Ficha Catalográfica. 1. Assistência farmacêutica. 2. Organização e Administração. 3. Sistema Único de Saúde. I. Título. II. Série.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Ficha Catalográfica. 1. Assistência farmacêutica. 2. Organização e Administração. 3. Sistema Único de Saúde. I. Título. II. Série."

Transcrição

1

2 2006 Ministério da Saúde. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é da área técnica. A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada na íntegra na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: O conteúdo desta e de outras obras da Editora do Ministério da Saúde pode ser acessado na página: Série B. Textos Básicos de Saúde Tiragem: 1.ª edição exemplares Elaboração, distribuição e informações: MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Edifício Sede, 8. andar, sala 804, , Brasília DF Tel.: (61) Elaboração Darlene Caprari Pires Mestriner Dirce Cruz Marques Fabiola Sulpino Vieira Geisa Maria Grijó Farani de Almeida José Miguel do Nascimento Jr. Márcia Betina Dodi Márcia Castagna Molina Odete Carmen Gialdi Sandra Aparecida Jeremias Revisão técnica Fabiola Sulpino Vieira Vera Lúcia Luiza James Fitzgerald Impresso no Brasil / Printed in Brazil Ficha Catalográfica Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Planejar é preciso: uma proposta de método para aplicação à assistência farmacêutica / Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Brasília : Editora do Ministério da Saúde, p.: il. (Série B. Textos Básicos de Saúde) ISBN Assistência farmacêutica. 2. Organização e Administração. 3. Sistema Único de Saúde. I. Título. II. Série. NLM W 84 Catalogação na fonte Coordenação-Geral de Documentação e Informação Editora MS OS 2006/1143 Títulos para indexação: Em inglês: Planning is necessary: a Method Proposal for Application in Pharmaceutical Care Em espanhol: Planear es Preciso: uma Propuesta de Método para la Aplicación a la Assistencia Farmaceutica EDITORA MS Documentação e Informação SIA, trecho 4, lotes 540/610 CEP: , Brasília DF Tels.: (61) /2020 Fax: (61) Home page: Equipe Editorial: Normalização: Karla Gentil Revisão: Paulo Henrique de Castro e Faria e Vania Lúcia Loureiro Lucas Capa, projeto gráfico e diagramação: Carlos Frederico

3 S u m á r i o Apresentação Introdução A Importância do Planejamento para a Assistência Farmacêutica Método Proposto para o Planejamento O Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde Instrumento de Auto-Avaliação para o Planejamento da Assistência Farmacêutica (IAPAF) Auto-Avaliação de Capacidade Indicadores Auto-Avaliação da Capacidade Plano de Ação (modelo) Referências Bibliográficas

4 M i n i s t é r i o d a S a ú d e A p r e s e n t a ç ã o O Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF), criado a partir de 2003, como parte da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), tem como missão atuar junto à Política Nacional de Saúde por meio da formulação e da implementação da Política Nacional de Medicamentos, executando o seu monitoramento e a sua avaliação. Esta proposta, debatida e amadurecida nas últimas Conferências Nacionais de Saúde e de Medicamentos e Assistência Farmacêutica, é concretizada a partir da constatação da necessidade de ver superada a pulverização das ações de assistência farmacêutica, até então desenvolvidas em vários setores dispersos pelos inúmeros programas do Ministério da Saúde, desde o encerramento das atividades da Central de Medicamentos (Ceme), em Neste contexto, tem-se trabalhado incansavelmente no sentido de incrementar o incentivo à produção de medicamentos pelos laboratórios públicos e privados, a incorporação e o desenvolvimento de tecnologias, o estabelecimento de mecanismos para regulação e monitoração do mercado de insumos e produtos estratégicos para a saúde e, principalmente, garantir a ampliação e a qualidade do acesso aos medicamentos, racionalizando e aumentando o financiamento da assistência farmacêutica pública e a qualificação dos serviços na rede de saúde. 5

5 P l a n e j a r é p r e c i s o Essas ações, que têm proporcionado significativo avanço como política pública, responsáveis por uma grande capacidade de inclusão social, têm seu respaldo nas diretrizes da Política Nacional de Assistência Farmacêutica (Pnaf), estabelecida pela Resolução CNS n.º 338 (BRASIL, 2004), como política norteadora para a formulação de políticas setoriais, com destaque para a política de medicamentos, de ciência e tecnologia, de desenvolvimento industrial e de formação de recursos humanos, consolidando de maneira apropriada a intersetorialidade inerente ao Sistema Único de Saúde (SUS). A descentralização dos encontros com os coordenadores estaduais de assistência farmacêutica que devem ser concretizados a partir dos seminários locais, que possibilitarão a difusão dos conceitos de assistência farmacêutica e de um método de planejamento busca principalmente a construção coletiva do Capítulo Assistência Farmacêutica dos Planos de Saúde, condição essencial para avançarmos no que está previsto nas Diretrizes Operacionais do Pacto pela Saúde: Consolidação do SUS (BRASIL, 2006a), que, por meio do Pacto de Gestão, incluem como prioritária a organização dos serviços de assistência farmacêutica (BRASIL, 2006b). Dessa maneira, é com grande satisfação que apresentamos este material, fruto do esforço concentrado do Departamento de Assistência Farmacêutica, que reuniu um grupo de trabalho em torno do objetivo de elaborar uma proposta de método que apóie os gestores estaduais e municipais na realização do planejamento da assistência farmacêutica. É claro que, como proposta pioneira, este trabalho tem o mérito da iniciativa, mas também pode conter imprecisões que, de alguma forma, poderão não capturar questões locais específicas devido às diversas realidades da assistência farmacêutica no país. Entretanto, esta limitação, se existir, poderá ser facilmente superada neste processo de construção coletiva de ferramentas de apoio ao planejamento da assistência farmacêutica. 6

