Curso de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde

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1 Curso de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde ÊNFASE EM FACILITAÇÃO DE METODOLOGIAS ATIVAS DE ENSINO APRENDIZAGEM NA GESTÃO DA CLÍNICA NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS 2012

2 Ficha Catalográfica Elaborada pela Biblioteca Dr. Fadlo Haidar Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa C986 Curso de capacitação em processos educacionais na saúde: com ênfase em facilitação de metodologias ativas de ensino-aprendizagem / Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa; Ministério da Saúde; Conselho Nacional de Secretários de Saúde; Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde; Fundação Dom Cabral. -- São Paulo, p. 1. Educação em saúde. 2. Aprendizagem Baseada em Problemas. 3. Capacitação de Recursos Humanos em Saúde. 4. Sistema Único de Saúde. 5. Competência. 6.Gestão de redes. NLM: WA 525

3 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE ÊNFASE EM FACILITAÇÃO DE METODOLOGIAS ATIVAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM NA GESTÃO DA CLÍNICA NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE CADERNO DO CURSO 2011

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5 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE SUMÁRIO Apresentação 5 1. Contexto 1.1. Projeto Gestão da Clínica no SUS 1.2 Cursos de especialização do projeto Gestão da Clínica no SUS Estrutura e organização Avaliação Objetivos e Metas do Curso de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde CPES O perfil de competência do facilitador de aprendizagem 3.1 Atividades educacionais específicas do facilitador no Projeto Gestão da Clínica no SUS Programa Integrado da Capacitação em Processos Educacionais na Saúde CPES 4.1 Processo ensino-aprendizagem: A espiral construtivista 4.2 Comunidade de aprendizagem: Dialogia e facilitação 4.3 Papel do gestor de aprendizagem de região Organização Avaliação Anexos Anexo I Termo de referência aprendizagem baseada em equipe - Team Based Learning TBL Anexo II Termo de referência acolhimento Anexo III Termo de referência do projeto aplicativo - cursos do projeto gestão da clínica no SUS Anexo IV Cronograma da 1ª. Edição dos cursos de especialização do projeto gestão da clínica no SUS. Anexo V Modelo dos relatórios gerenciais Anexo VI Termo de referência para construção de narrativa Anexo VII Termo de referência portfólio Anexo VIII Termo de referência trabalho de conclusão de curso TCC Anexo IX Tutorial da plataforma interativa Anexo X Termo de referência avaliação de desempenho do participante Anexo XI Formato de avaliação de desempenho do participante do CPES Anexo XII Formato de avaliação de desempenho do gestor de aprendizagem de região Anexo XIII Formato de avaliação do encontro/curso CPES Bibliografia 58 Agradecimentos 59

6 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS Artista: José Ferraz de Almeida Júnior Título: Moça com livro Período: Itú, São Paulo, Piracicaba, São Paulo, 1899 Acervo: Masp/São Paulo A curiosidade como inquietação indagadora, como inclinação ao desvelamento de algo, como pergunta verbalizada ou não, como procura de esclarecimento, como sinal de atenção que sugere alerta faz parte integrante do fenômeno vital. Não haveria criatividade sem a curiosidade que nos move e que nos põe pacientemente impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a ele algo que fazemos. Paulo Freire (2008)

7 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE APRESENTAÇÃO Caros (as) facilitadores (as), A parceria entre o Hospital Sírio Libanês/Instituto Sírio Libanês de Ensino e Pesquisa IEP/HSL e o Ministério da Saúde, com apoio do Conselho Nacional de Secretários da Saúde CONASS, do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde CONASEMS e da Fundação Dom Cabral - FDC, vem desenvolvendo projetos filantrópicos voltados à capacitação de profissionais do Sistema Único de Saúde, a partir da análise de necessidades e da excelência do HSL nas áreas de Gestão, Saúde e Educação. O Projeto Gestão da Clínica no Sistema Único de Saúde integra o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde - PROADI-SUS para o triênio e contempla três Cursos de Especialização: (I) Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde, (II) Regulação em Saúde no SUS e (III) Educação na Saúde para Preceptores do SUS, entre outras iniciativas. 5 O Curso de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde - CPES, com ênfase em facilitação de metodologias ativas de ensinoaprendizagem, está articulado a esse Projeto e visa capacitar facilitadores para atuação nos três cursos de especialização ofertados em Os cursos de especialização do IEP/HSL são organizados segundo uma abordagem construtivista da educação de adultos e buscam estimular a capacidade de aprender a aprender, o trabalho em equipe, a postura ética, colaborativa e compromissada com as necessidades da sociedade, além de aprofundar, de modo crítico e reflexivo, o conhecimento cientificamente produzido nas áreas gestão, saúde e educação. O papel do docente nos cursos de especialização, como mediador dos processos de ensino-aprendizagem, é um dos elementos condicionais para a construção de autonomia, independência intelectual, pró-atividade e iniciativa por parte dos participantes. ESSE É O NOSSO COMPROMISSO E CONTAMOS COM CADA PARTICIPANTE PARA TORNÁ-LO BEM SUCEDIDO! Coordenação do Curso de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde

8 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS 1. CONTEXTO A capacitação de professores em metodologias ativas vem se apresentando como uma necessidade para o desenvolvimento de soluções educacionais com abordagem construtivista. O crescimento de demandas por esse tipo de proposta educacional, em especial pelo Ministério da Saúde, encontra na experiência do Instituto Sírio Libanês de Ensino e Pesquisa o desenvolvimento tecnológico apropriado para a construção de iniciativas de capacitação nas áreas de atenção à saúde, gestão e educação. A utilização de metodologias ativas de ensino-aprendizagem, de avaliação formativa e de educação à distância como estratégias educacionais alia as melhores evidências educacionais com a incorporação de recursos tecnológicos para a promoção da aprendizagem significativa, superação das distâncias continentais e melhoria da eficiência com a capacitação e educação permanente de profissionais. O uso de ferramentas de educação à distância com plataforma interativa e amigável e de capacitação para uso dessas tecnologias é um diferencial que visa garantir os produtos e resultados esperados. O processo de avaliação formativa, contínuo e sistemático, está voltado à melhoria em processo, tanto de professores, como de estudantes e da própria organização do curso. A articulação teoria-prática está fundamentada na aprendizagem de adultos e traz a oportunidade de integrar e potencializar os processos 6 educacionais, em especial o desenvolvimento de capacidades dos docentes para sua facilitação. Dessa forma, os cursos de capacitação e de especialização em Processos Educacionais na Saúde e aqueles do Projeto Gestão da Clínica no SUS serão desenvolvidos de modo integrado. Os profissionais em formação no Curso de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde poderão atuar como facilitadores nos Cursos de Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde, Regulação em Saúde no SUS ou Educação em Saúde para Preceptores do SUS e poderão cursar a especialização em Processos Educacionais na Saúde com ênfase na facilitação de metodologias ativas de ensino aprendizagem PROJETO GESTÃO DA CLÍNICA NO SUS O Hospital Sírio Libanês - HSL, baseado na regulamentação da lei no. 8080, de 19 de setembro de 1990, por meio do Decreto no. 7508, de 28 de junho de 2011, propõe o Projeto de Gestão da Clínica no SUS como uma estratégia para o fortalecimento e consolidação do Sistema Único de Saúde, considerando as diretrizes priorizadas pelo MS para a: (I) constituição de regiões de saúde e redes de atenção à saúde; (II) ampliação do acesso, humanização e integralidade do cuidado à saúde; e (III) articulação de processos de formação, atenção e desenvolvimento tecnológico em saúde, em cenários do SUS. A proposta do projeto Gestão da Clínica no SUS investe, fundamentalmente, em pessoas, buscando uma capacitação que promova o desenvolvimento profissional, que articule conhecimentos, habilidades e atitudes/valores e sua aplicação na solução de problemas

9 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE do Sistema Único de Saúde. Para isso, o Instituto Sírio Libanês de Ensino e Pesquisa pactuou soluções educacionais que consideram o conhecimento e experiências prévias dos envolvidos e promovem a corresponsabilização e a pró-atividade na construção de uma trajetória de aprendizagens voltada à transformação das práticas profissionais e institucionais. Além desse aspecto, essas iniciativas visam articular e ampliar a abrangência e o impacto dos cursos de especialização nas regiões de saúde indicadas, otimizando a relação custo/efetividade por especializando. O Projeto Gestão da Clínica no SUS está organizado em subprojetos, que se articulam e potencializam a obtenção dos resultados nas regiões de saúde: (I) Curso de Especialização em Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde; (II) Curso de Especialização em Regulação em Saúde no SUS; (III) Curso de Especialização em Educação na Saúde para Preceptores do SUS; (IV) Curso de Especialização em Gestão da Atenção á Saúde; (V) Mestrado Profissional em Gestão da Tecnologia e Inovação em Saúde; (VI) Curso de Capacitação em Saúde Baseada em Evidências (VII) Cursos de Capacitação e Especialização em Processos Educacionais na Saúde, com ênfase em facilitação de metodologias ativas de ensino aprendizagem e 7 (VIII) Acompanhamento e avaliação das iniciativas em Gestão da Clínica no SUS O foco do Projeto Gestão da Clínica no SUS está voltado à melhoria da qualidade e da segurança na atenção à saúde no Sistema Único de Saúde SUS e implica no (a): (I) desenvolvimento e aplicação de ferramentas e dispositivos de gestão da clínica nos serviços do SUS; (II) qualificação de preceptores, da formação de estudantes de graduação e da capacitação de profissionais de saúde nos serviços do SUS; (III) capacitação de profissionais para a produção de conhecimentos, tecnologias e inovação em saúde, voltados à melhoria dos processos de gestão, de atenção e da educação em saúde; (IV) atualização de profissionais de saúde para a tomada de decisão baseada nas melhores práticas e evidências científicas, visando eficiência, efetividade e eficácia; (V) acompanhamento e avaliação dos produtos e resultados dessas iniciativas, de modo a sistematizar as experiências e os conhecimentos construídos nos processos educacionais utilizados, com vistas à consolidação dos princípios do SUS e à ampliação da qualidade e segurança na atenção à saúde.

10 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS O Projeto de Gestão da Clínica no SUS visa, ainda, o apoio ao desenvolvimento, construção e disseminação de: (I) diretrizes/protocolos clínicos; (II) tecnologias orientadas à: qualificação da assistência, organização de redes de atenção à saúde, e regulação de ações e serviços de saúde; (III) projetos pedagógicos orientados à formação de estudantes de graduação, pós graduação entre outros da área da saúde em cenários do SUS; (IV) projetos aplicativos de intervenção e de pesquisa orientados à produção de impacto no perfil de saúde-doença das populações, segundo territórios de saúde. A qualidade da atenção e a segurança são colocadas como objeto central no processo de capacitação e de desenvolvimento de tecnologias de gestão do cuidado. A qualidade nesse projeto é entendida como (I) excelência no cuidado à saúde; (II) alcance do propósito das ações e missão dos serviços; (III) máximo benefício dentro dos recursos disponíveis (relação custo-benefício); e (IV) transformação das práticas e produção de tecnologia, de modo focado na melhoria da saúde das pessoas. A segurança é entendida como um esforço 8 coletivo e permanente para a redução de riscos e danos no cuidado à saúde, envolvendo pacientes, familiares, cuidadores e profissionais de saúde. A combinação de qualidade e segurança visa estimular e promover a valorização por resultados e produzir um impacto regressivo no perfil de morbi-mortalidade para as condições consideradas evitáveis, com especial atenção para as condições crônicas. Nesse campo, a sistematização de referenciais teórico-metodológicos sobre qualidade e segurança, ferramentas e dispositivos para a gestão da clínica, regulação no SUS, tomada de decisão baseada em evidências, educação de adultos e produção e disseminação de novas tecnologias em saúde fazem parte do portfólio de realizações do Instituto Sírio Libanês de Ensino e Pesquisa IEP/HSL. Também de forma coerente com os valores do HSL, as soluções educacionais trabalham com um perfil de competência construído e utilizado como referência para a construção, desenvolvimento e avaliação do desempenho dos profissionais participantes. O perfil expressa a articulação dos três domínios: conhecimentos, habilidades e atitudes e valorizam a excelência técnica e a humanização nas relações com pacientes, familiares, profissionais e estudantes, destacando-se o cuidado centrado/focado nas necessidades das pessoas, o trabalho em equipe, a responsabilidade pela integralidade do cuidado e a agregação de valor à saúde.

