Controlo de qualidade da ReNEP

Documentos relacionados
Rede Nacional de Estações GNSS de Observação Contínua

ReNEP Rede Nacional de Estações Permanentes GNSS

ReNEP R - 20 Anos uma breve his uma bre t ve his ória t Manuela Vasconcelos Ana Carla Bernardes Lisboa, 28 a, de Junho de

REDE NACIONAL DE ESTAÇÕES GNSS

ção o do ETRS89 em Portugal Continental

Sistemas de Referência Locais e Globais

Thainara Munhoz Alexandre de Lima Thamires Gil Godoy

POSICIONAMENTO COM GPS NO REFERENCIAL SIRGAS

Rede Geodésica dos Arquipélagos da Madeira e dos Açores

EMPREGO DE SERVIÇOS ONLINE GRATUITOS PARA DETERMINAÇÃO DE COORDENADAS GEORREFERENCIADAS AO SISTEMA GEODÉSICO BRASILEIRO NO CAMPUS DA UFJF

Infraestrutura Geodésica Nacional

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE: SISTEMA GEODÉSICO BRASILEIRO E TRANSFORMAÇÃO DE COORDENADAS

Posicionamento por Ponto Preciso usando GIPSY-OASIS II

GA112 FUNDAMENTOS EM GEODÉSIA. Capítulo O fenômeno das marés terrestres

Sistemas de Referência Verticais

1.1 CONCEITOS BÁSICOS

METADADOS DA CAOP 2011

GA112 FUNDAMENTOS EM GEODÉSIA. Capítulo 3. Regiane Dalazoana

GA112 FUNDAMENTOS EM GEODÉSIA. Capítulo 4. Regiane Dalazoana

João Francisco Galera Monico FCT/Unesp

PPP com GPS/GNSS. João Francisco Galera Monico. Baseado em Tese do Haroldo Antonio Marques/Chaenne Alves

Sistemas Nacionais de Georreferenciação

SISTEMAS DE COORDENDAS UTILIZADOS NO GPS

Monitoramento da Ionosfera em Tempo Real utilizando dados da Rede GNSS Ativa do Estado de São Paulo

Sistemas Nacionais de Georreferenciação

INTRODUÇÃO A GEODÉSIA FÍSICA

ANÁLISE DA VARIAÇÃO TEMPORAL DO NÍVEL MÉDIO DO MAR NAS ESTAÇÕES DA RMPG

REFERENCIAIS -CELESTE -TERRESTRE. Prof. Dra. Daniele Barroca Marra Alves

Aula 1: Conceitos Introdutórios. EAC-066: Geodésia Espacial

1. INTRODUÇÃO. Projeto e análise de redes geodésicas

Variação do Nível do MaremCascais. IV Jornadas Engenharia Geográfica IPG- 2012

Topografia. Definição: Derivada das palavras gregas: Topos (lugar) Graphen (descrever) É a descrição de um lugar. Sheila R. Santos

Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Civil TOPOGRAFIA I. Profa. Adriana Goulart dos Santos

Prof. Dr.: João Francisco Galera Monico. Presidente Prudente, 31 de Maio de 2016.

Posicionamento vertical nos levantamentos hidrográficos

Avaliação do RTKLib e NTRIP Client para posicionamento em tempo real

Redes Geodésicas Sistemas Geodésicos de Referência (Revisão)

SEMINÁRIO GEODÉSIA II

Projeto Temático. Processo FAPESP 2006/ VIII GEGE 11/12/2008

Leica (GNSS) CookBook

Levantamento planialtimétrico cadastral e uso de sistemas de posicionamento global por satélite na caracterização altimétrica (1).

GPS Conceitos Fundamentais HISTÓRIA ICIST ICIST. núcleo 7 ICIST

Determinação de coordenadas geográficas e altitudes de duas estações a partir de estações de referência.

GA119 MÉTODOS GEODÉSICOS

Aplicação da Geodésia na Monitoração de Estruturas

Geodesia Física e Espacial <<>> Sistemas e Tecnologias de Georeferenciação

GPS. Dinâmica e Controle de Veículos Espaciais Profa. Dra. Claudia Celeste. Lívia Denardi Samir Vaz da Rocha

UTILIZAÇÃO DE DADOS DE RPAS NA GERAÇÃO DE BASE DE DADOS GEOESPACIAIS PARA USO EM APLICAÇÕES DE GESTÃO UNIVERSITÁRIA

As diferentes versões da Transformada de Helmert. suas Aplicações na Transformação entre Sistemas de Referência

CARTOGRAFIA. Sistemas de Referência. Prof. Luiz Rotta

Tutorial 1: Processamento de observações GPS no Pinnacle

Z A R T E n g e n h a r i a

SÉRIES TEMPORAIS DE COORDENADAS GNSS

Engenharia Cartográfica e de Agrimensura Projeto e Análise de Redes Geodésicas GA123 CAP. 1 INTRODUÇÃO. Prof a Dr a Regiane Dalazoana 2012

GA112 FUNDAMENTOS EM GEODÉSIA. Capítulo O fenômeno das marés terrestres

Global Positioning System

Transcrição:

Controlo de qualidade da ReNEP Virgílio B. Mendes Workshop Estação Permanente GNSS de Cascais 20 anos 1997 a 2017 Direção-Geral do Território 28 de junho de 2017

