CENTRO SOCIAL E CULTURAL DE S.PEDRO DE BAIRRO REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO RESPOSTA SOCIAL LAR DE INFÂNCIA E JUVENTUDE
REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO LAR DE INFÂNCIA E JUVENTUDE CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS NORMA I Âmbito de Aplicação O Centro Social e Cultural de S. Pedro de Bairro, com acordo de cooperação para a Resposta Social de Lar de Infância e Juventude celebrado com o Centro Distrital de Braga, em Dezembro de 2002, rege-se pelas seguintes normas. NORMA II Legislação Aplicável Esta Resposta Social rege-se pelo estipulado nos estatutos do Centro Social e Cultural de S. Pedro de Bairro, Legislação das IPSS e legislação em vigor. NORMA III Objectivos do Regulamento O presente Regulamento Interno de Funcionamento visa: 1. Promover o respeito pelos direitos dos clientes e demais interessados; 2. Assegurar a divulgação e o cumprimento das regras de funcionamento desta Resposta Social; 3. Promover a participação activa dos clientes ou seus representantes legais ao nível da gestão das Respostas Sociais. NORMA IV Definição O Lar de Infância e Juventude destina-se a crianças/jovens de ambos os sexos até aos 18 anos de idade, em situação de perigo, cuja medida de promoção e protecção determine um acolhimento institucional. A sua intervenção deve:
1. Permitir a realização do diagnóstico de cada criança/jovem, bem como a definição do respectivo Plano Sócio Educativo Individual e Projecto Cooperado de Intervenção, com vista à inserção familiar e social ou outro encaminhamento que melhor se adeqúe à situação em estudo; 2. Assegurar alojamento; 3. Garantir às crianças/jovens a satisfação plena das suas necessidades; 4. Proporcionar o apoio sócio-educativo adequado à idade e características de cada criança/jovem; 5. Promover a intervenção junto da família, em articulação com as entidades e as instituições cuja acção seja indispensável à efectiva promoção dos direitos das crianças/jovens. NORMA V Serviços Prestados e Actividades Desenvolvidas 1. O Lar de Infância e Juventude compreende os seguintes serviços e actividades: 1.1. Administrativos; 1.2. Actividades técnicas, educativas e pedagógicas; 1.3. Acompanhamento académico; 1.4. Nutrição e alimentação; 1.5. Higiene e saúde; 1.6. Actividades de lazer, sócio-cultural e desportivas; 1.7. Psicologia; 1.8. Terapia da Fala; 1.9. Apoio Social; 1.10. Educação Especial e Reabilitação; 1.11. Assistência médica e de enfermagem. CAPÍTULO II PROCESSO DE ADMISSÃO DOS CLIENTES NORMA VI Condições de Admissão 1. O Lar de Infância e Juventude destina-se a crianças e jovens, de ambos os sexos, a quem foi aplicada uma medida de promoção e protecção de acolhimento institucional.
2. A admissão em Lar de Infância e Juventude é feita por solicitação do Tribunal, da Segurança Social, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens ou pelas Forças Policiais, tal como consta da alínea seguinte. 3. A admissão em Lar de Infância e Juventude, de acordo com a legislação em vigor, deve ser orientada pelos seguintes critérios: Residente no Distrito de Braga esta decisão deverá sempre ter em conta o superior interesse da criança/jovem; Dar prioridade, em igualdade de circunstâncias, aos candidatos mais novos; Dar prioridade a fratrias para que não se separem os irmãos e se possa, durante o tempo de acolhimento, reforçar os laços existentes entre eles. NORMA VII Entidades Intervenientes na Admissão 1. Para efeitos de admissão, a criança/jovem deverá ser encaminhada através das seguintes Entidades: 1.1. Tribunais; 1.2. Segurança Social; 1.3. Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ); 1.4. Entidades com competência em matéria de infância e juventude e sempre que se verifique a necessidade de um acolhimento com carácter de urgência. 2. O procedimento de urgência, consignado na actual legislação em vigor, pressupõe que exista perigo actual ou iminente para a vida ou integridade física da criança/jovem e haja oposição dos detentores da responsabilidade parental ou de quem tenha a guarda de facto. A institucionalização de urgência só é legitimada quando os direitos à vida ou integridade física da criança/jovem estejam ameaçados. Nestas situações, as Entidades assumirão a tomada de medidas adequadas, para protecção imediata da criança/jovem, solicitando desde logo a intervenção do Tribunal ou das Entidades Policias. NORMA VIII Admissão 1. Recebida a solicitação, a mesma é analisada pela Direcção em articulação com a Equipa Técnica, sendo a decisão posteriormente comunicada ao Centro Distrital. 2. Os procedimentos inerentes ao processo de admissão obedecem ao contemplado no Manual de Avaliação da Qualidade emitido pelo Instituto de Segurança Social.