6 M i n i s t é r i o d a S a ú d e A difusão desta proposta foi pensada por meio da realização de 61 seminários que ora chamamos de Seminários de Apoio ao Planejamento da Assistência Farmacêutica, em todos os estados e com todos os municípios. Pretende-se que participem dos seminários gestores estaduais e municipais de saúde, bem como farmacêuticos e demais profissionais que atuam na assistência farmacêutica. Temos a certeza da importância deste momento para o fortalecimento da assistência farmacêutica e, conseqüentemente, do SUS. Pretendemos, com mais esta ação, difundir nossos princípios de atuação que buscam em todos os momentos implementar o acesso, a qualidade e a humanização da assistência farmacêutica sob efetivo controle social. A superação da concepção reducionista da assistência farmacêutica com característica eminentemente quantitativa ou simplesmente concebida visando ao atendimento imediato da demanda de medicamentos gerada nos serviços deve ser o lema de todos nós, gestores envolvidos na organização dos serviços. A assistência farmacêutica deve ser parte integrante da Política Nacional de Saúde e deve envolver um conjunto de ações voltadas à promoção, à proteção e à recuperação da saúde, tendo o medicamento como insumo essencial. A prática da integralidade na assistência farmacêutica nos afastará da lógica do foco no produto e, com isso, garantiremos a promoção do uso racional de medicamentos, por intermédio de ações que disciplinem a prescrição, a dispensação e o consumo de medicamentos. Manoel Roberto da Cruz Santos Diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos 7

7 M i n i s t é r i o d a S a ú d e 1 I n t r o d u ç ã o Pensar sobre a integralidade das ações e dos serviços de saúde também significa pensar sobre as ações e os serviços de assistência farmacêutica. Considerando que a maioria das intervenções em saúde envolve o uso de medicamentos e que tal uso pode ser determinante para a obtenção de menor ou maior resultado, é imperativo que a assistência farmacêutica seja vista sob ótica integral. A integralidade aqui tratada vai além do conceito macro no qual se insere a assistência farmacêutica no SUS. Acima de tudo, é preciso que as etapas que a constituem estejam bem estruturadas e articuladas para garantir de fato a atenção integral à saúde. Em outras palavras, não é suficiente considerar que se está oferecendo atenção integral à saúde quando a assistência farmacêutica é reduzida à logística de medicamentos (adquirir, armazenar e distribuir). É preciso agregar valor às ações e aos serviços de saúde, por meio do desenvolvimento da assistência farmacêutica. Para tanto, é necessário integrar a assistência farmacêutica ao sistema de saúde; ter trabalhadores qualificados; selecionar os medicamentos mais seguros, eficazes e custo-efetivos; programar adequadamente as aquisições; adquirir a quantidade certa e no momento oportuno; armazenar, distribuir e transportar adequadamente para garantir a manutenção da qualidade do produto farmacêutico; gerenciar os estoques; disponibilizar protocolos e diretrizes de tratamento, 9

8 P l a n e j a r é p r e c i s o além de formulário terapêutico; prescrever racionalmente; dispensar (ou seja, entregar o medicamento ao usuário com orientação do uso); monitorar o surgimento de reações adversas, entre tantas outras ações. É claro que a organização da assistência farmacêutica nos moldes citados demanda recursos financeiros que (todos sabemos) são escassos para o SUS como um todo. Entretanto, é importante que consideremos duas questões: a) o recurso financeiro que deixamos de investir na organização dos serviços gera custo de oportunidade muito elevado, pois ele é utilizado em outras áreas e a assistência farmacêutica permanece com seus problemas, que resultam em custos altos como, por exemplo, perdas, uso de medicamentos mais caros quando há alternativas com melhor relação custo-efetividade, erros de medicação, entre outros; b) o fato de que não dispomos de recursos financeiros suficientes para uma transformação total da assistência farmacêutica não nos impede de adotarmos algumas medidas que podem melhorar o seu desempenho. Surge aí a necessidade de otimizar o uso dos recursos (financeiros, humanos, etc.) que dispomos e, para tanto, o planejamento é fundamental para pensar a realidade e agir sobre ela. Nesse aspecto, a publicação da Portaria n.º (BRASIL, 2005) trouxe consigo a obrigatoriedade de que a União, os estados e os municípios planejem a assistência farmacêutica. Este é um marco importante para a área porque trouxe ao debate a necessidade explícita dos gestores de saúde planejarem as ações de assistência farmacêutica nas três esferas de governo. Se, por um lado, pode parecer óbvio dizer que é necessário planejamento para essa área, por outro é preciso lembrar que tradicionalmente a assistência farmacêutica tem sido tratada em segundo plano quando falamos das ações e dos serviços de saúde. Assim, sob uma ótica minimalista, as ações de assistência farmacêutica se voltaram para a aquisição e a distribuição de medicamentos sem 10

