CBUQ E ASFALTO BORRACHA

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Transcrição:

CBUQ E ASFALTO BORRACHA o Acadêmicas: Ana Carolina Vicentim Batista Ribeiro Brunna Nathaly Honório de Carvalho Izabela Carolina Torres Buffon Hellen Karoline Mass o Disciplina: Estradas II o Professor: Arnaldo Taveira Chioveto

O que é CBUQ Concreto betuminoso usinado a quente Agregado graúdo: pedra britada, escória, seixo rolado preferencialmente britado; Agregado miúdo: areia, pó-de-pedra ou mistura de ambos; Filer: composto por cimento Portland, cal extinta, pós-calcários, cinza volante, etc; de acordo com a Norma DNER-EM 367; CAP (cimento asfáltico de petróleo): material termoplástico e reológico com propriedades aglutinantes, impermeabilizantes e flexíveis com alta resistência à ácidos. CAP-30/45 CAP-50/70 CAP-85/100 Betume Elemento aglutinante ativo Mistura de hidrocarbonetos pesados Solúveis em bissulfato de carbono

Utilização É ideal para pátios, estacionamentos, ruas e alamedas de sítios, chácaras e condomínios, além de galpões e demais áreas para tráfego de veículos leves e pesados. O asfalto CBUQ pode ser aplicado em qualquer superfície DEVIDAMENTE COMPACTADA, sendo assim não tem contra indicação de onde utilizar.

Utilização - VANTAGENS Fácil aplicação e manuseio quando aquecido; Durabilidade; Resistência à fadiga e estabilidade à deformação plástica da mistura de acordo com às condições de clima, do tráfego e da estrutura do pavimento; Permite combinações com outros materiais sendo eles asfalto borracha, asfalto com polímero; Reutilização de material fresado na produção do CBUQ.

Utilização - DESVANTAGENS Material de cara produção; Tempo de execução;

Utilização- CAMADAS 1. Reforço do subleito; 2. Sub-base; 3. Base; 4. Camada de regularização; 5. Revestimento.

Utilização- CAMADAS a) constância volumétrica, isto é, a camada espalhada e compactada não deve sofrer acentuada compactação pela ação do tráfego, o que produziria deformações, na superfície de rolamento incômodas aos veículos que se deslocam com velocidades elevadas; b) aumento de estabilidade da camada que se reflete no valor estrutural da camada; c) impermeabilização da camada que se reflete na durabilidade do pavimento, reduzindo ou eliminando a ação de água sobre o asfalto que aglutina as partículas de agregado.

Utilização - CONSUMO O CAP representa 25 a 40 % do custo da construção do revestimento (R$ 1,20/kg)

TRANSPORTES Feito por caminhões basculantes com caçambas metálicas robustas, limpas e lisas, ligeiramente lubrificadas com água e sabão, óleo cru fino, óleo parafínico, ou solução de cal, de modo a evitar a aderência da mistura à chapa.

ARMAZENAMENTO Depósito para ligante asfáltico Dispositivos capazes de aquecer o ligante em temperaturas dadas por norma para evitar superaquecimento; Sistema de circulação; Capacidade de depósito de no mínimo três dias de serviço; Silos para agregados Capacidade de no mínimo três vezes a capacidade do misturador; Compartimentos separados em separador e estocagem; Silo adequado para o filer com dispositivos de dosagem; Usinas para misturas asfálticas Unidade para classificar os agregados; Secador; Misturador; Termômetro; Coletor de pó e alimentador de filer; Cabine de comando e quadros de forças;

ENSAIOS - Laboratório Penetração Amostra a 25 C Quando Penetração = mole será o CAP Equipamento Material betuminoso

ENSAIOS SAYBOLT-FUROL Quanto Viscosidade = duro (denso) Viscosidade baixa = temperaturas de trabalho mais baixas e melhor para mistura com agregados Viscosidade alta = exsudação e problemas com fadiga da mistura ENSAIO É o tempo em segundos que o asfalto leva para fluir em um determinado orifício a uma determinada temperatura (177 C, 135 C e 60 C para preencher um frasco de 60cm³. VISCOSIDADE IDEAL: MISTURA 75 a 95 segundos COMPACTAÇÃO 125 a 155 segundos

ENSAIOS Ductilidade Propriedade de alongar sem romper = poder cimentante Ductilidade alta = suscetibilidade à temperatura Ductilidade baixa = asfaltos deteriorados ou oxidados

