Ficha Catalográfica. 1. Assistência farmacêutica. 2. Organização e Administração. 3. Sistema Único de Saúde. I. Título. II. Série.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Ficha Catalográfica. 1. Assistência farmacêutica. 2. Organização e Administração. 3. Sistema Único de Saúde. I. Título. II. Série."

Transcrição

1

2 2006 Ministério da Saúde. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é da área técnica. A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada na íntegra na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: O conteúdo desta e de outras obras da Editora do Ministério da Saúde pode ser acessado na página: Série B. Textos Básicos de Saúde Tiragem: 1.ª edição exemplares Elaboração, distribuição e informações: MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Edifício Sede, 8. andar, sala 804, , Brasília DF Tel.: (61) [email protected] Elaboração Darlene Caprari Pires Mestriner Dirce Cruz Marques Fabiola Sulpino Vieira Geisa Maria Grijó Farani de Almeida José Miguel do Nascimento Jr. Márcia Betina Dodi Márcia Castagna Molina Odete Carmen Gialdi Sandra Aparecida Jeremias Revisão técnica Fabiola Sulpino Vieira Vera Lúcia Luiza James Fitzgerald Impresso no Brasil / Printed in Brazil Ficha Catalográfica Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Planejar é preciso: uma proposta de método para aplicação à assistência farmacêutica / Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Brasília : Editora do Ministério da Saúde, p.: il. (Série B. Textos Básicos de Saúde) ISBN Assistência farmacêutica. 2. Organização e Administração. 3. Sistema Único de Saúde. I. Título. II. Série. NLM W 84 Catalogação na fonte Coordenação-Geral de Documentação e Informação Editora MS OS 2006/1143 Títulos para indexação: Em inglês: Planning is necessary: a Method Proposal for Application in Pharmaceutical Care Em espanhol: Planear es Preciso: uma Propuesta de Método para la Aplicación a la Assistencia Farmaceutica EDITORA MS Documentação e Informação SIA, trecho 4, lotes 540/610 CEP: , Brasília DF Tels.: (61) /2020 Fax: (61) [email protected] Home page: Equipe Editorial: Normalização: Karla Gentil Revisão: Paulo Henrique de Castro e Faria e Vania Lúcia Loureiro Lucas Capa, projeto gráfico e diagramação: Carlos Frederico

3 S u m á r i o Apresentação Introdução A Importância do Planejamento para a Assistência Farmacêutica Método Proposto para o Planejamento O Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde Instrumento de Auto-Avaliação para o Planejamento da Assistência Farmacêutica (IAPAF) Auto-Avaliação de Capacidade Indicadores Auto-Avaliação da Capacidade Plano de Ação (modelo) Referências Bibliográficas

4 M i n i s t é r i o d a S a ú d e A p r e s e n t a ç ã o O Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF), criado a partir de 2003, como parte da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), tem como missão atuar junto à Política Nacional de Saúde por meio da formulação e da implementação da Política Nacional de Medicamentos, executando o seu monitoramento e a sua avaliação. Esta proposta, debatida e amadurecida nas últimas Conferências Nacionais de Saúde e de Medicamentos e Assistência Farmacêutica, é concretizada a partir da constatação da necessidade de ver superada a pulverização das ações de assistência farmacêutica, até então desenvolvidas em vários setores dispersos pelos inúmeros programas do Ministério da Saúde, desde o encerramento das atividades da Central de Medicamentos (Ceme), em Neste contexto, tem-se trabalhado incansavelmente no sentido de incrementar o incentivo à produção de medicamentos pelos laboratórios públicos e privados, a incorporação e o desenvolvimento de tecnologias, o estabelecimento de mecanismos para regulação e monitoração do mercado de insumos e produtos estratégicos para a saúde e, principalmente, garantir a ampliação e a qualidade do acesso aos medicamentos, racionalizando e aumentando o financiamento da assistência farmacêutica pública e a qualificação dos serviços na rede de saúde. 5

5 P l a n e j a r é p r e c i s o Essas ações, que têm proporcionado significativo avanço como política pública, responsáveis por uma grande capacidade de inclusão social, têm seu respaldo nas diretrizes da Política Nacional de Assistência Farmacêutica (Pnaf), estabelecida pela Resolução CNS n.º 338 (BRASIL, 2004), como política norteadora para a formulação de políticas setoriais, com destaque para a política de medicamentos, de ciência e tecnologia, de desenvolvimento industrial e de formação de recursos humanos, consolidando de maneira apropriada a intersetorialidade inerente ao Sistema Único de Saúde (SUS). A descentralização dos encontros com os coordenadores estaduais de assistência farmacêutica que devem ser concretizados a partir dos seminários locais, que possibilitarão a difusão dos conceitos de assistência farmacêutica e de um método de planejamento busca principalmente a construção coletiva do Capítulo Assistência Farmacêutica dos Planos de Saúde, condição essencial para avançarmos no que está previsto nas Diretrizes Operacionais do Pacto pela Saúde: Consolidação do SUS (BRASIL, 2006a), que, por meio do Pacto de Gestão, incluem como prioritária a organização dos serviços de assistência farmacêutica (BRASIL, 2006b). Dessa maneira, é com grande satisfação que apresentamos este material, fruto do esforço concentrado do Departamento de Assistência Farmacêutica, que reuniu um grupo de trabalho em torno do objetivo de elaborar uma proposta de método que apóie os gestores estaduais e municipais na realização do planejamento da assistência farmacêutica. É claro que, como proposta pioneira, este trabalho tem o mérito da iniciativa, mas também pode conter imprecisões que, de alguma forma, poderão não capturar questões locais específicas devido às diversas realidades da assistência farmacêutica no país. Entretanto, esta limitação, se existir, poderá ser facilmente superada neste processo de construção coletiva de ferramentas de apoio ao planejamento da assistência farmacêutica. 6

6 M i n i s t é r i o d a S a ú d e A difusão desta proposta foi pensada por meio da realização de 61 seminários que ora chamamos de Seminários de Apoio ao Planejamento da Assistência Farmacêutica, em todos os estados e com todos os municípios. Pretende-se que participem dos seminários gestores estaduais e municipais de saúde, bem como farmacêuticos e demais profissionais que atuam na assistência farmacêutica. Temos a certeza da importância deste momento para o fortalecimento da assistência farmacêutica e, conseqüentemente, do SUS. Pretendemos, com mais esta ação, difundir nossos princípios de atuação que buscam em todos os momentos implementar o acesso, a qualidade e a humanização da assistência farmacêutica sob efetivo controle social. A superação da concepção reducionista da assistência farmacêutica com característica eminentemente quantitativa ou simplesmente concebida visando ao atendimento imediato da demanda de medicamentos gerada nos serviços deve ser o lema de todos nós, gestores envolvidos na organização dos serviços. A assistência farmacêutica deve ser parte integrante da Política Nacional de Saúde e deve envolver um conjunto de ações voltadas à promoção, à proteção e à recuperação da saúde, tendo o medicamento como insumo essencial. A prática da integralidade na assistência farmacêutica nos afastará da lógica do foco no produto e, com isso, garantiremos a promoção do uso racional de medicamentos, por intermédio de ações que disciplinem a prescrição, a dispensação e o consumo de medicamentos. Manoel Roberto da Cruz Santos Diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos 7

7 M i n i s t é r i o d a S a ú d e 1 I n t r o d u ç ã o Pensar sobre a integralidade das ações e dos serviços de saúde também significa pensar sobre as ações e os serviços de assistência farmacêutica. Considerando que a maioria das intervenções em saúde envolve o uso de medicamentos e que tal uso pode ser determinante para a obtenção de menor ou maior resultado, é imperativo que a assistência farmacêutica seja vista sob ótica integral. A integralidade aqui tratada vai além do conceito macro no qual se insere a assistência farmacêutica no SUS. Acima de tudo, é preciso que as etapas que a constituem estejam bem estruturadas e articuladas para garantir de fato a atenção integral à saúde. Em outras palavras, não é suficiente considerar que se está oferecendo atenção integral à saúde quando a assistência farmacêutica é reduzida à logística de medicamentos (adquirir, armazenar e distribuir). É preciso agregar valor às ações e aos serviços de saúde, por meio do desenvolvimento da assistência farmacêutica. Para tanto, é necessário integrar a assistência farmacêutica ao sistema de saúde; ter trabalhadores qualificados; selecionar os medicamentos mais seguros, eficazes e custo-efetivos; programar adequadamente as aquisições; adquirir a quantidade certa e no momento oportuno; armazenar, distribuir e transportar adequadamente para garantir a manutenção da qualidade do produto farmacêutico; gerenciar os estoques; disponibilizar protocolos e diretrizes de tratamento, 9

8 P l a n e j a r é p r e c i s o além de formulário terapêutico; prescrever racionalmente; dispensar (ou seja, entregar o medicamento ao usuário com orientação do uso); monitorar o surgimento de reações adversas, entre tantas outras ações. É claro que a organização da assistência farmacêutica nos moldes citados demanda recursos financeiros que (todos sabemos) são escassos para o SUS como um todo. Entretanto, é importante que consideremos duas questões: a) o recurso financeiro que deixamos de investir na organização dos serviços gera custo de oportunidade muito elevado, pois ele é utilizado em outras áreas e a assistência farmacêutica permanece com seus problemas, que resultam em custos altos como, por exemplo, perdas, uso de medicamentos mais caros quando há alternativas com melhor relação custo-efetividade, erros de medicação, entre outros; b) o fato de que não dispomos de recursos financeiros suficientes para uma transformação total da assistência farmacêutica não nos impede de adotarmos algumas medidas que podem melhorar o seu desempenho. Surge aí a necessidade de otimizar o uso dos recursos (financeiros, humanos, etc.) que dispomos e, para tanto, o planejamento é fundamental para pensar a realidade e agir sobre ela. Nesse aspecto, a publicação da Portaria n.º (BRASIL, 2005) trouxe consigo a obrigatoriedade de que a União, os estados e os municípios planejem a assistência farmacêutica. Este é um marco importante para a área porque trouxe ao debate a necessidade explícita dos gestores de saúde planejarem as ações de assistência farmacêutica nas três esferas de governo. Se, por um lado, pode parecer óbvio dizer que é necessário planejamento para essa área, por outro é preciso lembrar que tradicionalmente a assistência farmacêutica tem sido tratada em segundo plano quando falamos das ações e dos serviços de saúde. Assim, sob uma ótica minimalista, as ações de assistência farmacêutica se voltaram para a aquisição e a distribuição de medicamentos sem 10

9 M i n i s t é r i o d a S a ú d e a preocupação com a organização dos serviços e sem planejamento, até mesmo para guiar a oferta de medicamentos à população. A reprodução desse modelo ao longo dos anos resultou na sua fragmentação, na baixa qualidade dos serviços farmacêuticos no SUS (tanto pela carência de recursos humanos qualificados quanto pelas questões de infra-estrutura), em menor eficiência e, conseqüentemente, em diminuição da capacidade de resolução dos problemas de saúde pelos serviços. Nesse aspecto, pode-se citar as freqüentes perdas de medicamentos (por expiração de validade ou armazenamento inadequado), as trocas de medicamentos no momento da dispensação, a falta de orientação ao usuário sobre o uso dos medicamentos, o uso irracional, as faltas freqüentes de medicamentos essenciais no momento oportuno ao tratamento, entre tantos outros problemas. Esse quadro revela que, embora o SUS tenha adotado instrumentos de gestão, tais como a Agenda e o Plano de Saúde, a assistência farmacêutica ainda não foi suficientemente contemplada nesses instrumentos, por meio de um planejamento que foque a melhoria dos serviços, a fim de que se garanta o acesso da população aos medicamentos essenciais, com uso racional. O planejamento é peça fundamental para o ciclo de gestão e, no tocante à assistência farmacêutica, deve ser estimulado a fim de que os gestores pensem sua realidade e passem a intervir para sua transformação. Nesse aspecto, esse planejamento deve considerar a integralidade das ações e dos serviços de saúde e, portanto, as ações de assistência farmacêutica devem ser pensadas no contexto das demais ações de saúde, sendo declaradas como compromissos no Plano de Saúde. Nesse momento, estamos há quase dois anos da elaboração dos planos municipais de saúde. Isso faz com que não possamos viabilizar a inclusão das ações de assistência farmacêutica nos planos municipais de saúde sob a lógica da integralidade das ações. Entretanto, essa situação 11