9 M i n i s t é r i o d a S a ú d e a preocupação com a organização dos serviços e sem planejamento, até mesmo para guiar a oferta de medicamentos à população. A reprodução desse modelo ao longo dos anos resultou na sua fragmentação, na baixa qualidade dos serviços farmacêuticos no SUS (tanto pela carência de recursos humanos qualificados quanto pelas questões de infra-estrutura), em menor eficiência e, conseqüentemente, em diminuição da capacidade de resolução dos problemas de saúde pelos serviços. Nesse aspecto, pode-se citar as freqüentes perdas de medicamentos (por expiração de validade ou armazenamento inadequado), as trocas de medicamentos no momento da dispensação, a falta de orientação ao usuário sobre o uso dos medicamentos, o uso irracional, as faltas freqüentes de medicamentos essenciais no momento oportuno ao tratamento, entre tantos outros problemas. Esse quadro revela que, embora o SUS tenha adotado instrumentos de gestão, tais como a Agenda e o Plano de Saúde, a assistência farmacêutica ainda não foi suficientemente contemplada nesses instrumentos, por meio de um planejamento que foque a melhoria dos serviços, a fim de que se garanta o acesso da população aos medicamentos essenciais, com uso racional. O planejamento é peça fundamental para o ciclo de gestão e, no tocante à assistência farmacêutica, deve ser estimulado a fim de que os gestores pensem sua realidade e passem a intervir para sua transformação. Nesse aspecto, esse planejamento deve considerar a integralidade das ações e dos serviços de saúde e, portanto, as ações de assistência farmacêutica devem ser pensadas no contexto das demais ações de saúde, sendo declaradas como compromissos no Plano de Saúde. Nesse momento, estamos há quase dois anos da elaboração dos planos municipais de saúde. Isso faz com que não possamos viabilizar a inclusão das ações de assistência farmacêutica nos planos municipais de saúde sob a lógica da integralidade das ações. Entretanto, essa situação 11

10 P l a n e j a r é p r e c i s o não pode constituir obstáculo a que iniciemos um processo de discussão do planejamento nessa área. Daí a recomendação para que os municípios elaborem o Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano Municipal de Saúde, para o período de 2007 a 2008, com sua discussão no Conselho Municipal de Saúde e inclusão na revisão do Plano de Saúde, em Para as secretarias estaduais, poderemos ter uma situação ótima de inclusão da assistência farmacêutica no Plano Estadual de Saúde, se já não ocorria, a partir de Ou seja, o Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano Estadual de Saúde já poderá ser elaborado para os quatro anos de vigência do Plano de Saúde. Dessa forma, cumprindo o seu papel de ser solidário aos demais gestores do SUS, que é uma de suas competências, o Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF) propõe um método para apoiar o planejamento dos estados e municípios, de fácil aplicação, que possa ser um passo importante no sentido de instituir uma cultura de planejamento para a assistência farmacêutica. Sem desconsiderar as iniciativas extremamente relevantes dos demais gestores, os quais em muitos locais já realizaram oficinas de planejamento, o objetivo principal do DAF é, com este esforço, facilitar o trabalho daqueles que estão dando os primeiros passos nessa empreitada. 1 2

11 M i n i s t é r i o d a S a ú d e 2 A I m p o r t â n c i a d o P l a n e j a m e n t o Pa r a a A s s i s t ê n c i a Fa r m a c ê u t i c a Por que o planejamento é importante? Todos temos consciência de que as necessidades em qualquer setor material de nossas vidas, bem como nas questões relativas à saúde, são sempre ou quase sempre maiores que os recursos que dispomos para realizá-las. Isso faz com que precisemos definir prioridades, relacionando as questões que, pelo fato de que são consideradas mais essenciais, precisam ser feitas antes de outras. Além disso, para que tenhamos sucesso naquilo que pretendemos, é preciso que se tenha claro aonde queremos chegar; que sejam definidos os passos necessários; que sejam obtidos os recursos necessários; e que se estabeleçam prazos para sua realização, com definição da forma como mediremos se o resultado está de acordo com o que queríamos. É também importante que se esteja pronto para redefinir os rumos sempre que qualquer desses elementos se comporte de forma diferente da esperada. Isso é planejar. O planejamento é um instrumento valioso para que tenhamos maiores possibilidades de sucesso quando realizamos intervenções para resolver determinadas situações-problema. 1 3

