PROJECTO DA REDE PLUVIAL

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Transcrição:

PROJECTO DA REDE PLUVIAL Requerente: Associação Humanitária Bombeiros Voluntários de Coimbra Obra: Reabilitação, Demolição e Construção Do Corpo Bombeiros Voluntários Coimbra Localização: Avenida Fernão Magalhães - Coimbra Fase: Execução Data: Setembro

Documentos do Técnico 2

TERMO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR DO PROJECTO DA REDE PREDIAL DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS Bruno Miguel Simões Marques, licenciado pela FCTUC, inscrito na Ordem dos Engenheiros como membro efectivo n.º 51840, contribuinte n.º 224846930, declara para os devidos efeitos do disposto no N.º 1 do art.º 10, do Decreto-lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, na redacção que lhe foi conferida pela Lei n.º 60 de 2007 de 4 de Setembro, o Projecto da rede de águas pluviais, de que é autor, relativo à obra de Construção de Reabilitação, Demolição e Construção do edifício do Corpo de Bombeiros Voluntários de Coimbra, localizada em Avenida Fernão de Magalhães, freguesia de freguesia de Santa Cruz, concelho de Coimbra, cujo licenciamento foi requerido por Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Coimbra, são respeitadas as normas legais e regulamentares aplicáveis, designadamente, Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Águas e de Drenagem de Águas Residuais, Dec. 23/95. Coimbra, Setembro de 2015 O Técnico Responsável Bruno Miguel Simões Marques (Eng.º Civil) 3

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Memória Descritiva e Justificativa 7

ÍNDICE 1 INTRODUÇÃO... 10 2 CONDIÇÕES GERAIS... 10 2.1 IDENTIFICAÇÃO DOS SISTEMAS...10 2.2 SEPARAÇÃO DAS REDES...10 2.3 LANÇAMENTOS NAS REDES...10 2.4 LANÇAMENTOS INTERDITOS...10 2.5 CADASTRO DO SISTEMA...11 3 CONCEÇÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS PLUVIAIS... 11 3.1 CONSTITUIÇÃO DO SISTEMA...11 3.2 REDE DE ÁGUAS RESIDUAIS PLUVIAIS...11 1. ELEMENTOS DE BASE PARA DIMENSIONAMENTO... 12 3.3 PRECIPITAÇÃO...12 3.4 COEFICIENTE DE ESCOAMENTO...12 4 CANALIZAÇÕES... 12 4.1 RAMAIS DE DESCARGA...12 4.1.1 Finalidade... 12 4.1.2 Caudais de Cálculo... 12 4.1.3 Dimensionamento Hidráulico Sanitário... 13 4.1.4 Diâmetro Mínimo... 13 4.1.5 Sequência de Secções... 13 4.1.6 Traçado... 13 4.2 CALEIRAS E GRELHAS DE RECOLHA...13 4.2.1 Finalidade... 13 4.2.2 Caudais de Cálculo... 14 4.2.3 Dimensionamento Hidráulico... 14 4.2.4 Natureza dos Materiais... 14 4.2.5 Assentamento de Caleiras... 14 4.3 TUBOS DE QUEDA...14 4.3.1 Finalidade e Natureza dos Materiais... 14 4.3.2 Caudais de Cálculo... 14 4.3.3 Dimensionamento Hidráulico Sanitário... 15 4.3.4 Diâmetro mínimo... 15 4.3.5 Traçado... 15 4.3.6 Localização... 15 4.3.7 Descarga... 15 4.4 COLETORES PREDIAIS...15 4.4.1 Finalidade... 15 4.4.2 Caudais de Cálculo... 15 4.4.3 Dimensionamento Hidráulico... 16 4.4.4 Diâmetro Mínimo... 16 4.4.5 Sequência de Secções... 16 4.4.6 Traçado... 16 4.4.7 Natureza dos Materiais... 16 4.4.8 Bocas de Limpeza... 16 8