10 P l a n e j a r é p r e c i s o não pode constituir obstáculo a que iniciemos um processo de discussão do planejamento nessa área. Daí a recomendação para que os municípios elaborem o Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano Municipal de Saúde, para o período de 2007 a 2008, com sua discussão no Conselho Municipal de Saúde e inclusão na revisão do Plano de Saúde, em Para as secretarias estaduais, poderemos ter uma situação ótima de inclusão da assistência farmacêutica no Plano Estadual de Saúde, se já não ocorria, a partir de Ou seja, o Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano Estadual de Saúde já poderá ser elaborado para os quatro anos de vigência do Plano de Saúde. Dessa forma, cumprindo o seu papel de ser solidário aos demais gestores do SUS, que é uma de suas competências, o Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF) propõe um método para apoiar o planejamento dos estados e municípios, de fácil aplicação, que possa ser um passo importante no sentido de instituir uma cultura de planejamento para a assistência farmacêutica. Sem desconsiderar as iniciativas extremamente relevantes dos demais gestores, os quais em muitos locais já realizaram oficinas de planejamento, o objetivo principal do DAF é, com este esforço, facilitar o trabalho daqueles que estão dando os primeiros passos nessa empreitada. 1 2

11 M i n i s t é r i o d a S a ú d e 2 A I m p o r t â n c i a d o P l a n e j a m e n t o Pa r a a A s s i s t ê n c i a Fa r m a c ê u t i c a Por que o planejamento é importante? Todos temos consciência de que as necessidades em qualquer setor material de nossas vidas, bem como nas questões relativas à saúde, são sempre ou quase sempre maiores que os recursos que dispomos para realizá-las. Isso faz com que precisemos definir prioridades, relacionando as questões que, pelo fato de que são consideradas mais essenciais, precisam ser feitas antes de outras. Além disso, para que tenhamos sucesso naquilo que pretendemos, é preciso que se tenha claro aonde queremos chegar; que sejam definidos os passos necessários; que sejam obtidos os recursos necessários; e que se estabeleçam prazos para sua realização, com definição da forma como mediremos se o resultado está de acordo com o que queríamos. É também importante que se esteja pronto para redefinir os rumos sempre que qualquer desses elementos se comporte de forma diferente da esperada. Isso é planejar. O planejamento é um instrumento valioso para que tenhamos maiores possibilidades de sucesso quando realizamos intervenções para resolver determinadas situações-problema. 1 3

12 P l a n e j a r é p r e c i s o O que o planejamento possibilita? Identificar as situações-problema e, entre elas, saber quais são as mais importantes (na linguagem do planejamento este passo chama-se diagnóstico ); Estabelecer as situações-problema sobre as quais devemos intervir prioritariamente (diagnóstico); Definir quais resultados pretendemos alcançar com a intervenção que escolhemos (objetivo); Estabelecer quanto pretendemos avançar para que o resultado pretendido seja alcançado ao longo do tempo (meta); Definir quais atividades e recursos (materiais, humanos e financeiros) são necessários para a nossa intervenção ao longo do tempo (cronograma de atividades); E, por fim, estabelecer instrumento para avaliar quanto avançamos para o alcance do resultado estabelecido no início do trabalho após a intervenção que fizemos (avaliação). Assim, o planejamento faz com que aumentemos a possibilidade de obter sucesso no alcance dos objetivos propostos e que evitemos o desperdício de esforços e de recursos. Qual produto se obtém quando se planeja? Quando um planejamento é realizado, um dos produtos obtidos é um documento chamado de Plano de Trabalho ou Plano de Ação. O plano deve ser revisado periodicamente para que se mantenha condizente com a realidade. Portanto, é necessário que o processo de planejamento seja contínuo para que o plano sempre esteja adequado à situação enfrentada. 1 4

13 M i n i s t é r i o d a S a ú d e O planejamento é adotado pelo SUS? Sim. O SUS adotou instrumentos de gestão que, para que sejam construídos, precisam de um processo de planejamento, como, por exemplo, a Agenda e o Plano de Saúde. Existe um método certo para o planejamento? Não podemos falar em método certo ou errado, mas sim em método que seja mais adequado para a nossa realidade, por exemplo, pela praticidade de sua aplicação. O método que aplicamos é apenas um instrumento destinado a guiar o processo a fim de que saibamos, ao final, quais são as situações-problema prioritárias; quais são os resultados que pretendemos alcançar e em quanto tempo, etc. São exemplos de métodos de planejamento: o planejamento estratégico, planejamento estratégico situacional, marco lógico, entre outros. O planejamento é importante para a assistência farmacêutica? Sim. Inicialmente é preciso dizer que todas as áreas de atuação do SUS precisam ser consideradas quando da elaboração dos planos de saúde e, portanto, precisam ser contempladas quando o planejamento é realizado. O que não implica que sejam consideradas prioritárias. Especialmente para a assistência farmacêutica, foi explicitada a necessidade de que o planejamento seja adotado, já que tradicionalmente não se tem observado a inclusão de ações voltadas para o desenvolvimento dessa área nos planos de saúde, para além da aquisição de medicamentos. Ou seja, não se observam ações destinadas à organização dos serviços farmacêuticos, que é aspecto importante para que o SUS garanta o acesso da população aos medicamentos essenciais, com uso racional. 1 5

14 P l a n e j a r é p r e c i s o O planejamento para a assistência farmacêutica é obrigatório? Sim. Legalmente, em 2005, a descentralização de recursos financeiros do SUS para a aquisição de medicamentos implantou como marco a necessidade de planejamento das ações de assistência farmacêutica. Para além da questão legal, o planejamento é extremamente importante para o desenvolvimento de qualquer área do SUS. No caso da assistência farmacêutica, é fundamental porque: Lida-se com insumos que mobilizam importantes recursos financeiros; A assistência farmacêutica é essencial para a garantia de bons resultados em saúde; O uso não racional dos medicamentos representa risco de importantes agravos; Para o bom desempenho da assistência farmacêutica, é importante envolver e mobilizar diferentes recursos e atores (gestores, profissionais, usuários, entre outros). Assim, se pretendemos organizar e estruturar a assistência farmacêutica, é preciso planejar para garantir que os recursos empregados serão direcionados para o alcance do objetivo previamente definido. Qual deve ser o produto do planejamento? A idéia que devemos ter em mente é a da necessidade de planejar, por todas as razões que já dissemos. O planejamento envolvendo a assistência farmacêutica não pode estar desvinculado dos instrumentos de gestão pública e do SUS: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a Lei Orçamentária Anual (LOA), a Agenda e o Plano de Saúde. No caso dos planos de saúde, a sua elaboração deve se dar sempre no início de uma nova gestão, para o período de quatro anos. O desejável 1 6

15 M i n i s t é r i o d a S a ú d e é que o planejamento da assistência farmacêutica esteja contemplado no Plano de Saúde, dentro de uma lógica integrada em que as ações de assistência farmacêutica sejam discutidas no momento da discussão das demais ações de saúde. Porém, dado o período em que nos encontramos, ou seja, há quase dois anos do início das gestões municipais e quase quatro anos das estaduais, operacionalmente isso é inviável. Entretanto, essa situação não pode ser entrave a que se inicie, caso ainda não aconteça, o planejamento das ações de assistência farmacêutica. Assim, recomenda-se que seja elaborado o Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde. Esferas de governo Municípios Estados Período do planejamento 2007 a 2008 (2 anos) 2009 a 2012 (4 anos) 2007 a 2010 (4 anos) Formalização do planejamento Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano Municipal de Saúde (incluído no Plano de Saúde durante a próxima revisão anual deste). Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano Municipal de Saúde (incluído durante a elaboração do Plano Municipal de Saúde). Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano Estadual de Saúde (incluído durante a elaboração do Plano Estadual de Saúde). Como incluir o Capítulo Assistência Farmacêutica no Plano de Saúde? Após a realização da oficina de planejamento, o documento obtido, que é produto deste processo, ou seja, o Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde, deve ser submetido à aprovação do Conselho de Saúde. Isso deve ser feito quando for discutida a revisão anual do plano. 1 7

16 P l a n e j a r é p r e c i s o No caso de o planejamento da assistência farmacêutica já ter sido feito juntamente com o planejamento de todas as ações e serviços de saúde, o Capítulo já estará sendo discutido e aprovado pelo Conselho de Saúde quando da discussão e aprovação do Plano de Saúde. O planejamento deve ser feito somente porque houve descentralização de recursos do Ministério da Saúde para aquisição de medicamentos? Não. Antes de tudo é preciso dizer que o desenvolvimento da assistência farmacêutica, assim como de todas as áreas de atuação do SUS, é de responsabilidade dos três gestores (municipal, estadual e federal). Dessa forma, o compromisso com a organização e estruturação da assistência farmacêutica, para além da oferta de medicamentos à população, precisa ser assumido pelos gestores. Daí a importância do planejamento para a eleição das situações-problema prioritárias para intervenção, dados os recursos disponíveis. Nesse aspecto, é preciso enfatizar que cada gestor precisa prever recursos de seu orçamento próprio para alocação nessa área, conforme sua capacidade. Por isso, dissemos anteriormente que o planejamento da assistência farmacêutica deve envolver os instrumentos de gestão como, por exemplo, o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Ou seja, a discussão sobre as metas e as ações que serão implementadas pelos municípios e estados deve considerar recursos próprios que serão alocados, além daqueles provenientes de repasses fundo a fundo e convênios firmados com o Ministério da Saúde. Como se dará o acompanhamento por parte do Ministério da Saúde da elaboração do Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde? O Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde poderá ser solicitado a qualquer momento pelas instituições responsáveis pela auditoria do SUS. 1 8

17 M i n i s t é r i o d a S a ú d e Além disso, o Ministério da Saúde poderá adotar como critério para a celebração de convênios a apresentação do Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde. É importante salientar que, para além da questão legal, o Ministério da Saúde utilizará o Capítulo Assistência Farmacêutica dos Planos Estaduais de Saúde, elaborado a partir do Capítulo Assistência Farmacêutica dos Planos Municipais de Saúde, para definir suas próprias prioridades de intervenção. Dessa forma, o Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano Nacional de Saúde será elaborado tendo por base o planejamento ascendente (dos municípios para a União), constituindo um documento muito importante para que se tomem medidas visando ao fortalecimento da Assistência Farmacêutica. Qual é o prazo que estados e municípios têm para isso? Os prazos estão sendo regulamentados em portaria específica. Qual é o método que devo utilizar para a realização do planejamento? Como dito anteriormente, a escolha do método é livre. A secretaria de saúde pode utilizar o método que seja mais fácil de aplicar à sua realidade. Neste material, o Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF) propõe um método que orienta o planejamento, porque fornece subsídios para apoiar a reflexão sobre se o estágio atual de desenvolvimento da assistência farmacêutica é o estágio recomendável para a garantia de acesso aos medicamentos essenciais, com uso racional. E quem já fez o planejamento da assistência farmacêutica? Quem já fez seu plano de ação para a assistência farmacêutica poderá revisá-lo para adequação à discussão que agora fazemos, na perspectiva 1 9

18 P l a n e j a r é p r e c i s o da integração da assistência farmacêutica às demais ações e serviços de saúde, bem como para o horizonte de tempo de dois anos, no caso dos municípios. 2 0

