AUTO DE LICENÇA DE FUNCIONAMENTO CONDICIONADO COMENTADO



Documentos relacionados
PROJETO DE LEI /2013 do Vereador Eduardo Tuma (PSDB)

Projeto de Lei nº 106/2010

LEI MUNICIPAL Nº..., de... de... de Estabelece normas especiais para funcionamento de bares e similares e dá outras providências.

Instrução Normativa nº 008, de 08 de agosto de 2014.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO SUBPREFEITURA

I seja aprovado o projeto arquitetônico;

Lei nº , de 19 de outubro de Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

CÂMARA MUNICIPAL DE ANÁPOLIS PROJETO DE LEI N

PREFEITURA MUNICIPAL DE BAURU

DECRETO Nº , DE 20 DE FEVEREIRO DE 2009.

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

*Decreto /2012: DECRETO Nº , DE 16 DE JULHO DE DISPÕE SOBRE A REGULAMENTAÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR Nº 489, DE 31 DE MAIO DE 2012.

MANUAL DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL DE ATIVIDADES POTENCIALMENTE POLUIDORAS Gerência de Controle da Poluição GCP : PASSO A PASSO

Regulamenta os incentivos e benefícios fiscais instituídos pela Lei nº 5.780, de 22 de julho de 2014.

DECRETO Nº DE 11 DE JULHO DE O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais, e

I Compatibilização e integração de procedimentos; III Garantir a linearidade do processo, sob a perspectiva do usuário;

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

ÂMBITO E FINALIDADE SERVIÇO DE EMPRÉSTIMO DE VALORES MOBILIÁRIOS

LEI Nº 124/95. A CÂMARA MUNICIPAL DE PINHAIS, Estado do Paraná, aprovou e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei:

SECRETARIA MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE COMAM - CONSELHO MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE. DELIBERAÇÃO NORMATIVA N o 19/98

LEI N.º DE 4 DE SETEMBRO DE 1987

Lei Complementar n 43, de 16 de dezembro de 2010

PORTARIA NORMATIVA Nº 2, DE 26 DE JANEIRO DE 2010

ANEXO I - DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA INGRESSO DO PROCESSO DE ALVARÁ PROVISÓRIO

A observância da acessibilidade na fiscalização de obras e licenciamentos de projetos pelos municípios

DEPARTAMENTO DA POLÍCIA FEDERAL PORTARIA Nº 1.129, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1995

Rio de Janeiro: Decreto Regulamentador de Autovistoria

DECRETO Nº DE 23 DE NOVEMBRO DE 2009

A CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR DECRETA:

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

RESOLUÇÃO CFC N.º 1.389/12 Dispõe sobre o Registro Profissional dos Contadores e Técnicos em Contabilidade.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO MATEUS ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO PREFEITO

FECHAMENTO DE RUAS AO TRÁFEGO DE VEÍCULOS ESTRANHO AOS MORADORES DE VILAS, RUAS SEM SAÍDA E RUAS E TRAVESSAS COM CARACTERÍSITCAS DE RUAS SEM SAÍDA.

O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ARACATI, no uso de suas atribuições legais, conforme lhe confere a Lei Orgânica do Município, e

LEI Nº , DE 12 DE MAIO DE (Projeto de Lei nº 611/02, da Vereadora Claudete Alves - PT)

Prefeitura Municipal de São José dos Campos - Estado de São Paulo - de.:il/q±j0=1 O\ LEI COMPLEMENTAR N 256/03 de 1Ode Julho de 2003

AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO

ESTADO DE SANTA CATARINA PREFEITURA MUNICIPAL DE JARAGUÁ DO SUL

Minuta de resolução alterando a Resolução nº 14, de 2011, que estabelece as condições da prestação e utilização dos serviços públicos de água e de

SLEA SISTEMA DE LICENCIAMENTO ELETRÔNICO DE ATIVIDADES DA PREFEITURA DE SÃO PAULO

RESOLUÇÃO - RDC Nº. 176, DE 21 DE SETEMBRO DE 2006.