4.5 CÂMARAS DE INSPEÇÃO...17 4.6 CÂMARA DE RAMAL DE LIGAÇÃO...17 4.7 RAMAL DE LIGAÇÃO...17 5 INSTALAÇÕES COMPLEMENTARES... 17 5.1 INSTALAÇÃO ELEVATÓRIA...17 6 ACESSÓRIOS... 17 6.1 RALOS...17 6.1.1 Dimensionamento dos Ralos... 18 6.1.2 Implantação dos Ralos... 18 7 ENSAIOS E VERIFICAÇÕES... 18 7.1 OBRIGATORIEDADE E FINALIDADE...18 8 CASOS OMISSOS... 18 9

PROJECTO DE ÁGUAS RESIDUAIS Memória Descritiva e Justificativa 1 INTRODUÇÃO Refere-se a presente memória ao projecto da rede predial de drenagem de águas pluviais esiduais relativo à obra de Reabilitação, Demolição e Construção do edifício do Corpo de Bombeiros Voluntários de Coimbra localizado na Avenida Fernão de Magalhães, freguesia de Santa Cruz, Coimbra, que foi requerido pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Coimbra. A extensão das obras compreenderá a reformulação total das redes de abastecimento de águas e de dregangem de águas residuais domésticas e pluviais. A extensão das obras será compreendida desde os dispositivos de utilização do edifício até à rede pública existente Toda a rede de drenagem de águas pluviais será executada em PVC-U da classe de rigidez nominal SN4. O Projecto compreende o seguinte subsistema: - Rede predial de drenagem de águas residuais domésticas; 2 CONDIÇÕES GERAIS 1.1. IDENTIFICAÇÃO DOS SISTEMAS O Projeto compreende o seguinte subsistema: - Rede predial de drenagem de águas residuais pluviais. Toda a rede de drenagem de águas pluviais será executada em PVC-U da classe de rigidez nominal SN4. Nas peças desenhadas que integram o projeto, poderão ser analisados os pontos de recolha e os calibres a utilizar nos vários pontos da rede. 1.2. SEPARAÇÃO DAS REDES Até à sua descarga no coletor público existente nos arruamentos públicos envolventes, a rede de drenagem das águas residuais domésticas, será separada da rede de drenagem de águas residuais pluviais. 1.3. LANÇAMENTOS NAS REDES No sistema de drenagem de águas residuais pluviais é permitido o lançamento de águas provenientes dos circuitos de refrigeração e instalações de aquecimento, de piscinas e depósitos de armazenamento de água, da drenagem do subsolo e da rega de espaços verdes, lavagem de arruamentos, garagem, pátios, parques de estacionamento, ou seja, aquelas que de um modo geral são recolhidas nas sarjetas, sumidouros ou ralos. 1.4. LANÇAMENTOS INTERDITOS Sem prejuízo do disposto em legislação especial, é interdito o lançamento em sistemas de drenagem de águas pluviais de qualquer que seja o seu tipo, das matérias explosivas inflamáveis ou radioativas em concentrações consideradas inaceitáveis pelas entidades competentes, efluentes a temperaturas superiores a 30ºC ou que, pela 10

