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Transcrição:

Indicadores Econômicos SPC Brasil e CNDL Dados Regionais Dados referentes a abril de 2015 Presidentes Honório Pinheiro (CNDL) Roque Pellizzaro Junior (SPC Brasil) Data de Publicação: 25 de maio de 2015

Resumo - Comparativo entre Regiões O número de devedores em atraso registrados nos serviços de proteção ao crédito cresceu 3,77% no Brasil em abril de 2015, em comparação ao mesmo mês de 2014. Na passagem de março para abril, a alta apresentada foi de 1,16%. Assim, é possível perceber que a pressão exercida pela aceleração da inflação, aumento das taxas de juros e piora dos indicadores econômicos, como renda e emprego, vêm se sobrepondo à queda na base de crédito da economia, resultando em avanço significativo da inadimplência. Quando comparamos as regiões entre si, tanto na base de comparação mensal quanto na anual, o Centro- Oeste foi aquela que mostrou a maior alta do indicador. A alta de 4,84% na comparação com abril de 2014 representou, inclusive, a segunda liderança altista consecutiva entre as regiões. Na passagem de março para abril destacaram-se, ainda, as regiões Sudeste e Norte, com variações de 1,31% e 1,05%, respectivamente. Já na comparação frente a abril do último ano, além do Centro-Oeste, merecem destaque as regiões Norte (+3,72%) e Sudeste (+3,16%). Pessoas Inadimplentes mensal Por região anual Por região A região considerada é a de moradia do devedor. Quando se trata do primeiro quadrimestre de 2015, merece destaque o Centro-Oeste, que apresentou alta do número de devedores superior à média nacional: enquanto o número de devedores da região cresceu 3,98% nos primeiros quatro meses do ano, no Brasil como um todo a alta foi de 3,39%. 2

Pessoas Inadimplentes no primeiro quadrimestre de 2015 Em termos de participação, o Sudeste continua concentrando a maior parte dos devedores do país: 40,06% do total de inadimplentes nas bases às quais o SPC Brasil tem acesso residem na região. O Nordeste apresenta a segunda maior participação (25,95%), seguido pelo Sul (12,89%). Quando se trata da alta anual de 3,77% do indicador, mostrado para o Brasil como um todo em abril, da mesma forma que no último mês, o maior impacto altista adveio do Sudeste (1,27 p.p.), devido a sua grande participação junto ao total de devedores em atraso. O Nordeste, por sua vez, mostrou também pelo segundo mês consecutivo, o segundo maior impacto, contribuindo com 0,79 p.p.. Pessoas Inadimplentes Participação de cada região no total (em abril de 2015) 8,84% 25,95% 7,82% 40,06% 12,89% Impacto sobre variação anual regional (em p.p) Total: 3,77% Centro-Oeste: 0,37 Nordeste: 0,79 Norte: 0,33 Sudeste: 1,27 Sul: 0,17 A região considerada é a de moradia do devedor. Os percentuais não somam 100% devido à exclusão de residentes de regiões não determinadas. 3

De acordo com a estimativa 1 do número de inadimplentes em todo o Brasil feita pelo SPC Brasil, entre março e abril de 2015, um saldo líquido de 600 mil consumidores foram incluídos em listas de negativados. Assim, em abril havia 55,3 milhões de consumidores registrados em serviços de proteção ao crédito, equivalente a 37,9% da população acima de 18 anos e abaixo de 95 anos. Quando analisamos a estimativa aberta por regiões, é possível perceber que, em número absoluto, é o Sudeste quem se destaca, com 21,8 milhões de devedores. Em seguida, aparece o Nordeste, com 14,8 milhões, seguidos 7,5 milhões de devedores residentes no Sul. Na passagem de março para abril, o Sudeste mostrou o maior saldo líquido de novos consumidores: foram 325 mil novos inadimplentes residentes na região, o que representa mais da metade do saldo líquido mostrado para o Brasil como um todo. Em seguida, aparece o Centro-Oeste, com 95 mil novos negativados, seguido pelo Norte e Nordeste, ambos com 60 mil novos devedores e, por último, o Sul, apresentando 55 mil novos consumidores registrados em serviços de proteção ao crédito. Número de Pessoas registradas em bases de serviços de proteção a crédito Estimativa SPC Brasil (abril de 2015) Entretanto, em termos de representatividade do número de devedores frente ao total da população de cada região, a tendência observada anteriormente se altera. O Norte, apesar de apresentar o menor número absoluto de inadimplentes (5,0 milhões), é a região que apresenta a maior parcela de sua população com dívidas pendentes: 45,2% de seus moradores entre 18 e 95 anos encontram-se registrados em serviços de proteção ao crédito. Em seguida, o Centro-Oeste apresenta 40,9% da população em inadimplência, seguido pelo Nordeste, com 38,3%. Quando se trata do indicador de dívidas em atraso, o Brasil como um todo mostrou alta de 2,83% do número de pendências na passagem de março para abril, enquanto que na comparação com abril do último ano, a alta apresentada foi de 5,02%. A comparação mensal mostra mais uma vez o Centro-Oeste liderando a alta mensal do indicador (+3,84%), seguido pelo Sudeste (+3,07%) e pelo Norte (2,84%). Na base anual de comparação, as três regiões se mantém em destaque, mas a ordem se altera: o maior crescimento do número de dívidas foi mostrado pelo Norte (7,06%), seguido pelo Centro-Oeste (6,58%) e pelo Sudeste (4,91%). As regiões Nordeste e Sul mostraram as menores altas do indicador, tanto na base mensal quanto na anual de comparação. 1 É importante notar que esse dado não inclui apenas a base do SPC Brasil, mas uma estimativa de todos os serviços de proteção ao crédito existentes no país. Ver a seção Metodologia para entender como essa estimativa foi feita e quais são suas premissas. 4

