CÂMARA DOS DEPUTADOS REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SEÇÃO I SUMARIO ANO xxxv - N9 066 CAPITAL FEDERAL QUARTA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 1980

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1 REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DIÁRIO ACIONAL SEÇÃO I ANO xxxv - N9 066 CAPITAL FEDERAL QUARTA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 1980 I - CÂMARA DOS DEPUTADOS SUMARIO ATA DA 69. a SESSAO DA 2. a SESSAO LEGISLATIVA Código Penal, aprovado pelo Decreto-lei n. O 2.848, de 7 de DA 46. a LEGISLATURA, EM 17 DE JUNHO DE 1980 dezembro de Abertura da Sessão n - Leitura e assinatura da ata da sessão anterior In - Leitura do Expediente PROJETOS A IMPRIMm Projeto de Lei n. O 7'5-A, de 1979 (Do Sr. Henrique Eduardo Alves) - Assegura a transferência da matrícula de universitários funcionários públicos estaduais, nas condições que especifica; tendo pareceres: da Comíssão de Constituição e Justiça, pela constitucionalidade e jurídicidade, com emenda; e, da Comissão de Educação e Cultura, pela aprovação, com adoção da emenda da Comissão de Constituição e Justiça. Projeto de Lei n. o A, de 1979 (Do Sr. Waldmir Belinati) - Institui o monopólio estatal da importação de matériaprima destinada à indústria farmacêutica, autoriza a criação da FARMOBRAS mediante a absorção da CEME, e dá outras providências; tendo parecer, da Comissão de Constituição e Justiça, pela inconstitucionalidade. Projeto de Lei n.v C, de 1975 (Da Comissão de Constituição e Justiça) - Redação para 2." discussão da Projeto de Lei n.v B, de 1975, que "ertge em monumento nacional a Cidade de Olínda, no Estado de Pernambuco". Projeto de Lei n. O l.a90-a, de 1979 (Do Sr. Ruy Côdo) Pá nova redação ao eaput do art do Decreto-lei n.o 4.481, de 16 de julho de 1942, dispondo sobre a idade mínima de admissão nas escolas de aprendizagem do SENAI; tendo pareceres: da Comissão de Constituição e Justiça. pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa; e, da Comissão de Educação e Cultura, pela aprovação. - Projeto de Lei n.o 2.05S-A, de 1979 (Do Sr. José Amorím) Define os rendimentos da trabalho assalariado para fins do Imposto de Renda, e dá outras providências; tendo parecer, da Comissão de Constituição e Justiça, pela inconstitucionalidade. Projeto de Lei n.v A, de 1979 (Do Sr. Samir Achôa) - Institui, em caráter obrigatório, o ensino da capoeira nos cursos de graduação em Educação Fisica; tendo pareceres: da Comissão de Constituição e Justiça, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa; e, da Comissão de Educação e Cultura, pela rejeição. Projeta de Lei n. O 2. 6/W-A, de 1980 (Do Sr. Peixoto Filho) - Dispõe sobre a criação de Escola Técnica Federal, na Município de Magé, no Estado do Ria de Janeiro; tendo parecer, da Comissão de Constituição e Justiça, pela inconstitucionalidade. PROJETO. APRESENTADO Projeto de Lei n.o de 1980 (Do Poder Executivo) Mensagem n. O 220/80 - Dá nova redação aos arts. 184 e 186 do IV - Pequeno Expediente ERNESTO DE MARCO - em Santa Catarina. CARLOS COTTA - ORISTINA TAVARES - PrevidêncIa e assistência social Poder Executivo. SECOM. GUrDO ARANTES ~ Projeto Rio Formoso, GoIás. Prisão do Jornalista mato-gros MILTON FIGUEliREDO - sense J. Maia de Andrade. MIILTON BRANDÃO - AUDALIO BANTAS - São Paulo. Seca no Piauí. Greve dos servidores da Rede Tupi, JOAO HERCULINO - Demissão de funcionários do Hospital Santa Mônica. Belo Horizonte, Minas Gerais. LúCIA VI~IROS - Programa Nacional do Alcool. ISRAEL DIAS-NOVAES - Convocação do General Armando Barcelos para depor na CPI - Acordo Nuclear, do senado Federal. ROQUE ARAS...'. Organização sindical do contador. JORGE UEQUED - Prisão do Jornalista mato-gros GILSON DE BARROS - sense J. Maia de Andrade. Preço da gasolina. S~MAO SESSIN - Reativação do trecho ferroviário porcíúncula - Recreio, Minas Gerais. JOS:É FREJAT - EUCLIDES SCALCO - secas do Paraná. Repartição da renda nacional. Frustração da safra de feijão das EDIILSON LbMARTINE MENDES - Política de abastecimento. HUGO MARDINI - suspensão dos financiamentos para a comercialização da safra agrícola. JOS:É FREIRE - Participação de Goiás no processo político-administrativo do País. BENJAiMIlM FARAR - XV Congresso Internacional da sociedade Internacional de Cirurgia Ortopédica e Traumatologia, Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro. MAiRCELLO OERQUEIRA - Autonomia da SOciedade Brasileira de Autores Teatrais - SBAT. Administração Marco Maciel, Pernam N1LSON GIBSON - buco.

2 5~'O Quarta-feira, 18 D1ARIO DO CONGRESSO NACIONAL (Seção J) Junho de 1980 PEIXOTO FILHO - do Rio de Janeiro. Remuneração dos servidores do Estado JERôNIMO SANTANA - Mordomias em Rondônia. SIQUEIRA CAMPOS - Regulamentação do exercício da pro- EDSON VIDIGAL - fissão de executivo. PEDRO IVO - Fagundes. CELSO PEQANHA - ônibus e táxis. Vacinação contra a poliomielite. Falecimento do Jornalista Raul de Oliveira Reflexos do aumento das passagens de FEU ROSA - Instalação de agência da Caixa Econômica Federal em Pancas, Espirito Santo. DASO COIMBRA - Ligação hidroviária Rio - São Gonçalo, Estado do Rio de Janeiro, AMADEU GEARA - Reajustamento dos proventos dos aposentados da Caixa Econômica Federal. GERALVO GUEDES - Saneamento do rio tpoíuce, Pernambuco. LUIZ LEAL - I Reunião Latino-Americana de Implantes e Transplantes, Vitória, Espírito Santo.. A1>nLCAR DE QUEIROZ - Vacinação contra a poliomielite. SARAMAGO PINHEIRO - Proibição dos financiamentos com penhor da safra. V - DIVALDO SURUAGY - Grande Expediente Meías-vertíades., CARLOS BEZERRA - Política agrícola. ODACIR SOARES - Programa nuclear. Processo de restauração democrática do Pais. VI - Ordem do Dia JOSIAS LEITE, CAIO POMPEU, JOS~ MARIA DE CARVA LHO, BENJAMIM rarah, OCTÁVIO TORRECILLA. ANTôNIO ZACHAo~IAS, PEIXOTO FILHO, LÚCIO CIONI, F'EU ROSA, BONIFA.CIO DE ANDRADA, NILSON GIBSON - Apresentação de proposições. ISRAEL DIAS-NOVAES -- Comunicação, como Lider sobre política Indígenísta,. BONIFÁCIO DE ANDRADA - Comunicação como Líder, sobre visita do Papa João Paulo II ao Brasil. Convocação do General Armando Barcelos para depor na CPI - Acordo Nuclear, do Senado Federal. HERBERT LEVY - Comunicação, como Líder, sobre o for -talecimento do PP em São Paulo. Contradições da política econômica do Governo. Desaparecimento do Salto de Curucaca, Paraná, OSVALDO MACEDO, BONIFÁCIO DE ANDRADA - Encaminhamento de votação de requerimento de urgência para a tramitação do Projeto de Lei n. O 2.681, de 1980, ALDO FAGUNDES, DASO COlMBRA, BONIFACIO DE AN DRADA - Discussão do Projeto de Lei n.? 220-A, de WALBER GUIMARAES - Encaminhamento de votação do Projeto de Resolução n.v 138, de PRESIDENTE - BONIFACIO DE ANDRADA - ESG. Presença de estagiário da ESG na Casa. Saudação aos estagiários da PRESIDENTE - Agradecimento aos estagiários da ESG pela visita à Casa. Projeto de Decreto Legislativo n. O 40-A, de 1980, que aprova o texto da Constituição da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industriai (UNIDO) em Agência Especializada das Nacões Unidas. concluído em Viena, a 8 de abril de IDa Comissão de Relações Exteriores.) - Aprovado Projeto de DeC;:to Legislativo n. O 45-~, de 198~~- q~e-~~~:~1 va o texto do Convênio de Santo Domingo (Ata de Registro dos Estatutos da Organlzacâo de Educação Ibero-Americana OED, assinado em 31 de outubro de (Da Comissão de Relações Exteriores.) - Aprovado. Projeto de Decreto Legislativo n. O 47-A, de 1980, que aprova o texto do Tratado de Amizade e Cooperação entre a República Federativa do Brasil e a República do Peru, assinado em Brasília, a 16 de outubro de <Da Comissão de Relações l1:xteríores.) - Aprovado. Projeto de Lei n.o 220-A, de 1979, que declara feriado nacional o dia 12 de outubro, consagrado a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. (Do Sr. Jorge Arbage.) - Aprovado. Projeto de Resolução n.? 138, de 1980, que dispõe sobre a transformação de funções do Grupo-DAI do Quadro Permanente da Câmara dos Deputados. (Da Mesa,) - Aprovado. Projeto de Lei n. O A, de 1979, que autoriza a reversão. a Bento Luis de Almeida Prado, do terreno que menciona. (Do Poder Executivo.) - Aprovado. Projeto de Lei n. O A, de 1979, que autoriza a permuta dos terrenos que menciona, situados nos Municípios do Rio de Janeiro e de Campos, Estado do Rio de Janeiro. (Do Poder Executivo.) - Aprovado. Projeto de Lei n.o A, de 1980, que autoriza a reversão ao Município de Castro, Estado do Paraná, do terreno que menciona. (Do Poder Executivo.) - Aprovado. Projeto de Lei n.v A, de 1980, que interpreta o parágrafo único do art. 11 da Lei n. O 6.082, de 10 de julho de (Do Senado Federal,) - Adiada a votação por 5 sessões. Projeto de Lei n.o A, de 1979, que altera dispositivos da Lei n." 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil). (Do Senado Federal.) - Adiada a votação por 5 sessões. HILDÉRICO DE OLIVEIRA (Como Líder.) prática de esportes no País. FEU ROSA - Brasil. Incentivo à Papel das Forças Armadas na História do AIRTON SOARES (Como Líder.) - Participação das Forças Armadas no processo político brasileiro. MENDONÇA NETO - Reclamação sobre validade jurídica de procuração passada no Brasil com outorga de poderes junto a bancos suíços. Resposta à reclamação do Deputado Men PRESIDENTE - donça Neto. DIVALDO SURUAGY - Comunicação, como Líder, sobre a comprovação de inexistência de conta do orador em bancos suíços. MARIO mata (Como Líder.) - uruguaios no Rio Grande do Sul. VII - VIII -._.'_" -..._._---_._- -_ _.--.._----- Designação da Ordem do Dia Encerramento Seqüestro de família de Discurso do Deputado Luiz Rocha, no Grande Expediente da sessão de 3-G-80: O setor primário da economia brasileira. Discurso do Deputado José Carios Vasconcelos, como Líder, na sessão de 13-G-80: Participação do capital estrangeiro no transporte rodoviário de cargas. Discurso do Deputado Geraldo Guedes, no Pequeno Expediente da sessão de lg-6-80: Abastecimento de água de lati, Pernambuco. 2 - MESA (Relação dos membros) 3 - LiDERES E VICE-LíDERES DE PARTIDOS (Relação dos membros) 4 - COMISSOES (Relação dos membros das Comissões Permanentes, Especiais, Mistas e de Inquérito)

3 Junho de 1980 DIARIO DO CONGRESSO NACIONAL <Seçã.o I) Quarta.feira Avisos CAMARA DOS DEPUTADOS SECRETARIA-GERAL DA MESA Relação dos Deputados inscritos no Grande Expediente Junhol1986 DATA DIA DA SEMANA NOME._..._ Quarta-feira Fernando Coelho Antônio R.usso 19 Quinta-feira Luiz Leal Tidei de Lima 20 sexta-feira Benedito Marcílio Anisio de Souza 23 Segunda-feira Nilson Gibson Iranildo Pereira 24 Terça-feira Nosser Almeida Gilson de Barros 25 Quarta-feira Walmor de Luca Júlio Martins 26 Quinta-feira CIáudio Strassburger Aurélio Peres 27 Sexta-feira Airton Sandoval Carlos Cotta 30 Segunda feira Jerônimo Santana Aluízio Bezerra InscrIções automáticas para o mês de agosto. nos termos da Resolução n. O 37, de DATA 4 DIA DA SEMANA Sexta-feira Segunda-feira NOME Antônio Mariz Antônio Morlmoto Elqulsson Soares Airton Soares ATA DA 69. a SESSÃO EM 17 DE JUNHO DE 1980 PRESlb~NCIA DOS SRS.: HOMERO SANTOS, 1c,Vice-Presidente; RENATO AZEREDO, 2 Q-Vice-PresideI1te; EPITACIO CAFETEIRA, 2.o-Secretário; AR! KFFURI, 3 Q-Secretário; e NOSSER ALMEIDA, Suplente de Secretário; DASO COIMBRA, Suplente de Secretário. JOEL LIMA, Suplente de Secretário; e NABOR JúNIOR, Suplente de Secretário. I - As 13:30 boras comparecem os Senhores: Flávio Marcíllo Homero Santos Renato Azeredo Wilson Braga Epitácio Cafeteira Ari Kffurl Walmor de Luca Nosser Almeida Daso Coimbra Joel Lima Nabor Júnior Acre Amilcar de Queiroz - PDS; Geraldo Fleming - PMDB; Wilciy Vianna - PDS. Amazonas Joel Ferreira - PDS; Josué de SOuza - PDS; Vivaldo Frota -PDS. Pará Antônio Amaral :- PDS; Manoel Ribeiro - PDS. Maranhão Edson Vidlgal - PP; José Rlbamar Machado - PDS; Marão FIlho - PDS. Piauí Hugo Napoleão - PDS; Ludgero Raulino - PDS; Pinheiro Machado - PP. PDS; Paulo Ferraz Ceará - Antônio Morais - PDT; Claudino sares - PDS; Furtado Leite PDS; Manoel Gonçalves - PP; Marcelo Línhares - PDS; Osslan Ararlpe - PDS;Paes de Andrade - PMDB. Rio Grande do Norte Djalma Marinho PDS; João Faustlno - PDS; Vlngt Rosado - PDS. Paraíba Arnaldo Lafayette PDT; Octacillo Queiroz - PMDB. Marcondes Gadelha - PMDB; Pernambuco Cristina Tavares - PMDB; Fernando Coelho - PMDB; Inocêncio Oliveira - PDS; José Carlos Vasconcelos - PMDB; Marcus Cunha - PMDB; Nilson Gibson - PDS; Pedro Corrêa - PDS. Alagoas Albérico Cordeiro - PDS; José Costa - Neto - PMDB; Murllo Mendes - PDT. PMDB; Mendonça Sergipe Francisco Rollemberg - PDS; Jackson Barreto - PMDB. Bahia Afrlslo Vieira Lima - PDS; Angelo Magalhães - PDS; Carlos Sant'Anna - PP; 'Djalma Bessa - PDS; Francisco Benjamim - PDS; Honorato Vianna - PDS; Manoel Novaes - PDS; Odulfo Domingues - PDS; Prisco Viana - PDS; Rômulo Galvão - PDS; Roque Aras; Ruy Bacelar - PDS; Vasco Neto - PDS. Espírito Santo Chrístíano Lopes - PDS; Max Mauro - PMDB; Theodorico Ferraço - PDS. Rio de Janeiro Alcir Pimenta - PP; Álvaro Valle -- PDS; Benjamim Farah - PP; Celso Peçanha - PMDB; Florim Coutinho; JG de Araújo Jorge - PDT; Jorge Cury - PTB; José Frejat - PDT; Lázaro Carvalho - PP; Oswaldo Lima - PMDB; Peixoto Filho - PP; Simão Sessim - PDS. Minas Gerais Bento Gonçalves - PP; Carlos Cotta - PP; Castejon Branco - PDS; Dario Tavares - PDS; Delson Scarano - PDS; Humberto Souto - PDS; João Herculino - PMDB; José Carlos Fagundes PDS; Juarez Batista - PP; Leopoldo Bessone - PP; Luiz Baccarinl - PP; Luiz Vasconcellos - PDS; Melo Freire - PP; Moacir Lopes - PDS; Nogueira de Rezende - PDS; Pimenta da Veiga - PMDB; Rosemburgo Romano - PP; Tarclslo Delgado - PMDB. são Paulo Adalberto Camargo - PDS; Airton Sandoval - PMDB; Alcides F'rancíscato - PDS; Alberto Goldman -- PMDB; Athiê Coury PDS; Audálio Dantas - PMDB; Benedito Marcllio - PT; Cantídio Sampaio - PDS; Cardoso Alves - PMDB; Del Bosco Amaral PMDB; Díogo Nomura - PDS; Freitas Nobre - PMDB; Henrique Turner - PDS; Herbert Levy - PP; Israel Días-Novaes - PMDB; José de Castro Coimbra - PDS; Oct.acíllo Almeida - PMDB; Pacheco Chaves - PMDB; Roberto Carvalho - PDS; T1del de Lima - PMDB; Ulysses Guimarães - PMDB, Goiás Adhemar Santlllo - PT; anisio de Souza - PDS; Fernando Cunha - PMDB; Iram Saraiva - PMDB; Iturlval Nascimento - PMDB; Paulo Borges - PMDB; Siqueira Campos - PDS. Mato Grosso Carlos Bezerra - PMDB; Correa da costa - PDS; Milton Fi-. guelredo - PP. Mato Grosso do Sul Antônio Carlos de Oliveira - PT; Ruben Figueiró - PDS; Walter de Castro. Paraná Amadeu Geara - PMDB; Antônio Mazurek - PDS; Aroldo Moletta - PDS; Euclides Scalco - PMDB; Hélio Duque - PMDB; Hermes Macedo - PDS; ítalo Conti - PDS; Lúcio Clonl - PDS; Nlv-aldo Krüg-er - PMDB; Osvaldo Macedo - PMDB; Paulo Pimentel- PDS: Sebastião Rodrigues Júnior - marães - PP; Waldmir Belinatl - PDS. PMDB; Walber Gui Santa Catarina Angelino Rosa - PDS; Arnaldo Schmltt - PP; João Llnhares - PP; Mendes de Melo - PP; Pedro Ivo - PMDB; VlcOOr Fontana - PDS.