NORMA IX Acolhimento 1. Após ter sido dado parecer favorável à admissão, antes da chegada da criança/jovem à instituição, a equipa técnica deve analisar os dados e as informações disponíveis sobre as características da mesma, para desta forma planear o acolhimento mais adequado. 2. O acolhimento de emergência inviabiliza a preparação prévia da equipa técnica assim como a actuação inerente a este processo. Neste caso, a equipa deverá ter um plano de acolhimento de emergência e cumprir o que se encontra estipulado, nas 24 horas posteriores à entrada da criança/jovem na instituição. 3. O programa de acolhimento inicial, a realizar-se durante a primeira semana após a chegada da criança/jovem ao Lar, deverá orientar-se pelos seguintes itens: a) Designação do gestor de caso; b) Avaliação diagnóstica: médica, sócio-familiar, psicológica e outra especialidade, caso se considere necessário; b) Identificação e organização do espaço da criança/jovem; c) Familiarização com os espaços colectivos do Lar; d) Familiarização com os pares do Lar; e) Familiarização com os adultos do Lar, espaços de trabalho e suas funções; f) Conhecimento das regras e modo de funcionamento do Lar pelas crianças/jovens e pelas suas famílias. NORMA X Processo Individual do Cliente Do processo individual da criança/jovem deverão constar. c) Ficha de identificação individual; d) Lista de pertences da criança/jovem; e) Documento sinalizador do pedido de admissão; f) Lista de contactos da criança/jovem; g) Avaliação diagnóstica; h) Natureza das diligências / contactos efectuados; i) Correspondência oficial;
j) Plano Sócio-Educativo Individual (PSEI); k) Plano Cooperativo de Intervenção (PCI); l) Relatórios/outros documentos. NORMA XI Listas de Espera 1. A gestão das listas de espera é efectuada duma forma centralizada pelo Instituto de Segurança Social. CAPÍTULO III INSTALAÇÕES E REGRAS DE FUNCIONAMENTO NORMA XII Instalações O Lar do Centro Social e Cultural de S. Pedro de Bairro está sediado na Rua da Infância n.º 19, na Freguesia de Bairro, Concelho de V. N. de Famalicão, Distrito de Braga. Os espaços destinados a este equipamento encontram-se conformes com a legislação em vigor. NORMA XIII Horário de Funcionamento O Lar funciona 24 horas por dia, sendo os seguintes horários praticados: a) Durante a semana o horário para o despertar é entre as 7H00 e as 8H30, tendo em consideração as actividades escolares e/ou profissionais, sendo ao fim de semana às 9H00; b) Os horários para as refeições são os seguintes: 1. Pequeno-Almoço... Entre as 7H30 e as 9H00; 2. Almoço.. 12H30 3. Lanche... 16H00 4. Jantar. 20H00 NORMA XIV Visitas e Saídas 1. As visitas, os passeios, os fins-de-semana e os períodos de férias da criança/jovem podem ser passados com as seguintes pessoas: 1.1 - Familiares da criança/jovem;
1.2 Pessoas/famílias idóneas e próximas da criança/jovem e/ou Instituição. 2. Visitas: 2.1 - Toda a criança/jovem tem direito a receber visitas de familiares, amigos e colegas na instituição. No entanto e mediante a problemática apresentada e causadora da institucionalização da criança/jovem, só ao Tribunal cabe impedir, para superior interesse da criança/jovem a realização de visitas. Todavia, é da competência da equipa técnica a primeira sinalização dos factores de risco verificados, aquando das interacções durante o período de visitas. 2.2 - As visitas decorrem durante as 15h00 e as 19h00 aos fins-de-semana, feriados e dias santos. 2.3 - Aos horários e dias definidos poderão eventualmente ser abertas excepções desde que se justifiquem e sejam comunicados previamente. 3. Passeios, Fins-de-Semana e Férias: 3.1 - No caso de um familiar ou outra figura significativa para a criança/jovem manifestar vontade de a levar a passear fora da instituição, a equipa técnica terá de avaliar a viabilidade dessa possibilidade, em termos de segurança física e psicológica da criança/jovem. No caso de se considerar que essa experiência será positiva o adulto que sai com a criança/jovem deverá assinar um termo de responsabilidade. 3.2 - No caso de fins-de-semana e férias e, uma vez avaliadas as condições para que tal aconteça, deverá informar-se o Tribunal ou a CPCJ que se vai iniciar um plano de visitas da criança/jovem a casa, o que poderá constituir um progresso de promoção e protecção. NORMA XV Quadro de Pessoal 1. O quadro de pessoal do Lar encontra-se afixado em local bem visível, contendo a indicação do número de recursos humanos (direcção técnica, equipa técnica, pessoal auxiliar e voluntários), formação e conteúdo funcional, definido de acordo com a legislação/normativos em vigor. 2. O Quadro de Pessoal do Lar é composto por: a) Directora Geral; b) Directora Técnica; c) Equipa Técnica; d) Equipa Educativa;
