CARTA-CIRCULAR N 2733 Documento normativo revogado pela Circular 3.081, de 17/01/2002. Mercado de Cambio de Taxas Flutuantes - Atualização no 46 Levamos ao conhecimento dos interessados que em face da edição das Circulares nos 2.723, de 26.09.96 e 2.731, de 13.12.96, estamos excluindo do Regulamento do Mercado de Cambio de Taxas Flutuantes, instituído pela Resolução no 1.552, de 22.12.88, os itens abaixo: a) Titulo 13 - seção X - Compromissos Externos Registrados no Banco Central - Parcelas com Atraso Superior a 180 dias; b) Titulo 9 - Investimentos Brasileiros no Exterior em Certificados de Deposito de Ações Emitidas por Companhias Sediadas em Paises Signatários do Tratado de Assunção - MERCOSUL; c) Anexo no 21 - Modelo de pedido de registro - Investimentos em certificados de deposito - MERCOSUL; d) Anexo no 22 - Modelo de demonstrativo de movimentação - investimento em certificado de deposito - MERCOSUL. 2. As operações da espécie passam a ter curso no Mercado de Cambio de Taxas Livres, obedecida a regulamentação pertinente. 3. Esta Carta-Circular entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 23 de abril de 1997 DEPARTAMENTO DE CAMBIO Jose Maria Ferreira de Carvalho Chefe DEPARTAMENTO DE CAPITAIS ESTRANGEIROS Ronaldo Jose de Araújo Chefe em exercício Este texto não substitui o publicado no DOU e no Sisbacen. NOTA: Publicam-se a seguir as partes alteradas do titulo 13 do capitulo 2 da Consolidação das Normas Cambiais - CNC. CONSOLIDAÇÃO DAS NORMAS CAMBIAIS CAPITULO: Mercado de Cambio de Taxas Flutuantes - 2 TITULO : Outras Transferências - 13 ---------------------------------------------------------------------------------------------------... IX - PASSE DE ATLETA PROFISSIONAL
35. Os bancos credenciados podem dar curso as operações de pagamento ou recebimento decorrentes de transações com passes de atletas profissionais. (Res. 1680, Art. 1o, Circ. 1596 Art. 1o-I.a, Circ. 2.172, Cta.-Circ. 2219-II) 36. Para fins do disposto no item anterior, a agremiação interessada deve apresentar ao banco credenciado copia autentica do contrato de compra, de cessão ou de venda do passe do atleta, bem como o atestado liberatório do atleta emitido pela entidade competente no Brasil, no caso de venda, ou documento equivalente emitido pela autoridade competente no exterior. (Circ. 1596, Art. 1o-I.a, Circ. 2.172, Cta.-Circ. 2219-II - Circ. 2.685) X - CAPITAIS ESTRANGEIROS A CURTO PRAZO - DISPONIBILIDADES NO PAIS 37.. Observadas as normas a respeito da matéria, as operações de cambio relativas a ingressos no Pais de valores em moedas estrangeiras, promovidos por residentes e/ou domiciliados no exterior, para constituição de disponibilidades de curto prazo em moeda nacional no Pais, e respectivas remessas ao exterior a titulo de retorno, são cursadas exclusivamente no mercado de cambio de taxas flutuantes, por intermédio de bancos credenciados. (Circ. 2.172, Art. 2o) 37.1 - As operações de que se trata são classificadas sob a natureza-fato 63009, cuja utilização se restringe as operações da espécie e as transferências internacionais em reais que sejam realizadas em contrapartida a liquidação de operação de cambio. (Cta.-Circ. 2.639) 38. Por disponibilidades de curto prazo entendem-se aquelas cujo tempo de permanência no Pais não ultrapasse a 360 (trezentos e sessenta) dias. (Circ. 2.172) XI - ENCOMENDAS INTERNACIONAIS 39. Podem os bancos credenciados dar curso a remessas ao exterior, ate o limite estabelecido pela Secretaria da Receita Federal, em pagamento de encomendas internacionais destinadas a pessoas físicas ou jurídicas, de caráter eventual e não destinadas a revenda ou a fins comerciais. (Circ. 2.494.) 