Quantidade de Dívidas em Atraso mensal Por região anual Por região A região considerada é a de moradia do devedor. No primeiro quadrimestre do ano, da mesma forma que no indicador de pessoas inadimplentes, foi o Centro- Oeste que mostrou a maior alta do número de dívidas atrasadas: nos primeiros quatro meses do ano, o número de pendências na região cresceu 6,05%, acima da média nacional (5,38%). Quantidade de Dívidas em Atraso no primeiro quadrimestre de 2015 Também no indicador de dívidas em atraso, é o Sudeste que segue concentrando a maior parte das pendências atrasadas (40,74%), seguido pelo Nordeste (24,77%) e pelo Sul (14,48%). Em termos de impacto para a variação anual de 5,02% do indicador, mais uma vez foi o Sudeste que apresentou o maior impacto (2,00 p.p.), seguido pelo Nordeste (1,09 p.p.), graças as grandes participações de tais regiões junto ao total de pendências do país. Quantidade de Dívidas em Atraso Participação de cada região no total (em abril de 2015) 5

8,53% 24,77% 8,26% 40,74% 14,48% Impacto sobre variação anual (em p.p) Total: 5,02% Centro-Oeste: 0,54 Nordeste: 1,09 Norte: 0,59 Sudeste: 2,00 Sul: 0,50 A região considerada é a de moradia do devedor. Os percentuais não somam 100% devido à exclusão de residentes de regiões não determinadas. A abertura das dívidas por setor da economia mostra que, pelo sétimo mês consecutivo, o setor de comunicação foi aquele que mostrou a maior alta anual do número de pendências no Brasil como um todo em abril (12,10%). Além disso, em 3 das 5 regiões do país também foi o segmento quem se destacou em abril: no Nordeste (19,86%), Norte (37,60%) e Sul (9,45%). No Centro-Oeste, água e luz mostrou a maior alta do número de dívidas pelo segundo mês consecutivo (41,64%). O segmento foi destaque, ainda, no Sudeste, pelo quarto mês consecutivo, com alta de 17,57% do número de dívidas. Dívidas em atraso por região x CNAE Crescimento anual Abril/2015 Centro Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul Brasil Água e Luz 41,64% 5,73% -7,27% 17,57% -21,75% 6,17% Comércio 3,02% -4,30% 3,06% -0,11% 0,94% -0,32% Comunicação 8,50% 19,86% 37,60% 6,70% 9,45% 12,10% Bancos 7,38% 7,78% 9,42% 6,83% 8,37% 7,53% Outros -0,14% -2,01% -7,49% -10,26% -9,47% -6,00% TOTAL (todos os setores) 6,58% 4,37% 7,06% 4,91% 3,41% 5,02% Analisando a alta mostrada por cada segmento no primeiro quadrimestre do ano, a tendência observada no resultado anual se altera um pouco: o segmento de bancos passa a se destacar em 4 das 5 regiões do país, mostrando o maior crescimento do número de pendências nos primeiros quatros meses do ano. O Centro- Oeste é a única região onde o setor de água e luz, e não de bancos, mostrou a maior alta do número de dívidas (12,19%). 6

Dívidas em atraso por região x CNAE primeiro quadrimestre de 2015 Centro Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul Brasil Água e Luz 12,19% 0,60% -2,41% -2,47% -7,25% -0,65% Comércio 3,79% 1,80% 4,83% 3,09% 2,94% 3,09% Comunicação 1,29% 4,14% 8,01% -2,54% 1,74% 0,79% Bancos 10,28% 10,15% 10,11% 9,35% 10,25% 9,99% Outros 1,17% 3,53% -1,35% -2,89% -0,67% 0,31% TOTAL (todos os setores) 6,05% 5,52% 5,72% 4,77% 5,09% 5,38% Em termos de participação de cada setor junto ao total de dívidas de cada região, o segmento de bancos se destaca, já que concentra a maioria das dívidas no Brasil como um todo (48,43%), e em todas as regiões do país, inclusive no Norte, onde o comércio vinha concentrando a maior parte das pendências desde o início da série. A participação de dívidas dos bancos merece especial atenção no Sudeste, onde o segmento sozinho concentra mais da metade das pendências da região (57,27%). O comércio, por sua vez, ocupa a segunda posição em termos de participação do país (20,10%), bem como do Centro-Oeste (27,12%), Nordeste (21,97%), Norte (33,03%) e Sul (23,66%). No Sudeste a segunda maior participação fica por conta de comunicação (16,52%). Dívidas em atraso por região x CNAE Participação por setor Abril/2015 Centro Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul Brasil Água e Luz 4,44% 12,39% 8,22% 5,18% 3,76% 6,94% Comércio 27,12% 21,97% 33,03% 14,20% 23,66% 20,10% Comunicação 15,42% 10,20% 15,15% 16,52% 18,18% 15,23% Bancos 41,93% 42,57% 33,81% 57,27% 45,31% 48,43% Outros 11,08% 12,87% 9,77% 6,84% 9,08% 9,30% Ainda em abril de 2015, cada inadimplente do Brasil tinha em média 2,116 dívidas em atraso. Quando comparamos as regiões, o Sul segue como a região onde cada devedor possui mais pendências (2,376), enquanto que no Nordeste cada inadimplente possui menos dívidas, em média (2,019). 7