sua natureza química ou microbiótica constituam um elevado risco para a saúde pública ou para a conservação das tubagens. Também é interdito o lançamento de entulhos, areias, cinzas, lamas e gorduras ou óleos, assim como quaisquer outras substâncias que possam obstruir ou danificar os coletores e os acessórios. É interdito também o lançamento de efluentes que contenham compostos cíclicos hidroxilados e seus derivados halogenados assim como matérias ou substâncias sedimentáveis, precipitáveis flutuantes que, por si ou após mistura com outras substâncias existentes nos coletores, possam pôr em risco a saúde dos trabalhadores ou as estruturas dos sistemas, que impliquem a destruição dos processos de tratamento biológico e possam causar a destruição dos ecossistemas aquáticos ou terrestres nos meios recetores ou possam estimular desenvolvimento de agentes patogénicos. Não é permitido o lançamento na rede pluvial de águas com alto teor de hidrocarbonetos sem o prévio tratamento. 1.5. CADASTRO DO SISTEMA Os Serviços Municipalizados, ou outra entidade que venha a gerir o serviço de drenagem pública de águas residuais deverá manter em arquivo os cadastros da rede de águas pluviais do edifício. 3 CONCEÇÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS PLUVIAIS 1.6. CONSTITUIÇÃO DO SISTEMA O sistema de drenagem de águas pluviais é constituído pelos seguintes elementos: Caleiras e Algerozes dispositivos de recolha destinados a conduzir as águas pluviais para ramais ou tubos de queda; Ramais de Descarga destinados ao transporte de águas provenientes dos dispositivos de recolha para o tubo de queda ou coletor predial; Tubos de Queda destinados à condução das águas pluviais desde os ramais de descarga até ao coletor predial; Coletores Prediais destinados à condução das descargas provenientes dos tubos de queda até à câmara de ramal de ligação; Ramal de Ligação liga a câmara de ramal de ligação e o coletor público e tem como objetivo conduzir as águas residuais da rede predial para a pública; Acessórios dispositivos a intercalar nos sistemas de modo a não só possibilitar as operações de manutenção e retenção, como também garantir as boas condições de habitabilidade dos espaços. 1.7. REDE DE ÁGUAS RESIDUAIS PLUVIAIS A ligação à rede pública encontra-se realizada através da ligação à caixa de Ramal de Esgotos, uma vez que o sistema público é unitário. Esta rede terá início nas caleiras de recolha das águas pluviais que conduzem a água aos tubos de queda e coletores, que conduzirá estas águas através de um sistema de coletores até à interseção com o reservatório de águas pluviais e por sua vez com os sistemas existentes. A inserção de um ou mais tubos será feita no sentido do escoamento com um ângulo de incidência inferior a 60º. Os calibres das canalizações foram determinados por cálculo hidráulico para os diferentes troços, tendo em conta evitar possíveis obstruções das canalizações. Nos casos omissos nos desenhos, serão os que os regulamentos e a boa prática aconselham. 11

1. Elementos de Base para Dimensionamento 1.8. PRECIPITAÇÃO Na determinação da precipitação a adotar recorreu-se: Às curvas I.D.F. (Intensidade/Duração/Frequência), que fornecem os valores das intensidades médias máximas de precipitação para várias durações e diferentes períodos de retorno com base na análise de registos udográficos correspondentes a um elevado número de anos; As durações consideradas ou as equivalentes ao tempo de concentração, que corresponde à soma do tempo de percurso com o tempo inicial, podendo variar entre cinco minutos, em zonas inclinadas e de grande densidade de sarjetas, e quinze minutos, em zonas planas com pequena densidade destes elementos acessórios; Na ausência de dados adequados para o caso em estudo, recorreu-se às curvas correspondentes a três regiões pluviométricas A, B e C apresentadas na legislação vigente (Anexo IX do Decreto Regulamentar n.º 23/95, 23 de agosto) onde se indicam os parâmetros a considerar para vários períodos de retorno. O período de retorno é o que resulta da minimização de custos necessários à proteção contra inundações para a precipitação de cálculo. Assim, considera-se no dimensionamento hidráulico da rede de drenagem pluvial, um período de retorno de cinco anos para uma duração de precipitação de cinco minutos, o edifício encontra-se na zona A. 1.9. COEFICIENTE DE ESCOAMENTO Considerou-se como coeficiente de escoamento a razão entre a precipitação útil, isto é, aquela que dá origem a escoamento na rede e a precipitação efetiva, ou seja aquela que cai dentro da bacia, sendo a unidade o valor adotado para coberturas do edifício. O valor deste coeficiente pode ser estimado através do gráfico apresentado no Anexo X do Decreto Regulamentar n.º 23/95, 23 de agosto. 4 CANALIZAÇÕES 1.10. RAMAIS DE DESCARGA 4.1.1 Finalidade Os ramais de descarga de águas pluviais têm por finalidade a condução destas aos respetivos tubos de queda ou quando estes não existam, aos coletores prediais, poços absorventes, valetas ou áreas de receção apropriadas. 4.1.2 Caudais de Cálculo Os caudais de cálculo de ramais de descarga de águas pluviais basearam-se nas áreas a drenar em projeção horizontal, no coeficiente de escoamento e na precipitação. 12

