Universidade do Estado de Mato Grosso Campus Sinop Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas ACIONAMENTO DE MÁQUINAS ROGÉRIO LÚCIO LIMA Sinop Fevereiro de 2016
Equipamento que transforma energia elétrica em energia mecânica, em geral, energia cinética. Acionamento de máquinas e equipamentos mecânicos - assunto de grande importância econômica; Acionamento industriais 70% a 80% da energia elétrica consumida pelo conjunto de todas indústrias seja transformada em energia mecânica; Década de 80 indústria brasileira produziu em torno de 3 milhões de unidades, 80 mil unidades acima de 20 cv.
De acordo com o tipo de fonte, os motores podem ser divididos em DC e AC: Motores DC Controle preciso de velocidade; Evolução da eletrônica de potência permitiu a substituição dos grupos conversores rotativos; Mais caros, porém tornou-se acessível pela evolução da eletrônica; Manutenção mais frequente; Classificam de acordo com a forma de produção do campo magnético e o projeto de construção da armadura: Motores de fluxo magnético variável; Fluxo magnético constante;
Motores AC 90% são motores de indução de gaiola; Predomínio destes motores para aplicações com unidade menores de 500 CV e sem necessidade de ajuste de velocidade;
Motores de Indução Tipo mais usual da indústria; Simplicidade quando comparado a CC; Baixo custo e máxima eficiência com manutenção mínima; Rendimento elevados para médias e máximas cargas Os seus terminais permitem ligações: Estrela ou triângulo, série ou paralelo; A alimentação é fornecida ao estator e por indução, transfere a energia ao circuito rotor; O rotor pode ser gaiola ou apresentar 3 anéis girantes;
Motores de Indução
Fatores de Seleção Vários fatores são determinantes: Fonte de alimentação: tipo, tensão, frequência, simetria, equilíbrio, etc.; Condições ambientais: agressividade, periculosidade, altitude, temperatura, etc.; Exigências da carga e condições de serviço: potência solicitada, rotação, esforços mecânicos, configuração física, ciclos de operação, confiabilidade, etc.; Consumo e manutenção: varia com os interesses econômicos, perspectiva a curto ou longo prazo; Controlabilidade: posição, torque, velocidade, corrente de partida (de acordo com exigências da carga).
Tipos de Motores
Motor Rotor Gaiola de Esquilo Mais robusto: não possui escovas e comutadores; Não há problemas ligados a desgaste e manutenção; Usado no acionamento da maioria das cargas mecânicas;
Motor com Rotor Bobinado Compostos por 3 bobinas ligadas em estrela, 3 terminais livres conectados a anéis deslizantes no eixo do rotor; Os anéis permitem por meio de escovas a conexão de reostatos para manipular as características de partida; Além de diferentes rotores, existem diferentes enrolamentos nos estatores para se obter diferente velocidades.
Motor Dahlander É o preferido para motores de duas velocidades: uma menor e outra maior; O rendimento em maior velocidade e melhor que em menor velocidade; A potência em maior velocidade é de 1.5 a 1.8 vezes do que em velocidade menor; São 6 bobinas e seis terminais que se combinam em duas formas; Porém não pode ser adaptado para duas tensões;
Motor com dois enrolamentos separados Dois enrolamentos separados que possibilitam duas velocidades; Cada enrolamento é ligado para obter a respectiva velocidade, deixando o segundo enrolamento desligado; Desvantagem: por ter apenas metade do motor ativo, diminui seu rendimento. Motor para três e quatro velocidades Une-se o Dahlander a um enrolamento separado; Para obter quatro velocidade, une-se dois enrolamentos Dahlander separados em um motor; Velocidade e rendimento é o mesmo do motor Dahlander.
Bibliografia FRANCHI, C. M. Acionamentos Elétricos. 4 ed. São Paulo: Editora Érica, 2008. Obrigado!!!