Agrupamento de Escolas D. Afonso Sanches

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Transcrição:

2016.2017 Agrupamento de Escolas D. Afonso Sanches [ CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DOS ALUNOS ABRANGIDOS PELO DECRETO-LEI Nº. 3/2008, DE 7 DE JANEIRO NAS ÁREAS CURRICULARES DE ALUNOS COM CEI E EM APP] SUBDEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL

ANO LETIVO 2016-2017 A intervenção da Educação Especial assenta essencialmente em duas grandes linhas de ação. A primeira consubstancia a resposta à necessidade de reflexão, avaliação e planificação, nomeadamente, orienta-se para um trabalho integrado com os órgãos de gestão, de coordenação pedagógica da escola, os conselhos de docentes e de turma. A segunda linha de ação centra-se no trabalho direto com os alunos. Através da função primordial de avaliação (diagnóstica e formativa) e de participação na avaliação sumativa, a Educação Especial contribui para a diversificação de estratégias e métodos educativos de forma a promover o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE), reforçando e desenvolvendo competências específicas ou áreas curriculares específicas. PROCESSO DE AVALIAÇÃO DOS ALUNOS COM NEE A. PROCESSO DE REFERENCIAÇÃO A referenciação de alunos pode ser feita por qualquer pessoa à direção do Agrupamento, devendo explicitar as dificuldades do aluno que motivam o pedido. À Educação Especial compete desenvolver as ações previstas na legislação no sentido de avaliar os alunos referenciados, confirmando ou não a necessidade efetiva de aplicação das medidas educativas previstas no Decreto-Lei n.º 3/2008, cooperando estreitamente com os serviços de psicologia e os docentes responsáveis pela turma do aluno e dando resposta nesta matéria às solicitações do órgão de gestão. O critério essencial que preside à intervenção dos docentes de Educação Especial nesta fase que antecede o processo de avaliação direta assenta na recolha e análise do máximo de informação pertinente sobre o aluno de modo a agilizar o período temporal dessa avaliação. B. AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA A ação dos docentes de Educação Especial é clarificada nesta fase pela elaboração do relatório de avaliação das necessidades de caráter permanente (caso existam), que se consuma no relatório tecnicopedagógico (RTP), elaborado em equipa multidisciplinar, isto é, da responsabilidade da Educação Especial e do SPO, podendo ainda existir outros intervenientes. Assim, é necessário tipificar a área do desenvolvimento em que as NEE se manifestam: Sensorial (audição e visão), Mental (intelectual, linguagem, emocional, psicossocial global), Voz e Fala, Neuromusculoesqueléticas e Saúde Física. Depois, propor as medidas educativas a implementar (apoio pedagógico personalizado, adequações curriculares individuais, adequações no processo de matrícula, adequações no processo de avaliação, currículo específico individual, tecnologias de apoio) e também se deve ou não proceder à integração em turma de número reduzido de alunos, pela necessidade de apoio individualizado e sistematizado. Esta avaliação ocorre, sistematicamente, a todos os alunos provenientes de outro agrupamento de escolas que já estejam ao abrigo do Decreto-Lei nº3/ 2008, de 7 de janeiro, podendo ou não confirmar as áreas de desenvolvimento, as medidas a implementar e, inclusive, a sua elegibilidade.

Além disso, como já foi referido anteriormente, é realizada quando o aluno é referenciado. Sendo o aluno elegível é elaborado, por todos os intervenientes no processo educativo, o Programa Educativo Individual (PEI). C. AVALIAÇÃO FORMATIVA Com a homologação pela direção do Agrupamento do PEI do aluno e com a anuência expressa do encarregado de educação, fica determinada a situação do aluno com NEE de caráter permanente, dando-se início à fase de implementação das medidas aprovadas. Quando a Educação Especial intervém na prestação do apoio pedagógico personalizado (APP) ou na definição de outras medidas educativas adequadas à consecução do tipo de currículo que for definido ao aluno (como é o caso do aluno com Currículo Específico Individual), dá-se início à avaliação formativa e os docentes de Educação Especial passam a desenvolver ações de intervenção pedagógica direta com o aluno. O apoio pedagógico personalizado que os docentes de Educação Especial prestam aos alunos com NEE de carácter permanente incide genericamente sobre as estruturas do desenvolvimento e da aprendizagem, numa perspetiva de promoção do desenvolvimento. Não sendo o trabalho da equipa de Educação Especial consolidado no âmbito de uma disciplina, a intervenção direta da Educação Especial facilita a aquisição e a consolidação das capacidades de desempenho cognitivas, comunicativas, linguísticas e motoras, indispensáveis à consecução mais geral do seu sucesso pessoal, escolar, social e emocional, e bem-estar físico. A avaliação formativa realizada pela Educação Especial, no âmbito do APP, envolve: (i) uma componente específica, relacionada com o trabalho direto com os alunos portadores de NEE de caráter permanente, desenvolvido individualmente ou em pequenos grupos; (ii) uma componente de articulação de juízos com os outros intervenientes no processo educativo, nomeadamente o diretor de turma/ professor titular/ educador titular, através da participação em conselhos de turma/conselhos de docentes, e ainda em reuniões com os encarregados de educação e outros técnicos envolvidos no processo educativo; (iii) uma componente de formalização de juízos inscritos em quadro próprio da Educação Especial no relatório circunstanciado (previstos no ponto 3 do artigo 13 do Decreto-Lei n.º 3/2008). Para além do carácter eminentemente formativo, estas três componentes produzem efeitos designadamente nas seguintes áreas: - Determinação e reavaliação das condições especiais de avaliação mais adequadas; - Determinação e reavaliação do tipo de adequações curriculares de que o aluno deve beneficiar; - Propostas de encaminhamento para avaliação e acompanhamento terapêutico/psicológico; - Propostas fundamentadas de turma reduzida. Estas medidas são mantidas ou alteradas, agravando ou não a sua restrição, de acordo com o seguinte critério essencial: A avaliação do aluno com NEE deve orientar-se sempre no sentido de garantir o sucesso académico e