4 57'12 Quarta-feira, 18 DIARIO DO CONGRESSO NACIONAL (Seção I) Junho de 1980 Rio Grande do Sul Alberto Hoffmann - PDS; Alcebíades de Oliveira - PDS; Alceu Collares - PDT; Ary Alcântara - PDS; Carlos Santos PMDB; Eloy Lenzí - PDT; Getúlio Dias - PDT; Hugo Mardíní - PDS; João Gilberto - PMDB; Jorge Uequed - PMDB; Magnus Guimarães - PDT; Nelson Marchezan - PDS; Rosa Flores PMDB; Waldir Walter - PMDB. Amapá Antônio Pontes - PDS; Paulo Guerra - PDS. Rondônia Jerônimo Santana'- PMDB; Odacir Soares - PDS. Roraima Hélio Campos - PDS; Júlio Martins - PDS. O SR. PRESIDENTE (Renato Azeredo> - A lista de presença acusa o comparecimento de 172 Senhores Deputados. Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus iniciamos nossos trabalhos. O Sr. Secretário procederá à leitura da ata da sessão anterior O SR. JOSÉ RIBAMAR MACHADO, servindo como Secretárío, procede à leitura da ata da sessão antecedente, a qual é, sem observações, assinada. O SR. PRESIDENTE (Renato Azeredo) - do expediente. Passa-se à leitura O SR. NABOR JíTNIOR, Suplente de Secretário, servindo como 1. -Secretário, procede à leitura do seguinte. UI - EXPEDIENTE PROJETO DE LEI N.O 75-A, DE 19'19 (Do Sr. Henrique Eduardo 'Alves> Assegura a transferência da matrícula de universitários funcionários públicos estaduais, nas condições que especifica; tendo pareceres: da Comissão de Constituição e Justiça, pela cpnstitucionalidade e juridicidade, com emenda; e, da Comissão de Educação e Cultura,_ pela aprovação, com adoção da emenda da Comissão de Constituição e Justiça. (Projeto de Lei n.o 75, de 1979, a que se referem os pareceres.) O Congresso Nacional decreta: Art. 1.0 Ao funcionário público estadual, matriculado em Curso Universitário. fica assegurada a transferência para estabelecimento federal congênere da localidade para que for removido, observadas as seguintes condições: I - a remoção não poderá ter ocorrido a pedido do funcionário, mas a critério da administração; II - a distância entre o estabelecimento universitário de origem e o da nova matrícula deverá ser superior a 50 km (cinqüenta quilômetros), por estrada de rodagem; TII - somente será efetuada nova matrícula no estabelecimento universitário federal do local da remoção, para semestre completo. Art. 2.0 Esta lei entrará em vigor na data da sua publicação. Art. 3. Revogam-se as disposições em contrário. Justífíeação A extensão territorial de quase todos os Estados da Federação já sugere a adoção da medida constante deste projeto. As distâncias que separam os Municipios de um mesmo Estado atingem dezenas e, até, centenas de quilômetros. Ora, um funcionário público estadual que esteja matriculado em Curso Universitário localizado em um determinado Município e é removido para outro local distante fica imposslbilitad o de continuar seus estudos na universidade de origem: não tem condições de ir e vir todos os dias, por falta de tempo ou mesmo de recursos financeiros. Daí, pensarmos em assegurar ao funcionário que esteja nessas condições a matrícula em estabelecimento federal congênere, funcionando perto da repartição onde passará a ter exercício. Todavia, com o propósito de evitar a prática de abusos, que desvirtuam os altos objetivos da proposição, achamos prudente fixar as condições que constam dos itens I e III do artigo 1.0; somente terão direito à transferência os alunos funcionários que as preencherem. Estamos convencidos de que nossa iniciativa, se transformada em lei, representará relevante benefício para os funcíonáríos surpreendidos pela remoção em pleno curso universitário, que freqüentam no afã de aprimorar seu nível cultural. Sala das Sessões, 12 de março de Henrique Eduardo Alves. PARECER DA COML9S.ií.O DE OONSTITUIÇAO E JUSTIÇA I - Relatório A proposlcâo legislativa em epígrafe visa, basicamente, garantir ao funcionário público estadual, matriculado em curso uníversitário que venha a ser removido para outra localidade, a transferência para estabelecimento federal congênere. 2. A iniciativa reproduz, assim, de forma parcial, limitada, a faculdade inserta no art. 158 do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União (Lei n.o 1.711/52) que assegura ao funcionário federal estudante (de qualquer grau), removido. a matrícula em estabelecimento de ensino da nova localidade, em qualquer época e independente de vaga. 3. Alinha, ademais. algumas condíções com o propósito de impedir o desvirtuamento dos altos objetivos da medida, como a exigência de que a remoção seja "ex otfícío''. e o afastamento para localidade situada a não menos do que 50 km da cidade de origem Voto do Relator 4. A esta Comissão compete, na forma regimental (art. 28, 4. ), o exame dos requisitos preliminares de constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição, cabendo à Comissão de Educação e Cultura manifestar-se quanto ao méríto. 5. Ora, à luz do ordenamento jurídico-constitucional em vigor, nada há que impeça a tramitação legislativa do projeto, embora a matéria constitua, também, assunto de interesse da unidade federada. 6. A competência da União para legislar sobre matéria educacional está clara no art. 8, item XVII, letra q da Lei Maior. No entanto há que se levar em conta a competência estadual também pois, o servidor ê do Estado Membro. Daí que. para melhor formulação da matéria, há que se aditar emenda resguardando a: autoncmiaestadual e acrescentando-se na matriz do artigo as palavras "observada a lei estadual". 7. Com tal emenda, passará o caput do art. 1.0 a ter a seguinte redação: "Art. 1.0 Ao funcionário público do Estado, matriculado em curso universitário, fica assegurada a transferência para estabelecimento federal congênere da localidade para: que for removido, observadas a lei estadual e as seguintes condições:" 8. j\crescentado o disposto acima mencionado, somos pela aprovaçao do Projeto, considerando-o constitucional. Sala da Comissão, 8 de novembro de Bonifácio de Andrada, irelator. lu - Parecer da Comissão A Comissão de Constituição e Justiça, em reumao de sua Turma "A", opinou, unanimemente, pela constitucionalidade, [urídícídade, com (uma) emenda do Projeto n.v 75/79, nos termos do parecer do Relator. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Djalma Marinho. Presidente; Bonifácio de Andrada, Relator; Antônio Dias. Francisco Benjamim, Francísco Rossi, Gomes da Silva, José 'Frejat. Nilson Gibson, Paulo Pimentel e Tarcísio Delgado. Sala da Comissão, 8 de novembro de Djalma Marinho, Presidente - Bonifácio de Andrada, Relator. EMENDA AnOTADA PELA OOMISSAO O eaput do art. 1 passa a ter a seguinte redação: "Art. 1.0 Ao funcionário público do Estado, matrícstado em curso -unlveraítárío, fica assegurada a transferência para estabelecimento federal congênere da localidade para que for removido, observadas a lei estadual e as seguintes:". Sala da Comissão, 8 de novembro de 1!Jl79. - Presidente - Bonifácio de Andrada, Relator. Djalma Marinho, PAREOER DA COMISSAO DE EDUOAÇAOE CULTURA I - Relatório Pretende o ilustre Deputado Henrique Eduardo Alves, com o presente projeto, assegurar a transferência da matrícula de estudante universitário, funcionários públicos estaduais para outro estabelecimento federal similar. da localidade para a qual for removido. Ao justificar a medida o Autor pondera que quando um funcionário público, estudante universitário. é transferido por motivo

5 Junho de 1980 DIARIO DO CONGRESSO NACIONAL (Seção 1) Quarta-feira de serviço para outra localidade distante. fica impossibilitado de prosseguir seus estudos. uma vez que não tem condições de freqüentar a universidade de origem. por falta de tempo ou mesmo de recursos financeiros. Pela natureza da matéria. o Projeto foi distribuido às Comissões de Constiutição e Justiça e de Educação e Cultura. Pronunciando-se a respeito, a douta Comissão de Constituição e Justiça. em reunião de sua Turma "A", opinou, unanimemente, pela constitucionalidade e juridicidade. Quanto à técnica legislativa apresentou uma emenda ao projeto de Lei n.o 75179, modificando o caput do art. 1.0 que passou a ter a seguinte redação:' "Art. 1.0 Ao funcionário público do Estado, matriculado em curso universitário, fica assegurada a transferência para estabelecimento federal congênere da localidade para que for removido. observadas a lei estadual e as seguintes condições: " A este órgão técnico compete opinar sobre o mérito da proposição. Nesse sentido, não temos dúvida em reconhecer o acerto da providência legislativa do nobre Deputado Henrique Eduardo Alves. que vem em beneficio dos estudantes universitários desde que obedecidas as condições estabelecidas no art. 1.0 ou sej a: "I - a remoção não poderá ter ocorrido a pedido do funcionário. mas a critério da administração; II - a distância entre o estabelecimento universitário de origem e o da nova matrícula deverá ser superior a 50 km (cinqüenta quilômetros), por estrada de rodagem; UI - somente será efetuada nova matrícula, no estabelecimento universitário federal do local da remoção, para semestre completo." U - Voto do Relator Ante o exposto, opinamos pela aprovação do presente Projeto de Lei com a emenda adotada pela Comissão de Constituição e Justiça. Sala da Comissão, 11 de junho de Salvador Julianelli, Relator. IH - Parecer da Comissão A Comissão de Educaçáo e Cultura, em sua reunião ordinária, realizada em 11 de junho de 19'80, opinou, unanimemente, pela aprovação, com adoção da Emenda da Comissão de Cimstituição e Justiça, do Projeto de Lei n.v 75179, do Sr. Enrique Eduardo Alves, que "assegura a transferência da matricula de universitários funcionários públicos estaduais, nas condições que especifica", nos termos do parecer do Relator, Sr. Salvador Julianel1i. Estiveram presentes os Senhores Deputados Braga Ramos, Presidente; Rôrnulo Galvão. Anísio de Souza, Daniel Silva, Carlos Sant'Anna, Lygia Lessa Bastos, Bezerra de Melo, João Herculíno, Salvador JulianelIl, Aécio Cunha, Leur Lomanto, José Maria de Carvalho, Alcír Pimenta e Simão Sessim. Sala da Comissão, 11 de junho de Braga Ramos, Presidente - Salvador Julianelli, Relator. PROJETO DE LEI N.o A, DE 1979 (Do Sr. Waldmir Bellnati) Institui o monopólio estatal da importação de matéria-prima destinada à indústria farmacêutica, autoriza a criação da FARMOBRAs mediante a absorção daceme, e dá outras providências; tendo parecer, da Comissão de Constituição e Justiça, pela inconstitucionalidade. (Projeto de Lei n.o 1.125, de 1979, a que se refere o parecer.) O Congresso Nacional decreta: Art. 1.0 A importação de matéria-prima destinada à fabricação de medicamentos passa a constituir monopólio estatal. Art. 2. É o Poder Executivo autorizado a constituir' uma sociedade por ações, sob a denominação de FARMOBRAS. vinculada ao Ministério da Saúde, com controle acionário da União, destinada a dar execução ao monopólio criado nesta lei e à politíca nacional de fabricação de medicamentos. Parágrafo único. O controle acionário referido neste artigo deve prevalecer mesmo nos eventuais aumentos do capital social da FARMOBRAS. Art. 3 O Poder Executivo dará execução à determinação desta lei dentro do prazo de cento e oitenta (80) dias. dispondo, inclusive. em regulamento, sobre a absorção da CEME pela.farmobras. Art. 4, Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação. Art. 5, Revogam-se as disposições em contrário. Justificação Pretendo. com este projeto de lei. alcançar objetivo já por mim dado a conhecer à Casa, em discurso aqui pronunciado no dia 22 de março deste ano, qual seja. o de instituir o monopólio estatal da importação de matéria-prima para a fabricação de medicamentos. Renovo, reportando-me a eles, parte dos argumentos com que então defendi a idéia. esperando contar com a compreensão e patriotismo dos demais Senhores Deputados, para o fim de transformarmos em lei esta que por enquanto é apenas uma idéia, mas que está impregnada de generosidade. O que se quer, em síntese, é a transformação da CEME Central de Medicamentos - em empresa pública, com conseqüênte ampliação de sua atuação no campo da importação de matériasprimas destinadas à indústria farmacêutica. bem como no campo da execução de uma politíca verdadeiramente nacional de produção de medicamentos. A estatização e planificação de nossa indústria quimica de base e a conseqüente criação da FARMOBRAS ê, portanto, uma necessidade urgente para a completa expropriação das multínacíonaís dos remédios e para nos livrarmos das manobras e manipulações de preços, bem como da sangria de divisas com a importação de produtos básicos. Sala das Sessões, - Waldmir Belinati. LEGISLAÇAO CITADA, ANEXADA PELA COORDENAÇAO DAS COMISSÕES PERMANENTES DECRETO N.o , DE 8 DE JUNHO DE 1973 Aprova disposições especiais sobre produtos Farmacêuticos destinados à Central de 'Medicamentos (CEME). Art. 1.0 Para os fins de licenciamento de produtos farmacêuticos. fica a Central de Medicamentos (CEME) equiparada aos Laboratórios Industriais Farmacêuticos, definidos na legislação especifica. Art Para os produtos farmacêuticos destinados ao exclusivo atendimento da Central de Medicamentos e a seu requerimento, o Serviço Nacional de Fiscalização de Medicina e Farmácia concederá. às empresas industriais farmacêuticas estatais e privadas, aprovação de modelos especiais de rótulos e bulas padronizados pela CEME, diferentes dos já anteriormente aprovados por esse Serviço. Parágrafo único. Das bulas e dos rótulos aprovados nos termos do presente Decreto, deverão constar dizeres que permitam estabelecer a destinação dos produtos à Central de Medicamentos. Art. 3,0 Para atendimento exclusivo da Central de Medicamentos, e a pedido desta, fica o Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia (SNF~) autorizado a conceder licenciamento, com nome da fantasia. aos produtos fabricados pelos laboratórios oficiais ou particulares destinados à CEME, independentemente das restrições estabelecidas pelo artigo 63 do Decreto número , de 14 de janeiro de 1946, com a redação que lhe foi dada pelo artigo 1.0 do Decreto n. o 4:1.702, de 9 de maio de 191;8, e modificada pelo artigo 2 do Decreto n.? 71.62'5, de 29 de dezembro de Art. 4 A fabricação e a destinação dos produtos farmacêuticos, licenciados por força deste Decreto, somente serão realizadas mediante autorização, exclusiva e obrigatória, da Central de Medicamentos WEME). Art. 5, Os casos omissos, de interesse exclusivo da Central de Medicamentos, serão regulamentados por portaria baixada pelo Diretor do Serviço Nacional de Fiscalízaqâo da Medicina e Farmácia do Ministério da Saúde. Art Esse Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrár-io. PARE'GER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA I - Relatório Pretende o projeto em análise que a importação de matériaprima destinada à fabricação de medicamentos passe a constituir monopólio estatal. Para isso, autoriza-se o Poder Executivo a criar a FARMOBRAS (art. 2. ), sociedade por ações vinculada ao Ministério da Saúde e sob controle acionário da União, destinada a executar o monopólio proposto e a estabelecer as bases da política nacional de fabricação de medicamentos. Confere-se-Ihe, ainda, o prazo de cento e oitenta (80) dias para regulamentar a lei e dispor sobre..a absorção da CEME, pela F1ARMOBRAS. A justificação é sucinta. Salienta o autor da proposição que se pretende transformar, a Central de Medicamentos em empresa pú-

6 5774 Quarta-feira, 13 DIARIO DO CONGRESSO N&CION&L (Seçóio I) Junho de l!ilili blica. E, conseqüentemente, incrementar a sua Influência na importação de matérias-primas farmacêuticas e na execução de uma política nacional de produção de medicamentos. A estatizacão e a planificação da indústria farmacêutica, assim como a criação da F'ARMüBRÁS, seria uma necessidade urgente, que nos livraria das manobras e manipulações de preços das multinacionais do ramo e da sangria de divisas com a importação de produtos básicos. Parecer Na conformidade do que preceitua o art. 163 da Constituição Federal, "são facultadas a intervenção no dominio econômico e o monopólio de determinada indústria ou atividade, mediante lei federal, quando indispensável por motivo de segurança nacional ou para organizar setor que não possa ser desenvolvido com eficácia no regime de competição e de liberdade de iniciativa, assegurando os direitos e garantias individuais". A primeira exigência da Constituição é a de que o monopólio do Estado seja instituido mediante lei federal, cumpre. porém, saber se a iniciativa desta lei se cataloga entre as de competência exclusiva do Presidente da República, isto é. 'se a matéria nela tratada insere-se entre as de suas atribuições privativas, constantes, respectivamente, dos arts. 57 e 81 da Carta Magna. For outro lado, o monopólio há de ser indispensável, por motivo de segurança nacional, ou para organizar setor que não possa ser desenvolvido com eficácia no regime de competição e de liberdade de iniciativa. Quer-nos parecer que o autor optou, na justificativa, pela segunda hipótese. Interpretado o preceito em consonância com o princípio da repressão ao abuso do poder econômico, caracterizado pelo domínio dos mercados, a eliminação da concorrência e o aumento arbitrário dos lucros (Oonst., art. 160, V). A aferição da ocorrência daqueles dois pressupostos constitucionais - segurança nacional e impossibilidade de organizar setor econômico, com eficácia, no regime de competição e de liberdade de iniciativa - demanda, básica, social e militar, não constituindo, portanto, matéria de natureza juridica. -Inobstante, alguns lineamentos básicos. de ordem jurídica, hão que ser observados pelo legislador, sob pena de violação direta ou indireta da norma constitucional. 'Além do reportado art. H33 da Constituição Federal, um outro preceito de ordem constitucional cabe se trazido à baila, para subsidiar o exame da questão, qual seja o inserto no "Art. 8. Compete à União: V - planejar e promover o desenvolvimento e a segurança nacionais." Manoel Gonçalves Ferreira Filho (in "Comentários à Constituição Brasileira", Saraiva, 1972, 1.0 Vol., pág. 76), teceu as seguintes considerações em torno do mvocado art. 8., V: "Por outro lado, concebe esse desenvolvimento corno planejado, tanto que defere à União não só o promover como o planejar. Pretende asím que o desenvolvimento não se faça ao sabor da ocasião. Reclama que ele se processe segundo um projeto racional. Evidentemente, para maximizar os resultados e poupar os sacrificios.' Em outras palavras, o exame dos preceitos inscritos nos artigos 8., V, e 16i3 permite inferir que o legislador constitucional, ao mesmo tempo em que conferia à União o poder de intervir no domínio econômico e de monopolizar determinada indústria ou atividade, teve o cuidado de preconizar o planejamento e a promoção do desenvolvimento e segurança nacionais, justamente para permitir, dentre outros objetivos, a prévia definição e delimitação entre as atividades econômicas a serem exploradas pelas empresas privadas, com estímulo e apoio do Estado,e aquelas outras reservadas ao setor público. Tenha-se presente, a propósito, Que a organização e exploração das atividades econômicas compete, preferencialmente, às empresas privadas (confira-se. a propósito, o art. 170 da CF), representando a sua avocação pelo Poder Público procedimento excepcional.. Assim. aquela prévia delimitação dos campos de atuação da empresa privada e do setor público visa, precisamente, a propiciar ao empresariado privado o máximo de segurança em termos de realização de investimentos, fator indispensável ao desenvolvimento nacional, e a colocá-lo a salvo de medidas que. adotadas "ao sabor da ocasião" (para usar as expressões de Manuel Gonçalves Ferreira Filho), representariam fonte de inibição de suas iniciativas. Nesse contexto, adquire particular relevo o exame do Ir Plano Nacional de Desenvolvírnento, aprovado por lei, e que tem por escopo dar cumprimento ao preceito contido no antes invocado art. 8., V. da Constítuição Federal. O li PND, pois, é norma de efeito programático, que passou a integrar nosso ordenamento jurídico, com o expresso objetivo de orientar o desenvolvimento do Pais, sendo certo que considerações de interesse da segurança nacional hão de ter sido avaliadas quando do traçamento de suas diretrizes. De inicio, cumpre observar que o li PND teve a explícita preocupação de delimitar as funções e a dimensão do setor público, para evitar o avanço da estatízação, consoante explicitou no seu Capitulo IV (A Estratégia Econômica: Opções Básicas>' Assim é que, ao analisar o "Modelo de Mercado e Funções de Governo", um dos desdobramentos do citado Capitulo IV do li PND, ficou nítida a preocupação de definir. na devida perspectiva, a ação do setor público na economia, a saber; "Para colocar na devida perspectiva a ação do setor público na economia brasileira, em fase recente, é importante sejam analisados alguns aspectos quantitativos e qualitativos da sua participação." ie, mais adiante, examinando a questão objetivamente, assinalou-se: "Considera-se, por exemplo, o resultado de levantamento segundo o qual as empresas governamentais se elevariam a 8 entre as 25 maiores empresas pelo valor das vendas, a 7 entre as 25 maiores pelo número de empregados, e a 17 entre as 25 maiores pelo total do ativo. Isso é verdadeiro. mas não tem a importância que se lhe pretende atribuir. É verdadeiro, por definição, pois decorre do fato de ao Governo terem sido atribuídas exatamente as áreas de infra-estrutura, onde se opera através de gigantescas concessionárias de serviços públicos, por imperiosas razões de ordem técnica e econômica. Ou está.certo que o setor público cuide de Comunicações, Transportes e Energia (e até mesmo de Siderurgia de produtos planes), e aí necessariamente as suas empresas estarão entre as maiores do País; ou não está certo, e nesse caso o que se deve fazer é tirar o Governo de tais areas, e não surpreender-se com a conseqüência inevitável de uma opção feita." Ficou bem evidente, pois, que, atendendo aos pressupostos de segurança nacional e da necessidade de organização de setores que não possam ser desenvolvidos com eficácia no regime de competição e de liberdade de iniciativa, reservou-se o setor público a atuar nas áreas de infra-estrutura (Comunlcações, Transportes, Energia e Siderurgia de Produtos Planos). De outra parte, é bom lembrar que, se fosse pertinente emprestar-se ao conceito de segurança nacional elastério tal que [ustificasse o monopólio das importações de Insumos farmacêuticos, muito mais razões, em termos de essencialidade, se teria para monopolizar, antes e por exemplo, produção e comercialização de alimentos. necessidade primária ainda mais básica do que a de medicamentos. Aliás, com a criação da Central de Medicamentos, muniu-se o Governo de instrumental que lhe permite atender às camadas inferiores de renda, minimizando o problema social que se poderia refletir no conceito de segurança nacional. Cabe acentuar, também, que a indústria farmacêutica tem mantido uma írrepreensível regularidade no suprimento de medicamentos ao mercado interno, o que afasta a possibilidade de invocar-se, para sua monopolização, o pressuposto da impossibilidade de desenvolvimento do setor, com eficácia, no regime de competição e' liberdade de iniciativa. Ademais, sempre que lhe aprouver, pode o setor público. sem recorrer à instituição de monopólio, importar os insumos farmacêuticos julgados necessáríos.vatravés da própria GEME, da INTElR BRÁS ou da COBRe, por exemplo, a fim de atender aos laboratórios públicos ou de regularizar o fornecimento às empresas privadas interessadas na sua aquisição. Mas, além de delimitar as funções e a dimensão do setorpúblico, atendeu o li PND, ao principio constitucional inserto no art. 170: "As empresas privadas compete, preferencialmente, com o estimulo e o apoio do Estado, organizar e explorar as atividades econômicas." te definiu os campos de atuação próprios da área privada, a saber: "Constituem campos de atuação próprios da área privada os setores diretamente produtivos: Indústria de Construção, Agricuitura e Pecuária, Comércio, seguros, Sistema Financeiro (ressalvada a função pioneira e de estimulo atribuída aos bancos oficiais)." <capitulo IV - Estra-