19 M i n i s t é r i o d a S a ú d e 3 M é t o d o P r o p o s t o Pa r a o P l a n e j a m e n t o Planejar envolve a elaboração de um plano que visa à mudança de uma realidade, por meio da definição de prioridades, estratégias e ações. No caso da assistência farmacêutica, é preciso refletir sobre a organização dos serviços e a oferta de medicamentos à população, como questões primordiais para assegurar a efetividade das intervenções em saúde com o uso de medicamentos. Como já dissemos, o planejamento constitui instrumento fundamental para o exercício de uma boa gestão, na medida em que é utilizado para melhorar o desempenho do sistema de saúde. Para planejar podemos utilizar vários métodos. Por isso, a escolha do método não é a questão mais relevante quando falamos de planejamento. O mais importante é pensar estrategicamente, pois a realidade muda muito rapidamente. Daí a necessidade de adaptarmos o plano, que é o produto do planejamento, ao novo contexto. Pensemos, por exemplo, na situação em que foi feito um planejamento e definiu-se um plano de trabalho com ações destinadas à melhora da estrutura física e da organização do almoxarifado de medicamentos do município; ação esta plenamente justificável pelas suas condições precárias de funcionamento. Agora imaginemos que num determinado 21

20 P l a n e j a r é p r e c i s o período se agrava a reclamação dos usuários das farmácias em decorrência da demora no atendimento, da falta de medicamentos, entre outros problemas. Obviamente esta situação exige a transferência da prioridade da reforma do almoxarifado para sanar o problema da falta de medicamentos nos serviços, o qual pode estar ligado à aquisição (licitação, falta de recursos financeiros), dificuldade de cumprimento de cronograma de distribuição, controle precário de estoque na unidade, entre tantas outras possibilidades. Esta situação revela que o que importa é manter mecanismo contínuo para o planejamento, com o objetivo de pensar a realidade e adaptar o plano de ação às necessidades atuais. Isso não implica que os planos não devam ser cumpridos, mas significa que a ordem de prioridade das ações pode mudar ao longo do tempo e que, assim, o plano deve ser adaptado ao novo contexto. O Método O método de planejamento proposto foi inspirado em uma ferramenta utilizada há algum tempo pelo Programa DST/Aids. Esta ferramenta foi adaptada para atender às especificidades da assistência farmacêutica. As vantagens de seu uso é que auxilia a elaboração do plano de trabalho por meio da identificação do estágio atual de desenvolvimento da capacidade técnica e de gerenciamento da assistência farmacêutica; define metas e prioriza as ações; constrói parâmetros e define necessidades; e desenha o plano de ação, que no nosso caso é o Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde. Talvez a sua maior vantagem seja fornecer os parâmetros que orientam o diagnóstico sobre qual estágio de desenvolvimento cada unidade federada se encontra e, a partir daí, a qual estágio ou resultado ela pretende chegar num período de tempo definido. 2 2

21 M i n i s t é r i o d a S a ú d e O Instrumento de Auto-Avaliação para o Planejamento em Assistência Farmacêutica (IAPAF) foi concebido como um exercício de autoavaliação participativo 1, na forma de oficina, com o propósito de dar suporte à secretaria de saúde, para que: avalie o estágio em que se encontra, com relação a um grupo de dimensões 2 da assistência farmacêutica; identifique modificações que, se implementadas, permitirão avanço; defina um conjunto de ações para implementar essas modificações. O eixo principal desse processo deve ser um esforço coletivo para se avaliar a atual situação, criar uma meta comum quanto aos resultados desejados, identificar critérios dos possíveis progressos e planejar para a ação, implementação e avaliação. Este processo não termina ao final da oficina, mas inclui uma reavaliação e um ajustamento do plano de ações, para refletir as mudanças situacionais que ocorrem ao longo do tempo, permitindo uma continuidade do processo. Caracterização da instituição A assistência farmacêutica apresenta, nas diferentes esferas do governo, uma natureza sistêmica. Assim sendo, para a aplicação da presente metodologia, é preciso, antes de tudo, caracterizar qual a instituição a ser analisada nesse processo. O primeiro exercício a desenvolver é, então, identificar os vários atores que de forma direta ou indireta encontram-se envolvidos nesse sistema, já que as atividades da assistência farmacêuti- 1 A elaboração deste instrumento baseou-se no Aproge e no FACT, instrumentos da Management Sciences for Health (MSH) e da Family Health International, respectivamente, adaptados na década de 1990, no Brasil, para as organizações de DST/Aids. 2 As dimensões da assistência farmacêutica que foram consideradas neste documento são: recursos humanos, seleção, programação/aquisição, armazenamento/distribuição/transporte, dispensação, prescrição, farmacovigilância, gestão, atenção farmacêutica, de acordo com Marin et al (2003, 334p.). 2 3

22 P l a n e j a r é p r e c i s o ca, segundo seu Ciclo, são desenvolvidas nos vários níveis da instituição de forma interdependente. Um avanço no processo de desenvolvimento da assistência farmacêutica, tendo em vista seu caráter sistêmico e a necessidade de institucionalizá-la enquanto política de saúde pressupõe a compreensão de sua importância para o sistema de saúde e do compromisso de seus gestores para a sua efetiva implementação. A aplicação do IAPAF pressupõe a coordenação de um facilitador (preferencialmente da área de Educação e que esteja familiarizado com a realização de oficinas) e de um farmacêutico (na falta deste, o responsável pelas ações de assistência farmacêutica), com a participação de um grupo composto por pessoas representativas dos diversos segmentos onde se desenvolvam as atividades da assistência farmacêutica: aquisição, programação, armazenamento, distribuição, dispensação, prescrição, recursos humanos, sistema de informação, administração financeira, gestores de programas de saúde, gestores/gerentes da atenção básica, da atenção hospitalar e outros identificados. Este grupo fará a análise da realidade encontrada a partir dos critérios sugeridos pelo IAPAF, através dos quais o responsável pela assistência farmacêutica poderá visualizar um caminho de transformação da realidade atual. Este processo permite comparar o desempenho da secretaria de saúde em relação à assistência farmacêutica com um modelo aceito como padrão de desempenho, baseado nas diretrizes e atribuições dadas pelas políticas nacionais (Portaria MS n.º 3.916/98 Política Nacional de Medicamentos e Resolução CNS n.º 338/2004 Política Nacional de Assistência Farmacêutica). Assim, baseia-se em níveis de desenvolvimento relacionados às diversas áreas técnicas do trabalho da assistência farmacêutica. 2 4

23 M i n i s t é r i o d a S a ú d e Critérios fundamentais para a utilização do IAPAF Todas as secretarias de saúde podem utilizar o IAPAF desde que atendam a dois critérios: ter uma coordenação que compreenda o processo de auto-avaliação e incentive a proposição de ações, de forma consensual, com o compromisso dos gestores com poder de decisão; estar pronta para reconhecer que, apesar de certos fatores restritivos, existem ações que a secretaria de saúde pode implementar para melhorar seu desempenho na assistência farmacêutica. O primeiro critério exige que os gestores da secretaria de saúde sintam-se à vontade com o processo do IAPAF e expressem um compromisso formal de apoio ao grupo que se prepara para iniciar o processo. Esse compromisso, em aceitar um ambiente franco e aberto, servirá para eliminar o temor de algumas pessoas de que as críticas que certamente emergirão sejam interpretadas como críticas pessoais. O segundo critério implica a existência de muita criatividade e determinação para encontrar formas de contornar os obstáculos às mudanças na secretaria de saúde. É, entretanto, necessário reconhecer que muitas ações não se encontram sob o controle da gestão da secretaria de saúde. Há contextos jurídicos e operacionais que limitam a capacidade para alterar certos aspectos das dimensões a serem trabalhadas. Por exemplo, certos elementos básicos, como a política de recursos humanos, podem estar normalizados por exigências legais. Apesar disso, a experiência demonstra que, mesmo limitados por essas políticas ou gestões externas, o pessoal de todos os níveis da secretaria de saúde pode introduzir melhorias significativas na eficiência gerencial e operacional das atividades da assistência farmacêutica, a ponto de influenciar o sistema como um todo. 2 5

24 P l a n e j a r é p r e c i s o A intenção do IAPAF é ajudar os grupos a tirarem proveito desta construção conjunta, no sentido de identificar as ações que estejam no âmbito da secretaria de saúde, reconhecendo que algumas delas poderão exigir providências junto a outras secretarias ou outras esferas de gestão. Objetivos do IAPAF O IAPAF fornece a estrutura e o ponto de partida para a discussão contínua. A oficina onde é trabalhado é uma boa oportunidade para que o pessoal, proveniente de todos os níveis e áreas diferentes, discuta entre si questões que impactam o seu trabalho diário, bem como examine e compare as suas percepções. Aproveitando este trabalho focado na assistência farmacêutica, os participantes irão buscar um consenso quanto às metas pretendidas. Assim, o IAPAF atende aos objetivos de: permitir visualização, por parte da secretaria de saúde, de seu desempenho em relação às dimensões da assistência farmacêutica; identificar direções e estratégias de aperfeiçoamento, tendo em vista a sua sustentabilidade; estabelecer prioridades para o esforço da secretaria de saúde; criar ambiente de trabalho em equipe, onde as metas comuns são acordadas e as contribuições são legitimadas pelo grupo. O instrumento IAPAF O IAPAF é constituído por: planilhas para a auto-avaliação; planilhas do plano de ação. 2 6

25 M i n i s t é r i o d a S a ú d e Dimensões da assistência farmacêutica De acordo com o Ciclo da Assistência Farmacêutica, suas dimensões são: Gestão Seleção Programação/aquisição/armazenamento/distribuição/transporte Prescrição Dispensação Recursos humanos Farmacovigilância As dimensões servirão de estrutura básica para a efetivação da assistência farmacêutica enquanto sistema e enquanto política de saúde. O objetivo final de todo o processo, que é o de garantir acesso a medicamentos de qualidade e promover seu uso racional dentro dos princípios do SUS, deve sempre nortear todo o trabalho. Vejamos agora, passo a passo, o que precisa ser feito. Passos para a aplicação do método proposto: Instrumento de Auto-avaliação para o Planejamento da Assistência Farmacêutica (IAPAF) a) 1.º Passo Organização da oficina de planejamento É preciso identificar os atores que devem participar da oficina municipal e estadual de planejamento da assistência farmacêutica. Para a organização e coordenação da oficina, é fundamental que seus coordenadores tenham um momento anterior à sua realização para se apropriarem dos seus objetivos, da metodologia e dos instrumentos. 2 7

26 P l a n e j a r é p r e c i s o A oficina foi idealizada para duração de oito horas e deverá contar com a participação de um grupo representativo do pessoal da secretaria de saúde que tenha alguma interface com a assistência farmacêutica (sugere-se um grupo com no máximo 20 pessoas). Foi estruturada em duas partes: a primeira é constituída por uma apresentação dos conceitos teóricos e da Política Nacional de Medicamentos e de Assistência Farmacêutica (duas horas). A segunda se constitui na aplicação do IAPAF (seis horas) em que os dois coordenadores (educador e farmacêutico) ajudam os participantes a reunir suas experiências e conhecimentos individuais e coletivos, para desenvolver em conjunto um diagnóstico mais preciso do estágio atual e um plano para atingir novos estágios (em cada dimensão da assistência farmacêutica). A tarefa dos coordenadores da oficina é fazer as perguntas certas, esclarecer as dúvidas, ajudar os participantes a negociar discordâncias e guiá-los na identificação de ações relevantes e viáveis para a melhoria do desempenho da assistência farmacêutica da secretaria de saúde. Para a realização da oficina, é importante reunir e conhecer dados sobre: número de unidades de saúde com farmácia, número de farmacêuticos/locais de trabalho, dados epidemiológicos e outros que se julgar pertinentes, conforme o requerido no IAPAF. É importante que esses dados sejam disponibilizados para todos os integrantes da oficina. b) 2.º passo Aplicação das planilhas de auto-avaliação da capacidade técnica O processo avaliativo com uso das planilhas pode ser dividido em quatro momentos: 1.º Momento Em pequenos grupos, identificar o estágio de desenvolvimento da assistência farmacêutica. 2 8

