O USO DA INTERNET POR ADOLESCENTES. UNICEF/BRZ/Ratão Diniz

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O USO DA INTERNET POR ADOLESCENTES. UNICEF/BRZ/Ratão Diniz"

Transcrição

1 O USO DA INTERNET POR ADOLESCENTES UNICEF/BRZ/Ratão Diniz

2 Expediente Realização Fundo das Nações Unidas para a Infância UNICEF Gary Stahl Representante do UNICEF no Brasil Antonella Scolamiero Representante-adjunta do UNICEF no Brasil Escritório do Representante do UNICEF no Brasil SEPN 510, Bloco A, 2o andar Brasília-DF Coordenação Geral Ludimila Palazzo Mário Volpi Pesquisa quantitativa IBOPE Inteligência Consultor Rogério Giugliano Diagramação e identidade visual Guilherme Martins A reprodução desta publicação, na íntegra ou em parte, é permitida desde que citada a fonte. Brasília, 2013

3 Índice Apresentação... 4 Metodologia... 6 Acesso à internet... 8 Vida online Rede social e segurança Opinião sobre a internet

4 Apresentação Por considerar a adolescência uma fase fundamental do desenvolvimento humano, o UNICEF no Brasil vem desenvolvendo, desde 2002, uma série de estudos e pesquisas ¹ que têm por objetivo contribuir para superar os preconceitos e estigmas sobre esta fase da vida e aprofundar o conhecimento sobre o potencial, a diversidade e a riqueza que representa para a sociedade ter uma população adolescente. O estudo sobre o uso da internet por adolescentes surgiu da necessidade de conhecer esse universo que vem fazendo parte do cotidiano da maioria dos adolescentes e que se constitui, ao mesmo tempo, em um espaço de interação e aprendizagem e em um local onde também acontece a discriminação, o uso de falsas informações e o risco de violação de direitos. Sendo parte da dinâmica social, a Internet contém em si as contradições e vulnerabilidades da sociedade. Como evolução tecnológica representa um importante instrumento de acesso a serviços, informações, relações interpessoais, lazer, entretenimento e aprendizagem. Ao mesmo tempo, como espaço ainda em construção representa riscos e desafios pelo baixo conhecimento sobre o seu funcionamento para o público em geral, certo anonimato de seus usuários e pela velocidade como os detentores do poder econômico e das tecnologias manipulam o seu funcionamento. Este estudo não se propõe a aprofundar o funcionamento da internet em todas as suas dimensões. Foi estabelecido como ponto de partida o fato de que, mesmo com suas contradições e riscos, trata-se de um campo social de interação que, controlado pelos instrumentos legais do Estado Democrático de Direito, constitui-se em mais uma oportunidade de desenvolvimento para a sociedade e, em especial, para os adolescentes. Para conhecer o uso da internet pelos adolescentes, o UNICEF realizou, em 2013, uma pesquisa nacional por amostragem e entrevistou 2002 adolescentes entre 12 a 17 anos ² em todas as cinco regiões geográficas brasileiras, em um total de 150 municípios, assegurando uma amostra representativa para identificar a diversidade de situações seja pelo local de moradia (urbano/rural ou região geográfica do país), situação de renda, gênero, raça/cor, escolaridade, e classe definida a partir do Critério Brasil ³. A partir de um questionário estruturado com 53 perguntas de múltipla escolha e uma pergunta aberta, foram obtidos os resultados apresentados nesta publicação. Ao apresentar estes resultados para o debate público, o UNICEF enfatiza que o direito à comunicação se insere no conjunto de direitos humanos universais e indivisíveis contidos na 1 A VOZ DOS ADOLESCENTES em 2002; Participação Política e Social de Adolescentes em 2007; Situação Mundial da Adolescência 2009, Situação da Adolescência Brasileira 2011 dentre outros estudos relevantes. 2 Este recorte etário foi definido usando-se como base a definição de adolescente do Estatuto da Criança e do Adolescente, lei brasileira aprovada em O CCEB, Critério de Classificação Econômica Brasil, é um instrumento criado pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, de segmentação econômica que utiliza o levantamento de características domiciliares (presença e quantidade de alguns itens domiciliares de conforto e grau escolaridade do chefe de família) para diferenciar a população, agrupando-a em classes A, B, C, D e E. 4

5 Convenção sobre os Direitos da Criança (1989), especialmente os artigos 13, 17 e 23 que destacam: - o direito à liberdade de expressão, que compreende a liberdade de procurar, receber e expandir informações e ideias de toda a espécie, sem considerações de fronteiras, sob forma oral, escrita, impressa ou artística ou por qualquer outro meio à escolha da criança; - a importância da função exercida pelos órgãos de comunicação social, para que seja assegurado o acesso da criança à informação e a documentos provenientes de fontes nacionais e internacionais diversas, nomeadamente aqueles que visam promover o seu bem-estar social, espiritual e moral, assim como a sua saúde física e mental; - o papel da cooperação internacional para produzir, trocar e difundir informação e documentos dessa natureza, provenientes de diferentes fontes culturais, nacionais e internacionais; - o apoio à produção e a difusão de livros para crianças; - a importância dos órgãos de comunicação social levarem em consideração as necessidades linguísticas das crianças indígenas ou que pertençam a um grupo minoritário; - o dever de promover o desenvolvimento da personalidade da criança, dos seus dons e aptidões mentais e físicas na medida das suas potencialidades; a responsabilidade de educar crianças e adolescentes no respeito pelos direitos do homem e liberdades fundamentais, pela sua identidade cultural, língua e valores, pelos valores nacionais do país em que vive, do país de origem e pelas civilizações diferentes da sua. Além disso, a Convenção também chama a atenção para a necessidade da elaboração de princípios orientadores adequados à proteção da criança contra a informação e documentos prejudiciais ao seu bemestar. Com essas e outras medidas, os países devem assegurar o direito à comunicação e preparar a criança para assumir as responsabilidades da vida numa sociedade livre, num espírito de compreensão, paz, tolerância, igualdade entre os sexos e de amizade entre todos os povos, grupos étnicos, nacionais e religiosos e com pessoas de origem indígena. 4 É nessa perspectiva que o UNICEF quer contribuir com o país em direção a uma condição em que cada criança e cada adolescente tenha todos os direitos assegurados, inclusive o direito de se apropriar das novas tecnologias que contribuem para conhecer seus direitos, usufruir dos direitos e produzir novos direitos por sua participação, criatividade e capacidade de inovação. 4 Convenção Sobre os Direitos da Criança aprovada em 1989 e ratificada por 193 países. Para facilitar a leitura, os artigos acima referidos não foram citados ipsis litteris, embora preservem a maior parte do texto original. 5

6 Metodologia A pesquisa quantitativa O uso da Internet por adolescentes foi realizada pelo IBOPE Inteligência por meio de entrevistas face a face domiciliares no período de 11 a 22 de janeiro de 2013 com 2002 adolescentes de 12 a 17 anos (49% meninas e 51% meninos). Foi selecionada uma amostra representativa dos adolescentes nesse grupo etário, desproporcional pelas regiões geográficas do pais, incluindo áreas urbanas e rurais. O modelo de amostragem utilizado foi o de conglomerado em estágios. No primeiro estágio, os municípios são selecionados probabilisticamente por meio do método PPT (Probabilidade Proporcional ao Tamanho) sistemático, com base no tamanho da população de 12 a 17 anos de cada município. No segundo estágio, são selecionados os setores censitários dentro de cada município, também pelo método PPT. A medida de tamanho é a população de 12 a 17 anos residentes nos setores. No terceiro estágio, a seleção do entrevistado, dentro do setor censitário, é feita por meio de cotas proporcionais, em função das seguintes variáveis: sexo; escolaridade (até a 4a série do ensino fundamental, de 5a a 8a série do ensino fundamental, ensino médio e superior incompleto); e faixa de idade (12 a 14, 15 a 17). As cotas foram estabelecidas com base nos dados mais atualizados do IBGE e PNAD. Posteriormente, para restabelecer o peso de cada região, os resultados foram ponderados com os fatores descritos abaixo. A coleta de dados foi realizada utilizando-se o questionário elaborado de acordo com os objetivos da pesquisa. As entrevistas foram realizadas por uma equipe de entrevistadores devidamente treinada, supervisionada, com identificação do IBOPE Inteligência e de posse de uma carta elaborada pelo UNICEF, apresentada aos pais e/ou responsáveis, com explicações sobre os objetivos da pesquisa e solicitação de autorização para que o questionário pudesse ser respondido pelos adolescentes. Para garantir o controle de qualidade, 100% dos questionários foram submetidos a um teste eletrônico de consistência e coerência das respostas. Uma amostra de pelo menos 20% do material dos entrevistadores foi fiscalizado. As atividades da empresa responsável pela aplicação dos questionários são regidas por padrões éticos da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (ABEP) e da World Research Association (ESOMAR). Os procedimentos de pesquisa também estão em conformidade com a Norma Internacional de Qualidade em Pesquisa de Mercado e Opinião ISO e a Norma Internacional de Gestão de Qualidade ISO