7 Junho de 1980 DIARIO DO CONGRESSO NACIONAL (Seção I) Quarta-feira tégia Econômica: Opções Básicas - Modelo de Mercado e Funções do Governo.I Dessa forma, o II PND não só deixou de elencar a atividade da indústria farmacêutica dentre aquelas reservadas ao setor público, como, ao contrário, expressamente a incluiu (indústria de transformações que é) dentre as reservadas à atuação da área privada, Dessa forma, o monopólio que se pretende Instituir esbarraria no próprio planejamento econômíco do Governo, elaborado por força de preceito constitucional que outro objetivo não tem senão o de dar estabilidade às atividades econõmíeas desenvolvidas no País, Um mínimo de sensibilidade que se possa ter, em torno dos problemas nacionais e do posicionamento polítíco-econômtco do atual G~verno, indica que o III PND, em fase de elaboração, se alguma alteração substancial vier introduzir em relação ao tema aqui tratado, há que ser, necessariamente, para preservar, ainda com maior ênfase, o primado da iniciativa privada no processo de desenvolvimento nacional. A Comissão de Constituição e Justiça teve, recentemente, o ensejo de manifestar-se exatamente sobre o mesmo tema, opinando, por unanimidade, pela constitucionalidade do Projeto de Lei n,o 4a7, de No parecer do então Relator, Deputado Mendonça Neto, chega-se à conclusão de que a segurança interna, integrante da segurança nacional, "não se isola e nem se distancia do princípio constitucional da repressão ao abuso do poder econômico, e sobre o qual se apóia a ordem econômica e social", Dessa, pois, o monopólio que se quer instituir, uma questão de segurança interna e, tanto quanto se sabe, um setor quase que integralmente controlado pelas multinacionals, por isso mesmo que não se tem desenvolvido a contento no regime de competição e de liberdade de iniciativa, IMas o projeto em causa autoriza o Poder Executivo a criar uma empresa pública - a FARMOBRAS -, destinada a executar o monopólio preconizado e a estabelecer as bases da política nacional da indústria de fármacos. O art. 65 da Constituição Federal estatui ser da "competência do Poder Executivo a iniciativa das leis orçamentárias e das que abram créditos, fixem vencimentos e vantagens dos servidores públicos, concedam subvenção ou auxilio ou, de Qualquer modo, autorizem, criem ou aumentem a despesa pública", O preceito está em consonância com o disposto no art. 57, que dá competência exclusiva ao Presidente da Repúbllca para a iniciativa das leis que aumentam a despesa públlca. Na criação de uma empresa desse jaez a iniciativa é, pois, exclusivamente do Presidente da República, uma vez que implica em alterações de monta no esquema de desembolso aprovado pela Lei de Meios. E tanto mais quanto se considera que a empresa a ser criada teria seu capital originário só de recursos públicos. É verdade. que o projeto é meramente autorizativo, no que se refere à criação da FARMOBRAS. Com base no art. 8, XVII, a e c, da Constituição Federal. que dá competência à União para legislar sobre execução dos serviços federais, despesa e gestão patrimonial e financeira de natureza pública, entendemos, por extrapolacão, que a empresa pública deva ser criada através de lei, aprovada pelo Congresso. mas originária de Mensagem do Executivo. Como importa em disposição de dinheiros públicos, dos quais só pode dispor a administração quando lhe forem creditados pelo Congresso, a formação das empresas públicas se tem valido do suporte de leis autorízatívas anteriores. Os dispositivos citados são consentâneos, e congruentes com o art. 43, rr, da Carta Magna. que dispõe caber ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente, entre outras. o orçamento anual e plurianual, abertura e operação de crédito, dívida pública e emissões de curso forçado..a abertura de crédito consiste na destinação de recursos a um empreendimento especifico, como, a exemplo, a subscrição de ações para uma sociedade mista. A abertura de créditos já seria, por si só, merecedora do controle por parte do Legislativo. Quanto mais não o seria quando existe aí. além de uma orientação econômica, o envolvimento de uma posição política na utilização do dinheiro público. Não atinamos, ainda, com o fundamento, e nem com a natureza [uridlca dessa figura imprópria que é a de se dar autorização a quem cabe, por exclusiva competência constitucional a iniciativa de uma lei. A indagação que se tem de fazer é se a posterior a sanção presidencial possa suprir o vicio originário, num consentimento tácito à vontade parlamentar, safando-se dessa forma o projeto da pecha de inconstitucionalidade. Em rigor, a matéria afronta a. Constituição. Dentro de uma orientação mais Iíbaral, contudo, que esta Comissão tem adotado, de vez em quando, poder-se-ia, aprová-la.. No que se refere ao respeito dos direitos e garantias individuais, condição final da Lei Maior para a institucionalização do monopólio, não vemos onde possam ser atingidos no caso particular deste projeto. Não se cogita, aqui, da monopolizacão de indústrias, mas de uma atividade, tornando-se desnecessáría qualquer expropriação e, em conseqüência, ajusta e prévia indenização que a medida acarretaria Voto do Relator O nosso voto, portanto, é pela desaprovação do Projeto de Lei n.o 1.125, de 1979, por ser ínconstítucíonal. Reconhecemos, porém, que, nesta Comissão, vez por outra, se aceita proposições em caráter puramente autorízatívo, para vencer a barreira da inconstitucionalidade. Opinamos, assim, pela rejeição da matéria, com essa ressalva. Sala da Comissão, 28 de novembro de Joaci! Pereira. Relator. IH - Parecer da Comissão ia Comissão de Constituição e Justiça, em reunião de sua Turma "A", opinou, unanimemente, pela inconstitucionalidade do Projeto n.o 1.125/79, nos termos do parecer do Relator. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Djalma Marinho. Presidente; Joacll Pereira, Relator; Brabo de Carvalho, Ernani Satyro, Gomes da Silva, Jairo Magalhães, Jorge Arbage, Luiz Leal. Nilson Gibson, Paulo Pimentel, Feu Rosa e Louremberg Nunes da Rocha. Sala da Comissão, 28 de novembro de Djalma Marinho, Presidente - Joacil Pereira, Relator. PROJETO DE LEI N.o C. DE 1975 (Da Corr:tissão de Constituição e Justiça) Redação para 2. a Discussão do Projeto de Lei número B. de 1975, que "erige em monumento nacional a cidade de Olinda, no Estado de Pernambuco". O Congresso Nacional decreta: Art. 1.0 É erigida em monumento nacional a cidade de Olinda. no Estado de Pernambuco. Art. 2. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3.0 Revogam-se as disposições em contrário. Sala da Comissão, 11. de junho de l!l80. - Ernani Satyru, Presidente - Jairo Magalhães, Relator. PARECER DA COMISSÃO A Comissão de Constituição e Justiça, em reunião de sua Turma "B", aprovou, por unanimidade. a Redação para 2. 3 Discussão do Projeto n.v BI75, nos termos do parecer do Relator. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Ernani Satyro, Presidente, Jairo Magalhães - Relator, Altair Chagas, Djalma Bessa, Francisco Benjamim. Gomes da Silva, Joacíl Pereira, Lázaro Carvalho, Nilson Gibson. Osvaldo Melo. Paulo Pimentel, Tarcisio Delgado e Theodorico Ferraco. Sala da Comissão, 11 de junho de Ernani Satyro, Presidente - Jairo Magalhães, Relator. PROJETO DE LEI N.o A, DE 1979 (Do Sr. Ruy cee» Dá nova redação ao "caput.. do art do Decreto-lei n.o 4.481, de 16 de julho de 1942, dispondo sobre a idade mínima de admissão nas escolas de aprendizagem do SENAI; tendo,pareceres: dacomissáo de Constituiçáoe Justiça, pela eonstítucíonanâaõe, ~uridicidade e técnica legislativa; e, da Comissão de!educação e Cultura. pela aprovação. (Projeto de Lei n,v 1.890, de 1979, a que se referem os pareceres.) O Congresso Nacional decreta: Art. 1.0 O eaput do art. 3. do Decreto-lei n,v 4.481, de 16 de julho de 1942, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art.3.0 Os candidatos à admissão como aprendizes, além de terem a idade minima de 12 (doze) anos, deverão satisfazer as seguintes eondlções:" Art Esta Lei entra em vigor' na data de sua publicação Art. 3. Revogam-se as disposições em contrário.

8 5'776 Quarta-feira, 18 DIARIO DO CONGRESSO NACIONAL (Seção I) Junho de 19l1O Justificação A justificação do presente projeto de lei fundamenta-se na Moção n.o 26, de 1979, proposta por vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, Capital, e que está vazada nos seguintes termos: "MoçÃO" N.o 26/79 (De Iniciativa do Vereador Mario Americo) De apelo aos Srs. Ministros da Indústria e do Comércio, Deputado Federal Rui Côdo e Presidentes das Confederações das Indústrias e do Comércio, para que seja reduzido de 14 para 12 anos a admissão de menores nos cursos profissionalizantes do SENAI e do SENAC; Considerando que, de acordo com a CLT, o menor de 12 anos já se encontra em idade de poder trabalhar; Considerando que o limite mínimo de idade permitido para admissão de menores nos cursos profissionalizantes do SENAI e do SENAC é de 14 anos; Considerando que é numerosa a quantidade de menores na faixa etária de 12 anos em busca de trabalho e de uma formação profissional; Considerando que a redução da idade de 14 para 12 anos se faz necessária para que a admissão nesses serviços de aprendizagem se enquadre na realidade social brasileira, é que apresentamos a presente Moção, com fundamento e na forma dos artigos 233 e seguintes do Regimento Interno (Resolução n.o 3/68), a fim de ser submetida à apreciação do egrégio Plenário, de apelo aos Ex.mos Brs. Ministro da Indústria e do Comércio, Deputado Federal Rui Côdo e Presidentes das Confederações das Indústrias e do Comércio, a fim de que juntos se empenhem para reduzir de 14 para 12 anos de idade a admissão de menores nos cursos profissionalizantes do SENAI e do SENAC. Requeremos, ainda, que cópias desta Moção sejam encaminhadas às Federações Paulista das Indústrias e do Comércio. Sala das Sessões, 23 de maio de (aa) Mário América, Paulo Rui de O'iveira, Jorge Tomaz de Lima, Romeu Rossi, Altino Lima, Geraldo Blota, Brasil Vita e Almir Guimarães. Aprovada em 9 de agosto de (a) Brasil Vita." Independentemente da atualização do texto legal com a Constituição (art. 165, item X. in fine), a medida é de largo alcance social, motivo por que solicitamos a melhor atenção dos ilustres pares. Sala das Sessões, de de Deputado Rui Côdo. LEGISLAÇÃO ClTADA. ANEXADA PELO AUTOR DECRETO-LEI N.o 4.481, DE 16 DE JULHO DE 1942 Dispõe sobre a aprendizagem dos industriários, estabelece deveres dos empregadores e dos' aprendizes relativamente a essa aprendizagem, e dá outras providências. Art. 3. Os candidatos à admissão como aprendizes, além de terem a idade mínima de quatorze anos, deverão satisfazer às seguintes condições: a) ter concluído o curso primário ou possuir os conhecimentos mínimos essenciais à preparação profissional; b) ter aptidão física e mental.. verificada por processo de seleção profissional, para a atividade que pretendam exercer; c) não sofrer de moléstia contagiosa e ser vacinado contra a varíola Parágrafo único. Aos candidatos, rejeitados pela se'cção profissional, deverá ser dada, tanto quanto possível, orientação profissional para ingresso em atividade mais adequada às qualidades e aptidões que tiverem demonstrado. PARECER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇAO E JUSTIÇA [ - Relatório Com a apresentação do P.rojeto de Lei n.v 1.890, de 1979, pretende o ilustre Deputado Ruy Côdo, seja dada nova redação ao caput do art. 3 do Decreto-lei n.o 4.481, de 16 de julho de 1942, prevendo a redução de 14 para 12 anos, na admissão de menores nos cursos profissionalizantes do SENAI e do SENAC. Para justificar a medida seu autor fundamenta-se na Moção n.o 26, de 1979, proposta pelos vereadores da Câmara Municipal da Cidade de São Paulo. Compete-nos, de acordo com o 4. do art. 28 do Regimento Interno, analisar o Projeto em exame apenas quanto ao aspecto constitucional, [urídíco e da técnica legislativa. O seu mérito deverá ser examinado pela Comissão de Educação e Cultura. Quanto à constitucionalidade, há que se examinar a proposíção à. luz da competência da União, do poder de iniciativa e da constitucionalidade propriamente dita, ou seja, a adequação do texto projetado com as normas constantes da Lei Maior. O item X do art. 165 da Constituição Federal assegura aos trabalhadores o direito que visam à melhoria de sua condição social: "X - Proibição de trabalho, em indústrias insalubres, a: mulheres e menores de dezoito anos, de trabalho noturno a menores de dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de doze anos." Se a própria Constituição considera o menor com 12 anos apto para o trabalho, não vemos porque os Serviços Nacionais de, Aprendizagem da Indústria ou do Comércio (SENAI e SENACJ estabelecem em suas legislações a idade rniníma de 14 anos para o iníl:io do treinamento. Quanto ao aspecto jurídico, não exsurge do projeto qualquer contrariedade aos principias ou regras maiores inspiradores do nosso ornamento juridico. Da mesma forma, não há como se criticar a técnica legislativa. empregada. O texto da proposição é intelegivel e a alteração processada é feita em texto legal preexistente Voto do Relator E:m face das procedentes razões apresentadas, somos pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do presente Projeto de Lei. Sala da Comissão, 20 de março de Francisco Benjamim, Relator Parecer da Comissão A Comissão de Constituição e Justiça, em reunião de sua Turma "A", opinou, unanimemente, pela constitucionalidade, [urídícidade e boa técnica legislativa do Projeto n.v 1.890/79, nos termos do parecer do Relator. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Djalma Marinho, Presidente; Francisco Benjamim, Relator; Antônio Russo, Ernani Satyro, Flávio Chaves, Francisco Rossi, Gomes da Silva. José Frejat, Luiz Gechinel e Natal Gale. Sala da Comissão, 20 de março de Djalma Marinho, Presidente - Francisco Benjamim, Relator. PARECER DA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA I - Relatório A iniciativa do ilustre Deputado Ruy Côdo originou-se de Moção proposta por Vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, dirigindo apelo a várias personalidades, entre as quais àquele parlamentar que transformou em projeto de lei a proposta de reduzír-se, de 14 para 12 anos, a idade mínima para ingresso de menores nos cursos profissionalizantes do SENAI e do SENAC. Para esse fim, tornar-se-ia necessário modificar o art. 3. do Decreto-lei n.v 4.481, de 16 de julho de 1942, que dispõe sobre a aprendizagem dos índustrlártos. A Comissão de COnstituição e Justiça fundamenta seu parecer, favorável ao Projeto, com o próprio texto constitucional que, em seu art. 165, item X,proíbe o trabalho, em Indústrias insalubres, a menores de dezoito anos e de trabalho noturno a menores de dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de doze anos. Considera, seguindo a mesma ordem de raciocínio, que, se a Constituição admite o trabalho do menor com' doze anos, não seria lógico que, com essa mesma idade, não possa o menor estudar para desempenhar as tarefas que a legislação lhe permite fazer. Parecer Concordo com essa colocação do problema. Além do mais, o decreto-lei em vigor sobre a matéria data de Bem mais recentemente, a Lei n.v 5.692, de 1971, disseminou o ensino profissiona1izante, tornando-o obrigatório para todos. Ora se cuidou o legislador de instituir a habilitação profissional como parte integrante do currículo, iniciando-a já no 1. grau a título de' sondagem de aptidão para o trabalho. não vejo como retardá-la para aqueles que têm necessidade de, multo cedo, Ingressarem no mercado de trabalho. Por conseguinte, também quanto ao mérito, sou favorável à aprovação do projeto de lei que pretende atualizar dispositivo obsoleto Voto do Relat-or Pea aprovação do Projeto de Lei n.o 1.890/79. Sala das Sessõe.s, 11 de junho de Bezerra de Mello, Relator Pareeer da. Comissão A Comissão de Educação e Cultura, em sua reunião ordinária, realizada em 11 de junho de 1980, opinou, unanimemente, pela

