A Difusão da Imprensa no Século XX

Documentos relacionados
A Difusão da Imprensa no Século XX

Ficha de Trabalho: Tema 3

Gerenciamento de Conteúdo Web CMS Joomla. Luiz C B Martins

AUTOR(ES): FELIPE VALEZI RODRIGUES, HILBERTO EMMANUEL PEREIRA SILVA, LUCAS D`AMICO CHIODA, MARIA CLARA DINIZ BORGES SOARES

Tipografia. Tipografia x tipologia. Por que TIPO...? Tipo - vem do grego, Typos, significa molde, sinal.

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA IMAGEM Ano Lectivo 2010/2011

ARTE E MÍDIA. Carlinda Gabriela Rodrigues. Resumo

Contexto Histórico da Comunicação Social em Caxias do Sul_. Paulo Cancian_

Grade Curricular - Comunicação Social. Habilitação em Publicidade e Propaganda - matutino

Conteúdo: - Cidade Natal - Migração: experiências e desafios - Gênero textual: Carta - Meios de comunicação C. HUMANAS LINGUAGENS FORTALECENDO SABERES

Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) Prof. Dr. Olavo Egídio Alioto

Proposta Comercial SUPERTAÇA CÂNDIDO DE OLIVEIRA

De Alexandria à Era Digital: a difusão do conhecimento através dos seus suportes

Ana Gonçalves Área: CLC- Cultura Língua e Comunicação Módulo: CLC5- Cultura Língua Comunicação e Media Formador: Vítor Dourado

Ana Gonçalves. Curso: TSHT- Técnico de Segurança e Higiene no trabalho UFCD: Unidade de Formação de Curta Duração

EDITAL 01/2016 PROCESSO SELETIVO ALUNO ESPECIAL 2016/1 - PÓSCOM/UFES RETIFICADO EM 17/02/2016

Impacto das tecnologias informáticas na sociedade

A COR NA FOTOGRAFIA. Prof. André Galvan

O valor da legendagem para Surdos

FILMES PROIBIDOS ª EDIÇÃO CICLO DE CINEMA PORTUGUÊS MOAGEM CIDADE DO ENGENHO E DAS ARTES, FUNDÃO

SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL IMPERIALISMO

O blog como ferramenta didática no ensino do jornalismo

A evolução da mulher na profissão de jornalista em Portugal

Estratégias para a publicação e divulgação de conteúdos digitais

ATENÇÃO: A partir da amostra da aula, terá uma idéia de onde o treinamento de eletroeletrônica poderá lhe levar.

PROTEÇÃO DO CONTEÚDO NACIONAL E REGIONALIZAÇÃO DA PROGRAMAÇÃO

PROGRAMA DA FORMAÇÃO - CÂMARA E ILUMINAÇÃO PARA AUDIOVISUAIS

CURSO EFA NS CULTURA, LÍNGUA E COMUNICAÇÃO. CLC 5 Cultura, comunicação e média

1 Descrição do Problema

Criar e desenvolver projetos grafico- visuais, utilizando tecnicas de desenho manual ou eletronico.

7º SERCINE FESTIVAL SERGIPE DE CINEMA E VÍDEO REGULAMENTO

A HISTÓRIA DA COMPUTAÇÃO

Atuar com fotografia, audiovisual, educação e/ou jornalismo, em busca de novos aprendizados, técnicas e experiências

GABARITO PROVA INTEGRADORA - ICA - NOITE

Currículos dos Cursos UFV COMUNICAÇÃO SOCIAL - JORNALISMO. COORDENADORA Mariana Lopes Bretas

Cursos. Nível III. Vídeo. Constrói o teu Futuro Já! Profissionais. Perfil de Desempenho. Saídas Profissionais. Todos os Cursos Proporcionam

Estatísticas do Emprego 4º trimestre de A taxa de desemprego do 4º trimestre de 2008 foi de 7,8% 17 de Fevereiro de 2009

Duas línguas próximas, globais e de futuro

DIFUSÃO E DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Comunicação social Jornalismo, Relações Públicas, Assessoria e Comunicação de Marketing.

O Imaginário Infantil em Georges Méliès Uma experiência pedagógica para desenvolver a criatividade

Difusão e acesso aos acervos do Instituto Moreira Salles

Seis tecnologias automotivas que vieram dos aviões Freios ABS

EXAME DE ACESSO AO ENSINO SUPERIOR PARA MAIORES DE 23 ANOS PROVA DE INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA COMUNICAÇÃO

Orientação de estudo 3 bimestre

INTERNET. Definição. Rede internacional de computadores que permite comunicação e transferência de dados entre outros serviços.

Cultura Mundo Especial Auschwitz ESPECIAL AUSCHWITZ

Transistor. O transistor é um componente de circuito elétrico. Seu nome vem do termo transfer resistor, ou seja, resistor de transferência.