12 P l a n e j a r é p r e c i s o O que o planejamento possibilita? Identificar as situações-problema e, entre elas, saber quais são as mais importantes (na linguagem do planejamento este passo chama-se diagnóstico ); Estabelecer as situações-problema sobre as quais devemos intervir prioritariamente (diagnóstico); Definir quais resultados pretendemos alcançar com a intervenção que escolhemos (objetivo); Estabelecer quanto pretendemos avançar para que o resultado pretendido seja alcançado ao longo do tempo (meta); Definir quais atividades e recursos (materiais, humanos e financeiros) são necessários para a nossa intervenção ao longo do tempo (cronograma de atividades); E, por fim, estabelecer instrumento para avaliar quanto avançamos para o alcance do resultado estabelecido no início do trabalho após a intervenção que fizemos (avaliação). Assim, o planejamento faz com que aumentemos a possibilidade de obter sucesso no alcance dos objetivos propostos e que evitemos o desperdício de esforços e de recursos. Qual produto se obtém quando se planeja? Quando um planejamento é realizado, um dos produtos obtidos é um documento chamado de Plano de Trabalho ou Plano de Ação. O plano deve ser revisado periodicamente para que se mantenha condizente com a realidade. Portanto, é necessário que o processo de planejamento seja contínuo para que o plano sempre esteja adequado à situação enfrentada. 1 4

13 M i n i s t é r i o d a S a ú d e O planejamento é adotado pelo SUS? Sim. O SUS adotou instrumentos de gestão que, para que sejam construídos, precisam de um processo de planejamento, como, por exemplo, a Agenda e o Plano de Saúde. Existe um método certo para o planejamento? Não podemos falar em método certo ou errado, mas sim em método que seja mais adequado para a nossa realidade, por exemplo, pela praticidade de sua aplicação. O método que aplicamos é apenas um instrumento destinado a guiar o processo a fim de que saibamos, ao final, quais são as situações-problema prioritárias; quais são os resultados que pretendemos alcançar e em quanto tempo, etc. São exemplos de métodos de planejamento: o planejamento estratégico, planejamento estratégico situacional, marco lógico, entre outros. O planejamento é importante para a assistência farmacêutica? Sim. Inicialmente é preciso dizer que todas as áreas de atuação do SUS precisam ser consideradas quando da elaboração dos planos de saúde e, portanto, precisam ser contempladas quando o planejamento é realizado. O que não implica que sejam consideradas prioritárias. Especialmente para a assistência farmacêutica, foi explicitada a necessidade de que o planejamento seja adotado, já que tradicionalmente não se tem observado a inclusão de ações voltadas para o desenvolvimento dessa área nos planos de saúde, para além da aquisição de medicamentos. Ou seja, não se observam ações destinadas à organização dos serviços farmacêuticos, que é aspecto importante para que o SUS garanta o acesso da população aos medicamentos essenciais, com uso racional. 1 5

14 P l a n e j a r é p r e c i s o O planejamento para a assistência farmacêutica é obrigatório? Sim. Legalmente, em 2005, a descentralização de recursos financeiros do SUS para a aquisição de medicamentos implantou como marco a necessidade de planejamento das ações de assistência farmacêutica. Para além da questão legal, o planejamento é extremamente importante para o desenvolvimento de qualquer área do SUS. No caso da assistência farmacêutica, é fundamental porque: Lida-se com insumos que mobilizam importantes recursos financeiros; A assistência farmacêutica é essencial para a garantia de bons resultados em saúde; O uso não racional dos medicamentos representa risco de importantes agravos; Para o bom desempenho da assistência farmacêutica, é importante envolver e mobilizar diferentes recursos e atores (gestores, profissionais, usuários, entre outros). Assim, se pretendemos organizar e estruturar a assistência farmacêutica, é preciso planejar para garantir que os recursos empregados serão direcionados para o alcance do objetivo previamente definido. Qual deve ser o produto do planejamento? A idéia que devemos ter em mente é a da necessidade de planejar, por todas as razões que já dissemos. O planejamento envolvendo a assistência farmacêutica não pode estar desvinculado dos instrumentos de gestão pública e do SUS: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a Lei Orçamentária Anual (LOA), a Agenda e o Plano de Saúde. No caso dos planos de saúde, a sua elaboração deve se dar sempre no início de uma nova gestão, para o período de quatro anos. O desejável 1 6

15 M i n i s t é r i o d a S a ú d e é que o planejamento da assistência farmacêutica esteja contemplado no Plano de Saúde, dentro de uma lógica integrada em que as ações de assistência farmacêutica sejam discutidas no momento da discussão das demais ações de saúde. Porém, dado o período em que nos encontramos, ou seja, há quase dois anos do início das gestões municipais e quase quatro anos das estaduais, operacionalmente isso é inviável. Entretanto, essa situação não pode ser entrave a que se inicie, caso ainda não aconteça, o planejamento das ações de assistência farmacêutica. Assim, recomenda-se que seja elaborado o Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde. Esferas de governo Municípios Estados Período do planejamento 2007 a 2008 (2 anos) 2009 a 2012 (4 anos) 2007 a 2010 (4 anos) Formalização do planejamento Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano Municipal de Saúde (incluído no Plano de Saúde durante a próxima revisão anual deste). Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano Municipal de Saúde (incluído durante a elaboração do Plano Municipal de Saúde). Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano Estadual de Saúde (incluído durante a elaboração do Plano Estadual de Saúde). Como incluir o Capítulo Assistência Farmacêutica no Plano de Saúde? Após a realização da oficina de planejamento, o documento obtido, que é produto deste processo, ou seja, o Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde, deve ser submetido à aprovação do Conselho de Saúde. Isso deve ser feito quando for discutida a revisão anual do plano. 1 7