11 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE Os cenários de atuação do público alvo do Projeto são: (I) regiões de saúde indicadas pelos gestores públicos, envolvendo todos os equipamentos de saúde nelas existentes; (II) instâncias de regulação do SUS das regiões de saúde indicadas; (III) serviços das regiões de saúde indicadas onde são desenvolvidas atividades de formação de estudantes de graduação da área da saúde e capacitação de profissionais de saúde tanto de pós-graduação/residência como técnicos na área da saúde; (IV) serviços interessados e comprometidos com a atualização e a produção de conhecimento e novas tecnologias em gestão, atenção e educação na área da saúde. Como produtos a serem construídos, de modo orientado às necessidades de saúde e de melhoria da qualidade e segurança na atenção à saúde oferecida pelo SUS, encontram-se os(as): (I) Trabalhos de Conclusão do curso de atualização em Saúde Baseada em Evidências - SBE, que expressam a compreensão e utilização da saúde baseada em evidências no contexto dos serviços de saúde; (II) Trabalhos de Conclusão dos cursos de especialização, que expressam a trajetória das aprendizagens e realizações dos participantes; (III) Projetos Aplicativos dos cursos de especialização, voltados à incorporação dos marcos teórico-metodológicos e transformação 9 das práticas nos serviços do SUS, tanto no sentido da melhoria dos processos de formação na graduação e capacitação de profissionais, como da melhoria da efetividade, eficiência, eficácia, qualidade e segurança do cuidado à saúde das pessoas; (IV) Projetos de Pesquisa do Mestrado em Gestão da Tecnologia e Inovação em Saúde orientados à produção de novas tecnologias ou aplicação de conhecimentos, numa realidade concreta de trabalho em saúde; e (V) Ações de acompanhamento e avaliação da estratégia Gestão da Clínica no SUS como sistematização e socialização dos produtos e resultados obtidos para fundamentar a tomada de decisão em relação à continuidade, melhoria ou interrupção da estratégia e para dar visibilidade e disseminar as aprendizagens construídas. O Projeto Gestão da Clínica no SUS tem abrangência nacional e sua meta é envolver 70 regiões de saúde do país no período Para a realização da 1ª edição dos cursos de especialização, no período , o Ministério da Saúde, o CONASS e o CONASEMS selecionaram nove regiões de saúde para integrarem o projeto - Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Maceió, Aracaju, Campo Grande, Vitória e Florianópolis. As demais, a serem contempladas nas 2ª e 3ª edições, serão indicadas posteriormente (ver figura 1).

12 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS Belém PA Manaus AM Fortaleza CE Natal RN João Pessoa PB Maceió AL Aracaju SE Campo Grande MS Vitória - ES 10 Florianópolis - SC FIGURA 1 Regiões de saúde participantes da 1ª. Edição dos cursos de especialização, Projeto Gestão da Clínica no SUS, Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa, Assim, o principal propósito dessas iniciativas está voltado à capacitação de profissionais de saúde vinculados ao Sistema Único de Saúde, com vistas à melhoria da qualidade da atenção à saúde, da segurança do paciente e da efetividade, eficácia e efetividade do sistema e cada participante é corresponsável nessa construção. 1.2 CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO DO PROJETO GESTÃO DA CLÍNICA NO SUS O currículo dos Cursos de Especialização em Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde, Regulação em Saúde no SUS e Educação na Saúde para Preceptores do SUS é integrado e orientado por competência. O perfil de competência utilizado como referência nesses cursos foi construído por um conjunto de autores com reconhecida experiência

13 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE nas respectivas áreas de formação. O perfil de competência busca traduzir o conjunto de capacidades necessárias ao exercício de uma prática competente do especialista. A combinação das capacidades requeridas e de seus resultados foi traduzida em desempenhos que refletem a excelência da prática profissional e o contexto do trabalho em saúde. O programa dos cursos expressa a articulação entre teoria e prática, entre os mundos da aprendizagem e do trabalho, com a organização de atividades educacionais que favorecem o desenvolvimento do perfil de competência. O processo ensino-aprendizagem está ancorado nas teorias interacionistas, na metodologia científica, nas metodologias ativas de ensinoaprendizagem, nas comunidades de aprendizagem, na dialogia, na avaliação critério-referenciada, formativa e somativa e, em estratégias educacionais apropriadas ao desenvolvimento de capacidades, em cada área de competência. A mediação do processo ensino-aprendizagem, utilizando metodologias ativas e educação à distância, avaliação formativa e critérioreferenciada e orientação do projeto aplicativo são as atividades do facilitador dos cursos de especialização do projeto Gestão da Clínica no SUS ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO Os Cursos de Especialização do Projeto Gestão da Clínica no SUS serão oferecidos, na modalidade semipresencial (ver Quadro 1), no período 11 de , com carga horária total de 360 horas, sendo: 288 horas presenciais e 72 horas de trabalho a distância. O público alvo de cada curso é formado por 48 profissionais de saúde com formação universitária, vinculados em cada uma das 10 regiões de saúde indicadas. QUADRO 1 Cursos de Especialização do Projeto Gestão da Clínica no SUS, IEP/HSL, CURSOS NO. VAGAS REGIÕES DE SAÚDE CIDADES SEDE INÍCIO TÉRMINO Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde 480 Regulação em Saúde no SUS Agosto/2012 Julho/2013 Educação na Saúde para Preceptores do SUS 480 Total

14 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS Os cursos são acompanhados por professores no papel de gestores de aprendizagem de região que se responsabilizam pelo desenvolvimento e avaliação do processo de capacitação de facilitadores, apoiados por três coordenações: geral, pedagógica e administrativa. Os facilitadores, também professores dos cursos, são responsáveis pela mediação dos processos de ensino-aprendizagem de distintas estratégias educacionais: aprendizagem baseada em problemas ABP ou problem based learning - PBL é um método inspirado em várias teorias de aprendizagem que se caracteriza pelo uso de uma situação vivida ou construída como contexto e elemento disparador para a aprendizagem, focalizando habilidades para solucionar problemas, com fundamentação científica. No curso de especialização esta atividade é chamada de situaçãoproblema SP. A situação-problema é uma atividade organizada em pequenos grupos para o processamento de situações baseadas no mundo do trabalho. As situações-problema cumprem o papel de disparadoras do processo ensino-aprendizagem, sendo processadas em dois momentos: o primeiro, denominado síntese provisória, no qual ocorre a exploração de uma situação com identificação dos conhecimentos prévios e das fronteiras de aprendizagem dos especializandos; e o segundo, denominado nova síntese, no qual há uma construção coletiva de novos saberes, a partir das questões de aprendizagem e da busca crítica de informações; problematização a partir de narrativas reflexivas, construídas a partir da experiência dos participantes e processadas em pequenos grupos. Cumprem o papel de disparadoras do processo ensino-aprendizagem e proporciona, de forma mais direta e intensa, a reflexão sobre os contextos locais de cada participante, além de abrir um espaço significativo para o desenvolvimento de algumas capacidades, como 12 ampliação dos sentidos: escuta, olhar, sentir e percepção e das dimensões cognitiva e afetiva. Também são processadas em dois momentos: síntese provisória e nova síntese; aprendizagem baseada em equipe ou team based learning - TBL é uma estratégia dirigida para o desenvolvimento do domínio cognitivo, especialmente focalizado na resolução de problemas, e para a aprendizagem colaborativa entre participantes com distintos saberes e experiências. Inicialmente concebida como uma alternativa às exposições para grandes grupos, a aprendizagem baseada em equipes foi aplicada no ensino em ambiente hospitalar. É desencadeada a partir de uma situação caso ou disparador que cada participante analisa individualmente. Após esse estudo, os particpantes respondem a um conjunto de testes que abordam a tomada de decisão frente á situação/contexto analisado. Frente a um conjunto de 5 a 15 questões, cada participante registra suas respostas. Após conhecer os resultados individuais, cada equipe discute as alternativas e busca um consenso/pacto. Nova votação é realizada por equipe e os resultados são debatidos por um especialista. Essas atividades são articuladas a desafios de aplicação dos conhecimentos em novas situações simuladas, no formato de oficinas, jogos ou dramatizações; socialização das produções dos especializandos em plenária é uma atividade educacional presencial, desenvolvida em grande e pequenos grupos de participantes, que compartilham suas novas sínteses. Essa atividade cumpre o papel de uma nova síntese ampliada, com debatedores e especialistas; oficinas de trabalho são atividades educacionais presenciais são realizadas em grande e pequeno grupo e desenvolvidas por meio de momentos de concentração e dispersão para as discussão ou aplicação de capacidades de caráter instrumental e de conhecimentos operacionais;

15 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE aprendizagem autodirigida AAD representa espaços protegidos na agenda dos participantes para que realizem suas buscas e análise de informações e construam seus portfólios. Esse é um período estratégico para o desenvolvimento de metodologias ativas de ensinoaprendizagem; viagens são atividades sociais e/ou artísticas, dentro de um contexto pedagógico, como sessão de cinema, visitas técnicas, instalações, dramatizações etc., que contribuem para uma aprendizagem ampliada e diversificada. Pode ainda ser organizada de maneira articulada a uma oficina de trabalho ou a uma atividade de avaliação. portfólio reflexivo é um conjunto de documentos organizados pelo especializando que retratam sua trajetória no curso. Representa o conjunto e a tendência das aprendizagens e realizações do participante, durante o período de desenvolvimento do curso. Pode ser trabalhado em momentos de encontro com o pequeno grupo, momentos individuais e momentos tutoriais entre cada especializando e seu facilitador de aprendizagem; Trabalho de Conclusão de Curso representa uma síntese reflexiva do portfólio a ser construído individualmente pelos participantes; projeto aplicativo é uma atividade coletiva, desenvolvida em pequeno grupo no sentido da construção de uma intervenção na realidade. É uma pesquisa translacional, do tipo pesquisa-ação ou pesquisa participativa, que envolve todos os participantes de um pequeno grupo na seleção, pactuação e caracterização um problema para a construção de uma proposta de intervenção, visando à aplicação das ferramentas 13 de gestão da clínica para a melhoria da qualidade e da segurança na saúde. plataforma interativa de educação a distância - EAD é um recurso educacional para promover o trabalho à distância, para apoiar a avaliação e a gestão acadêmica. O acesso e a operação do recurso fórum e chat na plataforma de EAD permite a realização de sínteses provisórias ou novas sínteses a distância; educação permanente - EP dos facilitadores é realizada a cada cinco semanas, durante um ou dois dias de trabalho. É um espaço programado para a discussão dos percursos singulares de cada grupo, de modo a preservar as especificidades e paralelamente garantir o alcance dos objetivos por todos. Possibilita agilidade no reconhecimento de limitações ou dificuldades e na formulação de planos de melhoria, quer com foco no curso ou na trajetória específica de um participante. A identificação de conquistas e fortalezas permite o apoio entre facilitadores, gestores de aprendizagem de região e com as coordenações, na direção da melhoria da qualidade do curso. Os Cursos de Especialização do Projeto Gestão da Clínica no SUS estão organizados em 18 meses, incluindo 3 meses de autoria, 4 meses de capacitação de facilitadores paralelamente ao processo de seleção dos especializandos e 1 mês de avaliação. As atividades com os especializandos são desenvolvidas em encontros locais, por um período de 10 meses, considerando-se um mês sem atividades presenciais (ver Quadro 2).

16 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS QUADRO 2 Programação dos Cursos de Especialização do Projeto Gestão da Clínica no SUS, IEP/HSL, CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO: GESTÃO DA CLÍNICA NAS REGIÕES DE SAÚDE, REGULAÇÃO EM SAÚDE NO SUS, EDUCAÇÃO NA SAÚDE PARA PRECEPTORES DO SUS E PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE Autoria (A) e Capacitação de Facilitadores (C)* Desenvolvimento das atividades com especializandos Encontros locais (EL) Educação Permanente de facilitadores (EP)* A A A C C C C EL EP EL EP EL EP EL EP EL EP EL EP No. meses I Unidade Educacional II Unidade Educacional III Unidade Educacional IV Unidade Educacional V Unidade Educacional VI Unidade Educacional No. semanas: 30 * C/EP: Cursos de Capacitação e Especialização em Processos Educacionais na Saúde com ênfase em facilitação de metodologias ativas de ensino-aprendizagem Cada curso terá seis unidades educacionais. A cada unidade educacional de quatro semanas, os especializandos terão uma semana sem atividades presenciais. Nessa semana, os facilitadores tem encontros presenciais com o gestor de aprendizagem da região, com apoio das coordenações dos cursos, para a realização das atividades de planejamento, educação permanente e avaliação. 14 As atividades de cada unidade educacional estão organizadas em encontros presenciais e a distância, nas comunidades de aprendizagem. Tanto as comunidades de grandes grupos, envolvendo toda a turma de uma região de saúde, como de pequenos grupos são utilizadas para o desenvolvimento de capacidades cognitivas, atitudinais e/ou psicomotoras. Nas comunidades de grande grupo podem ser utilizados o TBL, as oficinas de trabalho, as plenárias e as viagens. Nas comunidades de pequenos grupos utiliza-se a aprendizagem baseada em problemas e a problematização, por meio de situações-problema e narrativas, respectivamente e estão organizadas em dois conjuntos: As atividades presenciais são semanais (ver Quadros 3 e 4), com duração de dois dias, sendo o período da: (I) grupo diversidade/equipe: formado por 6 participantes cada, escolhidos de maneira a contemplar a maior diversidade possível de experiência prévia entre os participantes. Cada curso de especialização terá oito equipes de trabalho que atuarão juntas durante todo o período, com acompanhamento dos facilitadores; (II) grupo afinidade/projeto aplicativo: formado por até 12 participantes com atuação/vinculação às ações ou aos serviços relacionados a um determinado contexto/foco de interesse. Cada região e curso de especialização terá quatro grupos de trabalho. Cada um desses grupos será acompanhado pelo mesmo facilitador durante todo o curso de especialização, que será o orientador do projeto aplicativo. (III) manhã do segundo dia, destinado ao trabalho com as comunidades de pequeno grupo afinidade, que desenvolverão atividades de PBL e de problematização a cada cinco semanas; (IV) tarde do segundo dia, também destinado às comunidades de pequeno grupo afinidade, focalizando o desenvolvimento e construção do Projeto Aplicativo, sob a orientação do facilitador, a cada cinco semanas (ver Quadro 4).