Festival Internacional de Cinema da Praia REGULAMENTO. Artigo 1º. (Objectivo)

Inauguração da exposição individual. alheava_a criação do mar. de Manuel Santos Maia. Curadoria de Baltazar Torres

O Homem De Mil Anos. Natael Noé Santana

Nome da disciplina CrT CrP. Teorias e estéticas da arte Oficina de roteiro Oficina de produção Oficina de som 1 3 4

do seu consumidor, provocar uma ação e ser fixada em sua memória, pois é preciso lembrar que essa ferramenta está ali para apenas um fim: vender

O Governo da República Federativa do Brasil e O Governo da República Popular da China (doravante denominados "As Partes")

proposta de serviços

NORMAS - MOSTRA DE ENSAIOS FOTOGRÁFICOS FRONTEIRAS CONTEMPORÂNEAS

Conceitos gerais de design e composição gráfica. Daniel Barata nº 7 11º 12

ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DA CIDADELA CURSO PROFISSIONAL TÉCNICO DE MULTIMÉDIA. Organização Modular

a sua determinação em fazer do Museu Etnológico Português (o actual Museu Nacional de Arqueologia) uma instituição aberta ao mundo, dotada de

Linguagem Publicitária

Estrutura Curricular do Curso de Comunicação em Mídias Digitais Código/Currículo:

ESCOLA SECUNDÁRIA DO MONTE DA CAPARICA Curso de Educação e Formação de Adultos NS Trabalho Individual Área / UFCD CLC 7 Formador

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CUBA Escola Básica Integrada c/ Jardim de Infância Fialho de Almeida, Cuba Ano Lectivo 2007/2008

SOCIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 11 ALIENAÇÃO, SOCIEDADE DE CONSUMO E INDÚSTRIA CULTURAL

DENIZA GRIVOT CABRAL 1

Tiago Guedes 10º 13ª

DIFUSÃO E DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

REGULAMENTO. CURTA 5 III Festival de Curtas Metragens do Instituto Federal da Bahia - IFBA

Foto Carga Horária: 15h presenciais. Facilitador: Sandro Barros. Objetivo:

28/04/2011. Cláudia Sousa Leitão NO MUNDO

emanuel dimas de melo pimenta

ANEXO 3 Edital Microprojetos Culturais

ROBÔ PARA INSPEÇÃO DE ÁREAS CLASSIFICADAS E DE DIFÍCIL ACESSO COM TRANSMISSÃO DE IMAGENS SEM FIO

Plano de Estudos. HIS11633 Seminário Temático em História I História 10 Semestral 260

DOURO FILM HARVEST REGULAMENTO DOURO FILM HARVEST 2014 MEO Curtas da Casa

SANTAELLA, L. Por que as comunicações e as artes estão convergindo? São Paulo: Paulus, 2005.

No âmbito do módulo de STC5, foi-me dada uma proposta de trabalho sobre redes de informação e comunicação para reflectir sobre a temática em questão.

Spot Institucional Nesta categoria vamos distinguir os spots criados e executados para promover, mais do que determinado programa,

Invenção da máquina a vapor Escoar com rapidez os produtos. Aplicação à indústria QUAL O FIM??? Governos europeus criaram novos meios de transporte

Transcrição:

A Difusão da Imprensa no Século XX A comunicação sempre se fez presente em todos os estágios de evolução humana. O século XX foi, entre muitos outros aspectos identitários, um tempo dos media. O livro e a edição, o jornal e a imprensa periódica, a fotografia, o cinema, a rádio, a televisão, e os novos media audiovisuais conhecem uma grande evolução desde o século XIX, ao longo do século XX, e, mais ainda, nos finais de século com o extraordinário avanço tecnológico.

LIVRO O livro impresso, como o vemos hoje, surgiu no século XV. Até então ele era um objecto raro, caríssimo, inacessível ao homem comum, pois era privativo dos monges e dos sacerdotes, mantidos em bibliotecas bem afastadas dos olhos profanos.

LIVRO O primeiro livro impresso com tipos móveis, a Bíblia, foi produzido por Johannes Gutenberg, alemão nascido no ano de 1455. Essa tecnologia desenvolvida por Gutenberg derivou de seus conhecimentos em metais e de prensas utilizadas para esmagar uvas no processo de fabricação do vinho.

IMPRENSA A imprensa virou tudo de pernas para o ar, visto que, ao baixar o custo da edição do livro, tornou possível a que milhões de pessoas pudessem usufruir dos seus conteúdos. Isto mudou para sempre a vida na Terra.

IMPRENSA Em Portugal, a imprensa foi introduzida no tempo do rei D. João II. O primeiro livro impresso em território nacional foi o Pentateuco, impresso em Faro em caracteres hebraicos no ano de 1487.

IMPRENSA A impressão entrava em Portugal pelo nordeste transmontano. Só na década de noventa do século XV é que seriam impressos livros em Lisboa, no Porto e em Braga.

JORNAL O primeiro jornal português surge em 1641 (1645). Era a Gazeta, de Lisboa. No século XIX, os empresários descobriram o potencial comercial do jornalismo como negócio lucrativo e surgiram as primeiras publicações parecidas com os diários actuais. A actividade do jornalismo tradicional só começa a decair a partir de 1920 com a chegada de uma poderosa media concorrente: o rádio.