7 Distribuição regional da Amostra Para o total da amostra, a margem de erro é de 2 pontos percentuais, considerando o intervalo de confiança de 95%. 7

8 Acesso à internet Para saber quantos adolescentes utilizam a internet no Brasil, esta pesquisa adotou o padrão estabelecido 5 por pesquisas nacionais e internacionais sobre o tema, que define como usuário aquele que GRUPO 1 Adolescentes que acessam a internet: inclui os que declaram ter acesso ao computador e à internet, tendo utilizado a rede pelo menos uma vez nos últimos três meses. Nesse grupo, a frequência de uso é bastante diversa e inclui tanto quem acessou a internet apenas uma vez nos últimos três meses, quanto quem o fez menos de uma vez por mês, mais de uma vez por mês, pelo menos uma vez por semana ou diariamente. Os subgrupos que integram o grupo 1 estão representados em azul no gráfico abaixo. utilizou a internet nos últimos 3 meses considerando o momento da entrevista. Segundo esse critério, o estudo nos permite identificar dois grupos: GRUPO 2 Adolescentes que não acessam a internet: inclui os que declararam não ter acesso a computador, não ter acesso à internet, e os que utilizaram a internet há mais de três meses. Neste grupo, estão 30% dos entrevistados, conforme demonstra a ilustração abaixo. Os subgrupos que integram o grupo 2 estão representados em vermelho no gráfico abaixo. Figura 1 Acesso à internet entre adolescentes. 5 É considerado usuário quem utilizou a Internet há menos de 3 meses em relação ao momento da entrevista, seguindo padrão das pesquisas internacionais da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e da Eurostat (Instituto de Estatísticas da Comissão Europeia). 8

9 De acordo com os resultados da pesquisa maioria absoluta dos adolescentes estarão incluídos na vida digital de acordo com estes critérios internacionais. No entanto, um número significativo de meninos e meninas estão excluídos deste grupo. Em números essa quantidade de adolescentes privados do mundo virtual representa ainda um grande desafio de inclusão e políticas públicas, uma vez que a quantidade de excluídos soma aproximadamente 30% dos adolescentes brasileiros 6. Figura 2 Acesso à internet em números 6 Para pesquisa os incluídos representam 70% dos entrevistados e os excluídos 30%. Este cálculo representa uma aproximação feita com base nos números obtidos na pesquisa - considerando o erro amostral e para a facilidade de compreensão e análise dos números - de forma a ilustrar de maneira mais realista a exclusão virtual. Para tal foram excluídos os adolescentes que não tiveram acesso a computador, os que tiveram acesso a computador mas não tiveram acesso a internet e também os que tiveram acesso a internet a mais de três meses anteriores a data da pesquisa. Este número é uma inferência aproximada, valida somente para o território nacional não podendo ser aplicada a regiões e estados uma vez que não foram utilizadas as ponderações necessárias para tal. Estes números, de acordo com os cálculos efetuados e a margem de erro considerada corresponde a intervalos entre 69% e 73% para os que estão incluídos e entre 27% e 31% para os excluídos. 9

10 Considerando que o Censo 2010 identificou que o Brasil conta com aproximadamente 21 milhões de adolescentes (entre 12 e 17 anos), pode-se inferir que o país tem hoje mais de 6 milhões de adolescentes sem acesso à internet. Os números absolutos dão uma dimensão mais real da exclusão e dos desafios para superá-la. Figura 3 Frequência do uso da internet por adolescentes que declararam utilizar a internet nos últimos três meses anteriores a pesquisa. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico inclui todos os entrevistados. As porcentagens deste gráfico são aproximadas. 10

11 No entanto, podemos ir um pouco além quando leva em consideração a frequência de uso e não somente o momento do último acesso. Com essa informação podemos apresentar uma visão mais qualificada da exclusão digital. Frequência de uso Entre os adolescentes que afirmaram ter acessado a internet nos últimos três meses anteriores à entrevista, a maioria (64%) faz uso da rede diariamente, 26% entra na internet uma vez por semana e 9% acessa a rede apenas um vez por mês ou menos. Para a maioria dos adolescentes, portanto, a internet é uma ferramenta de comunicação que faz parte de seu cotidiano, permitindo-lhes usufruir as possibilidades da vida online, estar em contato com outras pessoas, ter acesso a informações, bibliotecas virtuais e participar de debates sobre temas que interferem em sua vida. CONVITE AO DEBATE Quantos são afinal os adolescentes excluídos da internet? Por esta pesquisa, seguindo os padrões internacionais os adolescentes excluídos da internet somam aproximadamente 30%. No entanto, é importante ressaltar que mesmo entre estes, 9% acessam a Internet com frequência abaixo de uma vez por semana. É preciso questionar se estes meninos e meninas possuem uma vivência satisfatória dessa ferramenta, ou seja, se de fato possuem seu direito de acesso garantido. 11

12 Perfil da Exclusão Embora grande parte dos adolescentes brasileiros utilizam a internet como ferramenta cotidiana, isso não é verdade para todas as meninas e meninos do Brasil. A desigualdade que caracteriza o país também se traduz no acesso à internet, excluindo alguns grupos dependendo de suas características em relação a local de moradia, renda, cor e raça. Os adolescentes que já utilizaram o computador, mas não têm acesso à internet podem ser agrupados segundo as seguintes características: vivem majoritariamente na zona rural (17%), moram nas regiões norte (11%) e nordeste (11%) e pertencem a famílias de baixo poder aquisitivo, com renda e até 1 salário mínimo (18%) e pertencentes à classe D/E (25%). Tais característica são detalhadas nos gráficos ao lado. Figura 4: Perfil do não-acesso entre adolescentes 12

13 O UNICEF propõe, dessa forma, uma reflexão sobre o tema a partir de um olhar sobre desigualdades de oportunidades entre meninos e meninas que, embora estejam na mesma faixa etária, vivenciam adolescências diversas dependendo do local onde moram, da sua renda familiar e da cor de sua pele. Compreender essas diferenças é fundamental para propor políticas públicas que consigam responder às necessidades específicas dos grupos mais vulneráveis. Ao detalhar o perfil geral apresentado acima podemos perceber que os critérios de renda familiar e classe revelam as mais intensas distinções entre os adolescentes. Enquanto apenas 4% dos adolescentes de classe A/B não acessam a internet, esse número chega a 39,2% entre os de classe C e 66%% entre os de classe D/E. A mesma tendência pode ser observada quando considerado o critério de renda por salário mínimo: entre os adolescentes de famílias com renda de mais de 2 salários mínimos, apenas 10% não têm acesso à internet, enquanto essa porcentagem sobe para 29% entre os de família com renda de 1 a 2 salários mínimos e 52% entre os que têm renda de até 1 salário mínimo. Ou seja, quanto menor a renda da família, menos frequente é o uso da internet entre os adolescentes. Figura 5: Exclusão e inclusão por classe/renda. (Considera-se incluído, segundo os critérios internacionais aqui adotados, os que afirmam ter acessado a internet no três meses anteriores a esta pesquisa). Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico inclui todos os entrevistados. As porcentagens deste gráfico são aproximadas. 13

14 Quando se analisa os adolescentes em suas regiões de moradia, os que vivem na região centrooeste tem percentual de acesso de 85%, enquanto nas regiões norte e nordeste o percentual é de 66% e 62% respectivamente. Observa-se também que, enquanto 52% dos adolescentes que vivem no campo não têm acesso à internet, esse número é reduzido a 21,5%% entre os que vivem na cidade. Figura 6: Exclusão e Inclusão por região brasileira e setor de moradia. (Considera-se incluído, segundo os critérios internacionais aqui adotados, os que afirmam ter acessado a internet no três meses anteriores a esta pesquisa). Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico inclui todos os entrevistados. As porcentagens deste gráfico são aproximadas. 14

15 Quando avaliados pelo critério de cor/raça, observa-se uma inclusão maior em relação ao uso da internet por adolescentes que se autodeclaram brancos (79,5%), em comparação aos que se autodeclaram pretos (69,5%) ou pardos (70%). Da mesma forma, é também sutil a diferença de acesso à internet em relação ao critério de gênero. Um total de 71% de meninas têm acesso à internet, enquanto esse número chega a 74% de meninos. Figura 7: Acesso à internet por cor/raça. (Considera-se incluído, segundo os critérios internacionais aqui adotados, os que afirmam ter acessado a internet no três meses anteriores a esta pesquisa). Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico inclui todos os entrevistados. As porcentagens deste gráfico são aproximadas. Figura 8: Inclusão e exclusão à internet por gênero. (Considera-se incluído, segundo os critérios internacionais aqui adotados, os que afirmam ter acessado a internet no três meses anteriores a esta pesquisa) Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico inclui todos os entrevistados. As porcentagens deste gráfico são aproximadas. 15