40. Para efetivação da remessa nos termos desta seção deve o comprador da moeda estrangeira apresentar ao banco credenciado qualquer documento emitido pelo fornecedor no exterior que comprove o valor da encomenda, inclusive catálogos. (Circ. 2.172, Art. 2o, II) 41. Na hipótese de a remessa ser efetuada de forma globalizada por intermediário ou representante, deve ser ainda apresentada ao banco negociador relação devidamente referenciada (no/data), contendo o nome de seus clientes, com a indicação dos respectivos CPFs e valor das remessas individuais, bem como a devida autorização do cliente para promover o pagamento da importação em seu nome, a qual devera, também, fazer parte do dossiê da operação. (Circ. 2.685) 42. Deve o interessado adotar os cuidados necessários quanto a observância da regulamentação da Secretaria da Receita Federal sobre a matéria, bem como guardar os respectivos comprovantes do desembaraço aduaneiro para apresentação ao Banco Central quando e se solicitado. (Circ.2.685) XII - REMUNERAÇÃO, REEMBOLSO DE DESPESAS E CUSTEIO DE TORNEIOS, COMPETIÇÕES E OUTROS EVENTOS ESPORTIVOS SEMELHANTES 43.. Podem os bancos credenciados dar curso a transferências financeiras do e para o exterior
a titulo de remuneração, reembolso de despesas e custeio de torneios, competições e outros eventos esportivos semelhantes. (Circ. 2.243) 44. Incluem-se nesta Seção os pagamentos e recebimentos relativos a hospedagem, passagens, diárias e alimentação para competidores, árbitros, supervisores e dirigentes, bolsas, taxas e outras despesas e receitas correlatas. (Circ. 2.243, Circ. 2.685) 45. As remessas ao exterior devem ser efetuadas pela entidade nacional promotora do evento, por ordem de pagamento ou cheque administrativo, nominativo, não-endossável, a favor das entidades internacionais participantes, desde que observadas a legislação trabalhista quanto a pratica, no Pais, de atividade remunerada, e a legislação tributaria aplicável. (Circ. 2.243, Circ. 2.685) XIII - REMUNERAÇÃO DE EVENTOS INTERNACIONAIS DE NATUREZA ARTÍSTICA 46. Podem os bancos credenciados dar curso a transferências financeiras do e para o exterior a titulo de remuneração, reembolso de despesas e custeio de eventos internacionais de natureza artística - Lei no 6.815, de 19.08.80. (Circ. 2.244) 47. Incluem-se nesta seção os pagamentos e recebimentos relativos a hospedagem, passagem, diárias e alimentação para os artistas e suas equipes. (Circ. 2.244) 48. As remessas ao exterior devem ser efetuadas pela entidade nacional promotora do evento por ordem de pagamento ou cheque administrativo, nominativo, não-endossável, a favor das entidades internacionais participantes, dos artistas contratados ou seus representantes legais, desde que: (Circ. 2.244) a) observadas a legislação trabalhista quanto a pratica, no Pais, de atividade remunerada e a legislação tributaria aplicável; (Circ. 2.244) b) o valor a ser remetido se limite aquele definido no contrato firmado entre as partes, devidamente visado pelo Ministério do Trabalho; (Circ. 2.244) c) sejam efetuadas apos a realização do evento, salvo quando expressamente definido de forma diferente no contrato referido na alínea precedente. (Circ. 2.244) 49. A remessa ao exterior a titulo de pagamento antecipado implica o compromisso irrevogável de retorno imediato da moeda estrangeira eventualmente remetida, na hipótese de se verificar o cancelamento total ou parcial do evento. (Circ. 2.244) XIV - AQUISIÇÃO DE MEDICAMENTOS NO EXTERIOR POR PESSOAS FÍSICAS, NÃO DESTINADOS A COMERCIALIZAÇÃO 50. Podem os bancos credenciados dar curso a operações de venda de moeda estrangeira para fins de aquisição de medicamentos no exterior, exclusivamente por pessoas físicas domiciliadas no Pais, mediante a apresentação do original da prescrição medica, contendo declaração de que o produto não esta sujeito a restrição de venda e uso impostas pelo Ministério da Saúde. (Circ. 2.370) 51. As remessas devem ser processadas por ordem de pagamento, cheque administrativo, nominativo, não-endossável ou vale postal internacional, admitindo-se a venda em espécie se justificada formalmente essa necessidade pelo comprador da moeda estrangeira. (Circ. 2.370) XV - PARTICIPAÇÃO EM FEIRAS E EXPOSIÇÕES 52. Podem os bancos credenciados dar curso a transferências financeiras do e para o exterior