9 Junho de 1980 DIARIO DO CONGRESSO NACIONAL (Seção I) Quarta-feíra Aprovação do Projeto de Lei n.o /79, do Sr. Ruy Côdo, que "dá nova redação ao caput do art do Decreto-lei n. o 4.481, de 16 de julho de 1942, dispondo sobre à Idade mínima de admissão nas escolas de aprendizagem no SENAI", nos termos do parecer do Relator, Sr. Bezerra de Mello. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Braga Ramos, Presidente; Bezerra de Mello, Relator; Rômulo Galvão, Anísio de Souza. Daniei Silva, Carlos Sant'Anna. Lygia Lessa Bastos, Bezerra: de Meio João Herculino, Salvador Julianelll, Aécio Cunha, Leur Lomant~, José Maria de Carvalho, Alcir Pimenta: e Simão Sessim. Sala da COmissão, 11 de junho de Braga Ramos, Presidente - Bezerra de Melo, Relator. PROJETO DE LEI N.o A, DE 1979 (Do Sr. José Amorírn) Define os rendímentos do trabalho assalariado para fins do Imposto de Renda, e dá outras providências; tendo parecer, da Comissão de C'onstituição 'e Justiça, pela inconstitucionalidade. (Projeto de Lei n.o 2.058, de a que se refere o parecer.) ' O Congresso Nacional decreta: Art. 1.0 Para fins do Imposto de Renda incidente sobre pessoas físicas, a remuneração dos assalariados compreenderá vencimento e indenizações. Art Considera-se vencimento toda importância recebida, de freqüência mensal, como retribuição pecuniária devida ao funcionário ou empregado. pelo efetivo exercício do cargo, correspondente ao padrão fixado em lei ou contrato de trabalho. Parágrafo único. Equiparam-se a vencimento a remuneração do trabalho de caixeiros viajantes, conselheiros fiscais e de administração e diretores de sociedades anônimas, o pro. labore dos negociantes em firma individual e dos sócios de SOCiedades comerciais e industriais. Art. 3. São indenizações as importâncias recebidas para ressarcimento de despesas impostas pelo exercício do cargo, emprego ou função, bem como aquelas decorrentes do exercício de atividade fora do horário normal de serviço ou como resultância da renúncia ao gozo de férias ou de licença-prêmio. Parágrafo único. As indenizações compreendem, dentre outras, as seguintes rubricas das folhas de pagamento: a) gratificações; b) diárias; c) ajuda de custo; d) representações; e) adicionais; f) abono de dedicação integral; g) horas extras; h) indenizações por despedida ou rescisão de contrato de trabalho; i) gratificações por quebra de caixa; j) indenizações por acidente no trabalho; 1) aviso-prévio em dinheiro; m) férias e licença-prêmio convertidas em peeúnía, Art. 4. Ficam excluídas do Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos das pessoas físicas as indenizações recebidas do empregador pelos assalariados. Art O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de 60 (sessenta) dias. Art Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 7. Revogam-se as disposições em contrário. Justificaçáó O Decreto-lei n. O 5 844, de 23 de setembro de 1943, o primeiro diploma a dispor, de forma sístemátíca, sobre a cobrança e,fiscalização do Imposto de Renda, ao classificar, no art. 5. 0, os rendimentos do trabalho, provenientes do exercício de empregos, cargos e funções, na "Cédula C", o fez em 17 (dezessete) itens. A Lei n.o 4.506, de 30 de novembro de 1964, diploma básico em vigor, no art. 16 o faz em 33 (trinta e três) itens, através de uma enumeração exaustiva, buscando filiar à incidência do tributo todas as percepções pecuniárias dos assalariados, com exceção dos casos do art. 17 e daqueles citados em leis superveníentes, conforme se encontra bem explicitado no Regulamento do Imposto de Renda, baixado com o Decreto D.o de 2 de setembro de 1975, nos arts. 22 e 31. Desta forma. o Imposto de Renda das pessoas físicas passa a incidir preponderantemente sobre os assalariados, diferentemente de sua origem, quando reduzido era o seu campo de Incidência e ínfima a alíquota atribuída à "Cédula C n Transformouse, assim, em símile do correspondente tributo dos países desenvolvidos à maneira do in come tax dos Estados Unidos ou do EinkonUnensteuer da Alemanha. Todavia. só para exempl1f1car, na Alemanha, além das isenções atribuídas aos rendírnentos das indenizações de seguro contra enfermidade e acidentes, das pensões legais da aposentadoria de agricultores por velhice. do auxílio ou seg~o-desemprego, das retribuições em espécie por trabalho executado durante parte de uma jornada de trabalho, d~ indenizações por mau tempo, do dinheiro correspondente ao minímo para subsistência e dos benefícios de fomento ao trabal!:j0. são mais expressivos os rendimentos provenientes de operaçoes comerciais, os rendimentos das pessoas sem vínculo empregatício. os rencumentos dos ativos de capital, os rendimentos de aluguéis e arrendamentos e os provenientes da cultura da terra. comparativamente com o nosso sistema, fazendo com que os rendimentos dos assalariados. na Alemanha, sejam tributados, pelo Imposto de Renda, numa escala progressíva menor que a adotada em nosso País e de forma menos onerosa (alíquota ad valorem). A amplitude da incidência do Imposto de Renda sobre as vantagens financeiras dos assalariados já vem sendo objeto de exceções. através de legislação esparsa. como são exemplos as leís n.o de 27 de junho de 1972, que "dispõe sobre a remuneraçao dos mílítares" e a Lei n. o 5.279, de que trata da remuneração dos parlamentares. Nos exemplos citados, são excluídas da incidência do imposto as importâncias recebidas pelos militares a título de indenização - assim consideradas as diárias, ajudas de custo, despesas de transporte. representação. moradia e compensação orgânica - e a parte variável dos subsídios per~ebidos em decorrência do exercício do mandato de representaçao popular federal - que, pelo disposto no art. 2. da citada Lei n.o ficou equiparada às diárias recebidas dos cofres públicos. Na presente proposição. col1mamos por um objetivo justo e oportuno de criar para os assalariados uma restrição quanto _à incidência' do imposto sobre a renda, de forma que se ele nao passa a incidir tão-só sobre o vencimento-padrão ou salário básico - como seria o desejável - deixará de gravar. todavia. certas vantagens ou parcelas excluídas do conceito restritivo e, às vezes. até amplo de salário ou vencimento. e mais assemelhadas com ressarcimento de despesas em razão do exercicio de atividades e funções. com compensação de desgaste orgânico e com o estímulo por atividades profissionais e condições de desempenho peculiares, ou pelo tempo de efetivo exercício prestado, ou pelo trabalho fora do horário normal, em razão da função ou do encargo. por carente necessidade de serviço. ou. ainda, pela representatividade da função exercida. Em todos esses casos. parece-nos que a substãncia de ordem econômico-social E' físico-psíquica, subjacente ao exercício do encargo ou função, há de se sobrepor à mera roupagem juridlca que disciplina a prestação do trabalho e a conceituação da base de cálculo do imposto. Isto porque apresenta-se odiosa e injusta a tributação, quando se constata que há casos onde da soma dos vencimentos percebidos em um mês é retirada, a título de Imposto de Renda na fonte, importância equivalente a 41% (quarenta e um por cento), como comprovam e exemplificam os anexos contracheques de funcionário do Banco do Brasil. Na hipótese, o imposto Incidiu até sobre férias convertidas em espécie. em razão da necessidade do serviço do banco. No nosso sistema jurídico constitucional, como. aliás, em qualquer Estado de Direito. consagra-se o princípio da legalidade. de sorte que toda obrigação tributária é uma õbrigação ex lege (art. 19, inciso I, e art. 153, 29 da Constituição> e. por outro lado, o dispositivo correspondente do Código Tributário está equiparado às normas geraís de Direito Financeiro. Como o dissemos. as leis do Imposto de Renda não eram. a princípio, tão abrangentes. ao fazerem incidir o imposto sobre a remuneração do trabalho assalariado. na "Cédula C", nem tampouco de alíquota alta. Apesar das hesitações manifestadas inicialmente pela jurisprudência administrativa, o caráter de abrangência terminou por pre- 'valecer, inclusive mediante exaustiva enumeração das hipóteses, deixando-se de lado a definição de salário. ou de vencimento ou remuneração. E a cada espécime de ganho financeiro passou a corresponder uma espécie de classificação na "Cédula C n quando não abrangida pela generalização "outras vantagens". Esse o hábil paralogísmo que o administrador e depois o legislador tributário, no afã de captar recursos cada vez mais substanciosos para o Erário. através de um imposto considerado mais justo, por permitir graduar a soma devida por um contribuinte de acordo com a sua capacidade contributiva. encontraram para tributação das pessoas fisicas assalariadas, dando conotação de salário a tudo que espelhe, no contracheque do contribuinte. ganho financeiro

10 5778 Quarta-feira, 18 DlARIO DO CONGRESSO NACIONAL (S~ão I) Junho de 1911f e colocando em discussão uma tese jurídica parabólica, que introduz conceitos que não condizem com os assentes na doutrina. Hely Lopes Meirelles, no seu magistério, in Direito Administrativo Brasileiro, Editora Revista dos Tribunais, 6. 8 Edição, pág. 431, salienta o sentido estrito de vencimento: "a retribuição pecuniária devida ao funcionário pelo efetivo exercício do cargo, correspondente ao padrão fixado em lei". Já no seu sentido amplo, explica que vencimento é "o padrão com as vantagens pecuniárias auferidas pelo servidor a título de adicional ou gratificação". E acentua que "quando o legislador pretende restringir o conceito ao padrão do funcionário emprega o vocábulo no singular - vencimento -, quando quer abranger também as vantagens conterltlas ao servidor, usa o termo no plural - vencimentos". Ora, o art. 16 da. Lei n.o 4.506, de 1964, é estranho a esse detalhe e à doutrína, porque visou apenas dar abrangência à incidência do Imposto de Renda, ou seja, sobre o vencimento com as vantagens pecuniárias e mais ainda todas as importâncias recebidas do empregador a qualquer título. A fim de evitar o falso pressuposto de que gratificação, férias indenizadas, etc. constituissem salário ou vencimento, tornou o legislador a questão da Identificação dos rendímentos da "Cédula C" muito mais sutil, com a enumeração de todas as hipóteses, casuisticamente, de Incidência e também das exceções. Estas, pela espécie e por não estarem, em alguns casos, devidamente justificadas, tomaram a índole, por fugirem da regra geral adotada, de condescendência ou privilégio. No mundo jurídico, a coisa vale não só pelo que é, mas, essencialmente, pelo que ocasiona. Pelo que é, multas vezes e quase 'sempre, nem mesmo chega a interessar ao complexo jurídico: é o exemplo da definição de salário e vencimento, para fins de incidência do Imposto de Renda em nosso Pais. A vantagem desse posicionamento do Fisco, manifestado inicialmente através de decisões normativas e pareceres e que passou a integrar a legislação do tributo, explica-se pela rentabilidade na cobrança do Imposto de Renda, quando alargado o âmbito de sua Incidência sobre os ganhos dos assalariados. Desejamos, pois, mais uma vez, salientar a inviabilidade jurídica e o ílogísmo dessa forma de conceituar os rendimentos da "Cédula C", quando, pela tradição do direito, já se tem perfeitamente assentado o significado de salário e vencimento. Assim, dentro deste critério, príncípíarnos o nosso projeto de lei por definir o que seja vencimento, para fins tributários, dando à futura. lei a índole de lei Interpretativa, tendo em vista. a disfunção que a catalogação constante do art. 16 da Lei básica do Imposto de Renda representa, e, mais adiante, isentando da incidência desse tributo as vantagens financeiras consideradas como indenizações. Como observa Paul Roubier é exatamente esse o escopo da lei Interpretativa: "Na lei de Interpretação, o legislador ou confirma uma interpretação que tendia a prevalecer ou, ao contrário, a rejeita, em favor de uma interpretação menos seguida ou mesmo de uma interpretação Inteiramente nova. Sem dúvida, sua Interpretação terá conseqüências particulares, eis que ela é dada em forma de lei, sendo que essa forma legislativa acarretará os efeitos normais de le1." (Paul Roubler _ Le Droit Transitoire Dalloz et Sirey, pág. 248.) A exclusão da incidência do Imposto de Renda sobre gratificações, adicionais de função e representação, abono de dedicação integral, férias, licença-prêmio e horas extras, quando gozadas ou transformadas em espécie, conforme o regime jurídico do servidor, justifica-se porque: a) gratificações - sempre atribuídas de forma precária aos servidores públicos e privados, quer quando prestam serviços comuns da função em condições anormais de segurança, salubridade ou onerosidade (gratificações de serviços), quer quando concedidas como ajuda aos assalariados que apresentam os encargos pessoais que a lei ou contrato especifiquem (gratificações pessoais), em um e outro caso não se Incorporando automaticamente ao vencimento, nem gerando direito subjetivo à continuidade desua percepção - são vantagens que, quando não visam compensar riscos ou ônus de serviços, compensam uma série de obrigações acrescidas aos deveres normais dos assalariados, tais como a obrigação de andar sempre de terno e gravata, de ser o primeiro a chegar e o último a sair do serviço, de cultivar a urbanidade, apesar do trabalho árdun.problernas e responsabilidades, de gerir o negócio - supervisionando, coordenando ou controlando ou de assessorar, o que lhe obriga a estar sempre atualizado quanto aos conhecimentos técnicos e científicos de seu ramo ou profissão, enfim uma mudança radical de apresentação, de comportamento, de aperfeiçoamento, de treinamento e Integração na empresa ou órgão; b) adicionais de função e representação, que compreendem vantagens destinadas a compensar encargos decorrentes de funções especiais, apartadas da atividade administrativa ordinária, atríbuídas em função do tempo de serviço (ex facto temporis) ou em razão da natureza especial da função (ex facto officiil, ou vantagens pecuniárias contemplando o mérito ou a antigüidade, constituindo-se, em ambos os casos, meios de Integração do servidor na empresa ou no órgão; c) abono de dedicação integral, forma. sutil, criada pelas empresas e órgãos do serviço público direto e indireto, de emulação. pela qual o servidor deixa de laborar em qualquer outra atividade remunerada fora do âmbito da empresa ou serviço; d) férias e licença-prêmio conversíveis em pecünía, que são vantagens pecuniárias anômalas, eis que não se enquadram nem como adicional de função, nem como gratificação, constituindo-se um prêmio condicionado a certo tempo de serviço efetivo, ou, inclusive. a determinadas condições de exerciclo do cargo - assiduidade e disciplina. E o gozo de férias ou de licença-prêmio. pelos seus fins higiênicos, de restauração do desgaste físico e mental que um trabalho repetitivo e prolongado acarreta naturalmente ao servidor, é um direito já consagrado; e) horas extras, que se constituem em vantagem pecuniária decorrente da extensão do trabalho fora do seu horário normal, tendo em vista a necessidade de serviço. Quanto a este caso, seria ocioso falar-se sobre as implicações que decorrem para o servidor e sua familla. Em todos esses casos, encontramos um estreito relacionamento com a justa medida das leis retrocítadas, que beneficiam m1litares e congressistas, inclusive vereadores (v. Portaria MF n.o 162, de 1977). Abrindo um parêntese, é oportuno lembrar que uma das aspirações do Governo, máxime de qualquer governo bem intencionado, é perseguir,' através de práticas adequadas, a idéia de uma equitatlva redistribuição de renda. Conquanto esse problema seja dos mais dificeis de solucíonar, pois o próprio crescimento econômico parece que tem é aprofundado as desigualdades na repartição da renda, apesar das melhorias verificadas no nível de bem-estar de amplas camadas da população, o assunto não pode ser esquecido e, por isso, vez por outra, entre nós, ocupa lugar de primeiro plano nos Programas de Governo. Na verdade, no papel econômico de primeiro plano, cabe ao Estado a luta pela elevação do nível de renda da população. Retirar de uns, que têm muito, para distribuir a muitos, que têm pouco, é uma medida salutar, e, para tanto, a manipulação dos tributos diretos, através da classificação adequada dos rendimentos e aplícação de escalas progressivas. e indiretos, pela seletividade dos bens a tributar e graduação das aliquotas em função da essencialidade dos produtos, se presta como complementação, por mecanismos tributários. dos efeitos da política redistributiva. Mas essa forma de redistribuição se torna inadequada e injusta quando o objetivo básico da tributação, no caso do Imposto de Renda, seja a pirâmide salarial. E lamentavelmente é o que está ocorrendo em nosso Pais. A continuidade desse procedimento contradiz, pela base, a determinação do Governo em melhorar rapidamente o nível de renda do povo, através de medidas recentes como a da correção monetária dos salários. O ajuste da carga fiscal de forma. mais eqüitativa sobre o rendimento dos assalariados é um imperativo de ordem social, a. fim de dar-lhe conteúdo mais humano, social e ético. Por Isso. contribuímos com o nosso projeto para iniciar a correção de situações injustas a que conduziram determinadas estratégias governamentais, quando imperava na órbita politica e econômica a teoria de "deixar o bolo crescer" para só depois redistribuir. E essa correção se insere, perfeitamente, na nova sistemática de reajuste salarial proposta pelo Governo, ora em tramitação no Congresso Nacional,. contemporizando os efeitos negativos decorrentes da aplicação dessa politica aos salários de maior valor nominal, da mesma forma que libera poder de compra para as classes situadas nas faixas inferiores de salário, garantindo, assim, os ganhos reais decorrentes dos aumentos em função da elevação da taxa de produtividade e a Integridade das parcelas referentes às chamadas "Indenizações".. A medida constitui-se, assim, forma de aperfeiçoamento da politlca salarial e fiscal, eliminando distorções que estão contribuindo negativamente para atingirmos o desejável e justo perfu de distribuição da renda social. O nosso projeto. em síntese, constitui-se um abrandamento dos rigores da lei - a benigna e humana interpretação da lei para sua aplicação à maneira da "Equlty" do direito inglês, qu~ corrige ou modifica benignamente os rigores da "Common Law". Ele se constitui, portanto, na benigna e humana correção da ofe-

11 Junho de 1980 DIARIO DO CONGRll:SSO NACIONAL.s~ão II Quarta-feira ' Umidade do Imposto de Renda sobre os ganhos dos assalariados. Esperamos, por conseguinte, contar com o apoio e aprovação dos nossos pares. Sala das Sessões, 8 de utubro de Jose Amorim. LEGlSLAQAO PERTINENTE, ANEXADA PELA COORDENAQAO DAS COMISSOES PERMANENTES CONSTITUIÇAO DA REPúBLICA FEDERATIVA DO BRASIL EMENDA CONSTITUCIONAL N.D I, DE 17 DE OUTUBRO DE 1969 TíTULO I Da Orpnização Nacional CAPíTULO VI Do Poder Lepslativo SEÇAO V Do Processo Lepslativo Art : da competência exclusiva do Presidente da República a iniciativa das leis que: I - disponham sobre matéria financeira; IV - disponham sobre organízação administrativa e [udícíária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração do Distrito Federal. bem corno sobre organização judiciária, administrativa e matéria tributária dos Territórios; SEÇAO VI Do Orçamento Art. 65. :6: da competência do Poder Executivo a Iniciativa das leis orçamentárias e das que abram créditos. fixem vencimentos e vantagens dos servidores públicos, concedam subvenção ou auxilio ou, de qualquer modo, autorizem, criem ou aumentem a despesa pública. LEI N.o 5.172, DE 25 DE OUTUBRO DE 1966 Dispõe sobre o Código Tributário Nacional e institui normas gerais de Direito Tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios. LIVRO SEGUNDO NOrDl6S Gerais de Direito Tributário TíTULO II Obrigação Tributária CAPíTULO V Exclusão elo Crédito Tributário SEÇAO I Disposições Gerais Art Excluem o crédito tributário: I - a isenção; n - a anistia. Parágrafo único. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela conseqüentes. SEÇAO II Isenção Art A ísenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. Parágrafo único. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela. peculiares. Art. 177 Saivo disposição de lei em contrário. a isenção não é extensiva: I -- às taxas e às contribuições de melhoria: II _. aos tributos Instituidos posteriormente a sua concessâo Art A isenção, salvo.se concedida por prazo certo ou em função de determinadas condições, pode ser revogada ou modificada por lei a qualquer tempo, observado o disposto no inciso 111 do art Art A Isenção, quando não concedida em caráter geral, e efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o Interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para sua concessão. 1.0 Tratando-se de tributo lançado por período certo de tempo. o despacho referido neste artigo será renovado antes da expiração de cada periodo cessando automaticamente os seus efeitos a partir do primeiro dia do período para o qual o interessado deixar de promover a continuidade do reconhecimento da isenção 2.0 O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, aplicando-se, quando cabível. o disposto no art SEÇAO 111 Anistia Art A anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à. vigência da lei que a concede, não se aplicando: I - aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação. sejam praticados com dolo, fraude e simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele; II - salvo disposição em contrário, às infrações resultantes de conluio entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas. Art A anistia pode ser concedida: I - em caráter geral; II - limitadamente: ai às Infrações da legislação relativa a determinado tributo; b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante, conjugadas ou não com penalidades de outra natureza; c)a determinada região do território da entidade tributante em função de condições a ela peculiares; di sob condição do pagamento do tributo no prazo fixado pela lei que o conceder, ou cuja fixação seja atríbuída pela mesma lei à autoridade administrativa. Art A anistia, quando não concedida em caráter geral. é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei para sua concessão. Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, aplicando-se, quando cabível, o disposto no. art LEI N.o 4.506, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1964 Dispõe sobre o imposto que recai sobre as rendas f' proventos de qualquer natureza. O Presidente da República: Faço saber que o Congresso Nacional decreta, e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1.0 As pessoas físicas, domiciliadas ou residentes no Brasil que tiverem renda liquida anual superior a vinte e quatro vezes o salário mínímo fiscal, apurada de acordo com a lei, são contribuintes do Imposto de Renda sem distinção de nacionalidade, sexo, idade, estado ou profissão. Art. 2. VETADO Art A partir do exercido financeiro de 11965, os valore~ expressos em cruzeiros, na legislação do Imposto de Renda, serão atualizados anualmente em função de coeficientes de correção monetária estabelecida pelo Conselho Nacional de Economia, desde que os índices gerais de preços se elevem acima de 10% (dez por cento) ao ano ou de 15% (quinze por cento) em um triênio. Parágrafo único. Os valores expressos, VETADO em salários mínímos, VETADO, serão convertidos em cruzeíros e ficarão sujeitos ao disposto neste artigo.

