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Transcrição:

PROGRAMA DE FORMAÇÃO Designação: TRIPULANTE DE AMBULÂNCIA DE TRANSPORTE (TAT) CNQ: Sistema integrado de emergência médica (SIEM), abordagem à vítima e reanimação Abordagem pré-hospitalar básica às emergências médicas e trauma Código: M420 Código: UFCD 8530 Código: UFCD 8531 Tipo de formação: Ingresso na carreira de bombeiro voluntário/aperfeiçoamento técnico. Área de formação: Emergência pré-hospitalar. Objetivo geral: Dotar os formandos com competências necessárias no âmbito da avaliação e estabilização da vítima, realização de manobras de suporte básico de vida (SBV) com desfibrilhação automática externa (DAE), imobilização e transporte de vítimas de doença súbita e/ou trauma, habilitando-os a integrar as tripulações das Ambulâncias de Transporte podendo ainda fazer parte das tripulações das Ambulâncias de Socorro em conjunto com o tripulante de ambulância de socorro. Objetivos específicos: Após a conclusão do módulo, os formandos devem: 1. Saber: Identificar as normas de conduta do tripulante de ambulância; Descrever o funcionamento do sistema integrado de emergência médica (SIEM); Descrever a anatomia e fisiologia do corpo humano; Descrever os passos do exame da vítima de acordo com o protocolo adequado; Discriminar as situações em que se deve administrar oxigénio; Reconhecer o conceito de cadeia de sobrevivência; Identificar os potenciais riscos para o reanimador; Identificar as situações de paragem cardiorrespiratória e obstrução da via aérea no adulto e pediatria; Descrever o conceito de desfibrilhação automática externa; Identificar as regras de segurança inerentes à utilização do desfibrilhador automático externo (DAE); Identificar os principais sinais e sintomas em situações de doença súbita, parto iminente e trauma; Descrever os cuidados adequados à situação clinica do doente; Diferenciar as técnicas de trauma adequadas à situação clinica do doente. 2. Saber fazer: Executar os passos do exame da vítima, de acordo com o protocolo adequado; Utilizar corretamente adjuvantes da via aérea; Aplicar a oxigenoterapia de acordo com a situação; Executar corretamente e em segurança as manobras de suporte básico de vida adulto, com desfibrilhação automática externa (SBV-DAE), de acordo com as diretivas em ressuscitação em vigor; Executar corretamente as manobras de SBV pediátrico, de acordo com as diretivas em ressuscitação em vigor; Colocar corretamente uma vítima em posição lateral de segurança no momento adequado; Aplicar o algoritmo de desobstrução da via aérea no adulto e na pediatria (DVA); Aplicar os procedimentos adequados de acordo com os sinais e sintomas em situação de doença súbita e/ou trauma; Prestar os cuidados adequados perante um parto iminente; 1

Executar as técnicas de trauma, de acordo com o protocolo adequado. 3. Saber ser ou estar: Comunicar de acordo com as técnicas adequadas; Acatar prontamente as orientações operacionais emanadas pelo chefe de equipa; Manter-se fisicamente preparado para o desempenho da função. Destinatários: De acordo com o Regulamento dos Cursos de Formação, de Ingresso e de Acesso do Bombeiro Voluntário, destina-se aos elementos dos quadros de comando e ativo dos corpos de bombeiros, bem como, estagiários das carreiras de oficial bombeiro, bombeiro voluntário e bombeiro especialista. Modalidade: Modular certificada. Organização: Presencial. Conteúdos programáticos: MÓDULO I Abordagem e Reanimação (25 horas) Bloco 1: Apresentação do curso, sistema integrado de emergência médica (SIEM), anatomia e fisiologia do corpo humano. Bloco 2: Anatomia e fisiologia do corpo humano. Bloco 3: Exame da vítima, adjuvantes da via aérea e oxigenoterapia. Bloco 4: Suporte básico de vida com desfibrilhação automática externa (SBV-DAE). Bloco 5: Suporte básico de vida pediátrico. Bloco 6: Revisões e avaliação teórica. MÓDULO II Emergências para TAT (25 horas) Bloco 1: Emergências médicas e parto iminente. Bloco 2: Práticas de emergências médicas e parto iminente. Bloco 3: Emergências de trauma. Bloco 4: Práticas de imobilização de membros, pensos e ligaduras. Bloco 5: Demonstração e práticas de técnicas de trauma. Bloco 6: Práticas de técnicas de trauma. Bloco 7: Revisões, avaliação teórica e encerramento do curso. Carga horária: 50 horas. Horários/cronograma: Unidade Designação Duração prevista CT PS TP VE Módulo I M420U1 Apresentação do curso/siem/anatomia e fisiologia do corpo humano 4 - - - M420U2 Anatomia e fisiologia do corpo humano 4 - - - M420U3 Exame da vítima/adjuvantes VA e oxigenoterapia 1 3 - - M420U4 SBV adulto e DAE 2 5 - - M420U5 SBV pediátrico 1 3 - - - Revisões 1 - - - - Avaliação teórica 1 - - - Subtotal 14 11 - - Total Módulo I 25 Módulo II M420U6 Emergências médicas e parto eminente 3 - - - M420U7 Práticas de emergências médicas e parto iminente - 4 - - M420U8 Emergências de trauma 3 - - - M420U9 Práticas de imobilização de membros, pensos e ligaduras - 4 - - M420U10 Demonstração e práticas de técnicas de trauma - 4 - - 2

