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Transcrição:

FICHA TÉCNICA facebook.com/manuscritoeditora 2018 Direitos reservados para Letras & Diálogos, uma empresa Editorial Presença, Estrada das Palmeiras, 59 Queluz de Baixo 2730-132 Barcarena Título original: Ginástica facial Autora: Sónia dos Santos Copyright Sónia dos Santos, 2018 Copyright Letras & Diálogos, 2018 Fotografias: Jorge Nogueira Ilustrações: Shutterstock Revisão: Ana Bárbara Pedrosa/Editorial Presença Capa e Paginação: Susana Rainho Monteiro Impressão e acabamento: Multitipo Artes Gráficas, Lda. ISBN: 978-989-8871-51-0 Depósito legal n.º 440820/18 1.ª edição, Lisboa, junho, 2018 Os conselhos e os exercícios incluídos neste livro não substituem, em nenhum caso, o aconselhamento médico.

Índice Prefácio - Dr. Ângelo Rebelo... 11 Introdução... 13 1. Por que razão envelhecemos?... 19 1.1 A pele... 20 Epiderme... 20 Derme... 22 Hipoderme... 23 Tecido muscular... 24 Os diferentes tipos e estado da pele. Qual é a sua?... 24 1.2 Sinais de envelhecimento no nosso rosto... 27 Rugas... 28 Perda de volume... 29 Diminuição de densidade... 29 1.3 Fatores de envelhecimento... 30 Causas internas: envelhecimento cutâneo intrínseco ou cronológico... 30 Causas externas: envelhecimento cutâneo extrínseco... 31 1.4 Podemos prevenir o envelhecimento da pele do nosso rosto?... 36 2. A pele nas diferentes idades... 41 2.1 Adolescência... 42 2.2 Entre os 20 e os 30 anos... 43 2.3 Entre os 30 e os 40 anos... 45 9

2.4 Entre os 40 e os 50 anos... 46 2.5 Entre os 50 e os 60 anos... 47 2.6 Após os 60 anos... 49 2.7 Para todas as idades... 50 3. GinásTICA facial e antienvelhecimento... 55 3.1 Mas, afinal, em que consiste a ginástica facial?... 57 3.2 GinásTICA facial e tipo de pele... 59 Pele seca... 60 Pele oleosa... 60 Pele mista... 60 3.3 GinásTICA facial e frequência... 60 3.4 A primeira abordagem em clínica... 63 4. O seu plano de ginástica facial... 67 5. Drenagem linfática facial... 145 5.1 Drenagem linfática no rosto: passo a passo... 146 6. Altere os seus velhos hábitos... 155 6.1 Os meus fatores-chave para manter o foco... 156 6.2 mastigação, respiração e sono (funções estomatognáticas)... 158 6.3 Importância da alimentação na saúde da nossa pele... 160 6.3.1 Alimentos antienvelhecimento... 162 6.3.2 Pele hidratada a importância da água... 167 7. TrATAmentos caseiros... 169 8. Procedimentos médico-estéticos... 181 Conclusão... 185 Agradecimentos... 189 BIBLIOGRAFIA... 191 10

1 Por que razão envelhecemos? Na realidade, o envelhecimento é um processo absolutamente natural que começa assim que nascemos. Resulta de transformações homeostáticas que levam a alterações fisiológicas em todos os órgãos e tecidos do organismo. Na sua condição de órgão externo, a pele é o órgão que mais cedo mostra os sinais do processo de envelhecimento, através de mudanças macroscópicas da sua morfologia: enrugamento, flacidez, desidratação e hiper ou hipopigmentação alterações que se tornam mais visíveis, sobretudo a partir da terceira idade. Para compreender a forma como a pele evidencia a passagem do tempo, é importante perceber como é constituída e o papel que cada uma das suas camadas desempenha na saúde e na aparência geral da pele. 19

