GLOBALIZAÇÃO Planeta em mutação
GLOBALIZAÇÃO: O QUE É. A globalização é o estágio supremo da internacionalização. O processo de intercâmbio entre os países, que marcou o desenvolvimento do capitalismo. Milton Santos. Origem: Grandes Navegações; Intercâmbio, trocas e fluxos de culturas, comerciais, sociais, informacionais, de mercadorias e serviços;
Capitalismo Bases sólidas, absorção e flexibilidade (devora o entorno). Capitalismo Comercial (século xv); Capitalismo Industrial (fim do século XVIII, início do século XIX); Revoluções Industriais (1ª e 2ª). Capitalismo Financeiro (século XX); Revoluções Industriais (2ª e 3ª); Revolução Técnico Científico Informacional Informática, biotecnologia, robotização, telecomunicações, transportes, etc.
Revolução Técnico Científica Informacional Pós Segunda Guerra Mundial (1945) Capitalismo x Socialismo bipolaridade\guerra fria. Intensificação do capitalismo no âmbito de sua influência. Criação de órgãos supra nacionais: ONU, FMI, OMC... Expansão das transnacionais pelo mundo. Blocos Econômicos.
Fim da bipolaridade EUA-URSS 1989: queda do muro de Berlim. 1991: Fim da URSS. EXPANSÃO do Capitalismo (multipolaridade poder das transnacionais). 2001: ataque às torres gêmeas: Estados Nacionais retomam poder.
Fluxos da Globalização Tudo em alta velocidade e em grandes quantidades. Países desenvolvidos(centrais), subdesenvolvidos industrializados e subdesenvolvidos(periféricos). Fluxos de informações, capitais, mercadorias, pessoas.
Fluxos de informações Várias mídias. Formação e informação. Monopólio e seleção da informação. Satélites artificiais, câmeras de segurança e radares (sociedade sob controle). Homogeneização da cultura e costumes. Redes sociais liberdade de opinião (sim e não).
Fluxos de capitais Capital produtivo: transnacionais em busca de novos mercados consumidores; mão de obra barata; matéria prima. Capital especulativo: capital volátil; especulação; juros altos; bolsa de valores.
Fluxos de mercadorias Logística. Infraestrutura; transportes intermodais. Produção de uma mercadoria em várias partes do mundo: produção em escala. Criação de necessidades propaganda e marketing - consumo em massa. Obsolescência programada. TECNOLOGIA DE PONTA países centrais. MONTADORAS países periféricos. Petróleo e indústria bélica.
Fluxos de pessoas Transportes diminuem distâncias. FRONTEIRAS SOBERANIA E FLUIDEZ. Países ricos: baixa natalidade, alta expectativa de vida, falta de jovens. Migrações internas(nacionais) e internacionais: legais (fuga de cérebros e mão de obra desqualificada) e ilegais(fuga de guerras civis, busca de sobrevivência, melhores salários Exílio e asilo político. Indústria do turismo.
Oposição à globalização Cidadão excluídos: miséria, analfabetismo digital. Valorização das raízes, rompimento com o sistema (sim e não). Nacionalismos, separatismos, etnias. Cidadania global e direitos de minorias. Guerra Ocidente x Oriente (sim e não). Fundamentalismo capitalista x fundamentalismo religioso(sim e não). Crise ambiental mudanças climáticas -aquecimento global, poluição urbana, ilhas de calor, contaminação e perda de fertilidade dos solos, crise de água doce, etc. 3ª via (sim e não).
Desenvolvimentismo x natureza. Vivemos novas formas de domínio pela tecnologia internet\celular- vício(sim e não). Há uma nova acumulação primitiva do capital - mundo virtual(sim e não). Consumo, shopping-centers como templos, e depressão. (sim e não). Vencer na vida (sim e não). LIMITES DA NATUREZA.
A violência dá a impressão de ser incontrolável, mas não é irreversível. Hoje, nós temos um mundo e quero dizer com isso que ao mesmo tempo que a globalização incentiva a violência, ela favorece sua extinção. A facilidade de comunicação favorece a construção de um sentimento de solidariedade mundial. Essa é a contradição do processo de globalização. Nós temos que engrossar o lado positivo do processo globalitário, usar a ideia de civilização em benefício da humanidade. Isso não é impossível. Milton Santos, em entrevista à Folha de S. Paulo, maio de 2001.
O consumidor não é cidadão. Nem o consumidor de bens materiais, Ilusões tornadas realidades como símbolos: a casa própria, o automóvel, os objetos, as coisas que dão status. Nem o consumidor de bens imateriais ou culturais, regalias de um consumo elitizado como o turismo e as viagens, os clubes e as diversões pagas; ou de bens conquistados para participar ainda mais do consumo, como a educação profissional, pseudo educação que não conduz ao entendimento do mundo. Milton Santos, em O espaço do cidadão. São Paulo: Nobel, 1987-p.41.
fim BIBLIOGRAFIA:. -O país distorcido. Milton Santos. Publifolha, 2002. -Os países subdesenvolvidos. Yves Lacoste. Difusão europeia do livro. 1961. -Território e sociedade. Elian Alabi Lucci. Ed. Saraiva. 2012. -FILME: Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá. Silvio Tendler. 2000; Fernando Piragino Out/2015.