INSTRUÇÃO NORMATIVA-TCU Nº 68, DE 25 DE OUTUBRO DE 2011

Parágrafo único. A instalação dos equipamentos e mobiliários referidos no art. 2º desta Lei deverá respeitar o direito à paisagem.

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

1 de 5 03/12/ :32

PORTARIA CAU/SP Nº 063, DE 31 DE AGOSTO DE 2015.


O PREFEITO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE. Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

MANUAL DE NORMAS CERTIFICADO REPRESENTATIVO DE CONTRATO MERCANTIL DE COMPRA E VENDA A TERMO DE ENERGIA ELÉTRICA

DECRETO N.º 3.952, DE 02 DE OUTUBRO DE 2013.

RESOLUÇÃO CGSIM Nº 29, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2012.

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

I quando o prestador de serviços estabelecido no Município do Rio de Janeiro executar serviço;

Serviço Público Federal Conselho Regional de Farmácia do Estado de Santa Catarina - CRF/SC

Prefeitura Municipal de São José dos Campos - Estado de São Paulo - LEI COMPLEMENTAR N 490/13 DE 11 DE ABRIL DE 2013

LEI Nº DISPÕE SOBRE A LIMPEZA DE FAIXA DE DOMÍNIO E DE TERRENOS URBANOS BALDIOS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Presidência da República

CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO DECRETA:

LEI , DE 29 DE DEZEMBRO DE

Este documento objetiva a apresentação de nosso voto relativamente ao assunto em epígrafe, acompanhado da respectiva justificativa.

PORTARIA SERLA N 591, de 14 de agosto de 2007

LEI Nº 4.201, DE 02 DE SETEMBRO DE 2008 DODF de (Autoria do Projeto: Poder Executivo)


O GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS. Faço saber que o Poder Legislativo Estadual decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

DECRETO Nº 5.545, DE 22 DE SETEMBRO DE 2005

REDAÇÃO FINAL PROJETO DE LEI Nº D DE 2007

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA

RESOLUÇÃO RDC ANVISA Nº 345, DE 16 DE DEZEMBRO DE (D.O.U. de 19/12/02)

RESOLUÇÃO NORMATIVA - RN Nº 252, DE 28 DE ABRIL DE 2011

SECRETARIA ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL

Lei Municipal N.º 2.956

RESOLUÇÃO SMF Nº 2835 DE 05 DE FEVEREIRO DE 2015

Programa CI-BRASIL RN-009/2010

PUBLICADO NO ÓRGÃO OFICIAL DO MUNICÍPIO Nº 2030 DE 10/02/2014 DECRETO N. 240/2014

PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL - PGFN

Dispõe sobre o contrato de prestação de serviços e as relações de trabalho dele decorrentes.

CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES. Art. 1.º Esta lei complementar estabelece as exigências quanto a:

RESUMO DO DIÁRIO PUBLICAMOS NESTA EDIÇÃO OS SEGUINTES DOCUMENTOS:

DECRETO Nº , DE 6 DE OUTUBRO DE 2008 Regulamenta o artigo 50 da Lei nº , de 26 de setembro de 2006, o qual dispõe sobre a celebração de

Manual de procedimentos do Alvará de Licença e Funcionamento de Atividade

RESOLUÇÃO SMA Nº DE 18 DE OUTUBRO DE 2007

INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO MUNICÍPIO DE GUARAPARI / ES IPG

LEI Nº 9.074, DE 18 DE JANEIRO DE O Povo do Município de Belo Horizonte, por seus representantes, decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

A Educação Básica no Sistema Estadual de Ensino de Sergipe. II Encontro Estadual dos Conselhos de Educação

Classificação DOS EMPREENDIMENTOS DE TURISMO NO ESPAÇO RURAL:

ORDEM DO DIA FLS.394 , ESTADO DE SÃO PAULO. OFíCIO GP. N. 196/2012 Proc. n", 3194/96. Senhor Presidente,

CARTILHA INSCRIÇÃO MUNICIPAL E REDESIM

PREFEITURA MUNICIPAL DE POUSO REDONDO CNPJ / Rua Antonio Carlos Thiesen, Pouso Redondo Santa Catarina

RESOLVEU: I - probidade na condução das atividades no melhor interesse de seus clientes e na integridade do mercado;

Autorização Especial de Trânsito AET

Cria e regulamenta sistema de dados e informações sobre a gestão florestal no âmbito do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA.

