UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE BIOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENTOMOLOGIA E FITOPATOLOGIA PROGRAMA ANALÍTICO DA DISCIPLINA 1. CARACTERIZAÇÃO DA DISPLINA Nome: ENTOMOLOGIA FLORESTAL Código: IB-235 Carga horária total: 90 horas-aula Natureza da carga horária: 30 horas-aula teórica (T) 60 horas-aula prática (P) Carga horária semanal: 6 horas-aula (2T, 4P) Número de créditos: 4 (2T, 2P) Número de vagas (total de alunos): 40 Número de turmas: 01 teórica; 2 práticas Professor responsável: Elen de Lima Aguiar Menezes Oferta: Curso de Graduação em Engenharia Florestal Pré-requisito: Entomologia Geral (IB-232) 2. OBJETIVO Prover os estudantes de conhecimento sobre as principais famílias e espécies de insetos-praga de culturas florestais de importância econômica, reconhecendo-as com ou sem auxílio de chaves de classificação, fornecer noções básicas sobre os fatores que predispõem as plantas ao ataque dos insetos. Capacitá-los a avaliar, quantitativa e/ou qualitativamente, os danos e prejuízos econômicos decorrentes do ataque d os insetos-praga às culturas florestais. Prepará-los para que compreendam os princípios do Manejo Integrado de Pragas e do Manejo Ecológico de Pragas. Provê-los de conhecimento sobre os diferentes métodos de controle populacional de insetos-praga a serem adotados na agricultura convencional e na agricultura alternativa, respeitando a legislação fitossanitária vigente, e dotando-os da capacidade de avaliação dos métodos de controle efetivos em cada caso, e que garantam a preservação/conservação ambiental, na busca de uma agricultura sustentável. 3. EMENTA História evolucionária dos insetos e sua interação com as plantas. Insetos nocivos à agricultura: as pragas das lavouras. Os paradigmas da Agricultura e suas implicações no manejo de pragas. Reconhecimento dos principais insetos-praga das culturas florestais, caracterização dos danos e os métodos de controle. Métodos de coleta, mortificação e transporte de insetos. Técnicas de montagem e conservação de insetos. Métodos de amostragem de insetos. insetos de importância agrícola e florestal, ao nível de família como unidade taxonômica. 4. METODOLOGIA DE ENSINO Aulas teóricas: aulas expositivas em sala de aula, com utilização de quadro-negro e recursos multimídia. Aulas práticas: aulas em laboratório com utilização de microscópio estereoscópico e chaves dicotômicas para classificação taxonômica ao nível de famílias da classe Insecta; e aulas de campo, com lupa de bolso e/ou outros artefatos entomológicos (rede entomológica, armadilhas de queda ( pit-fall traps ), frascos caça-mosca, aspirador bucal ou elétrico, etc.). Avaliação do aprendizado obtido em aulas teóricas e práticas, por meio de provas escritas e trabalhos Disciplina Entomologia Florestal (IB-235) 1
práticos. 5. PROGRAMA DAS AULAS TEÓRICAS Pontos de aula História evolucionária dos insetos e sua interação com as plantas Insetos nocivos à agricultura: as pragas das lavouras Métodos de controle de insetospragas florestais Os paradigmas da Agricultura e suas implicações no manejo de pragas Pragas de importância geral: formigas cortadeiras Pragas de importância geral: cupins (ou térmitas) Pragas dos viveiros florestais Pragas de espécies florestais nativas e exóticas Razões do sucesso evolutivo dos insetos na Terra História evolutiva das ordens dos insetos e dos hábitos alimentares dos insetos Interações harmônicas e desarmônicas entre insetos e plantas Conceito de praga numa perspectiva