METODOLOGIA DE AMOSTRAGEM

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Transcrição:

METODOLOGIA DE AMOSTRAGEM 1. População Alvo: A população alvo para este estudo é constituída por indivíduos residentes em Portugal com idades iguais ou superiores a 18 anos, não institucionalizadas. Excluem-se desta amostra indivíduos residentes em hospitais ou lares, quartéis militares, presidiários; indivíduos que não falem Português ou impossibilitados de responder ao questionário. 2. Procedimento Amostral: Os participantes foram seleccionados através de um processo de amostragem probabilística multi-etapas. A amostra foi estratificada por região NUTS II (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve) e por dimensão da localidade (menos que 2.000; 2.000-9.999; 10.000-19.999; 20.000-99.999; e 100.000 habitantes). O número de inquéritos a realizar em cada estrato será proporcional à distribuição real da população. A amostra nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores ainda não foi definida, pelo que se passará a explicar apenas as etapas que conduziram à selecção da amostra em Portugal Continental. Mais especificamente sobre a escolha dos domicílios e inquiridos a entrevistar, os procedimentos foram já estabelecidos e serão aplicados a toda a amostra, quer no Continente quer nas Regiões Autónomas. a. Selecção das localidades em Portugal Continental: Numa primeira etapa foram seleccionadas 262 localidades em Portugal Continental, sendo consideradas como a unidade de amostragem primária. De acordo com o CENSUS 2001, existem 27.960 localidades com estas características em Portugal Continental, com uma população total de 7.719.986 indivíduos com 18 ou mais anos (INE, 2008). Nos estratos cujas localidades possuem menos do que 20000 habitantes, estas foram seleccionadas aleatoriamente com probabilidade proporcional à sua dimensão. Nos estratos cujas localidades possuem mais do que 20000 habitantes, foram seleccionadas todas as localidades existentes. Região <2000 2 000-9 999 10 000-19 999 20 000-99 999 >=100 000 Norte 53 15 10 20 2 Centro 48 9 5 6 1 Lisboa 12 18 11 15 2 Alentejo 10 8 2 3 Algarve 6 2 2 2 Total 262 O número de entrevistas a realizar foi calculado tendo em consideração a existência de doenças reumáticas com baixa prevalência. Para um nível de confiança de 95%, assumiu-se uma prevalência mínima de 2% na população, com um erro amostral máximo de 0.5% e um design effect de 1,5. Foi posteriormente fixado o número de entrevistas em cada localidade, e foram escolhidas aleatoriamente tantas localidades quantas as necessárias para atingir o número de entrevistas no estrato, de modo a que houvesse representatividade desse estrato.

Região <2000 2 000-9 999 10 000-19 999 20 000-99 999 >=100 000 Norte 30 31 29 30 181 Centro 30 30 31 31 98 Lisboa 30 30 31 37 365 Alentejo 31 30 25 29 Algarve 29 23 37 30 Admitindo que 50% dos lares abordados inicialmente devam ser substituídos, por se tratar de recusas, desistências ou mesmo lares não elegíveis, recolher-se-ão à partida mais 50% de contactos. O total de entrevistas que se pretende realizar em cada estrato é o que se apresenta na tabela seguinte. Região <2000 2 000-9 999 10 000-19 999 20 000-99 999 >=100 000 Norte 1590 465 290 600 362 Centro 1440 270 155 186 98 Lisboa 360 540 341 555 730 Alentejo 310 240 50 87 Algarve 174 46 74 60 Total 9023 Os quadros seguintes apresentam a comparação entre a distribuição da amostra seleccionada pelos estratos (respectivo peso na amostra total), e a distribuição da população com 18 anos ou mais residente em Portugal segundo o Censos 2001. AMOSTRA Região <2000 2000-9999 10000-19999 20000-99999 >=100000 Norte 17.6% 5.2% 3.2% 6.6% 4.0% Centro 16.0% 3.0% 1.7% 2.1% 1.1% Lisboa 4.0% 6.0% 3.8% 6.2% 8.1% Alentejo 3.4% 2.7% 0.6% 1.0% Algarve 1.9% 0.5% 0.8% 0.7% 2