M420U11 Práticas de técnicas de trauma - 4 - - - Revisões 1 - - - - Avaliação teórica 1 - - - - Avaliação e encerramento do curso 1 - - - Subtotal 9 16 - - Total Módulo II 25 Subtotal Curso 21 29 - - Total Curso 50 CT: científico-tecnológico; PS: prática simulada; TP: teórico-prática; VE: visita de estudo. Metodologias de formação: Sessões teóricas e teórico-práticas/práticas. Métodos expositivo, interrogativo, demonstrativo e ativo. Critérios e metodologias de avaliação: Avaliação Teórica Teste escrito, por módulo, constituído por 20 perguntas com quatro alíneas cada, todas com resposta verdadeira ou falsa (0,25 valores por cada alínea certa); A classificação do teste escrito deve ser igual ou superior a 10 valores; Não está prevista a repetição do teste escrito. Avaliação Prática Contínua SBV-DAE, classificação igual ou superior a 10 valores; SBV pediátrico, classificação igual ou superior a 10 valores. O incumprimento de qualquer um destes critérios de avaliação determina a reprovação e exclusão do respetivo módulo. A classificação de cada um dos módulos resulta da média aritmética obtida nas componentes avaliadas, arredondada às décimas. A classificação final resulta da média aritmética das classificações obtidas nos módulos, arredondada às décimas. Local de realização: Nas instalações dos corpos de bombeiros ou em outros locais devidamente homologados pela ENB. Recursos técnico-pedagógicos: A disponibilizar pelo corpo de bombeiros: Quadro branco; Projetor multimédia; Tela de projeção; Computador/tablet. A disponibilizar pela ENB: Apresentações em formato digital. Espaços e equipamentos: A disponibilizar pela ENB: Material de simulação e treino por cada grupo formador/formandos: Um manequim de simulação SBV Adulto; Um Desfibrilhador Automático Externo de treino; Um conjunto de elétrodos de treino; Um manequim de treino em SBV pediátrico; Um manequim de treino em parto iminente. A disponibilizar pelo corpo de bombeiros: Sala de formação com um lugar sentado por cada formando em mesas ou cadeiras com apoio, e um para o formador. As mesas/cadeiras dispostas em forma de U ou mediante organização do formador, sendo que a mesa do formador está junto ao quadro branco e computador; Local com condições para a execução de práticas simuladas em contexto de formação; 3

