a Doença da Vaca Louca no Brasil



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Transcrição:

Comoevitar a Doença da Vaca Louca no Brasil

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA Secretaria de Defesa Agropecuária Departamento de Saúde Animal Coordenação Geral de Combate às Doenças Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros e outras Encefalopatias Como evitar a Doença da Vaca Louca no Brasil BRASÍLIA - 2005

Presidência da República Luís Inácio Lula da Silva Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Roberto Rodrigues Secretaria Executiva Luís Carlos Guedes Pinto Secretaria de Defesa Agropecuária Gabriel Alves Maciel Departamento de Saúde Animal Jorge Caetano Junior Coordenação Geral de Combate às Doenças Jamil Gomes de Souza Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros e outras Encefalopatias Guilherme Henrique Figueiredo Marques Programa Nacional de Educação Sanitária Bárbara Nely Leite Praça Projeto e criação Link Propaganda / Estação Palavra Ilustrações Bussadori Catalogação na Fonte Biblioteca Nacional de Agricultura - BINAGRI Praça, Bárbara Nely Leite. Como evitar a doença da Vaca Louca no Brasil / Bárbara Nely Leite Praça, Tomaz Gelson Pezzini, Guilherme Henrique Figueiredo Marques. Brasília: MAPA/SDA/DSA, 2005. 28 p. ; il. color. 1. Doença da Vaca Louca. 2. Doença Animal - EEB. 3. Doença Animal - BSE. 4. Cama de Frango. 5. Compostagem. I. Praça, Bárbara Nely Leite. II. Pezzini, Tomaz Gelson. III. Marques, Guilherme Henrique Figueiredo. IV. Secretaria de Defesa Agropecuária. Departamento de Saúde Animal. V. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. VI. Título. AGRIS...5212; L73; L70 CDU...619 : 636.2

APRESENTAÇÃO A produção pecuária brasileira vem obtendo destaque no âmbito do comércio internacional, que se mostra cada vez mais exigente em relação à sanidade animal Consumidores em todo o mundo têm demonstrado especial preocupação com a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), popularmente conhecida como "Doença da Vaca Louca", devido ao risco que representa para a saúde humana, com importantes conseqüências para a comercialização de animais e de produtos de origem animal. Embora a EEB não ocorra no Brasil, o Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), do Departamento de Saúde Animal (DSA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) está atento quanto à vigilância da doença, tendo investido continuamente em medidas de prevenção, informação e capacitação. A principal forma de transmissão da EEB para os bovinos é a ingestão de alimentos elaborados com proteínas e gorduras oriundas de animais. Por isso, já no ano de 1996, o MAPA proibiu o uso da proteína e de farinha de carne e ossos provenientes de ruminantes na alimentação destes animais. Esta cartilha objetiva informar aos produtores rurais sobre a EEB, bem como explicitar o importante papel a ser por eles desempenhado, em consonância com o serviço oficial e outros representantes da iniciativa privada. Jorge Caetano Junior Diretor do Departamento de Saúde Animal

Bom dia a todos! Hoje vamos conversar sobre a Doença da Vaca Louca e o que devemos fazer para manter o Brasil livre desta doença.

A Encefalopatia Espongiforme Bovina, mais conhecida como Doença ou Mal da Vaca Louca, atinge o sistema nervoso principalmente dos bovinos, fazendo com que fiquem com o comportamento alterado. Daí o nome "Vaca Louca".

Os primeiros casos da Doença da Vaca Louca ocorreram na Europa no ano de 1986. Também foram registrados casos em outros continentes. Já o Brasil é considerado livre dessa doença.

Além da morte dos animais do rebanho e risco de transmissão ao homem, outro GRANDE PREJUÍZO da Doença da Vaca Louca seria a suspensão da exportação brasileira de carne bovina, que hoje atinge a marca de 1, 3 milhão * de toneladas, o equivalente a mais de 2 bilhões de dólares por ano! * Dados de 2004, fornecidos pela ABIEC - Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne

Qual é a causa da doença? Uma proteína chamada prion, que pode ser transmitida para alguns ruminantes quando alimentados com ração contendo farinha de carne e ossos de animais infectados com a doença.

O senhor falou que a Doença da Vaca Louca pode ser transmitida ao ser humano? Sim, se ele comer a carne contaminada de um animal que tenha contraído a doença. Mas não se preocupem! Como eu já falei, o Brasil é livre da Doença da Vaca Louca.