relativas a despesas decorrentes de participações em feiras e exposições. (Circ. 2.685) 53. Para a efetivação das remessas ao exterior de que trata esta seção devem ser apresentados os seguintes documentos ao banco vendedor da moeda estrangeira: (Circ. 2.685) a) contrato ou outro documento que expresse a natureza e o valor da obrigacao devida ao exterior; e (Circ. 2.370, Circ. 2.685) b) fatura, nota de debito ou documento equivalente que expres- se o valor e a natureza dos gastos efetuados no exterior. (Circ. 2.370, Circ. 2.685) 54. As remessas devem ser processadas por ordem de pagamento ou cheque administrativo, 55. Admitir-se-á, desde que prevista em clausula contratual, remessa financeira ao exterior antecipadamente a data de realização do respectivo evento, devendo o comprador da moeda estrangeira repatriar as divisas caso seja cancelada a realização do evento no exterior. (Circ. 2.370) XVI - PUBLICIDADE E PROPAGANDA 56. Podem os bancos credenciados dar curso a transferências do e para o exterior relativas a publicidade e propaganda. (Circ. 2.685) 57. As remessas para o exterior devem ser processadas por ordem de pagamento ou cheque administrativo, nominativo, nao-endossavel, devendo o interessado apresentar ao banco interveniente, os seguintes documentos: (Circ. 2.685) a) contrato ou outro documento que expresse a natureza e o valor da obrigacao devida; e (Circ. 2.370) b) fatura, nota de debito ou outro documento emitido pelo credor estrangeiro que expresse o valor e a natureza dos gastos efetuados; (Circ. 2.370) 58. Admitir-se-á, desde que prevista em clausula contratual, remessa financeira ao exterior antecipadamente a data da veiculação da publicidade no exterior, devendo o comprador da moeda estrangeira repatriar as divisas caso seja cancelada referida veiculação. (Circ. 2.370) XVII - TRANSMISSÃO DE EVENTOS 59. Podem os bancos credenciados dar curso a transferências do e para o exterior relacionadas com a negociação de direitos de transmissão de eventos específicos de qualquer natureza, bem como as despesas dele decorrentes. (Circ. 2.685) 59.1- Igualmente, são cursados ao amparo desta seção os pagamentos relativos a direitos de transmissão regular de programas veiculados por radio e televisão. (Circ. 2.685) 60. As remessas para o exterior ficam restritas as solicitadas por empresas de radiodifusão sonora e televisiva do Pais, autorizadas a funcionar pelo Ministério das Comunicações, que devem apresentar ao banco interveniente os seguintes documentos: (Circ. 2.685) a) contrato ou outro documento equivalente que expresse as condições da cessão ou aquisição dos direitos de transmissão e o valor devido; e (Circ. 2.370) b) original da fatura, nota de debito ou documento equivalente emitido pelo credor no exterior. (Circ. 2.370) 61. As remessas devem ser processadas por ordem de pagamento ou cheque administrativo, 62. Admitir-se-á, desde que prevista em clausula contratual, remessa financeira ao exterior antecipadamente a data de realização do respectivo evento, devendo o comprador da