27 M i n i s t é r i o d a S a ú d e Para cada objetivo de cada dimensão, identificar uma afirmativa que se aplica totalmente à sua situação atual. Se somente parte da afirmativa se aplicar, escolha a afirmativa do nível anterior. Essa afirmativa representa o estágio atual. Você viu que no final deste documento constam várias planilhas que orientarão o trabalho que precisa ser realizado: a) planilhas de auto-avaliação de capacidade; e b) planilha do plano de ação. Bem, uma vez reunidos os atores, uma cópia de cada planilha deve ser fornecida para cada um deles. Para exemplificar o procedimento, utilizaremos uma de auto-avaliação de capacidade e outra do plano de ação. A planilha de auto-avaliação da capacidade precisa ser entregue a cada participante da oficina de planejamento; 2 9

28 P l a n e j a r é p r e c i s o Dimensões Estágios (parâmetros) 2. Seleção Capacidade para trabalhar com uma Relação de Medicamentos Essenciais ou para elaborá-la Capacidade para Estágio atual Estágios de desenvolvimento da capacidade Estágio meta 1.º 2.º 3.º Utilizar ou elaborar relação de medicamentos essenciais. Não existe relação de medicamentos própria do município, e sim uma lista de medicamentos recebidos por repasse estadual e federal; ou Existe uma lista própria do município elaborada a partir da demanda dos serviços sem considerar a Resme e a Rename. Existe um processo de seleção de medicamentos que leva em conta dados epidemiológicos, porém não obedece aos critérios definidos de análise da literatura científica; ou A lista se baseia na Resme/Rename, porém não há avaliação sobre a cobertura do perfil epidemiológico. Existe um processo de seleção de medicamentos, realizado por uma CFT que obedece aos critérios definidos de análise da literatura científica 3 ; ou A lista se baseia na Resme/Rename e atende ao perfil epidemiológico do município. 3 Eficácia, segurança, custo/efetividade. Indicador Prioridade 1 a 3 continua 3 0

29 M i n i s t é r i o d a S a ú d e continuação Divulgar a relação para os prescritores Adotar protocolos clínicos Não existem estratégias sistemáticas de divulgação. Não adota protocolos clínicos. Existe divulgação da lista de maneira informal. Adota protocolos clínicos, porém não há avaliação da utilização dos mesmos. Existe sistemática de divulgação da lista que permite conhecimento dos profissionais. Adota protocolos clínicos com garantia de adesão pelos profissionais. 31

30 P l a n e j a r é p r e c i s o O grupo deverá então fazer o diagnóstico do seu estágio atual de desenvolvimento da capacidade. Neste exemplo, avalia-se para a dimensão seleção a capacidade geral para trabalhar com uma Relação de Medicamentos Essenciais ou para elaborá-la. São dados três parâmetros que são os estágios 1, 2 e 3. Além disso é preciso avaliar três capacidades: 1) utilizar ou elaborar a relação de medicamentos essenciais; 2) divulgar a relação para os prescritores; e 3) adotar protocolos clínicos. 2.º Momento Em plenária, define-se o estágio de desenvolvimento de consenso. Após a discussão entre os participantes da oficina, marca-se na coluna Estágio Atual o número de 1 a 3, correspondente à situação que mais se aproxima da realidade da assistência farmacêutica. Vejamos o exemplo a seguir: 3 2

31 M i n i s t é r i o d a S a ú d e 2. Seleção Capacidade para trabalhar com uma Relação de Medicamentos Essenciais ou para elaborá-la Capacidade para Estágio atual Estágios de desenvolvimento da capacidade Estágio meta 1.º 2.º 3.º Utilizar ou elaborar relação de medicamentos essenciais. 2 Não existe relação de medicamentos própria do município, e sim uma lista de medicamentos recebidos por repasse estadual e federal; ou Existe uma lista própria do município elaborada a partir da demanda dos serviços sem considerar a Resme e a Rename. Existe um processo de seleção de medicamentos que leva em conta dados epidemiológicos, porém não obedece aos critérios definidos de análise da literatura científica; ou A lista se baseia na Resme/Rename, porém não há avaliação sobre a cobertura do perfil epidemiológico. Existe um processo de seleção de medicamentos, realizado por uma CFT que obedece aos critérios definidos de análise da literatura científica 4 ; ou A lista se baseia na Resme/Rename e atende ao perfil epidemiológico do município. 4 Eficácia, segurança, custo/efetividade. Indicador Prioridade 1 a 3 continua 3 3

32 P l a n e j a r é p r e c i s o continuação Divulgar a relação para os prescritores 2 Adotar protocolos clínicos 1 Não existem estratégias sistemáticas de divulgação. Não adota protocolos clínicos. Existe divulgação da lista de maneira informal. Adota protocolos clínicos, porém não há avaliação da utilização dos mesmos. Existe sistemática de divulgação da lista que permite conhecimento dos profissionais. Adota protocolos clínicos com garantia de adesão pelos profissionais. 3 4

33 M i n i s t é r i o d a S a ú d e 3.º Momento Em plenária, definir qual o estágio de desenvolvimento pretendido (meta) em dois anos para os municípios e quatro anos para os estados, para cada capacidade. Agora é o momento de definir o Estágio Meta, ou seja, em qual estágio pretende-se chegar no horizonte de tempo do planejamento. O horizonte de tempo precisa observar a discussão que já fizemos. A definição do Estágio Meta deve levar em consideração os recursos, sejam materiais, financeiros e humanos que se dispõe. Vamos ao exemplo: 3 5

34 P l a n e j a r é p r e c i s o 2. Seleção Capacidade para trabalhar com uma Relação de Medicamentos Essenciais ou para elaborá-la Capacidade para Estágio atual Estágios de desenvolvimento da capacidade Estágio Indicador Prioridade meta 1 a 3 1.º 2.º 3.º Utilizar ou elaborar relação de medicamentos essenciais. 2 Não existe relação de medicamentos própria do município, e sim uma lista de medicamentos recebidos por repasse estadual e federal; ou Existe uma lista própria do município elaborada a partir da demanda dos serviços sem considerar a Resme e a Rename. Existe um processo de seleção de medicamentos que leva em conta dados epidemiológicos, porém não obedece aos critérios definidos de análise da literatura científica; ou A lista se baseia na Resme/Rename, porém não há avaliação sobre a cobertura do perfil epidemiológico. Existe um processo de seleção de medicamentos, realizado por uma CFT que obedece aos critérios definidos de análise da literatura científica 5 ; ou 3 A lista se baseia na Resme/Rename e atende ao perfil epidemiológico do município. continua 5 Eficácia, segurança, custo/efetividade. 3 6

35 M i n i s t é r i o d a S a ú d e continuação Divulgar a relação para os prescritores 2 Adotar protocolos clínicos 1 Não existem estratégias sistemáticas de divulgação. Não adota protocolos clínicos. Existe divulgação da lista de maneira informal. Adota protocolos clínicos, porém não há avaliação da utilização dos mesmos. Existe sistemática de divulgação da lista que permite conhecimento dos profissionais. Adota protocolos clínicos com garantia de adesão pelos profissionais

36 P l a n e j a r é p r e c i s o Neste caso, o grupo avaliou que para o horizonte de tempo de dois anos, por exemplo, a assistência farmacêutica desenvolverá sua capacidade para trabalhar com uma relação de medicamentos essenciais, conforme as três capacidades, como segue: Capacidade 1: Utilizar ou elaborar relação de medicamentos essenciais passará do estágio 2 para o 3, ou seja, será capaz de realizar o processo de seleção de medicamentos por meio de uma Comissão de Farmácia e Terapêutica ou será capaz de ter uma lista que se baseia na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) ou na Relação Estadual de Medicamentos Essenciais (Resme). Capacidade 2: Divulgar a relação para os prescritores passará do estágio 2 para o 3, ou seja, implantará sistemática de divulgação da lista de medicamentos para os profissionais. Capacidade 3: Adotar protocolos clínicos passará do estágio 1 para o 2, ou seja, passará a adotar protocolos, mas sem a implantação, no momento, de sistema de monitoramento para verificar a adesão dos profissionais. 4.º Momento Classificam-se os objetivos por ordem crescente de prioridade. Agora é o momento de definir as prioridades em uma escala de 1 a 3, sendo considerada 1 a capacidade que deve ser observada em primeiro lugar. Vejamos o exemplo: 3 8

37 M i n i s t é r i o d a S a ú d e 2. Seleção Capacidade para trabalhar com uma Relação de Medicamentos Essenciais ou para elaborá-la Capacidade para Estágio atual Estágios de desenvolvimento da capacidade Estágio Indicador Prioridade meta 1 a 3 1.º 2.º 3.º Utilizar ou elaborar relação de medicamentos essenciais. 2 Não existe relação de medicamentos própria do município, e sim uma lista de medicamentos recebidos por repasse estadual e federal; ou Existe uma lista própria do município elaborada a partir da demanda dos serviços sem considerar a Resme e a Rename. Existe um processo de seleção de medicamentos que leva em conta dados epidemiológicos, porém não obedece aos critérios definidos de análise da literatura científica; ou A lista se baseia na Resme/Rename, porém não há avaliação sobre a cobertura do perfil epidemiológico. Existe um processo de seleção de medicamentos, realizado por uma CFT que obedece aos critérios definidos de análise da literatura científica 6 ; ou A lista se baseia na Resme/Rename e atende ao perfil epidemiológico do município Eficácia, segurança, custo/efetividade. continua 3 9

38 P l a n e j a r é p r e c i s o continuação Divulgar a relação para os prescritores. 2 Adotar protocolos clínicos. 1 Não existem estratégias sistemáticas de divulgação. Não adota protocolos clínicos. Existe divulgação da lista de maneira informal. Adota protocolos clínicos, porém não há avaliação da utilização dos mesmos. Existe sistemática de divulgação da lista que permite conhecimento dos profissionais. Adota protocolos clínicos com garantia de adesão pelos profissionais

39 M i n i s t é r i o d a S a ú d e c) 3.º passo Aplicação da planilha do plano de ação É neste passo que será elaborado o plano de ação, ou seja, o Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde. Faz-se necessário: identificar as capacidades específicas a serem adquiridas para alcançar o estágio pretendido ou aprimorar o atual estágio; identificar as ações a serem implementadas para adquirir as capacidades definidas; estabelecer a ordem de prioridade das ações e o prazo para a sua implementação; identificar os participantes envolvidos e os responsáveis. É fundamental não perder de vista a governabilidade, a factibilidade e a viabilidade das ações propostas. Para preenchimento da planilha, o que se deve fazer é o seguinte: A meta é transportada da planilha de auto-avaliação, de acordo com o Estágio Meta definido pelos atores durante a oficina de planejamento. A partir daí, definem-se as ações. Determina-se para cada ação o período de execução e o responsável pela execução e/ou monitoramento. Os indicadores devem ser utilizados para avaliar o alcance das metas determinadas para cada capacidade. 41

40 P l a n e j a r é p r e c i s o 2. Seleção Capacidade para trabalhar com uma Relação de Medicamentos Essenciais ou para elaborá-la Capacidade para Meta Ações Período de execução Responsável Indicador Prioridade Utilizar ou elaborar relação de medicamentos essenciais. Existe um processo de seleção de medicamentos, realizado por uma CFT que obedece aos critérios definidos de análise da literatura científica 7 ; ou A lista se baseia na Resme/ Rename e atende ao perfil epidemiológico do município. Ação 1 Ação 2 Ação... 1 Divulgar a relação para os prescritores Existe sistemática de divulgação da lista que permite conhecimento dos profissionais. Ação 1 Ação 2 2 Ação... Adotar protocolos clínicos Adota protocolos clínicos, porém não há avaliação da utilização dos mesmos. Ação 1 Ação 2 3 Ação... 7 Eficácia, segurança, custo/efetividade. A meta é transportada da planilha de autoavaliação, conforme o Estágio Meta definido pelos atores. As ações, o período de execução e o responsável serão definidos pelos participantes da oficina de planejamento, dentro de horizonte de tempo para o qual se está planejando. 4 2

