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Transcrição:

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 5 Bacias Hidrográficas de Minas Gerais O desenvolvimento dos recursos hídricos não pode ser visto dentro de um sistema limitado onde a complexidade dos usos múltiplos da água pelo homem aumentou e produziu um enorme conjunto de degradação e poluição. A ação de um sistema mais complexo onde todos os componentes que o afetam sejam tratados como uma unidade da paisagem e gerência de desenvolvimento na busca da sustentabilidade consolidou-se de tal forma que a bacia hidrográfica passou a ser adotada em muitos países e regiões, como unidade de planejamento e gestão. O gerenciamento dos recursos hídricos inclui necessariamente, uma base de dados sustentada pela pesquisa científica que irá gerar informações necessárias à tomada de decisões pelos gestores visando à implantação de políticas públicas. Um dos exemplos de novas tecnologias, que vem sendo utilizada pelo Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), é a codificação de bacias hidrográficas, elaborada por Otto Pfafstetter. Esta classificação tem como foco principal as bacias hidrográficas sendo aplicada inicialmente para o continente e também na bacia do rio São Francisco, na escala de 1:1 000 000. Consiste em agrupar a rede de drenagem em três classes: aquelas que drenam diretamente para o mar (podendo ser uma bacia ou uma região hidrográfica); aquelas que drenam para as bacias fechadas: e aquelas que são tributárias dos dois primeiros casos. A codificação é baseada nos dez algarismos do sistema decimal. Em qualquer nível de classificação são separados os quatro afluentes com maior bacia de drenagem, seguido ao longo do rio principal de jusante para montante. Esta metodologia foi aplicada inicialmente pela Secretaria Nacional de Irrigação, em 1998 a SRH/MMA com a participação do IBAMA e o apoio técnico da USGS, elaborou uma base digital de classificação e codificação de bacias brasileiras, com o objetivo de atender à necessidade de estruturação de uma base de dados hidrológica digital sistemática (USGS, 2000). Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco: A Bacia do Rio São Francisco é a terceira maior bacia do Brasil e a maior bacia totalmente brasileira. A Bacia ocupa cerca de 8% do território nacional, e de sua extensão total, concentra 83% nos Estados de Minas Gerais e da Bahia. Outros Estados que fazem parte da bacia são Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Goiás e Distrito Federal. O maior rio dessa bacia é o Rio São Francisco com cerca de 2700 km, nascendo na Serra da Canastra, no município de São Roque de Minas - Minas Gerais. Desemboca-se no

Atlas Digital de MINAS GERAIS 2 de 5 Atlântico entre os estados de Sergipe e Alagoas. Em seu trajeto, o rio São Francisco recebe água de vários afluentes, tanto perenes quanto intermitentes. A Bacia é subdividida em quatro partes, a do Alto São Francisco, do Médio São Francisco, do Submédio São Francisco e do Baixo São Francisco. Por onde passa, o rio abastece a população com sua água e seus peixes, sendo utilizado para a irrigação. Possui também hidrelétricas de essencial importância para o país. Bacia Hidrográfica do Rio Pardo: O Rio Pardo percorre dentro do estado de Minas uma extensão de 220 km recebendo água dos seus afluentes, os rios Pardinho, Mosquito, Preto, Itaperaba e São João, formadores de sua bacia. Localiza - se ao Norte do estado de Minas Gerais, e ocupa a mesorregião do Norte de Minas. Bacia Hidrográfica do Rio Jequitinhonha: Situa-se ao noroeste mineiro, com uma área de 65520 km² dentro do estado. A área agrupa seis mesorregiões, com 63 municípios, sendo que 22 municípios estão parcialmente dentro desta bacia. O rio Jequitinhonha é o recurso natural mais importante da região e as atividades humanas como o desmatamento, mineração e garimpagem no seu curso e em alguns de seus afluentes vêm causando seu assoreando. Bacia Hidrográfica do Rio Buranhém: Localizada no extremo sul da Bahia, abrangendo parte do Estado de Minas Gerais, mais especificamente a cidade de Santo Antonio do Jacinto na mesorregião do Jequitinhonha. Bacia Hidrográfica do Rio Jucuruçu: Apenas três cidades da mesorregião do Jequitinhonha, estão inseridas nesta bacia: Palmópolis, Rio do Prado e Felixburgo. Sua maior extensão encontra-se no estado da Bahia. Bacia Hidrográfica do Rio Itanhém/Alcobaça:

Atlas Digital de MINAS GERAIS 3 de 5 Localiza-se na mesorregião do Vale do Mucuri e percorre um total de seis cidades dessa mesorregião: Umburatiba, Maxacalis, Bertópolis, Águas Formosas, Fronteira dos Vales e Santa Helena de Minas, abrange também parte do sul da Bahia. Bacia Hidrográfica do Rio Mucuri: Encontra-se inserida na mesorregião do Vale do Mucuri no nordeste do Estado. Possui uma área de drenagem de 15100 km² abrangendo 13 sedes regionais dentre elas as cidades de Teófilo Otoni e Nanuque. A bacia faz divisa com os Estados do Espírito Santo e da Bahia, tendo como principal rio, o Mucuri, que nasce da junção do Rio Mucuri do Norte e Mucuri do Sul. Tem como principais afluentes os rios Todos os Santos e Pampã. Bacia Hidrográfica do Rio Peruípe: Ocupa uma pequena extensão dentro do estado de Minas Gerais, ou seja, parte do município de Serra dos Aimorés, na mesorregião do Vale do Mucuri. Faz divisa com o Estado da Bahia. Bacia Hidrográfica do Rio Itaúnas: Percorre parte do município de Nanuque na mesorregião do Vale do Mucuri. Bacia Hidrográfica do Rio São Mateus: Localizada na mesorregião do Vale do Mucuri e Vale do Rio Doce, esta bacia assim como a Bacia do Rio Mucuri agrupa um total de 13 municípios dentre eles Teófilo Otoni e Mantena. A área de drenagem da Bacia é de 5682 km². O Rio São Mateus, que dá nome a bacia, nasce na Serra da Safira em Minas Gerais percorrendo uma distância de 188 km² até desaguar no Atlântico no Estado do Espírito Santo. Bacia Hidrográfica do Rio Doce: Possui uma extensão territorial aproximada de 83400 km² dos quais 86% estão em Minas Gerais percorrendo 202 municípios. Concentra-se na porção leste de Minas Gerais, limitando-se ao sul com a bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, a oeste com a bacia do rio São Francisco, e, em pequena

Atlas Digital de MINAS GERAIS 4 de 5 extensão, com a do rio Grande. Ao norte, limita-se com a bacia dos rios Jequitinhonha e Mucuri e a noroeste com a bacia do rio São Mateus. A importância econômica dessa bacia é muito grande por abrigar o maior complexo siderúrgico da América Latina e o PIB da bacia está por volta de 15% do PIB total do Estado. Bacia Hidrográfica do Rio Itapemirim: A bacia do Rio Itapemirim, é a menor bacia hidrográfica no estado de Minas Gerais. Percorre um trecho bem pequeno do município de Lajinha, na divisa com o Estado do Espírito Santo. Bacia Hidrográfica do Rio Itabapoana: Abrange uma porção muito pequena do Estado, no nordeste da Zona da Mata, junto à Serra do Caparaó, na divisa com o Espírito Santo e o Rio de Janeiro. Ocupa uma área de 4880 km². Encontra-se inserida em uma região cuja base econômica é representada pelos serviços urbanos e por atividades do setor primário, especialmente, aquelas ligadas ao café, à pecuária leiteira, à cana-de-açúcar e à fruticultura tropical. Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul: Possui uma área de 55 400 km² com um total de 180 municípios distribuídos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O Rio Paraíba do Sul é um dos rios mais importantes do Brasil, sendo um dos eixos de comunicação e desenvolvimento cruciais para a região e para o país, graças às condições excepcionais que oferece como o suprimento de água, energia suficiente, mercado consumidor e fácil escoamento da produção. O rio é formado pela junção dos rios Paraitinga e Paraibuna tendo como principais afluentes os rios Jaguari, Piraí, Paraibuna mineiro, Piabanha, Dois Rios, Pirapetinga, Pomba e Muriaé. Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba: A bacia do Rio Piracicaba sobressae-se no Estado de São Paulo, onde o rio de mesmo nome é o maior afluente em volume d agua do Rio Tiête. Já em Minas Gerais, a Bacia encontra-se no extremo sul do estado, fazendo parte os municípios de Toledo, Itapeva, Extrema, Camanducaia e Sapucaí Mirim.

Atlas Digital de MINAS GERAIS 5 de 5 Bacia Hidrográfica do Rio Grande: O Rio Grande nasce na Serra da Mantiqueira, próximo à divisa com os estados do Rio de Janeiro e São Paulo e percorre um trecho de 1300 km até se encontrar com o Rio Paranaíba e dar origem ao Rio Paraná. A Bacia é subdividida em oito trechos, a Bacia do Alto Rio Grande, a Bacia do Rio das Mortes e Jacaré, a Bacia Hidrográfica do entorno do Reservatório de Furnas, Bacia do Rio Verde, do Rio Sapucaí, dos Rios Mogi-Guaçu e Pardo, do Médio Rio Grande e do Baixo Rio Grande. Ocupa em Minas Gerais toda mesorregião do Sul/Sudoeste de Minas, parte da mesorregião do Campo das Vertentes e do Noroeste de Minas e a parte Sul da mesorregião do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, onde se encontra com o Rio Paranaíba para formar a bacia do Rio Paraná, umas das maiores e mais importantes do Brasil. Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba: Subdivide-se em outras três bacias, a do Rio Dourados, a do Rio Araguari e a dos afluentes mineiros e baixo Paranaíba. As três Bacias estão na mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a Bacia do Rio Dourados, abrangendo um total de 18 municípios. Possui uma área de drenagem de 22.291 km². A bacia do Rio Araguari também está inserida na mesma mesorregião, com um total de 13 sedes municipais e uma área de drenagem de 21.566 km². A última bacia possui um total de 13 municipios e sua área de drenagem é de 26.973 km².