moeda estrangeira repatriar as divisas caso seja cancelada a transmissão do evento. (Circ. 2.370) XVIII - AQUISIÇÃO DE IMÓVEIS 63. Podem os bancos credenciados dar curso a transferências financeiras do e para o exterior, por pessoas físicas ou jurídicas, relativas a aquisição de imóveis residenciais ou comerciais. (Circ. 2.685) 64. As transferências para o exterior ficam condicionadas a apresentação, ao banco interveniente, dos seguintes documentos: (Circ. 2.685) a) contrato de compra e venda ou outro documento equivalente indicando as condições, o valor total da transação e o endereço completo do imóvel transacionado; (Circ. 2.370) b) copia do titulo de propriedade do imóvel ou documento equivalente; (Circ. 2.370) c) contrato de financiamento ou documento equivalente, quando for o caso; e (Circ. 2.370) d) instrumento de mandato, quando a operação de cambio e/ou a transação comercial forem conduzidas por procurador. (Circ. 2.370) 65. Devem ser cursadas ao amparo desta seção as remessas relativas ao retorno das divisas decorrentes da alienação a nacionais de imóveis pertencentes a estrangeiros, mediante apresentação ao banco interveniente, alem dos documentos relacionados no item 64 acima, de copia do contrato de cambio que comprove o regular ingresso no Pais das divisas utilizadas para a aquisição do imóvel negociado. (Circ. 2.685) 66. Nas situações a que se refere o item 65, deve ser exigido do comprador da moeda estrangeira o comprovante do recolhimento do imposto de renda na forma da legislação tributaria em vigor. (Circ. 2.685.) 67. As remessas devem ser processadas por ordem de pagamento ou cheque administrativo, 68. Os ingressos de divisas a titulo de investimento estrangeiro no capital de empresas no Pais, inclusive de recursos destinados a aplicação no capital de empresas que se dediquem a exploração de atividade imobiliária, devem ter curso no Mercado de Cambio de Taxas Livres.(Circ. 2.685) XIX - ALUGUEL DE IMÓVEIS 69. Podem os bancos credenciados dar curso a transferências financeiras do e para o exterior relativas a rendimento de aluguel de imóveis. (Circ. 2.685) 70. As remessas para o exterior, exclusivamente a favor de pessoas físicas ou de administradoras de imóveis detentoras de mandato destas, ficam limitadas ao valor do aluguel obtido apos a dedução de todas as despesas incorridas no Pais e sujeitam-se a apresentação, ao banco interveniente, do contrato de locação do imóvel ou documento equivalente. (Circ. 2.685) 71. As remessas devem ser processadas por ordem de pagamento ou cheque administrativo, XX - MULTAS E/OU JUROS CONTRATUAIS 72. Podem os bancos credenciados dar curso a transferências financeiras do e para o exterior relativas a multas e/ou juros contratuais, desde que não vinculadas a operações comerciais
conduzidas no Mercado de Cambio de Taxas Livres. (Circ. 2.370, Circ. 2.685) 73. As remessas para o exterior devem ser processadas por ordem de pagamento ou cheque administrativo, nominativo, não-endossável, e sujeitam-se a apresentação, ao banco interveniente, dos seguintes documentos: (Circ. 2.370, Circ. 2.685) a) contrato ou outro documento que expresse a natureza e o valor da obrigação devida; e (Circ. 2.370) b) nota de debito ou documento equivalente emitido pelo credor externo indicando a natureza, o valor e, se for o caso, o período a que corresponde a obrigação. (Circ. 2.370) XXI - HONORÁRIOS DE MEMBROS DE CONSELHOS CONSULTIVOS 74. Podem os bancos credenciados dar curso a transferências do e para o exterior relativas a honorários de membros de conselhos consultivos. (Circ. 2.685) 75. As remessas para o exterior limitam-se aquelas solicitadas por pessoas jurídicas, destinadas a membros efetivos de seus conselhos consultivos domiciliados no exterior e condicionam-se a apresentação dos seguintes documentos: (Circ. 2.685) a) pedido formulado por empresa no Pais, indicando a composição de seu conselho consultivo, destacando os membros residentes no exterior, indicando o valor a ser pago e o período de referencia; e (Circ. 2.370) b) copia da ata da reunião, Assembléia Geral Ordinária ou Extraordinária que tenha fixado os honorários dos membros do conselho consultivo. (Circ. 2.370) 76. As remessas devem ser processadas por ordem de pagamento ou cheque administrativo, 77. São vedadas remessas a favor de membros de conselhos administrativos e fiscais, uma vez que estes devem