Prof.: Roberto Franciscatto. Capítulo 1.1 Introdução



Documentos relacionados
Tipos de sistemas operacionais

Sistemas Operacionais. Prof. M.Sc. Sérgio Teixeira. Aula 04 - Concorrência. Cursos de Computação

SISTEMAS OPERACIONAIS CAPÍTULO 3 CONCORRÊNCIA

1.2 Tipos de Sistemas Operacionais

IFPE. Disciplina: Sistemas Operacionais. Prof. Anderson Luiz Moreira

Prof.: Roberto Franciscatto. Capítulo 1.2 Aspectos Gerais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Introdução. Professora: Michelle Nery

Sistemas Operacionais. Roteiro. Hardware. Marcos Laureano

SISTEMAS OPERACIONAIS. Apostila 01 Assunto: Tipos de Sistemas Operacionais UNIBAN

Everson Scherrer Borges João Paulo de Brito Gonçalves

Introdução aos Sistemas

Introdução a Informática. Prof.: Roberto Franciscatto

Sistemas Operacionais Gerência de Dispositivos

Paralelismo. Computadores de alto-desempenho são utilizados em diversas áreas:

Sistemas Operacionais

7 Processos. 7.1 Introdução

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Processos e Threads

Sistemas Operacionais. Prof. André Y. Kusumoto

O que veremos nesta aula? Principais Aspectos de Sistemas Operacionais. Visão geral de um sistema computacional

Sistemas Operacionais. INTRODUÇÃO Prof. Rafael Alberto Vital Pinto FACSUL/CESUR

MANUTENÇÃO DE MICRO. Mário Gomes de Oliveira

SO - Conceitos Básicos. Introdução ao Computador 2010/01 Renan Manola

LABORATÓRIO DE SISTEMAS OPERACIONAIS. PROFª. M.Sc. JULIANA HOFFMANN QUINONEZ BENACCHIO

Processos e Threads (partes I e II)

discos impressora CPU memória AULA 04 - Estruturas de Sistemas Computacionais Operação dos sistemas de computação Controlador de disco

Sistema Operacional Correção - Exercício de Revisão

Noções básicas de Informática: Software

Gerência de Entrada/Saída

Sistemas Operacionais

Mecanismo de Interrupção

Aula 3. Sistemas Operacionais. Prof: Carlos Eduardo de Carvalho Dantas

A memória é um recurso fundamental e de extrema importância para a operação de qualquer Sistema Computacional; A memória trata-se de uma grande

Visão Geral de Sistemas Operacionais

SISTEMAS OPERACIONAIS 2007

Estruturas do Sistema de Computação

Processamento de Dados

SISTEMAS OPERACIONAIS SISTEMAS OPERACIONAIS. 2º TRIMESTRE Patrícia Lucas

Sistemas Operacionais. Prof. M.Sc. Sérgio Teixeira. Aula 02 - Estrutura dos Sistemas Operacionais. Cursos de Computação

Prof. Marcos Ribeiro Quinet de Andrade Universidade Federal Fluminense - UFF Pólo Universitário de Rio das Ostras - PURO

Sistemas Operacionais - Prof. Fabricio Alessi Steinmacher - fsteinmacher@gmail.com OBJETIVOS OPERACIONAIS. fsteinmacher@gmail.

Arquitetura de Computadores. Sistemas Operacionais IV

Classificação de SO (Sistemas Operacionais) Técnico de Informática 2º. Módulo Profa. Madalena Pereira da Silva

6 - Gerência de Dispositivos

Sistema Operacional. Prof. Leonardo Barreto Campos 1

EXEMPLO: Processo para atualização da hora Processo para monitoramento da necessidade de proteção de tela. Figura Exemplo

Prof.: Roberto Franciscatto. Capítulo 1 Introdução

Sistemas Operativos. Sumário. Estruturas de sistemas de computação. ! Operação de um sistema de computação. ! Estruturas de E/S

Organização de Computadores 1

Sistemas Operacionais. Prof. André Y. Kusumoto

Fundamentos de Sistemas Computacionais Introdução

Arquitetura e Organização de Computadores I

Organização e Arquitetura de Computadores

Arquitetura de Computadores. Tipos de Instruções

Recursos. Um recurso é ou um dispositivo físico (dedicado) do hardware, ou Solicitar o recurso: esperar pelo recurso, até obtê-lo.

