Autor : Chefe do Executivo.



Documentos relacionados
PREFEITURA MUNICIPAL DE VIANA ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA PREFEITA

Prefeitura Municipal de São José dos Campos - Estado de São Paulo - de.:il/q±j0=1 O\ LEI COMPLEMENTAR N 256/03 de 1Ode Julho de 2003

A lei de incentivos fiscais de Campinas

Lei Municipal N.º 2.956

Câmara Municipal de Cruzeiro Estado de São Paulo

Prefeitura Municipal de São José dos Campos - Estado de São Paulo - LEI COMPLEMENTAR N 490/13 DE 11 DE ABRIL DE 2013

LEI Nº 3.073, DE 05 DE JULHO DE 2011

DECRETO Nº 092, DE 1º DE DEZEMBRO DE 2009.

ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE JARDIM

Quinta-feira, 26 de Abril de 2007 Ano XIII - Edição N.: 2834 Diário Oficial do Município Poder Executivo Secretaria Municipal de Governo

DECRETO EXECUTIVO nº. 014/2012 D E C R E T A:

Regulamenta os incentivos e benefícios fiscais instituídos pela Lei nº 5.780, de 22 de julho de 2014.

DECRETO Nº , DE 18 DE DEZEMBRO DE 2014.

LEI Nº Disciplina a cobrança do IPTU, estimula a criação de loteamentos, e dá outras providências.

RIO GRANDE DO SUL CONTROLE INTERNO

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa


... LEI N , DE 9 DE ABRIL DE 2015

PROGRAMA DESENVOLVER PELOTAS

ESTADO DE SÃO PAULO - BRASIL INCENTIVO FISCAL. Lei Complementar 405/07

(Do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame) O Congresso Nacional decreta:

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA

PREFEITURA MUNICIPAL DE BRUMADO ESTADO DA BAHIA CNPJ/MF Nº / Praça Cel. Zeca Leite, nº 415 Centro CEP: Brumado-BA

I quando o prestador de serviços estabelecido no Município do Rio de Janeiro executar serviço;

A Câmara Municipal de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, aprovou e eu, Prefeito Municipal sanciono a seguinte Lei:

AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO

I seja aprovado o projeto arquitetônico;

PUBLICADO NO ÓRGÃO OFICIAL DO MUNICÍPIO Nº 2030 DE 10/02/2014 DECRETO N. 240/2014

Lei Complementar n 43, de 16 de dezembro de 2010

Decreto Nº1601 de 19 de Agosto de 2009 DECRETA:

1 de 5 03/12/ :32

Projeto de Lei nº 106/2010

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO

COMISSÃO MISTA PARA DISCUSSÃO DA LEGISLAÇÃO DA MICRO EMPRESA E EMPRESA DE PEQUUENO PORTE

Prefeitura Municipal De Belém Gabinete do Prefeito

INSTRUÇÃO NORMATIVA SMFA Nº 01/2010

PARCELAMENTO ORDINÁRIO PORTO ALEGRE

O PREFEITO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE. Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

DECRETO Nº , DE 6 DE DEZEMBRO DE 2013.

1º O acesso ao Sistema deverá ser feito por meio de Senha Web ou certificado digital.

Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90): Artigos 260 a 260-L

Palestra em 30 de julho de Custódio Barbosa Diretor do TI RIO e representante da FENAINFO (Federação Nacional das Empresas de Informática)

LEI N.º 1238/2003 Dispõe sobre alteração da lei 1183/2003, e dá outras providências.

REGULAMENTO DE EMPRÉSTIMO PESSOAL GERDAU PREVIDÊNCIA

MUNICÍPIO DE CAUCAIA

DECRETO Nº , DE 20 DE FEVEREIRO DE 2009.

LEI COMPLEMENTAR Nº 113 1

LEI N 2.298/2002, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2002.

PARECER SOBRE A LEI DA SOLIDARIEDADE-RS

NORMA DE PRÉ-QUALIFICAÇÃO DE OPERADOR PORTUÁRIO

LEI Nº 2.176, DE 17 DE JULHO DE (ATUALIZADA ATÉ A LEI Nº 2.666, DE 20 DE AGOSTO DE 2010)

DECRETO N , DE 08 DE MARÇO DE 2007

GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA GOVERNADORIA

Manual de procedimentos do Alvará de Licença e Funcionamento de Atividade

CAPÍTULO I DA NOTA FISCAL ELETRÔNICA

PORTARIA GSF N 38/2013 Teresina (PI), 10 de junho de 2013.