humana Insetos como pragas na agricultura: diferença entre danos diretos e indiretos e os tipos de pragas (ocasionais, severas e chaves) Impacto da simplificação vegetal dos agroecossistemas na dinâmica populacional dos insetos. Controle biológico de pragas: agentes de controle biológico e as estratégias de uso desses agentes. Controle químico de pragas: conceito de agrotóxicos, classificação química dos agrotóxicos (grupos químicos dos inseticidas inorgânicos e orgânicos naturais e sintéticos), modo de ação dos inseticidas, os impactos ecotoxicológicos dos agrotóxicos, legislação, o receituário agronômico e a prescrição técnica dos agrotóxicos (receita). Outros métodos de controle de pragas florestais: controle silvicultural (manejo da diversidade vegetal, adubação e higiene florestal), controle físico, controle legislativo, controle mecânico e controle por comportamento. Defesa sanitária vegetal: pragas quarentenárias de importância florestal Agricultura convencional e o Manejo Integrado de Pragas (MIP) Agricultura alternativa (orgânica ou ecológica) e o Manejo Ecológico de Pragas (MEP) Reconhecimento, biologia e comportamento das espécies-chave, Reconhecimento, biologia e comportamento das espécies-chave, Reconhecimento, biologia e comportamento das pragas-chave de mudas de espécies florestais em viveiro e transplantadas para o campo, Reconhecimento, biologia e comportamento das pragas-chave das espécies florestais em condições de campo, classificação taxonômica (incluindo nome vulgar e nome científico), caracterização dos danos e métodos de controle. 6. PROGRAMA DAS AULAS PRÁTICAS Pontos da aula Métodos de coleta de insetos e métodos de mortificação e transporte de insetos coletados (parte I) Métodos de coleta de insetos (parte II) Técnicas de montagem e conservação de insetos Equipamentos para coleta de insetos a campo. Produtos usados na mortificação de insetos. Recipientes para transporte de insetos. Aula demonstrativa de campo: coleta da entomofauna associada a culturas florestais nativas e/ou exóticas, usando aparelhos e utensílios entomológicos. Métodos e utensílios para montagem e conservação de insetos. Manejo e conservação das coleções entomológicas. Triagem e montagem da Disciplina Entomologia Florestal (IB-235) 2
6. PROGRAMA DAS AULAS PRÁTICAS Pontos da aula Métodos de amostragem de insetos entomofauna proveniente de coletas a campo. Aparelhos e utensílios para amostragem de insetos Revisão das ordens da classe Insecta Determinação de famílias da ordem Orthoptera Reconhecimento da organização social dos cupins e formigas cortadeiras e seus métodos de controle Determinação de famílias da ordem Hemiptera: subordem Auchenorrhyncha e Sternorrhyncha Determinação de famílias da ordem Hemiptera: subordem Heteroptera Determinação de famílias das ordens Isoptera e Neuroptera Determinação de famílias da ordem Coleoptera Determinação de famílias da ordem Diptera Montagem e preparação das asas de Lepidoptera Determinação de famílias da ordem Lepidoptera Determinação de famílias da ordem Hymenoptera Aula demonstrativa de campo: abertura de cupinzeiros e formigueiros, reconhecimento das castas de cupins e formigas cortadeiras, demonstração da técnica da termonebulização e uso de iscas tóxicas e polvilhamento para controle dessas pragas. 7. AVALIAÇÃO DO APRENDIZADO 03 Provas teóricas escritas... 3 x 20 = 60 pontos 01 Prova prática escrita... 1 x 20 = 20 pontos 01 Coleção entomológica... 1 x 15 = 15 pontos Participação... 5pontos TOTAL... 