ANEXO 3 CONDIÇÕES DE COMPARTILHAMENTO DE INFRA-ESTRUTURA PARA INTERCONEXÃO

CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO Nº Despacho A CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO DECRETA:

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

1. REGISTRO DE ESTABELECIMENTO DE PRODUÇÃO, PREPARAÇÃO, MANIPULAÇÃO, BENEFICIAMENTO, ACONDICIONAMENTO E EXPORTAÇÃO DE BEBIDA E FERMENTADO ACÉTICO.

Superior Tribunal de Justiça

Consórcio Fênix Rua Cândido Ramos nº550 - CEP Capoeiras - Florianópolis/SC - Brasil CNPJ / sac@consorciofenix.com.

Transcrição:

AUTO DE LICENÇA DE FUNCIONAMENTO CONDICIONADO COMENTADO Institui o Auto de Licença de Funcionamento Condicionado, e dá outras providências. A Câmara Municipal de São Paulo DECRETA: COMENTÁRIO: Art. 1º A instalação e o funcionamento de atividades não residenciais em edificações em situação irregular, nos termos da legislação em vigor no âmbito do Município de São Paulo, darse-á mediante a obtenção do Auto de Licença de Funcionamento, ora instituído. O AUTO DE LICENÇA DE FUNCIONAMENTO CONDICIONADO, constitui nova modalidade de licença, acrescida às já existentes, destinado a possibilitar o funcionamento de atividades não residenciais em edificações existentes em situação irregular, nos termos da legislação vigente. Tais edificações estão compreendidas dentre aquelas não detentoras dos documentos comprobatórios da regularidade da edificação expressos no artigo 209 da Lei 13.885/04: Habite-se", Auto de Vistoria, Alvará de Conservação, Auto de Conclusão, Certificado de Conclusão, Auto de Regularização.

Art. 2º. O Auto de Licença de Funcionamento Condicionado será expedido para atividades comerciais, industriais, institucionais e de prestação de serviços, compatíveis ou toleráveis com a vizinhança residencial, exercidas em edificação em situação irregular, classificadas na subcategoria de uso não residencial - nr1 e nr2, nos termos do artigo 154, incisos I e II, respectivamente, da Lei nº 13.885, de 25 de agosto de 2004 nas hipóteses permissivas de Auto de Licença de Funcionamento, nos termos da legislação em vigor, desde que: I a atividade exercida seja permitida no local em face da zona de uso e da categoria e largura da via, atenda os parâmetros de incomodidade, as condições de instalação e usos estabelecidas no inciso I, alíneas a, d, e, e g do inciso II do art. 174 e do Quadro nº 04 da Lei nº 13.885, 25 de agosto de 2004 e, quando localizada em área de mananciais, esteja elencada dentre aquelas admitidas nas Áreas de Intervenção estabelecidas pelas leis estaduais específicas de proteção e recuperação dos mananciais da Billings e Guarapiranga. II a edificação a ser utilizada para o exercício da atividade tenha área total de até 1.500,00 m² (mil e quinhentos metros Podem solicitar o AUTO DE LICENÇA CONDICONADO atividades comerciais, industriais, institucionais e de prestação de serviço, compreendidas nas subcategorias de uso nr1 e nr2, desde que localizadas em zona de uso onde a atividade pleiteada seja admitida e seu porte seja compatível com a largura de via em que pretenda instalar-se e sejam asseguradas vagas de estacionamento aos seus frequentadores, atendidas no lote ou nas proximidades do local. A observância a estes requisitos, rebatidos da legislação de uso do solo vigente, garantirá o necessário atendimento aos parâmetros de incomodidade nela fixados, os quais têm reflexos diretos na garantia de mobilidade no local, de emissão de ruídos em níveis compatíveis ou toleráveis em relação ao uso residencial praticado no entorno e na observância do horário e número de funcionários admitidos para o exercício da atividade. No que se refere à obtenção do Auto de Licença Condicionado em edificação situada na área de mananciais, além dos requisitos anteriormente expostos, o Auto de Licença de Funcionamento Condicionado só será admitido àquelas atividades relacionadas nas áreas de intervenção estabelecidas nas leis estaduais específicas para as bacias do Guarapiranga e da Billings. OBS.: Inciso II - 1500m² é a metragem limite cuja atribuição de análise de nr1 e nr2 pertence às Subprefeituras