Aplicações GNSS Posicionamento Topografia Geodesia (referenciais) Estudos da atmosfera ( space weather ) Atmosfera neutra (ex: determinação de vapor de água) Ionosfera (ex: determinação de TEC) Geodinâmica Tectónica de Placas Ajustamento Glacial Isostático Variações do nível do mar Deformação

Aplicações GNSS Outras aplicações Engenharia (ex: controlo de máquinas, controlo de deformação de estruturas) Transferência e sincronização de tempo (redes eléctricas, banca, bolsa) Criosfera (ex: movimento de glaciares) Hidrologia Agricultura de precisão (ex: condução de máquinas agrícolas, aplicação e dosagem optimizada de pesticidas e fertilizantes) Sismologia

Redes GNSS Nível 1 Estações IGS (International GNSS Service) ou equivalentes (ex: EPN - EUREF Permanent GNSS Network) Contribuição para estabelecimentos de referenciais (ITRF) Antenas de grande qualidade geodésica ( choke ring ) Satisfação de vários requisitos Nível 2 Base de uma rede geodésica nacional de primeira ordem Antenas de grande qualidade geodésica ( choke ring ) Nível 3 Redes de ordem inferior ou redes comerciais privadas Antenas de qualidade inferior Apoio à Topografia

Rede ReNEP Nível 1 FLRS, PDEL, FUNC (IGS/EPN) TERC, LAGO, CASC, GAIA (EPN) Nível 2 MELR, MIRA, SCAC, GUAR, MERT, BORB

Desafios de uma rede GNSS Materialização no terreno Equipamento (receptor e antenna) Segurança Energia e comunicações Disseminação e armazenamento de dados Documentação pormenorizada Manutenção Controlo de qualidade permanente

Estratégia de Processamento Software: GAMIT/GLOBK (MIT) Observações: Diferenças duplas, combinação linear livre da ionosfera (LC) Ângulo de elevação mínimo: 10 Órbitas: European Space Agency (ESA/ESOC), expressas em ITRF2008 Referencial: ITRF2008 (Altamimi et al., 2011) Peso das observações: dependente do ângulo de elevação Variação dos centros de fase: modelos absolutos do IGS (para satélites e receptors) Modelação atmosfera neutra GPT2 model (Lagler et al., 2013) Funções de mapeamento VMF (Boehm et al., 2006) Estimação horária de parâmetros troposféricos Estimação diária de gradients atmosféricos (Norte-Sul, Este-Oeste) IERS Conventions 2010 (Petit & Luzum, 2010)

Estratégia de Processamento > 600 estações Várias sub-redes Dimensão variável Interligadas Soluções pouco constrangidas (posições e matriz de variânciascovariâncias) Soluções combinadas diárias Atribuição de pesos às diferentes redes Análise de resíduos Soluções combinadas mensais Posições e velocidades

Sub-redes

Referencial

Análise das séries temporais

Dimensão das séries

Análise de repetibilidade

Componente Norte

Componente Norte SCAC CHRN VSEU MESS LAGO FRNS TERC PDEL FLRS BOTI

Componente Este

Componente Este FVFI MERT AMAR CRNH TRRA FLRS FRNS TERC BOTI PDEL

Componente Altimétrica

Componente Altimétrica CRNH LAGO SCAC CASC GRIB FLRS FRNS FUNC TERC CBRA

ETRS89 Qual ETRS89?

Situação actual ETRS89 (Continente) ITRF93 (Regiões autónomas) Sistema de referência versus referencial Que materialização do ETRS89? Que época de referência?

EUREF Technical Working Group (TWG) In order to harmonize future realizations of the ETRS89 overall Europe, the EUREF Technical Working Group (TWG) recommends not to use the ETRF2005 and rather to adopt the ETRF2000 as a conventional frame of the ETRS89 system. Boucher & Altamimi (2011) (http://etrs89.ensg.ign.fr/memo-v8.pdf) Quais as implicações de uma mudança de referencial?

Contribuição para uma uniformização e actualização de referencial Solução em ITRF2008 (ITRF2014) para posições e velocidades Redução a uma época comum (2005.0) Transformação para ETRF2000, à época 2000.0 Posições e velocidades Transformação rigorosa com 14 parâmetros Cálculo das diferenças relativamente a posições publicadas pela DGT (ETRF2000-DGT)

Diferenças em latitude e longitude

Diferenças em longitude < 3 cm PDEL BRGN FLRS BENA GRIB > 18 cm CRNH MVEL BRA0 ENTR TRRA

Diferenças em latitude < 1 cm IGP0 BENA LRIA VSEU MERT > 28 cm TVRA ODEM CBRA FUNC BRA0

Diferenças em altitude

Diferenças em altitude < 1 cm CBRA FVFI AVIS VSEU LAGO > 5 cm FLRS MIRA EDVD BRGN FUNC

Mudanças de equipamento e outros problemas

LAGO

FVFI

FLRS

CASC

Conclusões As estações da ReNEP cumprem os critérios de qualidade posicional para a generalidade das aplicações GNSS A actualização do referencial deve ser equacionada Referencial segundo as recomendações do TWG Uniformização dos referenciais para as ilhas e continente

Caixa de sugestões Recolha de dados a 1 s Disponibilização de dados a 30 s Fichas das estações (log IGS) actualizados E

Make a wish

come true!

Análise de multitrajecto