Universidade Federal do Espírito Santo Centro Tecnológico Departamento de Engenharia Civil Tecnologia da Construção Civil I Revestimentos argamassados Execução de edificações Revestimentos argamassados Profa. Geilma Lima Vieira geilma.vieira@gmail.com Revestimentos argamassados Revestimentos argamassados REVESTIMENTOS DAS VEDAÇÕES VERTICAIS DE EDIFÍCIOS CONSTITUÍDOS POR UMA OU MAIS CAMADAS DE ARGAMASSA ENDURECIDA (EMBOÇO) São incluídos nestes revestimentos: os emboços de regularização de outros tipos de revestimentos; os que constituem a camada final para recebimento do sistema de pintura e os monocamada CAMADA DE ACABAMENTO Argamassa de revestimento Camadas do revestimento de argamassa Chapisco É utilizada para revestir paredes, muros e tetos, os quais, geralmente, recebem acabamentos como pintura, revestimentos cerâmicos, laminados, etc. Camada de preparo da base, aplicada de forma contínua ou descontínua, com finalidade de uniformizar a superfície quanto à absorção e melhorar a aderência do revestimento. Camadas: Chapisco Emboço Reboco Camada única Revestimento decorativo monocamada Profa Geilma Vieira 1
Tecnologia das construções Camadas do revestimento de argamassa Camadas do revestimento de argamassa Emboço (Massa-grossa) Camada única Camada de revestimento executada para cobrir e regularizar a base, propiciando uma superfície que permita receber outra camada, de reboco ou de revestimento decorativo (p.e., cerâmica). Revestimento decorativo: massa raspada Argamassa de Emboço Camadas do revestimento de argamassa Camadas do revestimento de argamassa Reboco Camada única Camada de revestimento utilizada para cobrimento do emboço, propiciando uma superfície que permita receber o revestimento decorativo (p.e. pintura) ou que se constitua no acabamento final Revestimento de um único tipo de argamassa aplicado à base, sobre o qual é aplicada uma camada decorativa, como, p.e. a pintura ( película de 1 mm). Também chamado popularmente camada única ou reboco paulista é atualmente a alternativa mais empregada no Brasil. TECHNE (2008) Camadas do revestimento de argamassa Camadas do revestimento de argamassa Camada única Camada única Revestimento de um único tipo de argamassa aplicado à base, sobre o qual é aplicada uma camada decorativa, como, p.e. a pintura ( película de 1 mm). Também chamado popularmente camada única ou reboco paulista é atualmente a alternativa mais empregada no Brasil. Revestimento de um único tipo de argamassa aplicado à base, sobre o qual é aplicada uma camada decorativa, como, p.e. a pintura ( película de 1 mm). Também chamado popularmente camada única ou reboco paulista é atualmente a alternativa mais empregada no Brasil. TECHNE (2008) Profa Geilma Vieira 2
Camadas do revestimento de argamassa Revestimento decorativo monocamada (RDM) Camadas do revestimento de argamassa Revestimento decorativo monocamada (RDM) Revestimento aplicado em uma única camada, que faz, simultaneamente, a função de regularização e decorativa, bastante utilizado na Europa A argamassa de RDM é um produto industrializado, ainda não normalizado no Brasil, com composição variável de acordo com o fabricante, contendo geralmente: cimento branco, cal hidratada, agregados de várias naturezas, pigmentos inorgânicos, fungicidas, além de vários aditivos (plastificante, retentor de água, incorporador de ar, etc.) Camadas do revestimento de argamassa Camadas do revestimento de argamassa Revestimento decorativo monocamada (RDM) SABBATINI et.al. (2006) Camadas do revestimento de argamassa Principais funções Aderência; Resistência Mecânica; Capacidade de Absorver Deformações; Permeabilidade à Água; Propriedades Requeridas pelo Sistema de Vedação; Características Superficiais; Durabilidade. Profa Geilma Vieira 3
Execução Requisitos de desempenho NÃO APRESENTE PROBLEMAS Não desplaque Não fissure Não manche SEJA DURÁVEL Não desagregue Não se degrade precocemente CUMPRA SUAS FUNÇÕES É a propriedade do revestimento manter-se fixo ao substrato, através da resistência às tensões normais e tangenciais que surgem na interface baserevestimento. A resistência de aderência à tração do revestimento pode ser medida através do ensaio de arrancamento por tração Influência dos materiais constituintes das argamassas: finura do cimento uso da cal proporcionamento adequado dos materiais (CARASEK, 2005) Medida da resistência de aderência (NBR 13528/2010) Medida da resistência de aderência (NBR 13528/2010) Profa Geilma Vieira 4