quadrados); III o responsável técnico legalmente habilitado, conjuntamente com o responsável pelo uso, atestem que cumprirão a legislação municipal, estadual e federal vigentes acerca das condições de higiene, segurança de uso, estabilidade e habitabilidade da edificação. 1º Não sendo possível o atendimento do número de vagas exigidas para estacionamento de veículos no local, esta exigência poderá ser atendida com a vinculação de vagas em outro imóvel, nos termos da legislação em vigor. 2º O espaço destinado ao estacionamento de veículos em outro imóvel, referido no parágrafo 1º deste artigo, poderá ser disponibilizado por meio de convênio firmado com estacionamento e serviço de manobristas, devendo o instrumento contratual ser mantido à disposição dos órgãos de fiscalização municipal. 3º Na hipótese dos parágrafos 1º e 2º deste artigo deverá ser afixado no acesso principal da edificação ocupada pela atividade, em local visível para o público a indicação do local do Coordenadorias de Planejamento de Desenvolvimento Urbano. Inciso III A Licença de Funcionamento Condicionado será expedida apenas por via eletrônica, sendo necessário, portanto, que um ou mais responsáveis técnicos atestem, no âmbito de suas competências, o atendimento das exigências enumeradas neste inciso. Conforme a Lei 13.885/04 são: Compatíveis correspondem à subcategoria de uso nr1: comerciais de âmbito local, os serviços profissionais e pessoais, Locais de reunião de até 100 pessoas, dentre outras. Os usos industriais enquadrados na subcategoria de uso Ind1-a configuram-se, também, compatíveis à vizinhança residencial: confecção de vestuário e acessórios, confecção de artefatos de papel e de automação, dentre outras. Toleráveis correspondem à subcategoria de uso nr2, consideradas não causadoras de impacto nocivo à vizinhança residencial: locais de eventos com lotação máxima 500 pessoas, serviços de saúde, ensino não seriado, comércio de alimentação (bares, lanchonetes,

estacionamento e o número de vagas disponível. etc), pet shop, comércio especializado (veículos, sacolões, ferro-velho); Os usos industriais enquadrados na subcategoria de uso Ind1-b configuram-se em toleráveis à vizinhança residencial: fabricação de produtos alimentícios, bebidas e produtos têxteis e artefatos de plásticos, couro e madeira, dentre outros. Art. 3º O Auto de Licença de Funcionamento Condicionado deverá ser requerido pelos responsáveis por atividades comerciais, industriais, institucionais e de prestação de serviços e terá o prazo de validade de 2 (dois) anos, renovável por igual período. 1º A expedição da renovação do Auto de Licença Condicionado dependerá da comprovação, por parte do interessado, de que já deu início ao procedimento de regularização da edificação junto ao órgão competente. 2º A expedição do Auto de Licença de Funcionamento O Auto de Licença de Funcionamento Condicionado terá validade de 02 anos, renovável por igual período e admitido para atividades exercidas em edificação irregular de até 1500m² de área total. Em todos os casos, deve ser pleiteado pelo responsável pelo uso, conjuntamente com o responsável técnico, que atestarão acerca das condições de higiene, segurança de uso, estabilidade e habitabilidade da edificação. Tem prazo de duração máxima de 04 anos e sua conversão em Auto de Licença de Funcionamento dependerá da correção das irregularidades existentes na edificação e da apresentação de todos os demais documentos exigidos para a concessão daquelas licenças, no prazo de vigência da licença tratada nesta lei. A partir da data de sua emissão, todos os documentos complementares ao Auto de Licença de Funcionamento Condicionado, exigíveis para o funcionamento da atividade,