Admitiu-se escoamento uniforme em cada troço, tubos de águas limpas e considerou-se ainda o caudal médio a drenar Qc = CIA, com o coeficiente de escoamento médio C=1 (coberturas), uma intensidade média de chuvada I=104,93 mm/h. 4.1.3 Dimensionamento Hidráulico Sanitário No dimensionamento hidráulico dos ramais de descarga de águas pluviais deve ter-se em atenção: Os caudais de cálculo; As inclinações, que não devem ser inferiores a 5 mm/m; A rugosidade do material. Os ramais de descarga de águas pluviais podem ser dimensionados para escoamentos a secção cheia. 4.1.4 Diâmetro Mínimo O diâmetro nominal mínimo dos ramais de descarga de águas pluviais é de 40 mm, exceto quando aplicados ralos de pinha em que o diâmetro mínimo será de 50 mm. 4.1.5 Sequência de Secções A secção do ramal de descarga não pode diminuir no sentido do escoamento. 4.1.6 Traçado O traçado dos ramais de descarga obedece ao princípio dos traçados varejáveis tendo sido feito por troços retilíneos unidos por curvas de concordância, facilmente desobstruíveis sem necessidade de proceder à sua desmontagem, ou por caixas de união. O troço vertical nos ramais de descarga não deve exceder em caso algum os 2 m de altura. 1.11. CALEIRAS E GRELHAS DE RECOLHA 4.1.7 Finalidade As caleiras têm por finalidade a recolha e condução de águas pluviais aos ramais de descarga ou aos tubos de queda. Nas extremidades das caleiras, junto aos tubos de queda ou eventualmente em local mais apropriado, serão implantados orifícios de descarga, de modo a que o transbordo se efetue para o exterior da cobertura, no caso de anomalia de funcionamento do conjunto ralo de pinha/tubo de queda. 13

4.1.8 Caudais de Cálculo Os caudais de cálculo de algerozes e caleiras foram obtidos de acordo com as áreas a drenar tendo em conta o atrás citado no que respeita à precipitação e coeficiente de escoamento. 4.1.9 Dimensionamento Hidráulico No dimensionamento hidráulico de algerozes e caleiras atendeu-se aos caudais referidos, à inclinação, à rugosidade do material e à altura da lâmina líquida que não deve exceder 0.7 da altura da secção transversal. As caleiras terão uma inclinação mínima de 0.5 % (5 mm/m). 4.1.10 Natureza dos Materiais As caleiras, com as secções úteis e disposições fixadas no Projeto de Arquitetura, serão em chapa de zinco ou outro material que reúna as condições necessárias de utilização. As grelhas de recolha serão em betão polímero, pré-fabricadas, com grelha em aço galvanizado da classe de carga D400. 4.1.11 Assentamento de Caleiras No assentamento das caleiras deverá contar-se sempre com a sua dilatação, pelo que o seu assentamento será feito por secções, e providas de juntas de dilatação, afastadas no máximo de 12m. A execução, o assentamento e o apoio das caleiras deverá ser feito com o maior cuidado e para que além de drenarem convenientemente as áreas de cobertura que para elas descarregam, serem estanques. A ação do vento não deve fazer refluir as águas pluviais por elas conduzidas para o interior e por baixo das abas do telhado. Inclui-se neste artigo a execução de orifícios de descarga nas extremidades dos algerozes. 1.12. TUBOS DE QUEDA 4.1.12 Finalidade e Natureza dos Materiais Os tubos de queda onde se realiza a descarga das caleiras (algerozes) e rufos do edifício, serão em PVC com os diâmetros indicados nas peças desenhadas, em tubagens à vista, devidamente fixos com acessórios de aço ou equivalente de qualidade reconhecida, conforme desenhos respetivos. 4.1.13 Caudais de Cálculo Os caudais de cálculo de tubos de queda de águas pluviais devem ser o somatório dos caudais de cálculo dos algerozes, caleiras e ramais de descarga que para eles descarreguem. 14