DECRETO Nº , DE 15 DE JULHO DE MARTA SUPLICY, Prefeita do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei,

ESTADO DE GOIÁS Prefeitura Municipal de Pirenópolis DECRETO N Gabinete DE 31 DE 01 DE 2014.

Prefeitura Municipal de Ibirataia Estado da Bahia

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Transferência de Crédito de ICMS de Fornecedor Optante do Simples Nacional

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 0020, DE 28 DE NOVEMBRO DE 2005

RESOLUÇÃO Nº 355, DE 17 DE MARÇO DE 2015.

Compra e recebimento de Crédito de ICMS para pagamento de conta de Energia Elétrica

LEI Nº 007/91. A Câmara Municipal de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, decretou e eu, Prefeito Municipal sanciono a seguinte Lei:

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO MATEUS ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO PREFEITO

LEI Nº DE 25 DE JUNHO DE 2014

PREFEITURA MUNICIPAL DE AQUIRAZ Secretaria de Finanças e Execução Orçamentária

Cartilha de incentivos fiscais

PORTARIA Nº 375, DE 10 DE MARÇO DE 2014

LEI Nº , DE 12 DE MAIO DE (Projeto de Lei nº 611/02, da Vereadora Claudete Alves - PT)

ÂMBITO E FINALIDADE SERVIÇO DE EMPRÉSTIMO DE VALORES MOBILIÁRIOS

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

PREFEITURA MUNICIPAL DE PALMAS SECRETARIA MUNICIPAL DE GOVERNO

PERMUTA DE IMÓVEIS CONCEITO

ESTADO DE MATO GROSSO PREFEITURA MUNICIPAL DE ALTO GARÇAS CONTROLE INTERNO

RESOLUÇÃO SMF Nº 2835 DE 05 DE FEVEREIRO DE 2015

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 91, inciso III, da Constituição Estadual e,

DECRETO Nº DE 8 DE DEZEMBRO DE 2008

Prefeitura Municipal de Belém Secretaria Municipal de Finanças

Regulamento de Empréstimo

LEI COMPLEMENTAR Nº 251, De 26 de dezembro de 2005

Estado do Rio Grande do Sul PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA SANTA RITA Gabinete da Prefeita

INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RS

Estatuto é utilizado em casos de sociedades por ações ou entidades sem fins lucrativos.

Instrução Normativa 004 de 16 de maio de 2005 da Bahia

Orientações sobre Micro Empreendedor Individual

EDIÇÃO 222, SEÇÃO 1, PÁGINA 32 E 33, DE 17 DE NOVEMBRO DE 2014 SUPERINTENDÊNCIA NACIONAL DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

Administrar uso do FGTS no consórcio de imóvel

ESTADO DE SERGIPE PREFEITURA MUNICIPAL DE ARACAJU Secretaria Municipal de Governo LEI COMPLEMENTAR N.º 64/2003 DE 23 DE DEZEMBRO DE 2003

A CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:

SECRETARIA DE FINANÇAS ATO NORMATIVO Nº 001/ GAB

Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Crédito diferencial de alíquota no Ativo Imobilizado - SP

DECRETO Nº , DE 23 DE FEVEREIRO DE (IMPORT-RN). CAPÍTULO I DISPOSIÇÃO GERAL E OBJETIVOS

DECRETO Nº 659 DE 26 DE MAIO DE O PREFEITO MUNICIPAL DE TUPANDI, no uso de suas atribuições legais, D E C R E T A

LEI Nº 848/01 DE, 01 DE OUTUBRO

Município de Taquari Estado do Rio Grande do Sul

Transcrição:

1 LEI COMPLEMENTAR Nº 1551/2002 + Lei Complementar nº 1.602/2002 + Lei Complementar N 1.797/2006. Dispõe sobre incentivos para o desenvolvimento das atividades econômicas no Município de Louveira e dá outras providências. Autor : Chefe do Executivo. Artigo 1º - Esta lei complementar tem por finalidade criar incentivos para o desenvolvimento das atividades econômicas no Município de Louveira. Artigo 2º- Fica o Poder Executivo autorizado a conceder os seguintes incentivos objetivando agilizar o desenvolvimento das atividades econômicas no Município de Louveira: I. ressarcimento das despesas relativas à: a) aquisição de terreno necessário à construção ou ampliação de unidade industrial no município; b) aquisição de prédios e execução de benfeitorias necessárias para a instalação de empresas industriais, comerciais ou de serviços; - REVOGADO PELA LC N 1.797, DE 26 DE JANEIRO DE 2006. II. ressarcimento das despesas comprovadamente realizadas pelas empresas industriais, comerciais ou de serviços, relativas à execução de terraplenagem, obras civis para abrigar as instalações e de infraestrutura necessárias, tais como, de água, esgoto, tratamento de resíduos, telefone, energia elétrica, captação e escoamento de águas pluviais e calçamento das vias de circulação e similares; - REVOGADO PELA LC N 1.797, DE 26 DE JANEIRO DE 2006. 1

