PRÁTICA CONSTITUCIONAL

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Transcrição:

PRÁTICA CONSTITUCIONAL 2ª FASE OAB PROFESSOR Cristiano Lopes

Conselho Editorial Presidente do Conselho Editorial Diretoria Executiva Diretoria Pedagógica Diretoria de Operações e Infraestrutura Revisão Técnica Editor Responsável Revisão de Texto Capa/Design Diagramação Logística Cristiano Lopes Evaldo Roberto da Silva Marcelo Adriano Ferreira Luís Carlos de Brito Antônio Natalino Pequeno Vitor Matheus Krewer Equipe Focus Rafael Lutinski Willian Brognoli Equipe Focus Dados de Catalogação na Publicação Lopes, Cristiano. Prática Constitucional/Cristiano Lopes. Cascavel: Editora Focus, 2017. p. 500 1. Direito Constitucional. 2. Prática Constitucional. 3. Exame de Ordem. Impresso no Brasil - Printed in Brazil Copyright 2017 by EDITORA FOCUS Rua Maranhão, 924 - Ed. Coliseo - Centro, Cascavel - PR, 85801-050 Tel: (45) 3040-1010 E-mail: editora@focusconcursos.com.br A Editora Focus, se responsabiliza pelos vícios do produto no que concerne à sua edição (impressão e apresentação a fim de possibilitar ao consumidor bem manuseá-lo e lê-lo). Nem a editora nem o autor assumem qualquer responsabilidade por eventuais danos ou perdas a pessoa ou bens, decorrentes do uso da presente obra. É proibida a reprodução total ou parcial de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, inclusive através de processos xerográficos, fotocópia e gravação, sem permissão por escrito do autor e do editor. O titular cuja obra seja fraudulentamente reproduzida, divulgada ou de qualquer forma utilizada poderá requerer a apreensão dos exemplares reproduzidos ou a suspensão da divulgação, sem prejuízo da indenização cabível (art. 102 da Lei n. 9.610, de 19.02.18). Atualizações e erratas: esta obra é vendida como se apresenta na data de publicação. Atualizações são definidas a critério exclusivo da Editora Focus, sob análise da direção pedagógica e de revisão técnica, sendo as erratas disponibilizadas na área do cliente do site www.editorafocus.com.br, na aba Atualização e Erratas. É missão da editora oferecer ao leitor uma obra sem a incidência de erros técnicos ou disparidades de conteúdo. Caso ocorra alguma incorreção, solicitamos que o leitor, atenciosamente, colabore enviando críticas e sugestões, por meio do setor de atendimento da Editora Focus através do e-mail editora@focusconcursos.com.br.

PRÁTICA CONSTITUCIONAL 2ª FASE OAB PROFESSOR Cristiano Lopes

O AUTOR Cristiano Lopes Presidente do Conselho Editorial da Editora Focus. Advogado. Professor de Direito Constitucional e Direitos Humanos com experiência em preparatórios para concursos públicos e Exame de Ordem. Doutorando em Ciência Polícia pela Universidade de Pernambuco (UFPE). Mestre em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Especialista em Direito Penal e Processual pela Escola Superior de Advocacia do Estado de Pernambuco (ESA/PE) e Faculdade Joaquim Nabuco. Graduado em Direito pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Associado ao Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito (CONPEDI). Ex-Diretor de Ciência e Tecnologia da Federação Nacional de Pós-graduandos em Direito (FEPODI). Ex-Diretor de Relações Públicas da Associação Pernambucana de Pós-graduandos em Direito (APPODI). Entre em contato: Email: prof.cristianlopes@gmail.com Site: www.professorcristianolopes.com Instragram: instagram.com/_cristianolopes Fanpage: facebook.com/professorcristianolopes

SUMÁRIO SUMÁRIO PARTE I Como Fazer uma Petição Inicial... 21 Endereçamento... 24 Qualificação do legitimado ativa...25 Nome da ação... 26 Qualificação do legitimado passivo...27 Da Causa de Pedir...27 Da Tutela de Urgência... 28 Do Pedido... 29 Das Provas... 29 Valor da causa... 30 Fechamento... 30 Ação Ordinária...33 Apresentação...35 Como identificar a peça... 36 Estrutura da peça...37 Prova Prático-Profissional... 38 Contestação...43 Apresentação...45 Características/ Requisitos...45 Estrutura da peça... 48 Prova Prático-Profissional... 49 13 Habeas Corpus... 53 Apresentação...55 Características/Requisitos...55 Como identificar a peça...59 Procedimento... 60 Competência... 60 Fundamentos mais comuns... 62 Estrutura da peça... 64 Prova Prático-Profissional... 66 Habeas Data...71 Apresentação...73 Características/Requisitos...74 Como identificar a peça...76 Competência...77