e) Equipa de Apoio. NORMA XVI Direcção Técnica A Direcção Técnica do Lar de Infância e Juventude compete a um técnico da área das Ciências Sociais e Humanas, nos termos da legislação em vigor, cujo nome, formação e conteúdo funcional se encontra afixado em lugar visível. São funções da Directora Técnica: a) Dirigir o serviço, assumindo a responsabilidade pela programação, execução e avaliação das actividades; b) Assegurar a plena execução de todos os procedimentos inerentes à admissão, acolhimento, integração e saída da criança /jovens na Instituição; c) Coordenar e supervisionar os recursos humanos afectos ao serviço; d) Sensibilizar os colaboradores face à problemática dos clientes e promover a sua formação; e) Participar em reuniões de Direcção, sempre que as acções assim o justifiquem; f) Supervisionar as restantes actividades relativas ao funcionamento desta Resposta Social. CAPÍTULO IV DIREITOS E DEVERES NORMA XVII Direitos e Deveres dos Clientes 1. A Criança /Jovem tem direito a que lhe assegurem na sua plenitude todos os cuidados necessários à manutenção do seu bem estar bio-psico-social; 2. A todas as Crianças e Jovens é dada a possibilidade de frequentar actividades de ocupação e lazer existentes na comunidade; 4. Diariamente são proporcionadas às crianças/jovens actividades de ocupação e lazer, 5. As crianças e jovens terão direito a uma semanada quando iniciam o 2º Ciclo: a) O montante atribuído é variável de acordo com as respectivas idades, sendo revisto anualmente; b) A semanada é distribuída às sextas-feiras, sendo os casos excepcionais analisados individualmente.
10. No âmbito dos PSEI são definidas para todas as crianças/jovens tarefas domésticas no sentido de promover a sua autonomia. NORMA XVIII Deveres da Instituição São deveres do Centro Social e Cultural S. Pedro de Bairro: 1. Fazer cumprir o presente Regulamento; 3. Manter todos os espaços destinados ao funcionamento da Valência com asseio e limpeza; 4. Assegurar condições de segurança às crianças/jovens; 5. Proporcionar às crianças/jovens um ambiente de carinho, afectividade, educação e bemestar; 6. Providenciar o devido acompanhamento ao nível de alimentação, higiene, saúde, educação ou outras que se revelem necessárias; 7. Possuir uma equipa técnica, educativa e de apoio capazes de assegurar o acompanhamento pedagógico-terapêutico indispensável ao bem estar bio-psico-social da criança/jovem. NORMA XIX Depósito e Guarda dos Bens dos Clientes No ato de admissão da criança/jovem é feita uma lista de bens, a qual é arquivada no processo individual do cliente. NORMA X Comparticipações No ato de admissão da criança/jovem, poderá ser aplicada uma mensalidade a suportar pelos familiares de acordo com o determinado pelo tribunal. NORMA XXI Livro de Reclamações Nos termos da legislação em vigor, esta Instituição possui livro de reclamações, que poderá ser solicitado junto da Secretaria sempre que desejado. CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES FINAIS NORMA XXXI Alterações ao Regulamento
Nos termos do regulamento da legislação em vigor, os responsáveis do Centro Social e Cultural S. Pedro de Bairro deverão informar e contratualizar com os clientes ou seus representantes legais sobre quaisquer alterações ao presente regulamento com a antecedência mínima de 30 dias relativamente à data da sua entrada em vigor, sem prejuízo do direito à resolução do contrato a que a estes assiste. Estas alterações deverão ser comunicadas à entidade competente para o licenciamento/acompanhamento técnico da Resposta Social. NORMA XXXII Integração de Lacunas Em caso de eventuais lacunas, as mesmas serão supridas pelo Centro social e Cultural S. Pedro de Bairro, tendo em conta a legislação/normativos em vigor sobre a matéria. NORMA XXXIII Foro Competente O foro competente para resolução de eventuais litígios é o Tribunal da Comarca de Vila Nova de Famalicão. NORMA XXXIV Entrada em Vigor O presente Regulamento foi retificado em 17 de Outubro de 2012