2 III. ressarcimento dos recursos financeiros investidos nos serviços e obras de natureza pública, comprovadamente realizados e necessários à implantação ou ampliação de sua atividade econômica no Município de Louveira; IV. isenção da Taxa de Licença para Localização; V. isenção da Taxa de Licença para Funcionamento, pelo período de 3 (três) anos, após sua instalação no Município de Louveira; VI. isenção da Taxa de Licença para Funcionamento em Horário Especial, pelo período de 10 (dez) anos; VII. isenção da Taxa de Licença para Execução de Obras; VIII. isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano, pelo período de 3 (três) anos, a contar da data de início das atividades da empresa no município; IX. assessoramento às empresas no que se refere aos contatos com os órgãos públicos, com o objetivo de viabilizar e agilizar a implantação ou ampliação da sua unidade no município. 1º - O ressarcimento previsto no inciso I deste artigo incidirá sobre a área de terra correspondente a até quatro vezes a área efetivamente construída, limitada à área total adquirida. 2º - A isenção prevista no inciso VIII deste artigo incidirá sobre a edificação e sobre a área de terra correspondente a até quatro vezes a área efetivamente construída, limitada à área total adquirida. 3º - As empresas já instaladas em imóvel próprio no Município de Louveira que realizarem obras de ampliação da sua área edificada no mesmo, farão jus ao ressarcimento do valor do terreno correspondente a até uma vez e meia a área construída acrescida, devendo esse valor ser calculado de acordo com o valor venal do terreno, constante do cadastro imobiliário municipal, 2

3 além do que, terão direito ao ressarcimento do valor relativo aos serviços de terraplenagem executados e necessários à sua ampliação. 4º - As empresas enquadradas no parágrafo anterior ficarão isentas do pagamento da Taxa de Licença para Execução de Obras, mediante requerimento. Artigo 3º- Todos os benefícios previstos no artigo anterior serão estendidos aos empreendimentos comerciais, shoppings ou centros comerciais que ocupem área construída superior a 2.000 (dois mil metros quadrados) e empreguem diretamente mais de 100 (cem) trabalhadores. Artigo 4º - Às empresas que se instalarem em edificações já existentes, através de locação, serão concedidos os incentivos constantes dos incisos IV, V, VI e IX do Artigo 2º, desde que atendidas todas as exigências previstas nos incisos III a X do Artigo 6º desta lei complementar. Parágrafo único Às empresas que se instalarem, através de locação, em edifícios com área construída superior a 4.000 m² (quatro mil metros quadrados) e que possuam mais de 100 (cem) empregados, poderá ser concedido, além dos incentivos previstos no caput deste artigo, o ressarcimento do valor do aluguel mensal pelo período de quatro anos, limitado ao valor mensal de ressarcimento do ICMS e ou ISS calculado de acordo com o disposto no Artigo 9º desta lei complementar. Artigo 5º - O assessoramento às empresas previsto no inciso IX do Artigo 2º desta lei complementar consiste no apoio do Poder Executivo para que as empresas interessadas possam localizar áreas de terra para sua implantação ou ampliação, além de apoio para obtenção de informações necessárias à agilização do trâmite dos seus processos junto aos órgãos competentes municipais, estaduais e federais e, ainda, se for o caso, junto às autarquias e empresas públicas. Artigo 6º - As novas empresas para fazerem jus aos incentivos previstos nesta lei complementar deverão: 3

