Avaliação da Implementação Durante Visitas de Supervisão do Projeto

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Transcrição:

Public Disclosure Authorized Public Disclosure Authorized Public Disclosure Authorized Public Disclosure Authorized Volume 5, Número 2 Abril de 1997 Avaliação da Implementação Durante Visitas de Supervisão do Projeto Reservas Extrativistas observou com preocupação que ainda não estão completos e Uma equipe do Banco Mundial fez uma visita de assinalou em seu relatório final da supervisão que, "embora supervisão ao Projeto de Reservas Extrativistas de 20 de certamente tenha havido progresso nessa área, a regularizajaneiro a 3 de fevereiro de 1997 em Brasília e Rondônia. ço dessas quatro reservas e a outorga de contratos de Os objetivos principais da visita foram avaliar a implemen- concessao de longo prazo a moradores das reservas são o programa de essenciais para os objetivos fundamentais do projeto e * tação do projeto desde abril de 1996, rever opgrmde também importantes como referência e modelo para outras trabalho para 1997 e planejar a avaliação de meio-termo, atualmente marcada para agosto de 1997. Participaram reservas federais e estaduais no Brasil." também da supervisão representantes da Comissão Européia A equipe de supervisão endossou o apoio do projeto (CE), Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos a miniprojetos comunitários sob o componente de produ- Hídricos e da Amazônia Legal (MMA) do Brasil, Agência ção, porém ressaltou a necessidade de monitoramento Brasileira de Cooperação (ABC) e Centro Nacional de cuidadoso dos mesmos. Recomendou também a realização, Desenvolvimento Sustentável de Populações Tradicionais no âmbito do projeto, de uma avaliação dos usos e dos (CNPT/Ibama). A equipe também se beneficiou da mercados potenciais para produtos extrativos tradicionais, participação da Associação de Extrativistas local (Asrop) e utilizando como modelo um estudo de viabilidade bem dos moradores da Reserva Extrativista Outro Preto, do elaborado, com vistas à instalação de uma usina de Conselho Nacional de Seringueiros (CNS) e da Organização processamento de castanha na Reserva Extrativista de de Seringueiros de Rondônia (OSR). Cajari em 1997. Esclareceu-se ainda durante a visita que A equipe de supervisão concluiu que, de modo geral, em 1997 o projeto apoiará a pesquisa e o desenvolvimento a implementação do Projeto de Reservas Extrativistas está de planos de negócios para diversos produtos e atividades aidopem.n F ã o Pojeseitode ipeserasirad as o á florestais tradicionais e não-tradicionais, possivelmente indobem speialenteimpessonaa Fiou cm o incluindo açal, óleos, frutas secas, plantas medicinais, progresso feito no estabelecimento e fortalecimento de inhasmde cipf espruts becomo ecatsm e r núcleos de base e realizações nos componentes com vistas a vinhas de cipó e subprodutos, bem como ecoturismo. Será melhorar meorar debasedeçroizaçestão a produção e a gestão compoent. ambiental. A cm equipe vqisa de de também incavseonmasxsttsafmdepprrua feita uma revisão da bibliografia sobre o assunto e supervisão também elogiou o desempenho do CNPT na ieaia cnmcseitne i epeaa m gestão e coordenação do projeto. Nessa ocasião, aprovou- lista de prioridades de atividades alternativas de geração de se o programa de trabalho para 1997. renda para as reservas extrativistas, levando em consideração o seguinte: (1) nível de organização comunitária No tocante ao cumprimento de requisitos legais para necessária para obter êxito; (2) avaliação de todos os custos a regularização das quatro reservas extrativistas, a equipe (Continuação na página 4) Sobre o Progmma Piloto O Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil apóia um conjunto integrado de projetos que contribuirão para a redução da taxa de desmatamento das florestas tropicais do Brasil de maneira consistente com o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais e humanos da área, e que proporcionarão lições a serem utilizadas na elaboração de futuras atividades. O Programa Piloto foi criado a pedido dos países do Grupo dos Sete (G-7), e recebe apoio financeiro de todos eles, bem como da Comissão das Comunidades Européias e da Holanda. O montante total de compromissos de assistência financeira e técnica ao Programa Piloto até a presente data, incluindo projetos bilaterais associados, equivale a aproximadamente US$250 milhões. O Programa Piloto é coordenado pelo Banco Mundial, em conformidade com os acordos celebrados entre os Participantes do Programa Piloto (os doadores e o Brasil). O Programa Piloto tem como objetivo tratar das causas fundamentais do desmatamento nas florestas tropicais do Brasil através de uma tripla abordagem. Os projetos ajudarão a fortalecer a capacidade do set, reservas extrativistas, florestas nacionais, e reservas indígenas; e aumentar a base de conhecimento sobre a conservação da floreor público para criar e executar uma política ambiental sólida; melhorar o gerenciamento de áreas protegidas especiais, incluindo parquessta tropical e utilização sustentável de seus recursos.