SUMÁRIO Fundamentos mais comuns...78 Estrutura da peça... 80 Prova Prático-Profissional...81 Mandado de Segurança... 85 Apresentação...87 Características/Requisitos...87 Como identificar a peça... 94 Competência...95 Fundamentos mais comuns... 96 Estrutura da peça... Prova Prático-Profissional...100 Mandado de Segurança Coletivo...105 Apresentação...107 Características/Requisitos... 108 Como identificar a peça... 109 Competência...110 Fundamentos mais comuns...110 Estrutura da peça...111 Prova Prático-Profissional...113 14 Mandado de Injunção... 119 Apresentação...121 Características/Requisitos...123 Como identificar a peça... 130 Competência...131 Fundamentos mais comuns...132 Estrutura da peça...133 Prova Prático-Profissional... 134 Ação Popular...139 Apresentação...141 Características/ Requisitos... 142 Como identificar a peça...148 Competência...148 Fundamentos mais comuns... 149 Estrutura da peça... 151 Prova Prático-Profissional...153 Ação Civil Pública... 159 Apresentação...161 Características/Requisitos...162 Como identificar a peça... 166

SUMÁRIO Competência... 166 Fundamentos mais comuns...167 Estrutura da peça...169 Prova Prático-Profissional...170 Reclamação Constitucional... 173 Apresentação...175 Características/Requisitos...177 Como identificar a peça...182 Competência...183 Fundamentos mais comuns...183 Estrutura da peça... 190 Prova Prático-Profissional...191 Ação Direta de Inconstitucionalidade... 195 Apresentação...197 Características/Requisitos...198 Como identificar a peça...203 Competência...204 Fundamentos mais comuns...204 Estrutura da peça...206 Prova Prático-Profissional...208 Ação Direito de Inconstitucionalidade por Omissão...213 Apresentação...215 Características/Requisitos...216 Como identificar a peça...220 Competência...220 Fundamentos mais comuns...220 Estrutura da peça...223 Prova Prático-Profissional...225 15 Ação Declaratória de Constitucionalidade...229 Apresentação...231 Características/requisitos...232 Como identificar a peça...234 Competência...235 Fundamentos mais comuns...235 Estrutura da peça...236 Prova Prático-Profissional...238

SUMÁRIO Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental...243 Apresentação...245 Características/requisitos...247 Como identificar a peça...252 Competência...253 Fundamentos mais comuns...253 Estrutura da peça... 255 Prova Prático-Profissional... 257 Apelação...261 Apresentação...263 Características e requisitos do Recurso Ordinário Constitucional...264 Como identificar uma Apelação...266 Estrutura da peça...266 Prova Prático-Profissional...268 16 Recurso Ordinário Constitucional...273 Apresentação... 275 Características e requisitos do Recurso Ordinário Constitucional... 277 Como identificar um Recurso Ordinário Constitucional... 279 Competência...280 Fundamentos mais comuns...280 Estrutura da peça...284 Prova Prático-Profissional...286 Recurso Extraordinário...291 Apresentação...293 Características e requisitos do Recurso Extraordinário...294 Como identificar um Recurso Extraordinário...298 Competência...2 Fundamentos mais comuns...2 Estrutura da peça...305 Prova Prático-Profissional...307 Recurso Especial...313 Apresentação...315 Características e requisitos do Recurso Especial...316 Como identificar um Recurso Especial...317 Competência...317 Fundamentos mais comuns...318 Estrutura da Peça...321 Prova Prático-Profissional...323

SUMÁRIO Agravo de Instrumento...327 Apresentação...329 Características /Requisitos...329 Estrutura da Peça...331 Embargos de Declaração...333 Apresentação...335 Características/ Requisitos...335 Estrutura da peça...336 PARTE II Peças e Questões Cobradas nos Exames Anteriores...339 17

