PORTARIA N. 711/1995

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Transcrição:

PORTARIA N. 711/1995 A aprova as normas técnicas de instalações e equipamentos para abate e industrialização de suínos. Abaixo, a sequência de estudos dessa portaria: Capítulo IX parte geral (itens 1 3); Capítulo I pocilgas até sala de matança (zona suja) + Capítulo X disposições transitórias (item 1) + sala de matança (limpa); Capítulo II anexos da sala de matança; Capítulo IV instalações frigoríficas (abate); Capítulo V industrialização de produtos + Capítulo IV instalações frigoríficas (industrialização de produtos); Capítulo III seção de subprodutos + Capítulo X disposições transitórias (itens 2 e 3); Capítulo VI higiene do ambiente da inspeção ante mortem, post mortem, instalações frigoríficas e industrialização de produtos + Capítulo IX (item 4 pragas); Capítulo VII inspeção ante mortem e post mortem; Capítulo VIII esquema de trabalho das IFs. Capítulo IX parte geral: Localização; Dependências auxiliares; Outras dependências. Capítulo I pocilgas: Chegada e seleção; Matança; Anexos das pocilgas: sequestro; sala de necrópsia; rampa de lavagem e desinfecção de veículos. 1

Capítulo IX parte geral 1 Localização da indústria: Vias de acesso/energia/comunicação: delimitação; Água: consumo baseado em 850l/suíno (grande volume); Esgoto (precisa ser bem dimensionado, a fim de evitar refluxo de odores); Terreno: 1 metro do solo (deve facilitar o escoamento de águas pluviais e residuais); Áreas adjacentes (observar se não há nenhuma fonte de poluição, odor, poeira excessiva); Trânsito de caminhões (entradas independentes). Atenção! É proibido permanência de animais estranhos no perímetro da indústria. 2 Dependências auxiliares: Sede deve acompanhar as especificações do SIF Serviço de Inspeção Federal; Vestiários: 1 chuveiro para cada 15 operários; 1 sanitário para cada 20 operários e 1 sanitário para cada 15 operárias. Na saída desses sanitários deve haver pias, que podem ser coletivas; Lavanderia: deve estar situada entre os vestiários feminino e masculino, para facilitar a entrega de uniformes; Refeitório: com piso revestido de cerâmica, paredes azulejadas, ventilação, forro; Escritórios: podem ficar fora do perímetro do estabelecimento. 3 Outras dependências: Sanitários*; Almoxarifado*; Depósito de sal*; Estufa de cerdas: situada fora da área de abate, próxima à zona suja (matança), com circulação de ar a 65º C (mínimo); 2

Depósito de couros; Caldeiras: fornecimento de vapor e água quente para a indústria; Oficinas: devem ficar fora do bloco industrial; Saboaria: área de produtos não comestíveis; Laboratório: apenas para controle de qualidade dos produtos feitos pela indústria. *Acesso indireto à indústria. Capítulo I 1. Pocilgas: Chegada e seleção (onde os animais chegam); Matança; Sequestro anexo das pocilgas; Observações quanto à estrutura das pocilgas: 15 m insens./bloco ind.; 2% declividade piso; 1,10 m de altura das paredes; Cordão sanitário: 0,20 m 0,50 m 4 m pé-direito (cobertura); Portões metálicos com dobradiças; Iluminação adequada; Água limpeza: 3 atmosferas 100 L/m² Choque elétrico: é recomendado em último caso. Pocilga de chegada e seleção: Recebimento, pesagem e seleção; Rampa metálica, móvel, antiderrapante; 1 rampa para 800 suínos/dia; Cobertura. 3

Pocilgas de matança: Mínimo de 0,60 m/suíno 100Kg (dieta); 1 m²/suíno; 1/3 a mais da capacidade diária de abate; Corredor: mínimo de 1 m; esgoto Bebedouros dieta hídrica aéreos cocho (20 cm largura, 45º, grades de ferro) 15% animais 1 m corredor até box. Pocilgas de sequestro: Exame clínico; Distante 3 m das de matança; Alvenaria, pintadas em vermelho; Cordão sanitário sob portão 10 cm (mínimo) chapa metálica; Placa escrita: Pocilga de sequestro, privativo da IF ; 3% matança e 6% matança diária; Matadouro sanitário, quando existente, fica anexo à pocilga de sequestro; Sala de necrópsia também fica anexa à pocilga de sequestro, com esgoto próprio. Exemplo de cordão sanitário: 4

Sala de necrópsia: Chaves da IF; No mínimo, 3,5 m de pé-direito; Aberturas metálicas com tela; Água, luz, vapor misturador água e vapor; Mangueira para higienização; Esterilizador de facas e gancho; Armário inox material necrópsia; Pia a pedal (água quente e fria) sabão líquido; Cantos arredondados; Desinfetante; Papel toalha e cesto com acionamento a pedal; Luvas e botas de uso exclusivo para necrópsia; Mesa inox em forma de bandeja para evisceração; Trilhagem aérea: 3 m do piso; Carrinho pintado em vermelho: NECRÓPSIA IF ; Pedilúvio; Rampa de lavagem e desinfecção de veículos: 3 atm, paredes 3,5 m impermeabilizada. 5

Chuveiro anterior à insensibilização: 1,5 atm; 3 minutos; Box: 2 suínos/m² 20% da velocidade horária de abate; Registro hidráulico alavanca box; 1,10 m altura; 2,5 a 3% declividade ralos centrais. OObs.: RIISPOA, Art. 113. Antes de chegar às dependências de abate, os animais devem passar por banho de aspersão com água suficiente para promover a limpeza e a remoção de sujidades, respeitadas as particularidades de cada espécie. Box de insensibilização: Alta voltagem (350 750V); Baixa amperagem (0,5 a 2 amp); Cabo de saída semiarco; Outros métodos; 2 suínos/m² 20% velocidade horária abate; VHA > 120 suínos/h dupla esteira contenção; 30s sangria; 1,10 m altura; 2,5 a 3% declividade; Cobertura. 6

Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pela professora Madalena Maria Saldanha Coelho. 7