Manuais indicados na bibliografia (a distribuir pelos formandos com 10 ou mais dias de antecedência em relação à data de início da ação de formação); Material de treino por cada grupo formador/formandos: Uma máscara de bolso com válvula unidirecional por formando; Aspirador de secreções e respetiva sonda; Kit de lâmina de barbear e compressas. Saco de intervenção por cada grupo formador/formandos contendo: Insuflador manual de adulto e pediátrico com respetivas máscaras; Garrafa de oxigénio, tubo de conexão, máscara de alto débito, máscara simples e cânulas nasais; Tubo de conexão, tubos orofaríngeos e nasofaríngeos; Esfigmomanómetro aneroide; Estetoscópio; Termómetro; Glicosímetro; Tesoura; Manta isotérmica; Material de penso, ligaduras 10x10 e adesivo. Equipamento para emergências em trauma por cada formador/grupo de formandos: Conjunto de talas de madeira almofadadas; Colares cervicais; Maca estabilizadora de vácuo; Maca estabilizadora ortopédica (Pluma/Scoop); Colete de extração; Plano duro com imobilizadores de cabeça, cintos de fixação ou cinto tipo aranha; Capacete de motociclista. Número de formandos: Mínimo quatro (4) e máximo 24. Pré-requisitos: Os constantes na legislação em vigor; Escolaridade mínima obrigatória cumprida com sucesso, comprovada por cópia de certificado de habilitações, de acordo com a Lei nº 85/2009 de 27 de agosto; Robustez física e perfil psíquico necessário ao desempenho de funções, comprovada por declaração do formando, conforme o Decreto-Lei n.º 242/2009, de 16 de setembro. Critérios de seleção: Da responsabilidade do comandante do corpo de bombeiros. Critérios de exclusão: De verificação alternativa: Os previstos no regulamento interno do corpo de bombeiros; Ter cometido infração no que respeita às regras estabelecidas no âmbito da formação; Ter faltado nos momentos de avaliação ou nos blocos específicos de SBV-DAE e SBV pediátrico; Ter faltado justificadamente a um número de horas superior a 5% do total do módulo. Certificação: Concluído o módulo com aproveitamento, são emitidos certificados comprovativos com a classificação obtida em cada um dos módulos, válidos por cinco anos. Nota: O formando que não obtenha aproveitamento pode solicitar à ENB uma declaração de frequência do curso, com indicação das horas em que esteve presente. Observações: Os blocos devem ser realizados de forma sequencial, em horário contínuo e num único dia. A realização de dois blocos no mesmo dia implica, pelo menos, uma hora de intervalo entre estes. Não são permitidas mais de oito horas de formação por dia. 4

Nas sessões teóricas-práticas/práticas, o rácio formador/formando, é no máximo de 1/6. O coordenador da ação/formador principal tem de estar sempre presente na ação, podendo, exclusivamente em ações até 12 formandos, acumular a função com a de formador. Os blocos de SBV-DAE e SBV pediátrico devem respeitar as regras próprias do respetivo produto. O módulo I é sempre o primeiro a ser realizado. Só os formandos que tenham obtido aproveitamento neste módulo podem frequentar o módulo seguinte. O cumprimento com sucesso dos módulos do curso TAT não pode exceder o prazo de 90 dias, contados a partir do primeiro dia do módulo I até ao último dia do módulo II. Qualquer alteração deve ser, previamente solicitada à Direção de Formação da ENB, que poderá ou não autorizar. Todas as situações suscetíveis de comprometer o normal decurso da ação de formação, devem ser comunicadas, de imediato, à Direção de Formação da ENB, através do endereço eletrónico direcao.formacao@enb.pt. Os formandos devem apresentar-se na formação com: Uniforme n.º 3; Cópia do documento de identificação (BI/CC) e cópia do certificado de habilitações, para integrar o dossier técnico-pedagógico. Nos primeiros 15 minutos de formação, os formandos verificam e atualizam os dados constantes na ficha de identificação do formando e assinam o termo de responsabilidade para a frequência do módulo. Bibliografia: Abordagem à Vítima, versão 2.0 - Edição do Instituto Nacional de Emergência Médica/2012 (1.ª edição); O Tripulante de Ambulância, versão 1.0 - Edição do Instituto Nacional de Emergência Médica/2012 (1.ª edição); Sistema Integrado de Emergência Medica, versão 2.0 Edição do Instituto Nacional de Emergência Médica/2013 (1.ª edição); Suporte Básico de Vida com Desfibrilhação Automática Externa, versão 4.0 - Edição do Instituto Nacional de Emergência Médica/2017 (1.ª edição); Técnicas de Extração e Imobilização de Vítimas de Trauma, versão 2.0 - Edição do Instituto Nacional de Emergência Médica/2012 (2.ª edição); Textos e documentos eletrónicos disponíveis em http://elearning.enb.pt/. 5