16 P l a n e j a r é p r e c i s o No caso de o planejamento da assistência farmacêutica já ter sido feito juntamente com o planejamento de todas as ações e serviços de saúde, o Capítulo já estará sendo discutido e aprovado pelo Conselho de Saúde quando da discussão e aprovação do Plano de Saúde. O planejamento deve ser feito somente porque houve descentralização de recursos do Ministério da Saúde para aquisição de medicamentos? Não. Antes de tudo é preciso dizer que o desenvolvimento da assistência farmacêutica, assim como de todas as áreas de atuação do SUS, é de responsabilidade dos três gestores (municipal, estadual e federal). Dessa forma, o compromisso com a organização e estruturação da assistência farmacêutica, para além da oferta de medicamentos à população, precisa ser assumido pelos gestores. Daí a importância do planejamento para a eleição das situações-problema prioritárias para intervenção, dados os recursos disponíveis. Nesse aspecto, é preciso enfatizar que cada gestor precisa prever recursos de seu orçamento próprio para alocação nessa área, conforme sua capacidade. Por isso, dissemos anteriormente que o planejamento da assistência farmacêutica deve envolver os instrumentos de gestão como, por exemplo, o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Ou seja, a discussão sobre as metas e as ações que serão implementadas pelos municípios e estados deve considerar recursos próprios que serão alocados, além daqueles provenientes de repasses fundo a fundo e convênios firmados com o Ministério da Saúde. Como se dará o acompanhamento por parte do Ministério da Saúde da elaboração do Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde? O Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde poderá ser solicitado a qualquer momento pelas instituições responsáveis pela auditoria do SUS. 1 8

17 M i n i s t é r i o d a S a ú d e Além disso, o Ministério da Saúde poderá adotar como critério para a celebração de convênios a apresentação do Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde. É importante salientar que, para além da questão legal, o Ministério da Saúde utilizará o Capítulo Assistência Farmacêutica dos Planos Estaduais de Saúde, elaborado a partir do Capítulo Assistência Farmacêutica dos Planos Municipais de Saúde, para definir suas próprias prioridades de intervenção. Dessa forma, o Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano Nacional de Saúde será elaborado tendo por base o planejamento ascendente (dos municípios para a União), constituindo um documento muito importante para que se tomem medidas visando ao fortalecimento da Assistência Farmacêutica. Qual é o prazo que estados e municípios têm para isso? Os prazos estão sendo regulamentados em portaria específica. Qual é o método que devo utilizar para a realização do planejamento? Como dito anteriormente, a escolha do método é livre. A secretaria de saúde pode utilizar o método que seja mais fácil de aplicar à sua realidade. Neste material, o Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF) propõe um método que orienta o planejamento, porque fornece subsídios para apoiar a reflexão sobre se o estágio atual de desenvolvimento da assistência farmacêutica é o estágio recomendável para a garantia de acesso aos medicamentos essenciais, com uso racional. E quem já fez o planejamento da assistência farmacêutica? Quem já fez seu plano de ação para a assistência farmacêutica poderá revisá-lo para adequação à discussão que agora fazemos, na perspectiva 1 9

18 P l a n e j a r é p r e c i s o da integração da assistência farmacêutica às demais ações e serviços de saúde, bem como para o horizonte de tempo de dois anos, no caso dos municípios. 2 0

19 M i n i s t é r i o d a S a ú d e 3 M é t o d o P r o p o s t o Pa r a o P l a n e j a m e n t o Planejar envolve a elaboração de um plano que visa à mudança de uma realidade, por meio da definição de prioridades, estratégias e ações. No caso da assistência farmacêutica, é preciso refletir sobre a organização dos serviços e a oferta de medicamentos à população, como questões primordiais para assegurar a efetividade das intervenções em saúde com o uso de medicamentos. Como já dissemos, o planejamento constitui instrumento fundamental para o exercício de uma boa gestão, na medida em que é utilizado para melhorar o desempenho do sistema de saúde. Para planejar podemos utilizar vários métodos. Por isso, a escolha do método não é a questão mais relevante quando falamos de planejamento. O mais importante é pensar estrategicamente, pois a realidade muda muito rapidamente. Daí a necessidade de adaptarmos o plano, que é o produto do planejamento, ao novo contexto. Pensemos, por exemplo, na situação em que foi feito um planejamento e definiu-se um plano de trabalho com ações destinadas à melhora da estrutura física e da organização do almoxarifado de medicamentos do município; ação esta plenamente justificável pelas suas condições precárias de funcionamento. Agora imaginemos que num determinado 21