RÁDIO O rádio atacava os jornais tradicionais de duas maneiras diferentes: primeiro roubando anunciantes e a preferência do público e também roubando os próprios profissionais de jornalismo que agora passavam também a trabalhar na rádio. É a primeira vez na história que a media impressa passa a ter um concorrente de peso.

RÁDIO No entanto, houve outra surpresa desagradável aos jornais impressos: além do rádio, surgia também a televisão como concorrente. Apesar de resistir à invenção do rádio, a televisão veio para demolir de uma vez por todas o domínio dos jornais e do jornalismo clássico, pois, a partir de 1950 a TV tornou - se o principal canal de media do mundo, posição que por sinal ocupa até hoje.

TELEVISÃO O aparecimento da televisão deve-se em grande parte a cientistas, visionários e homens de ideias muito avançadas. Desde o inicio do século XIX, os cientistas estavam preocupados com a transmissão de imagens à distância. E foi com a invenção de Alexander Bain, em 1942, que se obteve a transmissão telegráfica de uma imagem (fac-símile), actualmente conhecido como fax.

TELEVISÃO Em Dezembro de 1955 é fundada sob o controle estatal a Rádio Televisão Portuguesa (RTP). Inicialmente emitia a preto e branco, com autorização para a comercialização do espaço publicitário. Em Setembro de 1956 começam a ser realizadas as primeiras emissões experimentais, a partir do recinto da Feira Popular.

TELEVISÃO A televisão portuguesa começou com as emissões do canal do estado, a RTP, em 1957. Existia muitas regras nessa altura, Portugal estava ainda "mergulhado" na ditadura imposta pelo Estado Novo e a televisão, tal como todos os outros meios de comunicação social nessa altura em Portugal, estava sob o controlo da censura. A queda da ditadura portuguesa em 1974, gerou uma maior liberdade.

TELEVISÃO A chegada da cor à televisão portuguesa foi tardia. A primeira emissão regular deu-se em 1980. Mas conseguiu tirar público ao cinema. E, actualmente, o país está a acompanhar bem o passo dos novos avanços para o digital, a alta definição e as três dimensões.

FOTOGRAFIA A fotografia nasceu em preto e branco, surge como a soma da necessidade humana de comunicação, registando com precisão a informação visual. A fotografia foi uma das mais marcantes invenções do século XIX.

FOTOGRAFIA Carlos Relvas nasceu na Golegã em 1838, e foi o nome que mais contribuiu para o desenvolvimento da fotografia em Portugal.

FOTOGRAFIA O domínio da cor na fotografia e sua utilização no diaa-dia tornaram-se realidade em 1935, quando a companhia fotográfica norte-americana Kodak desenvolveu o processo Kodachrome, que reunia em uma única película de emulsão todas as camadas de material sensível às cores primárias.

FOTOGRAFIA Actualmente a fotografia vive uma crise de identidade com a revolução digital, similar à que a pintura enfrentou com a invenção da fotografia.

CINEMA A ficção cinematográfica portuguesa nasce em 1907, uns bons onze anos depois das primeiras obras do género terem sido criadas por Georges Méliès, em França. Os anos oitenta são na história do cinema português uma década reveladora. Anos de ouro, pelo volume de produções, pela novidade e diversidade nas formas e nos conteúdos.

CINEMA A Revolução dos Cravos seria decisiva para o futuro do cinema português, quer pelas liberdades que introduziria nas práticas sociais e culturais, quer pelo papel que a RTP viria a desempenhar na produção e difusão de obras cinematográficas nacionais, em particular na área do documentário.

CINEMA O início do cinema português tem lugar com a exibição das primeiras curtas-metragens amadoras de um empresário da cidade do Porto, Aurélio Paz dos Reis. Hollywood vive os seus anos de ouro em 1938 e 1939. Surgem superproduções como A Dama das Camélias, E o Vento Levou, O Morro dos Ventos Uivantes, Casablanca entre outros.

INTERNET A Internet começou em 1969 com o projecto do governo americano chamado ARPANET, que tinha como objectivo interligar universidades, instituições de pesquisa e militares. Nos primeiros anos da década de 90, o acesso e utilização da Internet estavam praticamente circunscritos a algumas centenas de pessoas na comunidade académica e científica portuguesa, em particular na área da informática e computação.

INTERNET Durante o ano de 1995 o crescimento acelerado da Internet em Portugal foi acompanhado por uma maior visibilidade social da REDE, que começou a merecer maior atenção dos órgãos de comunicação social.

CONCLUSÃO A evolução da tecnologia que temos assistido tem ocorrido a uma velocidade dominadora, pois há cerca de 30 anos poucos sabiam ligar um computador e o aparecimento da Internet parecia ainda uma miragem.

CONCLUSÃO Com o aparecimento da Internet, a compra de jornais, revistas, cinema e fotografia, sentiu um decréscimo muito grande, entrando em declínio sistemático, sentido - se uma certa estagnação na actualidade.

Trabalho Elaborado Por: Fernanda Piçarra Formador :Vítor Dourado Módulo: CLC7- Data: 15.03.2011