12 5780 Quarta-feira 18 DIARIO DO CONGRESSO NACIONAL (Seção I) Junho de ISSO Art. 4. Os rendimentos de menores serão tributados conjuntamente com os seus pais. 1.0 O disposto neste artigo não se aplica: a) aos filhos emancipados; b) aos filhos de primeiro leito de bínuba no exercicio de pátrio poder, que poderão apresentar declaração em separado; c) aos filhos menores que, auferindo rendimento de trabalho. optem pela apresentação da declaração em separada. 2. Os menores serão representados por seus pais ou representante legal. I 3. Os rendimentos dos menores só responderão pela parcela de imposto proporcional à relação entre seus rendimentos líquidos e o total da renda bruta declarada conjuntamente com a de seus pais. Art. 3. Estão isentos do imposto os rendimentos do trabalho auferidos por:. I - Servidores diplomáticos de governos estrangeiros; n - Servidores de organismos internacionais de que o Brasil faça parte e aos quais se tenha obrigado, por tratado ou convênio a conceder isenção; ni - Servidor não brasileiro de embaixada, consulado e repartições oficiais de outros países no Brasil, desde que no País de sua nacionalidade seja assegurado igual tratamento a brasileiros que ali exerçam idênticas funções. Parágrafo único. As pessoas referidas nos itens II e IrI deste artigo serão contribuintes como residentes no estrangeiro em relação a outros rendimentos produzidos no Pais. Art. 6. Os brasileiros serão tributados pelos rendâmentos recebidos de governo estrangeiro, quando correspondam à atividade exercida no território nacional. Art. 7. A partir do exerciclo financeiro de 1965 inclusive deixarão de incidir Impostos cedulares sobre os rendimentos liqnídos declarados pelas pessoas físicas, na forma da lei. Art. 16. Serão classificados como rendimentos do trabalho assalariado todas as espécies de remuneração por trabalho ou serviços prestados no exercícío do empregos, cargos ou funções referidos no artigo 5. do Decreto-lei n,> de 27 de setembro de 1943e no art. 16 da Lei n.o 4.357, de 16 de julho de 1964.tais como: I - Salários, ordenados, vencimentos, soldos, soldadas, vantagens, subsídios,.:p.onorárlos, diárias de comparecimento; Ir - Adicionais, extraordinários, suplementações, abonos, bonificações, gorjetas; III - Gratificações, participações, interesses, percentagens, prêmios e cotas-partes em multas ou receitas; IV - Comissões e corretagens; V - Ajudas de custo, diárias e outras vantagens por viagens ou transferência do local de trabalho; VI - Pagamento de despesas pessoais do assalariado, assim entendidas aquelas cuja dedução ou abatimento a lei não autoriza na determinação da renda líquida; vn - Aluguel do imóvel ocupado pelo empregado e pago pelo empregador a terceiros, ou a diferença entre o aluguel que o empregador paga pela locação do prédio e o que cobra a menos do empregado pela respectiva sublocação: VIII - Pagamento ou reembolso do imposto ou contribuições que a lei prevê como encargo do assalariado; IX - Prêmio de seguro individual de vida do empregado pago pelo empregador, quando o empregado é o beneficiário do seguro, ou indica o beneficiário deste; X - Verbas, dotações ou auxilios, para representações ou custeio de despesas necessárias para o exercício de cargo, função ou emprego. XI - Pensões, civis ou militares de qualquer natureza, meiossoldos, e quaisquer outros proventos recebidos do antigo empregador de institutos, caixas de aposentadorias ou de entidades governamentais, em virtude de empregos, cargos ou funções exercidas no passado excluídas as correspondentes aos mutilados de guerra ex-integrantes da Força Expedicionária Brasileira. Parágrafo único. Serão também classificados como rendimentos de trabalho assalariado os juros de mora e quaisquer outras indenizações pelo atraso no pagamento das remunerações previstas neste artigo. Art. 17. Não serão incluídos entre 05 rendimentos tributados de que trata o artigo anterior: I - As gratírícações por quebra de caixa pagas aos tesoureiros e a outros empregados, enquanto manipularem efetivamente valores, desde que em limites razoáveis nessa espécie de trabalho; n - A indenização por despedida ou recísão de contrato de trabalho que não exceder os limites garantidos pela Lei; III - Os proventos de aposentadoria ou reforma quando motivada pelas moléstias enumeradas no item li! do artigo 178 da Lei n.o 1.711, de 28 de outubro de 1952; IV - As indenizações por acidente no trabalho; V - Os prêmios de seguro de vida em grupo pagos pelo empregador em benefícios dos seus empregados; VI - Os serviços médicos, hospitalares e dentários mantidos ou pagos pelo empregador em benefício dos seus empregados; VII - A alimentação fornecida gratuitamente pelo empregador aos seus empregados ou a diferença entre o preço cobrado pela alimentação fornecida e o seu valor de mercado; VIII - O valor do transporte gratuito, ou. subvencionado, fornecido ou pago pelo empregador em benefício das seus empregados, seus familiares ou dependentes; IX - Os uniformes, roupas ou vestimentas especiais indispensáveis ao exercício do emprego, cargo ou função, fornecidos peio empregador gratuitamente ou a preços inferiores ao custo; X - Salário-Família, VEl'ADO e aviso prévio pago em dinheiro. Art. 18. Para a determinação do rendimento líquido, o beneficiário de rendimentos do trabalho assalariado poderá deduzir dos rendimentos brutos: I - As contribuições para institutos e caixas de aposentadoria e pensões, ou para outros fundos de beneficência; 11- O Imposto sindical e outras contribuições para o sindicato de representação da respectiva classe; As contribuições para associações científicas e as despesas com aquisição ou assinatura de livro, revistas e jornais téeníccs, VETADO. IV -:- As despesas com aquisição de instrumentos, utensílios e materiais necessários ao desempenho de seus cargos, funções. trabalhos ou serviços, quando por conta do empregado; V - Os gastos pessoais de passagens, alimentação e alojamento, bem como os de transporte de volumes e aluguei de locais destinados a mostruários nos casos de viagens e estada fora do local de residência: lj,)até o Iímíte das ímportâncías recebidas para o custeio desses gastos, quando pagos pelo empregador, desde que suficientemente comprovados ou justificados; b) efetivamente comprovados, quando correrem por conta do empregado, ressalvado o disposto na alínea e; e) independentemente de comprovação, até 30% (trinta por cento) do rendimento bruto, no caso de caixeiro-viajante. quando correrem por conta destes. VI - As despesas pessoais de Iocomoçâo de servidores ou empregados que exerçam permanentemente as funções externas de vendedor, propagandista, cobrador, fiscal, inspetor e semelhantes que exijam constante locomoção, até 5% (cinco por cento) do rendimento bruto, independentemente de comprovação, quando correrem por conta do empregado; VII - As ajudas de custo e diárias pagas por cofres públicos ou qualquer empregador, destinadas à indenização de gastos de transferência e de instalação do contribuinte e da sua família em localidade diferente daquela em que residia; VIII - As despesas de representação pagas pelos cofres públicos: a) para o exercício de funções transitórias no exterior, de duração até seis meses consecutivos; b) até o limite estabelecido para cada caso, quando se tratar de exercício de funções no exterior por prazo supertor a seis meses consecutivos; IX - As despesas de representação pagas por entidades privadas aos seus dirigentes ou administradores ou a empregados cujas atribuições imponham gastos desta natureza desde que compreendidas no limite de 15% (quinze por cento) da remuneração mensal fixa a eles devida; X - As despesas efetivamente realizadas pelo contribuinte para aquisição de uniformes ou roupas especiais exigidas pelo

13 Junho de 1980 DlARIO DO CONGRESSO NACIONAL (Sec;ão I) Quarta-feira trabalho ou serviço, quando não sejam fornecidas pelo empregador, e desde que não ultrapassem: a) de 20% (vinte por cento) dos rendimentos brutos, nos casos de cantores e artistas que representem em espetáculos publicas; ou b) de 5% (cinco por cento) dos rendimentos brutos nos demais casos; XI - As diferenças de caixa e as perdas efetivamente pagas por tesoureiros ou por outros empregados que manipulem valores desde que não cobertas por seguro ou por gratificação de quebra de caixa, excluídas as resultantes de ação dolosa do empregado; XII - Os encargos de juros e amortização dos empréstimos contraídos pelo assalariado para pagar a sua educação, treinamento ou aperfeiçoamento; XIII - As despesas com ação judicial necessãrta ao recebimento dos rendimentos, inclusive de advogados, se tiverem sido pagos pelo contribuinte, sem indenização. XIV - Independentemente de comprovação, até 30% (trinta por cento) do rendimento bruto, excluídas as ajudas de custo e diárias de viagem, quando se tratar de mandato eletivo de representação popular. Parágrafo único. Em relação às pensões civis ou militares, meios soldos e quaisquer outros proventos recebidos do antigo empregador, ou institutos de aposentadoria ou pensões em virtude de empregos, cargos ou funções exercidas no passado, somente serão admitidas as deduções previstas no Item XIII. Art. 19. Para efeito de tributação poderão ser distribuídos por mais de um exercício financeiro os rendimentos recebidos acumuladamente em determinado ano: I - Como remuneração de trabalhos ou serviços prestados em anos anteriores e em montante que exceda de 10% (dez por cento) dos demais rendimentos do contribuinte no ano do recebimento se o recebimento acumulado resultar: a) de anterior Incapacidade financeira do devedor para pag-á-ios; b) de disputa judicial ou administrativa sobre o respectivo pagamento; c) de estipulação contratual prevendo o recebimento acumulado ou final, nos casos de honorários ou remunerações dos profissionais liberais: II - Nos casos de prêmios ou vintenas do testamento nos Inventários que não se encerrem dentro de 18 meses da sua abertura: DECRETO N.o , DE 2 DE SETEMBRO DE 1975 Aprova o RecuIamento para a cobrança e fiscalização do Imposto sobre a Renda e proventos de qualquer natureza. REGULAMENTO DO IMPOSTO SOBRE A RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA LIVRO I Da Tributação das Pessoa"!I Físicas TíTULO In Dos Rendimentos Sujeitos à Declaração CAPíTULO VI Dos Abatimentos da Renda Bruta SEÇAO III DOII Rendimentos Sujeitos à Declaração e Despesas de Hospitalização Art. 71. Poderão ser abatidos da renda bruta: a) os pagamentos feitos a médicos e dentistas pelo contribuinte ou pessoas compreendidas como encargos de família, desde que tais pagamentos sejam especificados e comprovados, a juízo da autoridade lançadora, com indicação do nome e endereço de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque pelo qual foi efetuado o pagamento; b) as despesas de hospitalização do contribuinte ou das pessoas compreendidas como encargos de família nos termos do artigo 70 e parágrafos; PARECER DA COMISSAO DE CONSTITUIÇAO E JUSTIÇA I - Relatório O Projeto de Lei em referência, de a.utoria do Deputado Jose Amorim, redefine as diferentes modalidades de rendimentos do trabalho assalariado, excluindo da Incidência do Imposto de Renda de Pessoa Física as indenizações recebidas do empregador pelos assalariados, sendo assim considerados as gratificações. díárías. ajuda de custo, representações, adicionais, etc. 2, O autor do projeto ressalta que a medida proposta trará um abrandamento dos rigores da lei, pela redução da pesada carga fiscal que Incide, hoje, sobre os rendimentos do trabalho assalariado, aperfeiçoando a politica salarial e fiscal e eliminando distorções que estão contribuindo negatlvame.nte para o desejável e justo perfil de distribuição da renda social. 3, Compete à Comissão de Constituição e Justiça examinar a constitucionalidade, legalidade, jurldlcldade e a técnica legislativa do projeto, bem como o mérito da proposição. 4, Quanto à constitucionalidade, cabe apreciar a competência legislativa'da União, o poder de iniciativa e a conformidade do texto com a Lei Maior. :), Compete à União, consoante o disposto no artigo 21 Inciso IV, da Carta Magna, Instituir imposto sobre a renda e proventos, de qualquer natureza, salvo ajuda de custo e diárias pagas pelos cofres públicos na forma da lei. Sendo-lhe atríbuída a competência para instituir o imposto sobre o gênero "renda e proventos de qualquer natureza", cabe-lhe, Implicitamente o poder de isentar as espécies de rendimentos cuja tributação não lhe convenha, 6. No que tange ao poder de Iniciativa, cumpre verificar se o conteúdo da proposição é de molde a admitir a regra geral da iniciativa concorrente, prevista no artigo 56, ouse, pela sua natureza, se subsume a uma das exceções previstas n08 artigos 57, 65, e 109, todos da Lei Maior. A Isenção do Imposto de Renda de que trata o projeto, constitui matéria. financeira. Com efeito. a doutrina consagra o conceito de que matéria financeira é tudo que diga respeito à receita, à despesa, ao orçamento e ao crédito público. mesmo que se trate de assunto de natureza tributária. A isenção implica necessariamente numa redução da receita pública, sendo pacífica, assim, a sua característica de matéria financeira. Sendo de competência exclusiva do Presidente da República a iniciativa de leis atinentes a matéria financeira, face ao disposto no artigo 57, inciso I da Lei Fundamental, é de excluir-se a iniciativa parlamentar no caso em exame. 7. Face à Inconstitucionalidade da iniciativa, dispensável se torna a apreciação dos demais aspectos de constitucionalidade, legalidade. jurldicídade, técnica legislativa, bem como do mérito da proposição Voto do Relutor Face ao exposto, em que pesem os nobres propósitos do Autor, pronunciamo-nos pela inconstitucionalidade do projeto. Sala da camissáo, 14 de mala de 1980.'- JoacU Pereira. Relator, Parecer da Comissão A Comissão de Constituição e Justiça, em reunião de sua Turma "A", opinou, unanimemente, pela inconstitucionalidade do Projeto"n.? 2,058/79, nos termos do parecer do Relator. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Ernanl Satyro Presidente, Joacll Pereira - Relator, Altair Chagas, Brabo de Carvalho, Djalma Marinho, Francisco Benjamim, Gomes da Silva. Jairo Magalhães, João Gilberto, Lázaro Carvalho, Osvaldo Meio e Paulo Pimentel. Sala da Comissão, 14 de mala de Ernani Satyro, Presidente - Joacil Pereira, Relator. PROJETO DE LEI N.o A, DE 1979 (Do Sr. Samir Achôa) Institui, em caráter obrigatório, o ensino da capoeira nos cursos de graduação em Educação FísIca; tendo pareceres: da Comissão de Constituição e Justiça, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica iegisla.tiva; e, da Comissáode EducaAlãio e Cultura, pela rejeição. (Projeto de Lei n.v 2.488, de 1979, a que se referem os pareceres.) O Congresso Nacional decreta: Art. 1.0 Fica Instituído, em caráter obrigatório, o ensino teórico e prático da capoeira, no currículo mínimo dos cursos de graduação em Educação F1slca. Art. 2. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3. Revogam-se as disposições em contrário..