100 PONTOS COLEÇÃO ENTOMOLÓGICA: 35 insetos, na forma adulta, pertencentes às ordens de importância agrícola e florestal, com pelo menos 3 insetos de diferentes famílias para cada ordem, incluindo pragas agrícolas e/ou florestais, a ser entregue no final do semestre. A coleção entomológica é uma atividade individual ou em dupla. A entrega da coleção entomológica deverá ser dentro do prazo fixado, portanto, não sendo aceita após a data limite de entrega. A freqüência obrigatória mínima para aprovação na disciplina é de 75%, conforme Art. 62 do Estatuto da UFRRJ. 8. BIBLIOGRAFIA 1. AGUIAR-MENEZES, E. L. Controle biológico de pragas: princípios e estratégias de aplicação em ecossistemas agrícolas. Seropédica: Embrapa Agrobiologia, 2003, 44 p. (Embrapa Agrobiologia. Documentos, 164). Disponível em: http://www.cnpab.embrapa.br/publicacoes/serie_doc.html 2. AGUIAR-MENEZES, E. L. Diversidade vegetal: uma estratégia para o manejo de pragas em sistemas sustentáveis de produção agrícola. Seropédica: Embrapa Agrobiologia, 2004, 68 p. (Embrapa Agrobiologia. Documentos, 177). Disponível em: http://www.cnpab.embrapa.br/publicacoes/serie_doc.html 3. AGUIAR-MENEZES, E. L. Inseticidas botânicos: seus princípios ativos, modo de ação e uso agrícola. Seropédica: Embrapa Agrobiologia, 2005, 58 p. (Embrapa Agrobiologia. Documentos, 205). Disponível em: http://www.cnpab.embrapa.br/publicacoes/serie_doc.html Disciplina Entomologia Florestal (IB-235) 3
8. BIBLIOGRAFIA 4. ALMEIDA, J. E. M.; BATISTA FILHO, A. Cupins em áreas agrícolas. São Paulo: Instituto Biológico, 2008. 20 p. 5. ALMEIDA, L. M.; RIBEIRO-COSTA, C. S. R., MARINONI, L. Manual de coleta, conservação, montagem e identificação de insetos. Ribeirão Preto: Holos, 2003. 88 p (Série Manuais Práticos em Biologia, 1). 6. ALTIERI, M.; SILVA, E. N.; NICHOLLS, C. I. O papel da biodiversidade no manejo de pragas. Ribeirão Preto: Holos, 2003. 226 p. 7. ALVES, S. B. Controle microbiano de insetos. 2.ed. Piracicaba: FEALQ, 1998. 1163 p. 8. ANDREI, E. Compêndio de defensivos agrícolas: guia prático de produtos fitossanitários para uso agrícola. 7. ed. São Paulo: Andrei, 2005. 1141 p. 9. ANJOS, N.; DELLA LUCIA, T. M. C.; MAYHÉ-NUNES, A. J. Guia prático sobre formigas cortadeiras em reflorestamentos. Ponte Nova: Gaff Cor, 1998. 97 p. 10. BERTI FILHO, E. (Org.). Manual de pragas em florestas: cupins ou térmitas. Piracicaba: IPEF/SIF, 1993. 56 p. 11. BOARETTO, M. A. C.; FORTI, L. C. Perspectivas no controle de formigas cortadeiras. Série Técnica IPEF, São Paulo, v. 11, n. 30, p. 31-46, 1997. Disponível em: http://www.ipef.br/publicacoe s/stecnica/nr30/cap3.pdf 12. CAMPANHOLA, C.; BETTIOL, W. Métodos alternativos de controle de fitossanitário. Jaguariúna: Embrapa Meio Ambiente, 2003. 279 p. 13. COSTA, E. C.; D AVILA, M.; CANTARELLI, E. B.; MURARI, A. B.; MANZONI, C. G. Entomologia florestal. Santa Maria: Editora UFSM, 2008. 239 p. 14. CROCOMO, W. B. Manejo integrado de pragas. São Paulo: UNESP, 1990. 358 p. 15. FERNANDES, M. C. A.; RIBEIRO, R. L. D.; AGUIAR-MENEZES, E. L. Manejo ecológico de fitoparasitas. In: AQUINO, A. M.; ASSIS, R. L. (eds.). Agroecologia: princípios e técnicas para uma agricultura orgânica sustentável. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2005. p. 273-322. 16. GALLO, D.; NAKANO, O.; SILVEIRA NETO, S.; CARVALHO, R. P. L.; BAPTISTA, G. C.; BERTI FILHO, E.; PARRA, J. R. P.; ZUCCHI, R. A.; ALVES, S. B.; VENDRAMIM, J. D.; MARCHINI, L. C.; LOPES, J. R. S.; OMOTO, C. Entomologia agrícola. Piracicaba: FEALQ, 2002. 