ENSAIOS Durabilidade RFTOT Simula o envelhecimento de usinagem e compactação

EXECUÇÃO Transporte do Concreto Betuminoso até o local de aplicação Temperatura de 107 à 170 C Viscosidade Serviços preliminares Imprimação Distribuição e compressão da mistura Temperatura/viscosidade para cada tipo de ligantes de acordo com Saybolt - Furol Viscosidade 85 a 95 segundos 107 C a 177 C Espalhamento por vibroacabadoras Rolagem para compressão Compressão

EXECUÇÃO

Logísticas de materiais com o uso de um máquina vibroacabadora (VDA) Execução da capa asfáltica

EQUIPAMENTOS CAMINHÃO BASCULANTE APROPRIADO

EQUIPAMENTOS VIBROACABADORAS PAVIMENTADORAS AUTOMOTRIZES ROLO PNEUMÁTICOS AUTOPROPULSORES ROLO VIBRATÓRIOS METÁLICOS LISOS

MANUTENÇÃO 1. Reforço do pavimento; 2. Reciclagem do pavimento; 3. Conservação do pavimento;

Tratamento inicial da subbase e base.

ASFALTO BORRACHA Set /2009 NORMA DNIT 112/2009 - ES DNIT Pavimentos flexíveis Concreto asfáltico com asfalto borracha, via úmida, do tipo Terminal Blending - Especificação de serviço.

ASFALTO BORRACHA O asfalto-borracha é um tipo de concreto asfáltico constituído de pó de pneu moído. Por pertencer à linha de asfaltos modificados, também é conhecido como AMB asfalto modificado por borracha; O pó de pneu utilizado na fabricação do asfaltoborracha deriva da reciclagem de pneus descartáveis, o que agrega característica ecológica ao produto, por isso também é conhecido como asfalto ecológico; Só em 2016, por exemplo, as pavimentações feitas pela concessionária Ecovia consumiram quase 1,7 mil toneladas de asfalto-borracha, o que contribuiu para reutilização de aproximadamente 7,5 mil pneus de caminhão.

DESVANTAGENS É cerca de 18% mais caro que o asfalto convencional devido à incorporação da borracha à mistura; Devido à necessidade de alta viscosidade precisa ser usado em altas temperaturas (165 C a 180 C, enquanto o asfalto convencional fica entre 60 C e 70 C);

VANTAGENS É ecológico, cerca de 600 pneus a cada 1 km; Resiste bem a uma grande amplitude de temperatura; Vida útil cerca de 40% maior que o asfalto convencional, necessitando de menos reparos e garantindo maior fluidez à via;

Redução do tempo de liberação da pista devido a redução do tempo de resfriamento da mistura; Menos suscetível à formação de trilhas de rodas reduzindo o risco de aquaplanagem e melhora a frenagem e aderência dos veículos; Por apresentar maiores volumes de vazios reduz o efeito spray em dias de chuva e tem menor ruído de rodagem.

VANTAGENS AMBIENTAIS O uso de pneus descartados (que no Brasil chegam a 30 milhões por ano) na produção de asfalto leva a uma economia de: Petróleo (R$ 14 milhões/1.000 km em asfaltos); Pedras (R$ 26 milhões/1.000 km); Energia (R$ 10 milhões/1.000 km em transporte); Tempo de viagens (25 milhões veículos/ano); Aterros sanitários (R$ 8 milhões/1.000 km). Fonte: Concessionária Univias.

COMO UTILIZAR ESPESSURA O concreto asfáltico com asfalto-borracha pode ser empregado como camada de rolamento, camada de ligação binder ou base. Concreto asfáltico denso; Membranas absorvedoras de tensão; Camada intermediária antireflexão de trincas; Concreto asfáltico descontínuo; Camada porosa de atrito; Camada selante; Tratamento superficial.

CONSUMO O consumo de pneus médio é de 1 pneu/m² numa espessura de 5 cm; Incorporação de 14% de borracha no CAP; Os materiais constituintes do concreto asfáltico com asfalto-borracha são: pó de borracha, agregado graúdo, agregado miúdo, material de enchimento (fíler), CAP e dope.

ENSAIOS ASFALTO-BORRACHA 01 ensaio de penetração a 25ºC (DNER-ME 003/99), para todo carregamento que chegar à obra. De 30 a 70 mm. Determina a resistência inicial do AMB.

01 ensaio do ponto de fulgor, para todo carregamento que chegar à obra (DNER-ME 148/94).