4.1.14 Dimensionamento Hidráulico Sanitário No dimensionamento hidráulico dos tubos de queda de águas pluviais atendeu-se aos caudais de cálculo atrás referidos e a altura de água acima do tubo de queda, ou seja a carga na coluna. 4.1.15 Diâmetro mínimo O diâmetro nominal dos tubos de queda de águas residuais pluviais não pode ser inferior ao maior dos diâmetros dos ramais a eles ligados, com um mínimo de 50 mm. 4.1.16 Traçado O traçado dos tubos de queda deve ser vertical formando preferencialmente um único alinhamento reto e quando for necessária a mudança de direção, estas serão efetuadas por curvas de concordância não devendo o valor da translação exceder 10 vezes o diâmetro do tubo de queda. 4.1.17 Localização Os tubos de queda de águas pluviais devem ser localizados, de preferência, à vista na face exterior do edifício ou em galerias verticais acessíveis, conforme o indicado nas peças desenhadas em anexo. No entanto, admitese a sua instalação através de embutimento em paredes, exceto em elementos estruturais, ou dentro de courettes técnicas. 4.1.18 Descarga Os tubos de queda de águas pluviais descarregam em coletores através de forquilhas com curvas de concordância entre os troços verticais e de fraca pendente. 1.13. COLETORES PREDIAIS 4.1.19 Finalidade Os coletores prediais têm por finalidade a recolha de águas pluviais provenientes de tubos de queda, de ramais de descarga situados no piso superior adjacente e de condutas elevatórias, e a sua condução para a caixa de ramal de ligação ou para outro tubo de queda. 4.1.20 Caudais de Cálculo Os caudais de cálculo dos coletores prediais de águas pluviais devem ser o somatório dos caudais de cálculo de tubos de queda e ramais de descarga que lhes estão diretamente ligados. 15

4.1.21 Dimensionamento Hidráulico No dimensionamento hidráulico dos coletores prediais de águas pluviais teve-se em conta: Os caudais de cálculo; As inclinações situam-se entre os 5 mm/m e 40 mm/m; A rugosidade do material; Dimensionamento a secção cheia. 4.1.22 Diâmetro Mínimo O diâmetro nominal dos coletores prediais não será inferior ao maior dos diâmetros das canalizações a eles ligadas, com um mínimo de 100 mm, o que na prática se traduz a um diâmetro comercial de 110 mm. 4.1.23 Sequência de Secções A secção do coletor predial não diminuirá no sentido do escoamento. 4.1.24 Traçado O traçado de coletores prediais será retilíneo, tanto em planta como em perfil. Nos coletores prediais enterrados serão implantadas câmaras de inspeção no seu início, em mudanças de direção, de inclinação, de diâmetro e nas confluências. Quando os coletores prediais estiverem instalados à vista ou em locais facilmente visitáveis, as câmaras de inspeção devem ser substituídas por curvas de transição, reduções, forquilhas e por bocas de limpeza localizadas em pontos apropriados e em número suficiente, de modo a permitir um eficiente serviço de manutenção. O afastamento máximo entre câmaras de inspeção ou bocas de limpeza consecutivas deverá ser de 15 m. 4.1.25 Natureza dos Materiais Os coletores prediais de águas pluviais serão em material do tipo PVC. 4.1.26 Bocas de Limpeza A instalação de bocas de limpeza nos coletores prediais de águas residuais domésticas é obrigatória nas mudanças de direção, próximo das curvas de concordância, na vizinhança da mais alta inserção dos ramais de descarga no tubo de queda, e na sua parte inferior, junto às curvas de concordância com os ramais de ligação, onde não for possível instalar câmara de inspeção. As bocas de limpeza terão um diâmetro no mínimo igual ao do respetivo coletor predial, tendo a sua abertura tão próxima deste quanto possível e deverão ser instaladas em locais de fácil acesso. 16