Número Médio de Dívidas em atraso Comparativo entre as regiões Abril/2015 8

Tabelas Resumo Região Norte Pessoas Físicas Inadimplentes Mensal Anual Quantidade de Dívidas em Atraso Mensal Anual Número Médio de Dívidas em Atraso Valor no período Abr/14 1,00% 4,98% 1,33% 6,73% 1,978 Mar/15 0,27% 3,66% 0,49% 5,49% 2,006 Abr/15 1,05% 3,72% 2,84% 7,06% 2,041 Região Nordeste Pessoas Físicas Inadimplentes Mensal Anual Quantidade de Dívidas em Atraso Mensal Anual Número Médio de Dívidas em Atraso Valor no período Abr/14 1,18% 6,75% 1,47% 7,60% 1,993 Mar/15 1,18% 4,01% 1,22% 3,85% 1,984 Abr/15 0,21% 3,02% 1,97% 4,37% 2,019 Região Centro-Oeste Pessoas Físicas Inadimplentes Mensal Anual Quantidade de Dívidas em Atraso Mensal Anual Número Médio de Dívidas em Atraso Valor no período Abr/14 1,34% 3,82% 1,48% 3,70% 2,197 Mar/15 1,30% 4,09% 1,08% 4,16% 2,196 Abr/15 2,06% 4,84% 3,84% 6,58% 2,234 Região Sudeste Pessoas Físicas Inadimplentes Quantidade de Dívidas em Atraso Número Médio de Dívidas em Atraso Mensal Anual Mensal Anual Valor no período Abr/14 0,91% 2,75% 1,07% 2,88% 2,116 Mar/15 3,81% 2,75% 4,20% 2,86% 2,115 Abr/15 1,31% 3,16% 3,07% 4,91% 2,151 Região Sul Pessoas Físicas Inadimplentes Mensal Anual Quantidade de Dívidas em Atraso Mensal Anual Número Médio de Dívidas em Atraso Valor no período Abr/14 1,68% 5,65% 1,70% 5,61% 2,327 Mar/15 0,44% 2,41% 0,30% 2,75% 2,334 Abr/15 0,55% 1,27% 2,35% 3,41% 2,376 9

Região Norte Pessoas físicas inadimplentes na base do SPC Brasil O indicador de pessoas inadimplentes mostrou alta de 1,05% na região Norte na passagem de março para abril. A alta foi a maior dos últimos 19 meses, e se manteve no mesmo patamar daquela apresentada em abril do último ano (1,00%). Já a base de comparação anual do indicador mostrou um crescimento de 3,72% do número de devedores da região no período. O resultado foi levemente superior ao do último mês (alta de 3,66%), bem como à média nacional registrada (alta de 3,72%). Inadimplentes na Região Norte mensal Norte x Brasil anual Norte x Brasil A região considerada é a de moradia do devedor. Dívidas em atraso na base do SPC Brasil A quantidade de dívidas atrasadas cresceu 2,84% em abril, frente a março. A alta foi superior à mostrada em abril do último ano pelo indicador (+1,33%), e se manteve no mesmo patamar que a variação do indicador para o Brasil como um todo no período (2,83%). Quando se trata da comparação com abril do último ano, o crescimento do número de dívidas no Norte foi de 7,06%, a maior alta dos últimos 8 meses, além de ser superior ao resultado nacional para o período (+5,02%). Quantidade de Dívidas na Região Norte mensal Norte x Brasil anual Norte x Brasil A região considerada é a de moradia do devedor. Quando estudamos a abertura do indicador pelos setores da economia, o segmento de comunicação mostrou pelo 12º mês consecutivo a maior alta anual do número de pendências na região (+37,60%). A segunda maior variação ficou por conta do segmento de Bancos (9,42%), enquanto na outra ponta, os segmentos de água e 10

luz e o de outros apresentaram retração do número de dívidas frente a abril de 2014 (-7,27% e -7,49%, respectivamente). Quantidade de Dívidas por Setor na Região Norte anual (mesmo mês do ano anterior) Participação por Setor Credor (Abril/15) Em termos de participação, é a primeira vez desde o início da série em que não é o comércio que concentra a maior parte das dívidas na região. O segmento ficou com a segunda maior participação junto ao total de pendências (33,03%), enquanto o de bancos passou a apresentar a maior participação em comparação aos demais segmentos (33,81%). Assim, este último mostrou o segundo maior impacto altista na região, com uma contribuição de 3,12 p.p.. Já comunicação, apesar de representar a terceira maior participação junto ao total de pendências, concentrando 15,15% destas, devido a sua alta expressiva foi o segmento que mostrou a maior contribuição para a alta anual de 7,06% do total de pendências da região, impactando em 4,43 p.p.. Por outro lado, água e luz e outros contribuíram com - 0,69 p.p. e - 0,85 p.p., respectivamente. Quantidade de Dívidas por Setor na Região Norte Impacto sobre a variação anual regional (em pontos percentuais) Número Médio de Dívidas em Atraso TOTAL 7,06% Água e Luz -0,69 p.p. Comércio 1,05 p.p. Comunicação 4,43 p.p. Bancos 3,12 p.p. Outros -0,85 p.p. O número médio de dívidas por devedor na região Norte apresentou leve alta pelo quarto mês consecutivo, passando de 2,006 em março para 2,041 em abril. O número reflete o aumento mais expressivo da quantidade de dívidas do que de devedores no período. 11