4 I. protocolizar na Prefeitura, no prazo máximo de 10 (dez) meses, contados a partir da data da aquisição do imóvel, os projetos completos referentes a sua implantação no Município de Louveira; II. III. IV. iniciar suas atividades econômicas no prazo máximo de 15 (quinze) meses, contados da data de aprovação dos respectivos projetos de construção, salvo os casos em que, comprovadamente, fique constatada a impossibilidade do início de suas atividades, em virtude da complexidade das obras de construção civil ou da dificuldade encontrada na obtenção de autorização dos órgãos governamentais para o seu funcionamento; admitir, preferencialmente, trabalhadores cadastrados no Serviço de Atendimento ao Trabalhador SAT do Município de Louveira, representando, no mínimo, 70% (setenta por cento) da mão-de-obra utilizada pela empresa; não provocar qualquer forma de poluição ambiental em seu processo produtivo; V. faturar, no Município de Louveira, toda a produção de sua unidade aqui instalada; VI. VII. não destinar ou utilizar o seu imóvel para outros fins, que não os constantes do ato da concessão de autorização de funcionamento da empresa, sem concordância expressa do Chefe do Executivo Municipal de Louveira, ouvido seus órgãos técnicos, sob pena de cancelamento dos benefícios concedidos, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa; não alienar o imóvel, ou parte dele, após obter o deferimento dos incentivos ou isenções previstos nesta lei complementar, sem expressa autorização do Chefe do Executivo Municipal; VIII. licenciar toda a sua frota de veículos no Município de Louveira; IX. fornecer à Administração Municipal, quando solicitada, toda a documentação necessária à apuração do cumprimento das exigências contidas nesta lei complementar; 4

5 X. facilitar o acesso de funcionários municipais credenciados às dependências da empresa para efetuar a fiscalização de suas obrigações para com o Município de Louveira; Parágrafo único - As obras de construção civil poderão ser visitadas trimestralmente, pelos técnicos municipais e integrantes da Comissão Especial, com o objetivo de averiguar o cumprimento do cronograma apresentado, podendo ser relevados eventuais atrasos quando da ocorrência de caso fortuito ou de força maior. Artigo 7º - Para habilitação inicial aos benefícios desta Lei Complementar, as empresas interessadas deverão protocolizar requerimento devidamente instruído com os documentos oficiais que comprovem as despesas e os investimentos realizados até então, por ocasião do pedido de aprovação do seu projeto de construção ou ampliação. 1º - As despesas e investimentos efetuados, constantes no artigo 2º, deverão ser comprovados pela empresa interessada, através da apresentação de escritura ou contrato de compromisso de compra e venda do imóvel, devidamente registrado, contratos e notas fiscais das obras e serviços realizados, além de outros documentos eventualmente exigidos pela Administração Municipal. (alterado pela Lei Complementar nº 1.602, de 10 de outubro de 2002) 2º - Deverão ser anexadas, obrigatoriamente, na solicitação de incentivos, as certidões negativas de débitos referentes a encargos trabalhistas ou tributários municipais, estaduais e federais, bem como comprovação de capacidade jurídica da empresa através da apresentação de cópia do contrato social e alterações, CNPJ, inscrição estadual, etc. Artigo 8º - O Chefe do Executivo fornecerá certidão de habilitação aos benefícios desta Lei após o parecer de uma Comissão Especial, composta por 5 (cinco) membros, designada pelo mesmo, a qual ficará incumbida de emitir o necessário parecer acerca das solicitações de incentivos e isenções previstos nesta Lei Complementar, bem como sobre a legalidade, autenticidade e legitimidade dos documentos apresentados. (alterado pela Lei Complementar nº 1.602, de 10 de outubro de 2002) 5

6 Parágrafo único - A Comissão Especial poderá realizar vistorias e solicitar perícias técnicas para comprovar a legitimidade e idoneidade da documentação apresentada pela empresa beneficiária. Artigo 9º- O ressarcimento das despesas e dos investimentos, previsto nesta lei complementar, será efetuado mediante requerimento da empresa interessada, a partir do primeiro ano em que o Índice de ICMS do Município de Louveira esteja sendo influenciado pelo valor adicionado declarado pela empresa, através de GIA, DIPAM ou outro documento que venha a ser aprovado pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo em sua substituição. 1º- O ressarcimento será mensal e sempre corresponderá a 40% (quarenta por cento) do valor das quotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), ou qualquer outro que venha a substituí-lo, transferido à Prefeitura em função da participação relativa do valor adicionado da empresa na formação do índice de ICMS do Município de Louveira. 2º - No caso de empresas prestadoras de serviços que estiverem sendo tributadas pelo Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza ISSQN, o ressarcimento será feito mensalmente e sempre corresponderá a 30% (trinta por cento) do valor recolhido pela empresa aos cofres públicos municipais no mês imediatamente anterior, podendo esse incentivo ser concedido através de desconto na respectiva guia de recolhimento do tributo. 3º - O ressarcimento fica limitado ao valor total das despesas e dos investimentos efetivamente realizados e comprovados pela empresa geradora do ICMS ou ISS, e será corrigido pelo IPCA Índice de Preços ao Consumidor Amplo, ou outro índice estabelecido pelo Governo Federal que vier a substituí-lo. 4º - O valor do ressarcimento mensal devido à empresa será calculado pela Secretaria de Finanças e aprovado pelo Chefe do Executivo Municipal ouvida, previamente, a Comissão Especial prevista no Artigo 8 desta lei complementar. 6