Infornações sobre Projetos PROJETOS DEMONSTRATIVOS Originalmente concebido como projeto separado, Na reunião de março de 1997 da Comissão o novo componente do PD/A reflete uma mudança no Executiva dos Projetos Demonstrativos-Categoria A pensamento a respeito da educação ambiental na esfera do (PD/A), foram aprovados 11 novos subprojetos. Com o Programa Piloto, orientada em parte por um longo acréscimo desses subprojetos, ficaram destinados todos os processo de consulta e pela dispombilidade de fundos fundos reservados para os projetos demonstrativos na para atividades de educaçao ambiental. Em vez de região da Mata Atlântica. Prevê-se que os fundos focalizar o desenvolvimento de empreendimentos formais restantes para subprojetos na Amazônia sejam oferecido de educação por meio de entidades oficiais, as atividades na próxima reunião da Comissão Executiva. de educação ambiental concentrar-se-ão doravante em prestar apoio a projetos menores não-formais ao nível A Secretaria Técnica do PD/A lançou um programa comunitário. Como o PD/A já dispõem de procedimenpara monitorar todos os subprojetos demonstrativos tos administrativos para a identificação e seleção de ativos. Já teve início o monitoramento dos subprojetos na projetos demonstrativos, decidiu-se incluir os novos Mata Atlântica e a conclusão está prevista para o fim de projetos de educação ambiental no âmbito do PD/A. abril de 1997. O monitoramento dos subprojetos na Além de apoiar a educação ambiental no-formal região amaznica começará em maio de 1997. O objetivo l de oiar a euao ambient nao-for do programa de monitoramento do PD/A é avaliar todos ao nível da comunidade, o novo componente tem por os aspectos de implementação do Prjte tirar lições objetivo divulgar as metodologias existentes de comproosspaprojeto i fuurs l vada eficiência e promover novas técnicas de educaçao para iniciativas futu. ambiental. As atividades na esfera desse componente EDUCAÇÃO AMBIENTAL também contribuirão para reforçar as parcerias entre Conseguiu-se progresso significativo na órgãos públicos e as ONGs que trabalham em educação preparação do novo Componente de Educação Ambiental ambiental. O financiamento atual para o Componente de dos Projetos Demonstrativos. Acordou-se uma proposta Educação Ambiental eleva-se a US$8,25 milhões, inclufinal do projeto com o governo brasileiro e o Banco indo US$6 milhões da CE e US$2,25 milhões do Fundo Mundial está preparando uma emenda ao Acordo de Fiduciário da Floresta Tropical. Doação do Fundo Fiduciário da Floresta Tropical para o Contratou-se um consultor para preparar um PD/A. Entretanto, uma emenda formal do Acordo de manual de operações especiais para os projetos demons- Doação somente poderá concretizar-se depois que se trativos de educação ambiental, o qual deverá estar pronto chegar a uma acordo com o Banco do Brasil sobre a no final de maio de 1997. + forma de custear o aumento concomitante nos serviços CONTROLE DE DESMATAMENTO administrativos que prestará como resultado do novo E QUEIMADAS componente. No âmbito deste projeto, o Banco do Brasil é responsável pelo desembolso de fundos aos beneficiári- No início de abril de 1997 foram realizadas duas os dos subsídios dos subprojetos. A Comissão Européia reuniões sobre o Projeto de Controle de Desmatamento e (CE), que co-financiará o novo componente, também Queimadas para discutir a nova versão de um estudo assinará um novo Acordo de Doação com o Banco do básico sobre o projeto, apresentado pelo Governo do Brasil. Brasil ao Banco Mundial. Estiveram presentes representantes do MMA e do Instituto Brasileiro do Meio Suas perguntas e comentários são bem-vindos. Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Escreva para nós nos seguintes endereços: O Projeto de Controle de Desmatamento e The World Bank Queimadas, anteriormente conhecido como Projeto de Piloi Program to Conserve lhe Brazilian Rain Fores Terras Degradadas, foi recentemente reformulado pelo Attn.: Pdoi Program Updaie - Ri. Q7-057 governo brasileiro em resposta a uma crescente preocupa- 1818 H Streei, N.W ção internacional relacionada com índices crescentes de Hashinglon, D.C 20433, EUA desmatamento na Amazônia desde 1991. O projeto, que Redatoras do Boletim. Judifh Lisansky e Loreuta Sprissler inicialmente focalizava a restauração das terras degrada- Endereço em Brasilia: das, objetiva agora reforçar a lei contra incêndios Banco Mundial florestais ilegais e desmatamento, proporcionando ao SC.VQuadra 02, Lote A mesmo tempo incentivos para a conservação florestal em Ed. Corporate Financial Center. Salas 303 304 cinco áreas estratégicas situadas ao longo do chamado Te. (06)) 329-1000 Fax: (061) 329-"010 arco de desmatamento" nas regiões Leste e Sul da 2 RAIN FOREST PILOT PROCRAM UPDATE (Continuação na pagina 3)

Controle de Desmatamento (Cont. da pagina 2) No início de abril de 1997 realizou-se uma reunião Amazônia brasileira. O projeto deverá proporcionar para discutir zoneamento com grupos locais interessados condições para maior colaboração entre diversos órgãos da regiao Norte do Estado de Tocantins. A natureza públicos e a sociedade civil no controle do desmatamento dessa reunião foi semelhante à do encontro realizado em e da degradação florestal na região. dm outubro de 1996 em Laranjal do Jari, Amapá. O Norte de Tocantins, regiao comumente conhecida como "bico MANEJO DE RECURSOS NATURAIS DE do papagaio" devido ao seu formato no mapa, foi muito VÁRZEAS afetada pelas atividades de desmatamento e pesca ilegal. Caminham bem os preparativos do Projeto de A reunião foi ocasião para os grupos interessados locais Manejo de Recursos Naturais de Várzeas. Em março de discutirem como o Projeto de Políticas de Recursos 1997 realizaram-se em Brasília reuniões de preparação Naturais pode contribuir para gerir esses problemas por desse projeto com a participação de representantes do meio da implementação das atividades de zoneamento, Ibama, MMA e Banco Mundial. Uma equipe composta monitoramento, controle e execução da lei. < de consultores especializados em manejo de recursos da Centros de Ciências (Cont. da página 5) várzea amazônica está atualmente no campo coligindo Em conclusão, a equipe de supervisão recomendou informação chave sobre o projeto. Além disso, o Ibama que as mudanças estratégicas adicionais, necessárias no criou uma Unidade de Coordenação do Projeto, constituí- Inpa e no MPEG para transformá-los em centros de da de representantes de vários departamentos do Ibama excelência, devem ser estimuladas e incentivadas pelo para acompanhar as atividades de preparação do projeto. CNPq ou MCT no contexto mais amplo das necessidades O objetivo geral do projeto é estabelecer a de pesquisa da região amazônica. A equipe sugeriu que, política e os fundamentos técnicos da manejo e conserva- nesse ínterim, se poderia formular uma segunda fase dos ção sustentáveis dos recursos naturais da várzea amazôni- Centros de Ciências e Pesquisas Dirigidas a fim de apoiar ca por meio de processos de manejo participativo o desenvolvimento, em toda a região amazônica, de abrangendo todos os grupos interessados, especialmente "núcleos de excelência," oferecendo subsídios relativaaqueles cuja sobrevivência depende mais diretamente da mente elevados, em base competitiva, para a realização de integridade dos hábitats naturais das várzeas. O projeto pesquisas sobre temas críticos, preferivelmente em apoiaria: (1) estudos estratégicos para produzir a base de conexão com outros projetos do Programa Piloto. Dessa informações necessária para a