41 M i n i s t é r i o d a S a ú d e Como já dissemos, o plano de ação é o que chamamos Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde. d) 4.º passo Continuidade do planejamento É preciso definir a continuidade do processo deflagrado na oficina, estabelecendo como se dará o monitoramento da execução das estratégias/atividades, dos responsáveis, do cronograma e do relatório periódico. Produtos da oficina de planejamento Ao final da oficina, os participantes terão produzido: Uma Avaliação Coletiva do estágio atual de desenvolvimento da assistência farmacêutica, quanto às suas dimensões. Um conjunto de Metas a alcançar, que será monitorado por meio de indicadores, usados para representar o progresso relativo a ser atingido, para cada capacidade de cada dimensão. Um conjunto de Ações a Implementar, para alcançar as metas estabelecidas. Por fim, o documento que contempla tudo isso que é o Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde. 3.1 O Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde O documento obtido por meio deste planejamento é o Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano Municipal ou Estadual de Saúde. Se o município ou estado já tiverem feito seus planos de saúde, o Capítulo Assistência Farmacêutica deverá ser submetido aos conselhos de saúde respectivos, para sua aprovação. Além disso, a inclusão do capítulo no Plano de Saúde deverá ser feita no momento da revisão anual do plano. 4 3

42 P l a n e j a r é p r e c i s o Isso não será necessário caso o planejamento da assistência farmacêutica seja feito no momento do planejamento das demais ações e serviços de saúde, ou seja, já na elaboração do Plano de Saúde. Nesse caso, a assistência farmacêutica já estará contemplada e, necessariamente, o plano terá que ser aprovado pelo conselho de saúde. O Capítulo Assistência Farmacêutica dos Planos Municipais de Saúde deverá ser enviado à Assistência Farmacêutica dos estados para subsidiar o planejamento destes. Por sua vez, o Capítulo Assistência Farmacêutica dos Planos Estaduais de Saúde deverá ser enviado ao Departamento de Assistência Farmacêutica/SCTIE/MS para embasar o planejamento nacional. 4 4

43 M i n i s t é r i o d a S a ú d e 4 I n s t r u m e n t o d e Au t o - Av a l i a ç ã o p a r a o P l a n e j a m e n t o d a A s s i s t ê n c i a Fa r m a c ê u t i c a ( I A PA F ) 4 5

44 P l a n e j a r é p r e c i s o 4.1 Auto-Avaliação de capacidade 1. Gestão da Assistência Farmacêutica Capacidade para realizar a gestão do Ciclo da assistência farmacêutica Capacidade para Estágio atual Estágios de desenvolvimento da capacidade 1.º 2.º 3.º Estágio/ meta Indicador Institucionalizar a assistência farmacêutica A assistência farmacêutica não tem adequado reconhecimento ou aceitação pelas outras áreas ou departamentos da secretaria de saúde, e não consta formalmente na estrutura organizacional. As ações de organização da assistência farmacêutica não estão inseridas no Plano de Saúde e nem no orçamento anual. As ações de organização da assistência farmacêutica não estão integradas no SUS nem nas instâncias de controle social. A assistência farmacêutica é reconhecida e aceita parcialmente pelas outras áreas ou departamentos da secretaria de saúde e não consta formalmente na estrutura organizacional. As ações de organização da assistência farmacêutica não estão inseridas no plano de saúde e nem no orçamento anual. As ações de organização da assistência farmacêutica não estão integradas no SUS nem nas instâncias de controle social. A assistência farmacêutica é reconhecida e aceita pelas outras áreas ou departamentos da secretaria de saúde e consta formalmente na estrutura organizacional. As ações de organização da assistência farmacêutica estão inseridas no plano de saúde e no orçamento anual. As ações de organização da assistência farmacêutica estão integradas no SUS e nas instâncias de controle social. Indicador 1 = Existência de assistência farmacêutica no organograma da Secretaria Municipal da Saúde. P r i o - ridade continua 4 6

45 M i n i s t é r i o d a S a ú d e continuação Planejar a organização da assistência farmacêutica Não há planejamento para organização da assistência farmacêutica nas diferentes etapas do seu ciclo (seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição, uso, recursos humanos, financiamento, sistema de informação). Há planejamento para organização da assistência farmacêutica nas diferentes etapas do seu ciclo, porém, ou o plano de trabalho não é cumprido, ou o planejamento é feito apenas para algumas etapas. Há planejamento para organização da assistência farmacêutica nas diferentes etapas do seu ciclo (seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição, dispensação, farmacovigilância, uso, recursos humanos, financiamento, sistema de informação). Indicador 2 = Inclusão da assistência farmacêutica no Plano Municipal de Saúde, com definição de objetivos e metas. Estruturar e organizar os serviços de assistência farmacêutica. Não há recursos financeiros, infraestrutura e de pessoal adequados para os serviços de assistência farmacêutica. Alguns serviços de assistência farmacêutica estão estruturados e organizados. A maioria dos serviços de assistência farmacêutica está estruturada e organizada. Indicador 3 = Porcentagem de serviços de assistência farmacêutica em condições adequadas de funcionamento. Avaliar as ações de assistência farmacêutica Não existe um sistema de monitoramento e avaliação das ações de assistência farmacêutica 1. Coleta esporádica de dados para monitoramento e avaliação, não havendo uma estratégia clara para interpretação. Coleta rotineira de dados de monitoramento e avaliação em todas as atividades, os quais são utilizados para melhorar as ações de assistência farmacêutica. Indicador 4 = Existência de procedimentos para o monitoramento da assistência farmacêutica por meio de indicadores. 1 O sistema de monitoramento e avaliação consiste na coleta sistemática de dados que serão utilizados para a obtenção de indicadores. Estes indicadores serão utilizados para que se verifique o andamento das ações que estão sendo implementadas, corrijam-se mudanças de rumo ou para que se verifique se os objetivos foram atingidos. 4 7

46 P l a n e j a r é p r e c i s o 2. Seleção Capacidade para trabalhar com uma Relação de Medicamentos Essenciais ou para elaborá-la Capacidade para Estágio atual Estágios de desenvolvimento da capacidade Estágio/ Indicador Prioridade meta 1.º 2.º 3.º Utilizar ou elaborar relação de medicamentos essenciais. Não existe relação de medicamentos própria do município e sim uma lista de medicamentos recebidos por repasse estadual e federal; ou Existe uma lista própria do município elaborada a partir da demanda dos serviços sem considerar a Resme e a Rename. Existe um processo de seleção de medicamentos que leva em conta dados epidemiológicos, porém não obedece aos critérios definidos de análise da literatura científica; ou A lista se baseia na Resme/Rename, porém não há avaliação sobre a cobertura do perfil epidemiológico. Existe um processo de seleção de medicamentos, realizado por uma CFT que obedece aos critérios definidos de análise da literatura científica 2 ; ou A lista se baseia na Resme/Rename e atende ao perfil epidemiológico do município. Indicador 5 = Existência de relação municipal ou estadual de medicamentos essenciais (além da lista pactuada). continua 2 Eficácia, segurança, custo/efetividade. 4 8

47 M i n i s t é r i o d a S a ú d e continuação Divulgar a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume) ou da lista pactuada para a atenção básica para os prescritores Adotar protocolos clínicos Não existem estratégias sistemáticas de divulgação. Existe divulgação da lista de maneira informal. Não adota protocolos clínicos ou adota apenas aqueles muito consagrados (como para tuberculose ou hanseníase). Adota protocolos clínicos, porém não há avaliação da utilização dos mesmos. Existe sistemática de divulgação da lista que permite conhecimento pelos profissionais. Adota protocolos clínicos com garantia de adesão pelos profissionais. Indicador 6 = Porcentagem de medicamentos prescritos que constam da Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume) ou da lista pactuada para a atenção básica. Indicador 7 = Existência da Remume ou lista pactuada da atenção básica impressa e disponível aos prescritores nos consultórios. Indicador 8 = Existência de Protocolos Clínicos aplicáveis, impressos e disponíveis nas unidades de saúde. 4 9

48 P l a n e j a r é p r e c i s o 3. Programação/Aquisição: Capacidade para assegurar a programação e a aquisição de medicamentos em quantidade e tempo oportunos. Capacidade para Estágio atual Estágios de desenvolvimento da capacidade 1.º 2.º 3.º Estágio/ meta Indicador Prioridade Programar adequadamente Não há programação físico-financeira de medicamentos. A programação não considera ou considera parcialmente dados epidemiológicos, de consumo histórico, de consumo ajustado e oferta de serviços e recursos financeiros. A programação leva em consideração dados epidemiológicos, de consumo histórico, de consumo ajustado e oferta de serviços e recursos financeiros. Indicador 9 = Realização de programação das necessidades de medicamentos de acordo com os métodos recomendados, documentada em memória de cálculo. Deflagrar o processo de aquisição em tempo oportuno A aquisição de medicamentos não leva em consideração dados de estoque e demanda do município. A aquisição considera parcialmente dados de estoque e demanda do município. A aquisição considera integralmente dados de estoque e demanda do município. Indicador 10 = Porcentagem de processos de aquisição de medicamentos iniciados após a falta do medicamento nos serviços de saúde nos últimos 12 meses. continua 5 0

49 M i n i s t é r i o d a S a ú d e continuação Garantir a disponibilidade de medicamentos em quantidade e tempo oportunos para atender às necessidades de saúde. O processo de aquisição de medicamentos não é realizado de forma adequada a suprir regularmente as demandas do município. O processo de aquisição de medicamentos atende parcialmente às demandas do município. O processo de aquisição de medicamentos atende plenamente às demandas do município. Indicador 11 = Porcentagem de itens de medicamentos programados e adquiridos na quantidade programada. Garantir a qualidade dos medicamentos adquiridos. Não há especificação técnica dos medicamentos 3 no processo licitatório ou esta é incompleta. Estabelece especificações técnicas dos medicamentos que deverão compor os editais. Estabelece especificações técnicas dos medicamentos, faz avaliação técnica para definir a aquisição e garante que o edital exija os documentos que assegurem a qualidade dos medicamentos. Indicador 12 = Existência de catálogo contendo as especificações técnicas dos medicamentos para os editais de aquisição municipal. 3 Uso da denominação genérica, concentração por unidade mínima de apresentação, descrição da forma farmacêutica, unidade de compra (p.ex.: comprimido, ampola, frasco). 51

50 P l a n e j a r é p r e c i s o 4. Armazenamento/Distribuição/Transporte: Capacidade para assegurar o acesso a medicamentos seguros quanto à manutenção das suas características físico-químicas. Capacidade para Estágio atual Estágios de desenvolvimento da capacidade 1.º 2.º 3. º Estágio/ meta Indicador Prioridade Garantir o armazenamento correto dos medicamentos. O local de armazenamento não possui condições sanitárias adequadas 4 para a guarda de medicamentos. O local de armazenamento possui condições sanitárias adequadas para o correto armazenamento. O local de armazenamento possui condições sanitárias adequadas, tem área exclusiva para guarda de medicamentos e obedece às Boas Práticas de Armazenamento de Medicamentos. 5 Indicador 13 = Existência de Procedimentos Operacionais Padrão que descrevem as normas para o correto armazenamento dos medicamentos. continua 4 Piso, parede, teto, instalações elétricas, iluminação, limpeza, sistema de prevenção de furtos, de incêndio e temperatura adequada. 5 Os medicamentos sujeitos a medidas de armazenamento especiais, tais como os psicotrópicos, os entorpecentes e os produtos que exigem condições de armazenamento especiais (termolábeis) devem ser imediatamente identificados e armazenados de acordo com instruções específicas do fabricante e com as demais exigências da legislação vigente. 5 2

51 M i n i s t é r i o d a S a ú d e continuação Garantir transporte adequado dos medicamentos. Não possui transporte adequado para os medicamentos. 6 O transporte dos medicamentos atende parcialmente às Boas Práticas. Possui transporte adequado em quantidade suficiente e específico para o correto transporte dos medicamentos, de forma que garanta a qualidade do medicamento em todo seu trajeto. Indicador 14 = Existência de Procedimentos Operacionais Padrão que descrevem as normas para o transporte dos medicamentos. continua 6 Boas Práticas de Distribuição: Requer manter a qualidade dos produtos que distribui durante todas as fases da distribuição, sendo responsável por quaisquer problemas conseqüentes ao desenvolvimento de suas atividades. Os produtos farmacêuticos devem chegar ao consumo do público sem que sofram quaisquer alterações de suas propriedades nas etapas da distribuição. 5 3