7 5º - A Secretaria Municipal de Finanças deverá manter rígido controle das parcelas mensais reembolsadas e do saldo dos investimentos a ser devolvido à empresa, além de utilizar fórmula clara e precisa para apuração da participação relativa do valor adicionado da empresa nas transferências de ICMS para a Prefeitura Municipal de Louveira, a qual deverá ser calculada anualmente, sempre de acordo com os critérios estabelecidos pela legislação estadual e aplicados na distribuição da quota-parte mensal de ICMS aos municípios paulistas. Artigo 10 - No caso de empresa já instalada no Município de Louveira que venha adquirir nova área de terra para ampliação de suas atividades, nela executando os necessários serviços de terraplenagem e construindo nova edificação, assim como as empresas que executem a ampliação de sua edificação no próprio terreno onde já esteja funcionando, o valor das respectivas despesas e investimentos será ressarcido mensalmente à requerente, através da devolução de parte da quota de ICMS que cabe à Prefeitura Municipal, proporcionalmente ao aumento real de seu valor adicionado. 1º- O valor do ressarcimento, nesse caso, será calculado de acordo com o estabelecido no artigo anterior e parágrafos, devendo ser considerado como valor adicionado da empresa apenas o valor realmente acrescido, calculado pela seguinte fórmula: VAA = VA atual - VA base (1 + i), onde (Lei nº 1551/2002) VAA empresa; significa Valor Adicionado Acrescido em função da ampliação da VA atual significa Valor Adicionado do primeiro ano de funcionamento, após a ampliação das instalações da empresa; VA base da empresa; significa Valor Adicionado do ano em que foi concluída a ampliação i significa taxa de crescimento do Valor Adicionado do Estado de São Paulo, no período compreendido entre o ano base e o atual. 7

8 2º - Para o cálculo do valor a ser ressarcido nos anos seguintes deverá ser utilizada a mesma fórmula, havendo mudança apenas do ano atual. 3º - Quando se tratar de empresa tributada pelo Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, a devolução será efetuada com base no valor acrescido do tributo, desde que efetivamente recolhido aos cofres públicos municipais, após a sua ampliação. O tributo que já vinha sendo recolhido mensalmente pela empresa antes da ampliação deverá ser atualizado anualmente pelo IPCA para cálculo do valor acrescido. Artigo 11 - Os incentivos previstos nos incisos I, II e III do Artigo 2º desta lei complementar, incidirão uma única vez sobre a mesma área de terra e respectivo serviço de terraplenagem. Artigo 12 - Todos os benefícios outorgados pela presente lei complementar serão revogados pelo Chefe do Executivo, quando for constatado o seguinte: I. paralisação das atividades da empresa por mais de 3 (três) meses consecutivos, durante o mesmo exercício fiscal, por exclusiva responsabilidade da mesma; II. III. apresentação de índices de capacidade ociosa de produção superiores a 70% (setenta por cento) por mais de 6 (seis) meses, durante o mesmo exercício, após o primeiro ano de funcionamento da empresa; criar dificuldades ou impedir a averiguação dos requisitos necessários à fruição dos benefícios desta lei complementar. Artigo 13 - Os benefícios previstos nesta lei complementar serão concedidos às novas empresas que se instalarem em áreas incentivadas do Município de Louveira, bem como àquelas que já estão em atividade no município e pretendem aumentar sua produção. 8