Isso porque o nosso sistema de engorda e criação de bovinos é quase que exclusivamente a pasto e a suplementação alimentar que damos para o gado é à base de proteína vegetal, como soja, milho e caroço de algodão. Além disso, desde o aparecimento da doença na Europa, o serviço oficial de defesa sanitária animal do Brasil adotou medidas para evitar a introdução da Doença da Vaca Louca no país, tais como a proibição de importação de animais e seus produtos vindos de países com registro da doença, e a proibição do uso de proteína animal na alimentação de ruminantes.

Além do que já está sendo feito, é importante que cada um faça a sua parte, para que o país continue livre da Doença da Vaca Louca. De que maneira?

Observando atentamente o gado. Caso identifique um animal agressivo, com olhar assustado, salivando muito, com tremores em algumas partes do corpo e dificuldade para caminhar ou levantar, avise um médico veterinário, de preferência do serviço oficial de defesa sanitária animal. Apesar de sermos livres da doença, essa vigilância é fundamental. O Ministério da Agricultura (MAPA) e os órgãos oficiais estaduais estão aí para garantir a nossa segurança e a dos animais. É nosso dever contribuir com eles!

Uma outra maneira é ter cuidados com a alimentação: se, além de pasto, for dado outro tipo de alimento para o gado, este NÃO PODE CONTER farinha de carne e ossos ou qualquer outro produto de origem animal, pois a principal forma de transmissão da doença é justamente pela ingestão desses ingredientes. Por esse motivo, não se deve oferecer cama-de-aviário ou resíduos da exploração de suínos para o gado!

Cama-de-aviário é a mesma coisa que cama-de-frango? O termo aviário é mais abrangente, pois pode existir também cama proveniente de aves poedeiras ou de outras fases de criação. Porém, a composição geral é basicamente a mesma.

A cama-de-aviário é o conjunto do material utilizado para forrar o piso do aviário, que pode ser de maravalha, palha de arroz, feno de capim, sabugo de milho triturado ou serragem com as fezes, urina, restos de ração e penas que se misturam com esse material.

O senhor poderia explicar melhor por que não podemos aproveitar a cama-de-aviário na alimentação do gado? Pois não. Apesar de ser uma opção mais barata do que os outros alimentos normalmente indicados, o MAPA proíbe o seu uso na alimentação de bois, búfalos, cabras e ovelhas.

Por quê? Porque, no Brasil, é permitido alimentar as aves com ração contendo farinha de carne e ossos ou outros tipos de proteína animal, que podem causar a Doença da Vaca Louca. Parte dessa ração cai na cama. Se dermos esta cama-de-aviário para um ruminante, correse o risco deste animal contrair a Doença da Vaca Louca. O risco ocorre também se alimentarmos ruminantes com resíduos da exploração de suínos.

Outro problema que pode estar relacionado com a cama-de-aviário é a possível presença de bactérias, arames, pregos e resíduos de inseticidas e antibióticos, além da possibilidade de causar uma doença chamada botulismo.

E existe alguma maneira de aproveitar a cama-de-aviário? Sim! Como adubo orgânico, o que diminui os gastos com fertilizantes químicos, ou como biogás. Entretanto, é preciso primeiramente fazer um tratamento desta cama, já que ela pode causar poluição do solo ou das águas, prejudicando o meio ambiente.

Uma forma de tratamento é a compostagem, que é um processo de decomposição do material orgânico - como a cama-de-aviário, palhada e estrume - pela ação de microorganismos presentes no solo. O produto final é rico em nutrientes minerais, que melhoram a "saúde" do solo. O ideal é consultar um técnico, que irá orientá-los quanto à forma correta de fazer a compostagem. Alguns cuidados ao se montar a pilha: 1. Escolher um local adequado; 2. Iniciar a construção da pilha colocando uma camada de material vegetal seco de aproximadamente 15 a 20 centímetros; 3. Regar a primeira camada com água sem encharcar e molhar cada camada montada; 4. Na segunda camada, colocar restos de verduras, grama e esterco; 5. Na terceira, colocar uma camada de 15 a 20 centímetros com material vegetal seco, seguida por outra de esterco e assim por diante até que a pilha atinja a altura aproximada de 1,5 metros; 6. Revolver a pilha pelo menos três vezes no primeiro mês (7º, 17º e 30º dia), usando pás e enxadas. O composto estará pronto no período de 60 a 90 dias.