17 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE QUADRO 3 Esquema típico da realização de atividades em cada região, Cursos de Especialização do Projeto Gestão da Clínica no SUS, IEP/HSL, CURSOS 2as. feiras 3as. feiras 4as. feiras 5as. feiras Educação na Saúde para Preceptores do SUS 1º dia 2º. dia - - Regulação em Saúde no SUS - 1º dia 2º. dia - Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde - - 1º dia 2º. dia QUADRO 4 Semana típica dos Cursos de Especialização do Projeto Gestão da Clínica no SUS, IEP/HSL, PERÍODO 1º dia Grupo Diversidade 2º dia Grupo Afinidade Manhã TBL 1 - OT 2 - Plenária SP 3 /Narrativa Tarde AAD 4 /Portfólio/OT/Viagem Projeto Aplicativo 15 Noite AAD/Portfólio 1 - TBL: Team based learning; 2 - Oficina de Trabalho; 3 SP: Situação-problema; 4 - AAD: Aprendizagem auto-dirigida; As atividades educacionais realizadas à distância representam 20% da carga horária total do curso e devem ser pactuadas entre os participantes e acompanhadas pelos facilitadores por meio da plataforma interativa de Educação a Distância EAD AVALIAÇÃO A avaliação é considerada uma atividade permanente e crítico-reflexiva tanto para o planejamento e desenvolvimento de programas como para o acompanhamento do processo de ensino-aprendizagem em ações educacionais. Permite visualizar avanços e detectar dificuldades, subsidiando ações para a contínua qualificação do processo, produtos e resultados. A proposta de avaliação para os Cursos de Especialização em Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde, Regulação em Saúde no SUS e Educação na Saúde para Preceptores do SUS pressupõe dois focos de análise: (I) o próprio curso: processo ensino-aprendizagem, encontros e desempenho de especializandos e facilitadores; (II) as regiões de saúde: processos, produtos e/ou resultados de melhoria do cuidado à saúde, orientados pelos projetos aplicativos.

18 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS A avaliação do curso enfoca: (I) o processo ensino-aprendizagem; (II) a infraestrutura e recursos educacionais; (III) a organização dos encontros e das atividades. Para a avaliação do processo ensino-aprendizagem será considerado o desempenho dos especializandos, facilitadores e os aspectos pedagógicos das atividades propostas. Para a avaliação do processo ensino-aprendizagem, da organização e infraestrutura do curso, serão acompanhados indicadores de participação e de desenvolvimento, considerando-se participante e grupo. A avaliação de regiões de saúde focalizará toda a trajetória de viabilização do curso e a análise dos projetos aplicativos, como intervenções na realidade. O acompanhamento dos projetos aplicativos implicará no estabelecimento de uma linha de base, considerando-se a análise de contexto e a seleção de um conjunto de indicadores de desenvolvimento e/ou resultado. A avaliação, focalizando o curso ou as regiões, está baseada nos seguintes princípios: (I) critério-referenciada; (II) contínua, dialógica, ética, democrática e coresponsável; (III) formativa e somativa. A avaliação é critério-referenciada quando os objetivos são utilizados como critérios ou referências para a avaliação de produtos e resultados. 2. OBJETIVOS E METAS DO CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE CPES 16 Objetivo Capacitar profissionais em facilitação de processos educacionais com potencial para atuação como facilitadores de aprendizagem em cursos que utilizem metodologias ativas de ensino-aprendizagem, visando a potencialização de estratégias de capacitação e educação permanente de profissionais de saúde e de melhoria da qualidade e segurança da atenção à saúde nas regiões de saúde indicadas para o projeto Gestão da Clínica no SUS. Meta Capacitar até 100 profissionais em processos educacionais na saúde, com foco em facilitação de metodologias ativas de ensino-aprendizagem e em avaliação critério-referenciada - somativa e formativa. Título concedido Os participantes concluintes do curso farão jus ao certificado de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde, com ênfase em facilitação de metodologias ativas de ensino-aprendizagem. Os participantes certificados poderão ser selecionados para atuação como facilitador dos cursos de especialização do projeto Gestão da Clínica no SUS e para participar do Curso de Especialização em Processos Educacionais na Saúde com ênfase em facilitação de metodologias ativas de ensino aprendizagem EPES com direito a bolsa de estudos. Aqueles que não forem selecionados poderão atuar como cofacilitadores dos cursos de especialização do Projeto Gestão da Clínica no SUS e convidados a participar do EPES sem direito a bolsa de estudos, mas com direito a certificação como especialistas. O Curso de Especialização em Processos Educacionais na Saúde EPES será oferecido pelo IEP/HSL de maneira integrada aos cursos de especialização do Projeto Gestão da Clínica no SUS no período de agosto de 2012 a julho de 2013.

19 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE 3. O PERFIL DE COMPETÊNCIA DO FACILITADOR DE APRENDIZAGEM O perfil de competência utilizado como referência nesse curso foi resultado do trabalho desenvolvido pelos seus autores, a partir da avaliação do desempenho dos facilitadores nos cursos Gestão da Clínica nas Redes de Atenção à Saúde, Gestão da Clínica nos Hospitais do SUS, Gestão do Cuidado ao Paciente Crítico, realizados no período e Gestão da Clínica nas Redes Metropolitanas de Atenção à Saúde, realizado no período A competência é aqui compreendida como sendo a capacidade de mobilizar diferentes recursos para solucionar, com pertinência e sucesso, os problemas da prática profissional, em diferentes contextos. Assim, a combinação das capacidades cognitivas, atitudinais e psicomotoras mobilizadas para a realização de uma ação foi traduzida em desempenhos que refletem a qualidade da prática profissional docente, em currículos, programas e atividades educacionais na área da saúde, com abordagem construtivista. O(a) profissional participante do Curso de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde CPES poderá atuar como facilitador e orientador do projeto aplicativo em um dos cursos de especialização em Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde, Regulação em Saúde no SUS e Educação na Saúde para Preceptores do SUS. 17 O papel do facilitador é o de mediar o processo ensino-aprendizagem na capacitação de pequenos grupos de profissionais da saúde formados pela distribuição dos participantes dos cursos do Projeto Gestão da Clínica no SUS vinculados às regiões de saúde indicadas pelo Ministério da Saúde em parceria com o CONASS e CONASEMS. Para exercer esse papel, o facilitador precisa mostrar respeito aos saberes dos especializandos, ética e estética, reflexão crítica sobre a prática, aceitação do novo, criticidade e capacidade para produzir e construir novos saberes (Freire, 1986). Cabe ao facilitador: promover a curiosidade e a criticidade; reconhecer que o processo educacional é inacabado; respeitar a autonomia do educando; mostrar responsabilidade, tolerância e bom senso; integrar intenção e gesto, comprometendo-se com a educação como forma de intervenção no mundo e de transformação da realidade. O quadro 5 detalha as ações chave e desempenhos do perfil de competência do facilitador na área educacional.

20 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS QUADRO 5 Quadro 5 Perfil de Competência do Facilitador na área educacional, IEP/HSL, Ações Identifica necessidades de aprendizagem Desempenhos Desempenhos Mostra disponibilidade e abertura para a identificação de necessidades e oportunidades de aprendizagens pessoais e dos profissionais com os quais trabalha. Identifica lacunas ou hiatos de aprendizagem e favorece o reconhecimento desses, estimulando a superação de limites. Desenvolve ações educacionais e facilita processos de ensino-aprendizagem Promove atividades educacionais baseadas nas necessidades de aprendizagem identificadas, favorecendo a aprendizagem significativa e a transformação da realidade. Estimula o desenvolvimento da capacidade de aprender a aprender, valorizando os conhecimentos prévios dos participantes. Estimula a utilização de experiências e vivências para a construção de pontes com os disparadores de aprendizagem. Incentiva a capacidade de investigação, de análise e síntese, apoiando a avaliação crítica das informações e fontes encontradas. Estimula a construção coletiva de conhecimento e de novos significados, nas atividades presenciais e nas de educação à distância. Favorece e apóia processos de criação, disseminação e compartilhamento de saberes orientados ao desenvolvimento de competência dos participantes. Apóia a construção de projetos de pesquisa aplicada, considerando o contexto e o desenvolvimento de uma atenção à saúde com qualidade, eficiência, eficácia e efetividade. Participa da educação pelo exemplo e mostra persistência e paciência em relação aos diferentes tempos de aprendizagem das pessoas, incentivando o desenvolvimento de novas capacidades orientadas à inovação e transformação. 18 Avalia ações e processos educacionais Faz e recebe críticas de modo ético. Monitora e avalia processos, produtos e resultados das atividades educacionais realizadas, sistematizando os aspectos a melhorar, os desafios e conquistas dos processos educacionais. Mostra responsabilidade, compromisso e aperfeiçoamento no desempenho de seu papel como educador e na entrega de produtos pactuados. 3.1 O ATIVIDADES EDUCACIONAIS ESPECÍFICAS DO FACILITADOR NO PROJETO GESTÃO DA CLÍNICA NO SUS Os cursos de especialização do projeto Gestão da Clínica no SUS são compostos por uma combinação de atividades educacionais, tendo como referência dois tipos de grupos de trabalho: diversidade 1 /equipe e afinidade/projeto aplicativo 2, para as quais se destaca as especificidades das ações do facilitador: Ações de facilitação e de apoio às atividades de plenária: organização e coordenação das plenárias; focalização do processo ensino-aprendizagem nos objetivos educacionais e nas necessidades de aprendizagem dos especializandos; 1 Grupo diversidade/equipe: formado por 6 participantes cada, escolhidos de maneira a contemplar a maior diversidade possível de experiência prévia entre os inscritos no curso. Cada curso de especialização terá oito equipes de trabalho que atuarão juntas durante todo o período do curso. 2 Grupo afinidade/projeto aplicativo: formado por até 12 participantes com atuação/vinculação às ações ou aos serviços relacionados a um determinado contexto/foco de interesse. Cada região terá quatro grupos de trabalho. Cada um desses grupos será acompanhado pelo mesmo facilitador durante todo o curso de especialização, que será o orientador do projeto aplicativo.

21 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE distribuição democrática da palavra e das participações; identificação de convergências e divergências; construção de análises crítico-reflexivas. Ações educacionais de acompanhamento dos grupos diversidade/equipes organização do ambiente e checagem da videotransmissão; checagem do material a ser utilizado na atividade; apoio às equipes de trabalho na realização das tarefas propostas, focalizando o processo ensino-aprendizagem nos objetivos educacionais e nas necessidades de aprendizagem dos especializandos (ver Anexo I); apoio à avaliação do desenvolvimento das equipes e à construção de análises crítico-reflexivas. Ações de facilitação e apoio às atividades dos grupos afinidade/projeto aplicativo: acolhimento do grupo (ver Anexo II); identificação do problema; formulação de hipóteses e explicitação de possíveis explicações; 19 relação constante das discussões com a realidade; elaboração das questões de aprendizagem para melhor explicar a situação; utilização das novas informações para a construção de novos significados; construção dos esquemas de conhecimento da forma mais correta e rica possível: - estimulando o raciocínio, por meio de questões abertas e da solicitação de explicações; - checando a compreensão, por meio de interpretação e extrapolação; - favorecendo o reconhecimento das fronteiras e limites do conhecimento prévio; - formulando planos de intervenção que considerem uma concepção ampliada dos processos de gestão, atenção à saúde e educação em saúde; auto-avaliação e avaliação dos demais participantes do trabalho em pequeno grupo. orientação do Projeto Aplicativo (ver Anexo III): - facilitação de oficinas de trabalho; - orientação na construção do projeto aplicativo; - avaliação formativa e somativa do projeto aplicativo.