5 Entrada e Saída de Dados:

Sistemas de Lotes (2) Sistemas de Lotes (3) Layout da MP em Sistemas de Lotes. Minimizar o tempo de resposta

SISTEMAS OPERACIONAIS ABERTOS Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar

Sistemas Operacionais 2014 Introdução. Alexandre Augusto Giron

Entrada e Saída. Interface entre periféricos, processador e memória. Fonte: Minho - Portugal 1

ARQUITETURA DE COMPUTADORES

Sistemas Operacionais. Estruturas de SO. Edeyson Andrade Gomes.

Hardware (Nível 0) Organização. Interface de Máquina (IM) Interface Interna de Microprogramação (IIMP)

Gerenciamento de Memória

UFRJ IM - DCC. Sistemas Operacionais I. Unidade I Introdução. 11/02/2014 Prof. Valeria M. Bastos

Processos. Adão de Melo Neto

Arquitetura de Sistemas Operacionais

BACHARELADO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EaD UAB/UFSCar Sistemas de Informação - prof. Dr. Hélio Crestana Guardia

Entrada e Saída. Prof. Leonardo Barreto Campos 1

E/S PROGRAMADA E/S PROGRAMADA E/S USANDO INTERRUPÇÃO

UFRJ IM - DCC. Sistemas Operacionais I

SIS17-Arquitetura de Computadores

O hardware é a parte física do computador, como o processador, memória, placamãe, entre outras. Figura 2.1 Sistema Computacional Hardware

CAPÍTULO 2 CARACTERÍSTICAS DE E/S E PORTA PARALELA

Sistemas Operacionais Prof. Esp. André Luís Belini Bacharel em Sistemas de Informações MBA em Gestão Estratégica de Negócios Gerência do Processador

Notas da Aula 15 - Fundamentos de Sistemas Operacionais

ENTRADA E SAÍDA DE DADOS

Sistemas Operacionais

Sincronização e Comunicação entre Processos. Adão de Melo Neto

Disciplina: Introdução à Informática Profª Érica Barcelos

SISTEMAS OPERACIONAIS

Sistemas Operacionais. Alexandre Meslin

Notas da Aula 4 - Fundamentos de Sistemas Operacionais

2. Introdução aos Sistemas Operacionais

Arquitetura de Computadores - Revisão -

Introdução. Nível do Sistema Operacional. Introdução. Um Sistema Operacional... Introdução a Sistemas Operacionais

Resumo. Prof. Alejandro - Introdução à Sistemas Operacionais Resumo Informativo, complemente o material assistindo as Aulas 19/08/2015 1

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais. Prof. André Y. Kusumoto

Sistemas Operacionais

Programação Concorrente Processos e Threads

Transcrição:

Sistemas Operacionais Prof.: Roberto Franciscatto Capítulo 1.1 Introdução

Tipos de Sistemas Operacionais

Sistemas Monoprogramáveis / Monotarefa Voltados tipicamente para a execução de um único programa. Qualquer outra aplicação, para ser executada, deveria aguardar o término do programa corrente. Neste tipo de sistema, o processador, a memória e os periféricos permanecem exclusivamente dedicados à execução de um único programa.

Sistemas Monoprogramáveis / Monotarefa Era muito clara a desvantagem deste tipo de sistema: devido à limitação de tarefas (uma de cada devido à limitação de tarefas (uma de cada vez), o que provocava um grande desperdício de recursos de hardware.

Sistemas Multiprogramáveis / Multitarefa Neste tipo de sistema os recursos computacionais são compartilhados entre os diversos usuários e aplicações: enquanto um programa espera por um evento, outros programas podem estar processando neste mesmo intervalo de tempo.

Sistemas Multiprogramáveis / Multitarefa Neste caso, podemos observar o compartilhamento da memória e do processador. O sistema operacional se incumbe de gerenciar o acesso concorrente aos seus diversos recursos, como: processador, memória e periféricos, de forma ordenada e protegida, entre os diversos programas.

Sistemas Multiprogramáveis / Multitarefa As vantagens do uso deste tipo de sistema são: a redução do tempo de resposta das aplicações. além dos custos reduzidos devido ao compartilhamento dos recursos do sistema entre as diferentes aplicações.

Interrupção e Exceção Durante a execução de um programa, alguns eventos inesperados podem ocorrer, ocasionando um desvio forçado no seu fluxo normal de execução. Esses eventos são conhecidos como interrupção ou exceção, e podem ser resultado de: sinalizações de algum dispositivo de hardware externo ao ambiente memória/processador.

Interrupção e Exceção

Interrupção e Exceção As interrupções podem ser geradas: Pelo programa do usuário (entrada de dados pela console ou teclado) Pelo hardware (operações de E/S) Pelo sistema operacional (ao término da fatia de tempo do processador destinada ao programa) As interrupções sempre são tratadas pelo Sistema Operacional.