correspondente ao Auto de Licença de Funcionamento Condicionado expedido fica condicionada à regularização da edificação por parte do proprietário ou possuidor mediante a apresentação de todos os demais documentos exigidos para sua concessão. oriundos das autoridades sanitária, ambiental e do corpo de bombeiros deverão permanecer afixados em local visível do estabelecimento. Nos casos em que a legislação relativa à segurança do uso da edificação exija, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros deverá permanecer afixado em local visível da edificação. 3º Quando for necessária a manifestação das autoridades do Corpo de Bombeiros, Sanitária e Ambiental deverá tal previsão constar expressamente do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado. 4º A licença de que trata esta Lei e, quando for o caso, os documentos oriundos das autoridades Sanitária e Ambiental deverão ser afixados no acesso principal da edificação ocupada pela atividade, em local visível para o público 5º Também deverá ficar afixado no acesso principal da edificação ocupada pela atividade, quando for o caso, em local visível ao público, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros AVCB.

Art. 4º O Auto de Licença de Funcionamento Condicionado não será expedido em relação à edificação: I - cuja atividade pleiteada não seja permitida para a zona de uso em que se situa; II - situada em área contaminada, "non aedificandi" ou de preservação ambiental permanente; III - que tenha invadido logradouro ou terreno público; IV - que seja objeto de ação judicial promovida pelo Município de São Paulo, objetivando a sua demolição; V em área de risco geológico-geotécnico. Parágrafo único. A vedação contida no caput c/c inciso III deste artigo não se aplica às áreas públicas objeto de concessão, permissão, autorização de uso e locação social. Inciso I: de acordo com a nova redação adotada, uma atividade que não seja permitida na zona de uso não poderá nela se instalar. Esta restrição garante a compatibilidade entre o funcionamento que se pleiteia para o local e aquele admitido pela lei de uso e ocupação do solo vigente. Assim, os critérios de incomodidade a serem observados em relação ao uso residencial, quando da instalação de uma atividade, permanecem preservados. Nos incisos II a V estão relacionados os locais onde a licença de funcionamento condicionado não poderá ser pleiteada. Como razoável, em áreas contaminadas; de risco geológicogeotécnico; áreas de preservação (compreendidas aquelas situadas em topos de montanhas e à margem dos rios, observadas a legislação de uso do solo aplicável); não edificáveis que compreendem aquelas para as quais haja restrições administrativas, por exemplo, áreas reservadas á implantação de equipamentos públicos, institucionais, etc. e aquelas para as quais haja ação que objetive sua demolição.

O parágrafo único admite a utilização do novo instrumento para o funcionamento de atividades em edificação pública, objeto de permissão, concessão, autorização ou locação. Art. 5º O Auto de Licença de Funcionamento Condicionado ora instituído fica dispensado para: I - o exercício da profissão dos moradores em suas residências com o emprego de, no máximo, 1 (um) auxiliar ou funcionário, atendidos os parâmetros de incomodidade definidos para a zona de uso ou via, nos termos do artigo 249 da Lei nº 13.885, de 25 de agosto de 2004; II - o exercício, em Zona Exclusivamente Residencial - ZER, de atividades intelectuais dos moradores em suas residências, sem recepção de clientes ou utilização de auxiliares ou funcionários, atendidos os parâmetros de incomodidade definidos para a ZER, nos termos do artigo 250 da Lei nº 13.885, de 2004; Os casos listados têm fundamento em norma municipal que autoriza a dispensa consignada (Decreto 49969/08 e a Lei nº 15031/09) III - o exercício das atividades não residenciais desempenhadas por Microempreendedor Individual MEI devidamente registrado nas hipóteses previstas na legislação pertinente e definidas por