manejo integrado dos forma, um projeto de segunda geração continuaria a ecossistemas das várzeas; (2) financiamento de iniciativas apoiar a formulação de uma visão estratégica para a e programas atuais que promovem o uso sustentável e a pesquisa amazônica, cuja definição se tomou tão conservação das várzeas; e (3) estabelecimento de sis- necessária numa época de redução do financiamento para temas piloto de monitoramento e controle nas áreas de pesquisas. + várzeas chaves. A avaliação do projeto deverá ser feita antes do fim de 1997. * POLÍTICAS DE RECURSOS NATURAIS Resumo de Notícias Encontro dos Participantes Em fevereiro e março de 1997 realizaram-se em De 15 a 16 de abril de 1997 realizou-se em Paris várias cidades da Amazônia cursos especiais de treina- um encontro dos Participantes do Programa Piloto. mento na formulação e implementação de projetos Organizada pelo Banco Mundial a pedido da Comissão integrados de gestão ambiental no âmbito do Projeto de Européia (CE) e da Alemanha durante a reunião de Políticas de Recursos Naturais. Esses cursos foram Participantes que teve lugar em Bonn em setembro de organizados pelo MMA e neles tomaram parte funcioná- 1996, a reunião interina focalizou-se na discussão de um rios de órgãos participantes do projeto. estudo preparado em conjunto pela Unidade Florestas O MMA está preparando um novo Manual de Tropicais (PP-G7) do Banco Mundial e pela Secretaria da Operações do Projeto de Políticas de Recursos Naturais Amazônia Legal do MMA e distribuído a todos os que em breve estará à disposição dos estados amazônicos Participantes. Um dos principais temas da agenda foram participantes. O Manual de Operações define a função de as discussões sobre a possível inclusão de pontos de cada participante no projeto recém-formulado. A nova referência para a avaliação da atual fase do Programa estrutura do projeto atribui maior ênfase aos projetos Piloto, bem como a oportunidade e a estratégia de uma integrados de gestão ambiental que realizarão atividades segunda fase proposta. de zoneamento, monitoramento, controle e execução da A próxima reunião dos Participantes. está provisolei. Outros componentes do projeto, tais como possíveis riamente marcada para o fim de outubro de 1997 em estudos sobre legislação ambiental, são também porme- Manaus. * norizados no manual. 3 RAIN FOREST PLOT PROCRAM UPDAT[

Reservas Extrativistas (Cont. da página 1) constituem a primeira etapa da regularização das terras significativos; e (3) potencial de integração em mercados indígenas, e incluem trabalho de campo a ser realizado por seinfaios; eu (3)i oteniação em mercasprivada tads uma equipe interdisciplinar e preparação de um relatório de regionais ou vinculação com firmas privadas dotadas de identificação e revisões técnicas subseqüentes do relatório experiência e acesso a mercados. As impliaçoes dos sujeitas a aprovação formal. No primeiro semestre de 1997 resultados dessa pesquisa serão discutidos na avaiaçao de deverão ser realizadas sete identificações adicionais meio-termo do projeto em agosto de 1997. envolvendo terras dos Mura, Ticuna, Wapixana, Makuxi, No tocante ao componente de gestão ambiental, a Kaixana, Xipaia, Curuaia e Suruí nos Estados do Amazoequipe de supervisão observou, com aprovação, os nas, Roraima e Pará. A identificação e delimitação das seguintes trabalhos já iniciados: estudos de base, estudos Terras Indígenas do Vale do Javari no Estado do Amazoespeciais sobre manejo de recursos naturais, planos de nas, financiadas pela Funai, deverão também ser concluídas desenvolvimento de reservas extrativistas e sistema de em breve; segundo o cronograma do projeto, o Vale do monitoramento participativo para o projeto. Dois estudos Javari deverá ser demarcado em 1997 com recursos