Qual a quantidade de cama-de-aviário que devemos colocar na lavoura ou na pastagem? Depende de uma série de fatores, como as características do solo e a exigência nutricional da cultura. Mais uma vez, buscar orientação técnica é fundamental. É importante que este material seja incorporado ao solo ou que seja distribuído em camadas finas sobre a terra na época das águas. No caso de pastagens, deve-se retirar o gado por 30 a 40 dias, para que haja a incorporação.

Como vocês puderam aprender hoje, é possível aproveitar a cama-de-aviário como adubo. O que não se pode, de forma alguma, é utilizá-la na alimentação de ruminantes. O MAPA não permite o seu uso desde 1996, quando proibiu o uso da farinha de carne e ossos na alimentação de ruminantes.

E se soubermos de alguém que insiste em usar a cama-de-aviário como alimento para os animais? É seu dever denunciar essa pessoa. Para isso, dirija-se ao serviço oficial de defesa sanitária animal do seu Estado ou ligue para o Disque Denúncia do MAPA: 0800-611995

Faça a sua parte para manter o Brasil livre da Doença da Vaca Louca. Denuncie o uso de farinha de carne e ossos, cama-de-aviário e resíduos da exploração de suínos na alimentação de ruminantes. Disque denúncia: 0800 611995

Evite a Doença da Vaca Louca (EEB) Não forneça aos ruminantes (bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e outros) proteínas de origem animal - inclusive a cama-de-aviário -, resíduos da exploração de suínos e qualquer outra fonte de alimento que contenha proteínas de mamíferos. Antes de alimentar seus bovinos ou outros ruminantes com ração, concentrados e suplementos protéicos, confira cuidadosamente se no rótulo desses produtos não se encontra o termo: "Uso proibido na alimentação de ruminantes". Caso você prepare ração, concentrados e suplementos protéicos em sua propriedade, tenha certeza de não estar misturando alimentos para não

ruminantes (eqüinos, suínos e aves) na alimentação dos ruminantes, tendo o cuidado de manter estes alimentos devidamente controlados e separados, pois há o risco de haver contaminação cruzada no transporte, na armazenagem, na pesagem e no próprio cocho dos animais. Guarde sempre com você os comprovantes e notas fiscais de aquisição de rações, concentrados e suplementos protéicos, e também das matérias primas, caso estes alimentos sejam preparados na propriedade. Se notar um animal com sinais de doença do sistema nervoso, como alteração do comportamento, dificuldades de locomoção, paralisia, andar cambaleante, entre outros, avise a unidade local do serviço veterinário oficial mais próximo da sua propriedade. Mantenha-se informado e atualizado em relação às medidas de prevenção e às normas e procedimentos definidos pelas autoridades sanitárias, visitando com periodicidade a unidade local do serviço veterinário oficial e o site do MAPA (www.agricultura.gov.br). Use o telefone 0800 61 1995 para denunciar ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento eventuais descumprimentos da legislação vigente.