residir no Pais conforme a legislação em vigor (Lei no 6.404/76). São também vedadas remessas a favor dos suplentes dos membros de conselhos consultivos. (Circ. 2.370) XXII - SERVIÇOS AEROPORTUÁRIOS 78. Podem os bancos credenciados dar curso a transferências financeiras do e para o exterior relacionadas a serviços aeroportuários, considerados como tais aqueles relativos a taxa de sobre vôo, de pouso, de auxilio a navegação aérea e correlatas. (Circ.2.370, Circ. 2.685) 79. As remessas devem ser processadas por ordem de pagamento ou cheque administrativo, nominativo, não-endossável, mediante apresentação da fatura, nota de debito ou outro documento emitido pelo credor externo, no qual estejam indicados o valor e a natureza dos serviços prestados. (Circ. 2.370, Circ. 2.685) 80. Não são admissíveis, ao amparo das disposições desta seção, remessas de responsabilidade de empresas de transporte aéreo regular. (Circ. 2.370) XXIII - UTILIZAÇÃO DE BANCO DE DADOS INTERNACIONAL 81. Podem os bancos credenciados dar curso a transferências do e para o exterior referentes ao pagamento pela utilização de banco de dados internacional. (Circ. 2.685) 82. As remessas para o exterior ficam condicionadas a apresentação ao banco interveniente de fatura ou documento equivalente emitido pelo prestador do serviço e devem ser processadas por ordem de pagamento ou cheque administrativo, nominativo, nãoendossável. (Circ. 2.685)
XXIV - HONORÁRIOS PROFISSIONAIS REFERENTES A CURSOS, PALESTRAS E SEMINÁRIOS 83. Podem os bancos credenciados dar curso a remessas para o exterior em pagamento de honorários profissionais por cursos, palestras e seminários ministrados no Pais, desde que observadas a legislação trabalhista (Lei no 6.815, de 19.08.80) quanto a pratica, no Brasil, de atividade remunerada e a legislação tributaria aplicável. (Circ. 2.685) 84. Para efetivação das remessas de que trata esta seção devem ser apresentados ao banco vendedor da moeda estrangeira o contrato de prestação de serviços ou correspondência trocada entre as partes onde conste a natureza e o valor da obrigação devida. (Circ. 2.685) 85. Admitir-se-á, desde que previsto no acordo feito entre as partes, remessa financeira ao exterior antecipadamente a data de realização do evento, devendo o comprador da moeda estrangeira repatriar as divisas caso seja cancelado o evento. (Circ. 2.685) 86. As remessas devem ser processadas por ordem de pagamento ou cheque administrativo, nominativo, não-endossável. (Circ. 2.685) 87. Ficam os bancos credenciados igualmente autorizados a proceder, ao amparo desta seção, compras de moeda estrangeira decorrentes de ingressos de divisas, a favor de residentes no Pais, por serviços da espécie. (Circ. 2.685) 88. Não se enquadram nesta seção os pagamentos por cursos ou palestras realizadas no Pais quando ficar configurada transferência de tecnologia, produção intelectual ou patente, sujeitas a averbação pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI, consoante a legislação em vigor. (Circ. 2.685) XXV - INSTALAÇÃO E/OU MANUTENÇÃO DE ESCRITÓRIO NO EXTERIOR 89. Podem os bancos credenciados dar curso a transferências para o exterior, por parte de pessoas jurídicas privadas não financeiras, com vistas a instalação e/ou manutenção de escritório no exterior, ate o limite de US! 500.000,00 (quinhentos mil dólares dos Estados Unidos) ou seu equivalente em outras moedas, por grupo econômico e por período de 12 (doze) meses. (Circ. 2.664) 90. Referidas transferências sao objeto de acompanhamento e controle do Banco Central do Brasil/Departamento de Capitais Estrangeiros (BACEN/FIRCE). (Circ. 2.664) 91. A liquidação da respectiva operação de cambio e condicionada a observância das disposições contidas nos itens III e IV da Resolução no 1.620, de 26.07.89, e a apresentação, pelo remetente, dos documentos a seguir indicados, que