das várias propostas das crianças. 10 Minutos Circuito eléctrico simples. 10 Minutos Tubo de plástico com 2 metros Fitas de seda colorida com 3 metros, Agrafos. A sessão resultou em pleno e os grupos perceberam a definição de rede e a importância de todos cumprirem os seus ciclos de trabalho. Com muitos ciclos de trabalho o sucesso do projecto e a sua qualidade são garantidos, sempre e quando todos cumpram os pedidos. VARIANTE Esta dinâmica poderá ser implementada somente com base na acção 3, sem necessidade de promover a acção 4. São muito semelhantes. No entanto, caso não possua os recursos necessários ou não tenha o tempo necessário, opte por uma delas. A metodologia apresentada é muito rica e fortalece a noção de rede e a dificuldade em criá-la. Mesmo nesta perspectiva figurada, o conceito fica muito bem explorado. 77

76 dos 9 aos 12 anos Área de Conhecimento 10. Redes de Colaboradores Continuação 30 Minutos Acção 4 Dinamizar o grupo: A teia do sucesso Continuação O(a) educador(a) explica que uma pessoa sozinha nunca consegue concluir um projecto. Questiona as crianças: E se um outro ciclo de trabalho for acrescentado? A rede fica mais forte? Depois de ouvir as opiniões, convida mais uma criança a segurar outra fita, desta vez é obrigatório segurar no sentido oposto à primeira criança. O(a) educador(a) questiona o grupo: E agora será que o nosso projecto irá cair? Após as diversas opiniões, o(a) educador(a) informa que vai largar o tubo. Com alguma dificuldade o tubo fica na vertical, mas muito instável. O(a) educador(a) explora o facto informando que, na vida real, os nossos projectos são mais fortes, tudo depende dos ciclos de trabalho e colaboradores que tivermos. Agora já é possível levar o projecto até ao fim, mas a rede ainda não é suficientemente forte. O(a) educador(a) convida as crianças a segurarem as restantes fitas, uma a uma, e vai mostrando que, uma a uma, a rede vai ficando mais forte e o tubo (projecto) mais resistente à queda. Caso faltem fitas para o número de crianças, o(a) educador(a) convida as crianças que faltam a segurarem a mesma fita (duas a duas). No final, o(a) educador(a) mostra que do trabalho em rede e em equipa, com base nos diversos pedidos e ciclos de trabalho, o nosso projecto fica mais forte e é bem sucedido. O(a) educador(a), no final, questiona as crianças: E se os diversos colaboradores falharem e não respeitarem o ciclo de trabalho entregando o pedido? Após ouvir as opiniões, o(a) educador(a) convida as crianças, uma a uma, a largar a fita. Pouco tempo depois, chega o momento em que ficam apenas as últimas 4 crianças. Nesse momento o(a) educador(a) verifica, tocando, que o tubo (projecto) já está estável, e questiona as crianças para a importância da confiança nos nossos colaboradores, para que todos colaborem para o sucesso do projecto. Questiona sobre a estabilidade do projecto: se os ciclos de trabalho forem falhando? continua na página seguinte 10 Minutos 78

77 Área de Conhecimento 10. Redes de colaboradores dos 9 aos 12 anos Continuação 30 Minutos Acção 4 Dinamizar o grupo: A teia do sucesso Continuação O(a) educador(a) exemplifica a instabilidade do projecto, pedindo a uma criança de cada vez que vá largando a sua fita, até ficarem apenas duas, em sentidos opostos, mostrando, assim, que haverá dificuldade em segurar o tubo na vertical. No fim, o(a) educador(a) solicita a uma delas que largue. O tubo acabará por cair, o que prova a necessidade de uma rede forte para o sucesso dos nossos projectos. 10 Minutos 45 Minutos Acção 5 Dinamizar o grupo: Uma rede forte, um grande projecto O(a) educador(a) convida as crianças para mais um jogo. Informa que este projecto é agora bem mais difícil e exige uma rede mais forte. Para o seu sucesso é necessária confiança, esforço e dedicação de todos, bem como criatividade e liberdade para não deixarem cair o tubo (projecto). Com recurso a uma corda grande (mínimo 50 metros de corda) colocada no chão, em grande círculo, o(a) educador(a) convida as crianças a inventarem uma forma de, em equipa, não deixarem cair o tubo. É obrigatório que todos participem e não é permitido segurar no tubo após duas crianças estarem a participar. O(a) educador(a) segura o tubo e deixa que as crianças criem uma forma de segurar o tubo em equipa com recurso à corda. Caso passem mais de 5 minutos sem uma solução, o(a) educador(a) pede a uma das crianças que pegue na corda e passe a mesma pelo tubo, repetindo o mesmo um a um. As crianças vão criando uma teia em redor do tubo que vai ganhando estabilidade na vertical, sempre que as crianças equilibrem a tensão da corda. O sucesso da dinâmica depende da coordenação entre a equipa. Este é o objectivo da dinâmica, mesmo que o tubo caia algumas vezes, o(a) educador(a) não se deve preocupar. O grupo deverá encontrar entre si o equilíbrio de forças necessário. 15 Minutos Tubo de plástico branco com 2 metros; Corda com 50 metros. No final o tubo ficará na vertical e todos colaboram para o mesmo fim. O(a) educador(a) explora a dificuldade verificada e explica que nem todos os projectos apresentam a mesma dificuldade. Alguns são de mais simples execução (uma rede mais simples) enquanto outros necessitam de uma forte e confiante rede de colaboradores. O(a) educador(a) promove a ideia de que uma rede é formada pela relação entre diversas pessoas a quem fazemos pedidos e com quem estabelecemos ciclos de trabalho. O sucesso do nosso projecto depende da confiança nas redes de colaboradores que estabelecemos. continua na página seguinte 79