22 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS Ações educacionais à distância: ambiente virtual de aprendizagem do grupo diversidade gestão e facilitação de fóruns virtuais de aprendizagem; apoio à busca de informações; apoio à análise crítica e síntese de informações; apoio à sistematização de novos conhecimentos. Ações como orientador de Trabalho de Conclusão de Curso - TCC: facilitação da construção do portfólio reflexivo; apoio à construção do Trabalho de Conclusão de Curso; avaliação formativa e somativa do TCC. Ações de capacitação e de gestão acadêmica participação nos encontros presenciais do Curso de Especialização em Processos Educacionais na Saúde; 20 participação nos encontros presenciais do Curso de Especialização ao qual estiver vinculado (ver Anexo IV); elaboração e entrega, nos prazos estabelecidos, do seu Trabalho de Conclusão de Curso TCC, referente ao Curso de Especialização em Processos Educacionais na Saúde; registro das atividades educacionais presenciais de seu pequeno grupo em lista de presença; entrega do registro de frequência dos especializandos validado nas listas de presença conferidas e assinadas à Secretaria Acadêmica do IEP; aplicação, preenchimento e análise dos instrumentos de avaliação de desempenho dos especializandos do seu pequeno grupo; avaliação e acompanhamento da entrega, nos prazos estabelecidos, dos Trabalhos de Conclusão de Curso - TCCs e Projetos Aplicativos - PAs do seu pequeno grupo; elaboração e entrega dos relatórios executivos das unidades educacionais e do relatório de acompanhamento do processo ensino- aprendizagem Relatório PEA, referente às produções parciais de produtos e resultados dos grupos diversidade e afinidade sob sua responsabilidade conforme modelo e cronograma pactuados. 4. PROGRAMA INTEGRADO DA CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE CPES A integração entre a teoria e a prática, entre o mundo do trabalho e o da aprendizagem, entre processos educativos e de atuação na área da saúde é um dos fundamentos dessa proposta de capacitação em facilitação de processos educacionais.

23 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE Essa integração é expressa pela (o): (I) construção do perfil de competência, a partir da experiência e avaliação de desempenho de profissionais em atividades educacionais junto a currículos integrados, com abordagem construtivista e ênfase em metodologias ativas; (II) participação interdisciplinar e multiprofissional dos autores responsáveis pela construção das experiências e das atividades educacionais do curso; (III) exploração da teoria a partir de situações do mundo do trabalho, especialmente de natureza educacional; (IV) desenvolvimento articulado dos processos de educação com outras áreas que compõem o campo de atuação da saúde: gestão e atenção à saúde e; (V) desenvolvimento de capacidades para construção coletiva de processos de mudança para a transformação da realidade. 4.1 PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM: A ESPIRAL CONSTRUTIVISTA O processo de ensino-aprendizagem do curso está ancorado: nas teorias interacionistas 3, na metodologia científica, 21 na aprendizagem significativa, na reflexão a partir da prática, na dialogia e em estratégias educacionais apropriadas a cada conteúdo, como processamento de situações-problema e de narrativas, TBL, oficinas de trabalho, plenárias, portfólio reflexivo, viagens entre outras. As raízes da utilização de problemas e da vivência como recursos para o processo ensino-aprendizagem podem ser encontradas em Dewey (1929); o estímulo à autoaprendizagem em Jerome Bruner (1959); e a primeira organização curricular baseada em problemas no final da década de 60, no curso médico da McMaster University, Canadá (Barrows, 1980; Schmidt, 1993). Ainda na década de 60, vale ressaltar Paulo Freire discutindo a aprendizagem de adultos a partir da educação como prática de liberdade e de autonomia. A pedagogia de Paulo Freire reconhece o homem em permanente produção e a produção de conhecimento a partir de suas relações com o mundo, ou seja, de sua experiência (Freire, 2008). 3 As tendências pedagógicas na prática educacional focalizam a relação entre o objeto a ser conhecido (conteúdos de aprendizagem: produtos sociais e culturais), o sujeito que aprende e o professor (agente mediador entre o sujeito e o objeto). As teorias psicológicas que fundamentam as tendências pedagógicas são: inatista, ambientalista e sócioconstrutivista (sociointeracionista). Pela teoria inatista (apriorística ou nativista) cada pessoa encontra-se pronta ao nascimento (personalidade, potencial, valores, formas de pensar e de conhecer) uma vez que os fatores hereditários e maturacionais definem sua constituição. A teoria ambientalista (associacionista, comportamentalista ou behaviorista) atribui exclusivamente ao ambiente a constituição das características humanas e privilegia a experiência como fonte de conhecimento e do comportamento. A teoria sociointeracionista refuta as teses antagônicas entre o inato e o adquirido e promove uma releitura desses fatores, indicando sua interação histórica e socialmente constituída, em movimentos permanentes de reprodução/transformação (REGO, 1995).

24 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS A combinação entre os elementos experiência, ambiente e capacidades individuais permite a constituição das diferentes maneiras de aprender. Ao realizar aprendizagens significativas, os participantes reconstroem a realidade, atribuindo-lhe novos sentidos e significados. Para o adulto, esse significado é construído em função de sua motivação para aprender e do valor potencial que os novos saberes têm em relação a sua utilização na vida pessoal e profissional. O processo que favorece a aprendizagem significativa requer uma postura ativa e crítica por parte daqueles envolvidos na aprendizagem (Coll, 2000). Dessa forma, o conhecimento prévio trazido pelos participantes é essencial na construção dos novos saberes. A necessidade de buscar novas informações atende ao desenvolvimento de capacidades para a aprendizagem ao longo da vida e para a imprescindível análise critica de fontes e informações (Venturelli, 1997). A representação do processo ensino-aprendizagem na forma de uma espiral traduz a relevância das diferentes etapas educacionais desse processo como movimentos articulados e que se retroalimentam. Os movimentos são desencadeados conforme as necessidades de aprendizagem, frente a um disparador ou estímulo para o desenvolvimento de capacidades. A articulação entre a abordagem construtivista, a metodologia cientifica e a aprendizagem baseada em problemas 4 é apresentada de modo esquemático na Figura Identificando o problema Formulando explicações Avaliando o processo Elaborando questões Construindo novos significados Buscando novas informações FIGURA 2 Espiral construtivista do processo de ensino-aprendizagem a partir da exploração de um disparador 5. 4 Barrows HS, Tamblyn RM. Problem-based learning. New York: Springer Press; Traduzido e adaptado de Lima, V.V. Learning issues raised by students during PBL tutorials compared to curriculum objectives. Chicago, 2002 [Dissertação de Mestrado University of Illinois at Chicago. Department of Health Education]

25 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE Movimento: Identificando o problema e formulando explicações A identificação do problema, a partir de um estímulo educacional, permite que cada participante explicite suas ideias, percepções, sentimentos e valores prévios, trazendo à tona os fenômenos e evidências que já conhece e que podem ser utilizados para melhor explicar uma determinada situação. As explicações iniciais e a formulação de hipóteses permitem explorar as fronteiras de aprendizagem em relação a um dado problema, possibilitando identificar as capacidades presentes e as necessidades de aprendizagem. O exercício de suposições, conjecturas e proposições favorece a expansão das fronteiras de aprendizagem e auxilia na elaboração das questões de aprendizagem que irão desafiar as fronteiras identificadas. Movimento: elaborando questões de aprendizagem As questões formuladas representam as necessidades de aprendizagem e orientam a busca de novas informações. A seleção e pactuação, no coletivo, das questões consideradas mais potentes 6 e significativas para o atendimento destas necessidades e ampliação das capacidades de enfrentamento do problema identificado, trazem objetividade e foco para o estudo individual dos participantes. Movimento: buscando novas informações A busca por novas informações deve ser realizada pelos participantes da forma considerada mais adequada. O curso disponibiliza um conjunto de referências bibliográficas na forma de acervo e favorece o acesso a banco de dados de base remota. A ampliação 23 das pesquisas é estimulada e embora haja total liberdade para a seleção das fontes de informação, estas serão analisadas em relação ao grau de confiabilidade. Movimento: construindo novos significados A construção de novos significados é um produto do confronto entre os saberes prévios e os novos conteúdos e, por isso, é um movimento sempre presente no processo ensino-aprendizagem. Não somente ao serem compartilhadas as novas informações, mas a todo o momento no qual uma interação produza uma descoberta ou um novo sentido. Todos os conteúdos compartilhados deverão receber um tratamento de análise e crítica quer em relação às fontes como à própria informação em questão, devendo-se considerar as evidências apresentadas. Movimento: avaliando o processo Outro movimento permanente desse processo é a avaliação. A avaliação formativa é realizada verbalmente ao final de cada atividade e assume um papel fundamental na melhoria em processo. Todos devem fazer a autoavaliação focalizando seu processo individual de aprendizagem e também avaliar a construção coletiva do conhecimento e a atuação dos professores nesse processo. 6 As questões que desafiam os participantes a realizarem sínteses, análises ou avaliações invariavelmente implicam no estudo concomitante dos aspectos conceituais, mas vão além do reconhecimento de fatos e mecanismos requerendo interpretação e posicionamento.

26 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS 4.2 COMUNIDADE DE APRENDIZAGEM: DIALOGIA E FACILITAÇÃO A espiral construtivista envolve nos seus movimentos toda a comunidade de aprendizagem, formada pelos participantes, facilitadores e gestores de aprendizagem de região. Todos procuram aprender com todos durante todo o tempo. A colaboração, o desprendimento, a generosidade possibilitam o diálogo franco, aberto e produtivo (Cross, 1998; Senge, 1990). As comunidades de participantes da capacitação também se constituem numa oportunidade para o exercício do trabalho em equipe, comunicação, avaliação, criação de vínculos afetivos, corresponsabilidade pelo processo ensino-aprendizagem e de mudança, intercâmbio de experiências e estímulo à aquisição de conhecimento e desenvolvimento de competência. Espera-se que as comunidades de aprendizagem desenvolvam uma postura proativa e construam relações solidárias, respeitosas e éticas, com liberdade de expressão e corresponsabilidade. 4.3 PAPEL DO GESTOR DE APRENDIZAGEM DE REGIÃO Os gestores de aprendizagem de região são os responsáveis pela formação dos participantes do Curso de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde e assumem o papel de coordenadores da região onde acontecerão os encontros presenciais dos cursos de 24 especialização do Projeto Gestão da Clínica no SUS. São responsáveis, ainda, pela avaliação de desempenho dos participantes do Curso de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde, construção do portfólio e do Trabalho de Conclusão de Curso TCC. O grupo deve encontrar no seu gestor um apoiador para o desenvolvimento de suas capacidades, considerando-se as áreas de competência do perfil do facilitador de processos educacionais e os critérios de excelência estabelecidos. As funções do gestor de aprendizagem de região são: atuar como mediador do processo ensino-aprendizagem nas atividades do curso de capacitação em processos educacionais; apoiar os participantes da capacitação em Processos Educacionais na Saúde na construção de seus Trabalhos de Conclusão de Curso; avaliar o desenvolvimento de competência dos participantes para atuação como facilitadores de processos educacionais, orientadores de portfólio e projetos aplicativos e avaliadores de Trabalhos de Conclusão de Curso das especializações do Projeto Gestão da Clínica no SUS; fazer a gestão dos encontros presenciais de capacitação; acompanhar o desenvolvimento das atividades de EAD; elaborar relatórios gerenciais do curso (ver Anexo V); participar das reuniões de educação permanente; favorecer a articulação entre os cursos e o desenvolvimento dos mesmos na região de saúde.

27 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE 5. ORGANIZAÇÃO O currículo do programa está estruturado em dois eixos: simulação da realidade e contexto real do trabalho do participante. No eixo baseado na simulação, os autores do curso selecionaram e articularam materiais e recursos educacionais, bem como elaboraram os textos utilizados como estímulos ou disparadores da aprendizagem dos participantes e do desenvolvimento de capacidades relacionadas ao perfil de competência. Ainda neste eixo, a representação da realidade no formato de situações-problema, filmes, dramatizações, jogos, vivências e outros, buscam potencializar a aprendizagem por meio de um maior envolvimento dos participantes e da articulação entre teoria e prática. As representações do mundo do trabalho são disparadoras da aprendizagem. No eixo voltado ao contexto real, os participantes trazem e exploram as representações da sua prática profissional, por meio de narrativas, com vistas a produção de um diálogo entre as aprendizagens construídas no curso e as possibilidades de aplicação e de transformação da realidade, considerando-se o campo de atuação do facilitador de aprendizagem. O Curso de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde será oferecido, na modalidade semipresencial, com carga horária total de 188 horas, sendo: 128 horas presenciais e 60 horas de trabalho a distância. O público alvo de cada curso é formado por 10 profissionais de saúde com formação universitária, vinculados em cada uma das 10 regiões de saúde indicadas. 25 O curso está organizado em quatro encontros presenciais e períodos de educação a distância para o desenvolvimento de trabalhos relacionados às atividades educacionais do curso com o apoio dos professores. O curso será acompanhado pelos gestores de aprendizagem da região de saúde que são os professores e se responsabilizam pelo desenvolvimento e avaliação das atividades educacionais, apoiados por três coordenações: geral, pedagógica e administrativa. Os professores são responsáveis pela mediação dos processos de ensino-aprendizagem de distintas estratégias educacionais: Situação-problema: atividade organizada por meio de encontros em pequenos grupos para o processamento de situações baseadas no mundo do trabalho. As situações-problema foram elaboradas pelos autores do curso e cumprem o papel de disparadoras do processo ensino-aprendizagem. São processadas em dois momentos, sendo o primeiro, denominado síntese provisória 7 e o segundo nova síntese 8 ; Narrativa: atividade organizada por meio de trabalho em pequenos grupos para o processamento de situações trazidas pelos participantes a partir de suas próprias experiências e também cumprem o papel de disparadoras do processo ensino-aprendizagem. Proporciona de forma 7 Síntese provisória Exploração de uma situação com identificação de conhecimentos prévios e das fronteiras de aprendizagem. 8 Nova síntese construção coletiva de novos saberes a partir das questões de aprendizagem e da busca crítica das informações.