Número médio de dívidas por pessoa física inadimplente no Norte Dívidas em atraso/pessoas físicas inadimplentes A região considerada é a de moradia do devedor. Região Nordeste Pessoas físicas inadimplentes na base do SPC Brasil O número de devedores cresceu 0,21% no Nordeste em abril de 2015, na base de comparação mensal. O resultado foi bastante inferior à média nacional, que mostrou alta de 1,16% no período, além de ser a menor variação para os meses de abril exibida pelo indicador. Quando se trata da base de comparação anual, também houve uma desaceleração do crescimento do número de devedores em abril: em março houve alta de 4,01%, em abril ela foi de 3,02%. O resultado foi, ainda, inferior ao do Brasil como um todo (alta de 3,77%). Inadimplentes na Região Nordeste Mensal Nordeste x Brasil anual Nordeste x Brasil A região considerada é a de moradia do devedor. Dívidas em atraso na base do SPC Brasil O número de pendências no Nordeste, por sua vez, cresceu 1,97% na passagem de março para abril, a maior alta para o mês de toda a série. Apesar disso, o resultado se manteve inferior àquele registrado para o Brasil como um todo (+2,83%). Na comparação frente a abril de 2014, o indicador mostrou alta de 4,37% na região, acelerando pelo segundo mês consecutivo: a variação de fevereiro foi de +0,90%, enquanto que a de março foi de 1,22%. 12

Número de Dívidas na Região Nordeste Mensal Nordeste x Brasil anual Nordeste x Brasil A região considerada é a de moradia do devedor. A abertura por setores da economia mostra que comunicação, com um crescimento do número de dívidas de 19,86%, foi o segmento com maior alta anual do indicador pelo 9º mês consecutivo na região. A segunda maior alta adveio do setor de bancos (7,78%), seguido por água e luz (5,73%). Já o comércio e o segmento outros mostraram retração da quantidade de dívidas no período. Em termos de participação, o segmento de bancos segue concentrando a maior parte das pendências, representando 42,57% do total. A segunda maior participação fica por conta do comércio (21,97%). Quantidade de Dívidas por Setor na Região Nordeste anual (mesmo mês do ano anterior) Participação por Setor Credor (Abril/15) Apesar de mostrar a maior alta anual, não foi o segmento de comunicação o responsável pelo maior impacto para o crescimento de 4,37% do total de dívidas da região, mas sim o de bancos. Graças a sua participação expressiva, tal segmento contribuiu sozinho com 3,21 p.p. para o resultado de abril. Comunicação representou o segundo maior impacto (1,76 p.p.), seguida pelo segmento de água e luz (0,70 p.p.). Quantidade de Dívidas por Setor na Região Nordeste Impacto sobre a variação anual regional (em pontos percentuais) TOTAL 4,37% Água e Luz Comércio 0,70 p.p. - 1,03 p.p. Comunicação Bancos Outros 1,76 p.p. 3,21 p.p. -0,28 p.p. Fonte: SPC Brasil 13

Número Médio de Dívidas em Atraso O número médio de dívidas por devedor da região Nordeste cresceu pelo quarto mês consecutivo, passando de 1,984 em março, para 2,019 em abril. A leve alta reflete o aumento mais expressivo do número de dívidas em relação ao número de devedores. Número médio de dívidas por pessoa física inadimplente no Nordeste Dívidas em atraso/pessoas físicas inadimplentes A região considerada é a de moradia do devedor Região Centro-Oeste Pessoas físicas inadimplentes na base do SPC Brasil Em abril de 2015, o número de devedores da região Centro-Oeste cresceu 2,06%, em comparação ao mês de março. A alta superou o resultado nacional (+1,16%), além de ser a maior para o mês desde o início da série histórica. Na base de comparação anual, por sua vez, houve alta de 4,84% do número de inadimplentes, também superior ao aumento registrado para o país como um todo no período (+3,77%). O resultado anual do indicador mostrou aceleração pelo segundo mês consecutivo em abril (as altas de fevereiro e março foram, respectivamente, de 2,97% e 4,09%), configurando a maior alta dos últimos 6 meses. Inadimplentes na Região Centro-Oeste mensal Centro-Oeste x Brasil anual Centro-Oeste x Brasil A região considerada é a de moradia do devedor. 14