Tecnologia das construções MECANISMO DE ANCORAGEM: FÍSICO ANCORAGEM MECÂNICA DA PASTA NOS POROS DA BASE ANCORAGEM MECÂNICA DA ARGAMASSA NAS REENTRÂNCIAS E SALIÊNCIAS MACROSCÓPICAS DA BASE EXTENSÃO DE ADERÊNCIA Requisitos mecânicos - Resistência à aderência Medida da resistência de aderência (NBR 13528/2010) Requisitos mecânicos - Testes de Aderência Requisitos mecânicos Capacidade de absorver deformações É a propriedade do revestimento quando estiver sob tensão, mas sofrendo deformação sem ruptura ou através de fissuras não prejudiciais. Depende de: do módulo de deformação da argamassa - quanto menor for o módulo de deformação (menor teor de cimento), maior a capacidade de absorver deformações; da espessura das camadas - espessuras maiores contribuem para melhorar essa propriedade; entretanto, deve-se tomar cuidado para não se ter espessuras excessivas que poderão comprometer a aderência; das juntas de trabalho do revestimento - as juntas delimitam panos com dimensões menores, compatíveis com as deformações, contribuindo para a obtenção de um revestimento sem fissuras prejudiciais; da técnica de execução - a compressão após a aplicação da argamassa e, também, a compressão durante o acabamento superficial, iniciado no momento correto, vão contribuir para o não aparecimento de fissuras. Profa Geilma Vieira 5
Tecnologia das construções Requisitos mecânicos Capacidade de absorver deformações É a propriedade do revestimento quando estiver sob tensão, mas sofrendo deformação sem ruptura ou através de fissuras não prejudiciais. Depende de: do módulo de deformação da argamassa - quanto menor for o módulo de deformação (menor teor de cimento), maior a capacidade de absorver deformações; Requisitos mecânicos Capacidade de absorver deformações SE OCORRER INCAPACIDADE DEVIDAS: DE RESISTIR ÀS TENSÕES DEFORMAÇÕES INTRÍNSECAS DEFORMAÇÕES DA BASE (CONDIÇÕES DE EXPOSIÇÃO) da espessura das camadas - espessuras maiores contribuem para melhorar essa propriedade; entretanto, deve-se tomar cuidado para não se ter espessuras excessivas que poderão comprometer a aderência; das juntas de trabalho do revestimento - as juntas delimitam panos com dimensões menores, compatíveis com as deformações, contribuindo para a obtenção de um revestimento sem fissuras prejudiciais; da técnica de execução - a compressão após a aplicação da argamassa e, também, a compressão durante o acabamento superficial, iniciado no momento correto, vão contribuir para o não aparecimento de fissuras. Sabbatini et al. (2006) Problemas Patológicos - FISSURAS Podem ocorrer durante a fase de Projeto, Execução ou de Utilização. Problemas Patológicos - FISSURAS Profa Geilma Vieira Problemas Patológicos - FISSURAS 6
Parâmetros para o projeto de revestimentos de argamassa A elaboração do projeto do revestimento de argamassa é de fundamental importância para a obtenção de um resultado melhor na produção do revestimento e no seu desempenho, através do aumento da qualidade e produtividade e da redução das falhas, desperdícios e custos. De forma geral o projeto deverá definir: o tipo de revestimento (número de camadas); o tipo de argamassa; espessuras das camadas; os detalhes arquitetônicos e construtivos; as técnicas mais adequadas para a execução; o padrão de qualidade dos serviços. Revestimento de parede e teto - Gesso Um dos mais antigos materiais de construção fabricados pelo homem O emprego do gesso remonta ao 8º milênio a.c., na realização de pisos e fabricação de recipientes Pólo Gesseiro do Araripe (PE) 94% da produção brasileira de gipsita (1,8 milhão de toneladas de minério por ano). Revestimento de parede e teto - Gesso Processo de Produção 1) Britagem fragmentação dos blocos do minério; 2) Moagem a gipsita britada é moída em moinhos de martelo; 3) Peneiramento a gipsita moída pode ser peneirada, em peneiras vibratórias; 4) Calcinação a gipsita se transforma em gesso pela ação do calor; 5) Pulverização após a calcinação, o gesso é moído em moinho de martelo; 6) Estabilização período de ensilamento ou estabilização para maior homogeneidade na composição final; 7) Embalagem sacos de 20 ou 40 Kg, ou em Big Bags (1000 Kg). O que são? Revestimentos internos gesso liso Revestimentos Monolíticos Uso interno, em áreas secas Revestimentos internos gesso liso Revestimentos verticais no edifício: gesso liso; com aplicação de pintura Profa Geilma Vieira 7