14 :>182 Quarta-feira 18 DIARIO DO CONGRUSO NACIONAL (Sifão 1) Junho de 1_ JustificaçãD Dentre as chamadas artes marciais, a capoeira possuí, para nós, brasileiros, um significado especial, porque representa poderoso Instrumento de transmissão de nossas raizes culturais. Produto da cultura afro-brasileira, a prática da capoeira dei XIOU de constituir privilégio de nosso povo ou de nossa raça, para tornar-se, ao lado do caratê, do box, da luta livre, um esporte praticado em todo o mundo. Como luttt, a capoeíra caracteríza-se pela dinâmica de seus movimentos, baseada na filosofia segundo a qual o importante não é somente a Tida, mas também a liberdade. COrno folclore, a capoeira constitui a condensação sócío-etnográfica de quatro séculos de brasílídade, no que o Brasil possi de mais autêntico em termos de manifestação popular. Praticada ao som de cantos e instrumentos musicais, como o berimbau, o pandeiro, o atabaque e, em alguns casos, do recoreco, afoxê e do agogô, que ditam o ritmo e as normas de comportamento, esse apreciado esporte nacional evoca as lutas do passado e transmite, ao mesmo tempo, uma mensagem de otimismo, de confiança no futuro. O conhecido capoerísta Paulo Gomes assim se refere a esse lnigualável esporte nacional: "A capoeira não se define: sente-se, vibra-se. Ela é um misto de acrobacia e dança; de gínâstíea e esporte; de folguedo e expressão folclórica; é canto; é ritmo; é música; é, sobretudo, a espetacular forma de luta que mais capacita seu praticante à defesa pessoal, a manutenção de sua integridade rísíca," Com tantos atributos, recomendáveis ao aperfeiçoamento do corpo e da mente, a capoeira deve ser disciplina obrigatória nos cursos de graduação ministrados em nossas escolas superiores de Educação Física. Ninguém melhor do que os professores de Educação Física poderá promover o efeito multíplíeador na difusão do salutar esporte junto à juventude de nosso Pais, uma extensa e idealista faixa populacional, ávida de aprender e eultivar os valores que informa a própria nacionalidade. O estudo compulsório da capoeira em nossas Universidades representará o reconhecimento do Estado aos nossos valores culturais, elevando-lhes o status e colocando-a, assim, no mesmo nível das lutas orientais. Vale ressaltar que, nos Países Orientais, as lutas nacionais fazem parte, obrigatoriamente, do curriculo escolar, existindo escolas para a formação de professores especializados. Poucos paises possuem o orgulho de possuir uma luta nacional. O Brasil a possui. Resta apenas cultivá-la e divulgá-la. Sala das Sessões, de de Samir Achôa. PARECER DA COMISSAO DE CONSTITUIÇAO E JUSTIÇA I - Relatório A presente proposição, da lavra do ilustre Deputado Samir Achôa, destina-se a instituir, em caráter obrigatório, o ensino da capoeira, modalidade desportiva oriunda do folclore afro-brasileiro, no currículo mínimo dos cursos de graduação em Educação -Física. Argumenta o parlamentar, na Justificação à matéria, que a aprendizagem do salutar desporto "representará o reconhecimento do Estado aos nossos valores culturaís, elevando-ihe o status e colocando-a, assim, no mesmo nivel das lutas orientais". Distribuida às Comissões de Constituição e Justiça e de Educação e Cultura, compete a este órgão o exame da constitucionalidade, juridic:ldade e técnica legislativa da proposição, cabendo a análise do mérito à Comissão que se pronunciará a seguir. A luz da COnstituição Federal, a competência da União para dispor sobre o assunto está prevista no seu art. 8., item XVII, alínea "q" e, em se tratando de atribuição da União, compete ao Congresso Nacional legislar a respeito (art. 43>, não se verificando infringência aos arts. 57 e 65 que subtraem ao Legislativo a iniciativa de determinados projetos de lei. A matéria é também juridica e está redigida de acordo com a boa técnica legislativa. Voto do Relator n - Em decorrência, manifestamo-nos pela constitucionalidade, [uridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Lei n.o 2.488,de Sala da Comissão, 16 de abril de Joacil Pereira, Relator. ' In - Parecer da Comissão A Comissão de Constituição e Justiça, em reunião de sua Turma "A", opinou, unanimemente, pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto n.o 2.488/79, nos termos do parecer do Relator. O Sr. Ernani Satyro votou "com restrições" quanto à [urtdícidade da proposição. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Francisco Rossi. Vice-Presidente, no exerclcio da Presidência; Joacil Pereira, Relator; Afrisio Vieira Lima, Antônio Mariz. Brabo de carvalho. Olaudíno Sales. Edgard Amorim, Emani Satyro, Gomes da Silva. João Gilberto, Marcello Cerqueira e Roque Aras. Sala da Comissão, 16 de abril de 1l~80. - FraDcl8eo Rossi, Vice-Presidente no exercício da Presidência - loacu Pereira, Relator. PARECER DA COMISSAO DE EDUCAÇAO E CULTURA I - Relatório A presente proposição, de autoria do Deputado Samir Achôa. tem como objetivo instituir, em caráter obrigatório, o ensino da capoeira nos cursos de graduação em Edueação Física. Em sua justificação, argumenta o Autor que a capoeira representa um Instrumento de transmissão das nossas raízes eulturaís, por ser produto da cultura afro-brasileira, além de ser recomendável ao liiperfeiçoamento do corpo e qa mente por seus inúmeros atributos. Diz ele ainda que "o estudo compulsório da capoeira representará o reconhecimento do Estado aos nossos valeres culturais, elevando-lhe o statu e colocando-a no mesmo nível das lutas oríentaís". Na Comissão de Constituição e Justiça, a matéria recebeu parecer favorável quanto à constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa, cabendo a esta Comissão a apreciação quanto ao mérito. J!: o relatório Voto do Relator J!: inegável o valor que a capoeira representa para os brasileiros. não só pela riqueza de movímentos, como também pelo seu aspecto cultural, uma vez que é parte integrante do nosso folclore. No entanto, a flexibilidade curricular - um dos pontos mais ressaltados e louvados da reforma do ensino - permite à escola organízarseus currículos plenos de conformidade com o mercado de trabalho e com as condições peculiares a cada região, respeitando, em última etapa, o interesse do próprio alllf'0' Sendo assim, o ensino de capoeira nas escolas de Educação Física pode ser reíto em caráter facultativo, como ocorre em relação a outras modalidades de desportos. Torná-la disciplina obrigatória poderia prejudicar a qualidade do ensino ministrado em nossas escolas superiores, por não dispormos de um número suficiente de professores especializados em capoeira para atender às exigências educacionais, correndo-se o risco de admitir, como professores de nível superior, "fazedores" de capoeira, desprovidos de qualquer formação pedagógica e de nível cultural não condizente com o requerido a um professor universitário. Consideramos então lícita a inclusão do ensino da capoeira no currículo dos cursos superiores de Educação Física, não sendo recomendável mínístá-ia _em caráter obrigatório. Já em 197&, ao manifestar-me, como Relatora, sobre o Projeto de Lei n.o 2.283, de autoria do Deputado Joaquim Bevílaequa, que pleiteava a mesma obrigatoriedade do ensino da capoeira nas Escolas de Educação Física, votei contra o mesmo, e o meu Parecer foi aprovado por unanimidade pelos demais membros da Comissão. Pelai; razões expostas, somos contrários à aprovação do Projeto. Sala da Comissão, 11 de junho de Lyrta Lessa Bastos. Relatora. Pueeer da Comi!llláo m - A Comissão de Educação e Cultura, em sua reunião ordinária, realizada em 11 de junho de 1980, opinou, unanimemente, pela rejeição do Projeto de Lei n.o , do sr. Samir Achôa, que "ínstítuí, em caráter obrigatório, o ensino da capoeira nos cursos de graduação em Edw:ação Física", nos termos do parecer da Relatora, Sra. Lygia Lessa Bastos. Estiveram presentes os senhores Deputados: Braga Ramos, Presidente; Lygia Lessa Bastos, Relatora; Rômulo Galvão, Anisio de Souza, Daniel Silva, Carlos Sant'Anna, Bezerra de Melo, João Herculino, Salvador JulianeIl1, Aécio Cunha, Leur Lomanto, José Ma:r1a de Carvalho, Alcir PImenta e Simão Sessim. sala da Comissão, 11 de junho de Brara Ramos, Presidente - Lyrta Lessa Bastos, Relatora.

15 Junho de 1980 DIARIO DO CONGRESSO NACIONAL (Seção J) Quarta-feira PROJETO DE LEI N.o A. DE 1989 (Do Sr. Peixoto Filho. Dlspêe sobre a criacão de Escola Técnica Federal. no Município de Maré. no'estado do Rio de Janeíro; tendo parecer, da Comissão de Constituição e Justiça. pela incenstltueíenalldade. l Projeto de Lei n.o de a que se refere o parecer.i O Congresso Nacional decreta: Art. 1.0 ];; criada no Município de Magé, Estado do Rio de Janeiro. 1 l uma) Escola Técnica Federal. Art. 2.0 O estabelecimento de ensino de que trata esta lei manterá cursos de 2. grau destinados à formação de técnicos em agricultura e pecuária. Art. 3. O estabelecimento de Ensino de que trata esta lei será instalado em área de terras da antiga Fazenda do Saco, [á desapropriada pelo Estado, para esse fim. Art. 4. As despesas com a instalação da Escola Técnica Federal de Magé correrão por conta do Fundo de Apoio ao Desenvoívímento Social ifasi. consignando-se no orçamento da União para os exerciclos seguintes, as necessárias dotações para manutenção de seu funcionamento. Art. 5. O Poder Executivo, através do Ministério da Educação e Cultura. regulamentará esta lei no prazo de 90 moventar dias. Art Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. Art Revogam-se as disposições em contrário. Justificação Reapresento o presente projeto de lei por seus juridicos fundamentos e díãnte dos inúmeros apelos recebidos das comunidades fluminenses. Por isso, Impõe-se reexame da matéria por parte da douta Comissão de Constituição e Justiça, certo de que não há nenhum conflito com os arts. 57 e 65 da Constitulcâo Federal vigente. A agricultura fluminense ainda se ressente, para desenvolvimento, da atuação efetiva de técnicos em agricultura e pecuária devidamente qualificados. Acresce dizer que, no Estado do Rio de Janeiro de tão gloriosas tradições, no setor agropecuário não existem estabelecimentos de ensino destinados à formação de técnicos em agropecuária de nivel médio, correspondente ao 2. 0 grau, o que tem concorrido para retardar ou impedir a expansão e modernização das atividades agropastorís. Por isso, nada mais justo e oportuno do que a criação de Escolas Técnicas Federais destinadas à formação de técnico em agricultura e pecuária. A escolha do Município de Magé, RJ, apesar de Integrante da Região Metropolitana do Rio de Janeíro para sede da Escola Técnica Federal. como preconiza este Projeto de Lei, tem respaldo nas excepcionais condições infra-estruturais para esse fim. Assim é que. com a loeallzaçâo da Escola, em área de terras da antiga Fazenda do Saco, abrangendo as cidades de Cachoeiras de Macacu, Itaborai Rio Bonito, Silva Jardim, Nova Friburgo, Teresópolís, Petrópolis, com elevado indice demográfico na zona rural de Magé, com esses Municípios. representam o centro geo-econômico dessa região, contando com desenvolvidas culturas de arroz, feijão, milho. cana-de-açúcar, hortlgranjeiros e outros produtos agrícolas, além da pecuária. Por outro lado, o Município de Magé. como os demais acima citados, ainda conta com diversos estabelecimentos de ensino de 1.0 e 2. 0 graus, dispondo, assim, de expressivo contingente estudantil, o qual. por certo, substancial parcela será deslocado para a futura Escola Técnica Federal. A construção de uma Escola polivalente no Município de Magé, RJ, destinada a qualificação de pessoal através de cursos técnicos na área de agricultura e pecuária é antiga reivindicação do laboríoso povo mageense. Finalmente, Indico como fonte de custeio para a criação da Escola recursos do Fundo de Apolo ao Desenvolvimento Social (FAS), mantido pela Loteria Esportiva. Sedes de Sindicatos de Classe e creches têm sido construídas com o dinheiro desse Fundo. O ano passado o MlnLstério da Educação liberou Cr$ 768 ml1hóes do FAS para hospitais universitários, oficlals e particulares. Dai. entender que o objetivo da minha proposicao não constítui matéria. reservada à iniciativa do Presidente da República. razão por que não havendo violação dos arts. 57 e 65 da Constituição Federal vigente. o Projeto de Lei tem assegurado a sua constitucionalidade e juridicidade. Sala das Sessões. 21 de março de Peixoto Filho. LEGISLAÇAO PERTINENTE. ANEXADA PELA COORDENAÇAO DAS COMISSÕES PERMANENTES LEI N.o DE 11 DE AGOSTO DE 1971 Fixa Diretrizes e Bases para o ensino de 1." e 2." Graus. e dá outras providências. Art. 4. Os curriculos do ensino de graus terão um núcleo comum. obrigatório em ãmbito nacional. e uma parte diversificada para atender. conforme as necessidades e possibilidades concretas. às peculiaridades locais. aos planos dos estabeleclmentos e às diferenças individuais dos alunos. ~ LU Observar-se-áo as esgulntes prescrições na definição dos conteúdos curriculares: I - O Conselho F ederal de Educação fixara para cada grau as matérias relativas ao núcleo comum. definindo-lhes os objetivos e a amplitude Os Conselhos de Educação relacionarão, para os respectivos sistemas de ensino. as matérias dentre as quais poderá cada estatelecimento escolher as que devam constituir a parte diversificada. IH - Com aprovação do competente Conselho de Educação. o estabeleclmento poderá incluir estudos não decorrentes de matérias relacionadas de acordo com o íncíso interior. ~ 2. 0 No ensino de 1.0 e 2. 0 graus dar-se-á especial relevo ao. estudo da Iingua nacional, como instrumento de comunicação e como expressão da cultura brasileira. 3. Para o ensino de 2.0 grau. o Conselho Federal de Educação fixara. além do núcleo comum. o mínimo a ser exigido em cada habilitação profissional ou conjunto de habilitações afins. 4. Mediante aprovação do Conselho Federal de Educação. os estabelecimentos de ensino poderão oferecer outras habllltacões profissíonais para as quaís não haja minimos de currículo previamente estabelecidos por aquele órgão. assegurada a validade nacional dos respectivos estudos. Art. 5. As disciplinas. áreas de estudo e atividade que resultem das matérias fixadas na forma do artigo anterior, com as disposições necessárras ao seu relacionamento ordenação. e seqüência, constituirão para cada grau o currículo pleno do estabelecimento Observadas as normas de cada sistema de ensino. o currículo pleno terá uma parte de educação geral e outra de formação especial, sendo organizado de modo que: a) no ensino de primeiro grau, a parte de educação geral seja exclusiva nas séries iniciais e predominantes nas finais: b) no ensino de segundo grau, predomine a parte de formação especial. 2. A parte de formação especial ou currículo: a) terá o objetivo de sondagem de aptidões e Iniciação para o trabalho, ou ensino de 1.0 grau, e de habilitação profissional, no ensino de 2. 0 grau; b) será fixada, quando se destine a Iniciação e habilitação profissional, em consonância com as necessidades do mercado de trabalho local ou regional. à vista de levantamentos periodicamente renovados Excepcionalmente. a parte especial do currículo poderá assumir, no ensino de 2. 0 grau, o caráter de aprorundamento em determinada ordem de estudos geraís, para atender a aptidão específica do estudante, por indicação de professores e orientadores. Art As habilitações profissionais. poderão ser realizadas em regime de cooperação com as empresas. Parágrafo único. O estágio não acarretará para as empresas nenhum vinculo de emprego, mesmo que se remunere o aluno estagiário. e suas obrigações serão apenas as especificadas no convênia feito com o estabelecimento. Art. 7. Será obrigatória a inclusão de Educação Moral e CIvíca, Educação Física Educação Artistica e Programa de Saúde nos currículos plenos dos estabelecimentos de 1.0 e 2. 0 graus, ob-

16 5'784 Quarta-feira 18 DIARIO DO CONGRESSO NACIONAL (Seção I) Junho de 1980 servado quanto à primeira o disposto no Decreto-lei n.? 869, de 12 de setembro de Parágrafo único. O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais dos estabelecimentos oficias de 1.0 e 2. graus. Art. 8. A ordenação do currículo será fta por séries anuais de disciplinas ou áreas de estudo organizadas de forma a permitir. conforme o plano e as possibilidades do estabelecimento, à inclusão de opções que, atendam as diferenças individuais dos alunos e, no ensino de 2. grau, ensejem variedade de habilitações..., -, : PAiR;EDER DA OOMISSAO DE CONSTITUIÇAO E JlUSTIÇA I - Relatório Propõe o ilustre Deputado Peixoto Filho, por meio do Projeto de Lei n.o 2.684, de 19:80, a criação de Escola Técnica Federal no munícípío de Magé, Estado do Rio de Janeiro. Nos termos da proposíçâo, referido estabelecimento de ensino manterá cursos de 2. grau destinados.à formação de técnicos em agricultura e pecuária (art. 2. ), será Instalado em área já desapropriada pelo Estado para esse fim (art. 3. ) e terá as despesas de Instalação custeadas por recursos do Fundo de ~io ao Desenvolvimento Social. Prevê, ainda, a propositura a regulamentação da matéria pelo Poder Executivo (art. 5. ). 2. A matéria foi distribuída a esta e às Comissões de Educação e Cultura e de Finanças. 3. ta este órgão técnico compete manifestar-se nos termos do art , do Regimento Interno. No que concerne, pois, à competêncía desta Comissão, temos a analisar que não nos parece válido. concessa venia, o argumento apresentado na justificação do projeto de que o mesmo não se opõe aos artigos 57 e 65 de nossa Constituição. De fato, está em nossa Carta Magna que: "Art.,57. É da competência exclusiva do!presidente da R lpública a iniciativa das leis que: I - dísponham sobre matéria financeira; Il - criem cargos, funções ou empregos!públicos ou aumentem vencimentos ou a despesa pública; Art. 65. 'É da competência do poder iexecutivoa iniciativa das leis orçamentárias' e dos que abram créditos. fixem vencimentos e vantagens dos servidores,públicos, concedam subvenção ou 'auxílio ou. de qualquer modo, autorizem, criem ou aumentem a deepesa (pública... Como se sabe, ê antiga, nos meios jurídicos e parlamentares, a controvérsia sobre o verdadeiro entendimento e alcance da expressão matéria financeira. iexiste, porém, entre diferentes e renomados mestres, a convicção de que ''1pOr matéria financeira deve-se, portanto, compreender tudo quanto disser respeito à receita, à despesa, ao orçamento e às contas da administração pública". Ainda que pudéssemos evitar a restrição ímposta pelo inciso I do art. 57, vemos que o íncísc ]I do mesmo artigo, bem como o caput do art. 65 não dão margem a qualquer dúvida de ínterpretação quanto à vedação da iniciativa parlamentar quando se trata de lei que de qualquer modo aumente a despesa pública. Assim, não rpodemos fugir à conclusão de que o projeto em estudo, embora Justo e oportuno pelos motivos e finalidades que o fundamentam, pelos objetivos de elevado alcancesoeial a que visa. encontra-se prejudicado quanto ao aspecto constitucional, pois determina emprego de recursos orçamentários e a medida colimada implica em aumento da despesa pública. n - Voto do Relator Opinamos pela inconstitucionalidade do Projeto de Lei n. o 2.684, de Sala da Comissão, 14 de maio de 'Relator. m - Parecer da Comissão Brabo de Carvalho, A Comissão de Constituição e Justiça, em reunião de sua Turma "A", orpinou, unanimemente, pela Ineonstítueíonalídade do Projeto n.o 2.684/80, nos termos do parecer do Relator. EsUvera.m presentes os seooores Deputados: 'Brabo de Carvlll1ho - Presidente, Ernani Batyro - Relator, Altair Otla«as, Francisco Benjamin, Gomes da Silva, Jalro Magalhães, JoaciI!Pereira, Lázaro Carvalho, Marcelo Oerqueíra, Osvaldo Melo, Paulo Pimentel e Tarcísio Delgado. Sala da Comissão, 14 de maio de 19SO. - Ernani Satyro, Presidente - Brabo de Carvalho, Relator. PROJETO DE LEI N.o 3.143, DE 1980 (Do Poder Executivo) MENSAGEM N.o 220/80 Dá nova redaçã.o aos arts. 184 e 186 do Código,Penal, aprovado pelo Decreto-lei D.O 2.848, de 'J de dezembro ele 1940 (A Comissão de Constituição e Justiça.) O Congresso Nacional decreta: Art. 1.0 Os arts. 184 e 186 do Código Penal passam a vigorar com a seguinte redação: "Art Violar direito autoral: Pena - detenção de três meses a um ano. ou multa de Cr$ 2.000,00 'a Cr$ , Se a violação consistir na reprodução, para fins de comércio, por qualquer meio, no todo ou em parte, sem autorização expressa do autor ou de quem o represente. de obra intelectual, ou de fonograma e videofonograma, sem autorização do produtor ou de quem. o represente: Pena - reclusão de um a quatro anos e' multa de Cr$ ,00 a Cr$ , Na mesma pena do parágrafo anterior incorre quem vende, expõe à venda, introduz no pais, adquire, oculta ou tem em depósito, para o fim de venda, 'obra intelectual, fonograma ou videofonograma, produzidos com violação de direito autoral, ou cópia deles ilicitamente reproduzida. Art Nos crimes previstos neste Capítulo somente se procede mediante queixa, salvo quando praticados em prejuízo de entidade de direito público. autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou fundação instituída pelo Poder Público, e nos casos dos fi 1.0 e 2.0 do art. 184." Art. 2. Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação. Art. 3. Revogam-se as disposições em contrário. LEGISLAÇAO CITADA 'DECRiETO-iJEI N.o 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940 Art ou artístíca: CóDIGO PENAL Violar direito de autor de obra literária, científica Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa., de um cruzeiro a cinco cruzeiros. Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem vende ou expõe à venda, adquire, oculta ou tem em depósito, para o fim de venda, obra literária, científica ou artística, produzida com violação de direito autoral. iart Nos crimes previstos neste capítulo, somente se procede mediante queixa, salvo quando praticados em prejuízo de entidade de direito público. MENSAGEM N.o 220, DE 1980, DO PODER EXIEOUTIVO Excelentíssimos Senhores Membros do COngresso Nacional: Nos termos do art. 51 da COnstituição, tenho a honra de submeter à elevada deliberação de Vossas Excelências, acompanhado de Exposição de Motlvos do Senhor Ministro de Estado da Justiça, o anexo projeto de lei que "dá nova redação aos arts. 184 e 186 do Código Penal, aprovado pelo Decreto-lei n.o 2.848, de 7 de dezembro de 1940". Brasília,' 16 de junho de João Figueiredo. EXPOSIÇAO DE MOTIVOS DAL/0195, DE 6 DE JUNHO DE 1980, DO SENHOR MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA. Excelentísslmo senhor Presidente da República: Tenho a. honra de submeter à elevada consideração de Vossa Excelência. o anexo Projeto de Lei, que visa a modificar os arta, 184 e 186 do Código Penal, aprovado pelo Decreto-lei n.o 2.348, de 7 de dezembro de 1940, atendendo às normas' adotadas pela