1.1 A Pele A pele é o maior órgão do corpo humano e, tal como qualquer outro órgão, está sujeita aos efeitos do tempo. Apesar da sua extraordinária capacidade de regeneração e fantástica elasticidade (basta pensar na forma como a pele estica durante a gravidez), a pele é um órgão frágil e vulnerável às flutuações hormonais, à desidratação, à perda de força muscular e aos fatores externos, como o sol ou o consumo de álcool e de tabaco. A pele é composta por três camadas: a epiderme, a derme e a hipoderme. A qualidade destas camadas é fundamental para a aparência do rosto. Se uma das camadas estiver danificada, a pele apresentará de forma mais precoce os sinais do avanço da idade. Pelo Epiderme Poro Derme Crista Epidérmica Glândula sebácea Hipoderme Folículo piloso Glândula Sudorípara Nervo Veia Artéria EpidErmE A epiderme é a camada mais superficial da pele e constitui a última barreira entre o nosso corpo e o ambiente. A sua espessura varia entre cerca de meio milímetro (nas pálpebras, por exemplo) e dois ou três milímetros (na planta dos pés ou na palma das mãos). 20

A epiderme é penetrada por centenas de poros por cada centímetro quadrado, por onde é expelido o suor e o sebo. Estas duas substâncias juntam-se à superfície para formar o filme hidrolipídico, que hidrata e protege a pele em permanência. A epiderme tem cinco camadas. Na camada mais profunda a chamada camada basal, as células estaminais epidérmicas dividem-se e criam os queratinócitos, células que constituem cerca de 90% das células da epiderme e que conferem à pele a sua impermeabilidade e ajudam a mantê-la protegida. Estas células movem-se gradualmente para a superfície da pele, formando uma camada protetora. À medida que as células se deslocam para as camadas superiores, aplanam e acabam por morrer. A camada superior da epiderme é composta por células planas e mortas que se renovam em ciclos de duas a quatro semanas. Assim, a epiderme regenera-se constantemente. Apesar de não ter vasos sanguíneos, contém melanócitos, as células que produzem o pigmento melanina, responsável pela cor da pele. À medida que a idade avança, esta renovação das células é feita de forma mais lenta e a pele torna-se mais seca e suscetível ao aparecimento de rugas. Camada Córnea Camada Granulosa Células de Langenhars Camada Espinhosa Melanina Melanócito Células de Merkell Camada Basal Lâmina Basal 21

Derme Situada sob a epiderme, a derme é de 10 a 40 vezes mais espessa do que a epiderme. Responsável pela nutrição e pela ancoragem da epiderme, é constituída principalmente por fibras de tecido conjuntivo, sendo irrigada por numerosos vasos sanguíneos que permitem trazer à epiderme os elementos nutritivos que lhe são essenciais. Contém também as glândulas sebáceas e as glândulas sudoríparas, responsáveis pela secreção do sebo e do suor, bem como os folículos pilosos. As principais células da derme são os fibroblastos, que sintetizam dois tipos de fibras proteicas: o colagénio e a elastina. A elastina proporciona à pele flexibilidade e elasticidade, permitindo à pele voltar à sua forma original depois de ter sido esticada. O colagénio confere-lhe resistência e permite a cicatrização dos tecidos deteriorados quando a pele é ferida. O espaço entre as células é a matriz extracelular: colagénio e elastina movem-se numa geleia constituída por glúcidos complexos que retêm a água (os glicoaminoglicanos), como o ácido hialurónico. Pelo Poro Epiderme Músculo eretor Glândula Sebácea Artéria Veia 22

Com o passar dos anos, as fibras de colagénio e elastina tornam-se mais raras e deterioram-se, deixando de atuar como uma espécie de cimento entre as células. O resultado é a diminuição da firmeza e da elasticidade da pele e, consequentemente, o aparecimento das rugas. Hipoderme A hipoderme é a camada mais profunda da pele. Mais vascularizada do que a derme, é maioritariamente composta por células gordas, os adipócitos, que isolam o corpo das variações de temperatura e formam uma cobertura protetora contra as pressões a que a pele é sujeita. Assim, a hipoderme é muito densa em zonas que sustentam impactos constantes (os calcanhares, por exemplo) e muito mais fina noutras zonas do corpo. Esta camada proporciona à pele nutrientes e fornece-lhe diariamente força e vitalidade. O seu propósito é unir a pele ao osso e ao músculo subjacente e provê-lo de vasos sanguíneos e nervos. A hipoderme contém glândulas odoríferas, sudoríparas e sebáceas, e é onde estão fixas as raízes do cabelo. Com o tempo, os músculos subjacentes perdem o seu tónus e vão perdendo a capacidade de suportar e vascularizar a pele. 23