do incluídos neste componente marcados para receber apoio do projeto. projeto em 1997 focalizarão o seguinte: (1) aumento da Além disso, até o fim de março de 1997, a Funai já produção da borracha nas áreas de alta produtividade dentro havia praticamente concluído a demarcação, no âmbito do das reservas, a ser levado a cabo por pesquisadores da projeto, de nove terras indígenas no Estado do Amazonas e Universidade do Acre; e (2) manejo da caça na Reserva iniciado a demarcação de outras 15. As nove áreas no Extrativista Chico Mendes, a ser realizado por pesquisado- Estado do Amazonas incluem as seguintes Terras Indígeres da Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac). nas: Acimã; Agua Preta/Inari; Alto Sepatini; Camadeni; Os consultores serão contratados nos próximos meses Catipari/Mamoria; Paumari do Lago Marahã; Penepara fazer uma avaliação de meio-termo independente do ri/tacaquiri; São Pedro de Sepatini; e Tumiã. Essas áreas projeto. O relatório de avaliação será discutido durante um são habitadas pelos Apurinã, Deni e Paumari. As 15 áreas seminário participativo programado para agosto de 1997. + no Amazonas, Acre, Roraima e Pará, atualmente em fase Terras Indígenas de demarcação, incluem as seguintes Terras Indígenas: Igarapé Capana; Inauini-Teuini; Kararaô; Rio Biá; Uma equipe composta de representantes do Banco Cabeceira do Rio Acre; Jarawara/Jamamadi/Kanamanti; Mundial e do Banco Alemão de Reconstrução (KfW) fez Kanamari do Rio Juruá; Paraná do Boa-Boa; Paraná do uma visita de supervisão ao Projeto das Terras Indígenas de Parica; Paumari do Lago Manussuã; Parque Indígena do 14 a 17 de janeiro de 1997 em Brasília. O objetivo Tumucumaque; Rio Parú d'este; Paumari do Cuniuá; e principal dessa visita foi avaliar a implementação do projeto Raimundão. As populações indígenas dessas 15 áreas desde agosto de 1996. Participaram também da avaliação incluem os Jamamadi, Kayapó, Kararaô, Katukina, representantes da Agência Alemã de Cooperação Técnica Jaminawá, Kanamanti, Kanamari, Maku Nadeb, Paumari, (GTZ), do MMA e da Fundação Nacional do Índio Akurio, Kaxuyana, Tiriyó, Waiãpi, Wayana, Aparaí, (Funai). Katukina, Makuxi e Wapixana. A equipe de supervisão concluiu que a implementa- Cinco Terras Indígenas ao longo do Rio Negro no ção do projeto ganhou impulso no último trimestre de 1996 Amazonas deverão também ser demarcadas em breve no e que o prognóstico é bom para uma implementação mais âmbito do projeto, usando-se uma abordagem "mista" ágil e acelerada em 1997. A equipe observou melhorias alternativa com extensa participação de ONGs. Essas áreas gerais nos sistemas de gestão do projeto, inclusive o fato de incluem as seguintes Terras Indígenas: Alto Rio Negro; que a Secretaria Técnica (ST) do projeto está agora Médio Rio Negro I, Médio Rio Negro II; Rio Apaporis; e diretamente subordinada ao Presidente da Funai. Essa Rio Téa. Os grupos indígenas nas cinco áreas do Rio Secretaria estava antes sob a Unidade de Coordenação de Negro abrangem as seguintes populações: Bará Tukano, Projetos Especiais da Funai. Durante a visita de supervi- Baniwa, Kuripako, Maku Hupda, Maku Yuhupde, Miriti são, a equipe também examinou e aprovou o programa de Tapuia, Tukano, Tukuya, Desano, Arapaço, Kubeo, trabalho para 1997. Piratapuia, Tariano, Wanano, Karapanã, Barasana, Baré, o.l Siriano, Kubeo, Warekena, Maku Kama e Maku Nadeb. No final de março de 1997, o projeto já havia As duas principais ONGs que trabalham nas demarcações praticamente concluído a identificação e delimitação de 14 são: Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro terras indígenas, incluindo: 11 áreas dos Mura no Estado (FOIRN) e o Instituto Sócio-Ambiental (ISA). A Funai do Amazonas; as Terras Indígenas de Igarapé Anjo dos tmé lnj ae urs1 eacçe etra Kulina, no Acre; Cuminapanema/Urucariana dos Ingaruneplaneja fazer outras 19 demarcaçes de terras e Zo'e, no Pará; e Tenharim do Igarapé Preto dos indígenas nos Estados do Amazonas, Acre, Roraima e Pará Tenharim, do Amazonas. A identificação e delimitação no segundo semestre de 1997 no âmbito do projeto. 4 RAIN FOREST PILOT PROCRAM UPDATE