16 Já a idade e a escolaridade trazem diferenças de acesso mais significativas: os adolescentes de idade mais avançada (entre 15 e 17 anos) utilizam a internet com maior frequência (78,5%) do que os que estão na faixa de 12 a 14 anos (67%). Da mesma forma, os entrevistados com maior nível de escolaridade também fazem maior uso da internet. Enquanto 44% dos que cursaram até a 4a série do ensino fundamental têm acesso à internet, essa porcentagem aumenta 26 pontos percentuais entre os que cursam da 5a a 8a série (70%) e 7 pontos percentuais entre os que estudam no ensino médio ou superior (86,5%). Figura 9: Inclusão e Exclusão por idade e escolaridade. (Considera-se incluído, segundo os critérios internacionais aqui adotados, os que afirmam ter acessado a internet no três meses anteriores a esta pesquisa). Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico inclui todos os entrevistados. As porcentagens deste gráfico são aproximadas. 16

17 Local de Acesso No geral, 69% dos entrevistados declaram acessar a internet de casa (sua ou de outra pessoa). Figura 10: Onde acessa com mais frequência. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico inclui todos os entrevistados. As porcentagens deste gráfico são aproximadas. 17

18 No entanto, quanto menor a renda das famílias, mais os adolescentes dependem de lanhouses ou outros locais de acesso. A consequência é que os que têm menos recursos acabam por pagar um valor de acesso (por minuto) mais alto do que o minuto de uma assinatura doméstica. O gráfico abaixo mostra que para os adolescentes das classes D/E, a importância da lanhouse supera a dos acessos domésticos e a escola passa a ser mais relevante do que nos demais grupos socioeconômicos. Figura 11: Onde acessa por Critério Brasil. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico inclui todos os entrevistados. As porcentagens deste gráfico são aproximadas. CONVITE AO DEBATE Que políticas públicas favorecem o acesso a internet? Pelos dados acima expostos pode-se notar dois fatores importantes que merecem atenção: a) São os adolescentes de famílias com menor renda que arcam com o acesso mais caro à internet uma vez que dependem das lanhouses. b) Escolas e centros públicos de acesso gratuito à internet ainda não representam garantia de acesso àqueles que não têm como pagar. 18

19 Vida Online Com a finalidade de promover um uso positivo da internet, esta pesquisa buscou analisar como os adolescentes costumam utilizá-la, identificando quais as suas motivações, usos e tendências de comportamento. Nesta área dividimos nossa análise em 5 partes: a) Atividades online b) Ferramentas mais utilizadas c) Redes Sociais d) Diversão online e) Busca de informações Em geral, os adolescentes equilibram o uso da internet entre comunicação, informação e entretenimento, utilizando-a para manter contato com amigos nas redes sociais, fazer pesquisa para trabalhos escolares e participar de jogos online. A vida online dos adolescentes brasileiros é, portanto muito variada. Percebe-se pelos resultados da pesquisa que a internet é fonte de muitas alternativas na vida dos adolescentes que possuem acesso. Esta constatação reforça ainda mais a necessidade de assegurar a inclusão dos adolescentes neste universa como forma de ampliar seu repertório de aprendizagens e vivências, com o cuidado de fazêlo de forma segura e protegida. Atividades Online Entre os adolescentes brasileiros que afirmam ter acessado à internet nos últimos 3 meses a maioria declara utilizá-la majoritariamente em busca de diversão (75%), para se comunicar com os amigos (66%), fazer trabalhos escolares (61%) e utilizar serviço de busca de informações (40%). Figura 12: Atividades online Obs: As porcentagens acima se referem somente aos adolescentes que afirmam ter utilizado a internet nos últimos 3 meses. Trata-se de questão que permite o assinalar de múltiplas respostas e por tanto o valor final excede 100%. 19

20 CONVITE AO DEBATE É na oposição entre diversão e informação que podemos notar uma das maiores diferenças de comportamento entre gêneros. Os meninos afirmam com mais frequência as atividade de diversão (participar de jogos online, assistir a filmes e vídeos, assistir a TV online e fazer downloads). Já entre as meninas é mais frequente as atividades de informação e educação (ler jornais e revistas, ouvir rádio, atualizar fotoblogs e buscar informações para trabalhos escolares). Esta diferença de uso representa alguma característica de gênero? DIVERSÃO INFORMAÇÃO 20

21 Ferramentas mais usadas De acordo com os adolescentes entrevistados não chega a ser expressivo o uso de ferramentas para produção de conteúdo como blogs (10%), microblog (19%), fóruns e listas de discussão (5%). Também é relativamente baixo (12%) o uso de Skype, cujo bom funcionamento depende da disponibilidade de internet em alta velocidade. De acordo com os adolescentes entrevistados não chega a ser expressivo o uso de ferramentas para produção de conteúdo como blogs (10%), microblog (19%), fóruns e listas de discussão (5%). Também é relativamente baixo (12%) o uso de Skype, cujo bom funcionamento depende da disponibilidade de internet em alta velocidade. CONVITE AO DEBATE É possível estimular os adolescentes como produtores de conteúdo? Pelos resultados da pesquisa as ferramentas que dependem de uma atividade autoral mais intensa são pouco utilizadas pelos adolescentes. Um dos desafios da inclusão é estimular os adolescentes não somente ao acesso mas também a produção de conteúdo. Isso significa mostrar que é possível ir além da consulta e do bate papo e partir para a produção de ideias. Figura 13: Ferramentas mais usadas Obs: As porcentagens acima se referem somente aos adolescentes que afirmam ter utilizado a internet nos últimos 3 meses. Trata-se de questão que permite o assinalar de múltiplas respostas e por tanto o valor final excede 100% 21

22 Quanto ao local de moradia, os adolescentes que vivem nas áreas urbanas demonstram utilizar com maior frequência as ferramentas da Internet, com exceção dos fóruns, que apresenta baixo índice de adesão tanto nas cidades como na área rural. Figura 14: Uso de ferramentas por setor de moradia Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 22

23 Não há uma diferença expressiva de gênero com relação à escolha das ferramentas. No geral, as meninas tendem a fazer um uso mais frequente das ferramentas que os meninos. Figura 15: Uso de ferramentas por gênero. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 23

24 Da mesma forma, os tipos de ferramentas utilizadas não variam muito com relação à região onde vivem os adolescentes, com exceção da região Sul, onde os entrevistados invertem uma tendência nacional de utilizar mais s do que mensagens instantâneas. No caso da região sul 67% afirma utilizar as mensagens instantâneas enquanto 58% costumam utilizar o . Como mostram os gráficos abaixo, quanto mais idade e escolaridade os adolescentes tem, mais eles utilizam as ferramentas da internet. No entanto, os sites de relacionamento permanecem a ferramenta preferida dos adolescentes em todas faixas etárias e em todas as faixas de escolaridade. As diferenças porcentagens de acordo com a idade podem ser explicadas tanto pela complexidade no uso, caso das ferramentas de voz, quanto pela necessidade de maior grau de leitura e compreensão de textos, caso dos blogs. Figura 16: Uso de ferramentas por idade Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 24

25 Figura 17: Uso de ferramentas por escolaridade Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 25

26 Os gráficos abaixo mostram que quanto menor a renda dos adolescentes, menor é a frequência declarada de uso das ferramentas da internet. Figura 18: Uso das ferramentas por renda em salários mínimos. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. Figura 19: Uso das ferramentas por renda segundo o Critério Brasil. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 26

27 CONVITE AO DEBATE Os adolescentes e as redes sociais. Redes Sociais Com alto potencial de interação, 85% dos adolescentes que utilizam a internet possuem perfil nas redes sociais. A plataforma mais utilizada é o Facebook (92%), seguida pelo Orkut (5%). A predominância do O uso das redes sociais aumenta proporcionalmente à idade, enquanto 75% dos Detalhamento Facebook é menor em áreas rurais (88% Facebook e 10% Orkut) e nas classes D/E (81% Facebook e 18% Orkut). O uso do Twitter é praticamente nulo entre os entrevistados. adolescentes de 12 anos afirmam ter um perfil, este número salta 90% entre os que têm de 15 a 17 anos. Uma vez constatada a presença maciça dos adolescentes nas redes sociais, será possível pensar nestes ambientes como um fórum privilegiado de contato com essa parcela dos meninos e meninas do Brasil? Sem esquecer que existe uma parcela de adolescentes excluídos do meio, não se pode deixar de notarque este ambiente propicia interatividade e possibilidades de informação e educação, desde que o adolescente tenha a possibilidade de fazer uso crítico e criativo deste espaço. O mesmo quadro se repete quanto a escolaridade 72% dos adolescentes que cursam até a 4a. Série do fundamental afirmam possuir um Figura 20: Uso das redes sociais por idade. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. perfil em alguma rede social enquanto 92% afirma o mesmo entre os que estão no ensino médio e superior incompleto. Figura 21: Figura 20: Uso das redes sociais por escolaridade. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 27

28 Uma progressão semelhante pode ser vista quando se segmenta os adolescentes por renda e critério Brasil. Nos gráficos abaixo é possível perceber que os adolescentes de mais baixa renda estão menos integrados as redes sociais e, portanto, menos conectados aos sistemas de troca de informação que estas redes possibilitam. Figura 22: Uso das redes sociais por renda em salários mínimos. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 23: Uso das redes sociais por renda segundo o Critério Brasil. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 28

