Alumínio e suas ligas. A.S.D Oliveira

Documentos relacionados
O que são ligas Leves e quando são competitivas?

Aspectos Metalúrgicos na Produção de Trefilados em Ligas de Alumínio

Cesar Edil da Costa e Eleani Maria da Costa TRATAMENTO TÉRMICO POR SOLUÇÃO PRECIPITAÇÃO

Engenharia e Ciência dos Materiais I Profa.Dra.Lauralice Canale 1º. Semestre

Cinética das transformações de fase. A.S.D Oliveira

ALUMÍNIO E SUAS LIGAS

Aula 15 Solubilização e Precipitação. Mecanismos de Endurecimentos por:

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO AERONÁUTICA I SMM 0181

Capítulo 11 - Ligas Não-Ferrosas

FUNDAMENTOS DE MATERIAIS METÁLICOS I. Engenharia de Materiais 7º Período. Mecanismos de Endurecimento

Metalografia e tratamento térmico do cobre e suas ligas

Processos de tratamentos térmicos dos metais ferrosos e não ferrosos Parte 2/2

Cotações. Universidade Técnica de Lisboa. Instituto Superior Técnico. Ciência de Materiais 2º Teste (09.Janeiro.2012)

METALURGIA DA CONFORMAÇÃO MECÂNICA

Soldagem de Alumínio MIG/TIG

Materiais de Construção Mecânica I-B - DEMAT - EE - UFRGS PARTE 21 LIGAS METÁLICAS. Ligas Não Ferrosas Alumínio

Seleção de Materiais

Frederico A.P. Fernandes

COMPORTAMENTO MECÂNICO DOS MATERIAIS: DEFEITOS CRISTALINOS E DEFORMAÇÃO PLÁSTICA

Os processos de fabricação mecânica podem ser agrupados em 5 grupos principais.

ECM1 Ligas de Alumínio. Profa. Dra. Lauralice Canale

DEFEITOS CRISTALINOS E DEFORMAÇÃO PLÁSTICA

MECANISMOS DE ENDURECIMENTO DE METAIS

IMPERFEIÇÕES EM SÓLIDOS. Bento Gonçalves, 2014.

Tratamentos térmicos de Recozimento e Normalização para os aços

Aços de alta liga resistentes a corrosão II

Mecanismos de endurecimento em aços [16]

DIAGRAMAS DE FASE II TRANSFORMAÇÕES DE FASE

Deformação e Mecanismos de Endurecimento Metais DEMEC TM242-B Prof Adriano Scheid

Fundamentos de Ciência e Engenharia de Materiais. DEFEITOS CRISTALINOS Prof. Dr. André Paulo Tschiptschin

DIAGRAMAS TTT DIAGRAMAS TTT

Prova escrita de: 2º Teste de Ciência de Materiais. Lisboa, 30 de Junho de Nome: Resolução

Aula 03 Propriedades Gerais dos Materiais

ES 542 Tratamentos Térmicos. Professor: Felipe Bertelli Site :

AÇO-CARBONO AÇO-LIGA ALOTROPIA DO FERRO

TRATAMENTOS TÉRMICOS

Aula 17 - Transformações no estado sólido. Transformações Estruturais a nível de tamanho e formato dos grãos

Resolução do 2º Teste de Ciência de Materiais COTAÇÕES

AÇOS INOXIDÁVEIS (Fe-Cr-(Ni))

Introdução aos Materiais Metálicos TM 229 Recristalização Prof. C. Brunetti

Utilização dos D.E. no entendimento dos diferentes tipos de solidificação de metais e/ou ligas

Introdução à Ciência dos Materiais para Engenharia PMT 3110

CAP 11 - MICROESTRUTURAS

Tratamentos Térmicos Especiais [22]

Temperatura (T, 0 C)

O teor de C (>2%) está acima do teor que pode ser retido em solução sólida na austenita. " Consequência

Introdução ao Projeto de Aeronaves. Aula 32 Materiais Aeronáuticos

Efeito dos elementos de liga nos aços

Tratamentos Térmicos. Recozimento. Objetivos:

DEFEITOS CRISTALINOS

ZAMAC MEGA ZINCO METAIS

TM229 - Introdução aos Materiais

AULA 07 DEFORMAÇÃO PLÁSTICA DOS METAIS

Tratamento térmico T4: solubilização e envelhecimento de ligas Al3,5%Cu

Sistema Ferro - Carbono

Ciências dos materiais- 232

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

APONTAMENTOS PRIMEIRA PROVA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO I

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

Prova escrita de: 2º Exame Final de Ciência de Materiais (Correcção) Nome:

Aula 07: Solidificação de ferros fundidos e ligas de alumínio

Correlação entre Microestrutura, Resistência à Tração e Resistência à Corrosão. Campinas, 2010.