52 P l a n e j a r é p r e c i s o continuação Armazenar nas unidades dispensadoras e/ ou nas unidades de saúde Os medicamentos não são armazenados em área específica nas unidades dispensadoras e/ou nas unidades de saúde 7. Não há controle de estoque por um profissional responsável; e/ou Não há sistema de controle de estoques consistente que forneça dados confiáveis para a gestão. 8 Os medicamentos são armazenados em área física com condições sanitárias adequadas e sob controle de um profissional responsável. O sistema de controle de estoques é informatizado até a distribuição do almoxarifado para as Unidades de Saúde, fornecendo dados consistentes e confiáveis para a gestão. Os medicamentos são armazenados em área física exclusiva, com condições sanitárias adequadas e sob controle de farmacêutico responsável. O sistema de controle de estoques é informatizado até o momento da dispensação aos usuários, fornecendo dados consistentes e confiáveis para a gestão. Indicador 15 = Existência de farmácia nas Unidades de Saúde com dimensão suficiente e condições adequadas para o armazenamento de medicamentos. 7 Os medicamentos estão em contato direto com o chão, encostados na parede, sob exposição direta da luz. Não há sistema de refrigeração para medicamentos termolábeis. 8 Por exemplo: fichas de prateleira, sistema informatizado, entre outros. 5 4

53 M i n i s t é r i o d a S a ú d e 5. Prescrição de Medicamentos Capacidade para Estágio atual Estágios de desenvolvimento da capacidade 1.º 2.º 3.º Estágio/ meta Indicador Prioridade Promover a adesão dos prescritores à Relação de Medicamentos Essenciais. Não realiza ações de promoção da adesão dos prescritores à Relação de Medicamentos Essenciais. Realiza ações de promoção da adesão dos prescritores à Relação de Medicamentos Essenciais, mas não avalia. Realiza ações de promoção da adesão dos prescritores à Relação de Medicamentos Essenciais e monitora a adesão. Indicador 16 = Porcentagem de medicamentos prescritos que constam da relação de medicamentos adotada (pode ser a Rename, a Resme, a Remume ou a lista pactuada). Promover a qualidade das prescrições. Não realiza intervenção para garantia ou promoção da qualidade das prescrições. Elabora e divulga para a equipe as normas de prescrição no âmbito do SUS. 9 Avalia a qualidade da prescrição e retorna à equipe os problemas relacionados às prescrições. Indicador 17 = Porcentagem de prescrições que atendem à legislação específica. Promover educação para o uso racional de medicamentos para os prescritores. Não desenvolve processos educativos relacionados ao uso racional de medicamentos. Realiza processos educativos relacionados ao uso racional de medicamentos esporadicamente. Adota política de educação permanente sobre o uso racional de medicamentos. Indicador 18 = Existência de programação continuada para promoção do uso racional de medicamentos para os prescritores. 9 Lei n.º 9.787, de 10 de fevereiro de Art. 3º - As aquisições de medicamentos, sob qualquer modalidade de compra, e as prescrições médicas e odontológicas de medicamentos, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), adotarão obrigatoriamente a Denominação Comum Brasileira (DCB) ou, na sua falta, a Denominação Comum Internacional (DCI) (Brasil, 1999, art. 3.º). Veja também a Lei n.º 5.991/73, de 17 de dezembro de 1973 (Brasil, 1973). Capítulo VI do receituário, Artigos 35 a

54 P l a n e j a r é p r e c i s o 6. Dispensação Capacidade para realizar a dispensação adequada de medicamentos nas farmácias das unidades de saúde. Capacidade para Estágio atual Estágios de desenvolvimento da capacidade Estágio/ Indicador Prioridade meta 1.º 2.º 3.º Organizar a farmácia nas unidades dispensadoras e/ou nas unidades de saúde. As farmácias não têm dimensão suficiente, infra-estrutura adequada, disponibilidade de local de atendimento privado ou semiprivado, fontes de informação sobre medicamentos, recursos informáticos e de internet e nem dispõem de farmacêutico, pessoal auxiliar e/ou estagiários nas equipes. As farmácias têm dimensão suficiente, além de recursos informáticos. Entretanto, não têm disponibilidade do local de atendimento privado ou semiprivado, fontes de informação sobre medicamentos e internet, além de farmacêutico e número adequado de pessoal auxiliar. As farmácias têm dimensão suficiente e possuem farmacêutico, pessoal auxiliar e/ou estagiários nas equipes, disponibilidade de local de atendimento privado ou semi-privado, fontes de informação sobre medicamentos, recursos informáticos e de internet. Indicador 19 = Existência de farmácia nas unidades de saúde com dimensão suficiente e condições estruturais adequadas para o trabalho (recursos humanos, local de atendimento, fontes de informação, recursos informáticos e de internet). continua 5 6

55 M i n i s t é r i o d a S a ú d e continuação Garantir processo de trabalho adequado na dispensação. Não existem manuais com rotinas da dispensação. A dispensação é realizada segundo normas técnicas adequadas, descritas em manuais. A dispensação é realizada segundo normas técnicas adequadas, descritas em manuais, realizada pelo farmacêutico e/ou sistematicamente supervisionada por ele. É realizada orientação ao paciente na hora da dispensação. Indicador 20 = Existência de normas técnicas escritas sobre os critérios para dispensação e de espaço físico nas unidades de saúde para atendimento ao usuário. Garantir gestão adequada da dispensação de medicamentos. As farmácias não exigem receita de profissional habilitado para realizar a dispensação de medicamentos. 10 As farmácias dispensam exclusivamente mediante receita de profissional habilitado. As farmácias dispensam exclusivamente mediante receita de profissional habilitado, além disso realizam algum tipo de acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes com tuberculose e/ou hanseníase, hipertensão, diabetes, DST/aids ou, ainda, que fazem parte de programas como Planejamento Familiar e/ou Saúde da Criança e Saúde Mental (Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica, 2003). Indicador 21 = Existência de normas técnicas escritas sobre os critérios para dispensação dos medicamentos. 10 Denominação Comum Brasileira (DCB): denominação do fármaco ou do princípio farmacologicamente ativo aprovada pelo órgão federal responsável pela vigilância sanitária (Anvisa). Regras para dispensação: Lei n.º 5.991, de 17 de dezembro de 1973 (Brasil, 1973). Art. 35 Somente será aviada a receita: a. que estiver escrita à tinta, em vernáculo, por extenso e de modo legível, observados a nomenclatura e o sistema de pesos e medidas oficiais; b. que contiver o nome e o endereço residencial do paciente e, expressamente, o modo de usar a medicação; c. que contiver a data e a assinatura do profissional, endereço do consultório ou residência, e o número de inscrição no respectivo conselho profissional. 5 7

56 P l a n e j a r é p r e c i s o 7. Recursos Humanos Capacidade para dispor de recursos humanos qualificados e em número suficiente para a Assistência Farmacêutica. Capacidade para Estágio atual Estágios de desenvolvimento da capacidade Estágio/ meta 1º 2º 3º Indicadores Prioridade Dispor de farmacêutico para a execução e a organização da assistência Farmacêutica. Não há farmacêutico trabalhando na assistência farmacêutica da secretaria de saúde ou há apenas um que é responsável por todos os serviços farmacêuticos. Há pelo menos um farmacêutico em cada um desses serviços: a) gerência da assistência farmacêutica; b) almoxarifado de medicamentos; c) ambulatórios de especialidades; d) hospitais e pronto-socorros da administração direta; e) serviços de saúde que dispensam medicamentos sujeitos ao controle especial. Além da presença de farmacêuticos nos serviços citados no 2.º estágio, há farmacêuticos em todas as unidades básicas de saúde. Indicadores de 22 a 27 (veja relação de indicadores ao final das planilhas). continua 5 8

57 M i n i s t é r i o d a S a ú d e continuação Dispor de pessoal auxiliar com curso formal ou treinamento com carga horária maior que 40 horas em assistência farmacêutica 11 para, sob a orientação do farmacêutico, executar tarefas de apoio à realização e à organização dos serviços. Não dispõe de pessoal auxiliar ou o pessoal auxiliar das atividades de assistência farmacêutica, em sua maioria, não possui curso formal ou treinamento com carga horária superior a 40 horas em AF. O pessoal auxiliar das Atividades de assistência farmacêutica, em sua maioria, possui curso formal ou treinamento com carga horária superior a 40 horas em AF. Todo o pessoal auxiliar das atividades de assistência farmacêutica possui curso formal ou treinamento com carga horária superior a 40 horas em AF. Indicador 28 = Porcentagem de trabalhadores da assistência farmacêutica (exceto o farmacêutico) que possuem curso formal ou treinamento com carga horária total maior que 40 horas em Assistência Farmacêutica. Realizar treinamentos e capacitações internas para a secretaria de saúde ou possibilitar a participação do pessoal da AF (farmacêutico e pessoal auxiliar) em cursos de atualização, capacitação, entre outros, voltados para a AF, externos à secretaria de saúde. Não são realizados treinamentos ou capacitações para o pessoal da AF ou não se promove a sua participação em cursos externos de atualização, capacitação, entre outros. São realizados treinamentos ou capacitações para o pessoal da AF ou se promove a sua participação em cursos externos, mas de forma esporádica. Sem uma programação permanente. Existe programação permanente para a realização de treinamentos ou capacitações para o pessoal da AF. Indicador 29 = Existência de plano vigente de educação permanente para profissionais (nível superior e médio) que atuam na assistência farmacêutica. Indicador 30 = Porcentagem de trabalhadores da AF que foi treinada nos últimos 5 anos. 11 Treinamento ou capacitação em AF: é considerado qualquer curso com carga horária superior a 40 horas que tenha como meta informar ou aperfeiçoar as atividades da assistência farmacêutica a serem desempenhadas pelo pessoal auxiliar. 5 9

58 P l a n e j a r é p r e c i s o 8. Farmacovigilância Capacidade para implantar o sistema de farmacovigilância no município. Capacidade para Estágio atual Estágios de desenvolvimento da capacidade técnica Estágio/ meta 1º 2º 3º Indicador Prioridade Notificar e encaminhar fichas de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos 12 para o sistema estadual e nacional de farmacovigilância. Não existem profissionais capacitados para implantar a notificação espontânea de eventos adversos a medicamentos. Existem profissionais capacitados pela Vigilância Sanitária, porém essa ação não é realizada. Existem profissionais capacitados e as notificações são encaminhadas para o sistema estadual e nacional de farmacovigilância. Indicador 31 = Porcentagem de profissionais capacitados para a notificação de eventos adversos a medicamentos (médicos, farmacêuticos, dentistas, enfermeiros, entre outros). 12 As fichas podem ser obtidas no endereço eletrônico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): < 6 0

59 M i n i s t é r i o d a S a ú d e Indicadores Auto-Avaliação da Capacidade a) Gestão da Assistência Farmacêutica Capacidade para: Institucionalizar a assistência farmacêutica. Indicador 1 = Existência de assistência farmacêutica no organograma da Secretaria Municipal de Saúde. Cálculo = Dispensa cálculos. Capacidade para: Planejar a organização da Assistência Farmacêutica. Indicador 2 = Inclusão da assistência farmacêutica no Plano Municipal de Saúde, com definição de objetivos e metas. Cálculo = Dispensa cálculos. Capacidade para: Estruturar e organizar os serviços de Assistência farmacêutica. Indicador 3 = Porcentagem de serviços de assistência farmacêutica (armazenamento, distribuição, transporte e dispensação de medicamentos) em condições adequadas de funcionamento (espaço físico, computador, fontes de informação específicas, sistema informatizado, recursos humanos, etc.). Cálculo = Número de serviços de assistência farmacêutica em condições adequadas de funcionamento dividido pelo número total de serviços de Assistência Farmacêutica vezes 100. Capacidade para: Avaliar as ações de assistência farmacêutica. Indicador 4 = Existência de procedimentos para o monitoramento da assistência farmacêutica por meio de indicadores. 61