29 Embora os moradores da zona rural utilizem as redes sociais em menor frequência dos que os da zona urbana, seu percentual de uso é expressivo nas duas áreas: 87% no meio urbano e 74% no meio rural. Figura 24: Uso das redes sociais por setor de moradia. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Todas as regiões do Brasil são marcados por um alto uso das redes sociais (acima de 80%). É importante notar no gráfico abaixo que os adolescentes do sudeste e do nordeste afirmam ter perfil em redes com mais frequência que as demais regiões. Figura 25: Uso das redes sociais por região. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 29

30 Diversão Entre as atividades de entretenimento, participar de jogos online é a opção mais citada entre os entrevistados (69%), seguida de assistir a filmes ou vídeos online (67%) e baixar (fazer download de filmes, músicas, jogos e programas (56%). Figura 26: Principais diversões. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 30

31 Os jogos online são utilizados em proporções muito similares por adolescentes de todos os níveis de renda (70% classe A/B, 70% classe C e 68% classe D/E). De todas os demais itens pesquisados os jogos Detalhamento parecem os de acesso mais geral superando inclusive as diferenças de classe e renda que ao longo desta pesquisa se mostraram horizontais em segmentar o comportamento dos adolescentes brasileiros. Figura 27: Diversão por renda segundo o Critério Brasil. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. CONVITE AO DEBATE Pelos resultados da pesquisa os jogos online são uma das atividades mais comuns entre todos os adolescentes brasileiros com acesso próximo a 70% dos adolescentes. Soma-se a isso o fato de que esta atividade supera barreiras como classe, região e local de moradia. Diante desse quadro nos questionamos: É possível pensar na relação entre jogos e direitos sociais e, assim como as redes sociais, se tornarem veículos ou fóruns de debate/educação? 31

32 O uso de jogos, no entanto, diminui com o avanço da idade e da escolaridade, ao contrário das demais formas de diversão, que aumentam quanto mais idade e escolaridade os adolescentes têm. Figura 28: Diversão por idade. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 32

33 Figura 29: Diversão por escolaridade. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 33

34 Busca de informações Buscar informações se constitui como um dos principais usos da internet. Procuramos ao longo da pesquisa identificar quais as principais informações que atraem os adolescentes e percebemos que a maioria absoluta (80%) dizem procurar informações para fazer os trabalhos escolares. O segundo tema mais pesquisado pelos adolescentes é o entretenimento (70%), seguido de serviços de tradução (47%) e produtos e serviços (40%). Figura 30: Busca de informações. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 34

35 Quem vive nas cidades utiliza os serviços de busca com mais frequência. A maior diferença aparece diante da procura de informações sobre produtos e serviços (28% na zona rural e 46% na zona urbana). Figura 31: Busca de informações por setor de moradia. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 35

36 Quanto mais velhos os adolescentes, maior é a utilização da internet como fonte de informações. A variação de interesse segundo a idade dos entrevistados é mais nítida com relação aos produtos serviços e currículos, tendo em vista que os adolescentes mais velhos estão mais preocupados com questões relacionadas a trabalho e emprego. Figura 32: Busca de informações por idade. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 36

37 Rede social e segurança Fonte de oportunidades, mas também vulnerabilidade, a internet apresenta situações que demandam certo nível de conhecimento para que sejam aproveitadas em seu potencial. Se por um lado, um maior acesso à internet representa maior exposição às ameaças, só com a prática é possível garantir o desenvolvimento de certas habilidades que garantem um uso seguro e responsável entre os adolescentes. Os grupos que não têm acesso regular à internet, como é o caso dos que vivem na zona rural, os que têm menor nível de escolaridade e os de baixa renda, acabam fazendo menor uso de ferramentas de bloqueio e privacidade nas redes sociais. Essa desigualdade indica uma demanda por ações que contribuam para fortalecer a capacidade dos diversos adolescentes para que usufruam da internet de forma positiva. Os dados também ressaltam a importância dos mediadores, que podem ser irmãos ou amigos mais experientes, pais ou professores, entre outros, para que os adolescentes mais novos aprendam a navegar com segurança. Onde estou Em geral, entre os adolescentes que afirmam já acessar a Internet, é incomum a exposição de sua localização quando utilizam as redes sociais. Isso ocorre mesmo considerando que atualmente há aplicativos que, se ativados, informam automaticamente onde estão os usuários. A maioria dos entrevistados (65%) afirma que nunca oferecem esta informação e 24% só dizem onde estão diante de certas condições. Apenas 10% dos entrevistados afirmam que sempre indicam sua localização quando usam as redes sociais. Entretanto, esse comportamento não é homogêneo entre as regiões brasileiras. Enquanto apenas 7% dos adolescentes da região Sul sempre informam a sua localização, este número sobe para 22% na região Norte. Figura 33: Adolescentes que informam sua localização. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 37

38 Detalhamento Como dito anteriormente, se consideradas as regiões do Brasil é perceptível que a região Norte apresenta maior recorrência deste comportamento de informar sua localização enquanto as regiões Sul e Sudeste são as que apresentam os menores níveis de exposição. Diferenças também são visíveis ao se segmentar os adolescentes por idade. Na faixa entre 12 e 14 anos 9% declaram sempre a sua localização e esse número aumenta para 11% entre os de 15 a 17 anos. Figura 34: Adolescentes que sempre informam a sua localização por região. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 35: Adolescentes que sempre informam a localização por idade. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 38

39 Os meninos e meninas que residem em áreas rurais declaram sua localização com mais frequência (13%) do que os moram em zonas urbanas (10%) quando se encontram online nas redes sociais. Figura 36: Adolescentes que sempre informam a localização por setor de moradia. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 37: Adolescentes que sempre informam a localização por renda em salários mínimos. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 39

40 Telefone Em geral, os adolescentes têm mais cuidado com a divulgação do número de telefone do que com a sua localização em redes sociais. A maioria dos entrevistados (75%) afirma que nunca divulgam o seu número de telefone em seus perfis. Sob algumas condições (quando confiam ou são solicitados),15% libera esta informação e apenas 10% dos adolescentes sempre adicionam o telefone ao seu perfil. Figura 38: Adolescentes que informam o telefone Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 40

41 Detalhamento Os mais jovens costumam divulgar o telefone em maior frequência: 13% dos que têm entre 12 e 14 anos sempre disponibilizam esta informação, enquanto isso acontece com 7% dos que têm entre 15 e 17 anos. A escolaridade também é um fator importante neste caso. Enquanto 12% dos que estudaram até a 4a série sempre disponibilizam o telefone, isso acontece com 10% dos que estudaram da 5a à 8a série e 4% dos que estão no ensino médio ou superior. Os meninos (12%) sempre divulgam o telefone em proporção um pouco maior que as meninas (9%). Há pouca variação em relação ao setor de moradia, embora na zona rural (12%), costuma-se divulgar o telefone de maneira mais frequente do que na zona urbana (10%). Figura 39: Adolescentes que sempre informam o telefone por idade. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 40: Adolescentes que sempre informam o telefone por escolaridade. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 41: Adolescentes que sempre informam o telefone por gênero. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 41

42 Os mais jovens costumam divulgar o telefone em maior frequência: 13% dos que têm entre 12 e 14 anos sempre disponibilizam esta informação, enquanto isso acontece com 7% dos que têm entre 15 e 17 anos. Figura 42: Adolescentes que sempre informam o telefone por setor de moradia. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 43: Adolescentes que sempre informam o telefone por região. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 42

43 Endereço Em geral, entre os adolescentes que possuem perfil nas redes sociais, é reduzido (5%) o número de adolescentes que sempre informam o seu endereço nas redes sociais. Esta prática é mais comum entre adolescentes da região Norte (13%) e das classes D/E (11%), conforme indicam os gráficos a seguir. Figura 44: Adolescentes que informam o seu endereço nas redes sociais. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 43

44 Detalhamento Como pode ser visto no gráfico a abaixo, é na Região Norte em que os adolescentes mais declaram seu endereço e nas Regiões Sudeste (4%) e na Sul 6% em que eles menos afirmam possuir esta prática nas redes sociais. Figura 45: Adolescentes que sempre informam o endereço por região. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. A prática de postar sistematicamente o endereço online é mais frequente entre os jovens de baixa renda. No gráfico abaixo podemos notar que os meninos e meninas de classe D/E declaram seus endereços online (11%) em número significativamente superior do que os de classe A/B (6%) e C (4%). Figura 46: Adolescentes que sempre informam o endereço por renda segundo o Critério Brasil. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 44

45 Adicionar desconhecidos Entre os hábitos dos adolescentes nas redes sociais analisados por esta pesquisa que podem representar alguma vulnerabilidade para os adolescentes destaca-se a porcentagem dos que afirmam adicionar pessoas desconhecidas em seu perfil: 21% dos entrevistados incluem desconhecidos em suas redes, sendo que 33% dos adolescentes o fazem dentro de determinadas condições. Figura 47: Adolescentes que adicionam desconhecidos nas redes sociais. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 45