01 ensaio de ponto de amolecimento (anel e bola), a cada 100 t (NBR 6560:2000). Deve ser entre 55 e 57 C.

01 ensaio de viscosidade Brookfield (ASTM-2196/99) a 175ºC, para todo carregamento que chegar à obra;

01 ensaio de recuperação elástica pelo ductilômetro, para todo carregamento que chegar à obra (NBR 15086:2006). De 50 a 55%.

ENSAIOS AGREGADOS Ensaios de rotina: 02 ensaios de granulometria do agregado, de cada silo quente, por jornada de 8 horas de trabalho (DNER-ME 083/98); 01 ensaio de equivalente de areia do agregado miúdo, por jornada de 8 horas de trabalho (DNER- ME 054/97); 01 ensaio de granulometria do material de enchimento (fíler), por jornada de 8 horas de trabalho (DNER-ME 083/98).

CONTROLES TECNOLÓGICOS Espessura da Camada: Deve ser medida aleatoriamente da extração dos corpos-de-prova na pista; Alinhamentos: A verificação do eixo e dos bordos deve ser feita durante os trabalhos de locação e nivelamento nas diversas seções correspondentes às estacas da locação. Acabamento da superfície: Durante a execução deve ser feito, em cada estaca de locação, o controle de acabamento da superfície do revestimento com o auxílio de réguas.

Condições de Segurança: Macrotextura: Ensaio de Mancha de Areia: 0,6 mm HS (Altura da Mancha de Areia) 1,2 mm.

Microtextura: Ensaio do Pêndulo Britânico: VRD (Valor de Resistência à Derrapagem) 47 mm.

PROCESSOS DE EXECUÇÃO 1. Imprimação; 2. Aquecimento do ligante (entre 170 e 180 C); 3. Aquecimentos dos agregados (podem estar de 15 a 20 C acima da temperatura do ligante, não ultrapassando 180 C); 4. Produção do concreto asfáltico; 5. Transporte do concreto asfáltico; 6. Distribuição e compactação da Mistura; 7. Abertura ao tráfego. O concreto asfáltico com asfalto-borracha somente deve ser fabricado, transportado aplicado quando a temperatura ambiente for superior a 10ºC. E NUNCA EM HIPÓTESE ALGUMA QUANDO ESTÁ CHOVENDO!!

EQUIPAMENTOS E ARMAZENAMENTO Depósito para Ligante Asfáltico: capaz de aquecer o ligante com capacidade para 3 dias de serviço;

Silos para Agregados: os silos devem ter capacidade total de, no mínimo, três vezes a capacidade do misturador;

Usina para Misturas Asfálticas: a usina a ser utilizada deve ser a gravimétrica; Caminhões basculantes para transporte da mistura;

Burro preto para fazer a imprimação.

Caminhão espargidor do ligante de asfalto-borracha.

Equipamento para Espalhamento e Acabamento;

Equipamento para Compactação: rolo pneumático e rolo metálico, liso tipo tandem ou rolo vibratório;

MANUTENÇÃO O asfalto borracha é mais durável por ser mais resistente (cerca de 40% a mais) dura cerca de 14 anos, enquanto os asfaltos convencionais duram cerca de 10 anos. Reparos: Remendo superficial: devido à trincas e para evitar a penetração de umidade. Remendo profundo: carga excessiva, rupturas, panelas.

Remendo profundo: passo a passo 1) Sinalização; 2) Demarcação da área a ser reparada; 3) Corte do material deteriorado; 4) Limpeza do buraco; 5) Imprimação; 6) Lançamento e espalhamento da mistura; 7) Compactação; 8) Limpeza do local.

VIDEO DE RECUPERAÇÃO DE REVESTIMENTO

REFERÊNCIAS Aecweb. Asfalto borracha. Acesso em 25 de nov. de 2017. Disponível em: <www.aecweb.com.br/cont/m/rev/asfaltoborracha-garante-vias-mais-segurase-duraveis_15935_10_0>. Infraestrutura Urbana. Soluções técnicas. Asfalto borracha. Acesso em 25 de nov. de 2017. Disponível em: www.<infraestruturaurbana17.pini.com.br/solucoes- tecnicas/11/asfalto-borracha-a-adicao-de-po-de-borracha-extraido-de-245173-1.aspx>. NORMA DNIT 112/2009 ES. Pavimentos flexíveis Concreto asfáltico com asfaltoborracha, via úmida, do tipo Terminal Blending - Especificação de serviço.