CENSUS 2001 Região <2000 2000-9999 10000-19999 20000-99999 >=100000 Norte 17.6% 5.2% 3.2% 6.6% 4.0% Centro 16.0% 3.0% 1.7% 2.1% 1.1% Lisboa 3.9% 6.0% 3.8% 6.1% 8.1% Alentejo 3.4% 2.7% 0.5% 1.0% Algarve 2.0% 0.5% 0.8% 0.7% b. Selecção dos domicílios: Em Portugal, não existem listagens disponíveis dos residentes e moradas dos domicílios para investigação na área das ciências sociais. Assim, o domicílio será seleccionado através de: Selecção aleatória de pontos de amostragem no mapa de cada localidade, onde o inquiridor dará início à contagem de um passo sistemático, continuando o seu percurso num processo de caminho aleatório. Cada ponto aleatório corresponderá a um número concreto de entrevistas. Partindo de cada um dos pontos de amostragem seleccionados aleatoriamente, o entrevistador deverá fazer o levantamento das ruas para proceder à selecção dos lares através do procedimento de Random Route. Este procedimento, random route ou método de caminho aleatório, permite atribuir a cada lar da localidade igual probabilidade de ser escolhido e, consequentemente, a cada indivíduo igual probabilidade de ser inquirido. O processo de caminho aleatório deve cumprir um determinado número de regras de modo a uniformizar entre todos os entrevistadores o percurso a fazer em cada localidade (ver Regras a seguir pelo entrevistasor no final deste documento). No percurso aleatório efectuado, deve ser cumprido um passo sistemático na selecção dos domicílios, definido para cada localidade de acordo com a dimensão da mesma. Isto é, em cada localidade não são contactados todos os domicílios, mas os contactos são feitos intercalando-se de x em x domicílios, de modo a garantir uma dispersão das entrevistas realizadas pela localidade. Não são contabilizados nesta escolha os domicílios não elegíveis que são, por exemplo, habitações com fins comerciais (escritórios, consultórios, empresas, lojas, restaurantes, etc) ou industriais (empresas, indústrias, fábricas, etc), instituições (lar de idosos, lar de estudantes, Hospitais, Centros de Saúde, Unidades Militares, Instituições religiosas, infantários, etc), habitações visivelmente desocupadas, entre outros. c. Selecção dos inquiridos: Dentro de cada domicílio, é considerado como pertencente ao agregado familiar e elegível todos os indivíduos com idade superior a 18 anos, que falem/percebam Português e cuja residência permanente é aquela, pessoas que estiverem temporariamente longe de casa, devido a doença (por ex. em hospitais), a férias ou a viagens de negócios. Estudantes que vivam em residências universitárias ou casas de estudantes 3

devem ser incluídos na enumeração do agregado familiar (no caso de serem seleccionados e não se encontrarem em casa, a entrevista poderá ser realizada no local onde se encontrarem a viver). Para além destas características, só serão considerados elegíveis indivíduos que apresentem capacidades físicas e/ou psicológicas para responder. Em cada agregado familiar, será seleccionado o indivíduo que tiver completado aniversário mais recentemente. Se há mais do que um indivíduo a fazer anos no mesmo dia, o seleccionado é o mais velho desses aniversariantes. O entrevistado seleccionado nunca pode ser substituído por alguém do agregado. Regras a seguir pelo entrevistador: 1. A cada entrevistador será entregue um mapa da localidade, que terá de inquirir, com os respectivos pontos de amostragem, as indicações para chegar ao local e as coordenadas GPS. 1.1. Pontos de amostragem: Os pontos de amostragem são os pontos de partida para a selecção dos lares a inquirir. São previamente determinados aleatoriamente e devidamente assinalados num mapa da localidade. 1.2 Determinação dos pontos de amostragem: É colocada uma quadrícula sobre os mapas da localidade (sempre com a mesma escala) e é contabilizado o nº de quadrículas existentes, numerando-se as mesmas. Cada quadrícula corresponde a uma zona de recolha de dados. Gera-se aleatoriamente tantos números quantos os pontos de amostragem da localidade e seleccionam-se essas quadrículas. Dentro de cada zona de recolha, é colocada uma quadrícula mais pequena sobre o mapa e com o mesmo processo é determinado o ponto de amostragem de cada zona. Em localidades de maior dimensão, na geração aleatória de quadrículas, deve garantir-se que não são seleccionadas quadrículas adjacentes, para permitir uma melhor distribuição das entrevistas pela localidade. Deve garantir-se ainda que na geração aleatória das zonas de recolha não são seleccionadas zonas sem habitação (mata, jardins, zona industrial, etc.). 2. O entrevistador deverá fazer o levantamento das ruas, para proceder à selecção dos lares, através do procedimento de Random Route. 3. Na chegada à localidade, o entrevistador deve fazer: 1º. Reconhecimento da localidade: reconhecimento das zonas de recolha e dos respectivos pontos de partida dos itinerários aleatórios (nas localidades mais pequenas espera-se que as zonas cubram toda a localidade). 2º. Início do trabalho de campo: 4