UNIDADE 10 Propriedades Mecânicas II

Propriedades dos Materiais ENGENHARIA DOS MATERIAIS PROF. KARLA NUNES 2017

Difusão em Sólidos TM229 - DEMEC Prof Adriano Scheid

EFEITO DOS ELEMENTOS DE LIGA NOS AÇOS RSCP/ LABATS/DEMEC/UFPR

Endurecimento por dispersão de fases e diagramas de fases eutéticos

DEFEITOS CRISTALINOS. Conceitos Gerais

SUMÁRIO. 1 Introdução Obtenção dos Metais Apresentação do IBP... xiii. Apresentação da ABENDI... Apresentação da ABRACO...

Diagramas de fase. A.S.D Oliveira

Ligas de Alumínio e Cobre. Noções Básicas e Aplicações

ESTADOS EXCITADOS: fonões, electrões livres

Tecnologia dos Materiais Outras ligas metálicas não ferrosas

Tratamentos térmicos de aços inoxidáveis

LIGAS METÁLICAS NÃO FERROSAS

TRANSFORMAÇÕES DE FASES EM METAIS

SOLIDIFICAÇÃO. A.S.D Oliveira

TREFILAÇÃO TREFILAÇÃO

Universidade Técnica de Lisboa

INFLUÊNCIA DA MICROESTRUTURA NAS PROPRIEDADES ELÉTRICAS DE LIGAS Al-Mg-Th E Al-Mg-Nb

Resolução do 2º Exame Final de Ciência de Materiais. Lisboa, 6 de Fevereiro de Resolução COTAÇÕES

PROCESSOS DE FABRICAÇÃO III SOLDAGEM METALURGIA DA SOLDAGEM

Aços Inoxidáveis. A.S.D Oliveira

Aplicações do Alumínio na Indústria Aeronáutica e Aerospacial

ESTUDO DO ENVELHECIMENTO ARTIFICIAL DA LIGA DE ALUMÍNIO 7075

Conteúdo de metal nobre < 25% (ouro, Tabela 2 Classificação das ligas para fundição odontológica em função da nobreza e indicação clínica

Materiais Metálicos: INTRODUÇÃO Engenharia Civil

Universidade Técnica de Lisboa

METAIS FERROSOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA. Prof.(a) : Graziele Braga ENGENHARIA MECÂNICA.

Têmpera. Lauralice Canale

LAMINAÇÃO EM UM E DOIS PASSES DA LIGA AA1100 PARA FABRICAÇÃO DE EVAPORADORES ROLL BOND. Fernando Frias da Costa, Kátia Regina Cardoso

4- IMPERFEIÇÕES CRISTALINAS

Transcrição:

Alumínio e suas ligas

Características do Al: - Cor prata - baixa densidade - Estrutura cristalina: CFC - Tfusão- 660C - maleável - Resistência a corrosão - Boa condutividade térmica e elétrica - Elevada refletividade ao calor e a luz Al tem um elevado custo de extração a partir da bauxita; mesmo assim é o metal mais utilizado logo depois do aço. Porquê?

Esquematizar curva tensão-deformação 1 Al puro vs Fe puro 2 Al puro vs Liga Al 3 Liga Al encruada vs liga de Al 4 Liga Al fundida vs liga Al recristalizada

Estrutura trabalhada (estrutura de grãos) Estrutura fundida (estrutura dendritica) Ø Melhor controle da microestrutura e das propriedades v Facilidade de trabalhar com materiais de elevada dureza/ resistência mecânica

Como alterar as propriedades do Al? - Encruamento - Refino de grão - Solução sólida -> ligas de Al Ligas de Al: Fundidas Trabalhadas: - tratáveis termicamente - não tratáveis térmicamente (1000, 3000 e 5000)

Classificação Al e suas ligas Principal elemento de liga Puro (99%Al) Cobre Manganês Silicio Magnésio Magnésio+Silicio Zinco Litio Sem Uso Trabalhadas 1XXX 2XXX 3XXX 4XXX 5XXX 6XXX 7XXX 8XXX Fundidas 1XXX0 2XXX0 4XXX0 5XXX0 6XXX0 7XXX0 9XXX0

NOMENCLATURA E SIMBOLOGIA DAS TRANSFORMAÇÕES ESTRUTURAIS - LIGAS TRABALHADAS- F como fabricado, não sofreu tratamento nenhum O Sofreu recozimento para recristalização para eliminar encruamento H Ligas que sofreram tratamento mecânico para encruamento "T Ligas que sofreram tratamento térmicos "W ligas solubilizadas e armazenadas