comporão o dossiê da operação: (Circ. 2.664) a) correspondência assinada por dois diretores da empresa, na forma do modelo que constitui o ANEXO No 24 deste capitulo; e (Circ. 2.664) b) certidão negativa da Secretaria da Receita Federal (SRF) sobre a existência de débitos de tributos federais em nome do remetente. (Circ. 2.664) 92. O banco credenciado, com base na correspondência referida na alínea "a" do item anterior, e antes da liquidação da respectiva operação de cambio, comunicara a Delegacia Regional do Banco Central, observado o zoneamento geográfico em vigor, via SISBACEN - "correio eletrônico", as características da remessa pretendida, descritas na referida correspondência, bem como da referencia da operação de cambio (praça, banco e no do contrato). (Circ. 2.664) 93. A empresa remetente deve manter em arquivo, a disposição do Banco Central do Brasil,
os seguintes documentos: (Circ. 2.664) a) relação dos acionistas ou cotistas controladores da empresa, destacando os respectivos percentuais e nacionalidades; (Circ. 2.664) b) ata da assembléia, ou documento equivalente, deliberando sobre a instalação do escritório no exterior; (Circ. 2.664) c) três últimos balanços da empresa e respectivas demonstrações das contas de resultado. (Circ. 2.664) 94. As remessas em valores superiores ao estabelecido no item 89 sujeitam-se a apresentação as Delegacias Regionais do Banco Central do Brasil, observado o zoneamento geográfico em vigor, dos documentos a seguir relacionados, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias da contratação do cambio: (Circ. 2.664) a) correspondência assinada por dois diretores da empresa, na forma do modelo que constitui o ANEXO No 25 deste capitulo; (Circ. 2.664) b) certidão negativa da Secretaria da Receita Federal (SRF) sobre a existência de débitos de tributos federais em nome do remetente; (Circ. 2.664) c) relação dos acionistas ou cotistas controladores da empresa, destacando-se os respectivos percentuais e nacionalidades; (Circ. 2.664) d) ata da assembléia ou documento equivalente, deliberando sobre a instalação do escritório no exterior; (Circ. 2.664) e) três últimos balanços da empresa e respectivas demonstrações das contas de resultado. (Circ. 2.664) 95. Dependem de previa autorização do Banco Central do Brasil as operações de cambio em que o comprador da moeda estrangeira seja entidade integrante da Administração Publica direta ou indireta, de âmbito federal, estadual ou municipal, inclusive do Distrito Federal, as quais serão cursadas no mercado de cambio de taxas livres. (Circ. 2.664) 96. Para fins do disposto no item anterior, independentemente do valor da remessa, deverão os interessados apresentar a Delegacia Regional do Banco Central do Brasil, observado o zoneamento geográfico em vigor e as disposições desta seção, os documentos citados no item 94, e: (Circ. 2.664) a) Aviso Ministerial ou, quando se tratar de entidades integrantes da Administração Publica de âmbito estadual, municipal ou do Distrito Federal, documento equivalente a ser emitido pela autoridade competente a qual estiver subordinada a empresa, aprovando a instalação/manutenção do escritório no exterior, com destaque para o valor e forma de remessa; (Circ. 2.664) b) Programa de Dispêndios Globais (PDG), com previsão de recursos para o empreendimento. (Circ. 2.664) 97. Nos casos de encerramento das atividades do escritório instalado, deverão retornar ao pais os saldos dos valores remetidos e não utilizados e o produto da venda de moveis e equipamentos, que serão cursados no Mercado de Cambio de Taxas Flutuantes. (Circ. 2.664) 98. Os titulares de escritórios no exterior devem apresentar, anualmente, a Delegacia Regional do Banco Central do Brasil que jurisdiciona a sede da empresa, correspondência nos moldes do modelo que constitui o ANEXO No 26 deste capitulo. (Circ. 2.664)