Teste sumativo de História A

Documentos relacionados
Teste sumativo de História A

2.º Teste sumativo de História A

7 - CRISES, EMBATES IDEOLÓGICOS E MUTAÇÕES CULTURAIS NA PRIMEIRA METADE DO SÉC. XX 1 - AS TRANSFORMAÇÕES DAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO

6 A CIVILIZAÇÃO INDUSTRIAL ECONOMIA E SOCIEDADE: NACIONALISMOS E CHOQUES IMPERIALISTAS 4. PORTUGAL, UMA SOCIEDADE CAPITALISTA DEPENDENTE A 4.

Prova Escrita de Economia A

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS HISTÓRIA A - Prof. Renato Albuquerque MATRIZ E CONTEÚDOS DO 2.º TESTE SUMATIVO DE 11.DEZEMBRO

Prova Prática de Desenho A

Provas de Acesso ao Ensino Superior

Curso de Línguas e Humanidades

Prova Escrita de Economia A

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Na folha de respostas, indique de forma legível a versão da prova.

INFORMAÇÃO-Prova de Equivalência à Frequência 3º Ciclo do Ensino Básico. Despacho Normativo nº 1-G/2016 de 6 abril

Exame de Economia. de zero a esta. questão.

Informação Prova Prova código 340 de Psicologia B

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.

PSICOLOGIA B (Prova Escrita) Maio 2014

ECONOMIA C INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA. Prova código 312

Deve ainda ser tido em consideração o Despacho Normativo n.º 24-A/2012, de 6 de dezembro, bem como o Despacho n.º 15971/2012, de 14 de dezembro.

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS HISTÓRIA A - Prof. Renato Albuquerque MATRIZ DO TESTE SUMATIVO DE 13.DEZEMBRO º ANO

Duração do teste: 90 minutos

Candidatura de Exame de Economia. Tempo para a realização da prova: 2 horas Tolerância: 30 minutos 1/5

Data: Para: Inspecção-Geral de Educação. Direcções Regionais de Educação. Escolas com 3.º Ciclo CIREP FERLAP CONFAP

1. Introdução. 2. Objeto de avaliação. Exame de Equivalência à Frequência: 12º ano do Ensino Secundário. Física

Prova Escrita de Ciência Política

Tipo de Prova: Escrita 2016

Estudo do Meio Prova Escrita

Prova Escrita de Economia A

Grupo I [8 valores: 1 valor cada]

Tempo para realização da prova: 2 horas Tolerância: 30 minutos

Informação Prova de equivalência à frequência de História 3º Ciclo do Ensino Básico Prova 19 Aprovada em :

Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga. INFORMAÇÃO- Prova de Equivalência à Frequência Disciplina: História e geografia de Portugal 2016

PORTUGUÊS 3º ANO março de 2015

As informações apresentadas neste documento não dispensam a consulta da legislação referida e do Programa da disciplina.

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PAREDE ESCOLA E. B. 2,3 DE SANTO ANTÓNIO

Deve ainda ser tida em consideração a Portaria n.º 243/2012, de 10 de agosto.

MATRIZ PROVA EXTRAORDINÁRIA DE AVALIAÇÃO PORTUGUÊS Maio de º Ano 2.º Ciclo do Ensino Básico

SECRETARIA REGIONAL DA EDUCAÇÃO E CULTURA DIREÇÃO REGIONAL DA EDUCAÇÃO INFORMAÇÃO-PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA DE HISTÓRIA.

EXAME DE RESUMOS.TK. Autor: Francisco Cubal. A ausência dessa indicação implica a classificação com zero pontos das respostas aos itens do Grupo I.

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA QUINTA DO CONDE INFORMAÇÃO - PROVA FINAL DE CICLO A NÍVEL DE ESCOLA

INFORMAÇÃO - PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA HISTÓRIA

Nome do aluno: N.º: Para responder aos itens de escolha múltipla, não apresente cálculos nem justificações e escreva, na folha de respostas:

QUÍMICA INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA. Prova Ensino Secundário 12º Ano. Objeto de avaliação

História da Cultura e das Artes

Prova Prática de Desenho A

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA QUINTA DO CONDE

Informação Prova de Equivalência à Frequência PSICOLOGIA B

Transcrição:

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS Teste sumativo de História A 12º Ano Turma C Professor: Renato Albuquerque Duração da prova: 90 minutos. Tolerância: 10 minutos 6 páginas 8.novembro.2010 Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta. Não é permitido o uso de corretor. Em caso de engano, deve riscar, de forma inequívoca, aquilo que pretende que não seja classificado. Escreva, de forma legível, a numeração dos grupos e dos itens, bem como as respetivas respostas. As respostas ilegíveis ou que não possam ser identificadas são classificadas com zero pontos. Para cada item, apresente apenas uma resposta. Se escrever mais do que uma resposta a um mesmo item, apenas é classificada a resposta apresentada em primeiro lugar. As cotações dos itens encontram-se no final do enunciado da prova. Este enunciado é escrito segundo as regras do acordo ortográfico de 1990 embora se mantenha a grafia original dos documentos. Havendo escolas em que os alunos já contactam com as novas regras ortográficas, uma vez que o Acordo Ortográfico de 1990 já foi ratificado e dado que qualquer cidadão, nesta fase de transição, pode optar pela ortografia prevista quer no Acordo de 1945, quer no de 1990, são consideradas corretas, na classificação das provas de exame nacional, as grafias que seguirem o que se encontra previsto em qualquer um destes normativos. Critérios gerais de classificação. GAVE, Ministério da Educação, 2010 Teste sumativo de História A 12º C 08.11.2010 Página 1 de 6

GRUPO I A PRIMEIRA REPÚBLICA EM PORTUGAL Documento 1 Lista dos Presidentes da República em Portugal (1910-1926) Posição Presidente Partido Político Mandato Notas A República Velha 1.º Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue Partido Republicano Português (depois Partido Democrático) 24 de Agosto de 1911-26 de Maio de 1915 primeiro presidente constitucionalmente eleito ao abrigo da Constituição de 1911; demitiu-se do cargo 2.º Joaquim Teófilo Fernandes Braga 29 de Maio de 1915-5 de Agosto de 1915 presidente substituto, designado para terminar o mandato de Arriaga 3.º Bernardino Luís Machado Guimarães 6 de Agosto de 1915-5 de 1917 1.ª vez; mandato interrompido por golpe de Estado A República Nova 4.º Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais Partido Nacional Republicano («Partido Sidonista») 28 de Abril de 1918-14 de 1918 militar, revoltoso, presidente da Junta Revolucionária [1] ; único presidente eleito por sufrágio directo na I República; morreu assassinado no exercício do cargo Conselho de Ministros chefiado por Canto e Castro 14 de Dezembro de 1918-16 de 1918 assume interinamente a chefia do Estado Português A Nova República Velha (restauração da República Velha) 5.º João do Canto e Castro Silva Antunes Júnior Partido Nacional Republicano («Partido Sidonista») 16 de Dezembro de 1918-5 de Outubro de 1919 presidente substituto [2], destinado a terminar o mandato presidencial iniciado em 1915 6.º António José de Almeida Partido Republicano Evolucionista (depois Partido Liberal Republicano) 5 de Outubro de 1919-5 de Outubro de 1923 único presidente da I República a cumprir integralmente o mandato 7.º Manuel Teixeira Gomes 6 de Outubro de 1923-11 de 1925 o presidente-escritor; resignou ao mandato 8.º Bernardino Luís Machado Guimarães 11 de Dezembro de 1925-31 de Maio de 1926 2.ª vez; mandato interrompido por golpe de Estado http://pt.wikipedia.org/wiki/anexo:lista_de_presidentes_da_rep%c3%bablica_portuguesa Teste sumativo de História A 12º C 08.11.2010 Página 2 de 6

Documento 2 Lei de separação do Estado e da Igreja O Governo Provisório da República faz saber que em nome da República se decretou, para valer como lei, o seguinte : Capítulo I Da liberdade de consciência e de cultos Artigo 1º A República reconhece e garante a plena liberdade de Consciência a todos os cidadãos portugueses e ainda aos estrangeiros que habitarem o território português. Artigo 2º A partir da publicação do presente decreto, com força de lei, a religião católica apostólica romana deixa de ser a religião do Estado e todas as igrejas ou confissões religiosas são igualmente autorizadas, como legítimas agremiações particulares, desde que não ofendam a moral pública nem os princípios do direito político português. Artigo 3º Dentro do território da República ninguém pode ser perseguido por motivos de religião, nem perguntado por autoridade alguma acerca da religião que professa. Artigo 4º A República não reconhece, não sustenta, nem subsidia culto algum; e por isso, a partir do dia 1 de Julho próximo futuro, serão suprimidas nos orçamentos do estado, dos corpos administrativos locais e de quaisquer estabelecimentos públicos todas as despesas relativas ao exercício dos cultos. Artigo 5º Da mesma data em diante serão extintas as côngruas [pagamentos para a sobrevivência dos párocos] e quaisquer outras imposições destinadas ao exercício do culto católico. Artigo 8º É também livre o culto público de qualquer religião nas casas para isso destinadas, que podem sempre tomar forma exterior de templo; mas deve subordinar-se, no interesse da ordem pública e da liberdade e segurança dos cidadãos, às condições legais do exercício dos direitos de reunião e associação e, especialmente, às contidas no presente decreto com força de lei. Artigo 37º As corporações encarregadas do culto não podem intervir directa ou indirectamente em serviços públicos ou particulares de educação e instrução, podendo apenas organizar o exclusivo ensino da respectiva religião, sob a vigilância das autoridades públicas, que se limitarão a impedir abusos e a assegurar a plena liberdade dos que quiserem receber esse ensino. Lei de 20 de abril de 1911 Teste sumativo de História A 12º C 08.11.2010 Página 3 de 6