1.14. CÂMARAS DE INSPEÇÃO As caixas de inspeção e visita devem assegurar as operações de limpeza e manutenção dos coletores e serão constituídas conforme o desenho de pormenor e especificações do caderno de encargos, dispensando-se os dispositivos de acesso para alturas inferiores a 1 m. A dimensão mínima em planta das caixas de visita, para alturas inferiores a 1 m, não deve ser inferior a 0.8 da sua altura, medida da soleira ao pavimento. Para alturas superiores a 1 m as dimensões mínimas em planta são as indicadas para as caixas de visita ou seja não serão inferiores a 1 m ou 1.25 m, consoante a sua profundidade seja inferior a 2.5 m ou igual ou superior a este valor. 1.15. CÂMARA DE RAMAL DE LIGAÇÃO A câmara de ramal de ligação pertence à rede existente, localizada a jusante do reservatório de águas pluviais, estabelece a ligação deste à Rede pública. As câmaras de ramal de ligação obedecem ao disposto para as câmaras de inspeção. Não existirá nas câmaras de ramal de ligação, qualquer dispositivo ou obstáculo que impeça a ventilação da rede pública, através da rede predial e o escoamento em superfície livre da rede predial para a rede pública. Todas as águas residuais pluviais recolhidas serão escoadas para o coletor público, por meio da ação da gravidade. 1.16. RAMAL DE LIGAÇÃO O ramal de ligação existente estabelece a ligação entre a câmara de ramal de ligação e o coletor público. 5 INSTALAÇÕES COMPLEMENTARES Para efetuar a drenagem do reservatório de água de combate a incêndios, o qual se encontra enterrado, será necessário colocar um poço de recolha e bombagem para atingir a cota da rede de drenagem de águas residuais pluviais. 1.17. INSTALAÇÃO ELEVATÓRIA As instalações elevatórias têm o objetivo de elevar por meios mecânicos as águas provenientes do reservatório de água de combate a incêndios, que não podem ser drenadas por ação da gravidade. Os grupos de elevação são apenas constituídos por um elemento de bombagem, já que os mesmos elevarão pequenas alturas e pequenos caudais. (Unilift KP 350 M 1). O tipo de sistema a utilizar será constituído por elementos submersíveis, onde a câmara de bombagem é constituída por uma única célula, onde coabitam o elemento de bombagem e os caudais afluentes, tal como se pode observar pelas características apresentadas em anexo. 6 ACESSÓRIOS 1.18. RALOS Os ralos têm a finalidade de impedir a passagem de matérias sólidas transportadas pelas águas, por isso são providos de furos ou fendas, devendo estas matérias serem retiradas periodicamente. Serão em ferro fundido, latão ou outros materiais que reúnam as necessárias condições de utilização. 17

6.1.1 Dimensionamento dos Ralos Os ralos instalados no topo de tubos de queda de águas pluviais devem ter uma área útil igual ou superior a 1.5 vezes a área da secção daqueles tubos. 6.1.2 Implantação dos Ralos É obrigatória a colocação de ralos nos locais de recolha de águas pluviais e de lavagem de pavimentos, e onde se preveja grande acumulação de areias devem usar-se dispositivos retentores associados aos ralos. 7 ENSAIOS E VERIFICAÇÕES 1.19. OBRIGATORIEDADE E FINALIDADE É obrigatória a realização de ensaios de estanquidade e de eficiência, com a finalidade de assegurar o correto funcionamento da rede. Nos ensaios de estanquidade nas redes de águas pluviais interiores deve verificar-se o seguinte: Os sistemas são cheios de água pelas extremidades superiores, obturando-se as restantes, não devendo verificar-se qualquer abaixamento do nível de água durante 15 minutos, no mínimo; Nestes ensaios pode também usar-se ar ou fumo, nas condições de pressão equivalentes às da alínea anterior. 8 CASOS OMISSOS Em todo o caso omisso serão respeitadas as normas técnicas em vigor, nomeadamente: Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais; Disposições dos Serviços Municipalizados de Águas. Coimbra, Setembro de 2015 O Técnico Responsável Bruno Miguel Simões Marques (Eng.º Civil) 18

ESTIMATIVA ORÇAMENTAL Para os devidos efeitos, estima-se que o custo total da construção da Rede Predial de Dremagem de águas pluviais de uma Reabilitação, Demolição e Construção do edifício do Corpo de Bombeiros Voluntários de Coimbra, localizada em Avenida Fernão de Magalhães, freguesia de freguesia de Santa Cruz, concelho de Coimbra, cujo licenciamento foi requerido por Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Coimbra é de: Rede de Pluviais 20.512 (Vinte mil quinhentos e doze euros) Coimbra, Setembro de 2015 O Técnico Responsável Bruno Miguel Simões Marques (Eng.º Civil) 19

ANEXOS 20

Peças Desenhadas