20 P l a n e j a r é p r e c i s o período se agrava a reclamação dos usuários das farmácias em decorrência da demora no atendimento, da falta de medicamentos, entre outros problemas. Obviamente esta situação exige a transferência da prioridade da reforma do almoxarifado para sanar o problema da falta de medicamentos nos serviços, o qual pode estar ligado à aquisição (licitação, falta de recursos financeiros), dificuldade de cumprimento de cronograma de distribuição, controle precário de estoque na unidade, entre tantas outras possibilidades. Esta situação revela que o que importa é manter mecanismo contínuo para o planejamento, com o objetivo de pensar a realidade e adaptar o plano de ação às necessidades atuais. Isso não implica que os planos não devam ser cumpridos, mas significa que a ordem de prioridade das ações pode mudar ao longo do tempo e que, assim, o plano deve ser adaptado ao novo contexto. O Método O método de planejamento proposto foi inspirado em uma ferramenta utilizada há algum tempo pelo Programa DST/Aids. Esta ferramenta foi adaptada para atender às especificidades da assistência farmacêutica. As vantagens de seu uso é que auxilia a elaboração do plano de trabalho por meio da identificação do estágio atual de desenvolvimento da capacidade técnica e de gerenciamento da assistência farmacêutica; define metas e prioriza as ações; constrói parâmetros e define necessidades; e desenha o plano de ação, que no nosso caso é o Capítulo Assistência Farmacêutica do Plano de Saúde. Talvez a sua maior vantagem seja fornecer os parâmetros que orientam o diagnóstico sobre qual estágio de desenvolvimento cada unidade federada se encontra e, a partir daí, a qual estágio ou resultado ela pretende chegar num período de tempo definido. 2 2

21 M i n i s t é r i o d a S a ú d e O Instrumento de Auto-Avaliação para o Planejamento em Assistência Farmacêutica (IAPAF) foi concebido como um exercício de autoavaliação participativo 1, na forma de oficina, com o propósito de dar suporte à secretaria de saúde, para que: avalie o estágio em que se encontra, com relação a um grupo de dimensões 2 da assistência farmacêutica; identifique modificações que, se implementadas, permitirão avanço; defina um conjunto de ações para implementar essas modificações. O eixo principal desse processo deve ser um esforço coletivo para se avaliar a atual situação, criar uma meta comum quanto aos resultados desejados, identificar critérios dos possíveis progressos e planejar para a ação, implementação e avaliação. Este processo não termina ao final da oficina, mas inclui uma reavaliação e um ajustamento do plano de ações, para refletir as mudanças situacionais que ocorrem ao longo do tempo, permitindo uma continuidade do processo. Caracterização da instituição A assistência farmacêutica apresenta, nas diferentes esferas do governo, uma natureza sistêmica. Assim sendo, para a aplicação da presente metodologia, é preciso, antes de tudo, caracterizar qual a instituição a ser analisada nesse processo. O primeiro exercício a desenvolver é, então, identificar os vários atores que de forma direta ou indireta encontram-se envolvidos nesse sistema, já que as atividades da assistência farmacêuti- 1 A elaboração deste instrumento baseou-se no Aproge e no FACT, instrumentos da Management Sciences for Health (MSH) e da Family Health International, respectivamente, adaptados na década de 1990, no Brasil, para as organizações de DST/Aids. 2 As dimensões da assistência farmacêutica que foram consideradas neste documento são: recursos humanos, seleção, programação/aquisição, armazenamento/distribuição/transporte, dispensação, prescrição, farmacovigilância, gestão, atenção farmacêutica, de acordo com Marin et al (2003, 334p.). 2 3

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NA ATENÇÃO BÁSICA

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NA ATENÇÃO BÁSICA MINISTÉRI DA SAÚDE Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NA ATENÇÃ BÁSICA INSTRUÇÕES TÉCNICAS

Leia mais

Diálogos sobre a Gestão Municipal Processos na Educação

Diálogos sobre a Gestão Municipal Processos na Educação Diálogos sobre a Gestão Municipal Processos na Educação Diálogos sobre a Gestão Municipal Processos na Educação I. APRESENTAÇÃO II. GESTÃO DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO MUNICIPAL 1. O panorama da Política Municipal

Leia mais

Guia da Gestão da Capacitação por Competências

Guia da Gestão da Capacitação por Competências MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO SECRETARIA DE GESTÃO PÚBLICA DEPARTAMENTO DE DESENVOLVIMENTO E DESEMPENHO INSTITUCIONAL COORDENAÇÃO-GERAL DE POLÍTICAS DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS Guia da

Leia mais

VOLUME 1 DIRETRIZES OPERACIONAIS. Pactos pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão

VOLUME 1 DIRETRIZES OPERACIONAIS. Pactos pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão VOLUME 1 DIRETRIZES OPERACIONAIS Pactos pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão S É R I E PACTOS PELA SAÚDE 2006 VOLUME 1 DIRETRIZES OPERACIONAIS Pactos pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão Documento

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE DEPARTAMENTO DE PROJETOS DA PAISAGEM PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE MATAS CILIARES

SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE DEPARTAMENTO DE PROJETOS DA PAISAGEM PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE MATAS CILIARES SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE DEPARTAMENTO DE PROJETOS DA PAISAGEM PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE MATAS CILIARES Currso:: Gesttão de Prrojjettos APOSTIILA maio, 2006 Introdução Conseguir terminar o

Leia mais

Acolhimento e Classificação de Risco nos Serviços de Urgência. Ministério da Saúde. Acolhimento e Classificação de Risco nos Serviços de Urgência

Acolhimento e Classificação de Risco nos Serviços de Urgência. Ministério da Saúde. Acolhimento e Classificação de Risco nos Serviços de Urgência Acolhimento e Classificação de Risco nos Serviços de Urgência Ministério da Saúde Acolhimento e Classificação de Risco nos Serviços de Urgência Brasília DF 2009 1 2 Ministério da Saúde Ministério da Saúde

Leia mais

Grupo Técnico da Comissão Intergestores Tripartite Diretrizes para Organização das Redes de Atenção à Saúde do SUS

Grupo Técnico da Comissão Intergestores Tripartite Diretrizes para Organização das Redes de Atenção à Saúde do SUS Grupo Técnico da Comissão Intergestores Tripartite Diretrizes para Organização das Redes de Atenção à Saúde do SUS Versão/dezembro 2010 Proposta De Documento (Versão Final para Análise) 1 SUMÁRIO GRUPO

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE ATENÇÃO BÁSICA. CADERNO 1: Serviços Farmacêuticos na Atenção Básica à Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE ATENÇÃO BÁSICA. CADERNO 1: Serviços Farmacêuticos na Atenção Básica à Saúde MINISTÉRIO DA SAÚDE CUIDADO FARMACÊUTICO NA ATENÇÃO BÁSICA CADERNO 1: Serviços Farmacêuticos na Atenção Básica à Saúde Brasília DF 2014 MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Leia mais

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Secretaria Nacional de Assistência Social

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Secretaria Nacional de Assistência Social MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Secretaria Nacional de Assistência Social Brasília DF Julho 2007 Plano Decenal - SUAS Plano 10 2007 Ministério do Desenvolvimento Social e Combate

Leia mais

MANUAL OPERACIONAL PARA COMITÊS DE ÉTICA EM PESQUISA

MANUAL OPERACIONAL PARA COMITÊS DE ÉTICA EM PESQUISA Série CNS Cadernos Técnicos MANUAL OPERACIONAL PARA COMITÊS DE ÉTICA EM PESQUISA a)em pesquisas envolvendo crianças e adolescentes, portadores de perturbação ou doença mental e sujeitos em situação de

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Orientações para Contratação de Serviços no Sistema Único de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Orientações para Contratação de Serviços no Sistema Único de Saúde MINISTÉRIO DA SAÚDE Manual de Orientações para Contratação de Serviços no Sistema Único de Saúde BRASÍLIA DF 2007 MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE REGULAÇÃO, AVALIAÇÃO

Leia mais

educação permanente em saúde para os trabalhadores do sus fernanda de oliveira sarreta

educação permanente em saúde para os trabalhadores do sus fernanda de oliveira sarreta educação permanente em saúde para os trabalhadores do sus fernanda de oliveira sarreta EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE PARA OS TRABALHADORES DO SUS FERNANDA DE OLIVEIRA SARRETA EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE

Leia mais

SAÚDE DA MULHER Um diálogo aberto e participativo

SAÚDE DA MULHER Um diálogo aberto e participativo MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa Departamento de Apoio à Gestão Participativa SAÚDE DA MULHER Um diálogo aberto e participativo Série B. Textos Básicos de Saúde Brasília

Leia mais

Cadernos MARE da Reforma do Estado. Organizações Sociais MARE. Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado

Cadernos MARE da Reforma do Estado. Organizações Sociais MARE. Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado 2 Cadernos MARE da Reforma do Estado Organizações Sociais MARE Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado MARE Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado Ministro Luiz Carlos

Leia mais

NOB-RH/SUAS: ANOTADA E COMENTADA

NOB-RH/SUAS: ANOTADA E COMENTADA NOB-RH/SUAS: ANOTADA E COMENTADA MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME SECRETARIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DEPARTAMENTO DE GESTÃO DO SUAS COORDENAÇÃO-GERAL DE IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO

Leia mais

Gestão por competências em organizações de governo. Mesa-redonda de pesquisa-ação

Gestão por competências em organizações de governo. Mesa-redonda de pesquisa-ação Gestão por competências em organizações de governo Mesa-redonda de pesquisa-ação A Mesa-Redonda de Pesquisa-Ação em Gestão por Competências ocorreu no período de 9 de novembro de 2004 a 28 de março de

Leia mais

Sistematização, Planejamento e Avaliação das Ações dos Assistentes Sociais no Campo da Saúde

Sistematização, Planejamento e Avaliação das Ações dos Assistentes Sociais no Campo da Saúde Sistematização, Planejamento e Avaliação das Ações dos Assistentes Sociais no Campo da Saúde Por Vera Maria Ribeiro Nogueira 1 e Regina Célia Tamaso Mioto 2 Introdução No contexto das contribuições e dos