Centros de Ciências e Pesquisas Dirigidas preparação de um sistema de avaliação de pessoal, com o De 2 a 11 de dezembro de 1996, uma equipe de apoio do MCT e do Conselho Nacional de Pesquisas supervisão do projeto, composta pelo Banco Mundial e (CNPq). Entretanto, apesar do bom desempenho em gestão representantes de doadores, fez uma revisão dos Projetos de de recursos humanos, a equipe notou que ainda não estava Centros de Ciências e Pesquisas Dirigidas-Fase 1 e de claro como haviam sido determinadas as prioridades de Assistência Emergencial a Centros de Ciências. Os desenvolvimento e recrutamento nas duas instituições, uma objetivos dessa revisão eram avaliar o progresso da vez que se tem feito pouco progresso no estabelecimento de implementação do projeto e iniciar o processo de revisão de prioridades de pesquisas ao nível institucional e departameio-termo programado para maio de 1997. A equipe mental. reuniu-se com representantes do Ministério de Ciência e O componente de treinamento do projeto progrediu Tecnologia (MCT) do Brasil e com as seguintes entidades: bem, apoiando viagens do pessoal no Brasil e no exterior Agência de Financiamento de Estudos e Projetos (Finep), para apresentar trabalhos em reuniões técnicas e participar Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Museu de cursos de curta duração. Da mesma forma, caminha Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e MMA. bem a maior parte das atividades de comunicação e A equipe de supervisão observou que ambos os disseminação, embora ambos os centros tendem a enfatizar centros tinham alcançado progresso no tocante aos a divulgação ao público, com ênfase muito menor sobre a objetivos do planejamento estratégico no âmbito do projeto. síntese e difusão dos resultados das pesquisas. De modo Até certo ponto, as atividades de planejamento estratégico geral, segundo observou a equipe, as melhorias infraresultaram no retorno de responsabilidade dos diretores estruturais nos centros de ciências, as atividades de para os conselhos dos departamentos e programas de cada divulgação e o treinamento possibilitado pelo projeto instituição. A equipe indicou que o MPEG iniciou parecem ter tido efeito positivo e revitalizador sobre a atividades de planejamento estratégico ao nível departamen- moral do pessoal de ambas as entidades, tal a fim de definir as prioridades de pesquisa, necessidades No tocante a recentes ocorrências na continuação das orçamentárias e requisitos de pessoal, ao passo que o Inpa atividades de Pesquisas Dirigidas, a equipe observou que o desenvolveu um sistema de laboratórios temáticos, Governo do Brasil, a União Européia (UE) e o Banco racionalizando assim a disponibilidade de serviços a seus Mundial ainda estão em fase de definição de suas respectipesquisadores. No entanto, conforme observou a equipe, o vas funções na implementação da segunda rodada de conceito de planejamento estratégico não foi plenamente propostas que está sendo financiada pela UE. integrado como um processo contínuo e a longo prazo A equipe relatou que o Banco Mundial, os doadores dentro dos centros. Além disso, ainda não foram instalados e o governo brasileiro ainda não chegaram a um acordo a os sistemas de monitoramento para medir o progresso com respeito dos Termos de Referência para uma avaliação de relação às metas estabelecidas. meio-termo independente e de uma lista curta de avaliado- De