Eric Ericson Fabris

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Transcrição:

ELETRÔNICA III ENG04038 Eric Ericson Fabris Eric.Fabris@ufrgs.br Informações Gerais Professor: Eric Ericson Fabris» Eric.Fabris@ufrgs.br» Gabinete: DELET Sl. 302 II Sl. 227» Ramais: 3308 4272 e 3308 7023 Site da Disciplina: www.ece.ufrgs.br/~fabris 1

Informações Gerais Descrição do curso TJB e MOSFET Análise completa de circuitos transistorizados Distorção, realimentação, estabilidade e compensação Estrutura interna de amplificadores operacionais Filtros ativos de tempo contínuo e a capacitor chaveado Ruído intrínseco em dispositivos eletrônicos PLL e amplificador Lock-In Técnicas de projeto e simulação Objetivos Aprender os princípios básicos de projetos de blocos analógicos empregando tecnologia CMOS. Pré-requisitos (desejáveis) Conhecimentos básicos de circuitos elétricos e eletrônica básica, modelo de pequenos sinais e resposta em freqüência. Informações Gerais Objetivos Capacitar os alunos para projeto de circuitos transistorizados de um e de múltiplos estágios empregando TJB e MOSFET. Analisar aspectos de resposta transientes, resposta em freqüência e estabilidade, distorção, ruído e técnicas de simulação. Analisar a estrutura interna de amplificadores operacionais. Complementar a formação quanto ao emprego de amplificadores operacionais, incluindo a resposta dinâmica e em freqüência. Introduzir algumas técnicas de projeto de filtros analógicos tanto de tempo contínuo como de tempo discreto (filtros a capacitor chaveado). Descrever e projetar circuitos do tipo PLL e amplificadores Lock-In. Pré-requisitos Conhecimentos básicos de circuitos elétricos e eletrônica básica, modelo de pequenos sinais e resposta em freqüência. 2

Bibliografia Notas de aula. Sedra/Smith Microelectrônica 4/e Material complementar fornecido e indicado pelo professor. Avaliação Duas Provas 60% Problemas propostos 10% Um projeto 30% Objetivo: exploração do espaço de projeto envolvendo desempenho. Busca-se também a familiarização com técnicas de simulação elétrica analógica. Técnicas de laboratório para avaliação de desempenho de circuitos analógicos ou mistos. 3

Ferramentas de CAD Simulação elétrica Spice Opus (Shareware) As ferramentas serão distribuídas após a definição da tecnologia a ser utilizada para prototipação. Suporte técnico: Introdução 4

Quando se fala em circuito analógico, o que vem a sua cabeça? Seja honesto... Por acaso é isto Processamento de Sinais Largura de banda de sinais normalmente utilizados em processamento 5

Introdução Porque circuitos (integrados) analógicos ou de sinais mistos? Início anos 80 muitos projetistas previam a morte dos circuitos analógicos... Circuitos digitais englobariam o processamento analógico. Não se confirmou... O mundo é analógico. Mas, hoje em dia, a maior parte do processamento e armazenamento de sinais é digital. É necessário ir de uma forma de representação para outra (Conversores A/D e D/A). Introdução Porque Analógico? Questões de consumo de potência. Aplicações portáteis. Mesmo com a extraordinária evolução tecnológica, há aplicações complexas e de alto desempenho que é praticamente impossível realizá-las empregando um circuito puramente digital. Ex.: Sinais naturais, comunicações digitais, transceptores de sem fio, comunicações ópticas, sensores... 6

Introdução Analógico X Digital Sinal Analógico Pode assumir qualquer valor dentro da faixa dinâmica Interface de sinais mistos ADC / DAC Sinal Digital Pode assumir um número finito de valores dentro da faixa dinâmica ADC Sinal Analógico Sinal Digital Introdução Porque Analógico? Microfone, CCD µv mv Solução minimalista É inviável em algumas aplicações! ADC Alta velocidade, alta precisão e baixo consumo Aquisição e Processamento Solução realista Desafio aos Projetistas Analógicos 7

Introdução Porque Analógico? Comunicações Digitais Dados binários deve ser transmitidos em longas distâncias Sinal sofre distorção e atenuação Perde sua semelhança com o sinal original Solução? Transmissão multi-nível Melhorar qualidade da comunicação Redução de largura de banda DAC (T) e ADC (R) Resolução x BW! Introdução Sistemas modernos tem interfaces analógicas 8

Digital X Analógico Vantagens dos sistemas digitais Baixa sensibilidade à ruído Alta flexibilidade e programabilidade FPGA... Vasta gama de ferramentas automatizadas para projeto e teste Escalonamento para as tecnologias VLSI Desvantagens dos sistemas digitais Necessidade de conversores de dados de alta performance Resolução, potência e velocidade do conversores (DAC e ADC) podem limitar o desempenho global do sistema 9

Circuitos Analógicos Por que o projeto de Circuitos ou Sistemas Analógicos é normalmente mais complexo? Há muitos blocos analógicos: Amplificadores, buffers, comparadores, osciladores Reguladores de tensão e corrente Conversores Circuitos condicionadores e de sensoriamento Filtros analógicos Células de Memória, registradores PLL, VCO... Sistemas Mistos A & D Possuem tanto blocos digital como analógicos Representam em torno de 65% da indústria de semicondutores SOC Systems-On-Chip : projeto desafiador... Principalmente quando A & D no mesmo CI ADC e DAC são os blocos chave Ruído... Dor de cabeça... Acoplamento pelo substrato Exemplos: Câmeras digitais CMOS, radiosbluetooth, Transceiver de radio CMOS... 10

Projeto Analógico no Tempo Projeto Analógico Discreto x Integrado 11

Projeto de Sistemas Analógicos Os projetista de circuitos analógicos empregam diversos níveis de abstração: Nível de sistema, nível de circuito e nível de dispositivo Top-down design Bons projetistas analógicos precisam conhecer muitas coisa, ter intuição, rigor na análise e criatividade Metodologia de Projeto Analógico Problema Arquitetura do Sistema Blocos Constituintes Circuito dos Blocos Projeto Físico 12

Metodologia de Projeto Analógico Comparação Projeto Digital x Analógico 13

Metodologia de Projeto de Circuitos Os circuitos digitais empregam muitos transistores, mas as relações de compromisso entre potência e área são altamente automatizadas Os circuitos analógicos não precisam de muitos transistores, mas... experiência... Muitas relações de compromisso (ganho, distorção, potência, velocidade,...) e requer habilidade do projetista Habilidade se adquire projetando Projeto dos circuitos = arte & experiência Análise de circuitos = arte em quebrar um circuito grande em blocos menores de menor complexidade. Projetista analógicos Mão de obra escassa! Boas oportunidades! Alta demanda para projetistas de mixedsignal sytems 14

Notação Amplificador Operacional / OTA Fonte de Tensão e Corrente Fonte de Tensão Controlada por Tensão VCVS Fonte de Corrente Controlada por Tensão VCCS Fonte de Tensão Controlada por Corrente CCVS Fonte de Corrente Controlada por Tensão VCCS Os quatro tipos básicos de amplificadores Amplificador de Tensão Amplificador de Corrente Amplificador de Transcondutância Amplificador de Transresistência 15