Diminuir o número de círculos de 22 para 2. Diminuir o número de deputados de 230 para 181. Só exige alteração de 3 artigos da Lei Eleitoral

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3 RESUMO DA PROPOSTA Diminuir o número de círculos de 22 para 2 Diminuir o número de deputados de 230 para 181 Só exige alteração de 3 artigos da Lei Eleitoral

4 DOIS PROBLEMAS DA LEI ACTUAL Desrespeito pelo princípio da igualdade de voto Desrespeito pela intenção de voto de centenas de milhares de eleitores

5 PRINCÍPIO DA IGUALDADE DO VOTO Nas Legislativas de 2005, no Minho, votos bastaram para eleger um deputado do CDS-PP por Viana do Castelo, mas votos foram insuficientes para eleger o cabeça de lista do BE por Braga Nos círculos da emigração, em 2005 e 2009, o partido mais votado (PS) teve direito a um deputado, enquanto o segundo mais votado (PSD) elegeu três deputados

6 MILHARES DE VOTOS IGNORADOS Aquando da conversão de votos em mandatos, são ignoradas centenas de milhares de escrutínios válidos em partidos Em 2002, foram Em 2005, foram Em 2009, foram Em 2011, foram

7 VOTOS IGNORADOS POR PARTIDO

8 VOTOS IGNORADOS POR TIPO DE PARTIDO

9 OBJECTIVOS DA PROPOSTA Com um círculo para o território nacional e outro para a diáspora, o princípio da igualdade de voto será aplicado às duas categorias de cidadãos que votam nas Legislativas: os que residem em Portugal e os que não residem Através desta medida, as vontades ignoradas aquando da conversão dos votos em mandatos também diminuirão substancialmente, aumentando o pluralismo no Parlamento

10 OBJECTIVOS DA PROPOSTA Poupar mais de 20% na rubrica relativa aos salários dos deputados no orçamento da Assembleia da República (Alguns poderão considerar esta economia para os cofres do Estado mínima, mas muitos vão olhá-la como um exemplo em tempos de crise) Manter os níveis de governabilidade, num Parlamento necessariamente mais plural

11 REDACÇÃO ALTERNATIVA DA LEAR Artigo 12º (Círculos eleitorais) 1. Para efeitos de eleição dos deputados à Assembleia da República, o território nacional, abrangendo Portugal Continental e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, corresponde a um círculo eleitoral, com sede em Lisboa.

12 REDACÇÃO ALTERNATIVA DA LEAR Artigo 12º (Círculos eleitorais) 2. Revogado 3. Revogado 4. Os eleitores residentes fora do território nacional são agrupados num círculo eleitoral, com sede em Lisboa.

13 REDACÇÃO ALTERNATIVA DA LEAR Artigo 13º (Número e distribuição de deputados) 1. O número total de deputados é de O número total de deputados eleitos pelo círculo eleitoral do território nacional é de Ao círculo eleitoral dos residentes fora do território nacional correspondem quatro deputados.

14 REDACÇÃO ALTERNATIVA DA LEAR 4. Revogado 5. Revogado 6. Revogado Artigo 13º (Número e distribuição de deputados)

15 REDACÇÃO ALTERNATIVA DA LEAR Artigo 23º (Apresentação de candidaturas) 1. A apresentação de candidaturas cabe aos órgãos competentes dos partidos políticos. 2. A apresentação faz-se até ao 41º dia anterior à data prevista para as eleições, perante os juízes do juízo cível de Lisboa. 3. Revogado 4. Revogado

16 UMA INICIATIVA DE CIDADANIA Efectuar a recolha de assinaturas sob a forma de petição em Denunciar o facto de a Lei das ILC impedir os cidadãos de abordarem determinados temas por serem da competência exclusiva da Assembleia da República, não obstante as ILC terem, forçosamente, de ser votadas pelos deputados

17 PORQUE NÃO TEM MUDADO A LEI? Nas últimas três décadas, PS e PSD foram capazes de se entender em matérias como as revisões constitucionais que possibilitaram o fim das nacionalizações e a liberalização da economia, o termo do poder militar que marcou o período revolucionário ou a adesão à CEE, mas revelam uma enorme dificuldade de compromisso no domínio da reforma eleitoral.

18 PORQUE A LEI NÃO TEM MUDADO? A grande diferença é que, nos exemplos acima referidos, ambos os partidos puderam sair simultaneamente vencedores, enquanto no que respeita à revisão do sistema eleitoral já se observou que tal dificilmente acontecerá. No fundo, ao escolher um sistema eleitoral estão a definir-se as regras institucionais de distribuição de poder, e, nesta matéria, se nem todas as forças e agentes políticos podem ficar a ganhar, a verdade é que nenhum quer ficar a perder. Nuno Sampaio in O sistema eleitoral português: crónica de uma reforma adiada

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