Dívidas em atraso na base do SPC Brasil O número de dívidas da região cresceu 3,84% em abril, em comparação a março. A alta foi a maior para o mês de toda a série histórica, além de superior à variação mostrada pelo país como um todo no período (+2,83%). Na base de comparação, o indicador acelerou pelo segundo mês consecutivo, mostrando alta de 6,58% em abril, a segunda maior variação da série histórica na região, inferior apenas aos +7,85% registrados em novembro de 2011. Número de Dívidas na Região Centro-Oeste mensal Centro-Oeste x Brasil anual Centro-Oeste x Brasil A região considerada é a de moradia do devedor. A abertura dos dados por setor da economia mostra que, da mesma forma que vem acontecendo desde abril do último ano, com exceção de outros, todos os demais segmentos mostraram alta anual do número de pendências. O segmento de água e luz, que já vinha mostrando as maiores variações entre os segmentos, apresentou a maior alta pelo segundo mês consecutivo (+41,64%). Em termos de participação, o segmento de bancos segue concentrando a maior parte das dívidas (41,93%), seguido pelo comércio (27,12%). Quantidade de Dívidas por Setor na Região Centro-Oeste anual (mesmo mês do ano anterior) Participação por Setor Credor (Abril/15) Devido a sua grande participação, o segmento de bancos foi aquele que mais impactou na alta anual do número de dívidas de 6,58%, contribuindo com 3,07 p.p. deste total. A segunda maior contribuição adveio de água e luz, que impactou em 1,39 p.p., seguido por comunicação (1,29 p.p.). 15

Quantidade de Dívidas por Setor na Região Centro-Oeste Impacto sobre a variação anual regional (em pontos percentuais) TOTAL 6,58% Água e Luz 1,39 p.p. Comércio 0,85 p.p. Comunicação 1,29 p.p. Fonte: SPC Brasil Bancos Outros 3,07 p.p. -0,02 p.p. Número Médio de Dívidas em Atraso O número médio de dívidas por devedores mostrou leve alta, passando de 2,196 em março para 2,234 em abril, refletindo o aumento mais expressivo do número de pendências do que de inadimplentes registrados nas bases às quais o SPC Brasil tem acesso. Número médio de dívidas por pessoa física inadimplente no Centro-Oeste Dívidas em atraso/pessoas físicas inadimplentes A região considerada é a de moradia do devedor Região Sudeste Pessoas físicas inadimplentes na base do SPC Brasil O indicador de pessoas físicas inadimplentes mostrou alta de 1,31% em abril de 2015, na base de comparação mensal. A alta foi maior do que a média brasileira para o período (+1,16%), além de ser a maior para o mês de toda a série histórica na região. Já na comparação com abril do último ano, o número de devedores cresceu 3,16% no Sudeste, resultado inferior ao total nacional (+3,77%). O resultado de abril representou a segunda aceleração consecutiva do indicador, que segue mantendo altas anuais discretas em comparação à média histórica. 16

Inadimplentes na Região Sudeste Mensal Sudeste x Brasil anual Sudeste x Brasil A região considerada é a de moradia do devedor. Dívidas em atraso na base do SPC Brasil Assim como o número de pessoas inadimplentes, a quantidade de dívidas em atraso registradas nas bases às quais o SPC Brasil tem acesso mostrou alta superior à média nacional para o período: enquanto o indicador cresceu 2,83% para o país como um todo, no Sudeste a alta mostrada foi de 3,07%. Assim, a alta foi a maior para o mês de toda a série na região. Na base de comparação anual, o indicador registrou aceleração pelo segundo mês consecutivo, mostrando alta de 4,91%, levemente inferior àquela mostrada para o Brasil como um todo no período (+5,02%). Número de Dívidas na Região Sudeste Mensal Sudeste x Brasil anual Sudeste x Brasil A região considerada é a de moradia do devedor. A abertura dos dados por setor da economia revelou queda no número de pendências ligadas ao comércio (- 0,11%) e ao segmento de outros (-10,26%). Na outra ponta, água e luz apresentou a maior alta entre os setores pelo quarto mês consecutivo, com variação de 17,57%, e foi seguida por bancos (+6,83%) e comunicação (+6,70%). Em termos de participação, o segmento de bancos ainda concentra mais da metade do total de dívidas da região (57,27%), seguido por comunicação (16,52%), e comércio (14,20%). 17

Quantidade de Dívidas por Setor na Região Sudeste anual (mesmo mês do ano anterior) Participação por Setor Credor (Abril/15) Como apresenta a maior participação junto ao total de pendências, concentrando mais da metade delas, o segmento de bancos foi aquele que exerceu o maior impacto para a alta de 4,91% do indicador, contribuindo com 3,84 p.p. dessa variação, seguido pelo setor de comunicação, cuja contribuição foi de 1,09 p.p. Apesar da grande alta apresentada por água e luz, o segmento possui pouca participação junto ao total (5,18%), dando assim a terceira maior contribuição altista para o resultado de abril (0,81 p.p.). Quantidade de Dívidas por Setor na Região Sudeste Impacto sobre a variação anual regional (em pontos percentuais) TOTAL 4,91% Água e Luz Comércio Comunicação 0,81 p.p. -0,02 p.p. 1,09 p.p. Bancos Outros 3,84 p.p. -0,82 p.p. Fonte: SPC Brasil Número Médio de Dívidas em Atraso O número médio de dívidas por devedor mostrou alta entre março e abril no Sudeste, passando de 2,115 para 2,151. Na região, tanto o indicador mensal de dívidas quanto o de devedores mostraram alta, sendo que o crescimento registrado pelo número de dívidas atrasadas foi mais expressivo. 18

