ABASTECIMENTO DE ÁGUA



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Transcrição:

ABASTECIMENTO DE ÁGUA HISTÓRIA: A água é essencial na sobrevivência e na evolução do homem. Na sobrevivência, porque sem ela não existiria vida animal ou vegetal sobre a terra. Basta dizer que o corpo do homem é constituído por 70% de água. Na evolução, porque ela é elemento fundamental para o desenvolvimento da qualidade de vida do homem. Ela é responsável pela higiene e limpeza de cada um; tem larga aplicação na industria; é utilizada para irrigação dos campos; é usada em barragens para geração de energia elétrica; é o principal meio para combate a incêndios. Enfim, é parte vital, em todos os sentidos, no nosso meio de vida. A qualidade de vida resulta das condições de alimentação, transporte, moradia, assim como do abastecimento de água da população, e implica em melhores ou piores níveis de saúde. Daí a grande importância do abastecimento de água. A história nos mostra que os primeiros homens procuravam viver próximo às fontes de água e já estudavam meios de traze-la às povoações, cada ves maiores. Os povos antigos, como os romanos, levavam água em aquedutos à cidade. No tempo dos Césares, Roma possuía mais de 900 piscinas particulares, algumas para até 3.000 pessoas. Um dos mais famosos aquedutos é o de Segóvia, na Espanha, com mais 2.000 anos de idade, feito de 177 arcos de quadras de granito. As pedras foram trazidas prontas e montadas sem argamassas e, até hoje, não apresentam um só vazamento. A sua extensão é de 13 Km, atravessando um rio a 32 metros de altura. ABASTECIMENTO DE OURINHOS: Ourinhos como muitas povoações, surgiu num ponto estrategicamente escolhido por, entre outros fatores, ter água em abundância. As suas terras formam quase que uma ilha cercada pelos Rios Paranapanema, Pardo e Turvo. Este fato é tão significante que acabou se apresentando no brasão da cidade, representado por um triângulo formado de água, além da locomotiva, os ramos de café e de cana de açúcar, elementos que determinaram o surgimento e desenvolvimento do município. A primeira captação de água para abastecimento público da cidade, foi feita no Rio Turvo, pelo Prefeito José Galvão em 1929. Antes só havia poços e cisternas. Foi instalada num ponto bem próximo onde ele deságua no Rio Pardo, numa área desmembrada da Fazenda Furnas. Ficava a cerca de 5 quilômetros da cidade. Nesta época não havia tratamento e a água era distribuída no estado bruto. O Sr. Hermelino Leão que ocupou a prefeitura por três vezes, numa das suas primeiras gestões na década de trinta construiu uma pequena estação de tratamento que se situava no lugar da atual sede da Superintendência de Água e Esgoto. Ele também canalizou uma mina que havia perto do antigo matadouro. A população começou a ser servida por água limpa, mas logo se tornou insuficiente. Mais tarde no inicio da década de 60, o Prefeito da época, Sr. Antônio Luiz Ferreira, conseguiu financiamento do governo do estado e construiu em 1962 a atual captação e 1