Interrupção e Exceção A exceção é um evento semelhante à interrupção, pois também de fato interrompe um programa. A principal diferença é que a exceção é o resultado da execução de uma instrução dentro do próprio programa, como a divisão por zero ou a ocorrência de um overflow (estouro de capacidade de um campo) numa operação aritmética.

Interrupção e Exceção Na maioria das vezes, a exceção provoca um erro fatal no sistema, causando o término anormal do programa. Isto se deve ao fato de que a exceção é melhor tratada dentro do próprio programa, com instruções escritas pelo programador.

Buffer A técnica de buffering consiste na utilização de uma área em memória principal, denominada buffer, criada e mantida pelo Sistema Operacional possui a finalidade de auxiliar a transferência de dados entre dispositivos de E/S e a memória.

Buffer O buffer permite minimizar a disparidade de velocidade entre o processador e os dispositivos de E/S, e tem como objetivo principal: manter tanto os dispositivos de E/S como o processador ocupados a maior parte do tempo.

Buffer A unidade de transferência do mecanismo de buffering é o registro. O buffer deve permitir o armazenamento de vários registros, de forma que o processador tenha à sua disposição dados suficientes para processar sem ter que interromper o programa a cada leitura/gravação no dispositivo de E/S.

Spool A técnica de spooling foi criada inicialmente para auxiliar a submissão de processos ao sistema, sendo os processos gravados em fita para posterior leitura e execução. Com o aparecimento dos terminais para acesso ao sistema, esta técnica teve sua função adaptada para armazenar o resultado da impressão dos programas em execução.

Spool Isto é conseguido através da criação e manutenção, pelo Sistema Operacional de uma grande área em disco, com a finalidade de simular uma impressora. Desta forma, todos os usuários e seus programas imprimem, na verdade, para este arquivo em disco, liberando a associação dos dispositivos de impressão diretamente aos programas que estão executando.

Reentrância É comum, em sistemas multiprogramáveis, vários usuários utilizarem os mesmos aplicativos simultaneamente, como editores de texto, compiladores e outros utilitários. Nesta situação, se cada usuário que utilizasse um destes aplicativos trouxesse o código executável para a memória... haveria então diversas cópias de um mesmo programa ocupando espaço na memória, o que causaria um grande desperdício de espaço.

Reentrância Reentrância é a capacidade de um código executável (código reentrante) ser compartilhado por vários usuários, exigindo apenas uma cópia do programa em memória. A reentrância permite que cada usuário esteja executando um trecho diferente do código reentrante, manipulando dados próprios, exclusivos de cada usuário.

Reentrância Objetivo geral: promover o uso mais eficiente da memória e um desempenho maior do sistema.

Segurança e Proteção do Sistema Considerando-se que diversos usuários estão compartilhando os mesmos recursos, como: memória, processador e dispositivos de E/S Faz-se então necessário existir mecanismos de proteção para garantir a confiabilidade e a integridade dos dados e programas dos usuários, além do próprio sistema operacional.

Segurança e Proteção do Sistema Como vários programas ocupam a memória principal simultaneamente, cada usuário possui uma área reservada onde seus programas e dados são armazenados durante o processamento. O sistema operacional deve possuir mecanismos de proteção a essas áreas, de forma a preservar as informações nela contidas.

Segurança e Proteção do Sistema Caso um programa tente acessar uma posição de memória fora de sua área, um erro indicando a violação de acesso deve ocorrer Sendo responsabilidade do sistema operacional o controle eficiente do compartilhamento dos recursos e a sincronização da comunicação, evitando problemas de consistência.

Segurança e Proteção do Sistema Todo o controle da segurança do sistema é implementado pelo sistema operacional, a partir de mecanismos como: grupos de usuários perfis de usuários e direitos de acesso.

Segurança e Proteção do Sistema A proteção começa geralmente no procedimento de login, quando o usuário faz a conexão inicial no sistema. Proteção as áreas alocadas de memória Disco Até mesmo o uso do processador

Operações de Entrada e Saída As operações de E/S no computador funcionam de três formas básicas: por programa por interrupção por acesso direto a memória (DMA)

Operações de Entrada e Saída O canal de E/S funciona então como uma interface entre os controladores e a CPU.

Dúvidas, sugestões ou questionamentos??? Podemos vencer pela fé, pela habilidade, talvez pela sorte, mas nunca sem trabalho... E-mail : roberto.franciscatto@gmail.com