Número médio de dívidas por pessoa física inadimplente no Sudeste Dívidas em atraso/pessoas físicas inadimplentes Região Sul Pessoas físicas inadimplentes na base do SPC Brasil A região Sul mostrou alta de 0,55% do número de devedores registrados em abril de 2015, na base de comparação mensal. A alta foi inferior à média nacional (+1,16%) além de representar a segunda menor variação para o mês de toda a série histórica. Na base de comparação anual a alta do indicador foi de 1,27%, também menor do que ao total nacional (+3,77%). O resultado de abril configura a menor variação de toda a série histórica na região. Inadimplentes na Região Sul Mensal Sul x Brasil anual Sul x Brasil A região considerada é a de moradia do devedor. Dívidas em atraso na base do SPC Brasil A quantidade de pendências cresceu 2,35% na região Sul, frente a abril de 2014, enquanto que no Brasil como um todo, o crescimento foi de 2,83%. Apesar de inferior à média nacional, a alta desse ano foi a maior para o mês de toda a série histórica. Quando se trata da base de comparação anual, o crescimento do número de dívidas na região acelerou frente ao resultado do último mês, registrando alta de 3,41% em abril, frente a 2,75% em março. A alta foi, mais uma vez, inferior ao total do país (+5,02%), e se mantém em patamares baixos em comparação à série histórica como um todo. 19

Número de Dívidas na Região Sul Mensal Sul x Brasil anual Sul x Brasil A região considerada é a de moradia do devedor. A abertura dos dados por setores da economia revela que, com exceção dos segmentos de água e luz e outros, todos os demais mostraram alta anual do número de dívidas, com destaque para comunicação (+9,45%) e bancos (+8,37%). Água e luz, por sua vez, apresentou a segunda retração consecutiva do número de dívidas (- 21,75%). Em termos de participação destacam-se bancos, que concentram 45,31% do total de pendências, comércio (23,66%), e comunicação (18,18%). Quantidade de Dívidas por Setor na Região Sul anual (mesmo mês do ano anterior) Participação por Setor Credor (Abril/15) Devido à sua expressiva participação junto ao total, o setor de bancos foi aquele que apresentou o maior impacto para alta anual de 3,41% do indicador na região, contribuindo com 3,62 p.p.. Comunicação, por sua vez, foi o segmento com o segundo maior impacto altista junto ao resultado, apresentando impacto de 1,62 p.p.. Na outra ponta, o segmento de água e luz reduziu a alta anual em 1,08 p.p.. Quantidade de Dívidas por Setor na Região Sul Impacto sobre a variação anual regional (em pontos percentuais) Fonte: SPC Brasil TOTAL 3,41 Água e Luz -1,08 Comércio 0,23 Comunicação 1,62 Bancos 3,62 Outros -0,98 20

Número Médio de Dívidas em Atraso O número médio de dívidas por devedor registrou leve queda na região Sul, passando de 2,334 em março, para 2,376 em abril, refletindo o aumento maior do número de dívidas do que de devedores no período. O indicador registrou em abril de 2015 o maior resultado para a região desde o início da série. Número médio de dívidas por pessoa física inadimplente no Sul Dívidas em atraso/pessoas físicas inadimplentes 21

Metodologia dos Indicadores Os indicadores de inadimplência apresentados neste material sumarizam todas as informações disponíveis nas bases de dados a que o SPC Brasil tem acesso (simplificadamente chamados de "Bases de dados do SPC Brasil"). A abrangência dos dados é nacional, com informações de capitais e interior de todos os 26 estados da federação, além do Distrito Federal. Quando um consumidor deixa de pagar um título, seja ele uma fatura de cartão de crédito, uma conta de água ou um boleto de uma compra parcelada em uma loja, a empresa associada ao SPC Brasil pode (mas não é obrigada a) registrar essa inadimplência junto ao SPC Brasil. Em geral, as empresas credoras costumam registrar a inadimplência depois de verificar que o pagamento não ocorre mesmo após 30 dias após o vencimento. Entretanto, não há regra, e o registro pode ocorrer no dia seguinte ao vencimento ou mais de um ano após o vencimento. O consumidor é informado via correspondência sobre o registro e poderá, a qualquer momento, pagar a dívida ou renegociá-la. Em ambos os casos, o registro referente àquela pendência será retirado da base do SPC Brasil, mas o consumidor ainda pode constar como inadimplente ( negativado ) se tiver outras pendências. Para todos os indicadores abaixo, o SPC Brasil considera que uma dívida é a relação de um credor com um devedor, mesmo que esse credor tenha registrado várias pendências desse devedor junto ao SPC Brasil. Assim, se o consumidor deixa de pagar quatro parcelas de uma mesma compra e tem por isso quatro registros no SPC Brasil, os indicadores abaixo assumem que esse consumidor tem apenas uma dívida, já que os registros foram, todos, feitos pela mesma empresa credora associada (mesmo CNPJ). Cada pessoa física inadimplente é classificada, mensalmente, de acordo com sua idade no último dia do mês de referência (data de extração dos dados que embasam os indicadores do SPC Brasil). Por exemplo, suponha que o consumidor inadimplente João tinha 24 anos em fevereiro e completa 25 anos no começo de março. Tudo o mais constante, a faixa etária 18 a 24 anos mostrará queda do número de inadimplentes entre fevereiro e março, enquanto a faixa 25 a 29 anos mostrará alta. Para cerca de 4% dos CPFs, o SPC Brasil não tem informação sobre a data de nascimento. No futuro, se um cliente do SPC Brasil cadastrar essa informação na base de dados, as séries históricas com abertura por faixa etária podem sofrer revisões. Nesse caso, a categoria faixa etária ignorada sofrerá redução e a faixa etária correspondente sofrerá aumento do número de CPFs. Esse processo visa aumentar continuamente a acurácia da informação. As séries históricas relativas aos dados comentados nesse texto estão disponíveis para download em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos. Indicador 1: Pessoas físicas Inadimplentes na base de dados do SPC Brasil Este indicador mostra a variação mês a mês do número de pessoas físicas registradas na base do SPC Brasil. Cada pessoa física inadimplente é contada apenas uma vez, independente do número de dívidas que tenha em atraso. Exemplo: na tabela abaixo, duas pessoas físicas, João e Pedro, intercalam meses em que aparecem inadimplentes na base do SPC Brasil. Pode-se classificar João e Pedro, mês a mês, da seguinte forma: jan/13 fev/13 mar/13 abr/13 mai/13 jun/13 João Inadimplente Inadimplente Inadimplente Inadimplente Inadimplente Pedro Inadimplente Inadimplente Inadimplente Inadimplente Inadimplente Número de pessoas físicas inadimplentes Indicador "pessoas inadimplentes PF" - variação mensal 2 2 1 1 2 2 ------ 0% -50% 0% 100% 0% 22