ato do Executivo, atendidos os parâmetros de incomodidade definidos para a zona de uso ou via, assim como as exigências relativas à segurança, higiene e salubridade. 1º O disposto no inciso I deste artigo se aplica a qualquer zona de uso, com exceção da Zona Exclusivamente Residencial ZER onde tal atividade não é permitida. 2º O disposto no inciso III deste artigo se aplica a qualquer zona de uso, com exceção da Zona Exclusivamente Residencial ZER e da Zona Exclusivamente Residencial de Proteção Ambiental ZERp, onde tal atividade não é permitida CAPÍTULO II DA EXPEDIÇÃO DO AUTO DE LICENÇA DE FUNCIONAMENTO CONDICIONADO POR VIA ELETRÔNICA Art. 6º Presentes todos os requisitos técnicos fixados no artigo 2º desta Lei, declarados pelo interessado e responsável técnico por ele contratados, no limite de suas atribuições profissionais, será emitido o Auto de Licença de Funcionamento Condicionado por O Auto de Licença de Funcionamento será emitido, exclusivamente por via eletrônica, garantida a consulta prévia, e buscada a integração com outras instâncias de licenciamento as quais estão condicionadas o exercício de algumas atividades

via eletrônica, através da aceitação do Termo de Responsabilidade emitido pelo sistema eletrônico, no qual tomarão ciência das respectivas regras, bem como das multas aplicáveis em decorrência de seu uso indevido ou da prestação de informações inverídicas. 1º O Executivo manterá sistema de consulta e emissão do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado por via eletrônica, acessíveis pela rede mundial de computadores, para: I consulta prévia quanto à viabilidade do exercício da atividade pretendida no local escolhido, em face da legislação de parcelamento, uso e ocupação do solo e indicação dos requisitos a serem atendidos para a obtenção do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado; (Corpo de Bombeiro e Sanitária) 1º e incisos Haverá a possibilidade de acesso pelo interessado, por via eletrônica, a um sistema de consulta que o esclarecerá acerca das restrições de uso do solo relativas à implantação da atividade. A licença será expedida por via eletrônica. II expedição do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado por via eletrônica. 2º O sistema de consulta prévia, aplicado à emissão do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado, buscará alcançar 2º O órgão ao qual compete a disponibilização do sistema eletrônico de consulta e expedição da licença promoverá futura

futura integração com outros órgãos estaduais e federais encarregados do licenciamento de atividades, com o objetivo de monitorar o atendimento a suas exigências específicas e facilitar o registro das atividades. integração dos dados produzidos nos diferentes órgãos licenciamento, como forma de monitoramento das atividades instaladas e facilitação do registro das atividades. 3º O Executivo elencará, à época da regulamentação da presente Lei, os dados, informações, declarações e atestados que deverão estar na posse do interessado por ocasião do pedido do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado, por via eletrônica. 3º Aspectos inerentes à regulamentação deste instrumento, no que tange às informações que deverão ser declinadas pelo interessado à época do pedido efetuado por via eletrônica 4º O Executivo manterá publicado no site do órgão competente, em documento atualizado mensalmente, e disponível à consulta dos interessados, a relação de estabelecimentos detentores do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado, sua localização e prazo de validade. 4º a medida torna mais transparente todo o procedimento.

Art. 7º Estando indisponível o sistema eletrônico para a atividade pretendida ou para o imóvel, em face de sua localização, insuficiência ou incorreção das informações, o Auto de Licença de Funcionamento Condicionado deverá ser requerido por meio de processo administrativo físico, juntando-se, ao pedido, a relação de indisponibilidades e impossibilidades emitida pelo sistema eletrônico. - admite a possibilidade da adoção de um procedimento de análise, caso a caso, nas situações enumeradas. O parágrafo único fixa prazo para o procedimento de análise, no caso da adoção da análise através de processo físico. Parágrafo único. O órgão público competente para análise da solicitação de Auto de Licença de Funcionamento Condicionado efetuada nos termos do disposto no caput deste artigo, deverá concluir sua análise e expedir a licença no prazo máximo de 60 (sessenta) dias, contados a partir da data de protocolo do pedido. CAPÍTULO III DOS EFEITOS DO AUTO DE LICENÇA DE FUNCIONAMENTO CONDICIONADO Art. 8º O Auto de Licença de Funcionamento Condicionado somente produz efeitos após sua efetiva expedição. O caput do artigo 8º indica a partir de quando o funcionamento da atividade será considerado regular.