46 Detalhamento Em relação a este possível comportamento, os meninos (23%) tendem a adicionar desconhecidos com maior frequência do que as meninas (18%). A prática também é significativamente mais comum entre os adolescentes que vivem em zonas rurais (31%) dos que moram em zonas urbana (19%). Seguindo a tendência dos outros itens que poderiam representar vulnerabilidade, a prática de incluir pessoas desconhecidas é bem mais comum entre adolescentes da região Norte (31%), seguido da região Nordeste (27%). Figura 48: Adolescentes que sempre adicionam desconhecidos por gênero. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 49: Adolescentes que sempre adicionam desconhecidos por setor de moradia. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 50: Adolescentes que sempre adicionam desconhecidos por região. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 46

47 Neste item, o número de adolescentes que adicionam pessoas desconhecidas é maior entre os entrevistados mais velhos (22% entre os de anos) do que entre os mais novos (18% entre os de anos). Figura 51: Adolescentes que sempre adicionam desconhecidos por idade. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Segundo os critérios de renda e classe, a pesquisa indica que os adolescentes de menor poder aquisitivo apresentam maiores índices de vulnerabilidade em seu comportamento. Como indica o gráfico abaixo: Figura 52: Adolescentes que sempre adicionam desconhecidos por renda segundo o Critério Brasil. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 47

48 Encontro com quem conheceu online Embora a maioria dos adolescentes que possuem perfil em redes sociais (61%) não tenha o costume de encontrar as pessoas que conhecem via redes sociais, é relativamente alta (39%) a porcentagem dos entrevistados que já vivenciaram essa experiência. Os encontros são mais comuns entre os meninos (48%) do que entre as meninas (31%) e são mais recorrentes nas cidades (40%) do que na zona rural (31%). Figura 53: Já se encontrou com alguém que conheceu online. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 48

49 Detalhamento Assim como acontece com o hábito de adicionar alguém desconhecido em suas redes sociais, o encontro com pessoas que conhece apenas via internet é mais comum entre os adolescentes em idade mais avançada e que já estão no ensino médio. Entre os que estão cursando o ensino médio ou nível superior, a porcentagem chega a 44%. E entre os que estão na 5ª à 8ª série, 36%. Como demonstram os gráficos abaixo: Figura 54: Já se encontrou com alguém que conheceu online por idade. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 55: Já se encontrou com alguém que conheceu online por escolaridade. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 49

50 A prática de encontros é mais comum no Norte (46%) do que nas outras regiões do País: 42% no Nordeste, 38% no Sudeste, 35% no Centro-Oeste e 32% no Sul. Figura 56: Já se encontrou com quem conheceu online por região Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 50

51 Em relação a gênero podemos perceber de acordo com as respostas dos adolescentes consultados que os meninos são mais recorrentes em encontros com pessoas que conheceram online. Figura 57: Já se encontrou com quem conheceu online por gênero. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Ao contrário das questões anteriores os meninos e meninas que vivem em zonas urbanas apresentam uma maior incidência de encontros com pessoas conhecidas online do que os que vivem em ambiente rural. Figura 58: Já se encontrou com alguém que conheceu online por setor de moradia. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 51

52 Restrição de acesso Para compreender a capacidade técnica de manipulação das ferramentas de segurança da internet e o seu uso efetivo entre os adolescentes, esta pesquisa incluiu perguntas sobre o bloqueio de conteúdos ou pessoas nas redes sociais. Praticamente metade dos entrevistados que possuem perfil nas redes sociais (47%) conhecem e já utilizaram a ferramenta de bloqueio de grupos. 19% afirmam que sempre recorrem a tal possibilidade, enquanto 28% o fazem de maneira eventual. No entanto, quase a metade dos adolescentes declaram nunca ter utilizado esta ferramenta, o que significa suas postagens podem ser visualizados por qualquer pessoa. Figura 59: Adolescentes que bloqueiam conteúdo nas redes sociais. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 52

53 Detalhamento Os meninos tendem a bloquear menos suas postagens do que as meninas. Mais da metade deles (54%) nunca bloqueiam informações, enquanto isso acontece com 44% das meninas. Figura 60: Adolescentes que nunca bloqueiam conteúdo nas redes sociais. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Os que moram nas cidades utilizam as ferramentas de bloqueio com menos frequência do que os adolescentes da zona rural: 50% dos entrevistados da zona urbana nunca bloqueiam conteúdo, enquanto isso acontece com 42% dos da zona rural. Figura 61: Adolescentes que nunca bloqueiam conteúdo por setor de moradia. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 53

54 Quanto menor a escolaridade, mais exposta está a vida virtual dos adolescentes nas redes sociais. Entre os que afirmam que nunca bloqueiam informações, 63% estudam até a 4ª série, 51% são de 5ª à 8ª série e 44% no ensino médio ou superior. Nas regiões Norte (53%)e Sudeste (56%), os adolescentes bloqueiam menos o conteúdo de suas postagens nas redes sociais do que os do 44% no Nordeste, 43% no Sul e 41% no Centro-Oeste. Não há variação significativa nos cruzamentos de renda. O Critério Brasil, por exemplo, não indica qualquer diferença relevante de comportamento independente da classe social. Este item é um dos poucos ao longo da pesquisa em que o critério econômico não gerou diferença entre os pesquisados. Figura 62: Adolescentes que nunca bloqueiam conteúdo por faixa etária. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 64: Adolescentes que nunca bloqueiam conteúdo por região. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 63: Adolescentes que nunca bloqueiam conteúdo por escolaridade. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 65: Adolescentes que nunca bloqueiam conteúdo por renda segundo o Critério Brasil. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 54

55 Bloqueio de pessoas nas redes sociais Metade dos entrevistados já utilizou a ferramenta de bloquear certas pessoas de suas redes sociais. Isso mostra que apenas metade dos entrevistados já se sentiu compelido a excluir, temporária ou definitivamente, alguém de seus contatos nas redes sociais. Figura 66: Adolescentes que já bloquearam pessoas nas redes sociais. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 55

56 Detalhamento Quanto mais jovens e menos escolarizados, mais frequente é o uso das ferramentas de bloqueio de pessoas nas redes sociais. Entre os de 12 a 14 anos, 57% já utilizaram o bloqueio, enquanto o mesmo ocorre entre 43% dos que têm entre 15 e 17 anos. Figura 67: Adolescentes que já bloquearam pessoas nas redes sociais por idade. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. O comportamento dos adolescentes neste item, quando segmentados por região do Brasil, apresentam um padrão próximo. A exceção a este padrão ocorre na região Centro-Oeste onde menos adolescentes afirmam ter bloqueado pessoas nas redes sociais do que nas demais regiões. Figura 68: Adolescentes que já bloquearam pessoas nas redes sociais por região. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 56

57 As meninas costumam bloquear mais frequentemente do que os meninos. Entre os que já bloquearam, 51% são meninas e 47%, meninos. Figura 69: Adolescentes que já bloquearam pessoas nas redes sociais por gênero. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. É no ambiente urbano que os adolescentes costumam utilizar a ferramenta de bloqueio de pessoas com mais frequência: 52%. O mesmo ocorre com somente 41% dos adolescentes que vivem na zona rural. Figura 70: Adolescentes que já bloquearam pessoas nas redes sociais por setor de moradia. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 57

58 Com o avanço da renda dos adolescentes, aumenta também a frequência de uso do bloqueio de usuários. 54% dos adolescentes cuja família ganha acima de 2 salários mínimos já bloquearam pessoas em suas redes sociais, enquanto isso acontece com 51% dos que têm famílias com renda entre 1 a 2 salários mínimos e 51% dos que têm famílias com renda até 1 salário mínimo. A medida pelo Critério Brasil confirma a tendência: entre os entrevistados de classe A/B, 54% já utilizou a ferramenta, enquanto isso acontece com 52% dos que estão na classe C e 36% dos que estão na classe D/E. Figura 71: Adolescentes que já bloquearam pessoas nas redes sociais por renda em salários mínimos. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 58

59 Os adolescentes negros (que na pesquisa se identificaram como pretos) afirmam bloquear pessoas nas redes sociais com frequência ligeiramente maior que os demais entrevistados. Enquanto 55% dos que se declararam pretos já utilizaram essa ferramenta, isso acontece com 48% dos que se declaram pardos e 52% dos que se declaram brancos. Figura 72: Adolescentes que já bloquearam pessoas nas redes sociais por renda segundo o Critério Brasil. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 73: Adolescentes que já bloquearam pessoas nas redes sociais por cor/raça. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 59

60 Por que bloquear as pessoas nas redes sociais? A principal motivação dos adolescentes para bloquear as pessoas de suas redes sociais é o fato de não gostar da pessoa (40%), seguido de não querer que a pessoa tenha acesso ao seu perfil (30%). A terceira motivação mais frequente é não gostar do que a pessoa publicou para ou sobre o adolescente (29%). Também são bloqueadas pessoas que os adolescentes não conhecem (24%). Um total de 4% bloqueiam pessoas por terem se sentido ameaçado ou ficado com medo. Figura 74: Motivos para bloquear pessoas nas redes sociais. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 60