LIGAS QUE SOFRERAM TRATAMENTO MECÂNICO PARA ENCRUAMENTO HXX X1= 1, 2, 3"refere-se as operações sofridas X2= 2,4,6,8"dá o grau de encruamento NOMENCLATURA E SIMBOLOGIA DAS TRANSFORMAÇÕES ESTRUTURAIS - LIGAS TRABALHÁVEIS- 2-1/4 duro 6-3/4 duro 4-1/2 duro 8 - duro H12 1/4 duro (somente encruamento) H14 1/2 duro (somente encruamento) H16 3/4 duro (somente encruamento) H18" duro (somente encruamento) H19 extra-duro (somente encruamento) H22, H24 encruado e depois recozido parcialmente H32, H34 encruado e estabilizado

Classificação Al e suas ligas Aplicações

Ligas Fundidas Liga Al-Si (bloco de motor) Qual a estrutura da liga Al-7%Si? E da liga Al-13%Si? Liga modificada com Na - Em ligas sem a adição de sódio o silício apresenta-se na forma de plaquetas. Adição de Na ao invés de se formarem plaquetas formam-se bastonetes de silício. O Ponto eutético é deslocado para T menores e maiores concentraç 0es

Ligas Trabalhadas e TT Liga Al-Mg Qual a microestrutura esperada para a liga Al-10wt%Mg em condições de equilíbrio?

Ligas Trabalhadas e TT Liga Al-Cu Qual a microestrutura esperada para a liga Al-4wt%Cu em condições de equilíbrio? E fora do equilibrio?

Ligas Trabalhadas Liga Al-Cu Solubilização e envelhecimento/precipitação Solubilização Resfriamento rápido Envelhecimento Envelhecimento Resfriamento rápido

Ligas Trabalhadas Liga Al-Cu Solubilização e envelhecimento/precipitação Microestrutura de equilíbrio com o precipitado grosseiro θ nos contornos de grão E se encruar a SSS e depois envelhecer, vai mudar alguma coisa? Fina dispersão de precipitados no interior dos grãos

Ligas Trabalhadas Liga Al-Cu Solubilização e envelhecimento/precipitação

Nomenclatura de ligas Al trataveis termicamente T1 Esfriada de uma temperatura elevada de um processo de conformação mecânica, encruada e envelhecida naturalmente. T2 Esfriada de uma temperatura elevada de um processo de conformação mecânica, encruada e envelhecida naturalmente T3 Tratada termicamente para solubilização, trabalhada a frio e envelhecimento natural. T4 Tratada termicamente para solubilização e envelhecimento natural. T5 Esfriada de uma temperatura elevada de um processo de conformação mecânica e envelhecida artificialmente. T6 Tratado por solubilização e envelhecido artificialmente T7 Tratado por solubilização e superenvelhecido/ estabilizado. T8 Tratado por solubilização, trabalhado a frio e envelhecido artificialmente

Ligas Trabalhadas Liga Al-Cu Solubilização e envelhecimento/precipitação Temperaturas de tratamento Solubilização Recozimento Envelhecimento ou precipitação

Ligas Trabalhadas Liga Al-Cu Solubilização e envelhecimento/precipitação Fases de transição

Ligas Trabalhadas Liga Al-Cu Solubilização e envelhecimento/precipitação Fases de transição sequência de precipitação α ss -> α 1 +GP->α 2 +θ ->α 3 +θ -> α 4 + θ

Ligas Trabalhadas Liga Al-Cu Solubilização e envelhecimento/precipitação Fases de transição sequência de precipitação No Envelhecimento: α ss -> α 1 +Zonas GP->α 2 +θ ->α 3 +θ -> α 4 + θ

Ligas Trabalhadas Liga Al-Cu Envelhecimento/precipitação Efeito sobre as propriedades mecânicas - tempo de envelhecimento

Ligas Trabalhadas Liga Al-Cu Envelhecimento/precipitação Efeito sobre as propriedades mecânicas - papel do tempo e da temperatura de envelhecimento

Ligas Trabalhadas Liga Al-Cu Envelhecimento/precipitação Fases de transição sequência de precipitação α ss -> α 1 +zonas GP->α 2 +θ ->α 3 +θ -> α 4 + θ Zonas GP Interfaces coerentes com a matriz Aproximadamente duas camadas de átomos

Ligas Trabalhadas Liga Al-Cu Envelhecimento/precipitação Fases de transição sequência de precipitação α ss -> α 1 +zonas GP->α 2 +θ ->α 3 +θ -> α 4 + θ Precipitado coerente Precipitado incoerente

Ligas Trabalhadas Liga 2014 (Al-Cu) Envelhecimento/precipitação Efeito sobre as propriedades mecânicas - papel do tempo e da temperatura

Qual dos sistemas é mais adequado a tratamentos de solubilização e envelhecimento?

Solubilização e envelhecimento a T ambiente. Qual o tempo necessário para a formação das zonas GP? Liga 3wt%Cu solubilizada ; conformada a 400C seguida de resfriamento rápido. Envelhecimento a 130C, qual o tempo necessário para o pico de propriedades? Liga 4,0wt%Cu após solubilização qual o tempo necessário para superenvelhecimento?