NR 6 E P I. Equipamento de Proteção Individual. Portaria de 08 de junho de 1978

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1 NR 6 E P I Equipamento de Proteção Individual Portaria de 08 de junho de 1978 A sexta Norma Regulamentadora, cujo título é Equipamento de Proteção Individual (EPI), estabelece: definições legais, forma de proteção, requisitos de comercialização e responsabilidades (empregador, empregado, fabricante, importador e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A interpretação da NR 6, principalmente no que diz respeito à responsabilidade do empregador, é de fundamental importância para a aplicação da NR 15 - Atividades e Operações Insalubres, na caracterização e/ou descaracterização da insalubridade. A NR 6 tem a sua existência jurídica assegurada, em nível de legislação ordinária, nos artigos 166 a 167 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

2 Qual é a definição legal de Equipamento de Proteção Individual - EPI? O item 6.1 da NR 6 considera que EPI é todo dispositivo ou produto, de uso individual, utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. A seguir alguns exemplos:

3 Proteção Térmica LUVAS PERNEIRA ALUMINIZADA CAPUZ ALUMINIZADO CONJUNTO ALUMINIZADO CAPUZ CONTRA PROJEÇÃO MATERIAL ALTA TEMPERATURA

4 Proteção Térmica - Bombeiros CAPACETES CONJUNTO CAPA BOTAS

5 Proteção Química AVENTAL CONJUNTO CONJUNTO CAPA CALÇA MACACÃO

6 Proteção Elétrica MACACÃO ANTI CHAMA CAPACETE ELETRICISTA CAPUZ ARCO VOLTAICO LUVA ALTA TENSÃO CALÇA E CAMISA ELETRICISTA BOTINA ELETRICISTA

7 Proteção Respiratória MÁSCARA DESCARTÁVEL MÁSCARA SEMI FACIAL MÁSCARA FACIAL TOTAL ACESSÓRIOS ELÁSTICO RETENTOR DO FILTRO ASSENTO DO FILTRO FILTROS

8 Proteção Facial e da Pele ÓCULOS DE SEGURANÇA PROTETOR FACIAL MÁSCARAS E ÓCULOS PARA SOLDA PROTEOR SOLAR, DESENGRAXANTE E CREME PROTETIVO

9 Proteção Membros Superiores, Tronco e Inferiores BOTINAS E PERNEIRAS LUVAS, MANGAS E CASACO PARA SOLDA

10 Proteção Auricular CONCHA OU ABAFADOR PLUG OU INSERÇÃO MOLDÁVEL OU NÃO

11 Proteção da Cabeça e Quedas CAPACETES COM ABA, SEM ABA E ALPINISTA CINTO DE SEGURANÇA TIPO PARAQUEDISTA E TALABARTE COM ABSORVEDOR DE ENERGIA

12 O que é um Equipamento Conjugado de Proteção Individual? Segundo o item da NR 6, entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. CAPACETE COM PROTETOR AURICULAR CAPACETE COM PROTETOR FACIAL CAPACETE COM PROTETOR FACIAL E CAPUZ Não é permitido ao empregador nem ao empregado fazer adaptações ao EPI de modo a torná-lo conjugado, como, por exemplo, colocar uma viseira adaptada em um capacete.

13 I M P O R T A N T E O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

14 Quem deve fornecer o EPI e em quais condições? A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, o EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. Quais são as circunstâncias determinadoras da exigência para o uso do EPI? O uso de EPI será necessário nas seguintes condições: * Sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes de trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. Para atender as situações de emergência.

15 Atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional, o empregador deve fornecer aos trabalhadores os EPI adequados, de acordo com o disposto no ANEXO I desta NR. As solicitações para que os produtos que não estejam relacionados no ANEXO I desta NR, sejam considerados como EPI, bem como as propostas para reexame daqueles elencados, deverão ser avaliadas por comissão do órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, sendo as conclusões submetidas àquele órgão do Ministério do Trabalho e Emprego para aprovação.

16 A quem cabe na empresa recomendar ao empregado o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade? De acordo com o item 6.5 da NR 6, a escolha e a recomendação do EPI adequado são de responsabilidade dos Serviços Especializados em Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) ou da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), nas empresas desobrigadas de manter os SESMT. Na hipótese da não-existência do SESMT e da CIPA, quem deve recomendar o EPI? Cabe ao empregador, mediante orientação técnica de profissional habilitado, determinar o uso do EPI adequado à proteção da integridade física do trabalhador.

17 Quando é que um EPI, seja ele nacional ou importado, pode ser comercializado ou utilizado no Brasil? Conforme o item da NR 6, todo EPI deverá apresentar, em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nome comercial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, ou, no caso de EPI importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA. Na impossibilidade de cumprir o determinado no item da NR 6, o órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho poderá autorizar uma forma alternativa de gravação, a ser proposta pelo fabricante ou importador, devendo esta constar do CA.

18 Qual a validade do CA para fins de comercialização? Segundo o item da NR 6, é estabelecido o seguinte prazo: de 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com laudos de ensaio que não tenham sua conformidade avaliada no âmbito do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (SINMETRO). O órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, quando necessário e mediante justificativa, poderá estabelecer prazos diversos daqueles dispostos no subitem

19 Quais são as responsabilidades do empregador com relação ao EPI? De acordo com o item 6.6 da NR 6, as responsabilidades são: a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade; b) exigir seu uso; c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e, g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico.

20 Quais são as responsabilidades do empregado com relação ao EPI? De acordo com o item 6.7 da NR 6, as responsabilidades são: a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; b) responsabilizar-se pela guarda e conservação; c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

21 Quais são as responsabilidades do fabricante com relação ao EPI? De acordo com o item da NR 6, as responsabilidades são: cadastrar-se junto ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; solicitar a emissão do CA; solicitar a renovação do CA quando vencido o prazo de validade; requerer novo CA quando houver alteração das especificações do EPI; responsabilizar-se pela qualidade do EPI; comunicar quaisquer alterações dos dados cadastrais fornecidos; comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional, orientando sua utilização, manutenção, restrição e demais referências ao seu uso; fazer constar do EPI o número do lote de fabricação; fornecer as informações referentes aos processos de limpeza e higienização de seus EPI, indicando quando for ocaso, o número de higienizações acima do qual é necessário proceder à revisão ou à substituição do equipamento, a fim de garantir que os mesmos mantenham as características de proteção original.

22 Cabe ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho: a) cadastrar o fabricante ou importador de EPI; b) receber e examinar a documentação para emitir ou renovar o CA de EPI; c) estabelecer, quando necessário, os regulamentos técnicos para ensaios de EPI; d) emitir ou renovar o CA e o cadastro de fabricante ou importador; e) fiscalizar a qualidade do EPI; f) suspender o cadastramento da empresa fabricante ou importadora; g) cancelar o CA.

23 Cabe ao órgão regional do MTE: a) fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e a qualidade do EPI; b) recolher amostras de EPI; c) aplicar, na sua esfera de competência, as penalidades cabíveis pelo descumprimento desta NR.

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