61 Exibição de imagens É bem mais comum postar fotos (66%) do que vídeos (23%) na internet. Entre os que disponibilizam fotos, 91% incluem imagens de sua vida pessoal, em que aparecem familiares, sua casa ou o próprio adolescente. No caso dos vídeos 68% dos que postam incluem cenas da vida pessoal. FOTOS VÍDEOS Figura 75: Adolescentes que disponibilizam fotos na internet Figura 77: Disponibiliza vídeos nas internet Figura 76: Adolescentes que disponibilizam fotos com imagens pessoais Figura 78: Disponibiliza vídeos com imagens pessoais Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 61

62 Detalhamento As meninas (94%) costumam exibir fotos pessoais com mais frequência do que os meninos (88%). Figura 79: Adolescentes que disponibilizam fotos com imagens pessoais por gênero. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Entre as regiões brasileiras o Norte (93%), Sudeste (94%) e Sul (92%) se destacam por maior exibição de fotos pessoais, em comparação com as regiões Nordeste (89%) e Centro-Oeste (86%). Figura 80: Disponibiliza fotos com imagens pessoais por região. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 62

63 Os adolescentes de famílias de maior poder aquisitivo costumam disponibilizar mais fotos pessoais: o índice chega a 92% entre os de classe A/B, 93% na classe C e 82% entre os de classe D/E. O dado de renda por salários mínimos comprova a tendência: 94% entre os de família com mais de 2 salários mínimos postam imagens pessoais, enquanto isso acontece em 92% entre os de família que recebem de 1 a 2 salários mínimos e 88% entre os de famílias que ganham até 1 salário mínimo. Figura 81: Disponibiliza fotos com imagens pessoais por renda segundo o Critério Brasil Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 82: Disponibiliza fotos com imagens pessoais por renda em salários mínimos. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 63

64 Acesso a conteúdo sexual Entre os entrevistados,19% afirmam já terem acessado sites com conteúdo sexual, restrito a menores de 18 anos. Vale lembrar que a metodologia de pesquisa permitia a presença dos pais durante as entrevistas, o que pode ter influenciado nas respostas referentes a esta questão. Figura 83: Adolescentes que já entraram em site com conteúdo sexual. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 64

65 Detalhamento Quanto mais jovens os adolescentes, menor é o acesso a sites com conteúdo sexual. Enquanto 88% dos que tem entre 12 e 14 anos afirmam que nunca entraram em sites com esse conteúdo, isso acontece com 74% dos que tem entre 15 e 17 anos. Quanto maior a escolaridade, maior é o acesso aos sites com esse tipo de conteúdo: enquanto 86% do que estudam até a 4a. Série afirmam nunca ter acessado sites com conteúdo sexual, o mesmo acontece com 84% do que estudam da 5a. à 8a. série e 73% dos que estão no ensino médio ou superior. Não há variação em relação ao local de moradia, 80% tanto dos moradores das zonas rurais ou urbanas, afirmam nunca ter entrado em site de conteúdo sexual. Já a diferença em relação ao perfil de gênero é bastante significativa: enquanto 92% das meninas afirmam nunca ter entrado em sites de conteúdo sexual esse número cai para 69% entre os meninos. Figura 85: Adolescentes que nunca acessaram conteúdo sexual na internet por escolaridade Figura 84: Adolescentes que nunca acessaram conteúdo sexual na internet por idade. Figura 86: Adolescentes que nunca acessaram conteúdo sexual na internet por gênero Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 65

66 Discriminação Os adolescentes que afirmam já ter contato com a internet, quando perguntados se já se sentiram discriminados independente do ambiente, 14% dos entrevistados declaram que sim. Já especificamente no ambiente online, esse número é reduzido para 6%. Não há variação significativa em relação à segmentação do público, quando perguntados se já se sentiram discriminados. Quando o dado da discriminação racial é recortado por cor/raça, fica claro que são os adolescentes negros que mais sofreram discriminação racial online (46%). Figura 87: Adolescentes que já se sentiram discriminados. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 88: Adolescentes que já se sentiram discriminados na vida online e offline por cor/raça. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 66

67 Na vida offline, a porcentagem dos que já se sentiram alvo de preconceito varia entre 12% a 16%. Na vida online, a porcentagem vai de 2% a 8%. Vale lembrar que não perceber a discriminação não necessariamente significa que ela não aconteça, mas no que é possível extrair dos questionários, uma minoria sente-se discriminada. Figura 89: Adolescentes que já se sentiram discriminados na vida offline (azul) e online (vermelho) Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 67

68 Entre as formas de discriminação que os adolescentes alegam terem sofrido na internet, as mais frequentes são: por ser jovem (25%), por ser pobre (14%), por ser negro (13%) e pelas roupas que usam (11%). Apesar do baixo número de respondentes que afirmam ter sido vítima de discriminação em sua vida online, quando relacionamos estes com a autodeclaração de cor/raça percebemos que os adolescentes que se declaram pretos ou pardos afirmam com mais frequência terem sido vítimas de preconceito. Figura 90: Formas de discriminação sentidas por adolescentes na internet. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 91: Adolescentes que já sofreram discriminação racial por cor/raça. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 68

69 Reação à discriminação Os adolescentes que afirmam já ter presenciado um ato de discriminação, foram questionados sobre a reação tiveram em relação em tais situações. Percebese uma diferença de atitude entre meninos e meninas. Entre os meninos, 55% declaram não ter tomado nenhuma atitude diante da discriminação, enquanto esse número reduz-se para 35% entre as meninas. A porcentagem de denúncias também é maior entre as meninas (17%) do que os meninos (7%). A reação mais comum é bloquear/excluir o agente da denúncia (32%). Figura 92: Reação à discriminação na internet por gênero. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 69

70 Situações incômodas Os entrevistados foram perguntados se já presenciaram situações incômodas na internet. As respostas foram as seguintes: 14% já viu alguém ser abordado insistentemente por pessoa desconhecida; 10% já viu alguém ser abordado com conteúdo sexual ou pornográfico; 27% já viu alguém ser discriminado por causa de sua raça/cor e 22% já viu alguém ser desrespeitado por gostar de alguém do mesmo sexo. Figura 93: Adolescentes que já presenciaram abordagens insistentes na internet Figura 95: Adolescentes que já viram alguém ser abordado com conteúdo sexual ou pornográfico na internet Figura 94: Adolescentes que já viram alguém ser discriminado por causa da sua raça/cor na internet Figura 96: Adolescentes que já viram alguém ser desrespeitado por gostar de alguém do mesmo sexo na internet Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 70

71 Todas essas formas de desrespeito e discriminação foram testemunhadas com maior frequência por adolescentes negros, em comparação com a média dos adolescentes: 17% presenciou abordagens insistentes; 13% abordagem sexual; 30% discriminação racial e 25% desrespeito pela opção sexual. Figura 97: Adolescentes que viram situações de desrespeito e discriminação na internet, por cor/raça. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 71

72 Reação Ao presenciar situações de discriminação, metade dos entrevistados (50%) ignora o episódio e a outra metade toma as seguintes atitudes: conversar com a pessoa sobre a situação (20%), aconselhar a pessoa a tomar alguma medida (11%), bloquear a pessoa da sua lista de contatos (9%). Figura 98: Reação dos adolescentes que testemunharam situações de discriminação e desrespeito na internet. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 72

73 Participação em atos negativos na internet Uma minoria dos adolescentes afirmam já terem sido convidados a atuar de maneira desrespeitosa na internet. Dos 7% que foram convidados a abordar insistentemente uma pessoa que não conhecia, 18% o fizeram. Dos 5% que foram convidados a praticar atos de discriminação racial na internet, 7% o fizeram. Figura 99: Adolescentes convidados a abordar insistentemente alguém na internet. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Figura 100: Adolescentes convidados a praticar atos de discriminação racial na internet. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 73

74 Entre os adolescentes pesquisados 3% afirmam que foram convidados a abordar alguém com conteúdo sexual, dos quais 4% declaram ter de fato participado. E 5% dos adolescentes afirmam já terem sido convidados a discriminar uma pessoa na internet por gostar de alguém do mesmo sexo. Desses, 9% afirmam ter participado. Também é reduzido a 11% o número de adolescentes que afirmam que já invadiram o computador de alguém para acessar conteúdo privado ou confidencial. Os principais motivos alegados para acessar dados confidenciais de outras pessoas na internet foram: saber informações sobre essa outra pessoa (60%), buscar fotos ou documentos da pessoa (12%) e postar conteúdo como se fosse a pessoa (9%). Figura 102: Adolescentes que foram convidados a discriminar uma pessoa na internet por gostar de alguém do mesmo sexo Figura 101: Adolescentes convidados a abordar alguém com conteúdo sexual Figura 103: Adolescentes que já acessaram informações privadas ou confidenciais de outras pessoas na internet Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 74