acordo com a equipe, o projeto fez progresso res. A revisão de meio-termo, programada para maio de considerável com melhorias na infra-estrutura e na 1997, deverá proporcionar informação importante para a aquisição de equipamentos nos dois centros de ciências, definição de novas estratégias e prioridades de financiamenapesar de interrupções na construção e no processo to do Subprograma de Ciências do Programa Piloto. licitatório em conseqüência do fluxo lento dos fundos do projeto. A equipe também assinalou que haviam sido feitas (Continuação na página 3) melhorias substanciais na armazenagem e gestão de coletas Cartas ao Redalor: biológicas e de outra natureza nos centros. Num aspecto Aguardamos Sua Colaboração! mais negativo, expressou certa preocupação com a lentidão na aquisição do equipamento de computação e com o fato O boletim Rain Forest Pilat Program Update de que ambos os centros ainda precisam assegurar-se de que inclui agora a seção Cartas ao Redator." Pedimos aos sejam tomadas as medidas necessárias, inclusive contrata- leitores que nos enviem comentários sobre artigos ção de pessoal técnico, a fim de manter as novas redes publicados anteriormente, bem como sobre o Programa sofisticadas de computação. Piloto, tópicos ambientais e outros assuntos. As Cartas A equipe de supervisão observou que as atividades ao Redator devem ser breves (no máximo uma ou duas de recrutamento, desenvolvimento e avaliação de pessoal páginas) e poderão ser editadas. Enviem cartas a um nos dois centros de ciências vão indo bem. Assinalou que, dos endereços do boletim no Brasil ou nos Estados após demoras iniciais, o MCT autorizou a contratação de Unidos indicados no encarte da página 2. Não deixem 30 novos técnicos e pesquisadores no INPA e 14 no MPEG de incluir a seguinte informação: nome, afiliação, para solucionar a escassez crônica de pessoal. Além disso, endereço e número(s) de telefone e, quando apropriado, o MPEG formulou uma estratégia de desenvolvimento de número de fax e endereço eletrônico. Aguardamos a pessoal promissora e ambos os centros progrediram na colaboração de todos os leitores! 5 Rain Forest Pilot Program Update

O Presidente do Banco Mundial Reúne-se com ONGs Outras questões levantadas pelos representantes das ONGs incluíram: a importância de ampliar a estratégia participativa de implementação e supervisão de projetos O Sr. James Wolfensohn, Presidente do Banco para projetos não-ambientais; a discussão das realizações e Mundial, reuniu-se com representantes das principais problemas associados ao projeto Planafloro; e a necessidade ONGs brasileiras durante a Conferência Rio+5, realizada de maior financiamento para os Projetos Demonstrativos do de 13 a 19 de março de 1997 no Rio de Janeiro. O Sr. Programa Piloto. Wolfensohn solicitou a reunião a fim de familiarizar-se com Após a reunião, vários representantes das ONGs a opinião das ONGs brasileiras sobre o trabalho do Banco teceram comentários favoráveis sobre a franqueza e Mundial no Brasil e para dar continuidade ao diálogo consideração das observações do Sr. Wolfensohn, bem iniciado há dois anos em reunião com líderes das ONGs como sobre a natureza substantiva do encontro. Embora que trabalham na Amazônia. tenha sido uma reunião breve, foi considerada como passo Participaram dessa reunião 15 representantes dos importante na melhoria do diálogo entre representantes da principais grupos de ONGs brasileiras, inclusive cinco das sociedade civil brasileira e o Banco Mundial. < principais redes de ONGs (Associação Brasileira de ONGs- Abong; Fórum Brasileiro de ONGs Ambientalistas; Rede Seminário sobre Combate à Pobreza de ONGs de Instituições Multilaterais; Grupo de Trabalho De 11 a 14 de março de 1997 realizou-se em Belo Amazônico-GTA; e a Associação