17 Junho de 1980 mario DO CONGRESSO NACIONAL (Seção I) Quarta-feira Convencào Internacional sobre a Protecào de Produtores de Fonogramas contra a Reprodução não autorizada de seus Fonog-ramas, concluída em Genebra, a 29 de outubro de 1971, e promulgada no Brasil, pelo Decreto n,v , de 24 de dezembro de O Projeto cuidou de adotar '" rormulacào "direito autoral", pois este resume a extensão do díreíto," não somente do criador da obra, Incluindo também, os intérpretes e executantes, assim como atualizou os valores pecuniários no tocante à pena de multa. 3. Como destaque, vale a referência quanto à inclusão de dois parágrafos ao art. 184, para neles tipificar o delito de reprodução, com apenaeâo mais grave, cuja necessidade revelou-se imperiosa, em decorrência das infrações cometidas frontalmente, oriundas de práticas ostensivas, que se tornaram viciosas, consubstancíadas na fixação por qualquer meio, e utilização de obra ínte.ectual, com fins comerciais, não consentida pelo titular do direito, exigindo o Interesse público na repressão do crime. 4. Quanto à ação penal, o Projeto ainda mantém o procedimento mediante queixa. excluído para os casos configuradas nos L" e 2. do art. 184, para estabelecer rigorosa apuração quanto ao delito, acolhendo como medida repressiva, a ação pública, quando esses crimes forem praticados em prejuízo de entidade de direito 'público, autarquia. empresa pública, sociedade de economia mista ou fundação instituida pelo Poder Público, e nos delitos de reprodução ou contrafação ilícita. Aproveito a oportunidade para renovar a Vossa Excelência protestos do mais profundo respeito. - Ibrahínu Abi-Ackel, Ministro da Justiça. O SR. PRESIDENTE (Renato Azeredo) - Está finda a leitura do expediente.. IV - Passa-se ao Pequeno Expediente Tem a palavra o Sr. Ernesto de Marco. O SR. ERNESTO DE MARCO (PMDB - se. Pronuncia o seguinte dlscursn.) - Sr. 'Presidente, Srs. Deputados, acabo de voltar de uma 'viagem às minhas bases eleitorais, onde fui auscultar o povo para saber das suas necessidades, seus problemas e suas angústias. Minha recente ida ao Oeste catarinense. que tenho a honra de representar nesta Casa. através do ipartido do Movimento Democrático Brasíleíro, teve essa finalidade de contato com mais de 40 munícipíos, onde ouvi principalmente as lideranças dos trabalhadores, como presídentes de cooperativas de trabalhadores rurais, 'presidentes de sindicatos de trabalhadores rurais, entre outras lideranças sindicais, trabalhadores de diversas classes, agricultores. ennm, as forças vivas que propulsíonam o progresso do extremo oeste de Santa Catarina. Ouvi reclamações de toda ordem. prtncípalmente dos agricultores. que criticam as falhas do Fundo Rural, alegando que. quanto mais pagam, o atendimento para eles se torna pior. Essa é uma verdade que eu mesmo tenho constatado, pots o atendimento da Previdência e Assistência Social é precário em Santa Catarina. l1jj)ós ouvir reclamações de milhares de pessoas que chegam a todo momento, seja diretamente, seja através da imprensa, conclui-se facilmente que a responsabilidade por esse estado de coisas cabe ao Ministério da iprevidência e Assistência Social. por cometer falhas ínexplícáveís. Sr. Presidente, o povo de Santa Catarina está sendo esquecido, abandonado, com desprezo total, não se levando em consideração o trabalho de nosso agricultor, esse herói anõnimo que engrandece o nosso Estado e a própria Nação brasileira. Nos últimos dias tive a oportunidade de ler uma nota no jornal Correio do Povo, edição de 29 de maio próximo passado, na qual o Presidente da Associação Catarinense de 'Medicina, o Dr. Carlos Espindola, declarava que as ações do Ministro Jair Soares visam única e exclusivamente à sua promoção pessoal, para alcançar sua meta de chegar ao Governo do Rio Grande do Sul. E assim fica esquecida a laboriosa população de Santa Catarína, príncípalmente o agricultor. que paga o Fundo Rural e, na maioria dos casos, não tem a mínima assistência. Os_ outros trabalhadores também; os operários pagam ao INPS, mas sao mal-atendidos pela Previdência e!assistência Social. No oeste catarinense, que se compõe de mais de i)() municípios, uma boa parte não conta com assístêncía do IINI~MPS porque não há médicos credenciados. Assim, as pessoas demandam a outros munlcipíos para ter acesso a um direito que naturalmente lhes cabe. pois todos pagam as suas contribuições exatamente para isso. Entretanto, mesmos os munícípíos servidos por assistência médica e hospitalar têm esse serviço muito limitado. Para se ter uma idéia da situação, citarei, no extremo oeste de Santa Catarina, só os munícípíos de Concórdia - que conta com mais de 80 mil habitantes - e Cha.pecÕ, que conta com mais de 120 mil habitantes. considerado celeiro na indústria e na agricultura do Estado de Santa Catarina. O IlNIPS de Ohapecó, por exemplo, atende diversos munícíplos do oeste catarínense, conta com um número de 200 consultas diárias, aproximadamente. Mas nem se precisa dizer du s filas enormes que se formam para disputar o tão regateado servíco médico, 'pois há pessoas que entram na fila às 9 horas da noite' E ficam ao relento. suportando o frio e as intempéries. para serem atendidas no dia seguinte, depois das 8 horas da manhã. e assim mesmo quando conseguem. O restante dos muntcípíos do oeste catarínense. onde há médicos credenciados, conta com um número de consultas que vai de 5 a 8 por dia por incrível que pareça! E: temos municipios como Xaxím, considerado um dos mais pujantes no setor de agricultura do Estado de Santa Catarina. além de possuir um dos maiores Irlgcricos de aves do Sul do Pais; Com número elevado de operários e diversas indústrias em operação, o médico credenciado daquela cidade acima referida semente dá 5 consultas por dia. Nem se precisa dizer das filas enormes que se formam para se conseguir ser atendido. Outro problema existe com os médicos do INPS: eles só atendem das segundas às sextas-feiras. Assim, o contribuinte não pode ficar doente no sábado e no domingo, porque nos fins de semana não há atendimento pelo INPS. Esse é o serviço que o INPS vem prestando. Por isso, ocupo hoje a tribuna desta Casa, em nome do povo laborioso e sofrido de Santa Catarína. para formular. mais uma vez, apelo ao Ministro Jaír Soares no sentido de que se credencie um número maior de rnédícos, de modo que esses profissionais se façam presentes, inclusive nos municípios em que atualmente não há médicos credenciados; e que a Previdência Social dê um atendimento mais eficiente e mais digno a todos os contribuintes que pagam à Previdência Social, sem fazer discriminação. como essa que o Estado de Santa Catarína vem sofrendo. Bastaria um levantamento daquilo que a Previdência Sociai está fazendo nos Estados de Santa Catarina. Paraná e Rio Grande do Sul para se constatar que existe uma grande discrepância. As ações do Ministro Jair Soares realmente denotam preocupação muito maior com a política do que com a admlnístracüo Assim é que. para desviar as atenções dos reais problemas do órgão que dirige, procurou embaír a opinião pública cem uma cortina, fazendo crer que tudo o que está errado é motivado por corrupção e fraude. Faz um ano que o Ministro bate nessa tecla. Com isso. desviou a atenção da população brasileira para um problema totalmente secundário. enquanto a realidade permanece intocável. sem que ninguém mexa nela. Na verdade. com essa jogada política envolvendo aspectos secundários, que o Ministro manipula como um cavalo de batalha ele se transformou em manchete. anunciando fraudes e roubos que nunca foram o problema mais grave dentro da Previdência SociaL O verdadeiro problema é que a maior parte dos serviços do lniamps é comprada de grupos, que exploram as áreas que dão maior lucratividade ao sistema. Além disso, a Previdência Social está voltada exclusivamente para as elites. Nos moldes em que está montada, ela sobrevive apenas porque não permite acesso á maioria da população brasileira, com as restrições que impõe aos segurados, criando obstáculos que deixam o povo sem assistência social. credenciando poucos médicos, e, com isso, forçando a formação de filas. A impressão que se tem é que o INAMPS iria á falência rapidamente, caso toda a população passasse a ter acesso aos seus direitos. como deveria ter. Isso porque se trata de um serviço que sai caro para o Governo. tendo em vista o fator lucratividade dos grupos que prestam serviços, e que acabam sendo beneficiados em detrimento de uma prestação de serviços que poderia servir a toda a população. Pior ainda é saber que com os recursos de que o órgão dispõe seria possível atender à grande massa da população brasileira. já que ~O% das necessidades na área de saúde estão restritas a pequenas despesas. Que a 'Previdência Social cumpra a sua função, fugindo aos grupos interessados em ganhar dinheiro, voltando-se inteiramente para a figura do trabalhador e da sua família. 'Essa é a reivindicação que trago do Oeste de Santa Catarina. Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente. O SR. CARLOS COTI'A (PP - MG. Pronuncia o seguinte dlscurso.) - Sr. Presidente Srs. Deputados, 8Ó existe o Poder Executivo no Brasil? ;Após o movimento militarista de março de 1964, todos os Governos revolucionáríos procuraram capitalizar para si todos os fatos positívos, enquanto que, em contrapartida, todos os negativos foram e, ainda são, jogados nas costas dos Poderes Legíslativo e Judiciário. 'Desta forma, no Brasil, só ficou o!poder Executivo: forte, autoritário, usurpador, torturador, prepotente etc. O egocentrismo dos ocupantes do Poder Executivo é de tal ordem e complexidade que é incrível e avassalador o seu poder de envolvimento, inclusive sobre membros do Legislativo e do Judiciário.

18 5786 Quarta-feira 18 DlARIO DO CONGRESSO NACIONAL (Seçáo I) J unho de 1988 Estes, muitas vezes, ficam ao lado do Poder Executivo contra os interesses maiores dos Poderes a que pertencem. Isto é inacreditável, mas é apura verdade! Realmente, temos hoje o Superpoder o Executivo - e 2 Subpoderes: o Legislativo e o Judiciário. O Poder Executivo executa, legisla e julga- tudo e todos. Os seus ocupantes são autênticos raraós, com poderes quase igual ao do Supremo Arquiteto do Universo: Deus. Esta discriminação aeintosa, humilhante, descabida do Poder Executivo sobre o Legíslatívo e o Judiciário, já atingiu o seu clímax. e oé chegada a hora de um basta a este estado de coisas, Sr. Presidente. O Papa vem ao Brasil agora. É um acontecimento extraordinário para.o Brasil e para mundo. Ele, o 'Papa, só visitará um dos Poderes do Pais: o "Executivo, isto é, o Presidente da República, os governadores e os prereítos das Capitais. E o restante do" outros poderes do País? Ora, dirão os detentores deste regime militar-tecnocrático: o resto é o resto e fica de fora. Querem discriminação mais deslavada do que esta? As vezes, ficamos pensando, mas por que isto? Será o receio de que membros do Legislativo ou do Judiciário possam soprar nos ouvidos de S.S., o Papa João Paulo ]I, a]igumas, entre tantas, coisas que acontecem e que aconteceram no Brasil praticadas 'Pelo Executivo? De qualquer forma, Sr. Pre'sidente aqui fica o nosso mais veemente protesto por mais esta ignomínia do Poder Executivo. e que S.S., o Papa, saiba que. com fé em Deus, nossa luta continuará enquanto perdurar este divórcio entre a Nação e o Estado e, apesar de tudo isso, envldaremos todos os nossos esforços e, contamos com as santas bênçãos pa>pais, para que, o mais rapidamente possível,,haja a reconciliação da comunidade brasileira com os seus dirigentes, dentro dos princípios democráticos e do respeito aos direitos humanos, e harmonia e respeito recíprocos entre os poderes constituídos do Brasil. Era à que tinha a dizer, Sr. Presidente. A SRA. CRISTINA TAVARES (PMDB -PE. Sem revrsao da oradora.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, volto à tribuna da Câmara dos Deputados para trazer ao conhecimento da Nação e o farei cada vez que esses fatos se repetirem - a ocorrência de manipulação da opinião pública através desse supermínístérío criado pelo Governo do General Figueiredo, que se chama SECOM. Como sabe V. Ex. B e a Nação, a SEOOM dispõe de 'Vultosas verbas, e, segundo a mensagem enviada pelo General Figueiredo, a sua criação se deu visando a informar e publicar o que se passa no Pais. Conforme o texto da referida mensagem, em uma sociedade democrática o povo tem o, direito de saber, conseqüentemente o Governo tem o dever de informar. Ocorre que, ao longo de todo este período, a SEGOM tem sonegado a verdade à opinião pública, São fatos sobre os quais o povo deveria raciocinar para tirar suas próprias conclusões. ia SECOM deixou exemplos em Secretarias de Informações dos Governos dos restados, a exemplo do que faz o Poder maior, e tem utilizado também a imprensa para manipulações. Trago a este Congresso Nacional matéria publicada no jornal Diário de Pernambuco de quinta-feira, dia 112 de junho de Permito-me, Sr. Presidente, ler os dois primeiros textos aqui publicados, Ambos são da cídade de Afogados da Ingazeíra, Diz o primeiro: ''larfogados DA INGAZEmA - Vem tendo repercussão no Vale do Pajeú o anúncio sobre a assinatura dos contratos para o início das primeiras obras do Projeto "Asa Branca" no Sertão pernambucano, visando à construção de empreendimentos de vulto nas comunidades sertanejas atingidas pela seca e naquelas mais carentes de reservatórios de água." Logoabaíxo, um despacho do Vaie do Pajeú, que traz a assinatura do jornalista Magno Martins. Diz o seguinte: "VALE DO pajleú - O plano de emergência implantado nesta região pelo Governo federal tem provocado uma insattstação geral por parte dos habitantes das 17 comunidades que compõe este Vale. ias irregularidades são tamanhas e os recursos prometidos aos flagelados até agora não foram liberados para atender aós sertanejos. Por conta disto, as ruas do Sertão estão sendo invadidas por rurícolas a procura de alimentos e trabalho," A 'primeira noticia, se. Presidente, que diz que tem tido repercussão no Vale do Pajeú o anúncio do plano e semeia otimismo falso, que transmite à opíníão pública uma falsa Idéia do Governo de Pernambuco, do Governo do Sr. Marco Antônio Maciel, é feita. pela assessoria de imprensa daquele Governo. Como Deputada e jornalista, quero levar ao conhecimento desta Casa que essa manípulação, que é atentado grave à democracia e à opinião rpública brasileira. será levada, como nossa contribuição, ao Congresso Nacional dos Jornalistas, que se realizará em Santa Catarina. O SR. GUIDO ARANTES (PDS - GO. Pronuncia o seguinté discurso.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, localizado às margens do rio Formoso, afluente do rio Javaés, braço direito do Araguaia na formação da Ilha do Bananal. o Projeto Rio Formoso compreende uma área 'global de 250 mil hectares, dividida em dois setores: o do leste, com 70 mil hectares, e o do <leste, com 180 mil hectares. O Governo Ary Valadão, reconhecendo que as imensas planicíes do Araguaia, facilmente irrigáveis, pederíam oferecer uma alternativa rentável para a exploração agrícola, partiu logo nos primeiros meses de sua administração para a implantação do Projeto Rio Formoso, que garante acrescentar mais 25% à atuai produção brasileira de arroz. O Projeto Rio 'Formoso Leste prevê a irrigação, por gravidade, de 44 mil dos 70 mil hectares de sua área. Em apenas oito meses. foram sistematizados 6 mil hectares, onde se plantou e se colheu arroz, atingindo uma produtividade de 4,{)5 toneladas por hectare. Hoje. o Projeto fornece diariamente 3 mil sacas de arroz ao consumo. considerando o fluxo contínuo de colheita que a irrigação oferece. Com a possibilidade comprovada do aproveitamento da área por uma vez e meia ao ano, e tendo-se ainda tempo disponível para o uso do solo com culturas de curto ciclo, estíma-se essa produtividade em 10 toneladas por hectare. Esses resultados, palpáveis, além de fazerem silenciar os eternos críticos gratuitos dos projetos oficiais, inimigos do desenvolvimento quando essas iniciativas partem do Governo, atingem o seu principal objetivo: o de demonstrar aos olhos de todos a viabilidade da exploração racional de uma extensa área. das mais férteis do mundo. O Governador de Goiás, Ary Ribeiro Valadão, atendeu ã. convocação do Presidente Figueiredo, que afirmou estar na agricultura a solução de grande parte de nossos problemas e decidiu pela manutenção do desenvolvimento nacional a partir da aceleração do crescimento do setor rural. Hoje, Goiás implanta a segunda etapa do Projeto, incorporando, até o final do ano, mais 13 mil aos 6 mil hectares da primeira etapa. Bem disse o.ministro Amaury Stábile, semana passada, na Escola Superior de Guerra, que ~50 milhões de pessoas nos países em desenvolvimento são subnutridas e ~anualmente morrem 15 milhões de pessoas no mundo, por doenças causadas ou agravadas pela má qualidade da alimentação ou efetiva escassez de comida". Sr. Presidente, srs. Deputados, o Estado de Goiás está dando um exemplo que deve ser seguido por tantos quantos acreditam no Brasil como um país viável. A iniciativa do Governador Ary Valadão, com seus resultados já comprovados, repito, supera tudo o que já se fez nesta terra, no setor agrícola. O Projeto Rio Formoso é a maior área continua plantada em todo o mundo. Aí está. certamente, uma ação governamental decisivamente feliz, capaz de contribuir não apenas para a solução dos problemas regionais. mas também do Brasil e de todo o Globo. Ao cumprimentar o Governador Ary Valadão por essa obra gigante, também cumprimento o Engenheiro Oto Nascimento Júnior, Secretário do Planejamento e Coordenação do GOverno de Goiás, responsável pelo Projeto. nados sobre o Projeto Rio Formoso Leste 1.0 de junho de O Governador autoriza a implantação do Projeto; 12 de junho de Iniciada a l. B Etapa. objetivando sistematizar {) mil ha; dezembro de Iniciado o plantio; 7 de maio de I~O - início da l,b colheita; produtividade par hectare: 4,615 toneladas; O Projeto Rio Formoso Leste compreendia, anteriormente. 4 etapas, sendo assim distribuídas as áreas: l. B etapa: hectares p/plantío; 2. B etapa: hectares p/plantio; 3. B etapa: hectares p/plantio; 4. B etapa: o restante, num total de hectares. Dado ao sucesso alcançado na I. B etapa, decidiu-se pela implantação das 2. B e 3. B de uma só vez, neste ano, ainda. Está em execução. O Vale do Araguaia Observar detalhes no prospecto "Rio Formoso - Exemplo para Outras Lníelatlvas". O SR. MILTON FIGUEIItIIDO (PP - :MT. Sem ;revisão do orador.) - Sr. PresIdente, em Mato Grosso estão acontecendo coisas