78 dos 9 aos 12 anos Área de Conhecimento 10. Redes de Colaboradoreso 55 Minutos Acção 6 Definir redes de colaboradores para os projectos dos grupos O(a) educador(a) distribui um diagrama de rede (ver FICHA 41) a todos os grupos para que, agora, criem a rede para concretizar o seu projecto (um por grupo). O grande grupo é agora dividido em subgrupos de trabalho, segundo os projectos para preenchimento do guião. O(a) educador(a) finaliza dizendo que as pessoas empreendedoras sabem que não podem realizar nada sozinhos e que precisam de uma rede forte de colaboração que os ajude a concretizar os seus sonhos, os seus projectos. 10 Minutos ficha 41 Cópias do diagrama de rede; Canetas 80

79 Área de Conhecimento 11. Ciclos de Trabalho Objectivos Assimilação de conceitos. Interiorização de conceitos na prática através de dinâmicas. Aplicação em projectos reais. Contextualização teórica da área de conhecimento Nesta área de conhecimento é fundamental aprender as diferentes fases que se produzem nos ciclos de trabalho. Aquilo que esteve na origem de diferentes civilizações e organizações humanas seguiu um padrão idêntico que se estende até aos nossos dias. Através da linguagem, ao serviço dos ciclos de trabalho, construíram-se os primeiros e rudimentares artefactos e as mais sofisticadas naves espaciais, a Torre Eiffel, as Pirâmides do Egipto, etc... Para que haja empreendedorismo, precisamos de realizar correctamente os fluxos de trabalho que ocorrem a partir de conversas: declarar que se quer fazer algo, pedir a outras pessoas que façam tal coisa, comprometer a pessoas no projecto, realizar ofertas, pactuar condições... Nesta área treinar-se-ão as crianças nestas competências. Conceitos mais relevantes O trabalho nasce de um compromisso verbal. Designamos por ciclo de trabalho quando se completa, de maneira satisfatória, um pedido que um colaborador faz a um financiador. Designamos por ciclo(s) de trabalho o itinerário que se segue para completar um determinado pedido. Elementos que intervêm no ciclo de trabalho: > Quem pede que determinada tarefa seja feita. > Quem realiza essa tarefa. > Para que o ciclo continue, quem pede e quem realiza devem acordar as condições do pedido (qualidade, quantidade, tempo de entrega, custos, etc). > Depois de acordadas as condições, as partes assumem um compromisso (fazer e entregar/pagar). > Durante o tempo acordado, quem realiza executa o trabalho. > Depois de terminado, quem realiza entrega a quem pede. > O colaborador analisa a entrega e comprova o cumprimento das condições. > Se o colaborador aceitar a entrega o ciclo de trabalho fecha-se. > Se o colaborador recusa a entrega, porque não cumpre as condições previamente acordadas, o ciclo reinicia-se. 81

80 Área de Conhecimento 11. Ciclos de trabalho Questões a levar em conta: Seremos avaliados pelos colaboradores não tanto pela qualidade das nossas promessas, mas pelo rigor no cumprimento das mesmas. Estabelecer o tempo de duração de realização e entrega do pedido.sem isto, não há oferta, promessa ou pedido. Temos de aprender a realizar pedidos de forma correcta. Pedimos coisas a outras pessoas e fazemos outras por terceiros. Tudo o que fazemos deve passar por todo este processo. Quanto melhor o controlarmos, mais oportunidades se abrirão. Ter presente que ninguém faz nada de forma gratuita. Não queremos dizer, contudo, que o faça só por dinheiro. Muitas pessoas fazem um determinado pedido por satisfação. Devemos descobrir as motivações das pessoas que vão realizar o nosso pedido. E quando fazemos algo também devemos ter presente o valor que isso tem para nós. Estes exercícios evitam muitos conflitos. Etapas do ciclo de trabalho: > Etapa de preparação da oferta; > Etapa de negociação; > Etapa de execução; > Etapa de avaliação do grau de satisfação. Erros frequentes na execução dos ciclos de trabalho > Falta de sintonia entre quem pede e quem realiza. Não se escutam. > As condições não ficam claramente definidas. Isto resulta em mal- -entendidos e ressentimentos. > As partes não verbalizam, claramente, os compromissos de realização e de pagamento. > Não fica acordada a data de entrega. O colaborador reclama porque pensa que o pedido já devia ter sido entregue. Mas o que aconteceu foi que a data não foi definida. > Se quem realiza se atrasa por algum motivo e não comunica nem tenta renegociar a data de entrega isso produz ressentimento e desconfiança. > Quem realiza entrega o pedido e reclama de imediato o pagamento, sem solicitar a opinião do colaborador sobre o cumprimento das condições. 82

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