Modena (Emilia- Romagna, Itália) Piacenza (Emilia-Romagna, Itália) IV. Estabelecia que na cidade, como ocorria na natureza, regularidade e irregularidade deveriam se conciliarem: a obra humana deveria se adaptar suavemente ao terreno e ao ambiente cósmico forma circular, podendo sua muralha adaptar-se ao lugar; Torino (Piemonte, Itália)
Torre del Comune (Séc. XII) Piazza Vecchia (1476, Bergamo Lombardia Itália) Piazza del Duomo Palazzo della Ragione (Séc. XII) V. Considerava que as novas arquiteturas seriam para a cidade o mesmo que os ornamentos são aos organismos de construção dos edifícios;
V. Definia as praças (piazze) como organismos arquitetônicos autônomos, circundados por pórticos e loggias; e estabelecia três categorias de ruas (vie) para a cidade e o campo: Ruas principais (deveriam ser amplas, retas e bem curtas nas cidades grandes; e tortuosas nas pequenas) Ruas secundárias (deveriam ser tortuosas tanto nas cidades grandes como pequenas, convergindo para as vias principais em uma linha diagonal) Ruas-praças (deveriam cumprir determinadas funções públicas, tais como conduzir à igreja ou ao local onde se administrava a justiça) Piazza del Duomo (1290-1590, Orvietto Úmbria Itália)
Fortalezza da Basso Rio Arno Florença Colônia Romana (Florentia) fundada em 59 a.c. na confluência do rio Arno com o torrente Mugnone, FIRENZE (Florença, Florence) nasceu como um pequeno quadrado orientado segundo os pontos cardeais, que se desenvolveu para um retângulo de cerca de 20 hectares contendo 10.000 habitantes. Vista geral de Firenze (1470)
Vista geral (1500) Sucessivamente danificada por vários invasores, FIRENZE chegou a 5.000 habitantes no período carolíngio, quando adquiriu um segundo cinturão de muros. No século XI, tornou-se capital do marquesado de Toscana, o que promoveu seu crescimento e novas benfeitorias de características românicas (Jellicoe & Jellicoe, 1995). 4 5 3 1 6 7 8 2 N 1 Piazza del Duomo 5 Piazza di Santo Spirito 2 Piazza di SSa. Annunziata 6 Ponte Vecchio 3 Piazza di Sta. Maria Novella 7 Piazza della Signoria 4 Piazza del Carmine 8 Piazza di Sta. Croce
Ponte Vecchio (1345) Piazzale degli Ufizzi Galeria degli Ufizzi (Firenze, Itália) A Comuna florentina formou-se em 1115, quando foram estabelecidas relações exatas entre os espaços públicos e privados. A partir de então, o crescimento foi cada vez mais rápido e, no século XIII, sua população chegou a 100.000 habitantes, graças ao crédito e à produção dos tecidos de lã. Várias pontes, igrejas e conventos foram então realizados, abrindo-se novas ruas e praças públicas.
Chiesa di Sta. Croce (1295/1442, Firenze Itália) Arnolfo di Cambio (1245-1310) Nas duas últimas décadas do século XIII, o governo da cidade empenhou-se na construção de um grande ciclo de obras públicas, que transformaram radicalmente a sua forma, incluindo uma nova muralha e praças retangulares e frontais a importantes igrejas, como as de Sta. Maria Novella (1278) e de Sta. Croce (1295) (Benévolo, 1981). Chiesa di Sta. Maria Novella (1456/70, Firenze Itália) Leon B. Alberti (1404-72)
Iniciaram-se nesse período as obras da catedral de Sta. Maria del Fiore (1296/1436) e do Palazzo Vecchio (1298), assim como a Piazza della Signoria, todas sob a supervisião de ARNOLFO DI CAMBIO (1245-1310). Duomo di Sta. Maria dei Fiori (1296/1436, Firenze Itália) Filippo Brunelleschi (1377-1446)
Palazzo Vecchio (1336/80, Firenze Itália) Arnolfo di Cambio(1232/45-1310) Berço e principal centro de difusão da Renascença européia, FLORENÇA passou por várias lutas sociais na segunda metade do século XIV, que culminaram com a revolta dos Ciompi (1378), os quais governaram pacificamente a cidade por duas gerações até a Signoria dos Medici. Piazza della Signoria
Empenhados em completar a fisionomia traçada em fins do século XIII, os membros da famiglia Medici procuraram remodelar o organismo florentino com obras pontuais que marcaram o RENASCIMENTO nas artes e ciências. Entretanto, nem os recursos econômicos nem os ideais culturais do período permitiram realizar outra coisa que intervenções complementares de retoques da forma urbana, mas que garantiram a FLORENÇA sua imagem definitiva e preservada até hoje como patrimônio mundial.