É importante notar que a variação no número de pessoas inadimplentes registradas na base do SPC Brasil não representa, exatamente, o número de pessoas inadimplentes no Brasil, por três motivos. A base de dados do SPC Brasil é a que tem a maior capilaridade nacional, mas existem outros serviços de proteção ao crédito, cujos dados não são considerados para este indicador. Há empresas que, eventualmente ou sempre, decidem não registrar o atraso de seus clientes. Isso pode ocorrer, por exemplo, porque o cliente tem uma relação de longa data com a empresa. Há empresas que só registram o atraso de seus clientes muito tempo após o vencimento da fatura, possivelmente após esgotarem todas as tentativas de negociação. Por isso, pode ocorrer que a inadimplência tenha aumentado em janeiro, mas o aumento do número de devedores só ocorra em março na base do SPC Brasil. As pessoas físicas inadimplentes são classificadas de acordo com: Sua faixa etária no último dia do mês de referência (data de extração dos dados que embasam os indicadores do SPC Brasil). Sua faixa de tempo de atraso, que é igual ao atraso da dívida em atraso mais antiga registrada no SPC. Por exemplo, suponha que: o A empresa B registre o consumidor João em janeiro de 2013 por dívida vencida em dezembro. Ao final de janeiro, a dívida estará atrasada 40 dias. Se a dívida não for paga em fevereiro, ao final de fevereiro ela estará atrasada 68 dias (=40+28 dias de fevereiro). o A empresa A registre o consumidor João em fevereiro de 2013, por dívida vencida há bastante tempo (seis meses antes). Tentou negociar com o consumidor, mas não conseguiu, e por isso decidiu registrar a inadimplência. Ao fim de fevereiro, a dívida estava atrasada 181 dias. Dias em atraso (intervalo entre data de vencimento e o último dia do mês de referência) jan/13 fev/13 mar/13 abr/13 mai/13 jun/13 Credor A Adimplente 181 dias Adimplente Adimplente Adimplente 20 dias Credor Credor B 40 dias 68 dias 99 dias Adimplente Adimplente 25 dias Credor C Adimplente Adimplente Adimplente Adimplente 361 dias Adimplente Vencimento mais antigo 40 dias 181 dias 99 dias -------- 361 dias 25 dias Faixa de tempo de atraso De 31 a 60 dias De 181 a 360 dias De 91 a 180 dias Nenhuma De 361 dias a 2 anos De 14 a 30 dias Indicador 2: Dívidas em atraso na base do SPC Brasil Este indicador mostra a variação mês a mês da quantidade total de dívidas em atraso de pessoas físicas. Exemplo: Os credores A, B e C são as empresas para quem João e Pedro, as duas pessoas físicas do exemplo do indicador 1, devem. Os credores podem ser lojistas, empresas de serviços, como telefonia, energia, fornecimento de água, etc. A soma das dívidas de todos os devedores resulta na quantidade total de dívidas da base do SPC Brasil. Devedor Credor Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho credor A Inadimplente Inadimplente João credor B Inadimplente Inadimplente Inadimplente Inadimplente credor C Inadimplente Total de dívidas em atraso 1 2 1-1 2 Pedro credor A Inadimplente Inadimplente Inadimplente credor B Inadimplente Inadimplente Inadimplente credor C Inadimplente Inadimplente Total de dívidas em atraso 1 2-3 1 1 Quantidade de dívidas em atraso (João + Pedro) Indicador "Dívidas em atraso PF" - variação mensal 2 4 1 3 2 3 -------- 100% -75% 200% -33% 50% 23