PARTE Capítulo I 01 PRÁTICA CONSTITUCIONAL PROFESSOR Cristino Lopes

01 Capítulo 01 Como Fazer uma Petição Inicial PROFESSOR Cristino Lopes

CAPÍTULO 01 - Como Fazer uma Petição Inicial A petição inicial é o requerimento feito pela parte para entrar com uma demanda contra outra pessoa, provocando o Estado-juiz para compor a lide, em face de uma pretensão resistida. Maria Helena Diniz a conceitua como: Ato declaratório e introdutório do processo pelo qual alguém exerce seu direito de ação, formulando sua pretensão, pretendendo a sua satisfação pela decisão judicial, uma vez que determina o conteúdo daquela decisão. Deve indicar o juiz ou o tribunal a que se dirige, a qualificação do autor e do réu, o fato e os fundamentos jurídicos do pedido, o pedido com suas especificações, as provas que se pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados, e, além disso, conter o requerimento para citação do réu 1. Todo processo começa com um requerimento chamado de petição inicial. A petição inicial, também chamada de peça de ingresso, peça atrial, peça vestibular, peça preambular ou exordial, dentre outras denominações, é vista como o ato jurídico processual mais importante praticado pela parte autora dentro do processo, uma vez que, em regra, define os limites da lide em relação ao titular do direito perseguido. Também é vista como a peça que provoca o Estado-juiz a conceder ao autor da demanda a tutela jurisdicional. Para que a parte autora possa ingressar em juízo com uma petição inicial, iniciando um processo, mister se faz que ela preencha os requisitos estabelecidos no art. 319 do Código de Processo Civil. São eles: 23 o juízo a que é dirigida; os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu; o fato e os fundamentos jurídicos do pedido; o pedido com as suas especificações; 1 DINIZ, Maria Helena. Dicionário jurídico universitário. São Paulo: Saraiva, 2010, p. 452.

PRÁTICA CONSTITUCIONAL o valor da causa; as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados; e a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação. 24 Para se aprender a fazer uma petição inicial, o melhor caminho é o de se entender a lógica do instrumento, para que então se raciocine de modo inteligente e se compreenda o caminho com o qual se elabora e desenvolve sua estrutura. E, creiam, é fácil e simples aprender a fazer uma inicial quando se entende sua lógica. Vamos em frente... Há várias técnicas para se ensinar a fazer uma petição inicial. Costumo seguir uma que desenvolvi e que reputo didática, a qual tem ajudado meus alunos a aprenderem com maestria a peticionar em Juízo, bem como, aos amigos que estudam para o Exame de Ordem, tem se revelado técnica infalível. Nesse linear, ensino que uma Petição Inicial tem dez itens principais, que passamos a enumerar: Endereçamento A petição é o meio pelo qual se convence o juiz de algo, por isso, ela deve obedecer às regras da lógica jurídica. De acordo com art. 319, I do CPC/15, a petição inicial indicará o juízo a que é dirigida. Assim, todas as ações devem ser endereçadas para alguma autoridade ou órgão. Procure seguir o esquema abaixo sempre que possível: O endereçamento não deve ser abreviado. Entre o endereçamento e o início da petição, mantenha espaço suficiente para que o juiz possa dar seu despacho. Geralmente, as ações se iniciam com a seguinte frase: Excelentíssimo Senhor Doutor...

CAPÍTULO 01 - Como Fazer uma Petição Inicial EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA... VARA CÍVEL DA COMARCA DE... EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA... VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA... DO ESTADO... EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE REGIONAL FEDERAL DA... REGIÃO. EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO... EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESI- DENTE DO EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESI- DENTE DO EGRÉGIO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Qualificação do legitimado ativa De acordo com art. 319, II, do CPC/15, a petição inicial indicará os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu. É necessário analisar a legitimidade do autor e do réu para serem partes, bem como individualizar e distinguir as pessoas físicas e jurídicas das demais. O estado civil faz-se necessário para verificar a regularidade da petição inicial nos casos em que o autor precisa de outorga uxória. O endereço é imprescindível para determinar a competência territorial e a citação do réu. Caso seja pessoa física, sugerimos a seguinte qualificação: 25 AUTOR, nacionalidade, estado civil, profissão, portador da carteira de identidade n..., inscrito no CPF sob n..., residente e domiciliado à rua..., nesta cidade, por seu advogado que esta subscreve, conforme procuração anexa, com escritório..., nesta cidade, endereço que indica para os fins do art. 106 do CPC, com fundamento nos termos do art...., vem perante Vossa Excelência, propor (pular uma linha e centralizar o nome da ação)