Vistas atuais de Florença (Firenze) (Toscana, Itália) Duomo
Reformas urbanas Os ideais urbanistas do RENASCIMENTO somente puderam ser aplicados na prática em projetos pontuais e algumas experiências de transformação urbana, estas ocorridas entre 1460 e 1470, graças a acordos firmados entre determinados príncipes e papas. PIENZA, URBINO e FERRARA foram as cidades italianas em que as intervenções renascentistas foram as mais unitárias e eficazes, seguidas pelo plano de ROMA (1516/88), empreendido pelo papa Sixtus V.
Palazzo Ducale (1445/67, Urbino) O aumento dos recursos econômicos, assim como fé nas possibilidades reformadoras da cultura artística da Renascença, garantiu essas realizações experimentais, mas divergências políticas acabaram por anular e/ou desviar as aspirações ideais dos projetistas para o campo teórico (cittè ideale). Vista Geral de Pienza Piazza Pio XII (1459, Pienza)
Pienza Palazzo Piccolomini 6 Em 1459, o Papa Pius II (1405-58) visitou o burgo medieval de CORSIGNANO, no território de Siena, com cerca de 6 hectares; e resolveu reconstruí-lo como residência temporária para si e sua corte. 5 4 2 3 1 N Piazza Pio XII 1 Catedrale di Assunta 2 Palazzo Piccolomini 3 Palazzo Vescovile (Borgia) 4 Palazzo Comunale 5 Palazzo Ammannati 6 Pieve di Consignano
Palazzo del Pretoriu (Comunale) Palazzo Piccolomini Palazzo Vescovile (Borgia) Duomo Piazza Pio II (1459) Bernardo Rossellino (1409-64) Ali se instalou um grupo de edifícios monumentais a catedral e os palazzi Piccolomini, Vescovile e del Pretoriu, além de prédios secundários, que foram dispostos de modo hierárquico e harmônico com o pré-existente. Concluídas as obras em 1462, a cidade passou a se chamar PIENZA. N
Duca Federico da Montefeltro (1422-82) Urbino Piazza Duca Frederico ou Rinascimento A cidade, com cerca de 40 hectares e situada sobre duas colinas, foi remodelada ao gosto de seu signore Federico da Montefeltro (1422-82), que construiu, por volta de 1465, um conjunto retilíneo de edifícios para compor seu Palazzo Ducale, utilizando um grupo de artistas locais e toscanos de segundo plano.
Palazzo Ducale (1445/67) Luciano Laurana (1420-79) O resultado da reforma de URBINO foi um arranjo harmonioso, com regularidade geométrica e sem destruir a continuidade visual do organismo medieval. Urbino
Ferrara Capital da signoria d Este, situada a montante do rio Pó, tornou-se um importante centro cultural, o que reivindicou dois novos bairros: a adição realizada pelo Duque de Borso, em 1451; e a do Duque Ercole I (1407-1505), em 1492, construída gradativamente até o século XVI. Planta Duomo
A segunda intervenção dotou FERRARA de uma rede de ruas retilíneas que foram traçadas de modo a se integrarem harmoniosamente ao tecido medieval, tortuoso e irregular. Palazzo Municipale Castello Estense (1385/1490)
Cidade ideal Entre os séculos XV e XVI, surgiram vários tratados sobre cidades ideais, assentados em critérios puramente racionais e geométricos, segundo os quais a forma urbana perfeita deveria seguir um modelo unitário e rígido. Em todos eles, acreditava-se na UTOPIA de que o princípio da forma arquitetônica e urbana deveria corresponder à configuração do seu arranjo político e social, ou seja, acabaria por expressar ordem e justiça na sociedade real.