estação de tratamento de água, próximo do Rio Pardo. Este rio passou então a ter seu leito como nova e definitiva fonte de abastecimento de água para a população. O fato do Município ser cortado por rios e todos eles estarem bem próximos da zona urbana, desperta curiosidade das pessoas sobre a razão da retirada da água para consumo ser efetuada no Rio Pardo, que aparentemente sempre se apresenta com suas águas mais turvas, e não do Rio Paranapanema que é um dos principais rios do Estado de São Paulo, sempre com águas aparentemente límpidas e muito mais caudaloso. A razão é que o Rio Pardo apresenta características comprovadas em pesquisa que possui um índice de qualidade da água superior a do Paranapanema, o que o tornou mais viável para tratamento. Ou seja, a aparência límpida da água do Rio Paranapanema não é o fator mais importante. Existem outros caracteres que a água necessita para ter um melhor padrão de qualidade como a própria composição química. Outros fatores importantes é que o Rio Paranapanema recebe maiores cargas de matéria orgânica que o Rio Pardo, além de ser represado nas hidroelétricas de Jurumirim e Chavantes. As represas acabam por decantar estas matérias orgânicas o que resulta num deterioramento do oxigênio da água. Outra vantagem do tratamento ser feito no Rio Pardo, é devido a sua nascente estar a cerca de 180 Km de Ourinhos. Não tem represamento e seu potencial hidrico é mais adequado ao sistema de tratamento convencional, realizado em nossa cidade. O Rio Pardo nasce na serra de Botucatu, no município de Pardinho, a sua formação é resultado de algumas nascentes situadas bem próximas ao perímetro urbano daquela cidade, onde se unem e formam um pequeno leito. Além dos municípios de Pardinho e Ourinhos, o Rio Pardo passa por Botucatu, Itatinga, Avaré, Cerqueira César, Água de Santa Barbara, Óleo, Bernardino de Campos, Santa Cruz do Rio Pardo, Chavantes e Salto Grande, cortando-os e servindo de divisa entre alguns deles. Apesar disso, somente Botucatu e Santa Cruz do Rio Pardo captam suas águas para consumo além de Ourinhos e Pardinho. As outras não o fazem por causa da longa distância do rio às zonas urbanas ou optarem por abastecimento através de poços artesianos. Nos municípios de Botucatu e Santa Cruz do Rio Pardo, o serviço de água e esgoto é executado pela SABESP, que também se utiliza de poços artesianos. O Rio Pardo é um dos afluentes mais importantes do Paranapanema. Vai encontrálo no município de Salto Grande, próximo da cidade, mais exatamente onde a via férrea da ALL (América Latina Lógistica), antiga FEPASA, que faz a linha São Paulo / Porto Epitácio cruza sobre suas águas. A captação atual da cidade de Ourinhos, situa-se nas proximidades da Vila Brasil onde foi construída a estação de água bruta. É constituída por duas caixas de areia, cada uma com capacidade suficiente para atender a vazão total de água prevista para a estação de tratamento. São providas de grades grossas e finas e de adufas de parede de 600mm que fazem a ligação das caixas de areia ao poço de sucção das bombas de água bruta, localizada no prédio da casa das bombas da captação. Daí a água bruta é bombeada através de uma tubulação de 500mm de diâmetro até a Estação de Tratamento, situada a cerca de 400 metros de distancia. A E.T.A. da cidade é do tipo convencional, efetuando a clarificação e desinfecção da água, ela compõe-se dos seguintes elementos: entrada de água bruta, câmaras de floculação, decantadores, filtros de areia e casa de química. 2

Entrada de água bruta: Vinda do rio, bombeada pela estação elevatória de água bruta, a água é descarregada em uma caixa de chegada que se comunica com um vertedor tipo Parshall onde ela passa em trajeto para as câmaras de floculação. O vertedor é ligado a um poço de bóia, no qual está instalado um indicador de vazão. Os produtos químicos representados por solução de sulfato de alumínio e suspensão de leite e cal, adicionados no ponto de chegada da água bruta. Câmaras de floculação: São destinadas a fazer uma agitação na água já com produtos químicos, de maneira a resultarem flocos bem formados e com boas características de sedimentação. Foram construídas câmaras com funcionamento por gravidade, providas de chicanas verticais, executadas em madeira, com tempo de detenção igual a 20 minutos. As suas dimensões garantem velocidades convenientes, de modo que asseguram a integridade dos flocos formados e evita a sua decomposição prematura no interior das câmaras. A fim de permitir a limpeza das câmaras, foram feitas descargas de fundo e pequenas aberturas na parte inferior dos septos verticais. Decantadores: São, dois os decantadores, com dimensões que adequam comprimento, largura e profundidade. A capacidade é tal a garantir um período de detenção correto, com previsão de volume adicional para lôdos. A saída da água decantada é feita através de um sistema de calhas coletoras de grande comprimento, garantindo assim a possibilidade de condução de partículas ainda não decantadas, existem também descargas de fundo que permitem o esvaziamento e limpeza. Filtros de areia: São quatro unidades filtrantes do tipo duplo, com duas câmaras, cada uma dotada de sistema independente de controle de operação. As camadas filtrantes e suporte, constituídas respectivamente por areia e pedregulho, apoiam-se sobre fundo falso provido de bocais distribuidores especiais. A vazão de cada unidade filtrante é controlada automaticamente por meio de dispositivos comandados por tubo tipo Venturi. Os demais são todos do tipo de comando hidráulico. A água filtrada vai para reservatórios enterrados onde recebe, na entrada, o cloro e em outro ponto conveniente a cal para correção do PH. A lavagem dos filtros é feita por meio de bombas de recalques, localizadas no edificio de água tratada. Ao longo dos filtros, em um corredor, estão localizados os comandos dos registros e indicadores. Sob este corredor estão localizados as canalizações, registros, reguladores e o canal de água filtrada. Casa de química: A casa de química abriga os depósitos de coagulantes e de cloro, as salas de preparo e dosagem dos diversos produtos químicos, o laboratório, escritórios, vestiários e instalações sanitárias. Existe espaço adequado para armazenamento de coagulantes, suficiente para um período longo de funcionamento, existe também um monta-carga, uma espécie de elevador para materiais, que facilita o transporte dos mesmos. A extinção de cal virgem é feita em extintor devidamente abrigado em local fechado, a fim de evitar poeiras de cal na estação. Do extintor, o leite de cal passa aos dosadores localizados no piso inferior. Os tanques para dissolução do sulfato de alumínio 3