19 Junho de DlARIO DO CONGRESSO NACIONAL (Seção I) Quarta-feira 18 5'78' de que até Deus duvida. Existe na minha terra um jornal chamado Correio da Imprensa, jornal vibrante, jornal másculo, jornal viril, que sempre esteve ao lado do povo, ao lado das reivindicações mais sentidas do povo mato-grossense. O Correio da Imprensa tem prestado à cidade de Cuiabá, onde é editado, os melhores e maiores serviços que um jornal diário pode prestar no sentido da divulgação das reivindicações populares e da orientação do povo. Realmente. é um jornal de grande envergadura. Ontem. o seu diretor. J. 'Maia, simplesmente porque disse no seu jornal algo que não satisfez ao Governador e aos seus áulícos, algo que não satisfez aos amigos do Governador. foi preso pelo DOPS. que, para tanto. entrou na sede do jornal. E o jornalista J. Maia Andrade. que edita um jornal da mais alta envergadura. jornal do povo, jornal que representa o pensamento de uma grande parcela da população mato-grossense. sofrem as conseqüências de um gesto de violência, de truculência do Governador do meu Estado. do Governador de Mato Grosso, do odiosa Governador Frederico Campos, do medíocre Governador Frederico Campos, o homem que foi levado ao cargo apenas por círcunstãncías que não vamos mencionar e que determinou ao seu secretário de segurança que efetuasse, no jornal, a prisão do jornalista J. Maia Andrade e o tornasse incomunicável. Hoje, ele se encontra no Corpo de Bombeiros, preso, e aqui vai a repulsa do Deputado Milton Figueiredo~ a repulsa do povo de minha terra contra esse ato de truculência, contra esse ato de violência de alguém que é déspota e entende que o Estado é ele; de aiguém que entende que é 'Deus e que só vale o que ele respeita e o que ele diz. Protesto violentamente contra este ato de arbítrio do abúlico Governador de Mato Grosso, que, mais uma vez, demonstra seu ódio contra o povo, contra os jornalistas e contra a opinião pública. Era o que tinha a dizer. O SR..MILTON BRANDÃO (PDS _ :PI. Sem revisão do orador.> - Sr. Presidente, Brs, Deputados, estamos chegando do Nordeste. onde visitamos, principalmente no Estado do Piauí, alguns dos seus Municípios. Constatamos, mais uma vez, as dificuldades que enfrentam as populações nordestinas. Perdemos as lavouras quase que totalmente, e o êxodo populacional, à procura de outras regiões do País, aumenta consideravelmente. Já fizemos várias manifestações a respeito do assunto, notadamente porque as populações agrícolas, na faixa etária entre 18 a 4() anos, abandonam as terras da região em busca das grandes megalópoles do BraslI e de outros pontos do território nacional. Oonsíderamos o fato criminoso, porquanto aqueles varões mais capazes fisicamente, afeitos ao trabalho, ao serviço da lavoura, da agricultura, vão para as cidades maiores, que não estão preparadas para recebê-los, por tratar-se de mão-de-obra não qualificada, ocasionando com isso sério problema nessas áreas do Brasil. Impunha-se que.essa gente permanecesse nos lugares onde habitam e onde promovem o desenvolvimento econômico da região. Entretanto, com as providências demoradas, com as medidas paliativas tomadas até agora e principalmente com os anúncios, publicações e manifestações, pela televisão e pela imprensa, de que teremos cinco anos de secas e cinco anos de estiagem, muita gente está deixando, o Nordeste. :E um crime o que vem ocorrendo, porquanto aquelas áreas do Brasil precisam ser ocupadas, para que possamos defender, por mais tempo, as áreas de florestas da Amazônia e de outros pontos do Brasil. No.Nordeste existem grandes cerrados e muitas matas ainda intocadas, não trabalhadas. onde o homem daquela região pode oferecer uma produção de gêneros alimentícios que poderia minimizar à carência de alimentos que enfrentam as populações brasileiras. Temos água em alguns pontos e já fizemos sentir que o Parnaíba, rio caudaloso, pode possibilitar a concretização do binômio energia-irrigação. Obteve-se a energia, que não representa nenhuma rentabilidade para a região ou para aquelas populações. Nada se fez. porém, no sentido da irrigação das nossas terras, e até mesmo a navegação daquele rio foi desprezada e os seus serviços não tiveram continuidade. Por tudo issõ, Sr. Presidente, embora o tempo não permita que façamos uma descrição mais perfeita, queremos, pelo menos, registràr o nosso apelo ao Presidente João Figueiredo e ao OMinistro Mário Andreazza - os quais, reconhecemos vêm levando a efeito um esforço em.favor das regiões nordestinas - para que apressem as operações do Banco do Brasil e de outros estabelecimentos de crédito de menores proporções, no sentido do financiamento às populações agrícolas do Nordeste do Brasil. As medidas tomadas até agora tém sido lentas, a burocracia vem entravando tudo e o povo não acredita em mais nada. O Banco do Brasil tem procurado dar a sua cooperação. mas em proporções mínimas. tão reduzidas que não satisfazem àquela gente, e os Governadores dos Estados estão enfrentando problemas dificilimos, cruciantes. Se pelo Governo não for tomada uma medida urgente. objetiva e, afinal de contas. patriótica. vamos perder aquela população e, muito maís..uma parcela grande do Brasil, que, revoltada pela ausência de providências numa fase dificil da sua vida, emigra, naturalmente com o coração partido, cheio de mágoa, indo certamente, para outras áreas do País criar problemas maiores. Sr. 'Presidente, Srs. Deputados, esperamos que essas provldências sejam imediatas. Não podemos traduzir o que se passa naquela região num só pronunciamento, mas voltaremos a esta tribuna para comentar o que lá se passa. Visitamos, para tanto, vários Municipios. Estivemos com as populações daquela região. conversamos com as autoridades do local e sabemos que o atraso nas providências vem comprometendo cada vez mais a situação do País. (Palmas.) O SR. AUDALIO DANTAS (PMDB - SP. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é escandaloso o comportamento das autoridades, a começar pelo Presidente da República, em relação à greve dos trabalhadores da Rede Tupi, em São Paulo. Há mais de cinco meses sem receberem seus salários, e por essa razão em greve há um mês e meio, os quase mil funcionários das Emissoras Associados de São Paulo (rádio e televisão) vívem momentos dramáticos, de desespero e fome, hoje, e de incerteza quanto ao futuro. Nenhuma palavra conseguimos, até este momento, ouvir dos todo-poderosos senhores que nos governam. Os mesmos senhores que, em dias recentes, durante a greve dos trabalhadores metalúrgicos do ABC, tomaram-se de furor legalista e decidiram cumprir a rerro e fogo a decisão do Tribunal Regional de São Paulo, que declarara ilegal aquele movimento, não se abalaram, sequer, a dar um simples palpite sobre a greve dos jornalistas, radialistas e técnicos da Rede Tupi, declarada legal pela unanimidade do mesmo Tribunal. O Sr. Murillo Macedo, tão loquaz e pressuroso ao atender ao interesses do Grupo 14 da FIESP, que brandia a decisão do TRT. no caso da greve dos metalúrgicos, não se deu, até agora, o trabalho de responder às questões colocadas pelo Sindicato dos Radialistas de São Paulo, em documento que lhe foi dirigido no dia 12 de maio passado, há mais de um mês, portanto. O mesmo Ministro que justificou com tanta ênfase a repressão armada contra os trabalhadores em "greve ilegal" não mexe uma palha para defender os interesses de trabalhadores em greve legal, mesmo sendo. por força do cargo que ocupa, sabedor das dificuldades que a Lei de Greve, na verdade uma lei antígreve, impõe aos trabalhadores que resolvem apelar para esse recurso. Ninguém viu o Sr.' Ministro do Trabalho deslocar-se para São Paulo, onde as famílias dos trabalhadores em greve passam fome, para proclamar a legalidade da greve e, como fiel cumprldor da lei, impedir que os empresários. tradicionais descumpridores da lei, caloteiros contumazes, utilizassem expedientes como o de gerar os sinais de televisão no Rio, enviando-os via EMBRATEL para São Paulo, burlando assim o movimento dos trabalhadores. Em arttgo publicado no último dia 15, na Folha de S. Paulo, o eminente jurista Dalmo de Abreu Dallari coloca de maneira clara essa questão. de modo a não deixar dúvida quanto à parcialidade, o favorecímento do Governo aos patrões, contra os legítimos direitos dos trabalhadores: "Utilizando imagem remetida do Rio de Janeiro, a TV Tupi de São Paulo continua no ar, o que quer dizer que o Governo Federal, que tem absoluto controle de todas as transmissões de televisão. está colaborando para que a greve seja furada. Seria muito fácil ao Governo, e seria o caminho para fazer respeitada a decisão do Tribunal do Trabalho, proibir que a televisora de São Paulo utilizasse imagens vindas de fora antes de regularizar a situação dos empregados. É evidente que essas transmissões feítas para São Paulo rendem dinheiro, tendo mesmo um técnico observado que na hora da transmissão dos comerciais são introduzidos anúncios que só interessam a São Paulo e que, possivelmente, não são transmitidos para outros Estados. Isso quer dizer que a empresa continua recebendo dinheiro pelas transmissões feitas pela TV Tupi de São Paulo, embora os pagamentos sejam feitos a outras empresas do mesmo gru Pq, situadas fora de São Paulo." Cabe aqui. aliás, uma pergunta: o mesmo grupo incapaz de pagar os salários de seus funclonáríos de São Paulo encontra meios de pagar a transmissão via EMBRATm.. Ou será que não paga? Pelo menos uma vez, conforme denuncia o!?indicatlr~adialistas de São paulo,o Governo de São Paulo, interessado em sua promoção em programa "jornalístico", abriu o canal da. EMBRATEL, na Televisão Cultura, que é uma Fundação com participação do Estado, para. a transmissão para a TV Tupi do Rio

20 57!!ll Quarta-feira. 18 DIARIO DO CONGRESSO NACIONAL (Seção I) Junho de 1980 de Janeiro, uma vez que a emissora de São Paulo, em virtude da greve. não tinha condições de fazer tal transmissão. Esse procedimento, além de Imoral. pois afronta os trabalhadores em greve e suas familias, é ilegal. uma vez que a transmíssào custa dinheiro, dinheiro público. do povo c não da carteira do Sr. Paulo Salim Maluf, beneficiário da transmissão. Em toda essa vergonhosa história só há legaiidade no movimento dos trabalhadores, Mas não é com eles que o Governo dialoga, O Sr. Presidente da República recebe D Senador João Calmon, Presidente do condomínio que detém o controle das Emissoras Associadas de São Paulo, mas até hoje, apesar'de insistentes solicitações, não encontreu tempo para receber os trabalhadores em greve. Não recebeu os metalúrgicos do ABe porque sua greve fora declarada ilegal pelo TRT de São Paulo: mas também não recebe os radialistas cuja greve foi declarada legal pelo TRT de São Paulo, Nestes dias de angústia para os funcionários da TV Tupi, contudo, o Sr. Presidente encontra tempo para receber um lote de misses, candidatas de um concurso de beleza, picaretagem tradicional do mesmo grupo que não encontra meios para o pagamento dos salários devidos a seus empregados, A última vez que os trabalhadores "receberam" seus salários, referentes ao mês de janeiro, foi em cheques sem fundo. Mais de 900 cheques sem fundo, E nada aconteceu aos seus emitentes. Neste momento, segundo consta, há grande preocupação do Governo pelo fato de chegarem hoje a Brasília algumas dezenas de trabalhadores da TV Tupi dispostos a outra greve, esta extrema - uma greve de fome, Na verdade, eles se impõe a privação total de alimentos, pois fome vêm passando há longos meses. As preocupações do Governo, porém, não transpuseram até agora as portas dos gabinetes. Como de hábito, tudo se faz longe das vistas do povo. S:>be-se que há interessados nos direitos de concessão da Rede Tupi de Televisão; algumas propostas circulam nos bastidores, mas a esta altura, como não podia deixar de ser, há um infernal [ogo de interesses que contribui para o retard imento de uma solução para a angustiante situação das centenas ce Iamillas dos trabalhadores em greve. Os trabalhadores já deixaram bem claro que uma das soluções para a crise é a transferência do canal para uma empresa nacional, com capacidade financeira e Idoneidade comprovadas. Repudiam, certamente, os acertos secretos que podem lançar nas mãos de grupos antínacíonaís um poderoso meio de comunicação como é a televisão, Os trabalhadores não desejam servir de massa de manobra para os grandes grupos econômicos, novos ou antigos no negócio de televisão. Seu gesto extremo, a greve de fome que se dispõem a fazer a partir de hoje, na Capital da República, deve ser respeitada. E a melhor maneira de respeitar esses homens, trabalhadores da comunicação, é trazer a discussão para a claridade, exumá-ia das sombras em que vicejam os interesses dos poderosos. Transferência da concessão, organização de uma Fundação ou de uma cooperativa são medidas que podem levar a uma solução para a crise. Mas, qualquer que seja o caminho, que ele seja discutido amplamente, respeitando-se, sobretudo, os interesses dos trabalhadores. O SR. JOAO HERCULINO (PMDB - MG, Sem revisão do oradur.) -- Sr. Presidente, Srs. Deputados, saúdo, neste instante, os funcionários demitidos do Hospital Santa Mônica, de Belo Horizonte. e chamo a atencão desta Casa e das autoridades do nosso Pais para um fato que' considero grave para a Nação brasileira. As multínctonaís, que já mandaram os seus tentáculos aos mais diversos campos da economia brasileira, agora os dirigem aos hospitais do Pais. Assim aconteceu com a Casa de Saúde Santa Mônica, uma das maiores da capital de Minas Gerais, que, sem dúvida alguma. foi presa fácil para a Golden Gross, empresa estrangelra que adquiriu a maioria de suas ações e, assim o fazendo, contribuiu para que fossem despedidos 700 servidores, sendo que, temos certeza, mais 150 serão dispensados, já que o Ministério da Previdência e Assistência Social resolvera descredenciar o hospital que lhe prestava serviços, em virtude da morte de uma contribuinte no Instituto, ocorrida naquele nosocómío. Na manhã de hoje, estívemos com o SI. Presidente da Previdência Social, Jair Soares, e S. Ex." teve a oportunidade de dizer aos que lá compareceram juntamente com os representantes dos demitidos que quatro propostas tinham sido f eitas pelo INAMPS e que todas as quatro tinham sido recusadas pelos detentores do poder de direção do hospital. Além da gravidade que esse fato representa para toda a população da zona norte de Belo Horizonte, há outro problema mais grave, ainda, no momento. que é a situação em que se encontram os 700 e tantos funcionários demitidos. Fazemos daqui um apelo a todas as autoridades constítuídas do nosso Pais, ao Sr. Ministro do Trabalho, ao Sr. Ministro da Previdência Social - S. Ex.", aliás, demonstrou, hoje, uma grande boa ventada em solucionar esse problema - no sentido de que encentrem rapidamente essa solução definitiva. porque, realmente, 700 tamihas estão ao 'abandono, sem o emprego que sempre tiveram naquele hospital. E mais do que isso, estão ameaçadas por uma multinacional que abraçou, com seu tentáculo destruidor. aquela Casa de Saúde de Belo Horizonte. E,te nosso apeio, Sr. Presidente, é feito também ao Sr. Presidente da República, Queremos uma solução definitiva. Eu e os companheiros João Pimenta da Veiga e Ronan Tito oferecemo-nos ao Sr. Ministro como mediadores entre os grupos que têm a solução do problema e a Previdéncia Social. Ainda hoje, em contato telefônico, tentaremos solucionar de uma vez por todas este problema que está, efetivamente, conturbando a vida da população da zona norte da capital mineira. (Palmas.) A SRA. LÚCIA VIVEIROS (PP - PA, Pronuncia o seguinte díscurso.j - Sr. Presidente, Brs. Deputados, é profundamente lamentável que a Nação brasileira esteja assistindo, mais uma vez, a um festival de contradições promovido por altas autoridades desta República. O que é mais grave desta feita é que as incongruências verbais manifestadas publicamente dizem respeito a um assunto da maior importância para o Pais - o Programa Nacional do Álcool. O Chefe da Nação, ao inaugurar, dias atrás, uma usina de álcool na cidade de Morro Agudo, no Estado de São Paulo, reconheceu que o atraso que se está verificando na execução desse Programa' deve ser atríbuido exclusivamente ao próprio Governo Federal. O rasgo de sinceridade de S. Ex," decisivamente não agradou ao Ministro Camilo Penna, que se apressou em contraditar o presidente, afirmando que o PROÁLCOOL está perfeitamente em dia, esclarecendo à imprensa que tinha a impressão de que ele se referia a "governos antigos" e não ao seu. A curiosa e quase cômica explicação do Sr, Camilo Penna, caros colegas, evidentemente não consegue esconder a verdade contida nas palavras do General Figueiredo. De fato, o Programa Nacional do Álcool vai mal. Os obstáculos que se põem na sua marcha vão desde a espantosa burocracia do Banco do Brasil até os elevados custos de Implantação de uma destilaria. Recentemente, um novo oompllcador veio juntar-se às dificuldades existentes - a recuperação do preço do açúcar no mercado internacional. Aos preços atualmente vigentes, interessa aos produtores e ao Governo também produzir e exportar açúcar, utilizando esta receita para pagar as contas do petróleo importado. E, uma vez que o aumento da produção de álcool tem sido obtido, nos últimos anos através do processamento do excedente de canade-açúcar em usinas anexas às existentes, à custa de menor produção de açúcar estamos a correr o risco de assistir, muito em breve, a uma estabilização, ou mesmo a uma queda, dos atuais niveís de produção. Apesar dos números que o Ministério da Indústria e do Comércio insiste em divulgar, com relação aos projetos "enquadrados" no Programa, todo o mundo sabe que entre a' tramitação dos panéls nos órgãos governamentais e a eretíva produção vai uma longa dístàncía. São generalizadas as queixas contra a burocracia do Banco do Brasil, onde os processos ficam meses e meses e são vitimas de exigências de apresentação de novos documentos, muitas vezes sem qualquer relação com o projeto, Este atraso na aprovação dos financiamentos faz retardar, em conseqüência. a plantação de cana, já que a aprovação do crédito para as partes agrícola e industrial do projeto sai em forma de "pacote", tudo ao mesmo tempo. Quanto ao aspecto da demanda de álcool hidratado, a situação também não é das mais animadoras. Há cerca de um mês, surgiu a denúncia de que os carros convertidos para uso a álcool pelo governo paulista estão registrando um consumo até 100'i?, superior aos similares a gasolina, Um Volkswagen estava gastando um litro de álcool hidratado para rodar apenas três quilômetros. A Secretaria de Tecnologia Industrial do MIC apressou-se a expücar que a conversão. no caso, não seguira os padrões da CTA, já testados e aprovados. Mas o fato é que o consumo elevado dos veiculos convertidos continua a preocupar o Governo. Srs, Deputados, antes que seja tarde, antes que essa grande esperança nacional que é o PROÁLCOOL venha a tornar-se um mero "sonho de uma noite de verão", pela incompetência da tecnoburocracía governamental, ou seja entregue, de bandeja, à sanha

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