SUPERINTENDÊNCIAS FEDERAIS DA AGRICULTURA NOS ESTADOS ACRE Rodovia AC-40, 793 Segundo Distrito 69901-180 Rio Branco/AC Tel: (68) 212-1324 / Fax: 212-1313 ssa-ac@agricultura.gov.br ALAGOAS Av. Fernandes Lima, 72 Farol 57050-900 Maceió/AL Tel: (82) 221-5020 R.207 Fax:(82) 221-7047 ssa-al@agricultura.gov.br AMAPÁ R Tiradentes, 469 Bairro Central 68906-380 Macapá/AP Tel: (96) 223-3067 R.323 Fax: (96) 222-4467 ssa-ap@agricultura.gov.br AMAZONAS R. Maceió, 460 - Adrianópolis 69057-010 Manaus/AM Tel: (92) 232-8073 / Fax: 232-8073 ssa-am@agricultura.gov.br BAHIA Largo dos Aflitos, s/nº - Ed. Ceres 40060-030 Salvador/BA Tel: (71) 320-7417 / Fax: 320-7417 ssa-ba@agricultura.gov.br CEARÁ Av. dos Expedicionários, 3442 - Benfica 60410-410 Fortaleza/CE Tel: (85) 494-1555 / Fax: 494-1955 ssa-ce@agricultura.gov.br DISTRITO FEDERAL SBN Q. 01, Bl. D - 5º andar Ed. Palácio Desenvolvimento 70057-900 Brasília/DF Tel: (61) 326-3562 Fax:(61) 326-2565 ssa-df@agricultura.gov.br ESPÍRITO SANTO Av. N.Sra. dos Navegantes, 495, 8º.andar - Praia do Suá 29050-420 Vitória/ES Tel: (27) 381-2720 Fax: (27) 381-2204 ssa-es@agricultura.gov.br GOIÁS Pça Cívica, 100, 4º andar Caixa. Postal: 149 74003-010 Goiânia/GO Tel: (62) 221-7249/221-7256 Fax:(62) 221-7254 ssa-go@agricultura.gov.br MARANHÃO Pça da República, 147 - Diamante 65020-150 São Luís/MA Tel: (98) 221-2457 / Fax: 231-4766 ssa-ma@agricultura.gov.br MATO GROSSO Al. Dr. Annibal Molina, s/nº Ponte Nova 78115-901 Várzea Grande/MT Tel: (65) 685-1952 / Fax: 685-1156 ssa-mt@agricultura.gov.br MATO GROSSO DO SUL R. Dom Aquino, 2696 - Centro 79002-970 Campo Grande/MS Tel: (67) 325-7100 R.2003 Fax: (67) 325-7666 ssa-ms@agricultura.gov.br MINAS GERAIS Av. Rajá Gabaglia, 245 Cidade Jardim 30380-090 Belo Horizonte/MG Tel: (31) 3250-0416 Fax: (31) 3250-0418 ssa-mg@agricultura.gov.br PARÁ Av. Almirante Barroso, 5384 - Souza 66030-000 Belém/PA Tel: (91) 243-3355 R.247 Fax: (91) 243-3887 ssa-pa@agricultura.gov.br PARAÍBA BR-230, Km 14, Estrada João Pessoa/Cabedelo 58310-000 Cabedelo/PB Tel: (83) 246-1235 R.203 Fax: (83) 246-1203 ssa-pb@agricultura.gov.br PARANÁ R. José Veríssimo, 420 - Tarumã 82820-000 Curitiba/PR Tel: (41) 361-4082 / Fax: 366-3260 ssa-pr@agricultura.gov.br PERNAMBUCO AV. General San Martin, 1000 - Bongi 50630-060 Recife/PE Tel: (81) 3227-3911 R. 204 Fax: (81) 3227-0309 ssa-pe@agricultura.gov.br PIAUÍ R. Taumaturgo de Azevedo, 2315 64001-340 Teresina/PI Tel: (86) 222-4545 R. 222 Fax: (86) 222-4324 ssa-pi@agricultura.gov.br RIO GRANDE DO NORTE Av. Hildebrando de Góis, 150 - Ribeira 59010-700 Natal/RN Tel: (84) 221-1741 R.222 Fax: (84) 221-1740 ssa-rn@agricultura.gov.br RIO GRANDE DO SUL Av. Loureiro da Silva, 515, 5º andar, Sala 505 90010-420 Porto Alegre/RS Tel: (51) 3284-9514 / Fax: 3284-9512 ssa-rs@agricultura.gov.br RIO DE JANEIRO Av. Rodrigues Alves, 129, 8º andar 20081-250 Rio de Janeiro/ RJ Tel: (21) 2253-7507 / Fax: 2253-7507 ssa-rj@agricultura.gov.br RONDÔNIA BR-364, Km 5,5 Sentido Cuiabá - CP 35 78900-970 Porto Velho/RO Tel: (69) 216-5610 / Fax: 222-2460 ssa-ro@agricultura.gov.br RORAIMA Av. Santos Dumont, 582 CP.132 - S. Pedro 69305-340 Boa Vista/RR Tel: (95) 623-9605 R.28 Fax: (95) 623-9364 ssa-rr@agricultura.gov.br SANTA CATARINA R. Felipe Schmidt, 755 - Ed. Embaixador, 8º andar - CP 1502 88010-002 Florianópolis/SC Tel: (48) 3025-9930 / Fax: 3025-9988 ssa-sc@agricultura.gov.br SERGIPE Av. João Ribeiro, 428 - Centro 49065-000 Aracajú/SE Tel: (79) 3179-2468 Fax: (79) 3179-2466 ssa-se@agricultura.gov.br SÃO PAULO Av. 13 de Maio, 1.558, 3º andar Bela Vista 01327-002 São Paulo/SP Tel: (11) 251-0400/251-5742 Fax: (11) 287-8988 ssa-sp@agricultura.gov.br TOCANTINS Av. NS 1201 Sul, Cj. 2, Lote 05 77015-202 Palmas/TO Tel: (63) 215-8518 R.227 ssa-to@agricultura.gov.br

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