Documento 3 Os progressos da política moderna! Caricatura publicada no jornal Os Ridículos de 16 de outubro de 1915 1. Explique os fatores de instabilidade política contidos no Documento 1. 2. Indique 3 determinações da Lei de 20 de abril de 1911 que contribuam para o agudizar de conflitos entre o Estado e a Igreja Católica. 3. Justifique que a situação financeira caricaturada no documento 3 é um dos motivos de descontentamento social durante a Primeira República. Teste sumativo de História A 12º C 08.11.2010 Página 4 de 6

GRUPO II A GRANDE DEPRESSÃO 1 - Evolução das ações da General Motors (1920-1938) 2 - Evolução do número de desempregados e do índice de produção industrial nos Estados Unidos (1929 1934) Preços e ganhos expressos em dólares; índice 100 reportase a Outubro de 1929 Índice 100 de produção industrial reporta-se a Janeiro de 1929 1. Com base nos gráficos 1 e 2 e recorrendo aos seus conhecimentos, caraterize as origens e a dimensão da crise económica de 1929. FIM Teste sumativo de História A 12º C 08.11.2010 Página 5 de 6

COTAÇÕES Grupo Item Cotação 1. 40 I 2. 30 100 3. 30 II 1. 100 100 TOTAL 200 A avaliação das competências de comunicação escrita em língua portuguesa contribui para valorizar a classificação atribuída ao desempenho no domínio das competências específicas da disciplina. Esta valorização é cerca de 10% da cotação do item. Critérios gerais de classificação. GAVE, Ministério da Educação, 2010 Teste sumativo de História A 12º C 08.11.2010 Página 6 de 6

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS Teste sumativo de História A 12º Ano Turma C Professor: Renato Albuquerque Duração da prova: 90 minutos. Tolerância: 10 minutos 6 páginas 11.outubro.2010 SUGESTÕES DE RESPOSTA 1 página São consideradas as respostas que utilizem uma terminologia cientificamente adequada e rigorosa, embora não exatamente idêntica à utilizada nas sugestões. I 1. I 2. I 3. II 1. Fatores de instabilidade política contidos no documento: - curta duração dos mandatos presidenciais (8 presidentes em 15 anos); - impossibilidade em cumprir os mandatos até ao fim (1 exceção); - golpes militares frequentes; - eleição do presidente da república feita no Congresso (1 exceção) que não dispõe de maiorias parlamentares fortes. O examinando devia ter indicado 3 determinações da Lei que contribuíram para o agudizar de conflitos entre o Estado e a Igreja Católica de entre as seguintes: - abandono da religião católica como religião oficial do estado (art.º 2.º); - autorização de outras confissões religiosas (idem); - subordinação da religião ao estado (art.ºs 3.º, 5º e 8.º); - fim dos pagamentos das despesas relativas ao exercício dos cultos pelo estado (art.º 4.º); - extinção das côngruas (art.º 5.º); - proibição de ensino religioso nas escolas públicas (art.º 37.º). Conclusão: a igreja católica perde os seus privilégios. A caricatura refere-se aos sucessivos empréstimos a que o estado português tem de recorrer devido ao desequilíbrio da balança comercial e ao défice orçamental. Estes empréstimos são pagos com novos empréstimos e recorrendo aos impostos pagos pelos trabalhadores e classe média (Zé Povinho), provocando perda de poder de compra e descontentamento social entre estes grupos sociais. O gráfico 1 reflete uma das origens da crise de 1929: a especulação bolsista demonstrada pela subida contínua do preços e dos ganhos obtidos por ação até 24 de outubro. Entre outras origens para a crise nos Estados Unidos o examinando pode indicar: - a crença no progresso económico irreversível; - debilidades em determinados setores industriais (carvão, têxteis ); - desemprego crónico; - fraca rentabilidade da agricultura (superprodução); - recurso sistemático ao crédito; - crash da bolsa. O gráfico 2 revela a dimensão da crise nos Estados Unidos, mostrando a descida da produção industrial nesse país entre 1929 e 1932, acompanhada pela correspondente subida do número de desempregados (mais de 30 milhões em 1933). A crise atinge outras dimensões: - crise de superprodução; - falência de bancos e empresas; - descida dos preços (deflação), nomeadamente, agrícolas, levando à falência e perda de terras para os bancos devidos às hipotecas executadas por falta de pagamento dos empréstimos; - descida de salários; - miséria, bairros de lata, sopas de pobres; - aumento da delinquência; - mundialização da crise devido à diminuição de vendas de matérias primas aos EUA e à retirada de capitais americanos; - declínio do comércio mundial; [- ascensão de soluções políticas totalitárias um pouco por todo o mundo]. 1 2 3 40 38 36 30 28 26 30 28 26 100 98 96 Sugestões de resposta teste sumativo de História A 12º C 11.10.2010 Página 1 de 1