75 Figura 104: Motivos alegados por adolescentes para acessar informações privadas de outras pessoas na internet. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. Também é reduzido o número de adolescentes que afirmam já aterem utilizado um perfil falso nas redes sociais (8%), jogos online (9%) ou (4%). Figura 105: Adolescentes que já adotaram perfil falso na internet. Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que afirmam ter perfil nas redes sociais. 75

76 Controle Quando perguntados se seus pais acompanham o que acessam na internet, os adolescentes se dividem. Enquanto 54% afirma ter algum tipo de acompanhamento 46% declara não ter nenhuma forma de controle por parte de seus pais. Figura 106: Adolescentes cujos pais controlam o que acessam na internet. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 76

77 Detalhamento O controle é um pouco maior em relação à meninas (55%) do que aos meninos (52%). Na área urbana, o controle dos pais sobre o que os adolescentes acessam na internet é mais frequente (55%) do que na área rural (43%). Quanto mais velhos os adolescentes, menor é o controle parental sobre o que acessam na internet: enquanto 64% dos que têm entre 12 e 14 anos relatam ter controle dos pais, essa porcentagem se reduz a 45% entre os de 15 a 17 anos. Figura 107: Adolescentes cujos pais controlam o que acessam na internet, por gênero Figura 108: Adolescentes cujos pais controlam o que acessam na internet por setor de moradia Obs: O universo de adolescentes considerado nestes gráficos refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. Figura 109: Adolescentes cujos pais controlam o que acessam na internet por idade 77

78 Quanto maior a renda das famílias dos adolescentes, maior é o controle parental em relação ao que acessam na internet: enquanto 55% dos de família com renda acima de 2 salários mínimos têm controle dos pais sobre o que acessam, isso é verdade para 52% dos de família com renda de 1 a 2 salários mínimos e 45% dos de família com renda até 1 salário mínimo. O dado por Critério Brasil confirma esta tendência: enquanto 58% dos adolescentes da classe A/B recebem algum tipo de controle sobre o que fazem na internet, isso acontece com 53% dos entrevistados da classe C e 43% dos da classe D/E. Figura 110: Adolescentes cujos pais controlam o que acessam na internet por renda em salários mínimos. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. Figura 111: Adolescentes cujos pais controlam o que acessam na internet por renda segundo o Critério Brasil. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 78

79 Adolescentes das regiões Sul (59%), Centro- Oeste (56%) e Nordeste (57%) são mais controlados pelos pais em comparação às regiões Sudeste (50%) e Norte (49%). O acompanhamento acontece, na maioria das vezes (54%) por meio de conversa, mas em 43% dos casos, os pais ficam por perto quando os adolescentes estão usando a internet. Um número menor de pais (28%) confere o histórico das páginas em que o adolescente entrou. Figura 112: Adolescentes cujos pais controlam o que acessam na internet por região. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. Figura 113: Como os pais controlam o que os adolescentes acessam na internet. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 79

80 Autocensura Por medo das conseqüências, 23% dos entrevistados afirmam que já deixaram de publicar ou deletaram algo na internet. Entre os motivos pelos quais os adolescentes deixaram de publicar ou deletaram algo da internet, destacam-se: ficar com má fama entre os amigos (58%), medo que os pais descubram algo (16%), que tenha conseqüências profissionais (9%) e que tenha problemas com a justiça (6%) Figura 114: Adolescentes que já deixaram de publicar ou deletaram algo na internet por medo das consequências. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. Figura 115: Motivos pelos quais os adolescentes deixaram de publicar ou deletaram algo na internet. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 80

81 Rede de segurança Quando perguntados a quem recorreriam caso sofressem alguma forma de violência na internet, 77% indicaram os pais, em primeiro lugar. Outras opções citadas em freqüência muito menor foram: os amigos (9%), denúncias na própria internet (6%), a polícia (5%) e educadores (1%). Figura 116: A quem os adolescentes recorreriam primeiro caso sofressem alguma forma de violência na internet. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 81

82 Em relação às fontes de informação dos adolescentes sobre segurança na internet, são citados com maior frequência: os amigos (42%), os pais (35%), a própria internet (29%), os educadores (28%), parentes (23%) e panfletos ou cartilhas (23%). Figura 117: Fontes de informação sobre segurança na internet para adolescentes. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. CONVITE AO DEBATE Importância da escola e dos educadores Pelos dados apresentados, poucos são os adolescentes que recorrem a professores e educadores nos momentos em que se sentem vulneráveis. Esse dado chama ao debate sobre o papel da Escola e como esta se insere na vida dos adolescentes brasileiros. 82

83 Opinião sobre a internet A opinião dos entrevistados se divide sobre o status da internet como um ambiente livre, em que podemos fazer qualquer coisa, e tem que continuar assim: 40% concorda e 38% discorda. Já quando questionados se o uso da internet deveria ser mais controlado e algumas coisas deveriam ser proibidas, um número mais significativo de entrevistados concorda (77%). Figura 118: Adolescentes que concordam que a internet é um ambiente livre e deve permanecer assim. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. Figura 119: Adolescentes que concordam que o uso da internet deve ser mais controlado e algumas coisas deveriam ser proibidas. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 83

84 Na opinião dos adolescentes, a responsabilidade pela navegação segura é prioritariamente do próprio usuário (81%). As empresas também têm responsabilidade para 53% dos entrevistados. E a regulação do governo foi lembrada por 45% dos adolescentes. Quando os adolescentes são solicitados a emitir a sua opinião de forma geral: 92% das respostas concordam com a afirmação que A internet é uma grande biblioteca de informações. Essa perspectiva da internet como fonte de conhecimento é mais forte do que a ideia de que ela seria um lugar de amizade, onde o adolescente fica sabendo das coisas por meio do contato com seus amigos (87%); um caminho para o avanço profissional (79%) ou um local que possibilita contato com outros povos (77%). Figura 120: De quem deve ser a responsabilidade por navegar com segurança na internet. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. Figura 121: Opinião sobre a internet. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 84

85 Futuro da internet Em uma pergunta aberta, os adolescentes foram convidados a responder como esperam que a internet seja daqui a 10 anos. Ao agrupar as respostas, é possível perceber que a principal expectativa dos entrevistados refere-se à segurança: 53% respondem que a internet será mais segura, com maior proteção e privacidade. A segunda expectativa mais citada refere-se à velocidade: 21% respondem que a internet será mais rápida. A terceira expectativa mais forte (12%) é sobre a qualidade do conteúdo disponível em conjunto com (12%) a expectativa sobre o acesso, com vontade de que a cobertura seja mais ampla. Figura 122: Expectativa dos adolescentes em relação ao futuro da internet. Obs: O universo de adolescentes considerado neste gráfico refere-se a todos os entrevistados que já utilizaram um computador e internet nos três meses anteriores a esta pesquisa. 85

Coleção Uma nova EJA para São Paulo

Coleção Uma nova EJA para São Paulo Coleção Uma nova EJA para São Paulo CADERNO 3: TRAÇANDO O PERFIL DE ALUNOS E PROFESSORES DA EJA. Este caderno foi elaborado pela Secretaria Municipal de Educação, Divisão de Orientação Técnica da Educação

Leia mais

8. ENSINO FUNDAMENTAL

8. ENSINO FUNDAMENTAL 8. ENSINO FUNDAMENTAL 8.1 ORGANIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL A legislação educacional brasileira define que o ensino fundamental, com duração de oito anos, é de freqüência obrigatória e oferta gratuita

Leia mais

Relatório Final da Pesquisa Por ser Menina Dimensão Quantiqualitativa

Relatório Final da Pesquisa Por ser Menina Dimensão Quantiqualitativa Relatório Final da Pesquisa Por ser Menina Dimensão Quantiqualitativa (Volume 1 - B) Por ser Menina: Percepções, Expectativas, Discriminações, Barreiras, Violências baseadas em Gênero e Habilidades para

Leia mais

Internet na Favela Quantos, Quem, Onde, Para quê

Internet na Favela Quantos, Quem, Onde, Para quê Internet na Favela Quantos, Quem, Onde, Para quê Bernardo Sorj 1 Luís Eduardo Guedes 2 1 Professor titular de Sociologia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Diretor do Centro Edelstein de Pesquisas

Leia mais

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS INTRODUÇÃO AOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS INTRODUÇÃO AOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS INTRODUÇÃO AOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS Secretaria de Educação Fundamental Iara Glória Areias Prado Departamento de Política da Educação Fundamental Virgínia

Leia mais

Retrato das Desigualdades

Retrato das Desigualdades 2ª edição Luana Pinheiro 1 Natália Fontoura 2 Ana Carolina Prata 3 Vera Soares 4 Brasília, setembro de 2006 1 Técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea. 2 Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental,

Leia mais

COMPETÊNCIAS PARA A VIDA

COMPETÊNCIAS PARA A VIDA COMPETÊNCIAS PARA A VIDA Trilhando Caminhos de Cidadania Este material é seu. Use sem moderação. Brasília, julho de 2012. 2 Expediente Realização: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) Gary

Leia mais

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS APRESENTAÇÃO DOS TEMAS TRANSVERSAIS ÉTICA

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS APRESENTAÇÃO DOS TEMAS TRANSVERSAIS ÉTICA PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS APRESENTAÇÃO DOS TEMAS TRANSVERSAIS ÉTICA Secretaria de Educação Fundamental Iara Glória Areias Prado Departamento de Política da Educação Fundamental Virgínia Zélia de

Leia mais

Patrocinadores. Instituto Unibanco. Philips do Brasil

Patrocinadores. Instituto Unibanco. Philips do Brasil Patrocinadores Instituto Unibanco O Instituto Unibanco acredita que a produção de conhecimento é fundamental para a promoção de uma sociedade justa e sustentável. Com a missão de contribuir para o desenvolvimento

Leia mais

COLEÇÃO FEBRABAN DE INCLUSÃO SOCIAL

COLEÇÃO FEBRABAN DE INCLUSÃO SOCIAL população com def iciência no Brasil fatos e percepções COLEÇÃO FEBRABAN DE INCLUSÃO SOCIAL Créditos população com deficiência no Brasil fatos e percepções agosto/2006 Publicação: Febraban - Federação

Leia mais

Educação pública de qualidade: quanto custa esse direito?