As dívidas em atraso são classificadas de acordo com: A faixa etária do devedor no último dia do mês de referência (data de extração dos dados que embasam os indicadores do SPC Brasil). A faixa de atraso da dívida, que é igual a diferença entre a data de vencimento e o último dia do mês de referência. Por exemplo, se a dívida venceu em 1º de março, o resultado de março, extraído no dia 31, informará que essa dívida está vencida há 30 dias. Setor credor, identificado de acordo com a CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). As empresas credoras foram classificadas pelas seções CNAE (identificadas por letras), conforme tabela abaixo. Seção Descrição da seção CNAE Classificação utilizada no texto e nos A Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aqüicultura Outros B Indústrias extrativas Outros C iindústrias de transformação Outros D Eletricidade e gás Água e luz E Água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminaçãágua e luz F Construção Outros G Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas Comércio H Transporte, armazenagem e correio Outros I Alojamento e alimentação Outros J Informação e comunicação Comunicação K Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados Bancos L Atividades imobiliárias Contador, advogado, arquiteto etc M Atividades profissionais, científicas e técnicas Outros N Atividades administrativas e serviços complementares Outros O Administração pública, defesa e seguridade social Outros P Educação Outros Q Saúde humana e serviços sociais Outros R Artes, cultura, esporte e recreação Outros S Outras atividades de serviços Outros T Serviços domésticos Outros U Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais Outros? Empresa sem CNAE classificado Outros Indicador 3: Número médio de dívidas em atraso de pessoas físicas Este indicador mostra o número médio de dívidas em atraso, calculado através da divisão da quantidade total de dívidas em atraso de pessoas físicas pela quantidade total de pessoas físicas inadimplentes no mês de referência. Exemplo: ainda usando o exemplo inicial e dividindo-se o total de dívidas em atraso pela quantidade de pessoas inadimplentes, mês a mês, tem-se que o número médio de dívidas mensalmente. Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Quantidade de dívidas em atraso Quantidade de pessoas físicas inadiplentes Numero médio de dívidas em atraso por pessoa inadimplente 2 4 1 3 2 3 2 2 1 1 2 2 1,000 2,000 1,000 3,000 1,000 1,500 As pessoas inadimplentes e as dívidas são classificadas de acordo com a faixa etária do inadimplente, de maneira a permitir uma abertura desse indicador por faixa etária. 24

Indicador 4:Estimativa mensal do número de inadimplentes no Brasil O que mostra: estimativa mensal do número de pessoas físicas com dívidas em atraso no país A estimativa parte da base de dados do SPC Brasil. Em seguida, toma-se uma amostra aleatória de 600 CPFs regulares de pessoas de 18 a 90 anos, inadimplentes ou não. Esses CPFs são consultados no SPC Brasil e em outros serviços de proteção ao crédito. Com isso, verifica-se a proporção de inadimplentes em pelo menos uma das bases. Esse resultado é aplicado sobre o número de adultos na população brasileira em 2014 (projeção do IBGE). Como não há informação pública e consolidada sobre quais CPFs pertencem a pessoas já falecidas, aplicou-se um redutor de CPFs, com base na expectativa de mortalidade e nas informações do DataSUS. 25

Informações Relevantes Este material foi elaborado e publicado pelo SPC Brasil e tem como único objetivo prover informações sobre os indicadores econômicos produzidos pela Organização. Todos os dados desta publicação foram apurados criteriosamente por profissionais qualificados, a partir de fontes públicas e privadas, não tendo o SPC Brasil qualquer gerência e/ou responsabilidade sobre tais informações. O conteúdo deste documento, eventualmente, poderá apresentar opiniões e análises realizadas pelos profissionais responsáveis no momento da divulgação e poderá estar sujeito a alterações, a qualquer momento, sem aviso prévio. Os dados apresentados neste material poderão representar projeções de variáveis econômicas, elaboradas criteriosamente a partir de dados disponíveis no momento de sua elaboração, tendo em vista o cenário econômico atual macroeconômico. O SPC Brasil não se responsabiliza por eventuais alterações em suas projeções, análises e/ou por desvios de suas projeções em relação às fontes consultadas. Todos os dados apresentados nesse relatório têm caráter meramente informativo, sendo que o SPC Brasil não concede nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, pela utilização dos mesmos para fins de avaliação ou tomada de decisão por seu consulente. Desta forma, o SPC Brasil não se responsabiliza por nenhuma consequência ou perda, patrimonial ou extrapatrimonial, decorrentes do uso de quaisquer dados ou análises desta publicação, sendo isento de todas as responsabilidades decorrentes do uso deste material. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial desta publicação, sob as penas da lei, exceto com autorização prévia e expressa do SPC Brasil ou com a citação integral da fonte. Sobre a CNDL Fundada em 1960, a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), é a mais antiga entidade representativa do comércio lojista. Reunindo as federações (representação local nos Estados) e câmaras de dirigentes lojistas (representação local nos municípios), a instituição tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Sobre o SPC Brasil O SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) é o sistema de informações da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), constituindo-se no maior banco de dados da América Latina em informações creditícias sobre pessoas físicas e jurídicas. A capilaridade alcançada pelo SPC Brasil é a mais representativa do setor. Sua base de dados reúne informações de todos os segmentos da economia nas 27 unidades da Federação. O SPC Brasil reúne informações creditícias de praticamente todos os CPFs do Brasil, estejam eles em situação de inadimplência ou não. Os serviços e soluções oferecidos pelo SPC Brasil auxiliam empresas a proteger-se de prejuízos, maximizar seus lucros e a promover ações de vendas e recuperação de crédito, incluindo prospecção de negócios e gestão de carteira. 26