920 p. (Biblioteca de Ciências Agrárias Luiz de Queiroz, 10). 17. GUAJARÁ, M. S.; CARVALHO, A. G.; SANTOS, W.; GONÇALVES, K. Resposta de Euphalerus clitoriae (Hemiptera: Psyllidae) a armadilhas adesivas de diferentes cores. Revista Árvore, Viçosa, v. 28, n. 1, p. 117-120, 2004. 18. GULLAN, P. J.; CRANSTON, P. S. Os insetos: um resumo de entomologia. Tradução de Sonia Maria Marques Hoenen. 3.ed. São Paulo: Roca, 2007. 440 p. 19. JACCOUD, D. B. Formigas cortadeiras: princípios de manejo integrado de áreas infestadas. Brasília: IBAMA, 2000. 60 p. (Série Meio Ambiente em debate, 34). Disponível em: http://ibama2.ibama.gov.br/cnia2/download/publicacoes/t0134.pdf 20. LARINI, I. Toxicologia dos praguicidas. São Paulo: Manole, 1990. 230 p. 21. LIMA, A. F. Receituário agronômico: pragas e praguicidas: prescrição técnica. 2. ed. Seropédica: EDUR, 2006. 506 p. 22. MAPA. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa Nº 52, de 20 de novembro de 2007; lista de pragas quarentenárias A1, A2 e as não quarentenárias regulamentadas. Disponível em: < http://extranet.agricultura.gov.br/sislegisconsulta/consultarlegislacao.do?operacao=visualizar&id=18212 23. MARTINEZ, S. S. O nim - Azadirachta indica: natureza, usos múltiplos, produção. Londrina: IAPAR, 2002. 142p. 24. MENEZES, E. B.; SALGADO, L. O.; CONCEIÇÃO, C. M. Z. Fundamentos básicos do manejo integrado de pragas. [s.l.]: ABEAS, 2002. 150 p. Disciplina Entomologia Florestal (IB-235) 4
8. BIBLIOGRAFIA 25. NAKANO, O.; LEITE, C. A. Armadilhas para insetos: pragas agrícolas e domésticas. Piracicaba: FEALQ, 2000. 76 p. (Biblioteca de Ciências Agrárias Luiz de Queiroz, 7). 26. PANIZZI, A.R.; PARRA, J.R.P. (eds.). Bioecologia e nutrição de insetos; base para o manejo integrado de pragas. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2009. 1164p. 27. PARRA, J. R. P.; BOTELHO, P. S. M.; CORRÊA-FERREIRA, B. S.; BENTO, J. M. S. Controle biológico no Brasil: parasitóides e predadores. São Paulo: Manole, 2002. 635 p. 28. PEDROSA-MACEDO, J. H. (Coord.) Manual de pragas em florestas: pragas florestais do sul do Brasil. Piracicaba IPEF/SIF, 1993. 112p. 29. PENTEADO, S.R. Controle alternativo de pragas e doenças com as caldas bordalesa, sulfocálcica e Viçosa. Campinas: Buena Mendes, 2000. 95p. 30. RACCA FILHO, F.; RODRIGUES FILHO, I. L.; GUAJARÁ, M. S.; LIMA, A. F.; SANTOS, C. A. C. Caderno didático de entomologia geral: taxonomia. Seropédica: UFRRJ, Imprensa Universitária, 2003. 98 p. 31. VILELA, E. F.; DELLA LUCIA, T. M. C. Feromônios de insetos: biologia, química e emprego no manejo de pragas. Ribeirão Preto: Holos, 2001. 206 p. 32. VILELA, E. F.; ZUCCHI, R. A.; CANTOR, F. Histórico e impacto das pragas introduzidas no Brasil. Ribeirão Preto: Holos, 2001. 173 p. 33. VENZON, M.; PAULA JÚNIOR, T. J.; PALLINI, A. Tecnologias alternativas para o controle de pragas e doenças. Viçosa: EPAMIG, 2006. 378 p. 34. ZANUNCIO, J. C. (Coord.). Manual de pragas em florestas: Lepidoptera desfolhadores de eucalipto; biologia, ecologia e controle. Piracicaba: IPEF/SIF, 1993. 140 p. Sites recomendados: http://aprendendoartropodes.blogspot.com/2009/ 11/insetos-que-visitam-flores-como.html http://www.agr.feis.unesp.br/cahf/home/h_ent_ger/eg_coll/pin_bugs/txt/pin_l.php http://people.ufpr.br/~parasito.agricola/parasito_arquivos/pdf/tecnicas_coleta.pdf http://www.ufmt.br/famev/ento/montagem.htm Seropédica-RJ, 04 de novembro de 2010. Professor Responsável Elen de Lima Aguiar Menezes Matricula SIAPE 2223814 DEnF/IB/UFRRJ Disciplina Entomologia Florestal (IB-235) 5