Educação pública de qualidade: quanto custa esse direito? Educação pública de qualidade: quanto custa esse direito? B r a s i l 2011 Síntese do CAQi (2010) (valores atualizados conforme PIB per capita de 2010) Ensino fundamental Ensino fundamental no campo Tipo

Leia mais

Trabalho infantil no campo: do problema social ao objeto sociológico

Trabalho infantil no campo: do problema social ao objeto sociológico Revista Latino-americana de Estudos do Trabalho, Ano 17, nº 27, 2012, 249-286 Trabalho infantil no campo: do problema social ao objeto sociológico Valmir Luiz Stropasolas Introdução à problemática de investigação

Leia mais

Art. 1º Fica aprovado o Plano Nacional de Educação, constante do documento anexo, com duração de dez anos.

Art. 1º Fica aprovado o Plano Nacional de Educação, constante do documento anexo, com duração de dez anos. Plano Nacional de Educação. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Fica aprovado o Plano Nacional de Educação, constante do documento anexo, com duração de dez anos. Art. 2º A partir da vigência desta Lei,

Leia mais

Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador

Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil Segunda Edição (2011-2015) Dilma Rousseff Presidenta

Leia mais

DAS DESIGUALDADES AOS DIREITOS: A EXIGÊNCIA DE POLÍTICAS AFIRMATIVAS PARA A PROMOÇÃO DA EQUIDADE EDUCACIONAL NO CAMPO

DAS DESIGUALDADES AOS DIREITOS: A EXIGÊNCIA DE POLÍTICAS AFIRMATIVAS PARA A PROMOÇÃO DA EQUIDADE EDUCACIONAL NO CAMPO Presidência da República Secretaria de Relações Institucionais Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social CDES Secretaria do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social SEDES DAS DESIGUALDADES AOS

Leia mais

HISTÓRIA E CULTURA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA: repercussão da Lei 10.639 nas escolas municipais da cidade de Petrolina - PE

HISTÓRIA E CULTURA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA: repercussão da Lei 10.639 nas escolas municipais da cidade de Petrolina - PE HISTÓRIA E CULTURA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA: repercussão da Lei 10.639 nas escolas municipais da cidade de Petrolina - PE Introdução Adlene Silva Arantes 1 Fabiana Cristina da Silva Sabemos que a educação

Leia mais

Ilka Camarotti Peter Spink

Ilka Camarotti Peter Spink O QUE AS EMPRESAS PODEM FAZER PELA ERRADICAÇÃO DA POBREZA Ilka Camarotti e Peter Spink Projeto Práticas Públicas e Pobreza Programa Gestão Pública e Cidadania Escola de Administração de Empresas de São

Leia mais

Riscos e Oportunidades para Crianças e Adolescentes no Futebol

Riscos e Oportunidades para Crianças e Adolescentes no Futebol A INFÂNCIA ENTRA EM CAMPO Riscos e Oportunidades para Crianças e Adolescentes no Futebol Salvador, 2014 APOIO REALIZAÇÃO REALIZAÇÃO CEDECA Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan Coordenador

Leia mais

REICE. Revista Iberoamericana sobre Calidad, Eficacia y Cambio en Educación E-ISSN: 1696-4713 RINACE@uam.es

REICE. Revista Iberoamericana sobre Calidad, Eficacia y Cambio en Educación E-ISSN: 1696-4713 RINACE@uam.es REICE. Revista Iberoamericana sobre Calidad, Eficacia y Cambio en Educación E-ISSN: 1696-4713 RINACE@uam.es Red Iberoamericana de Investigación Sobre Cambio y Eficacia Escolar España Soares, José Francisco

Leia mais

Iniciativa Global Pelas Crianças Fora da Escola

Iniciativa Global Pelas Crianças Fora da Escola TODAS AS CRIANÇAS NA ESCOLA EM 2015 Iniciativa Global Pelas Crianças Fora da Escola BRASIL Acesso, permanência, aprendizagem e conclusão da Educação Básica na idade certa Direito de todas e de cada uma

Leia mais

Um Brasil para as Crianças e Adolescentes. A Sociedade Brasileira Monitorando os Objetivos do Milênio Relevantes para a Infância e a Adolescência

Um Brasil para as Crianças e Adolescentes. A Sociedade Brasileira Monitorando os Objetivos do Milênio Relevantes para a Infância e a Adolescência Um Brasil para as Crianças e Adolescentes A Sociedade Brasileira Monitorando os Objetivos do Milênio Relevantes para a Infância e a Adolescência 1 Índice Sumário Executivo Quadro de Metas Introdução A

Leia mais

O USO DOS COMPUTADORES E DA INTERNET NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE CAPITAIS BRASILEIRAS

O USO DOS COMPUTADORES E DA INTERNET NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE CAPITAIS BRASILEIRAS O USO DOS COMPUTADORES E DA INTERNET NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE CAPITAIS BRASILEIRAS Relatório Final 2009 Estudo realizado pelo IBOPE Inteligência e pelo LSI-Tec sob encomenda da Fundação Victor Civita. A

Leia mais

PESQUISA BRASILEIRA DE MÍDIA

PESQUISA BRASILEIRA DE MÍDIA SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PESQUISA ASILEIRA DE MÍDIA 201 HÁBITOS DE CONSUMO DE MÍDIA PELA POPULAÇÃO ASILEIRA 1 2 SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Leia mais

TRABALHO CONSUMO TRABALHO E CONSUMO APRESENTAÇÃO DOS TEMAS TRANSVERSAIS APRESENTAÇÃO DOS TEMAS TRANSVERSAIS

TRABALHO CONSUMO TRABALHO E CONSUMO APRESENTAÇÃO DOS TEMAS TRANSVERSAIS APRESENTAÇÃO DOS TEMAS TRANSVERSAIS TRABALHO E CONSUMO 337 APRESENTAÇÃO TRABALHO DOS TEMAS E CONSUMO TRANSVERSAIS APRESENTAÇÃO DOS TEMAS TRANSVERSAIS 338 APRESENTAÇÃO Este tema incorpora no currículo escolar demandas sociais urgentes, de

Leia mais

4ª Edição. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada Ipea. ONU Mulheres. Secretaria de Políticas para as Mulheres SPM

4ª Edição. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada Ipea. ONU Mulheres. Secretaria de Políticas para as Mulheres SPM 4ª Edição Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada Ipea ONU Mulheres Secretaria de Políticas para as Mulheres SPM Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial SEPPIR GOVERNO FEDERAL SECRETARIA

Leia mais

O futuro do trabalho: Impactos e desafios para as organizações no Brasil

O futuro do trabalho: Impactos e desafios para as organizações no Brasil O futuro do trabalho: Impactos e desafios para as organizações no Brasil anos Sumário Sobre a pesquisa...04 Tendências transformadoras para os negócios...07 Mudanças no perfil do trabalho e nas expectativas

Leia mais

O Conselho Nacional dos Direitos do Idoso na Visão de seus Conselheiros

O Conselho Nacional dos Direitos do Idoso na Visão de seus Conselheiros O Conselho Nacional dos Direitos do Idoso na Visão de seus Conselheiros Relatório de Pesquisa Projeto Conselhos Nacionais: perfil e atuação dos conselheiros 47 O Conselho Nacional dos Direitos do Idoso

Leia mais

Qualidade do ensino: uma nova dimensão da luta pelo direito à educação *

Qualidade do ensino: uma nova dimensão da luta pelo direito à educação * Qualidade do ensino Qualidade do ensino: uma nova dimensão da luta pelo direito à educação * Romualdo Portela de Oliveira Universidade de São Paulo, Faculdade de Educação Gilda Cardoso de Araujo Universidade

Leia mais

COMO ELABORAR UMA PESQUISA DE MERCADO

COMO ELABORAR UMA PESQUISA DE MERCADO COMO ELABORAR UMA PESQUISA DE MERCADO 3 4 2005 Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução total ou parcial, de qualquer forma ou

Leia mais