djanira cronista da cor
Apresentação: O presente projeto se constitui na edição de um livro sobre a obra da importante artista brasileira Djanira da Motta e Silva [1914 1979]. Trata-se de publicação em grande parte inédita, visto que não há no mercado editorial uma abordagem substancial de sua produção artística.
Sinopse Djanira foi uma pintora andarilha. Percorreu o Brasil em busca de cenas diárias de populações urbanas e rurais. Do labor ao lúdico, suas obras retratam um amplo panorama de um mundo secular e mítico: pescadores, mineiros, trabalhadores do campo, mulheres rendeiras, costureiras e santos de devoção sincrética. Sua curiosidade insaciável por retratar cenas do mundo do lazer momento merecido de descanso dos trabalhadores apresenta-se por meio de cenas relacionadas ao circo, aos parques de diversão, aos jogos de futebol, às brigas de galo. O lúdico e as brincadeiras infantis também ocupam lugar de destaque em sua obra: cirandas, rodas e outros momentos do cotidiano das crianças dão um tom de inocência e jovialidade à sua pintura. O místico, por sua vez, revela-se na representação de motivos de fé e devoção que unem o popular e o erudito, como nos estudos para Oratório e para o painel de azulejos que compôs a capela Santa Bárbara, hoje no Museu Nacional de Belas Artes. O universo mítico de Djanira é povoado por imaginárias impregnadas de detalhes barrocos, complexas tramas de motivos, minuciosamente trabalhadas em referências como a chita e o grafismo indígena. A volúpia dos mantos adornando os ícones e os esmerados detalhes têxteis de diferentes composições retomam a primeira profissão da artista: antes de empunhar pincéis, Djanira trabalhou como costureira. O que são os livros senão parte do hábito, do costume da leitura?
Seu trabalho como ilustradora compõe um capítulo à parte. Belos estudos para obras de Guimarães Rosa e Xavier Placer são outros de seus tesouros, igualmente sob a guarda do Museu Nacional de Belas Artes. Enquanto cartazista, juntou-se a um time de peso numa das produções teatrais mais vanguardistas de sua época, Orfeu da Conceição: cenário de Oscar Niemeyer, mise-en-scène de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, e direção de Aderbal Freire Filho. O encontro corriqueiro com a experiência mítica, entre o que se crê e o que se vê, a sinergia entre o fazer artístico e o fazer poético, pelo trabalho e pela fé, traduzem Djanira como uma artista que, sob o hábito, cristalizou uma das imagens em que o Brasil se pode reconhecer. Tendo-se isso em conta, o livro Djanira, cronista da cor conterá cerca de 200 imagens, entre obras e fotos históricas. Bilíngue (português/inglês), contará com texto inédito de Ligia Canongia e coordenação editorial da Artepadilla, proponente do projeto. Um de seus capítulos, a ser escrito por Daniela Matera, tratará do acervo remanescente ao falecimento da artista, doado pelo viúvo José Shaw da Motta e Silva ao Museu Nacional de Belas Artes. A publicação apresentará ainda um panorama de sua trajetória artística, com o detalhamento de suas principais exposições e de sua participação em mostras coletivas.
Justificativa Apesar da inegável importância artística de Djanira, bem como da presença da sua obra em importantes acervos públicos e particulares, não existe no Brasil um livro abrangente sobre a sua produção. Trata-se, com efeito, de significativa lacuna na bibliografia sobre a arte moderna brasileira. Desse modo, uma iniciativa que supra tal ausência se constitui num trabalho não apenas pioneiro, mas também imprescindível seja para a documentação da obra da artista, seja para o fomento da pesquisa e da memória da arte e dos artistas brasileiros. O projeto, assim, destina-se ao conhecimento, pela população brasileira e, em particular, pelos cariocas, da trajetória e da produção dessa artista que viveu e trabalhou na cidade do Rio de Janeiro durante a construção de sua obra. Adicionalmente, em razão do número de reproduções, do texto crítico inédito, do capítulo sobre o acervo sob a guarda do Museu Nacional de Belas Artes, igualmente situado na cidade do Rio de Janeiro, e das informações biográficas, a publicação bilíngue servirá ao estudo dos interessados, tanto brasileiros quanto estrangeiros, em arte e pintura, e dos alunos, professores e admiradores da obra da artista.
Ficha técnica Coordenação Editorial Artepadilla Texto Ligia Canongia [currículo anexo] Colaboração Daniela Matera Projeto Gráfico Contra Capa
Especificações Técnicas Tiragem 3.000 exemplares Formato fechado 28,5 x 28,5 cm Formato aberto 57 x 28,5 cm Número de páginas 288 djanira cronista da cor Impressão 4 x 4 cores capa e miolo; capa dura com lombada quadrada em couché mate 170g/m 2 e laminação fosca; miolo em papel couché mate 170g/m 2 ou similar; guardas em Color Plus 180g/m 2 Edição bilíngue
Orçamento r$ 449.700,00 (quatrocentos e quarenta e nove mil e setecentos reais) Projeto aprovado em Lei do iss (wec 340/01/2017) Cotas de patrocínio A definir
Contrapartidas Reprodução de texto de apresentação nas primeiras páginas do livro; Reprodução da logomarca na página do texto de apresentação, na página de créditos, na contracapa e na lombada da publicação; Menção nos serviços de assessoria de imprensa e entrevistas a veículos; Reprodução da logomarca no website do projeto; Cessão de 20% dos exemplares para distribuição a contatos; Contrapartida ambiental impressão do livro em papel fsc; Contrapartida social distribuição de exemplares a bibliotecas e instituições culturais nos niveis municipal, estadual e federal, visando ao acesso irrestrito; Contrapartida de acessibilidade lançamento do livro em local de acessibilidade, de acordo a legislação.
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