28 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS mais direta e intensa a reflexão dos contextos locais de cada participante, além de abrir um espaço significativo para o desenvolvimento de algumas capacidades, como ampliação dos sentidos (escuta, olhar, sentir, percepção) e das dimensões intelectual e afetiva (ver Anexo VI); Aprendizagem baseada em equipe ou team based learning TBL: é uma estratégia dirigida para o desenvolvimento do domínio cognitivo, especialmente focalizado na resolução de problemas, e para a aprendizagem colaborativa entre participantes com distintos saberes e experiências. É desencadeada a partir de uma situação caso ou disparador que cada participante analisa individualmente. Após esse estudo, os participantes respondem a um conjunto de testes que abordam a tomada de decisão frente á situação/contexto analisado. Frente a um conjunto de 5 a 15 questões, cada participante registra suas respostas. Após conhecer os resultados individuais, cada equipe discute as alternativas e busca um consenso/pacto. Nova votação é realizada por equipe e os resultados são debatidos por um especialista. Essas atividades são articuladas a desafios de aplicação dos conhecimentos em novas situações simuladas, no formato de oficinas, jogos ou dramatizações (ver Anexo I); Plenária: atividade presencial desenvolvida pelos participantes que compartilham com as demais comunidades de aprendizagem suas sínteses e produções. Essa atividade cumpre o papel de uma nova síntese ampliada sendo realizada no encontro subsequente e é referente ao trabalho desenvolvido no encontro anterior. Os grupos tem o intervalo entre os encontros para aprofundar e/ou sistematizar a síntese a ser apresentada utilizando o recurso da plataforma de EAD; Oficina de trabalho: atividade presencial que pode ser realizada em pequenos ou grandes grupos orientada ao desenvolvimento de capacidades de caráter instrumental e de conhecimentos operacionais; 26 Viagem: atividade social e artística dentro de um contexto pedagógico que contribui para a aprendizagem de forma ampliada e diversificada. Pode ainda ser organizada de maneira articulada a uma oficina de trabalho. Portfólio de realizações: momentos de encontro individual entre os participantes e o professor para a construção e acompanhamento da elaboração do portfólio e orientação para a construção do TCC. Esses encontros são realizados presencialmente e a distância (ver Anexo VII); Trabalho de Conclusão de Curso: representa uma síntese reflexiva do portfólio a ser construído individualmente pelos participantes (ver Anexo VIII); Educação Permanente: a atividade de educação permanente para os professores é realizada uma semana após cada encontro do curso com a presença dos coordenadores do curso. É um espaço para a discussão dos percursos singulares de cada grupo de modo a preservar as especificidades e paralelamente garantir o alcance dos objetivos por todos. Possibilita agilidade no reconhecimento de limitações ou dificuldades e na formulação de planos de melhoria, quer com foco no curso ou na trajetória específica de um participante. A identificação de conquistas e fortalezas permite o apoio de uns aos outros na direção da melhoria da qualidade do curso; Plataforma de educação a distância: recurso para suporte às atividades a distância, de avaliação e gestão acadêmica. O acesso e operação desse recurso tem apoio técnico da secretaria do IEP durante o primeiro encontro do curso de capacitação e que pode ser acionado, sempre que necessário, pelo endereço eletrônico ou fone (ver Anexo IX).

29 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE Aprendizagem autodirigida AAD: representa espaços protegidos na agenda dos participantes para que realizem suas buscas e análise de informações e construam seus portfólios. Esse é um período estratégico para o desenvolvimento de metodologias ativas de ensino-aprendizagem; Carga Horária segundo atividades educacionais: A carga horária do curso está distribuída segundo as atividades educacionais (ver Quadro 6). Há um período de tempo específico protegido para que o participante realize suas buscas e sínteses individuais. No curso, essa carga horária é destinada à aprendizagem autodirigida - AAD. A distribuição da carga horária para as atividades de educação a distância e para a aprendizagem autodirigida faz parte da construção de autonomia e corresponsabilização pela trajetória no curso, considerando-se o contexto no qual algumas tarefas são pactuadas pelas comunidades de aprendizagem. QUADRO 6 Distribuição da carga horária dos participantes, segundo atividade educacional, Curso de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde, IEP/HSL, Atividade Educacional SSituação-problema/Narrativa Plenária TBL Oficina de trabalho Viagem Portfólio de realizações Aprendizagem autodirigida AAD Educação à distância Total Trabalho de Conclusão de Curso Carga Horária 32 horas 10 horas 12 horas 36 horas 4 horas 4 horas 30 horas 60 horas 188 horas 40 horas 27 Período e periodicidade dos encontros presenciais O curso terá início em maio e se encerra em agosto de Todos os encontros serão realizados nas respectivas regiões de origem (ver Quadro 7). QUADRO 7 Cronograma dos encontros presenciais do Curso de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde, IEP/HSL, Atividades 1º Encontro 2º Encontro Período 23 a 25 de maio de a 15 de junho de º Encontro 04 a 06 de julho de º Encontro 08 a 10 de agosto de 2012

30 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS 6. AVALIAÇÃO A avaliação é considerada uma atividade permanente e crítico-reflexiva tanto para o planejamento e desenvolvimento de programas como para o acompanhamento do processo de ensino-aprendizagem em ações educacionais. Permite visualizar avanços e detectar dificuldades, subsidiando ações para a contínua qualificação do processo, produtos e resultados. A proposta de avaliação para o Curso de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde CPES tem como foco de análise o desenvolvimento do curso: processo ensino-aprendizagem, encontros e desempenho dos participantes e professores. A avaliação está baseada nos seguintes princípios: (I) critério-referenciada; (II) contínua, dialógica, ética, democrática e corresponsável; (III) formativa e somativa. Para a avaliação do processo ensino-aprendizagem será considerado o desempenho dos participantes, professores e os aspectos pedagógicos das atividades propostas. Para a avaliação do processo ensino-aprendizagem, da organização e infraestrutura do curso, serão acompanhados indicadores de participação e de desenvolvimento. Avaliação de desempenho do participante do CPES Será considerado aprovado no curso o participante que obtiver: 28 Frequência mínima de 85% nas atividades dos encontros presenciais; Desempenho satisfatório nas atividades presenciais e à distância; Conceito satisfatório no Trabalho de Conclusão de Curso. Avaliação formativa As avaliações com características formativas serão realizadas verbalmente durante e ao final de todas as atividades de ensino-aprendizagem, garantindo o reconhecimento de conquistas e oferecendo oportunidades de melhoria, de construção de novos significados e de renegociação do pacto de convivência sempre que for necessário. Para tanto, são focalizadas a autoavaliação, a avaliação realizada pelos demais participantes e a avaliação do professor. A avaliação do portfólio deve ser realizada durante os momentos presenciais e utiliza análise documental e verbal para a identificação das realizações alcançadas na trajetória do participante no curso. Essa avaliação também tem referência no perfil de competência e deve ser orientada às necessidades individuais de aprendizagem, tanto as declaradas pelo participante como as percebidas pelo gestor de aprendizagem de região. Podem integrar o portfólio: memorial, expectativas, relatos, histórias, sínteses provisórias e novas sínteses, mapas conceituais, diagramas, referências bibliográficas e outros, conforme a necessidade e trajetória de cada especializando. Além dos registros, a avaliação de portfólio

31 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE abre espaço para as reflexões dos participantes, de modo a contemplar seus processos de autoconhecimento, autodesenvolvimento e autorrealizações (ver Anexo VII). Avaliação somativa A avaliação somativa focaliza o desempenho dos participantes nas atividades educacionais. Cabe aos professores elaborar duas sínteses escritas em documento específico (ver Anexo XI) e apresentá-las aos participantes: uma no encontro de junho/2012, de caráter formativo e outra no encontro de agosto/2012, de caráter somativo (ver Anexo X). Essa avaliação final de desempenho deve analisar a tendência do desenvolvimento de competência, registrada nos dois formatos. Uma síntese individual e reflexiva da trajetória e, portanto, do portfólio de realizações, cumpre o papel do Trabalho de Conclusão de Curso TCC e deverá ser construída com apoio do professor (ver Anexo VIII). Avaliação de desempenho do professor A avaliação dos professores deve ser realizada pelo participante. O objetivo dessa avaliação é a identificação de fortalezas e dificuldades no apoio à construção de capacidades do professor. A avaliação formativa dos professores deve ser realizada verbalmente ao final de cada atividade educacional pelos participantes, incluindo a autoavaliação. A avaliação de desempenho dos professores deve considerar a atuação destes na mediação e favorecimento do processo ensino-aprendizagem e na construção do portfólio e do TCC. Duas sínteses escritas representando a perspectiva do participante devem ser registradas em formato específico (ver Anexo XII) ao final dos 29 encontros de junho/2012 e agosto/2012. Avaliação do Curso A avaliação do curso será processual, permitindo intervenções de melhoria contínuas e oportunas. A liberdade de expressão e as análises críticas são estimuladas envolvendo todos os atores do curso. Esse exercício faz parte do processo de aprendizagem. A avaliação quantitativa do curso é realizada ao final de cada encontro presencial e consiste na emissão de conceitos sobre os aspectos didático-pedagógicos, organizacionais e de infraestrutura. O formato específico (ver Anexo XIII) deverá ser preenchido e enviado eletronicamente por meio da plataforma interativa até uma semana após o término dos encontros (ver Quadro 8). Uma avaliação qualitativa será aplicada ao final do curso, no sentido de caracterizar e interpretar a natureza dos critérios utilizados na emissão dos conceitos. Os professores e coordenadores realizam as análises e a construção dos indicadores de desenvolvimento do curso, bem como sua apresentação e discussão com todos os envolvidos. Cronograma e fluxos de entrega das avaliações O registro das avaliações de desempenho e das avaliações do curso deve ser encaminhado por meio da plataforma interativa, segundo prazos estabelecidos (ver Quadro 8).

32 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS QUADRO 8 Cronograma entrega das avaliações segundo foco, responsável e prazos, Curso de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde, IEP/HSL, Avaliações Responsável Prazos Avaliação dos encontros Anexo I - A.1 Participantes do CPES GAr Até uma semana após cada encontro Relatório Executivo dos Encontros (Anexo V) GAr Até uma semana após cada encontro Relatório Processo Ensino-aprendizagem PEA (Anexo V) GAr Até 20/08/2012 Avaliação desempenho dos participantes 1ª. Síntese (Anexo XI) GAr Encontro de junho/2012 Avaliação desempenho dos Gestores de aprendizagem de região - 1ª. Síntese (Anexo XII) Participantes do CPES Encontro de junho/2012 Avaliação desempenho dos participantes 2ª. Síntese (Anexo XI) GAr Encontro de agosto/ Avaliação desempenho dos Gestores de aprendizagem - 2ª. Síntese (Anexo XII) Participantes do CPES Encontro de agosto/2012 Avaliação final do Curso Participantes do CPES GAr Até 20/08/2012 GAr: Gestor de aprendizagem de região 7. ANEXOS ANEXO I TERMO DE REFERÊNCIA APRENDIZAGEM BASEADA EM EQUIPE - TEAM BASED LEARNING TBL Introdução A utilização de pequenos grupos no processo ensino-aprendizagem é uma estratégia para favorecer a aprendizagem ativa e ampliar a troca de saberes entre os participantes. Esta estratégia visa, para além da aquisição de conteúdos cognitivos, desenvolver capacidades relacionais, de análise crítica, de responsabilidade, de tomada de decisões, de trabalho em equipe e de resolução de problemas.

33 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE Existem várias formas de utilizar pequenos grupos na graduação, na pós-graduação ou em campo de prática. Entre elas: problematização de uma situação real, aprendizagem baseada em problemas (problem based learnig PBL), aprendizagem colaborativa e a aprendizagem baseada em equipe (team-based learning TBL). No TBL o foco da atividade é direcionado à aplicabilidade de conceitos frente à necessidade de tomada de decisão para a resolução de problemas e na potência de trabalho da equipe no desenvolvimento das tarefas propostas. A estratégia de ensino-aprendizagem em equipe Team Based Learning TBL, foi desenvolvida por Larry K. Michaelsen na Universidade de Oklahoma (1970). O TBL se baseia nos seguintes componentes: (I) formação e gerenciamento da equipe (II) responsabilidade (III) feedback/devolutiva 31 (IV) atividade proposta Organização do TBL A estratégia do TBL requer planejamento e preparo prévios. Planejamento no que tange a apresentação das atividades sequenciais, que é responsabilidade do professor, e preparo do material ou das tarefas nos momentos de dispersão, fora da atividade presencial, que é responsabilidade dos participantes. O planejamento da sessão de TBL e do momento de dispersão é prévio à realização das atividades em equipe e diz respeito à elaboração dos objetivos pedagógicos, dos conteúdos, tarefas presenciais (testes, exposições dialogadas, oficinas, dramatizações, sessões de debates, entre outros) e das tarefas a distância, além dos formatos de avaliação utilizados. É importante esclarecer que a estratégia do TBL é maior do que a dimensão lúdica de ensino (jogo), de acertos e erros, experimentados individualmente ou em equipe. Para além desse aspecto, essa estratégia associa, ao momento do teste, a abertura para dúvidas, a discussão das associações e explicações realizadas pelas equipes, a possibilidade de argumentação e fundamentação de cada escolha, o desenvolvimento de tarefas desafiantes à equipe, sempre focalizando a aplicação dos conteúdos para a resolução de problemas da prática profissional.