tem suas bordas elevadas sobre o piso da sala e destes tanques a solução vai até os dosadores de sulfato. O leite de cal e a solução de sulfato de alumínio já dosados, são levados por mangueiras de borracha, abrigados em canaletas existentes no piso da sala de dosagem, até o ponto de aplicação. Nessas mesmas canaletas são abrigadas as canalizações distribuidoras de água e os dutos para a instalação elétrica. A sala de cloração é interligada com a sala de dosagem dos coagulantes, podendo ser isolada da mesma por uma porta de fechamento hermético. Comunica-se diretamente com o monta-carga de onde serão recebidos os tubos de cloro e possui abertura para o exterior permitindo ventilação permanente, possui ainda exaustor comandado por chave elétrica, colocada externamente. O flúor, especialmente aplicado para combater as cáries é dosado em uma sala do pavimento térreo e lançado na canaleta de água tratada. Adução: A estação de tratamento produz 400 litros de água por segundo. Ela é bombeada através da estação elevatória de água tratada nº 01, situada na própria E.T.A., para a cidade. Parte dali por uma adutora de ferro com 450mm diâmetro, com distribuição em marcha, isto é, já sai distribuindo água para a parte baixa da cidade. Dela saem algumas subadutoras que possuem de 100 a 200mm de diâmetro, e destas, saem as redes de 50mm, que constituem a maior parte da distribuição. A adutora principal vai até o pátio da S.A.E. no centro da cidade onde se localizam a maior parte dos reservatórios e os abastece. A partir dali ela segue num diâmetro de 350mm, indo abastecer os bairros da zona sul da cidade como Jardim Matilde, Vila Odilon, Vila Musa, Jardim Itamaraty e outros. Eles também fazem parte da zona baixa da cidade. Esta adutora também abastece 2 reservatórios construídos naquela região, na Vila musa e Núcleo Habitacional Pe. Eduardo Murante (COHAB). No pátio da SAE existe a Estação Elevatória de Água Tratada II, que bombeia parte da água reservada para o reservatório elevado localizado na Vila Margarida. Além de abastece-lo, esta estação elevatória promove a distribuição em marcha no seu trajeto.ela repete o mesmo processo da adutora principal. Da sua tubulação de 350mm saem outras sub-adutoras e redes de 50mm que abastecem a parte alta da cidade. Foram implantados mais três sistemas de abastecimento a partir de 1.996, hoje denominados Leste, Oeste e Sul, com o objetivo de setorizar o abastecimento de acordo com a defasagem das duas regiões. No sistema Leste foi executada uma adutora de ferro fundido com 3.216,00 metros sendo 1.896,00 metros de ferro fundido 400mm e 1.320,00 metros de PVC 200mm. A água é recalcada do reservatório principal da E.TA., com bombeamento específico para o sistema de reservação executado na Vila Boa Esperança 2ª Secção, que consiste num reservatório metálico apoiado com 500m3 e um elevado com 100m3 de capacidade que funcionam também como reguladores do bombeamento. Para o sistema Oeste foi construído um reservatório semi-enterrado com 1.800m3 no pátio da E.T.A. interligado interligado ao seu reservatório principal. Foi edificada uma estação elevatória própria com vazão inicial de 300m3/hora, uma adutora de PVC c/ fibra de vidro com 300mm de diâmetro e um sistema de reservação constituído por um reservatório semi-enterrado com 1.500m3 e um elevado com 200m3 localizados no Jardim das Paineiras. As tubulações são dotadas de ventosas e válvulas anti-golpe de ariete 4

O sistema se completa com a implantação de uma sub-adutora 1327 metros de extensão, com diâmetro de 150 mm, saindo do reservatório elevado até a interligação à sub adutora existente de 125 mm localizada na Rua Henrique Pontara, Jardim Santa Fé. Em 2.000 foi criado um sub setor na Zona Sul denominando sistema Sul de distribuição localizado na Vila São João. O sistema Sul esta compreendido em três reservatórios sendo dois apoiados com 1.500m3 e um elevado com 200m3, este sistema é abastecido por uma adutora de 350mm que sai do pateo da Sae no centro e vai até a Rua Rio de Janeiro, onde seu diâmetro é passa para 200mm chegando até o reservatório. É um estado de completo bem estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. Ocorre uma relação direta entre a água e a saúde, pois segundo a O.M.S., cerca de 81 casos de doenças, em um total de 100, tem como origem a água. Uma instalação mau projetada ou executada poderá ocasionar riscos à saúde, através da contaminação ou introdução de matérias indesejáveis na água. Sendo assim, a existência de água em quantidade e qualidade suficiente para as atividades humanas, é condição básica para o melhoramento e / ou manutenção da saúde. 5