O que são? O que são? CLASSIFICAÇÃO Superfície lisa, geralmente de pequena espessura de 5 mm a 10mm Constituídos de pastas ou argamassas de gesso endurecido SEGUNDO O MATERIAL Revestimentos de PASTA DE GESSO ( gesso liso ) Revestimentos de ARGAMASSA DE GESSO (gesso + calcário em pó fino + cal + aditivos retardadores e incorporadores de ar) SEGUNDO A TÉCNICA DE APLICAÇÃO Revestimentos verticais no edifício: gesso liso; com aplicação de pintura Revestimento de gesso desempenado (sem taliscas) ou sarrafeado (com taliscas e mestras) Aplicação manual ou por projeção mecânica desempenado (sem taliscas e mestras) A planicidade é função das características geométricas do substrato. Não há referencial. Preparação para aplicação de revestimento de gesso sarrafeado (com mestras) Vantagens em relação aos revestimentos argamassados Maior produtividade global: monocamada e rugosidade final lisa Prazo de cura menor (geralmente) antecipação da pintura O referencial é dado pelas mestras aplicação de revestimento de gesso sarrafeado (com mestras) Profa Geilma Vieira 8
Vantagens em relação aos revestimentos argamassados LIMITAÇÕES REVESTIMENTO MANUAL DE GESSO LIMITAÇÕES Requer habilidades especiais para aplicação Aplicadores em número limitado: não atende o mercado em situação de demanda. EXIGÊNCIAS DE BASE COM REGULARIDADE GEOMÉTRICA E DE SUPERFÍCIE Liso LIMITAÇÕES Liso LIMITAÇÕES Resíduos gerados na produção do revestimento de gesso Profa Geilma Vieira 9
Liso LIMITAÇÕES Liso LIMITAÇÕES Emprego de aço galvanizado para evitar corrosão quando o revestimento é de gesso GESTÃO DA PRODUÇÃO de Gesso Liso ESTOCAGEM GESTÃO DA PRODUÇÃO de Gesso Liso CARACTERIZAÇÃO Lugar seco Sobre paletes de madeira Afastado das paredes; Empilhamento máximo de 15 sacos. Tempo de pega inicial: 10 min; Tempo de pega final: 45 min; Resistência à compressão: 8,40 Mpa; Espessura de revestimento: 4 a 15 mm GESTÃO DA PRODUÇÃO de Gesso Liso CARACTERIZAÇÃO Consumo de materiais: 10 a 15 kg/m2/cm (espessura) R$ 18,0/saco (embalagem de 40kg); Produtividade: 30 m2/dia/gesseiro (média sarrafeado) a 50-60 m2/dia/gesseiro (média desempenado); Forma de comercialização do gesso liso: empreitada global (material + mão de obra), incluso chapisco, regularização + materiais e equipamentos. GESTÃO DA PRODUÇÃO de Gesso Liso SUBSTRATOS Podem ser aplicados sobre os mais diferentes substratos: Blocos de concreto Blocos de concreto celular Blocos cerâmicos Blocos sílico-calcários Concreto estrutural Profa Geilma Vieira 10
Tecnologia das construções GESTÃO DA PRODUÇÃO de Gesso Liso SUBSTRATOS Revestimentos de gesso Aplicação nos substratos: Gesso Liso: material água + gesso diretamente sobre a base (alvenaria); sobre chapisco (estrutura) Grande regularidade superficial sobre emboço (base irregular) perde as vantagens de produtividade e custo Revestimentos de gesso Gesso Liso misturado em pequena quantidade (1 caixa) limpeza e molhagem da base aplicação com desempenadeira 2 demãos cruzadas (mínimo) parede: de baixo para cima teto: de frente para trás Revestimentos de gesso início da aplicação molhagem prévia da base aplicação com desempenadeira 2 demãos cruzadas (mínimo) parede: de baixo para cima teto: de frente para trás Revestimentos de gesso Profa Geilma Vieira Taliscamento Revestimentos de gesso Mestras 11
Revestimentos de gesso Mestras Revestimentos de gesso Mestras Verificação das Mestras Revestimentos de gesso Acabamento final Revestimentos de gesso Controle do recebimento Verificação com régua (sarrafeado); Verificação da uniformidade do alisamento Riscar a lápis os encontros entre paredes e tetos Terminalidade limpeza dos ambientes concluídos com retirada de resíduos. Profa Geilma Vieira 12