9 Parágrafo único - As áreas incentivadas, para os efeitos desta lei complementar, serão definidas por Decreto do Executivo, tomando como base o Plano Diretor do Município de Louveira. Artigo 14 - Todas as empresas, já possuidoras de área de terra no Município de Louveira, que queiram se instalar e aqui desenvolver suas atividades, poderão gozar dos benefícios aqui previstos, desde que cumpram todas as exigências legais e iniciem suas atividades dentro de, no máximo, 18 (dezoito meses) contados a partir da data da publicação desta lei complementar. Artigo 15 - As empresas que adquirirem edificações já prontas e destinadas especificamente ao desenvolvimento de atividades industriais ou de prestação de serviços, também farão jus aos benefícios previstos no Artigo 2º, desde que cumpram as exigências previstas nesta lei complementar. Parágrafo único - Para gozar desses benefícios, a interessada deverá comprovar documentalmente que não se trata unicamente de mudança de razão social, mudança de proprietário da empresa que já funcionava no mesmo local ou noutro local, no próprio Município de Louveira. Artigo 16 - A isenção de tributos municipais deverá ser requerida pelas empresas, a cada lançamento efetuado pela Prefeitura Municipal de Louveira, devendo sempre fazer referência ao pedido inicial protocolizado conforme disposto no artigo 7º desta lei complementar. Artigo 17 - As empresas que se beneficiarem dos incentivos previstos nesta lei complementar e deixarem de atender às suas finalidades, terão os valores de suas obrigações tributárias restabelecidos e, após, atualizados monetariamente e com os respectivos acréscimos legais, lançados de ofício, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa. Artigo 18 - Fica o Chefe do Executivo autorizado a instituir o sistema de condomínio empresarial no Município de Louveira objetivando a implantação, instalação e funcionamento de empresas comerciais, industriais e de prestação de serviços. 9

10 1º - Os condomínios empresariais serão implantados em áreas próprias definidas de acordo com o artigo 13 desta lei complementar. 2º - As empresas que se instalarem em condomínios empresariais gozarão dos benefícios previstos nesta lei complementar. 3º - A implantação de condomínios empresariais poderá ser feita em parceria com a iniciativa privada obedecendo, no que couber, ao disposto na Lei nº 1.344, de 17 de novembro de 1998. Artigo 19 - Para cumprir os objetivos previstos nesta lei complementar e na Lei nº 1.344, de 17 de novembro de 1998, fica o Chefe do Executivo Municipal autorizado a identificar as respectivas áreas, negociar, comprar, declarar de utilidade pública, desapropriar, elaborar projetos para implantação do condomínio, efetuar pagamentos, alienar áreas através de licitação, efetuar permutas de áreas mediante prévia avaliação e fazer parcerias com a iniciativa privada. Artigo 20 - O Poder Executivo, quando do cumprimento dos objetivos previstos nesta Lei, deverá atender ao disposto no Artigo 14 da Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal -, sempre com autorização do Legislativo Municipal. Artigo 21 - Fica revogada a Lei Complementar nº 1208, de 20 de dezembro de 1995, assim como a Lei nº 1391, de 20 de julho de 1999, e a Lei nº 1404, de 15 de outubro de 1999, em virtude de contrariarem o disposto no artigo 14 da Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal. Parágrafo Único - Fica assegurado às empresas que, no prazo estipulado pelas Leis acima mencionadas, requereram os benefícios previstos pelas Leis nº 1208/95 e 1391/99, o direito de continuarem a gozar da isenção concedida, pelo prazo concedido pelas referidas Leis, desde que obedecidas as exigências ali previstas. Artigo 22 - As empresas que se habilitaram aos benefícios previstos nas leis revogadas pelo artigo anterior poderão optar pelos 10

11 benefícios constantes desta lei complementar, desde que cumpram todas as suas exigências. Artigo 23 - Fica o Chefe do Executivo autorizado a reduzir a alíquota do item 55 da lista de serviços constante do Anexo I da Lei º 617, de 06 de dezembro de 1979, alterada pela Lei Complementar nº 1.419, de 30 de dezembro de 1999, de 5% (cinco por cento) para 2% (dois por cento). Parágrafo Único Fica a empresa beneficiária dos incentivos de que trata esta Lei, comprometida a repassar, diretamente, 5% (cinco por cento) da bonificação mensal recebida, à Irmandade da Santa Casa de Louveira, à título de doação, até o término dos incentivos da presente Lei. (alterado pela Lei Complementar nº 1.602, de 10 de outubro de 2002) Artigo 24 - As despesas decorrentes da execução desta lei complementar correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário. data de sua publicação. Artigo 25 - Esta lei complementar entra em vigor na Artigo 26 - Revogam-se as disposições em contrário. Prefeitura Municipal de Louveira Em 13 de março de 2002. Publicada e Registrada na Secretaria de Administração em 13 de março de 2002. 11