Relatório de Viagem: Intercâmbio 2016.1 Luisa Miranda Braga Engenharia Mecânica 1310783 Rio, 28 de Outubro de 2016
Meu nome é Luisa Miranda Braga, tenho 22 anos e atualmente estou cursando o oitavo período de Engenharia Mecânica na PUC-Rio. No primeiro semestre de 2016 participei do programa de intercâmbio oferecido pela CCI para a Universidade da Califórnia no campus de Berkeley. Minha experiência começou um pouco antes do semestre letivo da faculdade iniciar. Me mudei para a International House (Ihouse) no dia 5 de Janeiro e as aulas só começariam no dia 13. Posso dizer que morar na Ihouse foi a melhor escolha que poderia ter feito. O dormitório é composto por mais de 600 alunos, 90% deles internacionais, criando um ambiente muito favorável a aceitação de todas as culturas. Todo o medo que tinha antes de me mudar, de ficar sozinha, não fazer amigos ou não conhecer ninguém que goste das mesmas coisas que eu, passou no momento que entrei lá. Assim que cheguei no meu quarto, minha colega de quarto, Ysabel, que já havia me contactado pelo facebook, havia deixado um bilhete com o telefone falando para ligar quando eu chegasse para que ela pudesse me ajudar a comprar tudo o que iria precisar. Então liguei para ela que me buscou de carro e me levou a uma loja de departamento para comprar travesseiro, toalha, lençol etc. Nesse mesmo dia saímos para jantar com vários outros residentes e comecei a me enturmar. Foi nesse dia que a Ihouse me tirou o primeiro sorriso, percebi que Ysabel seria uma amiga para o resto da vida, o que ficou comprovado em outros milhares de momentos que vivemos juntas. Nos próximos dias mais alunos começaram a chegar e também pude conhecer um grande grupo de brasileiros que já estavam lá, tanto pelo CCI quanto pelo programa ciência sem fronteiras, o que serviu para diminuir as saudades de casa. Com um círculo de amigos criado ficou natural me adaptar a nova vida, percebi que estava muito feliz e sabia disso em cada momento que estava passando.
Dia 13 de janeiro fui a minha primeira aula na renomada UC Berkeley, me lembro de estar nervosa pois seria a primeira aula universitária em inglês da minha vida, também estava apreensiva por não conhecer nenhum outro aluno da minha sala. Essa tensão foi melhorando quando o professor (Youssefi) começou a apresentar o conteúdo, percebi que teria que estudar bastante mas que ele era uma pessoa solicita que poderia me ajudar quando precisasse. Na primeira semana de aulas, frequentei várias disciplinas diferentes para decidir aquelas que seguiría pelo semestre. Optei por manter 4 disciplinas, três dentro do departamento de engenharia mecânica e uma delas fora do departamento na área de inovação tecnológica sustentável, ao todo 13 units ( equivalente a 13 créditos na PUC-Rio). A maneira com que a UC Berkeley cobra seus alunos é bastante diferente da PUC, lá os estudantes têm menos provas, mais projetos e mais deveres de casa, criando uma rotina de estudo mais intensa. A princípio tive que me esforçar bastante para entrar no ritmo dos outros alunos, estudava todos os dias após as aulas, frequentava monitorias e as reuniões com os professores para tirar dúvidas. Mas como havia uma biblioteca dentro da Ihouse, acabava sendo divertido estudar com todos os amigos, principalmente minha melhor amiga, a Luana, também aluna da PUC-Rio. No final do semestre, consegui ir bem em todas as matérias e aprendi muito, esforço mais do que recompensado.
Uma parte muito importante do intercâmbio são as viagens e também conhecer melhor as cidades próximas a universidade. Nesse quesito tive bastante sorte, pois era bastante simples e barato viajar pela região da califórnia nos finais de semana. A primeira viagem que fiz na realidade não foi uma viagem, mas sim passar o dia em São Francisco, uma das maiores cidades dos Estados Unidos, que ficava ha apenas trinta minutos de metro de Berkeley. Passar o dia em São Francisco se tornou uma rotina corriqueira para aqueles dias que as aulas acabavam cedo ou em muitos finais de semana. Além da região norte da califórnia como Yosemite, Lake Tahoe e Napa Valley, fiz algumas viagens pelo sul como ir até Los Angeles pela Highway 1 e parar em várias cidades no caminho. Também tive a oportunidade de passar uma semana no Hawaii, uma em Cancun no México e no fim do intercâmbio viajar com a família para Nova Iorque e Chicago. Todas essas viagens não só representaram momentos incríveis de muita diversão como também possibilitaram que eu me tornasse mais independente, paciente e soubesse lidar melhor com imprevistos. Pois nem sempre tudo funcionava como previsto.
A experiência do intercâmbio permitiu que eu abrisse minha mente, crescesse como pessoa e também profissionalmente. Na minha opinião, todos que tivessem a possibilidade de viver e estudar em outro país, com uma cultura diferente e longe de seu lugar comum deveriam fazê-lo.. Não se trata apenas de algo que acrescenta duas linhas ao seu currículo, mas sim algo que acrescenta muitos capítulos a sua vida.