Leia mais

IMPLEMENTAÇÃO DO MAIS SAÚDE: O DESAFIO DE TRANSFORMAR O MINISTÉRIO DA SAÚDE

IMPLEMENTAÇÃO DO MAIS SAÚDE: O DESAFIO DE TRANSFORMAR O MINISTÉRIO DA SAÚDE IMPLEMENTAÇÃO DO MAIS SAÚDE: O DESAFIO DE TRANSFORMAR O MINISTÉRIO DA SAÚDE José Gomes Temporão Márcia Bassit Lameiro da Costa Mazzoli II Congresso Consad de Gestão Pública Painel 23: Inovações gerenciais

Leia mais

ÍNDICE. 1 Apresentação...5. 2 Antecedentes Históricos...5

ÍNDICE. 1 Apresentação...5. 2 Antecedentes Históricos...5 ÍNDICE 1 Apresentação...5 2 Antecedentes Históricos...5 3 Situação Atual...7 Planejamento Governamental e Gestão Pública... 7 Funcionalismo... 8 Competências Organizacionais e Macroprocessos... 9 Estrutura

Leia mais

Política Nacional de Humanização da Atenção e da Gestão do SUS. - material de apoio -

Política Nacional de Humanização da Atenção e da Gestão do SUS. - material de apoio - Política Nacional de Humanização da Atenção e da Gestão do SUS - material de apoio - Sumário 1. Documento Base para gestores e trabalhadores do SUS 03 2. Glossário HumanizaSUS 10 3. O Grupo de Trabalho

Leia mais

Heloísa Lück Dimensões da gestão escolar e suas competências

Heloísa Lück Dimensões da gestão escolar e suas competências Heloísa Lück Dimensões da gestão escolar e suas competências Editora Positivo Curitiba 2009 Ficha Catalográfica Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP,

Leia mais

Tema III. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública

Tema III. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública Tema III Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública Segundo Lugar Francisco Hélio de Sousa*

Leia mais

PLANO NACIONAL DE SAÚDE NO SISTEMA PENITENCIÁRIO

PLANO NACIONAL DE SAÚDE NO SISTEMA PENITENCIÁRIO MINISTÉRIO DA SAÚDE PLANO NACIONAL DE SAÚDE NO SISTEMA PENITENCIÁRIO 2.ª edição Brasília DF 2005 MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Ações Programáticas Estratégicas PLANO

Leia mais

4º C.C.O. Caderno de Comunicação Organizacional [ ] Por que investir em Comunicação Interna

4º C.C.O. Caderno de Comunicação Organizacional [ ] Por que investir em Comunicação Interna 4º C.C.O. Caderno de Comunicação Organizacional [ ] Por que investir em Comunicação Interna 2 C.C.O. Caderno de Comunicação Organizacional Por que investir em Comunicação Interna PREFÁCIO Em pouco mais

Leia mais

3 Mapeamento da situação educacional dos municípios fluminenses: a análise do PAR

3 Mapeamento da situação educacional dos municípios fluminenses: a análise do PAR 77 3 Mapeamento da situação educacional dos municípios fluminenses: a análise do PAR O quadro educacional atual é marcado por uma série de políticas educacionais que se propõem a oferecer condições e possibilidades

Leia mais

A gestão escolar: Um campo minado... Análise das propostas de 11 municípios brasileiros*

A gestão escolar: Um campo minado... Análise das propostas de 11 municípios brasileiros* A gestão escolar: Um campo minado... Análise das propostas de 11 municípios brasileiros* Nora Krawczyk** RESUMO: A tendência atual das reformas educacionais, em curso nas últimas décadas, em vários países

Leia mais

REFERENCIAL CURRICULAR DA EDUCAÇÃO BÁSICA PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DE ALAGOAS

REFERENCIAL CURRICULAR DA EDUCAÇÃO BÁSICA PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DE ALAGOAS GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO ESPORTE SEE/AL PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA MEC-PNUD-SEE/AL REFERENCIAL CURRICULAR DA EDUCAÇÃO BÁSICA PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DE ALAGOAS

Leia mais

Metodologia para Implementação de Programas de Bem-estar e Qualidade de Vida

Metodologia para Implementação de Programas de Bem-estar e Qualidade de Vida Metodologia para Implementação de Programas de Bem-estar e Qualidade de Vida Alberto Ogata e Sâmia Simurro Adaptado de Guia Prático de Qualidade de Vida Como planejar e gerenciar o melhor programa para

Leia mais

Diretrizes do Programa Ensino Integral

Diretrizes do Programa Ensino Integral 1 Diretrizes do Programa Ensino Integral GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Governador Geraldo Alckmin Vice Governador Guilherme Afif Domingos Secretário da Educação Herman Jacobus Cornelis Voorwald Secretário-Adjunto

Leia mais

Certificação de Competências Profissionais - Relatos de Algumas Experiências Brasileiras

Certificação de Competências Profissionais - Relatos de Algumas Experiências Brasileiras CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS Relatos de Algumas Experiências Brasileiras 1 2 CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS Relatos de algumas Experiências Brasileiras Organizadores: Ivo Steffen

Leia mais