34 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS A contrapartida do participante se expressa no seu engajamento nas atividades do curso, sua responsabilidade, interesse em buscar o conhecimento e disposição em colaborar com sua equipe. A fase de preparo tem lugar no presencial e fora dele. Esta fase é chamada por alguns autores de estudo individual. A organização de uma atividade de ensino-aprendizagem, no formato de TBL, prevê a constituição de equipes de cinco a sete participantes. O melhor formato da sala deve distribuir as mesas de tal modo que todos consigam ver a projeção de seus respectivos lugares. Se o espaço não permitir essa disposição, outros arranjos podem ser feitos, desde que no momento da projeção os participantes direcionem suas cadeiras para o painel de multimídia. Além dessas mesas e cadeiras, há uma mesa central para o facilitador com o material didático de apoio, preferencialmente ao lado o painel de multimídia (ver Figura 3). 32 FIGURA 3 Representação gráfica de uma sala de TBL O TBL é divido, didaticamente, em três momentos: (I) momento I ou de preparação de material (contexto/cenário) e estudo/análise desse material pelos participantes; (II) momento II de verificação do conhecimento prévio (teste individual e em equipe), levantamento de dúvidas e feed-back e (III) momento III de aplicação dos conceitos (ver Quadro 1).

35 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE QUADRO 1 Momentos do desenvolvimento do Team Based Learning MOMENTO I Preparação do material Elaboração do contexto/cenário ou situação pelos docentes Análise individual do material pelos participantes MOMENTO II Compromisso compartilhado Teste individual Teste em equipe Levantamento das explicações, dúvidas e questões com Feedback do especialista por meio de debate presencial ou por transmissão MOMENTO III Aplicação dos conceitos Tarefas da equipe No Momento I, são enviados/entregues aos participantes os materiais preparados pelos autores do curso e da atividade ou estimulada a busca de informações/conteúdos, de forma autônoma, a partir de uma situação. Esta busca pode acontecer presencial ou a distância. O momento II chamado de compromisso compartilhado, acontece sempre presencialmente e envolve quatro etapas. A primeira é a execução do teste individual. Os participantes verificam seu conhecimento prévio por meio de um teste de múltipla escolha com 10 a 15 itens, os quais devem necessariamente requerer mais do que a memorização de fatos/teorias e apresentar um grau de dificuldade para a tomada de decisão e resolução de problemas que seja motivador. Após o término do teste individual, a segunda etapa consiste na consolidação 33 e discussão dos resultados individuais para cada questão, buscando um consenso na equipe que deve responder o mesmo teste. Neste momento os participantes são estimulados a desenvolvem habilidades de comunicação e negociação. As trocas entre os participantes favorecem o reconhecimento das potencialidades e fragilidades, individuais, de modo que cada participante encontre nessa análise um sentido para ampliar sua participação e contribuição com a equipe. Para a realização das duas primeiras etapas, espera-se do participante o compromisso e a responsabilidade em relação à análise do material preparado, que permitirá sua contribuição contextualizada e efetiva na equipe. O confronto entre os resultados do teste individual e os da equipe visa destacar o valor do conhecimento do outro, a possibilidade de construção coletiva de conhecimento e a adição de resultados pelo compartilhamento dos saberes que cada indivíduo da equipe traz. A terceira etapa consiste no levantamento, em grande grupo, das explicações que cada equipe construiu para escolher suas respostas no teste, as dúvidas e os questionamentos em relação ao que foi apresentado como sendo a melhor alternativa de resposta. A quarta etapa representa o feedback e os esclarecimento de um especialista no assunto, presencial ou a distância. O momento III tem como objetivo a aplicação dos conteúdos trabalhados nos dois momentos anteriores, por meio da proposição de tarefas desafiadoras às equipes, que reflitam a aplicação desses conteúdos em uma situação real ou simulada. Frente à tarefa de aplicação, as equipes devem formular questões para buscar informações que permitam aprofundar, ainda mais, a aplicação, análise, síntese e avaliação na tomada de decisão. As buscas realizadas são analisadas pelas equipes no próximo encontro presencial ou a distância, construindo uma intervenção fundamentada.

36 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS Fatores críticos de sucesso - Planejamento coerente e eficaz dos momentos I, II e III; - Construção consistente do material preparatório que deve estar orientado à contextualização da temática e das questões a serem exploradas, individualmente e pelas equipes, ou focado na apresentação de um cenário ou uma situação a ser investigada e explicada, segundo os conhecimentos prévios dos participantes; - Construção dos testes de múltipla escolha que devem focalizar as taxonomias de compreensão, aplicação, análise, síntese e avaliação, conforme classificação formulada por Bloom (1956). Os testes direcionados à memorização/conhecimento praticamente anulam as discussões pelas equipes, além de limitarem a verificação da construção de saberes ao patamar mais básico desse processo; - Orientações quanto ao funcionamento do TBL, buscando uma distribuição dos participantes nas equipes, com a maior diversidade possível, no sentido de ampliar a integração e produção da equipe; - Consenso na construção do contrato didático das equipes (pontualidade, respeito para falar e ouvir, responsabilidade em relação às tarefas e prazos, não utilização de celular nas sessões, entre outros); - Feedback imediato dos resultados dos testes, com possibilidade de contra-argumentação fundamentada; - Avaliação interpares do trabalho presencial e a distância, bem como da participação do facilitador; - Variar a organização e a oferta de atividades desafiadoras para a aplicação dos saberes construídos ou em construção. 34 Desafios do TBL Os desafios que a estratégia de TBL impõe são: a promoção do engajamento das equipes e a manutenção de sua motivação, uma vez que, sua maior fortaleza reside na construção coletiva de conhecimento (inteligência coletiva), na força do trabalho em equipe e na sua potencialidade de construção de projetos, resolução de problemas e formulação de questões. A força da aprendizagem em equipe é resultado da qualidade da participação de todos. Bibliografia consultada: Bloom BS. Taxonomy of Educational Objectives: The Classification of Educational Goals. Susan Fauer Company, Case SM, Swanson DB. Constructing written test questions for the basic and clinical sciences. National Board of Medical Examiners NBME: Philadelphia, Michaelsen LK, Arletta BK and Dee Fink L. Team-based learning: a transformative use of small groups. New York, Michaelsen LK, Sweet M. The essential elements of Team-Based Learning. New Directions for Teaching and Learning. Nº 116, Winter, Michaelsen LK, Watson WE and Black RH. A Realistic Test of Individual versus Group Consensus Decision Making. Journal of Applied Psychology, 1989, 74 (5), Michaelsen LK. Team Learning in Large Classes. Inc. Bouton & R.Y. Garth, Learning in Groups. New Directions for Teaching and Learning Series, No. 14. San Francisco: Jossey-Bass, Millis BJ and Cottell PG. Cooperative Learning for Higher Education Faculty. Phoenix: Oryx Press, Morrison S, Walsh FK. Writing multiple-choice test items that promote and measure critical thinking. January 2001, Vol. 40, No. 1, pp , 2001.

37 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE ANEXO II TERMO DE REFERÊNCIA ACOLHIMENTO Ao encontrar pela primeira vez sua comunidade de aprendizagem, o facilitador deve orientar que cada participante se apresente, registre e explicite suas expectativas em relação ao curso e a sua participação. O facilitador deve estabelecer um limite máximo de tempo para a realização dessa atividade que cumpre a função de iniciar a socialização e o aquecimento do grupo, permitir que as pessoas possam se chamar pelo nome e construir os pactos iniciais e fundamentais para o trabalho educacional em pequeno grupo. Na apresentação, que deve ser sintética, cada participante poderá situar-se em relação a sua formação e função 12. A explicitação das expectativas favorece a compreensão das necessidades de aprendizagem e do potencial investimento que cada participante estará disponibilizando. O(a) facilitador(a) deve destinar um tempo para o registro individual das expectativas e para socializá-las 13, de modo a construir um pacto coletivo que fará parte do contrato didático e de convivência do grupo. Como há uma vinculação entre a satisfação e expectativas, a identificação de diferentes expectativas definidas pela história e identidade cultural de cada participante pode ajudar o grupo a ajustá-las em relação aos objetivos do curso e a construir o pacto coletivo. Para o contrato didático de trabalho em pequeno grupo, sugere-se que seja acordada uma participação democrática, respeitosa, colaborativa e operativa, assim como os horários de início, intervalo e término da atividade, uso de telefone celular, computador, implicações das eventuais ausências e outras que se fizerem pertinentes. O pacto de sigilo é um dos acordos que visa garantir um ambiente seguro e livre de medos, 35 especialmente em relação à exposição das próprias necessidades de aprendizagem e de aspectos relacionados aos ambientes interno e externo do trabalho em saúde. Outros aspectos e consequentemente novos acordos serão formulados a partir da vivência do trabalho em pequeno grupo e com as metodologias de ensino-aprendizagem, paralelamente ao reconhecimento de potencialidades e dificuldades de cada um para o trabalho coletivo. Esse contrato deve ser revisitado e reavaliado sempre que necessário. Recomenda-se, ainda, que o facilitador solicite uma cópia de cada expectativa para o seu próprio portfólio e para ser utilizada na avaliação do curso. Cada especializando deve ficar com o registro de sua expectativa, anexando-o ao seu portfólio. Esse registro orienta e favorece a avaliação futura de desempenho do especializando, nos encontros de portfólio com seu facilitador. A solicitação do memorial reflexivo de cada especializando com cópia para o facilitador auxilia na identificação da trajetória prévia dos especializandos e de suas necessidades singulares de aprendizagem. O memorial também deve ser solicitado com cópia, pois também será utilizado no processo de avaliação do curso. O(a) facilitador(a) deve solicitar ainda que os especializandos preencham o questionário de perfil do ingresso. A apresentação e discussão do Caderno do Curso e da programação do I Encontro favorece a inserção e familiarização dos especializandos ao contexto do curso e formaliza o contrato didático. 12 Podem ser utilizadas a técnica do cochicho, a história do seu nome, potencialidades/dificuldades para o trabalho coletivo, hobbies e paixões fora do trabalho, entre outras. 13 A socialização pode ser realizada por meio de tarjetas e da técnica da visualização móvel. Essa técnica permite o agrupamento das tarjetas com ideias semelhantes no sentido de facilitar a construção da expectativa do grupo

38 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS ANEXO III TERMO DE REFERÊNCIA DO PROJETO APLICATIVO - CURSOS DO PROJETO GESTÃO DA CLÍNICA NO SUS Definição Trata-se de uma atividade curricular dos Cursos de Especialização do Projeto Gestão da Clínica no SUS voltada à ampliação, aprofundamento e consolidação das aprendizagens dos especializandos dos cursos: Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde, Regulação em Saúde no SUS e Educação na Saúde para Preceptores do SUS, por meio do desenvolvimento de um trabalho técnico-científico aplicado, orientado à solução de um problema/necessidade, com foco no desenvolvimento do SUS nas regiões de saúde e na gestão da clínica. Objetivos gerais Promover a construção coletiva de um projeto orientado à transformação de um contexto real do trabalho e formação em saúde, por meio da articulação entre teoria e prática (conhecimento e ação); Promover a construção/fortalecimento das Regiões de Saúde, Regulação em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores do SUS. Objetivos específicos Desenvolver capacidades para a investigação da realidade, utilizando o método científico orientado à aplicação; Desenvolver capacidades para a construção e avaliação de uma proposta de intervenção em um contexto real; 36 Promover o desenvolvimento e a aplicação da gestão da clínica nas regiões de saúde; Potencializar oportunidades de aprendizagem, por meio do trabalho coletivo; Desenvolver capacidades para a sistematização e divulgação de conhecimentos, no formato de um projeto aplicativo; Identificar necessidades ou problemas relacionados ao cuidado, gestão, regulação, educação na saúde nas regiões, com foco no desenvolvimento da gestão da clínica; Ampliar a análise dos contextos interno e externo do setor saúde e da realidade nas regiões de saúde, considerando os problemas/necessidades priorizados; Promover a construção de uma proposta de intervenção técnica-política nas áreas de gestão, atenção à saúde e/ou educação em saúde, voltada ao enfrentamento das necessidades ou dos problemas priorizados. Construção do Projeto aplicativo PA No Projeto Aplicativo deverão ser desenvolvidas três dimensões, de modo articulado, para a produção de conhecimentos aplicáveis: Dimensão teórica: referenciais científicos que fundamentam e buscam explicar a necessidade/problema de gestão da clínica identificado e priorizado, no contexto das regiões de saúde; Dimensão empírica: referenciais tácitos de experiências reais de intervenções em necessidades/problemas semelhantes ao priorizado, porém em locais distintos da potencial aplicação; Dimensão contextual: caracterização da necessidade/problema de gestão da clínica priorizada, considerando-se a análise dos ambientes externo e interno, e construção de uma proposta de intervenção.