60 P l a n e j a r é p r e c i s o Cálculo = Dispensa cálculos. b) Seleção Capacidade para: Utilizar ou elaborar relação de medicamentos essenciais. Indicador 5 = Existência de relação municipal de medicamentos essenciais (além da lista pactuada). Cálculo = Dispensa cálculos. Capacidade para: Divulgar a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais para os prescritores. Indicador 6 = Porcentagem de medicamentos prescritos que constam da Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume) ou da lista pactuada para atenção básica. Por Remume entende-se um elenco definido por processo sistemático e reconhecido por ato formal (resolução, portaria, ofício). Cálculo = Número de medicamentos prescritos conforme a Remume dividido pelo número total de medicamentos prescritos vezes 100. Este indicador torna necessário que se trabalhe com amostras das prescrições dos serviços de saúde. Indicador 7 = Existência da Remume ou da lista pactuada da atenção básica, impressa e disponível aos prescritores nos consultórios. Cálculo = Dispensa cálculos. Capacidade para: Adotar protocolos clínicos. Indicador 8 = Existência de protocolos clínicos aplicáveis, impressos e disponíveis nas unidades de saúde. Cálculo = Dispensa cálculos. 6 2

61 M i n i s t é r i o d a S a ú d e c) Programação/Aquisição Capacidade para: Programar adequadamente. Indicador 9 = Realização de programação das necessidades de medicamentos de acordo com os métodos recomendados, documentada em memória de cálculo (verificar o tema de programação do livro Assistência Farmacêutica na atenção básica: instruções técnicas para sua organização 2.ª edição). Cálculo = Dispensa cálculos. Capacidade para: Deflagrar o processo de aquisição em tempo oportuno. Indicador 10 = Porcentagem de processos de aquisição de medicamentos iniciados após a falta do medicamento nos serviços de saúde nos últimos 12 meses. Cálculo = Número de processos de aquisição de medicamentos iniciados após a falta do medicamento nos serviços de saúde nos últimos 12 meses dividido pelo número total de processos de aquisição vezes 100. Observação = Este indicador pressupõe o acompanhamento de todos os processos e também a disponibilidade de medicamentos nos serviços. Capacidade para: Garantir medicamentos em quantidade e tempo oportunos para atender à população. Indicador 11 = Porcentagem de itens de medicamentos programados e adquiridos na quantidade programada. Cálculo = Número de itens de medicamentos programados e adquiridos na quantidade programada, dividido pelo número total de itens de medicamentos adquiridos. 6 3

62 P l a n e j a r é p r e c i s o Capacidade para: Garantir a qualidade dos medicamentos adquiridos. Indicador 12 = Existência de catálogo contendo as especificações técnicas dos medicamentos para os editais de aquisição municipal. Cálculo = Dispensa cálculos. d) Armazenamento/Distribuição/Transporte Capacidade para: Garantir o armazenamento correto dos medicamentos. Indicador 13 = Existência de Procedimentos Operacionais Padrão que descrevam as normas para o correto armazenamento dos medicamentos. Cálculo = Dispensa cálculos. Capacidade para: Garantir o transporte adequado dos medicamentos. Indicador 14 = Existência de Procedimentos Operacionais Padrão que descrevam as normas para o transporte dos medicamentos. Cálculo = Dispensa cálculos. Capacidade para: Armazenar nas unidades dispensadoras e/ou nas unidades de saúde. Indicador 15 = Existência de farmácia nas unidades de saúde com dimensão suficiente e condições adequadas para o armazenamento de medicamentos. Cálculo = Dispensa cálculos. 6 4

63 M i n i s t é r i o d a S a ú d e e) Prescrição de medicamentos Capacidade para: Promover a adesão dos prescritores à relação de medicamentos essenciais. Indicador 16 = Porcentagem de medicamentos prescritos que constam da relação de medicamentos adotada (pode ser a Rename, a Resme, a Remume ou a lista pactuada). Cálculo = Número de medicamentos prescritos conforme a relação de medicamentos adotada dividido pelo número total de medicamentos prescritos vezes 100. Este indicador torna necessário que se trabalhe com amostra das prescrições dos serviços de saúde. Capacidade para: Promover a qualidade das prescrições. Indicador 17 = Porcentagem de prescrições que atendem à legislação específica (verificar tema específico do livro Assistência Farmacêutica na atenção básica: instruções técnicas para sua organização 2.ª edição ). Cálculo = Número de prescrições em conformidade com a legislação específica dividido pelo total de prescrições vezes 100. Este indicador torna necessário que se trabalhe com amostra das prescrições dos serviços de saúde. Capacidade para: Promover educação para o uso racional de medicamentos para os prescritores. Indicador 18 = Existência de programação continuada para promoção do uso racional de medicamentos para os prescritores. Cálculo = Dispensa cálculos. 6 5

64 P l a n e j a r é p r e c i s o f) Dispensação Capacidade para: Organizar a farmácia nas unidades dispensadoras e/ou nas unidades de saúde. Indicador 19 = Existência de farmácia nas unidades de saúde com dimensão suficiente e condições estruturais adequadas para o trabalho (recursos humanos, local de atendimento, fontes de informação, recursos informáticos e internet). Verificar tema específico no livro Assistência Farmacêutica na atenção básica: instruções técnicas para sua organização 2.ª edição. Cálculo = Dispensa cálculos. Capacidade para: Garantir processo de trabalho adequado na dispensação. Indicador 20 = Existência de normas técnicas escritas sobre os critérios para dispensação e de espaço físico nas unidades de saúde para atendimento ao usuário. Cálculo = Dispensa cálculos. Capacidade para: Garantir gestão adequada da dispensação de medicamentos. Indicador 21 = Existência de normas técnicas escritas sobre os critérios para dispensação dos medicamentos. Cálculo = Dispensa cálculos. g) Recursos Humanos Capacidade para: Dispor de farmacêutico para a execução e a organização da assistência farmacêutica. Indicador 22 = Existência de pelo menos um farmacêutico trabalhando com a assistência farmacêutica no nível central da SMS. Cálculo = Dispensa cálculos. 6 6

65 M i n i s t é r i o d a S a ú d e Indicador 23 = Existência de pelo menos um farmacêutico para cada almoxarifado ou central de abastecimento farmacêutico. Cálculo = Dispensa cálculos. Indicador 24 = Porcentagem de unidades básicas de saúde (UBS) que possuem farmacêutico na dispensação. Cálculo = Número de UBS que possuem farmacêutico na dispensação dividido pelo número de total de UBS que dispensam medicamentos vezes 100. Indicador 25 = Porcentagem de ambulatórios de especialidades (AE) que possuem farmacêutico na dispensação. Cálculo = Número de AE que possuem farmacêutico na dispensação dividido pelo número total de ambulatórios de especialidades que dispensam medicamentos. Indicador 26 = Porcentagem de hospitais e pronto-socorros (HPS) sob gestão da SMS que possuem farmacêutico na dispensação entre os que realizam dispensação ambulatorial de medicamentos. Cálculo = Número de hospitais e pronto-socorros sob gestão da SMS que possuem farmacêutico na dispensação dividido pelo número total de hospitais e pronto-socorros sob gestão da SMS que realizam dispensação ambulatorial de medicamentos vezes 100. Indicador 27 = Porcentagem de unidades de saúde que dispensam medicamentos sujeitos ao controle especial que possuem farmacêutico na dispensação. Cálculo = Número de unidades de saúde que dispensam medicamentos sujeitos ao controle especial que possuem farmacêutico na dispensação dividido pelo número total de 6 7

66 P l a n e j a r é p r e c i s o unidades de saúde que dispensam medicamentos sujeitos ao controle especial vezes 100. Capacidade para: Dispor de pessoal auxiliar para curso formal ou treinamento com carga horária maior que 40 horas em assistência farmacêutica para, sob a orientação do farmacêutico, executar tarefas de apoio à realização e à organização dos serviços. Indicador 28 = Porcentagem de trabalhadores da assistência farmacêutica (exceto o farmacêutico) que possuem curso formal ou treinamento com carga horária total maior que 40 horas em assistência farmacêutica. Cálculo = Número total de trabalhadores que possuem curso formal ou treinamento com carga horária total maior que 40 horas em assistência farmacêutica dividido pelo número total de trabalhadores da assistência farmacêutica vezes 100. Capacidade para: Realizar treinamentos e capacitações internas para a secretaria de saúde ou possibilitar a participação do pessoal da AF (farmacêutico e pessoal auxiliar) em cursos de atualização, capacitação, entre outros, voltados para a AF, externos à secretaria de saúde. Indicador 29 = Existência de plano vigente de educação permanente para profissionais (nível superior e médio) que atuam na Assistência Farmacêutica. Cálculo = Dispensa cálculos. Indicador 30 = Porcentagem de trabalhadores da AF que foi treinada nos últimos 5 anos. Cálculo = Número de trabalhadores treinados da AF dividido pelo número total de trabalhadores da AF vezes

67 M i n i s t é r i o d a S a ú d e h) Farmacovigilância Capacidade para: Notificar e encaminhar fichas de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos para o Sistema Estadual e Nacional de Farmacovigilância. Indicador 31 = Porcentagem de profissionais capacitados para a notificação de eventos adversos a medicamentos (médicos, farmacêuticos, dentistas, enfermeiros, entre outros). Cálculo = Número de profissionais capacitados para a notificação de eventos adversos a medicamentos dividido pelo número total de profissionais vezes

68 4.2 Plano de Ação (modelo) Dimensão: Capacidade para Meta Ações Período de execução Responsável Indicador Prioridade Orçamento

69 M i n i s t é r i o d a S a ú d e Re f e r ê n c i a s b i b l i o g r á f i c a s BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n. 338, de 6 de maio de Aprova a Política Nacional de Assistência Farmacêutica, estabelecida com base nos seguintes princípios: a Política Nacional de Assistência Farmacêutica é parte integrante da Política Nacional de Saúde e deve ser compreendida como Política Pública norteadora para a formulação de políticas setoriais, entre as quais se destacam as políticas de medicamentos, de ciência e tecnologia, de desenvolvimento industrial e de formação de recursos humanos, dentre outras, garantindo a intersetorialidade inerente ao Sistema Único de Saúde (SUS) e cuja implantação envolve tanto o setor público como o privado de atenção à saúde. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 20 maio Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Medicamentos. Brasília, Ministério da Saúde. Portaria GM n. 399, de 22 de fevereiro de Divulga o Pacto pela Saúde consolidação do SUS e aprova as diretrizes operacionais do referido pacto. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 23 fev. 2006a. Seção 1. 71

70 P l a n e j a r é p r e c i s o. Ministério da Saúde. Portaria GM n.º 548, de 12 de abril de Aprova o documento Orientações Gerais para a Elaboração e Aplicação da Agenda de Saúde, do Plano de Saúde, dos Quadros de Metas e do Relatório de Gestão como Instrumentos de Gestão do SUS parte integrante desta portaria. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 16 abr Seção 1.. Ministério da Saúde. Portaria GM n.º 698, de 30 de março de Define que o custeio das ações de saúde é de responsabilidade das três esferas de gestão do SUS, observado o disposto na Constituição Federal e na Lei Orgânica do SUS. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 03 abr. 2006b.. Ministério da Saúde. Portaria GM n.º 2.084, de 26 de outubro de Estabelece os mecanismos e as responsabilidades para o financiamento da Assistência Farmacêutica na Atenção Básica e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 28 out Seção 1.. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Departamento de Apoio à Descentralização. Diretrizes operacionais dos Pactos pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão. Brasília: Ministério da Saúde, 2006c.. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Departamento de Apoio à Descentralização. Regulamento dos pactos pela Vida e de Gestão. Brasília: Ministério da Saúde, 2006d.. Presidência da República. Lei n , de 17 de dezembro de Dispõe sobre o Controle Sanitário do Comércio de Drogas, Medicamentos, Insumos Farmacêuticos e Correlatos e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 19 dez

