EDITORA MONERGISMO BRASÍLIA, DF
Todos os direitos em língua portuguesa reservados por Editora Monergismo Caixa Postal 2416 Brasília, DF, Brasil - CEP 70.842-970 Telefone: (61) 8116-7481 - Sítio: www.editoramonergismo.com.br 1ª edição, 2013 1000 exemplares Tradução: Odayr Olivetti Revisão: Felipe Sabino de Araújo Neto Capa: Raniere Maciel Menezes Projeto gráfico: Marcos R. N. Jundurian Proibida a reprodução por quaisquer meios, salvo em breves citações, com indicação da fonte. Todas as citações bíblicas foram extraídas da versão Almeida Revista e Atualizada (ARA) salvo indicação em contrário. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Pink, Arthur Walkington A Inspiração Divina da Bíblia / Arthur Walkington Pink, tradução Odayr Olivetti Brasília, DF: Editora Monergismo, 2013. 128 p.; 21cm. Título original: The Divine Inspiration of the Bible ISBN 978-85-62478-71-0 1. Bíblia 2. Cristianismo 3. Inspiração CDD 230
Dedico carinhosamente este livro aos meus queridos pais, com grande apreço e gratidão, por me ensinarem desde criança a reverenciar as Sagradas Escrituras.
A INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA PREFÁCIO À EDIÇÃO BRASILEIRA Arthur W. Pink foi o meu mentor. Acompanhou meus passos na formação de minhas convicções da veracidade da fé reformada. Não. Eu não o conheci. Na realidade ele faleceu alguns anos após o meu nascimento. Mas os seus livros tiveram grande impacto na minha formação teológica, especialmente por sua cuidadosa e lógica exposição da Palavra de Deus. De especial valor, foi o seu livro A Soberania de Deus (edição original 1918), onde ele apresenta de forma suave, mas magistralmente contundente, a pessoa de Deus, em todo o seu poder e no exercício de toda sua onipotência, em todos os aspectos, inclusive na salvação do seu povo das garras do pecado. Se existe algo que caracteriza os escritos de Pink, é o apreço pelas Escrituras Sagradas. Quando estamos mais propensos a nos levar pelos devaneios da especulação teológica, pelo achismo do que se encaixa em nossa pequenina mente, Pink nos traz de volta à Bíblia com abundantes citações, mostrando que o que importa é o que diz a Palavra; nós, cristãos, temos é que nos render às evidências e ensinamentos da Palavra Inspirada. Pink (1886-1952) é chamado de um puritano nascido fora de época. Tendo vivido 250 anos após a era de ouro daqueles gigantes de Deus, ocasião em que o marco da Confissão de Fé de Westminster foi firmado, por grandes 9
10 PREFÁCIO À EDIÇÃO BRASILEIRA e eminentes teólogos, Pink escreve no mesmo espírito, com a mesma riqueza de detalhes e com o mesmo insight espiritual que marcaram aqueles servos. Este livro é a prova cabal disso, tratando das Escrituras Sagradas, da doutrina da Inspiração, ele reafirma e confirma a base de todo o nosso conhecimento religioso. Essa é a característica da fé reformada as Escrituras são nossa única regra de fé e prática; inspiradas que foram pelo Espírito Santo de Deus, são inerrantes, confiáveis e infalíveis. Todos os desvios doutrinários, cultos e seitas, atração pelo liberalismo teológico, ou pelo racionalismo, no seio da igreja cristã, começaram com um desprezo pela inspiração da Bíblia, culminando em considerá-la uma produção meramente humana, a ser estudada por seus aspectos éticos, literários e históricos. O resultado é a distorção também da ética, da integridade literária e da própria história. Ao tratar da inspiração divina da Bíblia, portanto, Arthur Pink traz uma mensagem extremamente pertinente aos nossos dias. Especialmente, porque ao lado daqueles que começam os desvios desprezando as Escrituras, temos aqueles que se desviam das Escrituras, porque procuram outras fontes de conhecimento religioso e outras formas de revelação. Pink demonstra que é o próprio Deus que sempre nos leva de volta à Palavra: (a) acima das experiências; (b) acima das tradições; (c) acima dos sinais e maravilhas. Realmente, na maioria das vezes o interesse pelos fenômenos sobrenaturais não procede do sério estudo da palavra de Deus, mas de sentimentos carnais presentes na fraca visão do homem natural. Quando Jesus foi pressionado para que realizasse algum sinal sobrenatural fora do contexto e do propósito soberano de sua missão, apenas para atender o desejo pelo extraordinário, presente na multidão (Mt 12.39), ele deu o seguinte direcionamento aos solicitantes:
A INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA vidas (chama os interlocutores de geração má e adúltera ) ras, à história previamente revelada e escriturada, (deviam considerar o sinal do profeta Jonas ) para obtenção do conhecimento teológico e prático que diziam procurar. É o próprio Deus que não admite adições à sua Palavra, pois no final das Escrituras, no último capítulo do último livro da Bíblia (Apocalipse 22.18 e 19), temos essa advertência: Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro. Assim, observando o cenário evangélico atual e a questão da inspiração da Bíblia, não posso deixar de trazer à memória, palavras que escrevi em outra ocasião, nas quais destaquei essa necessidade de apreço às Escrituras Sagradas, pois esse é o escopo e o cerne deste livro do Pink. Vivemos em uma era de subjetivismo que tem mirrado as mentes cristãs. Precisamos voltar à revelação proposicional e objetiva da Palavra de Deus. Não podemos trilhar os passos dessa suposta super-espiritualidade contemporânea. Atualmente, sob a pretensão de se estar mais próximo de Deus, em um enlevo místico-misterioso, procura-se dialogar com Deus; proclama-se o recebimento de novas revelações; fala-se muito em amor, em vida, em ministério, em pregação, em poder, em maravilhas, em ativida- 11
PREFÁCIO À EDIÇÃO BRASILEIRA des, em louvor; enquanto o que constatamos, progressiva e paralelamente, é a demonstração do afastamento e desprezo para com a única fonte de revelação objetiva que Deus nos legou: As Sagradas Escrituras. As Escrituras não se constituem em uma mera compilação ou registros das formulações e reflexos do pensar teológico humano, ao longo dos tempos. A Bíblia não representa a apreensão subjetiva, e estritamente humana, de comunidades lucanas, petrinas, paulinas eivadas de erros, mitos e cacoetes próprios, que precisam ser descontruídos para se chegar ao cerne de uma mensagem desfigurada e anacrônica. Muitos livros existem que tratam a Bíblia dessa maneira. Esses não servem ao proveito de ninguém, a não ser à suposta intelectualidade dos autores, antigos e contemporâneos, que assim pretendem se colocar como juízes sobre os textos inspirados. Fica a nossa mais calorosa recomendação deste livro, aos cristãos que encaram a sua fé com seriedade, pois a Bíblia, para Arthur W. Pink é a palavra inspirada de Deus merecedora de toda confiabilidade; livre de erro; fonte confiável de instrução ao homem sobre Deus e seus atos criativos, de justiça e redentivos, na história. E como precisamos dessa mensagem em nossos dias! Pb. Solano Portela Escritor, tradutor e conferencista 12