39 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE Para tratar das três dimensões do Projeto Aplicativo sugere-se a seguinte sistematização: Resumo Apresentação de resumo do projeto aplicativo em uma página. Introdução Apresentação e caracterização da necessidade ou do problema relacionado ao cuidado, gestão, regulação, educação na saúde nas Regiões, com foco na gestão da clínica, considerando contexto e relevância. Inclui a justificativa, que é a razão que determinou a escolha do foco do Projeto. Na introdução deve-se caracterizar o problema/necessidade priorizado, de modo que o leitor compreenda a magnitude, as implicações e repercussões da atual situação no cuidado em saúde, na regulação e formação/capacitação de profissionais nas regiões de saúde. De modo geral, a introdução deve levar o leitor a compreender porque é importante intervir nessa situação. É o convencimento de que o Projeto Aplicativo é de fundamental importância para a organização, o sistema de saúde, a sociedade ou determinados grupos populacionais. Objetivos: Geral e Específicos Apresentar a descrição dos objetivos geral e específicos que devem sintetizar a intencionalidade do projeto aplicativo. 37 Referenciais Devem ser discutidos os referenciais teóricos, os referenciais empíricos e as condições e recursos existentes na região de saúde ou serviço no qual será desenvolvido o Projeto Aplicativo, de modo que a situação atual do cuidado, regulação e formação/capacitação no SUS fique bem caracterizada. Contexto: apresentação da situação de saúde da Região de Saúde, da regulação e da formação/capacitação de profissionais de saúde na qual se pretende aplicar um plano de intervenção, considerando-se o contexto interno pontos fortes e fragilidades e o contexto externo oportunidades e obstáculos, com a identificação de fatores críticos de sucesso que subsidiarão a construção de um plano de intervenção para o enfrentamento da necessidade ou problema priorizado. Especificamente para caracterizar o ambiente, devem ser aplicadas metodologias pertinentes, considerando-se os aspectos socioeconômicos e culturais, políticos, legais, administrativos e/ou normativos que implicam direta ou indiretamente nos ambientes interno e externo. A análise da situação também implica na análise dos atores envolvidos, que estão relacionados à situação em que se quer intervir, buscando contemplar diferentes perspectivas, interesses e valores em relação ao problema selecionado. Referencial teórico: apresentação das referências teóricas para a fundamentação conceitual relacionada ao problema/necessidade priorizado; Referencial empírico: apresentação das referências empíricas como experiência(s) realizadas, de modo a evidenciar formas de intervenções e resultados em realidades concretas;

40 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS Proposta de Intervenção A apresentação dos planos de ação deve destacar: (I) Identificação das lacunas existentes entre a situação atual e a situação desejada, contemplando a definição de metas para o alcance dos objetivos estabelecidos no projeto; (II) Construção e articulação das ações de intervenção em relação aos fatores críticos de sucesso ou nós críticos, de forma cronológica e hierárquica; (III) Levantamento dos recursos necessários para o desenvolvimento de cada ação, os responsáveis, os prazos e os indicadores para avaliação de resultados; (IV) Análise de viabilidade do plano. Elementos condicionantes Orientação a uma situação real do trabalho em saúde onde atua o grupo responsável pelo desenvolvimento do PA; Construção coletiva pelo grupo de 12 especializandos de cada curso; Articulação com os atores interessados (stakeholders) e apoiadores/signatários/patrocinadores (sponsors) do projeto; Fundamentação teórica cientificamente reconhecida; 38 Utilização de metodologia de pesquisa para construção da intervenção baseada na análise de situação, em técnicas de benchmarking, na análise de viabilidade (técnica, política e econômica), considerando-se o contexto da região de saúde e o respectivo curso. Entrega nos prazos estabelecidos, conforme formato explicitado neste Termo de Referência; Avaliação formativa e somativa pelo orientador. Formato para a entrega do produto A primeira versão do Projeto Aplicativo deve ser publicada na plataforma interativa no prazo pactuado. O texto deve ser digitado em página tamanho A4 com margens de 2.5 cm, em letra tipo arial, tamanho 11 e espaçamento de 1.5 linhas. As páginas de rosto e capa devem respeitar a padronização estabelecida para o respectivo curso (ver apêndice). Após a avaliação formativa do orientador, caso necessário, o PA deve ser ajustado e sua última versão publicada na plataforma interativa no prazo pactuado. Avaliação Os aspectos e critérios utilizados para avaliação são: Redação: texto deve ser apresentado de forma clara e as partes encadeadas; Relevância: a importância do Projeto Aplicativo para a organização, o sistema de saúde, a sociedade ou determinados grupos populacionais deve ser convincente;

41 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE Fundamentação: a apresentação e a discussão do problema ou necessidade devem estar baseadas em literatura específica, atualizada e adequadamente citada e em referenciais empíricos reconhecidos, de modo que a análise dos dados esteja referenciada em evidências; Contextualização: os aspectos relacionados à macro e micropolítica, as condições e recursos existentes na região de saúde, segundo a temática do curso do especializando, na qual o PA será aplicado devem estar suficientemente caracterizados; Objetivos: a coerência na explicitação da situação desejada deve estar ancorada na situação atual e no desenvolvimento científico e tecnológico disponíveis; Proposta de intervenção: a construção e a articulação das ações de intervenção devem estar direcionadas ao alcance das metas estabelecidas, com a identificação dos recursos necessários, os responsáveis, os prazos e os indicadores para avaliação de resultados; Viabilidade: coerência, abrangência, factibilidade e institucionalização das ações em relação à análise de cenários e aos recursos necessários e ao alcance dos objetivos; Cogestão do projeto: construção coletiva e participativa pelo grupo de especializandos; legitimação e validação na região de saúde; pactuação com os atores envolvidos. A atribuição de conceito será comunicada aos especializandos por e publicada na plataforma virtual do respectivo grupo. Os possíveis desdobramentos são: (I) conceito satisfatório PA aprovado; (II) conceito precisa melhorar PA a ser reformulado, segundo aspectos apontados e reapresentação para nova análise; (III) conceito insatisfatório PA reprovado após análise da reformulação. 39 Cronograma de trabalho para o desenvolvimento do PA Encontros do Curso 10 de setembro a 4 de outubro 15 de outubro a 8 de novembro 19 de novembro a 13 de dezembro 18 de fevereiro a 14 de março 25 de março a 18 de abril 06 de maio a 06 de junho Estratégia Educacional Oficina de trabalho Oficina de trabalho Produtos / Desenvolvimento de capacidades Ano de 2012 Termo de Referência do Projeto Aplicativo Levantamento de necessidades e problemas. Leitura da realidade Análise de ambientes: interno e externo SWOT Identificação dos fatores críticos de sucesso Identificação de atores, seus valores e interesses. Seleção e elaboração de Matriz de Indicadores. Caracterização do problema priorizado (indicadores e evidências) Seleção e análise de referenciais teóricos, ferramentas e dispositivos. Seminário de Discussão e Apresentação dos projetos aplicativos Ano de 2013 Elaboração da proposta de intervenção Análise da natureza e coerência das ações (melhor trajetória e cronograma) Seleção e análise de referenciais empíricos. Análise de viabilidade-institucionalização Análise de cenários-atores-planos para institucionalização e contingência Discussão e Apresentação dos projetos aplicativos

42 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS Apêndice: Padronização para apresentação do PA Capa NOME DOS ESPECIALIZANDOS DO GRUPO TÍTULO DO PROJETO APLICATIVO São Paulo Página de rosto (frente) NOME DOS ESPECIALIZANDOS DO GRUPO 40 TÍTULO DO PROJETO APLICATIVO Projeto Aplicativo apresentado ao Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa para certificação como especialista em XXXXXXXXX Orientador: nome do facilitador São Paulo

43 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE ANEXO IV CRONOGRAMA DA 1ª. EDIÇÃO DOS CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO DO PROJETO GESTÃO DA CLÍNICA NO SUS. Anexo IV.1 Cronograma do Curso de Especialização em Educação na Saúde para Preceptores do SUS, IEP/HSL, PERÍODO ABERTURA CRONOGRAMA DOS ENCONTROS EDUCAÇÃO NA SAÚDE PARA PRECEPTORES DO SUS 2ª.s e 3ª.s feiras 29 DE AGOSTO DE DATA GRUPOS 1º DIA* DATA GRUPOS 2º DIA* 10/09 11/09 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL I 17/09 24/09 GD 1 A 8 18/09 25/09 GA 2 GA 3 01/10 02/10 GA 4 15/10 16/10 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL II 22/10 29/10 GD 1 a 8 23/10 30/10 GA 2 GA 3 05/11 06/11 GA 4 19/11 20/11 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL III 26/11 03/12 GD 1 a 8 27/11 04/12 GA 2 GA /12 11/12 GA DATA GRUPOS 1º DIA* DATA GRUPOS 2º DIA* 18/02 19/02 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL IV 25/02 04/03 GD 1 a 8 26/02 05/03 GA 2 GA 3 11/03 12/03 GA 4 25/03 26/03 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL V 01/04 08/04 GD 1 a 8 02/04 09/04 GA 2 GA 3 15/04 16/04 GA 4 06/05 07/05 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL VI 13/05 20/05 GD 1 a 8 14/05 21/05 GA 2 GA 3 03/06 04/06 GA 4 * Grupos: GD Grupo Diversidade/Equipe; GA Grupo Afinidade (ver Quadros 3 e 4).

44 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS Anexo IV.2 Cronograma do Curso de Especialização em Regulação em Saúde no SUS, IEP/HSL, PERÍODO ABERTURA CRONOGRAMA DOS ENCONTROS REGULAÇÃO EM SAÚDE NO SUS 3ª.s e 4ª.s feiras 29 DE AGOSTO DE DATA GRUPOS 1º DIA* DATA GRUPOS 2º DIA* 11/09 12/09 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL I 18/09 25/09 GD 1 A 8 19/09 26/09 GA 2 GA 3 02/10 03/10 GA 4 16/10 17/10 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL II 23/10 30/10 GD 1 a 8 24/10 31/10 GA 2 GA 3 06/11 07/11 GA 4 20/11 21/11 GA 1 42 UNIDADE EDUCACIONAL III 27/11 04/12 GD 1 a 8 28/11 05/12 GA 2 GA 3 11/12 12/12 GA DATA GRUPOS 1º DIA* DATA GRUPOS 2º DIA* 19/02 20/02 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL IV 26/02 05/03 GD 1 a 8 27/02 06/03 GA 2 GA 3 12/03 13/03 GA 4 26/03 27/03 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL V 02/04 09/04 GD 1 a 8 03/04 10/04 GA 2 GA 3 16/04 17/04 GA 4 07/05 08/05 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL VI 14/05 21/05 GD 1 a 8 15/05 22/05 GA 2 GA 3 04/06 05/06 GA 4 * Grupos: GD Grupo Diversidade/Equipe; GA Grupo Afinidade (ver Quadros 3 e 4).

45 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE Anexo IV.3 Cronograma da 1ª. Edição do Curso de Especialização em Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde, IEP/HSL, PERÍODO ABERTURA CRONOGRAMA DOS ENCONTROS GESTÃO DA CLÍNICA NAS REGIÕES DE SAÚDE 4ª.s e 5ª.s feiras 29 DE AGOSTO DE DATA GRUPOS 1º DIA* DATA GRUPOS 2º DIA* 12/09 13/09 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL I 19/09 26/09 GD 1 A 8 20/09 27/09 GA 2 GA 3 03/10 04/10 GA 4 17/10 18/10 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL II 24/10 31/10 GD 1 a 8 25/10 01/10 GA 2 GA 3 07/11 08/11 GA 4 21/11 22/11 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL III 28/11 05/12 GD 1 a 8 29/11 06/12 GA 2 GA /12 13/12 GA DATA GRUPOS 1º DIA* DATA GRUPOS 2º DIA* 20/02 21/02 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL IV 27/02 06/03 GD 1 a 8 28/02 07/03 GA 2 GA 3 13/03 14/03 GA 4 27/03 28/03 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL V 03/04 10/04 GD 1 a 8 04/04 11/04 GA 2 GA 3 17/04 18/04 GA 4 08/05 09/05 GA 1 UNIDADE EDUCACIONAL VI 15/05 22/05 GD 1 a 8 16/05 23/05 GA 2 GA 3 05/06 06/06 GA 4 * Grupos: GD Grupo Diversidade/Equipe; GA Grupo Afinidade (ver Quadros 3 e 4).

46 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS ANEXO V MODELO DOS RELATÓRIOS GERENCIAIS V.1 Relatório do Processo Ensino-aprendizagem PEA Região: Nome do Gestor de Aprendizagem de região 1. Perfil dos participantes e composição dos grupos 2. Disparadores e questões de aprendizagem 3. Certificação dos participantes frequência, avaliação de desempenho e TCC 4. Considerações sobre o desenvolvimento do grupo 44 V.2 Relatório Executivo dos Encontros de Capacitação Região: Nome do Gestor de Aprendizagem de Região: Data: / / Texto descritivo analítico com a síntese das atividades realizadas incluindo o relato breve de incidentes críticos, fortalezas, fragilidades, avaliação do encontro, comentários e sugestões.