- Entrevistador coloca-se no início de uma rota, indicado no mapa da localidade. - Dá início à recolha dos dados no 1º Prédio/Casa (elegível) a seguir ao ponto de partida, caminhando para a esquerda. - Depois de contactado o 1º lar, dá início à contagem do passo, segundo as regras estabelecidas: De frente para o ponto de partida do itinerário aleatório, o entrevistador deve SEMPRE caminhar para a esquerda e virar a seguir na primeira rua à direita, depois à esquerda, depois à direita e depois à esquerda, e assim sucessivamente até completar o número de entrevistas (ou contactos) a realizar nessa zona de recolha. PP 4. Lares não elegíveis (não contam no passo): Habitações com fins comerciais (escritórios, consultórios, empresas, lojas, restaurantes, etc) Habitações com fins industriais (empresas, indústrias, fábricas, etc) Instituições (lar de idosos, lar de estudantes, Hospitais, Centros de Saúde, Unidades Militares, Instituições religiosas, infantários, etc) Habitações visivelmente desocupadas Segundas habitações (as não principais) Casa de férias, de fim-de-semana Aldeamentos turísticos Terrenos baldios Garagens Na contagem do passo, apenas devem ser consideradas as casas/apartamentos de habitação. No caso do entrevistador encontrar outro tipo de morada, estes não devem ser contabilizados no passo passando à porta ao lado. 5. Selecção do Inquirido A pessoa que vai responder à entrevista deverá ter idade igual ou superior a 18 anos; O seleccionado será aquele que fez anos mais recentemente, à data do primeiro contacto; 5

Se há mais do que um indivíduo a fazer anos no mesmo mês pergunta-se, para esses, os dias dos aniversários; Se há mais do que um indivíduo a fazer anos no mesmo dia, o seleccionado é o mais velho desses aniversariantes; Se há gémeos, é seleccionado aquele que nasceu primeiro. Quem faz parte do agregado familiar? Todos os indivíduos cuja residência permanente é aquela Pessoas que estiverem temporariamente longe de casa, devido a doença (por ex. em hospitais), a férias ou a viagens de negócios deverão ser incluídas na enumeração do agregado familiar. Estudantes que vivam em residências universitárias ou casas de estudantes devem ser incluídos na enumeração do agregado familiar (no caso de serem seleccionados e não se encontrarem em casa, a entrevista poderá ser realizada no local onde se encontrarem a viver). Quem não faz parte do agregado familiar? No caso de um domicílio com quarto alugado, o inquilino desse quarto não faz parte do agregado familiar. Empregadas domésticas. Visitantes temporários ou hóspedes Dentro de cada agregado, quem não é elegível? Indivíduos com idade inferior a 18 anos Indivíduos que não falem/percebam português Pessoas que não tenham capacidades físicas e/ou psicológicas para responder Pessoas que estão fora da residência por 3 ou mais meses 6