pessoal e a inclusão em ambientes educativos regulares, na perspetiva de conclusão da escolaridade obrigatória num tempo adequado às suas capacidades, com o currículo que melhor serve a sua aprendizagem (este critério aplica-se tanto à avaliação formativa como sumativa). No caso dos alunos com Currículo Específico Individual (CEI), o docente de Educação Especial desenvolve um trabalho em todo similar ao que foi anteriormente descrito, acrescendo que este lecciona uma área(s) curricular(es) específica(s), pelo que terá ainda de desenvolver um trabalho de avaliação formativa da aquisição de competências no âmbito da planificação delineada para essa área curricular. D. AVALIAÇÃO SUMATIVA A avaliação sumativa dos alunos com NEE de caráter permanente é feita em conselho de turma/conselho de docentes para atribuição das classificações quantitativas ou qualitativas (no caso dos alunos com CEI) e decidir da sua transição ou não transição/ retenção, processo que conta necessariamente com a participação dos docentes de Educação Especial. Nos conselhos do 3º período são ainda aprovados os relatórios circunstanciados, elaborados por todos os intervenientes. Nestes relatórios, a avaliação formativa, anteriormente referida, da responsabilidade do Docente de Educação Especial integra também e necessariamente uma componente sumativa, mas não classificativa. No aspeto particular da avaliação sumativa externa, os critérios para determinação dos alunos que terão direito à condição especial de prova a nível de escola são definidos anualmente em legislação específica para o efeito, da responsabilidade do Júri Nacional de Exames. Tais critérios devem ser amplamente discutidos pelos intervenientes no processo educativo do aluno. Contudo, o critério essencial enunciado mais acima relativo à avaliação formativa adequa-se perfeitamente à avaliação sumativa e deve, na nossa opinião, orientar as decisões relativas à transição/aprovação de ano. Os alunos com NEE abrangidos pelo artigo 21º do Decreto-Lei n.º 3/2008 (alunos com CEI) são avaliados de acordo com o currículo definido no seu PEI. Estes alunos não realizam qualquer tipo de provas ou exames nacionais nem estão sujeitos ao regime de transição de ano escolar, nem ao processo de avaliação característico do regime educativo comum. A informação resultante da avaliação sumativa dos alunos abrangidos pelo artigo 21.º do Decreto -Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, expressa-se numa menção qualitativa de Muito bom, Bom, Suficiente e Insuficiente, acompanhada de uma apreciação descritiva sobre a evolução do aluno, em todas as áreas curriculares. Os critérios gerais de avaliação sumativa das áreas curriculares específicas que não fazem parte da estrutura curricular comum, assim como do APP, são os seguintes:

CONHECIMENTO (Saber/ Saber Fazer) COMPORTAMENTOS E ATITUDES (Saber Ser/ Saber Estar) CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO EM EDUCAÇAO ESPECIAL DOS ALUNOS DOMINIOS DA APRENDIZAGEM COM NEE CATEGORIAS DO DOMINIO PONTUALIDADE PERSEVERANÇA PARTICIPAÇÃO INTERESSE RESPEITO RELACIONAMENTO INTERPESSOAL GESTÃO DO PRÓPRIO COMPORTAMENTO INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO Registos e grelhas de observação direta Registos de autoavaliação Dossier de trabalhos do aluno Competências planificadas e desenvolvidas Fichas de avaliação em contexto real Fichas de trabalho Fichas de avaliação de experiências sociocupacionais OUTROS INSTRUMENTOS Relatório de observação e avaliação especializada em Educação Especial PEI CEI (Currículo Específico Individual) PIT (Plano Individual de Transição) Relatório Circunstanciado COMUNICAÇÃO a) LINGUAGEM ESCRITA- LER b) LINGUAGEM ESCRITA ESCREVER c) LINGUAGEM ORAL FALAR INTERPRETAÇÃO/ COMPREENSÃO RESOLUÇÃO de PROBLEMAS Setembro de 2016 A Subcoordenadora do Subdepartamento de Educação Especial...