Latino-Americana de Horizonte um seminário sobre combate à pobreza. O ONGs Promocionais-Alop); e das ONGs que atualmente principal objetivo desse seminário foi reunir um grupo trabalham em projetos ou programas do Banco Mundial diversificado de representantes internacionais, governamen- (tais como o Projeto de Recursos Naturais da Rondônia- tais e da sociedade civil para trocar informações e Planafloro; o Projeto de Reassentamento de Itaparica; o identificar estratégias para colaboração efetiva na formula- Projeto AIDSIDST; e o Programa Piloto). Estiveram ção e implementação de programas destinados a reduzir a também presentes à reunião líderes de ONGs nacionais, pobreza no Brasil e no Cone Sul. Participaram desse inclusive o Sr. Herbert de Souza (Ibase) e o Sr. Rubem seminário tripartite representantes do Banco Mundial, César Fernandes (Viva Rio). líderes de ONGs brasileiras e argentinas e delegações Durante a reunião, o Sr. Wolfensohn ressaltou a governamentais da Argentina, do Brasil, Chile e Paraguai. importância para o Banco Mundial de manter um diálogo As discussões do seminário concentram-se na com a comunidade das ONGs. Reconheceu críticas feitas situação das relações entre o governo e a sociedade civil, no passado pelas ONGs a respeito do trabalho do Banco nos novos atores na área de combate à pobreza e na Mundial e discutiu como a atual agenda de mudanças apresentação de estudos de casos de programas de combate institucionais do Banco aborda algumas das questões à pobreza tanto governamentais como das ONGs. Dentre levantadas. Em resposta às perguntas e comentários feitos os programas discutidos havia projetos financiados pelo pelos participantes das ONGs durante a reunião, o Sr. Banco Mundial nas áreas de pobreza rural, saúde, Wolfensohn afirmou que concorda com a necessidade de se saneamento e educação no Brasil, Argentina e Paraguai; conseguir um maior equilíbrio entre as metas econômicas e experiências em governo municipal descentralizado nas sociais dentro do Banco Mundial. Reconheceu também a áreas de orçamento participativo e distribuição de alimentos necessidade de apoiar a consolidação do setor das ONGs no Brasil; e programas inovadores realizados por ONGs numa época de crises financeiras e asseverou que o Banco brasileiras nas áreas de alívio da pobreza, microfinancia- Mundial está atualmente empenhado em encontrar fundos mento e educação ambiental. discricionários para apoiar o fortalecimento institucional Na conclusão do seminário, o Sr. Gobind T. das mesmas. Nankani, Diretor do Departamento do Brasil e Cone Sul do Em resposta a uma pergunta sobre um pedido ao Banco Mundial, anunciou várias iniciativas desta entidade Grupo de Inspeção do Banco Mundial para rever o Projeto para promover o diálogo e a cooperação contínuos, de Reassentamento de Itaparica, o Sr. Wolfensohn incluindo uma revisão abrangente dos mecanismos de prometeu que pessoalmente examinaria a situação a fim de participação em todos os projetos brasileiros a fim de tirar assegurar que o Banco Mundial faça todo o possível para a lições para a gestão futura de projetos, bem como o conclusão bem-sucedida deste importante projeto. Embora estabelecimento de um Centro de Informação Pública (CIP) o Banco Mundial não tenha financiado o Projeto da em Brasília, com a possível participação do Banco Hidrelétrica de Itaparica no Rio São Francisco no Nordeste Interamericano de Desenvolvimento e de órgãos da ONU. do Brasil, concedeu um empréstimo de US$232 milhões à Estão também planejados vários seminários de acompanha- Eletrobrás para colaborar no reassentamento de cerca de mento da colaboração e participação tripartite em atividades 8.100 famílias deslocadas pelo reservatório. de desenvolvimento social. * Z- a i ri L -e s Plo P -