1º A licença instituída por esta Lei não confere, aos responsáveis pela atividade, direito a indenizações de quaisquer espécies, principalmente nos casos de invalidação, cassação ou caducidade do auto. 2º O Auto de Licença de Funcionamento Condicionado expedido, nos termos desta Lei, não constitui documento comprobatório da regularidade da edificação. O 1º esclarece que a licença tem caráter precário, não gerando direitos de quaisquer espécies. O 2º - evidencia a desvinculação entre a regularidade do funcionamento da atividade e a regularidade da edificação, esclarecendo ser necessária a adoção de procedimentos distintos para seu alcance. Art. 9º Os estabelecimentos de que trata esta Lei só poderão solicitar o Auto de Licença de Funcionamento Condicionado no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a partir de sua regulamentação. Parágrafo único. A ausência de licença após o decurso do prazo estipulado no caput sujeita a pessoa física ou jurídica responsável pela sua utilização aos procedimentos fiscais e sanções previstas na legislação de uso e ocupação do solo e/ou legislação específica, Art. 9º fixa prazo para o requerimento da licença instituída na presente lei e o aproveitamento de suas disposições, evidenciando no parágrafo que o constitui as penalidades aplicáveis, no caso de sua ausência.

conforme o caso. CAPÍTULO IV DA INVALIDAÇÃO, CASSAÇÃO E CADUCIDADE DO AUTO DE LICENÇA DE FUNCIONAMENTO CONDICIONADO Art. 10. O Auto de Licença de Funcionamento Condicionado perderá sua eficácia, nas seguintes hipóteses: I - invalidação, nos casos de falsidade ou erro das informações, bem como da ausência dos requisitos que fundamentaram a concessão da licença; II - cassação, nos casos de: -hipóteses de invalidação ou cassação da licença a) descumprimento das obrigações impostas por Lei ou quando da expedição da licença; b) se as informações, documentos ou atos que tenham servido de fundamento à licença vierem a perder sua eficácia, em razão de alterações físicas, de utilização, de incomodidade ou de instalação, ocorridas no imóvel em relação às condições anteriores, aceitas pela Prefeitura;

c) desvirtuamento do uso licenciado; d) ausência de comunicação à Administração Municipal das alterações previstas no artigo 3º da Lei nº 10.205, de 4 de dezembro de 1986, e alterações posteriores; e) desrespeito às normas de proteção às crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência; f) prática de racismo ou qualquer discriminação atentatória aos direitos e garantias fundamentais; g) permissão da prática, facilitação, incentivo ou prática de apologia, mediação da exploração sexual, do trabalho forçado ou análogo à escravidão, do comércio de substâncias tóxicas, da exploração de jogo de azar, ou ; h) outras hipóteses definidas em Lei; III - caducidade, por decurso do prazo de validade indicado no Auto de Licença de Funcionamento Condicionado. Art. 11. A declaração de invalidade ou cassação do Auto

de Licença de Funcionamento Condicionado, nas hipóteses previstas nos incisos I e II do artigo 10 desta Lei, será feita mediante a instauração de processo administrativo documental. 1º O objeto do processo será a verificação da hipótese de invalidação ou cassação, por meio da produção da prova necessária e respectiva análise. 2º O interessado deverá ser intimado para o exercício do contraditório, na forma da Lei. - procedimento administrativo a ser adotado, no caso da invalidade ou cassação do Auto de Licença de Funcionamento 3º A decisão sobre a invalidação ou cassação do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado compete à mesma autoridade competente para sua expedição. 4º Contra a decisão será admitido um único recurso, sem efeito suspensivo, dirigido à autoridade imediatamente superior, no prazo de 30 (trinta) dias contados da publicação da decisão recorrida no Diário Oficial da Cidade. 5º A decisão proferida em grau de recurso encerra definitivamente a instância administrativa. CAPÍTULO V