71 M i n i s t é r i o d a S a ú d e. Presidência da República. Lei n , de 10 de fevereiro de Altera a lei n , de 23 de setembro de 1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária, estabelece o medicamento genérico, dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em produtos farmacêuticos e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 11 fev CONFERÊNCIA NACIONAL DE MEDICAMENTOS E ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA, 1., 2003, Brasília. Relatório final. Brasília: Ministério da Saúde, p. MANAGEMENT SCIENCES FOR HEALTH (MSH). APROGE: auto- avaliação dos processos gerenciais: análise situacional e planejamento de ações: manual do usuário. São Paulo, No prelo.. FACT: Ferramenta de auto-avaliação de capacidade técnica: guia de aplicação do FACT. São Paulo, No prelo. MARIN, Nelly et al. Assistência farmacêutica para gerentes municipais. Rio de Janeiro: OPAS/OMS, p. TANCREDI, Francisco Bernadini; BARRIOS, Susana Rosa Lopez; FER- REIRA, José Henrique Germann. Planejamento em saúde. São Paulo: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, (Série Saúde & Cidadania). 7 3

72 A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: O conteúdo desta e de outras obras da Editora do Ministério da Saúde pode ser acessado na página: EDITORA MS Coordenação-Geral de Documentação e Informação/SAA/SE MINISTÉRIO DA SAÚDE (Normalização, revisão, editoração, impressão, acabamento e expedição) SIA, trecho 4, lotes 540/610 CEP: Telefone: (61) Fax: (61) [email protected] Home page: Brasília DF, setembro de 2006 OS 1143/2006

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NA ATENÇÃO BÁSICA

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NA ATENÇÃO BÁSICA MINISTÉRI DA SAÚDE Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NA ATENÇÃ BÁSICA INSTRUÇÕES TÉCNICAS

Leia mais

Diálogos sobre a Gestão Municipal Processos na Educação

Diálogos sobre a Gestão Municipal Processos na Educação Diálogos sobre a Gestão Municipal Processos na Educação Diálogos sobre a Gestão Municipal Processos na Educação I. APRESENTAÇÃO II. GESTÃO DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO MUNICIPAL 1. O panorama da Política Municipal

Leia mais

Guia da Gestão da Capacitação por Competências

Guia da Gestão da Capacitação por Competências MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO SECRETARIA DE GESTÃO PÚBLICA DEPARTAMENTO DE DESENVOLVIMENTO E DESEMPENHO INSTITUCIONAL COORDENAÇÃO-GERAL DE POLÍTICAS DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS Guia da

Leia mais

VOLUME 1 DIRETRIZES OPERACIONAIS. Pactos pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão

VOLUME 1 DIRETRIZES OPERACIONAIS. Pactos pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão VOLUME 1 DIRETRIZES OPERACIONAIS Pactos pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão S É R I E PACTOS PELA SAÚDE 2006 VOLUME 1 DIRETRIZES OPERACIONAIS Pactos pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão Documento

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE DEPARTAMENTO DE PROJETOS DA PAISAGEM PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE MATAS CILIARES

SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE DEPARTAMENTO DE PROJETOS DA PAISAGEM PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE MATAS CILIARES SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE DEPARTAMENTO DE PROJETOS DA PAISAGEM PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE MATAS CILIARES Currso:: Gesttão de Prrojjettos APOSTIILA maio, 2006 Introdução Conseguir terminar o

Leia mais

Acolhimento e Classificação de Risco nos Serviços de Urgência. Ministério da Saúde. Acolhimento e Classificação de Risco nos Serviços de Urgência

Acolhimento e Classificação de Risco nos Serviços de Urgência. Ministério da Saúde. Acolhimento e Classificação de Risco nos Serviços de Urgência Acolhimento e Classificação de Risco nos Serviços de Urgência Ministério da Saúde Acolhimento e Classificação de Risco nos Serviços de Urgência Brasília DF 2009 1 2 Ministério da Saúde Ministério da Saúde

Leia mais

Grupo Técnico da Comissão Intergestores Tripartite Diretrizes para Organização das Redes de Atenção à Saúde do SUS

Grupo Técnico da Comissão Intergestores Tripartite Diretrizes para Organização das Redes de Atenção à Saúde do SUS Grupo Técnico da Comissão Intergestores Tripartite Diretrizes para Organização das Redes de Atenção à Saúde do SUS Versão/dezembro 2010 Proposta De Documento (Versão Final para Análise) 1 SUMÁRIO GRUPO

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE ATENÇÃO BÁSICA. CADERNO 1: Serviços Farmacêuticos na Atenção Básica à Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE ATENÇÃO BÁSICA. CADERNO 1: Serviços Farmacêuticos na Atenção Básica à Saúde MINISTÉRIO DA SAÚDE CUIDADO FARMACÊUTICO NA ATENÇÃO BÁSICA CADERNO 1: Serviços Farmacêuticos na Atenção Básica à Saúde Brasília DF 2014 MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Leia mais

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Secretaria Nacional de Assistência Social

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Secretaria Nacional de Assistência Social MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Secretaria Nacional de Assistência Social Brasília DF Julho 2007 Plano Decenal - SUAS Plano 10 2007 Ministério do Desenvolvimento Social e Combate

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Orientações para Contratação de Serviços no Sistema Único de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Orientações para Contratação de Serviços no Sistema Único de Saúde MINISTÉRIO DA SAÚDE Manual de Orientações para Contratação de Serviços no Sistema Único de Saúde BRASÍLIA DF 2007 MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE REGULAÇÃO, AVALIAÇÃO

Leia mais

educação permanente em saúde para os trabalhadores do sus fernanda de oliveira sarreta

educação permanente em saúde para os trabalhadores do sus fernanda de oliveira sarreta educação permanente em saúde para os trabalhadores do sus fernanda de oliveira sarreta EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE PARA OS TRABALHADORES DO SUS FERNANDA DE OLIVEIRA SARRETA EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE

Leia mais

Cadernos MARE da Reforma do Estado. Organizações Sociais MARE. Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado

Cadernos MARE da Reforma do Estado. Organizações Sociais MARE. Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado 2 Cadernos MARE da Reforma do Estado Organizações Sociais MARE Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado MARE Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado Ministro Luiz Carlos

Leia mais

NOB-RH/SUAS: ANOTADA E COMENTADA

NOB-RH/SUAS: ANOTADA E COMENTADA NOB-RH/SUAS: ANOTADA E COMENTADA MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME SECRETARIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DEPARTAMENTO DE GESTÃO DO SUAS COORDENAÇÃO-GERAL DE IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO

Leia mais

Gestão por competências em organizações de governo. Mesa-redonda de pesquisa-ação

Gestão por competências em organizações de governo. Mesa-redonda de pesquisa-ação Gestão por competências em organizações de governo Mesa-redonda de pesquisa-ação A Mesa-Redonda de Pesquisa-Ação em Gestão por Competências ocorreu no período de 9 de novembro de 2004 a 28 de março de

Leia mais

Sistematização, Planejamento e Avaliação das Ações dos Assistentes Sociais no Campo da Saúde

Sistematização, Planejamento e Avaliação das Ações dos Assistentes Sociais no Campo da Saúde Sistematização, Planejamento e Avaliação das Ações dos Assistentes Sociais no Campo da Saúde Por Vera Maria Ribeiro Nogueira 1 e Regina Célia Tamaso Mioto 2 Introdução No contexto das contribuições e dos

Leia mais

IMPLEMENTAÇÃO DO MAIS SAÚDE: O DESAFIO DE TRANSFORMAR O MINISTÉRIO DA SAÚDE

IMPLEMENTAÇÃO DO MAIS SAÚDE: O DESAFIO DE TRANSFORMAR O MINISTÉRIO DA SAÚDE IMPLEMENTAÇÃO DO MAIS SAÚDE: O DESAFIO DE TRANSFORMAR O MINISTÉRIO DA SAÚDE José Gomes Temporão Márcia Bassit Lameiro da Costa Mazzoli II Congresso Consad de Gestão Pública Painel 23: Inovações gerenciais

Leia mais

ÍNDICE. 1 Apresentação...5. 2 Antecedentes Históricos...5

ÍNDICE. 1 Apresentação...5. 2 Antecedentes Históricos...5 ÍNDICE 1 Apresentação...5 2 Antecedentes Históricos...5 3 Situação Atual...7 Planejamento Governamental e Gestão Pública... 7 Funcionalismo... 8 Competências Organizacionais e Macroprocessos... 9 Estrutura

Leia mais

Política Nacional de Humanização da Atenção e da Gestão do SUS. - material de apoio -

Política Nacional de Humanização da Atenção e da Gestão do SUS. - material de apoio - Política Nacional de Humanização da Atenção e da Gestão do SUS - material de apoio - Sumário 1. Documento Base para gestores e trabalhadores do SUS 03 2. Glossário HumanizaSUS 10 3. O Grupo de Trabalho

Leia mais

Heloísa Lück Dimensões da gestão escolar e suas competências

Heloísa Lück Dimensões da gestão escolar e suas competências Heloísa Lück Dimensões da gestão escolar e suas competências Editora Positivo Curitiba 2009 Ficha Catalográfica Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP,

Leia mais

Tema III. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública

Tema III. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública Tema III Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública Segundo Lugar Francisco Hélio de Sousa*

Leia mais

PLANO NACIONAL DE SAÚDE NO SISTEMA PENITENCIÁRIO

PLANO NACIONAL DE SAÚDE NO SISTEMA PENITENCIÁRIO MINISTÉRIO DA SAÚDE PLANO NACIONAL DE SAÚDE NO SISTEMA PENITENCIÁRIO 2.ª edição Brasília DF 2005 MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Ações Programáticas Estratégicas PLANO

Leia mais

4º C.C.O. Caderno de Comunicação Organizacional [ ] Por que investir em Comunicação Interna

4º C.C.O. Caderno de Comunicação Organizacional [ ] Por que investir em Comunicação Interna 4º C.C.O. Caderno de Comunicação Organizacional [ ] Por que investir em Comunicação Interna 2 C.C.O. Caderno de Comunicação Organizacional Por que investir em Comunicação Interna PREFÁCIO Em pouco mais

Leia mais

3 Mapeamento da situação educacional dos municípios fluminenses: a análise do PAR

3 Mapeamento da situação educacional dos municípios fluminenses: a análise do PAR 77 3 Mapeamento da situação educacional dos municípios fluminenses: a análise do PAR O quadro educacional atual é marcado por uma série de políticas educacionais que se propõem a oferecer condições e possibilidades

Leia mais

A gestão escolar: Um campo minado... Análise das propostas de 11 municípios brasileiros*

A gestão escolar: Um campo minado... Análise das propostas de 11 municípios brasileiros* A gestão escolar: Um campo minado... Análise das propostas de 11 municípios brasileiros* Nora Krawczyk** RESUMO: A tendência atual das reformas educacionais, em curso nas últimas décadas, em vários países

Leia mais

REFERENCIAL CURRICULAR DA EDUCAÇÃO BÁSICA PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DE ALAGOAS

REFERENCIAL CURRICULAR DA EDUCAÇÃO BÁSICA PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DE ALAGOAS GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO ESPORTE SEE/AL PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA MEC-PNUD-SEE/AL REFERENCIAL CURRICULAR DA EDUCAÇÃO BÁSICA PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DE ALAGOAS

Leia mais

Diretrizes do Programa Ensino Integral

Diretrizes do Programa Ensino Integral 1 Diretrizes do Programa Ensino Integral GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Governador Geraldo Alckmin Vice Governador Guilherme Afif Domingos Secretário da Educação Herman Jacobus Cornelis Voorwald Secretário-Adjunto

Leia mais

Certificação de Competências Profissionais - Relatos de Algumas Experiências Brasileiras

Certificação de Competências Profissionais - Relatos de Algumas Experiências Brasileiras CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS Relatos de Algumas Experiências Brasileiras 1 2 CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS Relatos de algumas Experiências Brasileiras Organizadores: Ivo Steffen

Leia mais