47 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE ANEXO VI TERMO DE REFERÊNCIA PARA CONSTRUÇÃO DE NARRATIVA Ao narrar, reconstruímos o mundo vivido. E, mais do que isso, dotamos os fatos e vivências narrados de mais sentido e clareza. Quando narramos, fazemos inevitáveis recortes que não necessariamente nos obrigam a perder o contexto, uma vez que aquilo que destacamos pode - ao mesmo tempo - ressaltar aquilo do qual se destaca. Dependendo de como articulamos conteúdo e forma, a narrativa pode tomar contornos de uma crônica, um conto, uma peça teatral ou de uma fábula, dentre tantas outras. Uma narrativa pode vir entremeada de falas e pensamentos dos atores envolvidos, possibilitando sempre que os diversos pontos-de-vista envolvidos sejam expressos. Suas narrativas devem corresponder a experiências ligadas à sua prática profissional e que você considere críticas, no sentido da reflexão sobre um especial esforço, sobre as tomadas de decisões e ações com seus respectivos desdobramentos. Devem apontar as contradições e os questionamentos envolvidos, tanto em relação aos seus valores e atuação como dos demais participantes mobilizados. Assim como um relato de vida, uma narrativa pode: refletir dúvidas, emoções e reflexões. Quando a narrativa for de uma situação do trabalho, recomenda-se que sejam preservados os nomes reais, e de o cenário escolhido permita transposições para as diferentes realidades daqueles que processarão a narrativa e produzirão novos conhecimentos a partir das histórias compartilhadas. A possibilidade da narrativa contemplar diferentes posições dos diversos atores envolvidos já é um exercício para a ampliação da nossa leitura e análise de conjuntura. Formato: seu texto deve possuir uma redação clara, que desperte o interesse e seja de fácil leitura. 45 Recomendações: utilizar no máximo uma página A4, usando letra do tipo Times New Roman (ou similar), tamanho 12, com espaçamento de 1,5. ANEXO VII TERMO DE REFERÊNCIA PORTFÓLIO O Portfólio representa uma coletânea dos trabalhos e das realizações com reflexões sobre as aprendizagens e as experiências vivenciadas no curso. Ao final de cada encontro estimula-se que o (a) especializando (a) possa elaborar uma reflexão crítica onde constem suas aprendizagens e experiências vivenciadas nas diferentes atividades desenvolvidas, bem como o significado delas na transformação de suas práticas. Destaca-se, ainda, que o portfólio propicia o desenvolvimento das capacidades de síntese e de sistematização dos conhecimentos produzidos individual e coletivamente. Deve ser considerado um recurso de autoria e criatividade que expresse os aspectos mais relevantes do seu crescimento pessoal e profissional. Neste curso, o portfólio, além da dimensão reflexiva do processo ensino-aprendizagem, será utilizado com um dos instrumentos de avaliação de desempenho do especializando (a), constituindo-se como referência para a elaboração do TCC. Para a avaliação somativa do TCC recomenda-se a observação do respectivo termo de referência (ver anexo VII).

48 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS ANEXO VIII TERMO DE REFERÊNCIA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO TCC Uma das avaliações no curso consiste na síntese crítico-reflexiva sobre a trajetória de construção de aprendizagem e de realizações pelo participante que cumprirá o papel do Trabalho de Conclusão de Curso TCC. O TCC é uma produção individual que deve ser construída com base no portfólio. O trabalho deve consistir de duas partes: PARTE I Uma síntese que reflita os movimentos de aprendizagem a partir da participação no curso, destacando as realizações alcançadas no processo e evidências do ponto de chegada. As evidências e reflexões devem ser fundamentadas e dar visibilidade aos ganhos e mudanças na prática profissional. Essa síntese pode conter até 30 páginas incluindo referências bibliográficas. PARTE II Evidências documentais do ponto de partida que deverão constar como anexos: Memorial da trajetória profissional (narrativa reflexiva): documento elaborado no início do curso; Registro de expectativas elaborado no início do curso; Questionário do perfil de ingresso segundo as áreas de competência (formulário em anexo apêndice 2). O participante deverá organizar o conjunto de informações de tal forma que a leitura permita acompanhar a trajetória vivenciada e os impactos produzidos. 46 AVALIAÇÃO: O TCC faz parte da avaliação de desempenho do participante no curso sendo avaliado pelo respectivo professor, por escrito e com a atribuição de conceito. É um dos instrumentos que compõem o registro da certificação do participante. Os critérios utilizados para avaliação são: Clareza na redação: se o texto está apresentado de forma clara; Encadeamento Lógico: se as partes da narrativa estão apresentadas de forma lógica/encadeada e permitem a análise da trajetória do participante no sentido da construção do perfil de competência desejado com explicitação de evidências; Fundamentação: se a narrativa traz informações fundamentadas em literatura pertinente ou evidências empíricas, que sustentem, respectivamente, as reflexões sobre as aprendizagens e as realizações. Todos os TCCs terão oportunidade de melhoria desde que entregues no prazo. A atribuição de conceito será comunicada aos participantes por publicação na plataforma virtual do respectivo grupo. Os possíveis desdobramentos são: (I) conceito satisfatório TCC aprovado; (II) conceito precisa melhorar TCC a ser reformulado, segundo aspectos apontados e reapresentação para nova análise; (III) conceito insatisfatório TCC reprovado após análise da reformulação. FORMATO E PRAZOS: O texto deve ser digitado em página tamanho A4 com margens de 2.5 cm, em letra tipo arial, tamanho 11 e espaçamento de 1.5 linhas. As páginas de rosto e capa devem respeitar a padronização estabelecida para o curso (ver apêndice 1). Todo TCC deve ter uma ficha catalográfica (verso da página de rosto), cuja elaboração será revisada pelos profissionais da Biblioteca do IEP após avaliação. A primeira versão do TCC deve ser publicada na plataforma interativa até 20 de agosto de Após a avaliação formativa do professor, se necessário, o TCC deve ser ajustado e sua última versão publicada na plataforma interativa até 10/09/2012.

49 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE CRONOGRAMA: Etapas Entrega do TCC para avaliação formativa publicação na plataforma interativa Divulgação do resultado da avaliação formativa Reapresentação do TCC com conceito inicial precisa melhorar versão final Divulgação da reavaliação Prazos 20/08/ /08/ /09/ /09/2012 APÊNDICE: Padronização para apresentação do PA Capa - Modelo NOME DO PARTICIPANTE TÍTULO DO TCC São Paulo 2012 Página de rosto (frente) - Modelo NOME DO PARTICIPANTE TÍTULO DO TCC 47 Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa para certificação da capacitação em processos educacionais na saúde. Orientador: nome do gestor de aprendizagem de região São Paulo 2012 Ficha catalográfica (verso da página de rosto) - Modelo Ficha Catalográfica Biblioteca Dr. Fadlo Haidar Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa C986 Curso de capacitação em processos educacionais na saúde: hospitais de excelência a serviço do SUS 2012 / Ministério da Saúde; Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa. -- São Paulo, xxp. 1. Educação em saúde. 2. Construtivismo (educação). 3. Aprendizagem. 4. Gestão em saúde. 5. Capacitação profissional. 6. Atenção à saúde. 7. Competência. Cod:xx

50 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS APÊNDICE 2: Questionário sobre perfil do ingresso Registro do perfil do participante no momento do ingresso no Curso de Capacitação em Processos Educacionais na Saúde com ênfase em facilitação de metodologias ativas de ensino-aprendizagem na Gestão da Clínica no Sistema Único de Saúde. Sexo: Masculino Feminino Idade: até 25 anos 26 a 35 anos 36 a 45 anos 46 a 55 anos 56 a 65 anos acima de 65 anos 1. Curso de graduação e ano de conclusão: 2. Pós-graduação: 2.1. Pós-Graduação Lato Sensu (especialização): Não Sim Especificar: 2.2. Residência: Não Sim Especificar: 2.3. Mestrado: Não Sim Especificar: 2.4. Doutorado: Não Sim Especificar: 3. Experiência em pesquisa: Não Sim 4. Experiência em educação: 4.1. Em docência tradicional: Não Sim 4.3. Em Educação à Distância: Não Sim 4.2. Com metodologias ativas: Não Sim 4.4: outro especificar: Experiência em gestão na área da saúde: 5.1. Gestor: Não Sim 5.3. Gerente: Não Sim 6. Experiência em atenção à saúde: 6.1. Cuidado individual: Não Sim 6.3. Atenção Primária ou ESF: Não Sim 6.5. Atenção Especializada: Não Sim 6.7. Hospitalar: Não Sim 7. Experiência em Apoio Técnico à Atenção à Saúde: 7.1. Apoio Diagnóstico e Terapêutico: Não Sim 7.3. Vigilância: Não Sim 7.5. Saúde Coletiva: Não Sim 7.7. Grupos/Equipes Técnicas: Não Sim 8. Comentários/Observações: 5.2. Diretor: Não Sim 5.4 Outro especificar: 6.2. Cuidado coletivo: Não Sim 6.4. NASF: Não Sim 6.6. Urgência e Emergência: Não Sim 6.8. outro especificar: Não Sim 7.2. Assistência Farmacêutica: Não Sim 7.4. Informação: Não Sim 7.6. Regulação: Não Sim 7.8. outro especificar: Não Sim

51 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE ANEXO IX TUTORIAL DA PLATAFORMA INTERATIVA Para acessar a plataforma: 1. No seu navegador de internet, digite na barra de endereços o link não digite www na barra de endereços de preferência, salve o link na sua pasta de Links Favoritos 2. Na página de acesso (Figura 1), digite no seu primeiro acesso: o número do seu CPF no campo CPF o número do seu CPF no campo Senha - não digite pontos e/ou traços 3. Clique no botão Acesse, à direita da página 49 Figura 1 - página de acesso da plataforma Se esqueceu a sua senha, clique no link Esqueci minha senha. Digite seu CPF e clique em OK. Uma mensagem de com uma nova senha será encaminhada ao endereço de cadastrado na plataforma. Se o seu computador é pessoal, você pode marcar a opção Lembrar-me para que seu CPF e senha sejam gravados no navegador de internet, facilitando o seu acesso.

52 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS Para fazer o download do Tutorial 1. Após acessar a plataforma com seu CPF e senha, clique no botão Meus Cursos, no canto superior esquerdo da página. 2. Na tela dos cursos, selecione o curso e a turma GERAL. Note que ao passar o cursor do mouse sobre o nome do curso, o nome da turma é apresentado (Figura 2). Figura 2 - área Meus Cursos e seleção da turma Geral Na sala de aula da turma Geral, no centro da página, conforme a Figura 3, clique sobre a aba Atividades On Line. Figura 3 localização da área Atividades On Line 4. Dentro da aba Atividades On Line, clique na aba Geral e no link Tutorial especializando para fazer o download do Tutorial, conforme Figura 4. Figura 4 localização do Tutorial na aba Atividades On Line

53 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROCESSOS EDUCACIONAIS NA SAÚDE Para assistir ao vídeo do Tutorial 1. Após acessar a plataforma com seu CPF e senha, clique no botão HOME, no canto superior esquerdo da página. 2. Clique no ícone Destaques Tutorial de utilização da plataforma para assistir ao vídeo conforme figura Figura 5 - área HOME e acesso ao vídeo

54 HOSPITAIS DE EXCELÊNCIA A SERVIÇO DO SUS ANEXO X TERMO DE REFERÊNCIA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DO PARTICIPANTE Esse documento objetiva apoiar os gestores de aprendizagem e facilitadores no que se refere à condução do processo de avaliação de desempenho dos participantes dos cursos. A avaliação que fazemos sobre o desempenho de uma pessoa reflete o que pensamos e sentimos em relação à específica ação ou trabalho desenvolvido. Portanto, é fundamental que as expectativas tornem-se claras e conhecidas, e que, acima de tudo, possam ser discutidas abertamente e analisadas segundo sua pertinência e adequação. 52 Sendo o curso orientado por competência e os desempenhos qualificados segundo padrões considerados de excelência, a expectativa de desenvolvimento e alcance deste perfil precisa ficar clara para os participantes e ser pactuada como critério da avaliação. A avaliação é critério-referenciada quando os objetivos e o perfil desejados são utilizados como critérios ou referências para a avaliação de produtos e resultados. Em relação ao perfil do profissional em capacitação, os desempenhos observados são comparados aos critérios de excelência estabelecidos no perfil de competência do facilitador na área educacional (ver Quadro 5, p.17), sendo consideradas as ações chave. Considerando-se que a avaliação é uma atividade permanente e crítico-reflexiva que permite dar visibilidade às aprendizagens, deve identificar avanços e detectar dificuldades para subsidiar a melhoria de processos, produtos e resultados. A avaliação de desempenho dos especializandos, nesse curso, está baseada nos seguintes princípios: critério-referenciada; contínua, dialógica, ética, democrática e corresponsável; formativa e somativa;

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