DA AÇÃO FISCALIZATÓRIA E APLICAÇÃO DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS Art. 12. A ausência de licença, após o decurso do prazo estipulado no artigo 9º, sujeita a pessoa física ou jurídica responsável pela utilização da edificação aos procedimentos fiscais e sanções previstas na legislação de uso e ocupação do solo e/ou legislação específica, conforme o caso. Art. 13. Sempre que julgar conveniente ou houver notícia de irregularidade ou denúncia, o órgão competente da Prefeitura realizará, vistorias com a finalidade de fiscalizar o cumprimento às disposições desta Lei. procedimentos fiscalizatórios Parágrafo único. Durante o período de validade do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado, a atividade e a edificação poderão ser objeto de ação fiscalizatória com o objetivo de verificar o cumprimento da legislação vigente quanto às condições de higiene, segurança de procedimentos fiscalizatórios

uso, estabilidade e habitabilidade da edificação. Art. 14. A perda da eficácia do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado sujeitará a pessoa física ou jurídica responsável por sua utilização, aos procedimentos fiscais e sanções previstas na legislação de uso e ocupação do solo e/ou legislação específica, conforme o caso. -procedimentos fiscais e sanções previstas, no caso de perda da eficácia do auto de licença Art. 15. A constatação do uso indevido do sistema eletrônico de licenciamento de atividades ou da prestação de informações inverídicas no pedido do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado acarretará ao interessado a imposição de multa no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), dobrada em caso de reincidência, com a consequente invalidação do Auto, sem prejuízo de sua responsabilização criminal, civil e administrativa. penalidades aplicadas para o desvirtuamento do uso da licença Parágrafo único. O valor da multa estabelecido nesta Lei deverá ser atualizado, anualmente, pela variação do

Índice de Preços ao Consumidor Amplo IPCA, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE ou por outro índice que vier a substituí-lo. CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 16. A expedição do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado não desobriga os responsáveis pela edificação e por sua utilização ao cumprimento da legislação específica municipal, estadual ou federal, aplicável a suas atividades. - ressalta o necessário atendimento às legislações específicas aplicáveis nos âmbitos municipal, estadual e federal, no que tange ao exercício da atividade Art. 17. A existência de registro no Cadastro Informativo Municipal CADIN, ainda que não tenha havido composição ou regularização de obrigações, não impede a emissão do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado. - a existência de pendências fiscais não impede a emissão do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado

Art. 18 Para os imóveis que possuírem o Auto de Licença de Funcionamento Condicionado é permitido a obtenção do CADAN Cadastro de Anúncios. - é permitida a obtenção da licença para o porte de anúncio, nos termos da legislação pertinente Art. 19. O Executivo deverá considerar a necessária integração do processo de registro e legalização das pessoas físicas e jurídicas, bem como articular, gradualmente, as competências próprias com aquelas dos demais entes federativos para, em conjunto, compatibilizar e integrar procedimentos, de modo a evitar a duplicidade de exigências e garantir a linearidade do processo, sob a perspectiva dos usuários. - procedimento de integração dos registros efetuados nas diferentes instâncias de aprovação deverá ser alcançado, de forma a facilitar a obtenção da licença.. Art. 20. Esta Lei será regulamentada pelo Executivo que estabelecerá os dados e informações que deverão constar obrigatoriamente do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado. - regulamentação

Art. 21. As despesas com a execução desta Lei correrão por conta das dotações orçamentária próprias, suplementadas, se necessário. Art. 22. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Sala das Sessões, Disponibilizado pelo mandato do vereador Chico Macena www.chicomacena.com.br